Do furo ao fast-food: como a IA e o monopólio do Google sufocam o jornalismo e outros artigos da semana – 29.09.2025

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Você vai ler na coluna de hoje: Do furo ao fast-food: como a IA e o monopólio do Google sufocam o jornalismo, TV Globo, Record e Editora Globo ativam estratégias para capitalizar trimestre, Há uma corrida para ‘igualar’ o CPM do OOH ao do marketing digital, “É caro viver?” Perguntas sobre o custo de vida nas cidades brasileiras chegam a mais de 1 milhão no Google Brasil, Viva el Verano Gaúcho, Uma História de Sucesso e Inovação, Google faz aniversário de 27 anos e comemora com “doodle” original.

 

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Do furo ao fast-food: como a IA e o monopólio do Google sufocam o jornalismo

Por Guilherme Ravache

 

O jornalismo vem sendo atacado por todos os lados, e, como falei mais detalhadamente na coluna “Se eu tenho dez jornalistas, eu tenho cem jornalistas, isso não importa”, publicada no Valor Econômico na semana passada, a prática está se tornando padrão de mercado.

Reduções de equipes, dependência crescente de IA e práticas agressivas de SEO transformam notícias em produtos descartáveis, enquanto o Google decide quem sobrevive, quem é visto e quem desaparece silenciosamente nos feeds. Não é teoria: é o que mostram os dados públicos de audiência e o que tenho ouvido de publishers (de todos os tamanhos) nos últimos meses.

Não é apenas cortar custos ou substituir jornalistas por algoritmos. Um editor me confessou sem rodeios: “Concorrer com centenas de textos gerados por dia é humanamente impossível”. Traduzindo: não é talento ou apuração que importa; é conseguir manter o algoritmo satisfeito.

A inteligência artificial tinha todo o potencial de impulsionar o jornalismo ao oferecer acesso rápido a dados, análises e múltiplas fontes. Na prática, porém, virou muleta para reduzir equipes e produzir volume sem critério jornalístico claro. É o clique pelo clique.

O resultando são textos reciclados, sem checagem e pouco úteis para quem busca informação de qualidade – um verdadeiro fast food mais próximo do entretenimento do que do jornalismo, que alimenta algoritmos em vez de leitores.

E se você ainda acha que a IA vai salvar o jornalismo, vale conferir o que destaquei na mesma coluna citada acima: mesmo com o aumento do uso de inteligência artificial em redações tradicionais e digitais, os sinais indicam que a “revolução da IA” não está acontecendo da forma que a maioria esperava. Um estudo do MIT reforça o alerta: 95% das empresas que aplicam IA não recuperam o investimento.

Para o jornalismo o problema pode ser ainda pior, porque além do investimento não ser recuperado, o setor perde ainda mais credibilidade. E credibilidade é um atributo essencial do jornalismo, sem isso o que é produzido vale cada vez menos.

Mas a tecnologia em si não é o problema. Assim como citei nesta outra coluna, o problema, na verdade, está em como ela é usada. Apenas 5% das ferramentas de IA desenvolvidas sob medida para empresas chegaram à fase de produção. A maioria não avançou devido a fluxos de trabalho frágeis, falta de contextualização e desalinhamento com a rotina das redações, o que têm transformado promessas de inovação em textos genéricos que muitas vezes quase ninguém verifica.

Um exemplo desse problema veio à tona esta semana: o caso Folha de Curitiba, revelado por Willian Porto no Não é Agência. A apuração mostrou que o site copiava sistematicamente conteúdos do portal Viciados, sem nenhum toque humano, checagem de informações ou crédito de fontes.

A situação chegou ao ponto em que o portal Viciados criou uma denúncia intencionalmente, apenas para testar se seria replicada, mostrando de forma irônica como a combinação de automação mal aplicada, falta de contextualização e pressa por volume transforma o jornalismo em textos descartáveis, que beneficiam algoritmos em vez de leitores.

 

Algoritmo como editor-chefe

Neste cenário problemático, surgem os “Midas de cliques”: pessoas que jamais passaram por uma redação tradicional, mas sabem exatamente como explorar o algoritmo do Google. Dentro de redações, e cada vez mais em agências de conteúdo especializadas em gerar conteúdo automatizado, eles faturam alto apenas jogando o jogo do algoritmo.

Como detalhei na coluna “O Rei Midas dos cliques de notícias”, no Valor Econômico, o líder de uma dessas empresas, descrito como um gênio por alguns publishers que ouvi, parece ter subvertido a lógica até de quem comanda o monopólio.

“Os gerentes do Google me ligam para saber o que vai ser tendência”, diz esse especialista em SEO. Em outras palavras, não é a apuração que dita o sucesso, mas a capacidade de ler e manipular o monopólio do tráfego. Quem segue corre atrás cegamente do Google se mantém visível; quem não, some do radar do algoritmo.

Um estudo do NetLab sobre recomendações de conteúdo do YouTube mostra como essa dinâmica de monopólio funciona na prática. Entre julho e agosto, a CNN Brasil foi recomendada 100% das vezes na seção de notícias, sendo a primeira recomendação em quase 17% das vezes. Dos 153 canais monitorados, apenas 10 concentraram mais da metade das recomendações, e a CNN dominou praticamente todo o restante.

Nas redes, alguns defenderam o favoritismo da CNN justificando que eles faziam SEO melhor que os outros veículos. Por ser, mas para mim a grande questão é termos uma plataforma, notória por sua falta de transparência, decidindo quais notícias você vê ou não.

E o problema não se limita a um único serviço. O Google, por meio do Discover – seu feed de notícias para dispositivos móveis – e de iniciativas como o Google News Initiative (GNI), transforma incentivos financeiros e prioridade de visibilidade em instrumentos de controle editorial.

Quem aceita as regras do Google ganha audiência; quem não aceita, desaparece. E a imprensa tradicional? Muitos reconhecem que o Google joga contra o jornalismo, mas têm preferido não se manifestar publicamente – assunto que foi tema da newsletter da semana passada.

E não se trata apenas de IA ou SEO. É sobre monopólio da informação. A IA permite produção em massa; o SEO define quais textos serão melhor ranqueados; e o Google decide, quais terão visibilidade.

Em um momento no qual a soberania nacional está sendo tão debatida, também precisamos falar sobre soberania digita. Termos mais vozes presentes no Google e outras plataformas fortalece a democracia e o país.

Porém, no atual cenário o volume vence a qualidade, a superficialidade vence a ética, e a independência editorial virou luxo. Como resultado, notícias que deveriam informar passam a obedecer a regras de algoritmo e interesses de plataformas, enquanto o jornalismo de apuração e investigação murcha gradativamente.

E antes que alguém pense que isso é só sobre plataformas digitais, lembre-se: o Google não produz conteúdo, mas determina quem consegue audiência. O YouTube, o Discover, o News Initiative – tudo funciona para concentrar visibilidade e publicidade em quem joga dentro das regras do monopólio. Plágio, repetição de textos, produção em massa com IA, incentivos financeiros camuflados de apoio ao jornalismo: tudo nos leva ao Google.

No fim, não se trata apenas de tecnologia ou prática editorial individual. É sobre quem decide o que você vê, quem controla a audiência e, portanto, o próprio jornalismo. Ignorar isso é fingir que o jornalismo ainda é livre, quando ele já se tornou produto de algoritmo, com consequências previsíveis e outras que ainda vamos descobrir.

E se você acha que isso é apenas teoria, sugiro olhar os dados, os casos e as colunas que publiquei na semana passada: entre a problemática da IA no setor das notícias, os “Reis Midas de cliques” – pessoas que mal conhecem jornalismo, mas transformam qualquer conteúdo em cliques e receita por seguir à risca as regras do algoritmo – e o monopólio do Google, não falta material para perceber que a liberdade editorial está sob ataque constante, e não é por acaso.

Perdoe-me se posso parecer repetitivo, mas vou seguir questionando: quanto tempo ainda vamos esperar antes de agir de verdade e passarmos a regular, e principalmente, fiscalizar e punir os abusos cometidos pelas grandes corporações de tecnologia?

 

Willian Porto

Nesta semana, o portal Diário do Comércio publicou uma matéria falsa com o objetivo claro de viralizar no Google Discover. Após a repercussão da notícia, o próprio site reconheceu que o conteúdo era falso, alegando ter sido induzido ao erro por outro portal. Entretanto, a estratégia gerou desinformação em massa, com influenciadores e usuários de redes sociais compartilhando a notícia sem verificar sua veracidade.

A situação expõe as falhas do Google em combater conteúdos sensacionalistas e falsos em suas plataformas, como o Discover e o Google Notícias. O caso também evidencia como portais de notícias podem manipular algoritmos para aumentar sua audiência, mesmo às custas da credibilidade jornalística.

Penske processa Google por uso não autorizado de conteúdo jornalístico em resumos de IA

 

 Aditya Soni – Reuters

A Penske Media, dona de veículos como Rolling Stone, Billboard e Variety, processou o Google, acusando a gigante da tecnologia de utilizar seu conteúdo jornalístico sem autorização nos resumos gerados por inteligência artificial, conhecidos como “AI Overviews”.

A empresa alega que, devido à dominância do Google no mercado de buscas, é forçada a aceitar essa prática ou perder visibilidade nos resultados de pesquisa. Como resultado, a Penske afirma que o tráfego para seus sites caiu mais de um terço desde o pico de 2024, impactando significativamente suas receitas de publicidade e afiliados.

Big Techs criam manual para barrar leis de remuneração à imprensa

 

Agência Pública

Meta e Google desenvolveram estratégias coordenadas para impedir legislações que exigem pagamento por conteúdo jornalístico. Em países como Brasil, Canadá, Indonésia e Austrália, as empresas realizaram campanhas públicas, ameaçaram bloquear notícias e firmaram acordos privados com veículos de comunicação para influenciar o processo legislativo. Essas ações visam proteger seus lucros e evitar regulamentações que obriguem o pagamento por conteúdo jornalístico.

A investigação revelou que, além de lobby tradicional, as Big Techs utilizaram táticas como mobilização do público contra a mídia e apoio do governo dos Estados Unidos para fortalecer sua posição. Especialistas apontam que essas práticas demonstram uma estratégia bem estruturada para minar legislações que buscam garantir a remuneração justa ao jornalismo.

Startups de IA impulsionam negócios da Google Cloud, mas a dependência é arriscada

 

Maxwell Zeff – TechCrunch

A Google Cloud anunciou parcerias com startups de IA em ascensão, como Lovable e Windsurf, que agora utilizam seus serviços para hospedar modelos como o Gemini 2.5 Pro. Embora esses contratos não sejam exclusivos, destacam a crescente dependência da Google Cloud no setor de IA, que já representa 60% das startups de IA generativa. A empresa também afirmou que trabalha com nove dos dez principais laboratórios de IA, incluindo OpenAI e Safe Superintelligence.

No entanto, essa dependência apresenta riscos. Startups como Lovable e Windsurf, embora promissoras, ainda são pequenas e podem não gerar receita significativa no curto prazo. Além disso, a competição com gigantes como AWS e Microsoft Azure é intensa. A estratégia da Google Cloud de oferecer créditos generosos e infraestrutura dedicada pode ser eficaz para atrair startups, mas também as coloca em uma posição vulnerável caso essas empresas decidam diversificar seus provedores de nuvem ou desenvolver soluções próprias.

Demissão em massa expõe precarização no trabalho por trás da IA do Google

 

Thomas Barrabi – Reuters

Mais de 200 trabalhadores terceirizados que ajudavam a treinar o Gemini foram demitidos em agosto após protestarem contra salários baixos e más condições de trabalho. Eles eram contratados pela GlobalLogic e recebiam cerca de US$ 18 a US$ 22 por hora, bem menos que funcionários internos.

As dispensas ocorreram pouco depois de tentativas de sindicalização, levantando acusações de retaliação. Ex-funcionários também relataram ambiente desgastante e metas quase impossíveis de cumprir.

O Google disse que os profissionais não eram seus empregados diretos e que atuavam apenas em parte da avaliação do Gemini. O episódio expõe a dependência do setor de IA em mão de obra precária e barata.

 

Vive el Verano Gaúcho

Por Ricardo Gomes

A HOC – House Of Creativity desenvolveu mais uma campanha de turismo para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul apresentando as belezas e a diversidade de produtos turísticos do nosso Rio Grande, a campanha foi lançada na FIT Buenos Aires, confira AQUI o vídeo e Vive el Verano Gaúcho.

 

UMA HISTÓRIA DE SUCESSO E INOVAÇÃO

 

É momento de celebrar 43 anos de uma trajetória construída a muitas mãos. A Protarget é mais do que uma agência: é um espaço onde marcas cresceram, se reinventaram e se conectaram de forma única com seus públicos.
Esse caminho só foi possível porque contou sempre com gente talentosa, dedicada e apaixonada pelo que faz. Por isso, meu parabéns especial vai para os sócios que são pilares dessa história: Maria Helena, Osvaldo, Annie e Ricardo.
Vocês transformaram desafios em conquistas e mantiveram vivo o brilho nos olhos, mesmo diante das mudanças e das inovações que nunca deixaram de abraçar.
Parabéns pela caminhada até aqui e pelo futuro que já está logo ali, cheio de novas oportunidades e realizações. Que venham muitos outros aniversários e que essa história continue sendo escrita com tanto entusiasmo e inspiração.

 

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Google faz aniversário de 27 anos e comemora com “doodle” original

Por Camille Bocanegra

 

O buscador Google comemora seu 27º aniversário neste sábado (27). Para marcar a data, o “doodle” (logo do Google criado para celebrar eventos, datas ou ocasiões especiais) escolhido é o original. O site de buscas online foi oficialmente apresentado no dia 27 de setembro de 1998.

A data do aniversário do buscador, no entanto, nem sempre foi a mesma. A fundação do mecanismo de buscas aconteceu alguns dias antes, em 4 de setembro. Mas, como em 27 de setembro aconteceu a retirada de indexadores, a comemoração oficial escolhida pela empresa foi a segunda data.

 

 

TV Globo, Record e Editora Globo ativam estratégias para capitalizar trimestre

Por Paulo Macedo

 

Pacotes comerciais são apresentados ao mercado anunciante e ações atraem marcas para Dia das Crianças, Black Friday, Natal e Ano Novo

O resultado do quarto trimestre do ano é o que consolida uma boa temporada de negócios. E o mercado leva a sério o período para fechar metas com chave de ouro, com projetos sob demanda e datas promocionais para chamar a atenção dos consumidores.

Na realidade, os canais de mídia já começam a se preparar com antecedência para o ano seguinte, com a venda dos seus principais pacotes comerciais, sem deixar de olhar para as oportunidades das datas como Dia das Crianças, feriados, Black Friday, Natal, início do verão e Ano Novo. É o momento do 13º salário e essa renda extra contribuir para as ativações, cujo plano primário é prospectar esse recurso cada vez mais disputado.

Apesar de a rotina se repetir, os meios buscam inovação para deixar o óbvio mais atraente e adequado à era da multicanalidade.

A Globo, por exemplo, começa a contagem regressiva para o ‘Big Brother Brasil’ de 2026 a partir de 26 de setembro, que vale por um mês. Ou seja, a emissora aguarda até o dia 26 de outubro a renovação do comprimisso com as marcas que estiveram presentes na grade comercial do reality este ano. O volume previsto para ser arregimentado no mercado é de R$ 1,478 bilhão, apenas com os pacotes fixos.

A prioridade é a renovação com Mercado Livre, Stone, BetNacional, Rexona, Amstel, Downy, Seara, Méqui (McDonald’s), Ademicon, Cif, Sazón, Electrolux, Kwai, Chevrolet, Pantene, iFood, MRV, Nestlé e Delícia.

A Globo também já lançou o plano para Copa do Mundo de 2026, com cotas que variam de R$ 255 milhões a R$ 275 milhões. E o recém-lançado canal no YouTube, o GE TV, que pretende trazer R$ 320 milhões para a operação com as oito cotas, a Fundadora, cada uma por R$ 40 milhões.

Também tem a cota Transmissão, por R$ 25 milhões cada, e uma terceira, sem nomenclatura, com valor de tabela de R$ 15 milhões. E ainda faltam os pacotes para o verão, renovação do futebol e a Fórmula 1, por exemplo.

 

Globo

“Sabemos que o fim de ano é uma data estratégica e altamente relevante para o mercado. Para muitos setores, representa a maior fatia do faturamento anual. Por isso, a Globo planeja ações muito fortes para o período, dando a oportunidade para os anunciantes e agências embarcarem suas campanhas nas ondas de engajamento provocadas por nossos conteúdos, seja na TV, no streaming ou no digital. Teremos os capítulos finais de ‘Vale Tudo’ e ‘Dona de Mim’, que serão seguidas pelas estreias de ‘Três Graças’ e ‘Coração Acelerado’, respectivamente, ambas estreladas por nomes consagrados da dramaturgia”, detalha a executiva Manzar Feres, diretora de negócios da Globo.

 

Há uma corrida para ‘igualar’ o CPM do OOH ao do marketing digital

Por Alberto Andade

 

Há uma corrida para ‘igualar’ o CPM do OOH ao do marketing digital – e isso distorce o jogo. São meios distintos e, mais grave, com dados nem sempre confiáveis no marketing digital. No OOH (com medição visual e auditável), o que importa é CPM real: pessoas certas, no lugar certo, com atenção de verdade. Reduzir o CPM inflando a audiência (fraude!) só fragiliza o mercado. Métrica que se prova vale mais do que promessa – e é por isso que o OOH com CPM ‘caro’ sai barato.

De que adianta impactar 1.000 pessoas por um dólar se nenhuma delas é o seu cliente potencial? Esse dólar se torna o mais caro de todos: aquele que foi completamente desperdiçado.

A verdadeira rentabilidade no OOH de 2025 não está no custo, está na qualidade do impacto. O novo lema é: Eleve a experiência sem perder a proximidade.

Isso significa parar de perguntar “quanto custa para chegar a mil pessoas?” e começar a perguntar:

Quem são essas mil pessoas? (Proximidade demográfica).

Quanto tempo real elas permanecem na zona de impacto? (Proximidade temporal).

Em que contexto e estado de espírito eu as encontro? (Proximidade contextual).

Um CPM inteligente não busca ser o mais baixo, busca ser o mais eficaz. É aquele que representa 1.000 pessoas certas, no lugar certo, com a atenção certa. Essa é a verdadeira eficiência.

Você ainda está perseguindo o CPM mais baixo ou já está medindo a qualidade das suas conexões?

 

“É caro viver?” Perguntas sobre o custo de vida nas cidades brasileiras chegam a mais de 1 milhão no Google Brasil

 

Um em cada quatro brasileiros deverá procurar um novo imóvel até 2025, segundo pesquisa Datafolha. Essa tendência vai além das intenções declaradas e já é evidente nas buscas online. Uma pesquisa da Universal Software, plataforma de gestão imobiliária, identificou mais de 1 milhão de buscas no Google buscando entender o custo de vida e se “é caro morar” em diferentes cidades do país nos últimos 12 meses.

Com o aluguel subindo acima da inflação, despesas como alimentação e transporte pesam ainda mais no bolso dos consumidores, aparentemente refletindo a busca por novas opções de moradia em diversos destinos pelo país. Por isso, a pesquisa buscou entender para quais 12 cidades os brasileiros mais consideram se mudar e o custo de vida em cada local.

 

De Florianópolis a Salvador: viver é caro?

Segundo a pesquisa da Universal Software , Florianópolis (SC) tem o maior número de buscas no Google sobre custo de vida e moradia, com 21.900 buscas. O aluguel médio na capital catarinense é de R$ 54,97/m², um patamar elevado em comparação com outras regiões do país.

O grande interesse pode estar ligado à qualidade de vida da capital catarinense, suas praias e opções de lazer, mostrando que fatores como bem-estar e um ambiente urbano atrativo podem compensar o peso dos custos de moradia.

Em segundo lugar está Brasília (DF), com 20.200 buscas e aluguel médio de R$ 46,80/m². A capital federal continua sendo um polo de interesse devido à concentração de empregos nos setores público e de serviços.

Entre as cidades do Nordeste, João Pessoa (PB), Recife (PE) e Salvador (BA) aparecem no ranking. Os aluguéis médios são de R$ 41,45/m² em João Pessoa e R$ 44,22/m² em Salvador. A presença dessas capitais indica que o Nordeste se consolida como uma alternativa para quem considera uma mudança de moradia, seja pela crescente infraestrutura, seja pelo equilíbrio entre custo e oferta de serviços.

Na região Sudeste-Sul, São Paulo (SP) e Campinas (SP) somam 26 mil buscas . São Paulo tem o maior preço de aluguel da pesquisa, R$ 57,59/m², o que não diminui o interesse pela cidade, tradicional polo de oportunidades de emprego, educação e serviços.

Porto Alegre (RS) e Belo Horizonte (MG) também estão entre os destinos mais procurados, com aluguéis médios mais baixos que São Paulo e Brasília. Na região Norte, Manaus (AM) tem aluguel médio de R$ 48,22/m² e menor volume de buscas, mas continua sendo referência regional devido à sua expressiva base industrial.

 

Comida

Além do aluguel, o custo de vida também inclui a alimentação. Em agosto, o preço das cestas básicas caiu em diversas capitais, segundo levantamento do Dieese e da Conab.

Entre as cidades da lista, os maiores valores foram registrados em São Paulo (R$ 850,84), Florianópolis (R$ 823,11), Porto Alegre (R$ 811,14) e Rio de Janeiro (R$ 801,34). João Pessoa (R$ 648,00), Salvador (R$ 616,23) e Manaus (R$ 674,78) tiveram os preços mais baixos.

Apesar da redução pontual, os números do ano ainda mostram aumento de custos em alguns locais, demonstrando que a alimentação continua pressionando o orçamento das famílias.

O Dieese estima que, para atender a todas as necessidades de uma família de quatro pessoas, o salário mínimo exigido em agosto seria de R$ 7.147,91, quase cinco vezes o salário mínimo vigente. A pesquisa mostra que, mesmo com pequenas quedas, o custo da alimentação nas grandes cidades brasileiras continua alto, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.

 

Transporte

Transporte é outro item que pesa no orçamento. O preço médio nacional da gasolina em meados de setembro era de R$ 6,17, e o do diesel, de R$ 6,06, encarecendo as viagens entre bairros e cidades. Os preços do transporte público nas capitais apresentaram oscilações significativas no início de 2025.

Florianópolis registrou a tarifa mais cara (R$ 6,90 para pagamento em dinheiro ou QR Code), seguida por Belo Horizonte (R$ 5,75) e Salvador (R$ 5,60). As tarifas mais baixas foram observadas em Recife (R$ 4,28), Manaus (R$ 4,50) e Rio de Janeiro (R$ 4,70).

O reajuste tarifário reforça as diferenças regionais nos custos do transporte público, impactando diretamente o orçamento das famílias que dependem do serviço diariamente.

 

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