Silvio Teitelbaum – 31-07-20

Por Silvio Teitelbaum

Em 1980 Porter disse uma das frases mais célebres: eficiência operacional não é estratégia empresarial.

Em tempos de falas que confundem políticas públicas, gestão privada e medicina precisamos separar os debates.

Em nada adiantará termos excelência num ponto do cluster quando a cadeia de valor estiver combalida.

E, se por ventura, eu acreditar que ao fazer certo as coisas ou as coisas certas resultará em ganho estratégico o convite ao fracasso está feito.

Inclusive, tanto eficiência como eficácia já estão superadas. O termo correto é efetividade. Escrito por Barnard em 1938 na obra “As funções do executivo”. Termo que vincula a Organização ao seu propósito.

Sem um profundo repensar estratégico e estrutural no cluster da saúde apenas a excelência de uma instituição de ponta não será suficiente para a mudança do mindset.

Para quem está chegando agora , eu tenho apregoado este pensamento desde a segunda metade de março quando se projetava para julho e agosto o ponto de utilização máximo das UTI’s por conta do histórico.

É injusto ter de escutar que “agora e fácil falar”. Eu, como muitos outros estamos trazendo e debatendo sobre este gargalo há muito tempo e, principalmente, criticando lives, publicidade e lápis de cor como substitutos para uma ação estratégica.

Como cada um foi cuidar do seu quintal , diga-se de passagem de forma muito eficiente, não tenho dúvida, esqueceu-se da estratégia setorial que deveria ter sido capitaneada não apenas pelo Poder Público , mas também pelos agentes setoriais.

O estrago está feito e seguimos sem contingências.

Em tempo, no dia 13/3 fui parte integrante de um movimento que migrou uma instituição de ensino inteira para plataforma on line com aulas remotas tele presenciais síncronas já no dia 18 de março. Seguindo todos os protocolos recomendados. Assim como tantos Gestores e empreendedores.

Sem contar na população que tem beirado os 55% de reclusão.

Portanto, fizemos e seguimos fazendo a nossa parte.

O oficialismo conivente com o establishment é o princípio do fim das liberdades empresariais.

 

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