Rafael Martins

A PUBLICIDADE E O MKT DIGITAL ESTÃO EM MERCADO DIFERENTES?

Por Rafael Martins

Muita gente me pergunta isso desta forma ou de outras formas, mas que no fim querem saber a mesma coisa.

Por muito tempo eu achei que não, mas hoje em dia tendo achar que sim.

Quando se fala de entrega de serviço, não tenho dúvida que sim, quando se fala sobre o que uma marca precisa, talvez não é isso que faz o mercado ser como é hoje.

Explico.

O digital veio com a promessa de agora olhar para mídia de outra forma, mais otimizada, com KPI, métricas para tudo e foi para reunião com a planilha em baixo do braço, eu fiz muito isso, vendi muito isso e acreditei muito nisso, como sendo o santo graal do novo mercado, mas não é bem assim.

Muitas pessoas que entraram no mercado de comunicação por intermédio do digital, trabalham muito mais como empresas de TI do que como empresas do mercado criativo e claro tá tudo bem, mas é importante entender as diferenças disso.

Via de regra sempre se ganhou R$ com comunicação por intermédio da mídia e da criatividade, criando algo emotivo/engraçado/chiclete e pulverizando isso com mídia e se remunerando % pela concentração dela em veículos específicos e blz.

Agora ainda se ganha R$ assim, porém, contudo, toda via, temos uma fragmentação da pulverização e um novo olhar para a criatividade, não uma desvalorização da criatividade mas sim um novo olhar, ou seja, usar a criatividade para seguir contando histórias, porém não mais histórias de uma pessoa “iluminada” por uma entidade criativa que só conseguia pensar sobre histórias baseadas no entorno da sua vida, mas sim uma criatividade baseada em histórias reais de pessoas reais.

Mas tá todo mundo no digital?

Sim, muita gente está. Mas tem outras coisas antes, a marca, a construção da marca, o branding.

Eu convivi na prática do dia a dia com agências puramente digitais que pareciam empresas de TI com dashboards para todos os lados, softwares para bidar anúncios automaticamente ou criar UTMs no link com planilhas automatizadas mas que choravam diariamente que o cliente dá para eles o menor R$ da verba, mas para “o filme na TV” vai o maior R$.

Assim como vi agências lindas, que mais pareciam galerias de arte, com madeira de alta qualidade na recepção, quadros de artista famosos e café nespresso super gold, tentando montar núcleos de performance, de dados … pois é.

De forma geral agência digital quer também ser agência tradicional e a agência tradicional quer ser digital. Mas tem algumas que entenderam que podem ser só digitais e outras que entenderam que podem ser só tradicionais e tudo bem também.

Não tem certo ou errado na minha humilde visão, pois tem mercado para todo mundo, tem R$ para todo mundo, mas o maior R$ ainda vai para a criatividade, pois ela é intangível e é profunda, uma agência que entrega números como base da sua entrega, será cobrado por isso e será paga por isso. Uma agência que entrega criatividade, será cobrada por outras coisas e paga de outra forma.

Veja havaianas, por exemplo, sem trabalho de branding não seria vendida por 50 dólares com o melhor plano de ads do mundo, como é.

Veja as Startups que focam R$ em aquisição, lead, lead, lead, growth e depois usam boa parte do investimento para contratar empresas de design e branding, ué.

É um assunto bem longo.

Mas uma coisa é fato, você pode estar em 2 tipos de mercado de comunicação, no mercado de dados ou no mercado criativo e cada um já tem uma tabela de preço e uma forma de trabalho estabelecida, mas que claro, vai seguir mudando e rápido.

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