Você vai ler na coluna de hoje: SBT News vem aí! Grupo Silvio Santos lança canal de notícias, Logan anuncia a chegada de Maurício Durães como Key Account Manager, Competição: falta de clareza nos processos e busca por relacionamentos mais estratégicos são grandes desafios para executivos, Guido Antonini Assina Filme para a Campanha Vida Urgente, Sobre a metodologia da pesquisa “Saúde da Mulher, 2025”, Home office: o problema são chefes incompetentes, não o trabalho remoto, Decifrando o sucesso: Análise detalhada de campanhas de marketing digital ganhadoras de prêmios, Elixir da Juventude, Tik Tok é território de dancinhas, futilidade e bobagens variadas? e O empresário brasileiro ainda comunica mal o seu negócio.
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SBT News vem aí! Grupo Silvio Santos lança canal de notícias
Por Renata Suter
O SBT News, canal de notícias do Grupo Sílvio Santos previsto para estrear ainda este ano, será implantado por Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações do governo Bolsonaro e marido de Patrícia Abravanel, uma das filhas do ex-apresentador, que faleceu em 2024.
A marca, até então associada ao portal de notícias do SBT, será transformada em uma operação multiplataforma. Na opinião de Ana Karina Bortoni, CEO do Grupo Silvio Santos, o SBT News nasce para competir em igualdade de condições com os principais players do mercado de notícias. “Nossa meta é estar entre as maiores referências de jornalismo do país”, afirma Bortoni.
Para Daniela Abravanel Beyruti – foto de abertura desta matéria -, o projeto é um marco: “O SBT News reafirma a televisão como instrumento de informação de qualidade e um jornalismo profissional, imparcial e relevante”.
Até o final deste ano, o SBT News estará disponível nas principais operadoras, no YouTube e nos canais fast dos fabricantes de aparelhos de TV.
Logan anuncia a chegada de Maurício Durães como Key Account Manager
A Logan , multinacional de tecnologia e mídia multicanal, anuncia a chegada de Maurício Durães ao cargo de Key Account Manager . Durães possui sólida trajetória em gestão comercial, planejamento e produtos de mídia, com passagens por agências como Digitas (Grupo Publicis), Babel-Azza, Edelman e W3haus, e por editoras como Omelete, Grupo Perfil e Billboard.
Reconhecido por conectar marca, conteúdo e performance, Maurício traz experiência em planejamento estratégico, desenvolvimento de produtos e design de ofertas comerciais, além de gestão de portfólio e parcerias em segmentos como entretenimento, games, esportes e cultura pop. Na Logan, o executivo ampliará o relacionamento com agências e anunciantes, impulsionará o portfólio multicanal e maximizará a entrega de valor por meio do Super Small Data, uma plataforma proprietária de dados inteligentes que conecta toda a jornada do consumidor.
Formado em Publicidade e Propaganda, com MBA em Transformação Digital e pós-graduação em Vendas, Maurício alia visão analítica à execução comercial, reforçando sua abordagem de uso de dados para gerar cases relevantes e resultados escaláveis para as marcas.
“Estou muito animado por me juntar à Logan, impressionado com a ampla cobertura de mercado da empresa e seu robusto ecossistema de dados, muitos deles exclusivos! Estou convencido de que, com a inteligência e o suporte contínuo da Logan no rastreamento e impacto de toda a jornada do consumidor (online e offline), poderei fazer contribuições significativas e gerar estudos de caso relevantes para as marcas”, comenta Maurício Durães.
Para Francesco Simeone, CGO Global e Diretor Geral da Logan Brasil , “Maurício se junta a nós para fortalecer nossa visão de que marketing e dados devem andar de mãos dadas. Sua experiência na construção de parcerias estratégicas será essencial para gerar valor escalável e nosso foco em oportunidades integradas.”
Sobre Logan
A Logan é uma empresa multinacional que estruturou suas ofertas para melhor atender às demandas do mercado, combinando dados, tecnologia e pessoas de forma sinérgica. Ela possui três unidades de negócios distintas: Logan Ads – Marketing de Jornada, Mídia Multicanal e Auditoria Phygital; Super Small Data – Insights de Dados do Cliente, Painéis de Dados como Serviço; e PMP – Ofertas Programáticas, Jogos e Soluções AdTech. Por meio desse ecossistema, ela personaliza cada campanha para acomodar as necessidades específicas de cada parceiro. Seu portfólio de clientes inclui mais de 1.200 marcas e uma base opt-in de mais de 400 milhões de IDs de dispositivos anônimos e agrupados globalmente, em mais de 1.200 clusters de personas. Ela não utiliza cookies e está em conformidade com todas as leis internacionais de privacidade digital. Além da publicidade multicanal, oferece uma ampla gama de soluções de auditoria phygital e Dados como Serviço.
Fundada em 2013, atua na Argentina, Brasil, Itália, Portugal, Estados Unidos, México, Guatemala (hub CENAM), Chile, Peru, Colômbia, Equador, Bolívia, Panamá, Paraguai, Venezuela e Espanha. Em 2016, foi a única empresa latino-americana a receber o prêmio Smartie Global da MMA, o prêmio mais prestigiado do setor de marketing mobile. Também recebeu três prêmios consecutivos do FOMLA ( Festival of Media Latam Awards ) , de 2018 a 2020.
Competição: falta de clareza nos processos e busca por relacionamentos mais estratégicos são grandes desafios para executivos, mostra pesquisa
O segundo semestre do ano é tradicionalmente marcado por intensa atividade no mercado brasileiro de comunicação e marketing. Entre setembro e dezembro, diversas marcas reavaliam seus parceiros estratégicos, abrindo processos competitivos para contratar ou substituir agências. Esta é uma etapa crucial que define o planejamento e as entregas para o ano seguinte. Apesar de ser uma prática consolidada, ainda representa desafios para os líderes de marketing e as próprias agências.
Segundo o Guia de Agências 2025 , estudo realizado pela B.done, primeira aceleradora de negócios especializada em conectar marcas e agências de comunicação, marketing e martech do país, com apoio da Cuali Pesquisa, um dos maiores obstáculos enfrentados pelos executivos nesse processo é a falta de clareza e assertividade na hora de selecionar os candidatos.
Os dados revelam que 56% das agências relatam levar de 30 a 90 dias para fechar um contrato, demonstrando a complexidade da etapa de negociação e validação de fornecedores. “A concorrência é parte natural do ciclo de negócios, que, quando bem administrada, gera eficiência para as marcas e crescimento para as agências. Mais do que escolher o melhor preço ou portfólio, as empresas buscam consistência, alinhamento cultural e capacidade de entrega”, explica Ana Carolina Cavichioli, CEO da B.done.
Segundo o executivo, a concorrência não deve ser vista como um problema, mas sim como uma oportunidade, sendo fundamental ter soluções que tragam organização, transparência e assertividade para essas decisões.
Focada na estruturação desses ciclos, sendo responsável por mais de mil conexões realizadas, entre elas Panasonic, Embelleze, Santa Helena Alimentos, Mercado Livre e Cultura Inglesa, e já tendo movimentado R$ 700 milhões em negócios nos últimos cinco anos , a B.done intermedia todo o processo de licitação por meio de um ecossistema robusto, conectando marcas a agências full-service de diferentes portes, especializações e localizações no Brasil com capacidade internacional.
“Nosso papel é estruturar esse processo do início ao fim, garantindo que cada cliente receba recomendações alinhadas ao seu orçamento, capacidade técnica e perfil criativo desejado”, afirma o CEO.
Mercado otimista
Ainda segundo a pesquisa, o mercado mostra sinais de maturidade que refletem uma nova percepção de concorrência: 73,2% das agências já trabalham com contratos recorrentes (taxa mensal) , o que demonstra uma busca por relacionamentos mais consistentes e estratégicos entre marcas e fornecedores.
“As competições servem como um mecanismo de avaliação, comparação e, muitas vezes, inovação. Os números mostram uma evolução significativa na forma como marcas e agências estão interagindo”, afirma Ana Carolina.
Com a previsão de que 2025 seja um ano de expansão para o setor, com 72,7% das agências afirmando esperar crescimento de receita, de acordo com o guia, as competições estão desempenhando um papel central como ferramenta para renovar e ajustar parcerias.
Guido Antonini Assina Filme para a Campanha Vida Urgente
O diretor de Mythago, Guido Antonini, dirige o filme para o Programa Vida Urgente, uma importante iniciativa da Fundação Thiago Gonzaga que visa conscientizar a população sobre segurança no trânsito. Com uma abordagem impactante, a produção busca conscientizar a população de que muitos acidentes fatais ocorrem em uma velocidade aparentemente segura: 60 km/h. Um pedestre atropelado nessa velocidade tem apenas 2% de chance de sobrevivência, e o prognóstico para ciclistas e motociclistas não é muito melhor.
A campanha, idealizada pela Fundação Thiago Gonzaga, conta com a colaboração criativa da Agência Hoc e a expertise da Mythago, que se uniram mais uma vez para criar uma iniciativa impactante e socialmente relevante. A ideia é chamar a atenção para a prevenção de acidentes de trânsito, uma questão urgente que afeta milhares de famílias brasileiras todos os dias. A campanha visa promover um abaixo-assinado nacional pela aprovação do Projeto de Lei do Velocidade Segura (2789/2023), que visa ajustar os limites de velocidade em avenidas urbanas (de 60 km/h para 50 km/h) e aprimorar a fiscalização por meio do monitoramento da velocidade média entre dois pontos. Para mais informações, acesse velocidadesegura.org.br.
O principal argumento do filme é conscientizar sobre a importância dos acidentes, mesmo quando todas as precauções são tomadas. A mobilização para assinar este projeto de lei visa mudar a lei para que os limites de velocidade reduzam a gravidade dos acidentes. ” Este projeto é um verdadeiro chamado à reflexão. O trabalho da Fundação Thiago Gonzaga é extremamente importante e tenho muito orgulho de fazer parte desta iniciativa. O filme pretende mostrar, de forma realista e comovente, o impacto das escolhas no trânsito e como pequenas ações podem fazer toda a diferença para salvar vidas ” , afirma Guido Antonini, diretor do filme.
O Programa Vida Urgente já causou impacto significativo nas redes sociais e no cenário nacional, e este novo filme, que será exibido em diversos canais e plataformas digitais, promete continuar conscientizando e incentivando mudanças de comportamento entre todos que viajam pelo Brasil.
Ficha Técnica:
Cliente: Fundação Thiago Gonzaga – Vida Urgente
Agência: HOC
Direção de palco: Guido Antonini
Assistente de direção Fefa Jung
Arte: Bernardo Zortea
Coordenação e direção de produção: Márcia Belloc
Assistente de Produção Rafael Kroth
Diretor de fotografia: Pedro Rocha
1º Assistente de Câmera: Gustavo Rodrigues
2º Assistente de Câmera: Marx Franzen
Assistência de vídeo: Camila Dal-ri Brugnera
Eletricista: Jô Fontana
Maquinista: Sony
Assistente: Jeff Oliveira
Produtor do set: Vinicius
Produtor de locações: Zé Alexandre
Produtora de elenco: Fabiane Freitas
Atores: Tiago Viegas e Laura Fensterseifer
Figurinista: Daiane Sanger
Maquiagem: Val Oliveira
Luz: Farol
Maquinário: Poa local
Equipamento: Marx Franzen
Lentes: Equipamento de backup
Coordenação: Lucas Miralha
Montagem de Bibiana Kasper
Finalização: Guilherme Rossal e Paulo Dorneles
Serviço: Mirela Severino
Comunicação: Miltinho Talaveira
Aprovação do Cliente: Gabriela Teló
Pesquisa inédita revela impacto das mídias sociais na busca por métodos contraceptivos no Brasil
Às vésperas do Dia Mundial da Contracepção (26 de setembro), uma pesquisa inédita realizada pela Ipsos, a pedido da Bayer, com 800 mulheres entre 18 e 60 anos em todo o Brasil, mostra que 59% das entrevistadas recorrem ao ambiente digital como principal fonte de informação sobre saúde. Entre as mulheres mais jovens (18 a 29 anos), a dependência é ainda maior, com 62% afirmando usar a internet como primeira fonte de informação.¹
Do total, 34% pesquisam em sites e fóruns, 15% em grupos de WhatsApp, Facebook e Instagram e 12% em perfis de influenciadores no Instagram, TikTok e Kwai. Esse comportamento evidencia o impacto que as mídias sociais podem ter na saúde reprodutiva das mulheres brasileiras e, principalmente, o potencial de desinformação. ¹
O ginecologista Edson Ferreira, médico da Divisão de Ginecologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, ressalta que o consumo de informação no mundo digital é uma realidade e aponta os riscos desse hábito: “O problema não é o consumo de informação online, mas sim a falta de embasamento científico que alguns desses conteúdos podem ter. Basear-se em experiências isoladas ou relatos que propagam mitos pode levar a escolhas inadequadas de métodos contraceptivos, insegurança em relação à contracepção e, consequentemente, perpetuar gestações não planejadas.”
A pesquisa mostra que, embora 91% das mulheres tenham usado algum método contraceptivo em algum momento da vida, há uma lacuna de conhecimento sobre as opções contraceptivas modernas recomendadas pelas principais diretrizes internacionais de planejamento familiar, como os métodos contraceptivos de longa duração (DIU e implantes). No caso do DIU, quase nove em cada dez entrevistadas (89%) disseram não saber diferenciar entre as versões de cobre e hormonal — essa falta de informação é mais comum entre mulheres de classes de renda mais baixas.¹
Outros estudos também reforçam o impacto das mídias sociais na formação de opinião sobre contracepção. Uma análise publicada na revista Obstetrics & Gynecology, pelo Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, constatou que o TikTok abriga uma variedade de relatos sobre o uso de DIU, com experiências pessoais variadas, nem sempre acompanhadas de informações médicas confiáveis e, às vezes, até questionando a credibilidade dos profissionais de saúde (27%).²
“Esse tipo de conteúdo demonstra a importância de ampliar o diálogo entre médicos, comunicadores e pacientes nas redes sociais. Compartilhar experiências é uma ferramenta poderosa para disseminar conteúdo, mas devemos sempre lembrar que cada pessoa tem necessidades diferentes, e somente uma consulta com um profissional de saúde qualificado nos permitirá decidir em conjunto sobre o método mais adequado para cada indivíduo”, enfatiza o Dr. Ferreira.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARCs), como DIUs e implantes, são seguros e eficazes, podendo ser indicados inclusive para adolescentes e mulheres sem filhos, salvo contraindicações específicas³.
Gravidez não planejada: um desafio persistente
Dados da Ipsos indicam que 25% das mulheres atualmente não utilizam nenhum método contraceptivo.¹ Esse número é significativo, visto que mais de 62% das brasileiras já tiveram pelo menos uma gravidez não planejada ao longo da vida, segundo pesquisa anterior realizada pela Bayer em parceria com a Febrasgo e o IPEC em 2022.
O estudo também revelou que a falha do método (27%) e o uso incorreto (20%) foram os principais motivos que levaram a essa taxa5.
Entre as entrevistadas, 65% acreditavam que mais informações teriam evitado gestações não planejadas. Quase todas (93%) defendiam maior acesso a informações sobre métodos de ação prolongada, como o DIU hormonal, o DIU de cobre e o implante subdérmico.5
“Hoje, existem opções de contraceptivos para diferentes perfis e estilos de vida, incluindo alternativas hormonais de baixa dosagem e ação localizada, ou seja, com pouca ou nenhuma absorção na corrente sanguínea. Informação de qualidade é uma ferramenta poderosa, não apenas para promover o conhecimento sobre os contraceptivos modernos, mas também para ampliar o acesso e democratizar a assistência reprodutiva”, afirma Rodrigo Mirisola, ginecologista e gerente médico de saúde da mulher da Bayer no Brasil.
De acordo com a pesquisa da Ipsos, 67% das entrevistadas desconhecem que o DIU hormonal está disponível por meio de planos de saúde, embora o procedimento seja coberto pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Essa falta de conhecimento é ainda maior entre as classes mais baixas (D e E), onde 76% desconhecem esse direito por meio de planos de saúde suplementares.¹
Experimento digital
Durante a semana do Dia Mundial da Contracepção, a influenciadora Karen Bachini, que tem mais de 1,4 milhão de seguidores e atua na indústria da beleza e bem-estar, lançou uma pesquisa em seu Instagram perguntando aos seus seguidores se eles já haviam começado ou parado de usar um método contraceptivo devido à influência de conteúdo digital. O experimento mostrou que 27% do grupo havia sido influenciado pelas mídias sociais e, entre as respostas enviadas, o medo de usar métodos hormonais se destacou.
As respostas reforçam o alerta para cautela ao consumir informações sem respaldo científico, que, se não forem esclarecidas, podem levar as mulheres a abrir mão de métodos eficazes e adequados ao seu estilo de vida. “É natural que as pacientes tenham dúvidas sobre os efeitos dos hormônios, mas é fundamental buscar orientação médica antes de tomar qualquer decisão sobre contracepção. Hoje, existem alternativas modernas com diferentes composições e dosagens hormonais que proporcionam eficácia e segurança dentro das necessidades de cada paciente”, afirma a Dra. Ferreira.
Sobre a metodologia da pesquisa “Saúde da Mulher, 2025”
O estudo foi realizado com 800 mulheres entre 18 e 60 anos, de todas as regiões do Brasil, utilizando uma metodologia ad-hoc com margem de erro de 3,5 pp. A pesquisa foi realizada entre 21 e 28 de agosto de 2025.
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Home office: o problema são chefes incompetentes, não o trabalho remoto
Há 10 anos, fiz o que muitos sonhavam: abandonei meu trajeto diário de três horas até o escritório e passei a trabalhar de casa. Não porque detestava meu trabalho, mas porque queria minha vida de volta.
Tive sorte. Minha empresa na época me permitiu continuar no mesmo cargo e trabalhar de onde eu me sentisse melhor – isso muito antes de a pandemia popularizar o trabalho remoto. Essa decisão me deu mais foco, energia e capacidade de contribuir do que qualquer promoção teria dado.
Desde então, vi modelos remotos que funcionam e outros que fracassaram. E posso garantir: quando não funciona, o problema não é o trabalho remoto. O problema são líderes que não sabem liderar sem vigiar cada movimento da equipe.
Quando empresas recuam nas políticas de home office, quase nunca é sobre “restaurar a cultura” ou “fortalecer a colaboração”. É sobre controle – e, cada vez mais, sobre medo.
Lembro de quando a IBM, anos atrás, obrigou todos a voltar ao escritório. Respondi com uma carta aberta aos funcionários remotos, que teve milhares de reações. Ficou claro que as pessoas queriam trabalhar, entregar resultados e serem tratadas com confiança. O que receberam, porém, foi uma política que restringia sua vida.
Essa história vem se repetindo. No último ano, a Amazon passou a monitorar os crachás de entrada. A Meta impôs três dias presenciais obrigatórios. O Google incluiu “presença” nas avaliações de desempenho. E a Zoom, ironicamente, determinou que quem mora a até 80 quilômetros de um escritório precisa trabalhar presencialmente duas vezes por semana.
Está claro que muitas empresas ainda não encontraram o modelo certo – nem para suas equipes, nem para seus negócios.
DADOS PROVAM: O TRABALHO REMOTO FUNCIONA
A discussão não deveria ser se o home office pode ser produtivo. As evidências mostram que sim. Pesquisas da Gallup revelam que funcionários que trabalham de casa três a quatro dias por semana são os mais engajados e produtivos.
Estudos da Microsoft reforçam que o modelo remoto aumenta a produtividade em tarefas individuais, embora possa dificultar a colaboração entre equipes se não houver gestão ativa. A solução não é forçar todos a voltar ao escritório, mas criar sistemas que promovam conexão e visibilidade.
O debate não é sobre local de trabalho, mas sobre gestão. As melhores empresas não improvisam. Sabem que, assim como boas equipes presenciais exigem esforço, as remotas também.
Aquelas que se destacam hoje não são “pró-remoto” ou “pró-escritório” – são “pró-empoderamento”. Confiam nas pessoas e oferecem clareza, flexibilidade e infraestrutura para que façam seu melhor. Isso inclui desde as ferramentas que usam até a forma de se comunicar.
Elas valorizam documentação clara em vez de conversas de corredor, usam plataformas como Miro, Notion, Loom e ChatGPT para apoiar o trabalho assíncrono e treinam líderes para orientar times remotos.
Também entendem que conexão humana importa. Encontros presenciais ocasionais, coworking voluntário e rituais de equipe ajudam a evitar o isolamento. E investem pesado em comunicação interna. No trabalho remoto, a comunicação não é um mero detalhe – é o que mantém tudo de pé.
O QUE VOCÊ PODE FAZER
Se a sua empresa ainda não encontrou o modelo ideal, você pode melhorar sua experiência adotando práticas que favoreçam comunicação clara e colaboração.
Defenda o uso de ferramentas e processos que tornem o trabalho mais organizado e transparente. Isso melhora sua rotina e aumenta seu valor como alguém capaz de operar bem em ambientes flexíveis.
Se sua empresa não apoia o trabalho remoto – ou resiste às suas tentativas de fortalecê-lo –, veja isso como um sinal de alerta. Pode indicar liderança insegura, prioridades equivocadas ou até problemas financeiros. Nesse caso, talvez seja hora de procurar novas oportunidades.
No trabalho remoto, a comunicação não é um mero detalhe – é o que mantém tudo de pé.
Sim, o mercado está competitivo. Mas os melhores talentos ainda têm opções. E há algo que muitos líderes ignoram: os profissionais mais qualificados nem sempre estão perto do escritório. Em alguns casos, simplesmente não há como preencher certas vagas localmente.
Ao adotar a flexibilidade geográfica, as empresas podem contratar a pessoa certa para a função, não apenas quem mora a uma distância viável de deslocamento. Isso amplia o acesso a talentos e fortalece a posição da empresa em setores competitivos.
As organizações que entenderem que presença obrigatória não gera produtividade, que confiarem em suas equipes e criarem sistemas alinhados à forma como as pessoas realmente trabalham vão reter os melhores talentos, superar concorrentes e moldar o futuro do trabalho. As outras ficarão com escritórios cheios de mesas vazias.
Decifrando o sucesso: Análise detalhada de campanhas de marketing digital ganhadoras de prêmios
Por Zeta Design
No dinâmico universo do marketing digital, o que realmente diferencia uma campanha boa de uma campanha extraordinária? Aquelas que não apenas atingem seus objetivos de negócio, mas também capturam a atenção do público de forma memorável, geram conversas significativas e, no final das contas, conquistam prêmios e reconhecimento?
Não é apenas uma questão de orçamento robusto, mas sim de uma combinação estratégica de criatividade, execução impecável e uma profunda compreensão do comportamento e das necessidades do consumidor. Vamos mergulhar nos elementos fundamentais que transformam campanhas digitais em verdadeiros cases de sucesso, servindo como um farol para a excelência.
O que torna uma campanha ganhadora de prêmios?
Ao observar as campanhas mais celebradas e premiadas globalmente, percebemos padrões consistentes que transcendem a estética ou o setor de atuação. Elas compartilham características essenciais:
Conexão humana genuína e empatia: As melhores campanhas não se limitam a vender um produto ou serviço; elas contam narrativas autênticas, evocam emoções profundas e criam um vínculo duradouro com o público. Elas demonstram uma compreensão empática das dores, dos desejos e dos valores de seus consumidores, falando diretamente à sua realidade e aspirações. Isso pode ser alcançado através de storytelling envolvente, campanhas que incentivam o User-Generated Content (UGC) ou que abordam temas socialmente relevantes.
Inovação e ousadia tecnológica: Em um cenário digital saturado de conteúdo, a originalidade e a coragem de explorar o novo são cruciais. Campanhas premiadas frequentemente desafiam o status quo, explorando novas plataformas, formatos ou tecnologias emergentes – como Inteligência Artificial (IA) para personalização em escala, Realidade Aumentada (RA)/Realidade Virtual (RV) para experiências imersivas, ou interações gamificadas – de maneiras inesperadas e impactantes, quebrando a barreira da mesmice e oferecendo valor diferenciado.
Estratégia data-driven e otimização contínua: Por trás de toda grande ideia, há uma análise robusta e inteligente de dados. O uso estratégico de first-party data e third-party data, combinado com plataformas de análises avançadas, permite que os profissionais de marketing identifiquem insights valiosos, segmentem o público com precisão cirúrgica e otimizem suas mensagens e canais para o máximo impacto. Não se trata de adivinhar, mas de tomar decisões informadas, utilizando testes A/B e um ciclo de feedback contínuo para refinar a performance.
Clareza de propósito e mensagem coerente: Uma campanha de sucesso possui um objetivo claro e uma mensagem concisa e poderosa. Ela sabe exatamente o que quer comunicar, para quem e qual ação deseja provocar, evitando ruídos e garantindo que o público entenda o valor e a proposta única de venda da marca de forma instantânea e inconfundível. A coerência da voz da marca e do Call to Action (CTA) através de todos os pontos de contato é fundamental para solidificar a percepção da marca.
Resultados mensuráveis e impacto real no negócio: No fim das contas, o sucesso é medido por resultados tangíveis. Campanhas premiadas não só geram comentários e reconhecimento, mas também entregam Key Performance Indicators (KPIs) impressionantes, seja em Taxas de Engajamento, Taxas de Conversão, Custo de Aquisição de Cliente (CAC), Receita Total do Cliente, além do impacto positivo de uma campanha na percepção da marca pelo público, avaliando métricas como notoriedade, favorabilidade, consideração e intenção de compra e o retorno do investimento (ROI). Elas provam seu valor com números e demonstram uma clara atribuição multicanal do seu impacto.
Aprendendo com os melhores
Analisar essas campanhas é como ter um mapa detalhado para o tesouro do sucesso digital. Elas nos mostram que a excelência no marketing digital é uma combinação harmoniosa de arte e ciência. É sobre ter a coragem de inovar, a inteligência para usar dados a seu favor e a sensibilidade para tocar o coração das pessoas, construindo pontes entre marcas e consumidores.
Não precisamos reinventar a roda, mas podemos nos inspirar nas rodas que já provaram ser as mais eficientes e brilhantes. O segredo está em adaptar esses princípios universais ao seu próprio contexto, à sua marca e ao seu público-alvo, transformando insights em ações estratégicas.
E você, qual campanha de marketing digital recente te deixou de boca aberta e por quê? Compartilhe suas ideias e inspirações nos comentários!
Se você busca transformar suas estratégias e criar campanhas que realmente se destacam, gerando resultados e reconhecimento, a Zeta Design está aqui para ajudar. Entre em contato conosco para uma conversa aprofundada sobre como podemos elevar o seu marketing digital e construir o seu próximo case de sucesso.
Elixir da Juventude
Por Ester Morgam
Aprender é o verdadeiro elixir da juventude, como Henry Ford disse “Quem para de aprender é velho, seja aos 20 ou 80. Qualquer pessoa que continua aprendendo permanece jovem.”
Essa frase nunca foi tão atual, vivemos em uma sociedade que insiste em atrelar juventude apenas à idade biológica, como se os anos no calendário fossem a única régua para medir vitalidade, criatividade e relevância, mas a verdade é que a idade que realmente importa é a da mente.
Quantas pessoas você já conheceu que, mesmo jovens, parecem cansadas da vida, sem brilho nos olhos, presas a velhas crenças?
E quantos homens e mulheres, já na casa dos 60, 70 ou 80, seguem curiosos, ávidos por aprender, testar, errar, recomeçar, e continuam irradiando energia?
Envelhecer não é sobre rugas, é sobre desistir de aprender. É deixar de se atualizar, de se desafiar, de se abrir ao novo. É acreditar que já viu de tudo, já sabe de tudo e já fez de tudo.
Esse é o verdadeiro envelhecimento precoce!…
Por outro lado, a aprendizagem é uma injeção de rejuvenescimento diário, pois quando você aprende, sua mente se expande, sua visão se amplia e seu coração se oxigena com novas possibilidades.
Aprender é o antídoto contra o tédio, contra a estagnação e contra o etarismo que insiste em querer limitar pessoas a um número.
Eu acredito que juventude é uma escolha, e não está na aparência ou na data do RG, mas na coragem de se reinventar todos os dias.
Quem continua aprendendo permanece jovem, por isso sou uma eterna aprendiz!
E você? Está envelhecendo pelo calendário ou se mantendo jovem pela curiosidade?
Tik Tok é território de dancinhas, futilidade e bobagens variadas?
Por Rogério Kiefer
Erra fragorosamente quem repete a velha ideia, baseada em certo desconhecimento, de que o Tik Tok é território de dancinhas, futilidade e bobagens variadas. Hoje a plataforma chinesa é ferramenta estratégica para posicionar marcas de maneira na mente dos consumidores.
Em evento na sede da Associação Catarinense de Imprensa (ACI), evento promovido em parceria com o Sinapro teve a participação de Vinícius Arjona — High Value Executive LATAM no TikTok. Ele mostrou como as marcas podem conquistar relevância na plataforma:
O caminho mais eficaz para entrar no TikTok é trabalhar com produtores de conteúdo, pois o usuário da plataforma aceita dicas e recomendações.
63% dos usuários assistem e se interessam por conteúdos indicados. Mas é fundamental que sejam conteúdos de qualidade.
O algoritmo amplifica interesses: entrega aquilo que as pessoas já consomem, o que aumenta a assertividade.
O TikTok pode gerar até 3x mais visitas a lojas físicas.
A plataforma tem um case de sucesso na área de literatura. Perfis sobre livros engajam e já criaram Best sellers (adendo pessoal ao texto da IA. Criei meu perfil de literatura meses atrás depois de perceber esse movimento do tik tok. Por motivos de falta de talento e déficit visual, jamais postei coisa alguma. Voltemos ao GpT)
O Tik Tok não segue o funil de vendas tradicional. A pessoa conhece a marca → se interessa → compra → usa → avalia → recomenda para outras pessoas que seguirão o mesmo caminho
92% dos usuários tomam alguma ação depois de ver um conteúdo na plataforma.
Pontos-chave para quem deseja construir relevância no TikTok:
Produzir conteúdo humanizado, com boa locução, iluminação e imagem.
Apostar no humor como força de engajamento.
Manter consistência: pelo menos um conteúdo por dia.
Inserir produtos em narrativas que realmente interessem às pessoas.
Não à toa, já existem mais de 6,7 milhões de vídeos com a hashtag TikTokMeLevouAComprar.
O recado é claro: o TikTok não é só entretenimento. É influência, é consumo e é estratégia de marca.
Há alguns anos a All Press Comunicação trabalha com marketing de influência e a oportunidade de ouvir o Vinicius Arjona foi enriquecedora.
O empresário brasileiro ainda comunica mal o seu negócio
Por Rafael Monteiro de Castro*
O pequeno e médio empresário investe em Marketing por alguns motivos pontuais, mas, no fim das contas, o objetivo final sempre é vender mais. O problema é que a cabeça do empresário está condicionada a pensar em algo físico: “Preciso de uma apresentação institucional. Logo, preciso de belos slides”. “Preciso de um vídeo institucional. Logo, preciso de belas imagens e uma edição competente”. Quando pensa com esse mindset, o empreendedor pula uma etapa essencial: o roteiro, o texto profissional. A forma de passar a mensagem é crucial para o sucesso de qualquer peça de divulgação.
A apresentação sem roteiro está fadada a falhar na hora de comunicar algo. É comum vermos apresentações de empresas que seguem um padrão engessado e frio, que começam pelo slide “nossos clientes”, ou “missão e valores”, ou “quem somos”. Em quê isso interessa ao possível cliente? Não seria melhor começar dizendo a que veio, mencionando que problema o cliente tem que a empresa resolve?
Há também os empresários que delegam a produção dos seus textos ao ChatGPT. A Inteligência Artificial já está revolucionando diversos mercados de trabalho e essa revolução é bem-vinda. Lutar contra o novo é dar murro em ponta de faca. A IA é uma ferramenta sensacional. Porém… Ela é falha. E não é humana. Por mais que simule o comportamento humano, o ChatGPT não tem a sagacidade humana, o diferencial que o texto corporativo precisa ter para se diferenciar no mar de ofertas em que navegamos hoje. A IA te dá um texto correto gramaticalmente, adequado ao que você solicitou, mas dificilmente vai conseguir pensar fora da caixa. E isso porque ela está dentro da caixa. Dentro de uma caixa cheia de coisas que já foram pensadas anteriormente.
A escrita criativa, com objetivo e estratégia, usando as ferramentas certas, aumenta o faturamento de uma empresa. Isso porque o copywriting bem feito manipula as emoções e ações do interlocutor da mensagem. É algo, inclusive, que precisa ser usado com ética, já que há o potencial de usar essa técnica com más intenções. Ao escrever com maestria um texto corporativo, você consegue: fazer a pessoa agir, se mexer, se emocionar, entender que precisa daquilo que você oferece, entender ou aprender algo de forma efetiva. E tudo isso de maneira orgânica. A pessoa fica entretida com algo criativo e atrativo, enquanto recebe a mensagem que você quer passar.
Com uma mensagem forte, um texto estruturado e criativo, e uma comunicação planejada, você já tem mais da metade do que precisa para ser bem sucedido. Só então procure um excelente designer ou produtora de vídeo para executar esses roteiros com qualidade. Afinal, uma bela viola precisa de uma bela partitura para fazer bela música.
*Rafael Monteiro de Castro é publicitário, copywriter e roteirista. É formado em Comunicação Social pela ESPM. Tem uma MBA de Gestão de Mercados também pela ESPM. É Business Partner na empresa AutoconheCINEMA, empresa especializada em Comunicação Corporativa na parte de texto.