Você vai ler na coluna de hoje: POSSE DO GAV, Protarget promove talks sobre insights do SXSW em Novo Hamburgo, Escrevendo uma nova parceria…, A disputa não é por espaço, é por atenção, Da influência ao equity e O Futuro do OOH
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POSSE DO GAV
O mercado da comunicação gaúcha esteve reunido na noite de terça-feira para a posse da nova diretoria do Grupo de Atendimento de Veículos do Rio Grande do Sul (GAV-RS), em evento realizado no Auditório do Espaço Mosaico, em Porto Alegre. A cerimônia marcou o início da gestão 2026-2028 da entidade e reuniu profissionais de veículos, agências e anunciantes em um encontro marcado por networking e troca de experiências.
Durante a noite, além da posse, o evento contou com apresentações e compartilhamento de 3 cases ( Record, SBT e RBS) voltados ao pequeno e médio varejo, com exemplos de campanhas realizadas com investimentos reduzidos em veículos tradicionais e com resultados concretos. A proposta reforça o foco da nova gestão em ampliar oportunidades comerciais e fortalecer o relacionamento entre os diferentes players do mercado.
Entre os convidados e participantes que contribuíram com o conteúdo do encontro estiveram o presidente da CDL Porto Alegre, Carlos Klein, a diretora do Shopping Total, Silvia Rachewsky, e o professor e especialista em marketing Marcelo Aimi, que compartilharam experiências e visões sobre o uso estratégico da mídia para impulsionar negócios.
A nova administração também destacou como uma das principais iniciativas a criação de um banco de dados que irá mapear os veículos de comunicação em todo o Rio Grande do Sul, ferramenta que pretende facilitar o planejamento de mídia e ampliar a integração do mercado regional.
A posse reuniu lideranças e profissionais do setor, consolidando o GAV como um importante ponto de articulação da comunicação gaúcha e reforçando o papel da entidade na valorização do atendimento de veículos no Estado.
Abaixo os membros da Diretoria e Conselho para a Gestão 2026/2028:
Presidente: Auremiro Zimmermann
Vice-presidente: Lucas Moraes Pontes
Secretária: Mara Bussolin Ribeiro.
Diretoria Administrativo Financeira: Ana Paixão Cortes
Diretoria de Eventos : Vanina Gonçalves Monteiro,
Diretoria Digital: Fábio Soares Pinheiro
Diretoria de Imprensa: Márcia Machado Daudt
Diretoria de Comunicação: Ana Cristina Paiva Jardim
Diretoria Técnica: Rodrigo Porto Rorato
Conselheiros:
Eduardo Rigon da Luz
Andrea Correa
Daniela Maria Schenato
Ana Cássia L Miguel
Vera Lucia Yeckel da Costa Bavaresco
Protarget promove talks sobre insights do SXSW em Novo Hamburgo
A agência Protarget realiza, no dia 16 de abril, às 18h, mais uma edição do “Pro Insight SXSW Talks”, encontro que irá compartilhar tendências e aprendizados da edição mais recente do South by Southwest. O evento acontece na Avenida Maurício Cardoso, 1300, 4º andar, em Novo Hamburgo.
Participam como convidadas Annie Müller, diretora de Negócios da agência, e Gabriela Bordasch, jornalista e sócia da Daterra Studio, que irão apresentar percepções, tendências e insights observados durante o festival, considerado um dos principais encontros globais de inovação, criatividade e tecnologia.
As vagas são limitadas e as confirmações devem ser feitas antecipadamente, até o dia 6 de abril, por meio de RSVP disponibilizado pela organização. O encontro é voltado a profissionais interessados em comunicação, marketing, inovação e novos movimentos do mercado criativo.
Escrevendo uma nova parceria…
Por: Kátya Desessards
Um começo sempre dá um ‘friozinho’ na barriga. Estou empolgada de iniciar uma nova parceria nessa minha jornada como Colunista. O Portal de Notícias AGROIN, com sede em Campo Bom/MS e uma história pioneira de 23 anos, agora é minha nova casa para continuar minha missão de trazer a pauta do ESG de forma didática, clara, sem rodeios e com muito tempero, leveza e irreverência.
MAS ANTES VOU ME APRESENTAR: Sou brasiliense. Moro em Porto Alegre (RS). Mãe do Vinícius (23), da Gabriella (13) e do Acerola (2), nosso dog. Jornalista (atuei nas editorias de Economia, mercado e agronegócio) nos veículos: Gazeta Mercantil, Rádio Bandeirantes, Revista Amanhã, Jornal do Comércio/RS e na Radiosul. Especialista em Logística, Mediação, Economia e ESG. MBA em Gestão. Pesquisadora em Neurociência Aplicada aos Negócios. Atuei anos com Comunicação Institucional em grandes empresas como Grupo Sonae e Sicredi, em entidades empresariais e em órgãos de governo como DNIT, DAER/RS e na Secretaria Estadual de Obras do RS. Hoje, integro o On Life Institute que atua como facilitador à INOVAÇÃO; onde sou Conselheira e Mentora em ESG e Comunicação Estratégica.
Bem… agora você sabe um pouco sobre mim…
E, para começo de conversa: Você, leitor, é a minha fonte de inspiração!!! Se já ouviu sobre ESG, vai se surpreender. E se nunca ouviu, vai conhecer, entender e ser capaz de aplicar.
Trago um modelo de escrita que dialoga com você, renova o sentido de pertencimento, ressignifico e expando seus horizontes para você ver além do significado da palavra ESG. Você vai ler um conteúdo com relevância; que conecta informação, pesquisa, cenários econômicos, análises de Cases e um olhar atento à geração de negócios de qualidade.
E, sendo assim, esta coluna vem com o propósito de abordar temas sensíveis, mas de – irrefutável – necessidade para o Agronegócio, para a Indústria, para o Varejo, o Turismo, Transportes, Startups, etc., com uma linguagem acessível. Pois hoje, ESG se faz imprescindível para qualquer negócio.
Entenda: Saber e Aplicar ESG, não é mais uma escolha!
Meu propósito nesta coluna será abordar todas as nuances do ESG. Sem cair no ‘lugar comum’. Por isso, vou fazer uma mistura ‘energética’ do ESG com os temas: Comunicação, Neurociência Aplicada aos Negócios, Inteligência Colaborativa e Inovação… que virão ‘temperando’, apimentando, explicando e traduzindo práticas e mentalidades do dia a dia para ajudar a trazer ‘lampejos’ de realidade sobre ESG para VOCÊ!
Hoje há um consenso. Já se entendeu que: entre a prática, a aplicação e o resultado, há enormes distâncias e canyons a serem transpostos, vencidos ou – totalmente – transformados dentro das organizações, propriedades e instituições.
E no Agronegócio – UMA PAIXÃO MINHA – e FOCO ORBITAL desta Coluna – é ainda mais desafiador transmutar paradigmas, reinventar conceitos e redesenhar condutas…
No entanto, o Agro brasileiro é um dos mais modernos do Mundo. A diversidade de climas regionais nos dá um diferencial diante do resto do mundo. O Universo Agro nacional está em constante evolução no 360° do insumo, manejo ao produto final. Deveria Ser um orgulho para o brasileiro, pois é um exemplo para o Mundo.
E por isso que o diálogo e o debate sobre temas ainda nevrálgicos e – quase – tabus… são necessários para que a sobrevivência desse legado brasileiro siga inspirando outros setores produtivos e de serviços.
Então, para darmos o 1º passo nas nossas conversas semanais… O que é – na prática – ESG?
É a Sigla em inglês para Environmental, Social, and Corporate Governance que significa: Ambiental, Social e Governança. Resumindo: é o mesmo que SUSTENTABILIDADE 360°.
O primeiro passo para se entender o Tripé ESG é NÃO ‘romancear’ seu conceito e sua prática. Este é meu conselho ‘Marco Zero’ para todos em qualquer elo da Cadeia Produtiva de qualquer Setor. O segundo passo, que é o mais difícil, é DAR atenção para entender o significado (prático) da sigla. E por quê!? Já ouvi muitos gestores dizerem: _Isso é fácil! Sustentabilidade é cuidar do meio ambiente.
E em seguida, eu indagava: “Você tem certeza – absoluta – disso?”; e dava a notícia: “ERRADO, não é!”
O eco dessa afirmação, instala o grande ‘elefante-branco’ na sala. E uma pessoa com olhar perdido no horizonte infinito, fica confusa. A grande maioria implanta, certifica, recebe selo e está dentro das ‘conformidades de Lei’; Mas não perde esse ‘olhar de incerteza’. E mesmo com todos os itens da legislação cumpridos, ainda assim, o ESG não foi introduzido no DNA da empresa. Ou seja, o princípio da AÇÃO foi apenas para estar na LEI, e não para uma real mudança de ‘mentalidade’ (MINDSET).
E qual a – consequente – mudança que resultará dessa ação ‘apenas dentro da Lei’?
Nenhuma! E por quê? Simples, estar na conformidade da Lei é obrigação.
No Brasil, assim como na maioria dos países subdesenvolvidos… de qualquer continente, a cristalização desse Mindset é muito semelhante. E a Ciência explica isso com bastante exatidão. E uma dica: Quem faz sempre as coisas acontecerem ou NÃO, são as pessoas! Cuidar o ‘S’ da sigla primeiro antes de qualquer ação, é implantar Inteligência no processo…
Ficou curioso!? Então, venha ler sobre este assunto e muito mais na Coluna fonteESG, toda a terça-feira.
Vou trazer uma abordagem do ESG sob a perspectivas da Comunicação, Neurociência, Tecnologia, Inovação e Inteligência Colaborativa. Bora lá!? O convite está Feito. Te espero!
A disputa não é por espaço, é por atenção
Por Nizan Guanaes
Não é só que o brasileiro adotou o digital. O brasileiro vive conectado, uma conversa permanente, produtiva, dispersiva, agressiva, debochada… Cabem muitos adjetivos nessa conversa porque a gente conversa o tempo todo numa intensidade tão visceral que virou cultura.
Mas navegar não é preciso nesse caldo digital. Pelo contrário, é pra lá de impreciso. E tem um ponto que passa batido em muita reunião de marketing: presença nas redes não significa atenção.
Durante muitos anos, a gente se acostumou com métricas confortáveis de alcance, impressões e visualizações que mostravam, na planilha, uma boa inserção nessa conversa. Só que isso começou a perder valor quando as pessoas começaram a perceber que ver não é prestar atenção. E prestar atenção não é, necessariamente, se envolver.
A disputa pela atenção está cada vez mais acirrada e sofisticada. As novas ferramentas digitais ampliam exponencialmente a capacidade de as marcas se comunicarem e a capacidade das marcas de medirem o impacto dessa comunicação. Novas métricas vão surgindo, como foco e intenção. A pessoa precisa estar ali e a pessoa precisa querer estar ali.
É um equívoco dizer que os jovens de hoje não têm muita capacidade de atenção. Eles têm. Passam horas focados nos games, por exemplo, ou em comunidades digitais de todo tipo.
É um bicho diferente, uma nova lógica da comunicação. Durante décadas, a publicidade foi construída para interromper. Hoje, ela precisa se encaixar, o que é uma virada estrutural.
E quando ela se encaixa na conversa, ela produz algo muito poderoso. A Estée Lauder deu um bom exemplo disso recentemente. Vender perfume sempre dependeu do olfato. A pessoa geralmente quer sentir o cheiro do perfume antes de comprá-lo. Mas a Estée Lauder criou um assistente de IA que conversa muito bem com o consumidor, como se fosse um vendedor de loja física, perguntando, sugerindo, descrevendo sensações.
E conseguiu ótimos resultados. Quem interage com a ferramenta compra quase o dobro de quem não interage. É menos tecnologia e mais contexto e intenção. A marca entendeu o momento do consumidor navegando, aberto a descobertas, e construiu uma experiência que respeita isso. Não interrompe, conduz.
Já sua marca aparecer de forma deslocada pode ser pior do que não aparecer. Propaganda negativa existe. E uma de suas manifestações mais comuns hoje é o desperdício de verba para atingir públicos que não interessam à marca ou não se interessam pela marca.
E vamos parar de tratar “jovem” como um bloco único. Isso nunca foi verdade. As motivações e interesses das pessoas mudam o tempo todo, ainda mais na juventude. Segmentar só por idade ou renda é uma simplificação perigosa. Pode dar conforto para quem planeja, mas é irrelevante para quem recebe a mensagem.
E tem uma oportunidade que o Brasil ainda não capturou direito, que são os ambientes de atenção profunda. São aqueles lugares onde as pessoas realmente estão concentradas e onde, curiosamente, ainda há menos disputa por sua atenção.
Games são o exemplo mais evidente, mas não o único. Comunidades específicas surgem o tempo todo sobre todo tipo de tema, agrupando pessoas de interesses mais específicos que passam horas navegando por ali. O foco está lá. Só que muita marca continua insistindo nos mesmos espaços saturados. É um expediente mais fácil. Só que funciona cada vez menos.
No fim, o mercado está sendo forçado a trocar volume por precisão. Não adianta falar com muita gente. É melhor falar com quem está disposto a ouvir.
E isso, no Brasil, é especialmente relevante. Porque o brasileiro é aberto, engajado, participativo, mas também rápido no botão “ignorar”. Quando algo lhe interessa, a resposta aparece de forma intensa. Quando não interessa, ele nem entra na conversa. Talvez a grande mudança seja essa. A comunicação deixou de ser uma disputa por espaço e virou uma disputa por relevância. É muito menos sobre quantas telas a sua marca ocupa e muito mais sobre quando, de fato, alguém decide lhe dar atenção.
Da influência ao equity
Por Ana Scavazza
No meio da avalanche de conversas sobre inteligência artificial no South by Southwest deste ano, um painel trouxe uma provocação que deveria interessar especialmente ao mercado de marketing: e se os criadores não forem mais apenas canais de mídia, mas a nova infraestrutura de negócios da internet? A conversa com o empreendedor e criador Charlie Chang mostrou que estamos entrando em uma fase em que audiência deixou de ser apenas atenção e passou a ser o ponto de partida para construir empresas inteiras.
Durante décadas, startups seguiam um roteiro previsível: criar um produto, captar investimento e depois correr atrás de clientes. O que o painel mostrou é quase o inverso. Na lógica do creator CEO, a audiência vem primeiro. O conteúdo cria comunidade, a comunidade gera confiança e essa confiança se transforma em distribuição. Só depois vem o produto. Não é por acaso que criadores como MrBeast conseguem lançar marcas como Feastables já com demanda global desde o primeiro dia.
Esse movimento ganha ainda mais peso quando olhamos para o comportamento das novas gerações. Um dado citado no painel ajuda a entender a dimensão da mudança: 34% da geração Alpha dizem querer ser YouTubers quando crescer. Para muita gente isso ainda soa como fantasia infantil. Mas, na prática, estamos vendo o surgimento de uma nova geração de empreendedores cuja primeira habilidade não é desenvolver produto, é construir audiência.
Outro insight importante: o tamanho da audiência deixou de ser o principal indicador de valor. O próprio negócio citado no painel tem um canal corporativo com apenas 2 a 3 mil inscritos, alguns vídeos com 15 visualizações, e mesmo assim gera clientes de alto valor. Isso acontece porque o conteúdo não está ali para viralizar, está ali para educar e qualificar quem já tem interesse real no serviço. Em outras palavras, a lógica não é mais de mídia de massa, mas de mídia de precisão.
Esse talvez seja o ponto mais disruptivo para marcas e agências. Durante muito tempo tratamos criadores como inventário de mídia: alcance, impressões, engajamento. Mas o que começa a emergir agora é: criadores estão estruturando equipes, sistemas e operações globais. O próprio Charlie Chang hoje lidera um time de 75 pessoas, com 70% a 80% da equipe trabalhando fora dos Estados Unidos, operando de forma assíncrona. Não é apenas influência. É empresa.
Há também uma mudança silenciosa acontecendo na forma como esses negócios são construídos. Enquanto empresas tradicionais ainda debatem como usar inteligência artificial, criadores já estão organizando suas operações em torno dela. No caso apresentado no painel, existe até um AI Manager dedicado, responsável por encontrar maneiras de tornar o time pelo menos 50% mais produtivo com novas ferramentas. É uma função que praticamente não existia há dois anos.
Mas talvez o insight mais relevante para quem trabalha com marketing seja outro: a creator economy está deixando de ser apenas um canal de comunicação e se tornando um modelo de negócios. Quando um criador transforma audiência em comunidade, comunidade em produto e produto em empresa, ele cria algo que nenhuma campanha paga consegue comprar, uma relação direta com o consumidor. E, em um mundo em que a atenção é cada vez mais escassa, essa talvez seja a vantagem competitiva mais valiosa que existe hoje.
O Futuro do OOH
Por Halisson Pontarola
O debate sobre o futuro do OOH no Brasil ganhou relevância na edição impressa e online do Valor Econômico. Uma das pautas mais estimadas do OOH Summit Brasil, promovido pela Central de Outdoor, a autorregulamentação do setor, ganhou matéria digna de espaço valorizado.
É nosso ciclo de maturidade ganhando destaque e notoriedade.
Tive a oportunidade de contribuir com essa reflexão ao lado de Tom Goddard, presidente da World Out of Home Organization, reforçando a importância de alinhar o desenvolvimento do OOH brasileiro às melhores práticas internacionais.
Esse movimento representa um avanço estrutural: um setor que se organiza, define padrões e assume o protagonismo na construção do seu próprio futuro. Leia abaixo um trecho da matéria.
O setor de mídia externa, conhecido pela expressão em inglês out of home (OOH), ganhou novos contornos com a publicação do código de autorregulamentação do mercado nesta quarta-feira (18). Elaborado pela associação Central de Outdoor, o documento busca estimular boas práticas e atrair novos investimentos para o setor, a partir de diretrizes que podem ser seguidas por empresas de todo o país. O plano possui caráter de orientação, não substituindo, portanto, a legislação vigente nem criando obrigações legais adicionais.
Em 2025, cerca de 12,1% dos investimentos publicitários no Brasil foram destinados ao OOH, o que corresponde a uma cifra de R$ 3,5 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário (Cenp-Meios), que contabiliza os desembolsos feitos por agências de publicidade. Para efeitos de comparação, em 2024, o OOH recebeu 11,8% dos investimentos totais, ou R$ 3,1 bilhões.
Globalmente, o investimento em OOH alcançou US$ 15 bilhões em 2025, o que representa um crescimento de 8% sobre o ano anterior, de acordo com a World Out of Home Organization.
“O Brasil está entre os dez maiores mercados globais de out of home em receita”, afirma o presidente da World Out of Home Organization, Tom Goddard, ao Valor. “Mas ainda há espaço para crescer, dado o interesse crescente de investidores internacionais e a concentração dos ativos em poucas praças.”
“Cerca de 40% da receita do setor vem de telas digitais, mas os dispositivos estão concentrados em apenas 10% dos pontos do país. Ou seja, 90% do território ainda não foi digitalizado”, disse Goddard. Em mercados mais maduros, como Reino Unido e Austrália, a penetração desses equipamentos digitais alcança 70%.
Para o presidente da Central de Outdoor, Halisson Pontarola, a autorregulamentação é fundamental para sustentar o próximo ciclo de crescimento do setor. “Estamos construindo um caminho para dar mais clareza e consistência ao mercado. Isso passa por padronização, métricas e por um ambiente mais organizado”, afirma. Até porque, segundo ele, um dos principais objetivos do código é criar uma base comum de atuação, reduzindo distorções e facilitando a leitura do meio por parte dos investidores