Pesquisa inédita do Sindilojas Porto Alegre e outros artigos da semana – 24.03.2026

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Você vai ler na coluna de hoje: Pesquisa inédita do Sindilojas Porto Alegre revela que corridas de rua impulsionam vendas em 59% das lojas esportivas, Record Guaíba marca presença no South Summit, Sinapro-RS reúne a diretoria em encontro presencial para alinhar metas, estratégias e direcionamentos para o ano, Agências ganham mais ao valorizar clientes atuais do que novos?, Viva o RS amplia atuação no South Summit Brazil com alameda de experiências gaúchas, Nem a natureza acelera o tempo todo, Funil de vendas ainda funciona na era da inteligência artificial?, Lançamentos pagos funcionam melhor que orgânicos no marketing digital? e  SXSW: 5 aprendizados que apontam o futuro do live marketing e dos eventos.

 

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Pesquisa inédita do Sindilojas Porto Alegre revela que corridas de rua impulsionam vendas em 59% das lojas esportivas

 

O boom das corridas de rua em Porto Alegre não está movimentando apenas parques e avenidas — também está aquecendo o comércio. Pesquisa inédita do Núcleo de Pesquisa do Sindilojas Porto Alegre mostra que 59,3% dos lojistas do setor esportivo identificam as provas de corrida como um motor direto de consumo, impulsionando principalmente a compra de tênis, roupas e acessórios para a prática.

O levantamento surge em um momento de forte crescimento da modalidade na capital gaúcha. Somente em 2025, Porto Alegre registrou 91 provas e 128,4 mil participantes, um salto expressivo em relação aos 45 eventos realizados em 2024 e aos 30 eventos de 2023, segundo dados da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel). A expansão da atividade foi tão significativa que levou à aprovação da Lei 271/2025, em agosto do ano passado, oficializando Porto Alegre como a Capital da Corrida de Rua. Em 2026, o calendário municipal já conta 77 provas previstas.

Para o presidente do Sindilojas Porto Alegre, Arcione Piva, o fenômeno esportivo também se traduz em oportunidades para o varejo. “A corrida de rua, assim como a caminhada, integra um novo comportamento da população, que tem investido cada vez mais nessas práticas como hábitos de bem-estar e de cuidado com a saúde do corpo e da mente. Essa tendência gera reflexos diretos no comércio: o atleta precisa renovar equipamentos, testar novos produtos e se preparar para as provas, criando um ciclo constante de consumo que beneficia o varejo especializado”, afirma.

 

Corrida se consolida como hábito de consumo

Entre os lojistas entrevistados, 54% perceberam aumento no número de consumidores ligados à corrida de rua, reforçando a consolidação da modalidade como um dos pilares de bem-estar entre os porto-alegrenses.

Eventos tradicionais, como a Maratona Internacional de Porto Alegre — atualmente Maratona Olympikus — funcionam como verdadeiros “gatilhos de consumo”, estimulando atletas a renovar equipamentos para treinos e competições.

 

Vendas estáveis indicam resiliência do setor

O levantamento aponta que 65% das lojas registraram estabilidade nas vendas, enquanto 21% tiveram aumento, demonstrando uma expansão orgânica do segmento mesmo em um cenário econômico desafiador.

Entre os estabelecimentos que cresceram, a maior parte aponta avanços entre 11% e 20% nas vendas, um resultado considerado positivo diante da manutenção das altas taxas de juros desde julho de 2024, que tende a reduzir a capacidade de consumo de itens de maior valor agregado.

Já entre os lojistas que registraram retração, metade relatou quedas de cerca de 15%, cenário possivelmente ligado a empresas com menor presença digital ou forte dependência de marcas importadas, mais impactadas pelos preços elevados.

 

Perfil do corredor porto-alegrense

O estudo também revela o perfil de consumo do praticante local. O ticket médio está entre R$ 251 e R$ 400, faixa indicada por 44% dos lojistas. O dado mostra que o corredor busca produtos de equilíbrio técnico, como tênis de entrada ou intermediários.

Gastos superiores a R$ 501 aparecem em apenas 5% das respostas, reforçando o impacto da taxa de juros na decisão de compra de produtos considerados não essenciais. Paralelamente, 58% das lojas pesquisadas afirmam que oferecem descontos como estratégia de venda e cerca de um terço estão reduzindo preços entre 16% a 20%.

 

Tênis lidera vendas, mas acessórios ganham espaço

O tênis de corrida lidera com folga as vendas, citado por 52% dos lojistas como principal item comercializado. Em seguida aparecem camisetas e calções, que garantem giro constante de estoque, especialmente nos meses de calor intenso em Porto Alegre.

Entre os produtos que mais cresceram nos últimos 12 meses, o destaque foi para bonés e viseiras (37%), impulsionados pela variação climática e pela necessidade de proteção durante treinos e provas.

 

Varejo se digitaliza para acompanhar o corredor

A pesquisa mostra ainda que o setor acompanha a transformação digital do consumo. Dos lojistas entrevistados, 76% já possuem presença online, indicando um varejo cada vez mais híbrido, que combina loja física e canais digitais.

Nas vendas online, o Instagram (38,2%) e o WhatsApp (34,2%) lideram como principais canais, superando sites próprios. O cenário evidencia a força do chamado social commerce, no qual o consumidor prefere interação direta, atendimento personalizado e negociação rápida.

Esse comportamento se reflete também nas formas de pagamento, já que 54% das lojas utilizam link de pagamento, ferramenta que facilita a conclusão da compra iniciada no WhatsApp, oferecendo segurança e agilidade sem a necessidade de estruturas complexas de e-commerce. Ainda neste contexto, o cartão parcelado responde pela maioria das transações (72%).

 

 

Record Guaíba marca presença no South Summit

A Record Guaíba estará presente em um dos maiores encontros de inovação e negócios do mundo, o South Summit.

Durante os dias 25, 26 e 27 de março, a emissora convida o público a visitar seu estande e vivenciar uma experiência especial, com uma programação voltada a conteúdo, conexões e novidades que movimentam o ecossistema de inovação.

A proposta é aproximar marcas, empreendedores e público em geral, reforçando o papel da Record Guaíba como agente ativo nas discussões sobre negócios, tecnologia e futuro.

A expectativa é receber visitantes ao longo de toda a programação, consolidando presença em um ambiente que reúne líderes, startups e investidores de diversas partes do mundo.

 

 

 

Sinapro-RS reúne a diretoria em encontro presencial para alinhar metas, estratégias e direcionamentos para o ano

 

A diretoria da gestão 2025/2027 do Sistema Nacional das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul (Sinapro-RS) reuniu-se presencialmente na manhã da última quinta-feira (19/03), no Hotel Swan Generation, em Porto Alegre, para alinhar metas, estratégias e direcionamentos para o ano. O encontro presencial reforça a agenda de reuniões online que a diretoria da entidade mantém regularmente.

A reunião foi aberta pelo presidente Juliano Brenner Hennemann, que contextualizou o momento em que a entidade se encontra e ressaltou que ela vem trabalhando, alinhada e em sistema com a Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro) e com os Sinapros dos outros Estados, para trazer melhorias para o mercado e benefícios às associadas, atuando no fortalecimento de todo o ecossistema da propaganda no país.

Entre os assuntos que estiveram em pauta, foram apresentadas as metas para 2026 junto com os KPIs (Indicadores-Chave de Desempenho) e estratégias para alcançá-los. Também foram discutidos temas para os eventos proprietários do ano – como o Frente a Frente, principal fórum de lideranças do mercado publicitário gaúcho promovido pelo Sinapro-RS, além do Sinergia Sinapro e da Rodada Nacional, que é uma novidade deste ano e da nova gestão da Fenapro. A primeira edição no Rio Grande do Sul acontecerá no dia

13 de maio, com a presença da presidente da Fenapro, Ana Celina Bueno, antecedendo o Encontro Nacional do Sistema Sinapro/Fenapro, que será nos dias 14 e 15 de maio, em Santa Catarina. A Rodada Nacional tem como propósito ser um evento aberto a todas as agências do mercado, que terão a oportunidade de se conectar com o Sistema Sinapro/Fenapro.

No encontro presencial foi apresentado, ainda, o calendário de 2026, contemplando os eventos promovidos pelo Sinapro-RS e os próximos três Encontros Nacionais do Sistema Sinapro/Fenapro. Por fim, debateu-se as novas campanhas previstas para o ano e novas formas e estratégias para tornar o Sinapro-RS cada vez mais presente para as agências associadas, seja no campo da gestão ou legal – as duas frentes de atuação da entidade.

 

 

Agências ganham mais ao valorizar clientes atuais do que novos?

 

 

A expansão da carteira de clientes se tornou, nos últimos anos, um dos principais indicadores de crescimento para agências digitais. A lógica era simples: quanto mais contratos fechados, maior o faturamento. Mas essa dinâmica começa a mudar. Em um cenário de competição acirrada e custos cada vez mais altos para conquistar novos clientes, muitas agências estão redescobrindo o valor de fortalecer relações com quem já está na base.

Esse movimento reflete uma maturidade maior do setor. Negócios digitais que antes priorizavam expansão rápida agora buscam previsibilidade e sustentabilidade financeira. Nesse contexto, retenção, relacionamento e evolução de contas existentes passam a ocupar um espaço estratégico dentro das operações.

Robson V. Leite, estrategista especializado na estruturação de agências digitais e fundador do ecossistema Agência de Valor, observa que grande parte das empresas ainda opera com foco excessivo em aquisição. Para ele, esse comportamento muitas vezes mascara oportunidades claras dentro da própria carteira de clientes.

“Existe uma cultura muito forte de celebrar novos contratos, mas pouca atenção ao potencial que já existe dentro da base. Em muitos casos, a agência está buscando crescimento fora enquanto ainda tem espaço para evoluir resultados com os clientes que já confiam no trabalho”, afirma.

Dados recentes mostram que conquistar novos clientes pode custar entre 5 e 25 vezes mais do que manter um cliente já ativo, dependendo do setor e do modelo de negócio. Além disso, um aumento de apenas 5% na retenção pode elevar os lucros entre 25% e 95%, segundo levantamentos compilados por estudos de marketing e estratégia empresarial.

Para muitas agências, no entanto, a mudança exige revisão de cultura interna. Equipes comerciais costumam direcionar esforços quase exclusivamente para prospecção, enquanto estratégias de acompanhamento e expansão de contas existentes recebem menos atenção.

Segundo Robson, o amadurecimento do mercado tende a pressionar as empresas a rever essa lógica. “Quando a agência passa a entender profundamente o negócio do cliente, ela deixa de atuar apenas como prestadora de serviço e passa a contribuir de forma estratégica. Isso fortalece a relação e abre novas possibilidades de crescimento dentro da parceria”, explica.

Além de reduzir a volatilidade de receita, a retenção também favorece o planejamento de longo prazo. Empresas que mantêm contratos recorrentes por períodos mais extensos conseguem investir com mais segurança em equipe, tecnologia e melhoria de processos.

Outro efeito importante está no próprio ciclo de crescimento. Clientes satisfeitos tendem a gerar indicações, novos projetos e ampliação de escopo, fatores que podem impulsionar expansão de forma mais orgânica do que campanhas contínuas de prospecção.

No estágio atual do mercado digital, essa mudança de mentalidade começa a ganhar força. Em vez de correr apenas atrás do próximo contrato, algumas agências passam a perceber que o crescimento mais consistente pode estar justamente em aprofundar relações que já existem.

Para o estrategista, esse movimento marca uma evolução natural do setor. “O crescimento saudável de uma agência não depende apenas de quantos clientes entram, mas da capacidade de gerar valor contínuo para quem já está dentro”, conclui Robson V. Leite.

 

 

Viva o RS amplia atuação no South Summit Brazil com alameda de experiências gaúchas

 

Após o sucesso em 2025, a plataforma de turismo gaúcho expande sua presença no maior evento de inovação do sul do Brasil com dois novos espaços abertos ao público: Food Courts assinados por chefs e um Empório & Wine Bar com produtos regionais premium.

Os mais de 20 mil visitantes esperados no South Summit Brazil 2026 poderão desfrutar de um amplo espaço totalmente voltado a experiências gaúchas. A Alameda Viva o RS é uma novidade para este ano e consolida a plataforma como uma das atrações mais marcantes do evento, democratizando a experiência do projeto dentro do South Summit. Localizada na Sunset Street, onde qualquer participante poderá transitar, será possível conhecer, degustar e adquirir o que há de melhor entre produtos, comidas e bebidas produzidas no Estado.

O espaço, criado a partir da parceria da Wine Locals, do Sebrae RS e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul,  será dividido em dois ambientes complementares:

Food Courts assinados por chefs – Uma curadoria de pratos que celebra os ingredientes e a identidade culinária gaúcha, com assinatura do chef Rodrigo Bellora, reconhecido como referência na valorização da cozinha do RS, ao lado de Arika Messa, Marcelo Shambeck e Marcos Livi. Cada prato é uma declaração sobre o que significa comer bem no sul do Brasil.

Empório & Wine Bar –  Um espaço dedicado à venda e degustação de produtos regionais premium: vinhos, espumantes, cachaças, queijos artesanais, charcutaria, azeites e outros itens emblemáticos do estado. No wine bar, vinícolas gaúchas convidadas apresentarão seus rótulos de vinhos e espumantes em taças, oferecendo ao público do evento uma janela privilegiada para a diversidade da produção vitivinícola do RS.

 

Viva o RS Boat retorna para edição de 2026

Sucesso na última edição do evento, o Viva o RS Boat retorna em 2026 com o mesmo DNA que o tornou uma das experiências mais desejadas do South Summit Brazil. O acesso do espaço será direcionado aos participantes Business e Executive, assim como convidados para as salas de reuniões e meetings com investidores.

“Quando criamos o Viva o RS, queríamos construir algo que fosse além de um evento: uma plataforma viva, que conectasse os principais pilares turísticos do estado – gastronomia e natureza, com quem pode valorizá-lo, comprá-lo e divulgá-lo. A Alameda é a materialização do pilar ‘Gastronomia’ dentro do South Summit. Estamos levando para dentro do evento uma experiência autêntica, com curadoria criteriosa de produtos, chefs e parceiros que traduzem o melhor do RS. E ao mesmo tempo, no Boat, seguimos criando as conexões estratégicas que geram impacto real para o setor.” – Matheus Vigel, Diretor de Operações da Wine Locals.

 

Sobre o Viva o RS

O Viva o RS é um projeto multiplataforma de turismo e identidade gaúcha que atua de forma integrada em site, redes sociais, eventos e experiências premium. Resultado da parceria entre Wine Locals, Sebrae RS e o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, o projeto existe para apresentar o melhor do turismo, da produção e da cultura do RS ao Brasil e ao mundo, gerando oportunidades para produtores, empreendedores e investidores que acreditam no potencial do estado.

 

Informações

Evento: South Summit Brazil 2026

Datas: 25, 26 e 27 de março de 2026

Local: Cais Embarcadero, Porto Alegre (RS)

Alameda Viva o RS: aberta a todos os participantes do evento

Viva o RS Boat: experiência exclusiva para convidados

 

 

Nem a natureza acelera o tempo todo

 

 

Existe um paradoxo no cotidiano de quem tenta viver com mais qualidade: quanto mais informação sobre bem-estar circula, mais difícil parece praticá-lo. Rotinas de autocuidado viram listas de tarefas. Descanso, culpa. E a natureza, que costumava ser a referência óbvia de ritmo e tempo, perdeu espaço para o cronômetro digital.

A pergunta que começa a ganhar força em conversas sobre saúde mental, comportamento e até produtividade é simples: e se a natureza ainda tivesse algo a ensinar sobre o tempo certo de cada coisa?

 

O tempo que a planta leva

Uma semente não germina mais rápido porque o mercado precisa. Uma flor não abre antes do fim do inverno porque alguém tem pressa. Esses são fatos óbvios quando aplicados à botânica, e completamente ignorados quando aplicados à vida humana.

A agricultura biodinâmica, que regula o calendário de plantio e colheita pelos ciclos astrológicos e pelas estações, parte de uma premissa que parece quase subversiva no mundo contemporâneo: o momento certo não é aquele que a agenda determina. É aquele que o organismo, vegetal, animal ou humano, está pronto para sustentar.

Essa lógica é fisiológica. O cortisol humano segue ciclos circadianos. O sistema imunológico tem sazonalidade. O sono tem fases que não se comprimem. O luto tem tempo próprio. A criança aprende quando está pronta.

 

Ansiedade como desorientação temporal

Há uma leitura da ansiedade contemporânea que a descreve menos como excesso de estímulo e mais como uma desorientação em relação ao tempo. Um organismo que já não distingue urgência real de urgência fabricada, e responde a uma notificação com a mesma ativação fisiológica que antes reservava ao perigo.

Nesse cenário, a ideia de ciclo, de que existe momento para ativar e momento para repousar, para plantar e para colher, para avançar e para integrar, funciona menos como metáfora e mais como remédio.

“Durante muito tempo aprendemos a tratar o corpo como se ele pudesse funcionar fora dos ciclos que organizam a vida natural. A ansiedade muitas vezes aparece justamente nesse descompasso, quando tentamos sustentar um ritmo que o organismo não reconhece como possível. Olhar para a natureza é, de certa forma, reaprender a respeitar esses limites.” disse Juliana Garcia Frota, Gerente de marca e sustentabilidade da Weleda Brasil.

 

Desacelerar não é fracasso

Durante anos, a desaceleração foi vendida como produto de luxo. O retiro espiritual caro, a semana de spa, a dieta de silêncio que cabe em poucos orçamentos. Esse enquadramento fez da pausa um privilégio, e, consequentemente, tornou a corrida compulsória para quem não pode parar.

Mas o que pesquisas sobre saúde mental, sono e esgotamento profissional têm evidenciado, e o que a sabedoria popular sempre soube, é que parar não é o oposto de produzir. É parte do ciclo de qualquer coisa que pretenda durar.

A questão não é encontrar tempo para descansar dentro de uma agenda cheia. É repensar a relação com o tempo de forma mais fundamental, entender que o ritmo que sustenta não é aquele que impressiona, mas aquele que se mantém.

A natureza, que nunca leu um livro de produtividade, continua sendo a demonstração mais eloquente disso.

 

 

Funil de vendas ainda funciona na era da inteligência artificial?

 

O funil de vendas é uma das estruturas mais conhecidas do marketing digital. O conceito descreve o caminho percorrido por um consumidor desde o primeiro contato com uma marca até o momento da compra. Apesar de ter sido desenvolvido há décadas no marketing tradicional, o modelo continua sendo amplamente utilizado no ambiente digital.

Com a popularização de ferramentas de automação e inteligência artificial, algumas empresas passaram a questionar se a lógica do funil ainda faz sentido em um cenário de consumo cada vez mais dinâmico. Plataformas digitais permitem interações rápidas e múltiplos pontos de contato com o público, o que torna a jornada do cliente mais complexa do que no passado.

Leandro Ferrari, estrategista digital especializado em crescimento de negócios online, afirma que o conceito continua relevante, mas exige adaptação. Segundo ele, o funil deixou de ser uma sequência rígida e passou a funcionar como um mapa estratégico da jornada do cliente.

Estudos sobre comportamento digital reforçam essa visão. Uma pesquisa da consultoria Salesforce aponta que 73% dos consumidores utilizam múltiplos canais antes de tomar uma decisão de compra, o que amplia a importância de estratégias capazes de integrar diferentes etapas da jornada.

Nesse cenário, empresas utilizam o funil para organizar a comunicação com o público. Na etapa inicial, o foco costuma ser gerar descoberta e interesse. Em seguida, entram conteúdos educativos e relacionamento. Apenas nas fases finais aparecem ofertas comerciais.

No entendimento do estrategista, compreender a jornada do consumidor continua sendo uma das bases da estratégia digital. “A tecnologia mudou muitas ferramentas, mas não mudou a forma como as pessoas tomam decisões. O consumidor ainda precisa entender o problema, avaliar alternativas e confiar na solução antes de comprar”, afirma.

Por isso, em vez de desaparecer, o funil de vendas tende a evoluir. A integração com dados, automação e inteligência artificial amplia as possibilidades de personalização e acompanhamento do comportamento do público.

Em um ambiente digital cada vez mais competitivo e com muitas mudanças, entender como o consumidor percorre essa jornada continua sendo um dos principais desafios para empresas que buscam crescer online.

 

 

Lançamentos pagos funcionam melhor que orgânicos no marketing digital?

 

O modelo de lançamentos digitais passou por transformações importantes nos últimos anos. Durante muito tempo, grande parte das vendas online dependia principalmente de alcance orgânico em redes sociais, listas de e-mail e conteúdos gratuitos distribuídos na internet. Com a queda progressiva do alcance orgânico nas plataformas e o aumento da concorrência no ambiente digital, empresas começaram a buscar estratégias capazes de gerar maior previsibilidade de resultados.

Com isso, cresce a adoção dos chamados lançamentos pagos, modelo que utiliza campanhas estruturadas de tráfego pago para atrair potenciais clientes e conduzi-los até a compra. O estrategista digital Leandro Ferrari, especialista em escalabilidade de negócios digitais, explica que a principal diferença está no controle da distribuição do conteúdo. Segundo ele, quando o tráfego é planejado estrategicamente, o empreendedor passa a depender menos das oscilações dos algoritmos.

O debate sobre esse modelo também aparece em pesquisas recentes sobre o mercado digital. Um estudo publicado pela consultoria McKinsey aponta que empresas que utilizam estratégias estruturadas de aquisição paga conseguem aumentar a previsibilidade de crescimento e otimizar investimentos em marketing digital.

Na prática, o lançamento pago combina anúncios estratégicos, páginas de captura, conteúdo educativo e ofertas estruturadas. A ideia não é apenas impulsionar vendas imediatas, mas construir uma jornada de decisão mais clara para o consumidor.

Para Ferrari, o avanço desse modelo revela uma mudança de maturidade no mercado digital. “Durante muitos anos, muitos negócios dependeram apenas do alcance orgânico. O problema é que alcance não é previsível. Quando uma empresa estrutura sua aquisição de clientes com dados e investimento em mídia, ela passa a ter mais controle sobre o crescimento”, afirma.

Esse movimento também acompanha uma tendência mais ampla do marketing contemporâneo: a busca por modelos de venda sustentáveis e menos dependentes de fatores externos. Em um mercado digital cada vez mais competitivo, previsibilidade e controle estratégico se tornam ativos valiosos para empresas que pretendem crescer de forma consistente.

 

 

SXSW: 5 aprendizados que apontam o futuro do live marketing e dos eventos

 

Com o encerramento do SXSW 2026 (South by Southwest), considerado o maior festival de inovação do mundo, o mercado de eventos volta sua atenção para os movimentos que devem orientar o live marketing nos próximos anos. A edição deste ano, realizado anualmente em Austin, no Texas (EUA),  reuniu mais de 300 mil participantes e reforçou o papel do encontro como termômetro global de tendências em tecnologia, comportamento e economia criativa.

Em um ambiente marcado pelo avanço acelerado da inteligência artificial, o festival trouxe à tona uma discussão central: qual é o papel do humano em um cenário cada vez mais automatizado. “Criatividade, curiosidade e confiança ganham ainda mais relevância nesse contexto e são atributos essencialmente humanos e insubstituíveis na construção de experiências”, afirma Gustavo, CEO da LGL Case, que acrescenta: “a tecnologia amplia possibilidades, mas são as conexões genuínas que sustentam valor.”

A integração entre dados, conteúdo e experiência apareceram de forma recorrente nas discussões do festival como um caminho para projetos mais consistentes, com capacidade de engajar diferentes públicos e gerar resultados.

Entre os principais aprendizados, destacam-se:

  • Experiências cada vez mais imersivas e sensoriais

O público busca vivências que exploram múltiplos sentidos e ampliam o potencial de conexão com as marcas.

 

  • Integração entre físico e digital (phygital)

A jornada se estende para além do espaço físico, com ativações que conectam ambientes e mantêm o público engajado antes, durante e depois dos eventos.

 

  • Personalização orientada por dados

O uso estratégico de dados permite desenvolver experiências mais relevantes, alinhadas aos interesses e comportamentos de diferentes audiências.

 

  • Conteúdo no centro das experiências

A curadoria ganha protagonismo, com formatos que informam, provocam e ampliam o tempo de atenção do público.

 

  • Propósito e conexão genuína

Marcas que atuam com clareza de posicionamento e autenticidade fortalecem vínculos e ampliam seu impacto.

Para a LGL Case, os aprendizados do SXSW reforçam a importância de desenvolver projetos que integrem criatividade, estratégia e tecnologia, com foco na construção de experiências que façam sentido para as pessoas e para as marcas.

 

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