Sinapro-RS lança campanha alertando para a legalidade de editais na propaganda gaúcha e outros artigos da semana – 23.02.2026

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Você vai ler na coluna de hoje:  Sinapro-RS lança campanha alertando para a legalidade de editais na propaganda gaúcha, DuduNews na MICAM Milano, Marketing Raiz, O vendedor de alta Performance não trabalha só quando está motivado, Para especialistas, experiência do consumidor será emocional, Pela primeira vez na história, temos até cinco gerações convivendo no mesmo ambiente de trabalho!, Google desmente gurus de marketing digital, Reputação é o novo ROI, Geração Z: Shopee lidera lembrança no e-commerce e People-driven: quando pessoas passam a ser a própria marca.

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Sinapro-RS lança campanha alertando para a legalidade de editais na propaganda gaúcha

 

 

O Sistema Nacional das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul (Sinapro-RS) lançou uma campanha para alertar para a legalidade e regularização de editais. A iniciativa reforça um ponto essencial dos processos licitatórios: fortalecer a legalidade, a transparência e a qualidade desses trâmites na área da publicidade pública gaúcha. Com o mote “Na hora de montar um edital, não é hora de ser criativo. É hora de seguir a lei”, a campanha reforça a mensagem de que agências de publicidade devem participar das concorrências, mas não da elaboração dos editais, para evitar conflitos de interesse. Quem auxilia na conformidade, transparência e segurança jurídica desse processo é o Sinapro-RS, onde as agências encontram orientação técnica e legal. Afinal, edital transparente é edital seguro.

Ao estimular que os entes públicos consultem a entidade e observem a legislação vigente — especialmente a Lei nº 12.232/2010 e as normas que regem o setor —, a iniciativa promovida pela entidade gaúcha busca garantir editais mais técnicos, justos e alinhados às boas práticas do mercado.

“Processos conduzidos com seriedade e transparência são essenciais para assegurar a correta aplicação dos recursos públicos, a isonomia entre os participantes e a contratação de serviços de comunicação eficientes e responsáveis. Editais irregulares ou mal estruturados comprometem não apenas a concorrência, mas também os resultados das políticas públicas de comunicação”, observa Juliana Schiaffino, assessora jurídica do Sinapro-RS. Ela complementa que, ao se colocar como interlocutor técnico e institucional, o Sinapro contribui para a qualificação dos certames, a prevenção de questionamentos jurídicos e o fortalecimento da relação entre o poder público e o setor publicitário, sempre com foco no interesse público.

O presidente do Sinapro-RS e vice-presidente da Fenapro, Juliano Brenner Hennemann, destaca que a campanha de editais reforça a atuação institucional contínua, estratégica e articulada do ecossistema Sinapro/Fenapro em prol do desenvolvimento e do fortalecimento do mercado da propaganda, atuando em frentes e demandas que impactam diretamente no negócio e no dia a dia das agências, como é o caso da lisura, qualidade e transparência das concorrências públicas.

Saiba mais sobre essa iniciativa do Sinapro em www.sinaprors.com.br.

 

 

DuduNews na MICAM Milano

 

DuduNews está na Itália para acompanhar de perto a MICAM Milano, considerada a maior feira de calçados do mundo, realizada em Milão. O evento reúne as principais marcas globais e também as gigantes das fábricas brasileiras do Vale do Sinos, um dos mais importantes polos calçadistas do país, que estarão apresentando tendências, fechando negócios e reforçando a presença do Brasil no mercado internacional.

 

 

ARQUITETURA DO VICIO

Desequilíbrio Infantil!

Mentes Perturbadas !

A Meta/Facebook propicia essa destruição infantil com a proposta de criar uma geração brilhante.

 

 

Marketing Raiz

Por José Ivan Maia – Gestor Comercial e Marketing

 

O marketing raiz nunca deixou de existir apenas foi ofuscado pelo brilho rápido das redes sociais. Nos últimos anos, criou-se a falsa impressão de que marketing se resume a posts, anúncios patrocinados e métricas de engajamento. Mas marketing, na sua essência, sempre foi muito maior do que qualquer plataforma digital.

Marketing é entender pessoas antes de vender produtos. É estudar comportamento, identificar necessidades reais, construir propostas de valor consistentes e desenvolver posicionamentos sólidos. É estratégia, não apenas execução. É percepção de marca, não apenas alcance. É relacionamento, não apenas conversão.

O marketing raiz nasce do conhecimento profundo do mercado, da análise da concorrência, da definição clara de público, da coerência entre discurso e entrega. Ele se materializa no atendimento, no produto, na experiência do cliente, na reputação construída ao longo do tempo. Ele está na embalagem, no preço, na distribuição, no treinamento da equipe comercial e na cultura da empresa.

Redes sociais são ferramentas importantes, mas continuam sendo apenas ferramentas. Sem estratégia, elas viram ruído. Sem posicionamento, viram repetição. Sem proposta de valor, viram promoção vazia.

Empresas fortes não são construídas por posts virais, mas por marcas consistentes. E consistência nasce de planejamento, visão de longo prazo e entendimento de que marketing não começa na comunicação começa na estratégia.

Valorizar o marketing raiz é lembrar que antes do algoritmo, existe o cliente. Antes do conteúdo, existe a proposta. Antes da mídia, existe a marca.

E marcas sólidas não se constroem apenas com presença digital. Constroem-se com propósito, clareza e estratégia.

 

 

O vendedor de alta Performance não trabalha só quando está motivado

Por Izaias Silva Souza

 

Está cansado? Faça.

Está desmotivado? Faça.

Está sem vontade? Faça.

Está estressado? Faça.

No ambiente corporativo, principalmente na área comercial, quem depende apenas de motivação vive em altos e baixos. E empresa não cresce com picos de empolgação — cresce com constância.

A motivação é emocional.

A disciplina é estratégica.

O vendedor de alta performance não trabalha só quando está animado.

Ele trabalha porque existe meta.

Existe processo.

Existe responsabilidade com o resultado.

Disciplina é cumprir o planejamento mesmo quando o dia começa difícil.

É fazer as ligações mesmo após ouvir “não”.

É estudar o cliente mesmo quando o mês já está bom.

É manter padrão quando ninguém está olhando.

Grandes resultados não são construídos em dias extraordinários.

São construídos em dias comuns, repetidos com consistência.

Empresas que desenvolvem cultura de disciplina criam times previsíveis, estáveis e fortes.

Empresas que dependem de motivação vivem apagando incêndio.

No final, não é sobre estar motivado.

É sobre ser comprometido.

Porque quem faz apenas quando quer, para quando cansa.

Quem faz porque decidiu vencer, constrói resultado.

 

 

Para especialistas, experiência do consumidor será emocional

Por Valeria Contado

 

Um dos cenários mais afetados pela expansão dos recursos de inteligência artificial (IA) é o varejo. Os agentes transformaram a forma como os consumidores descobrem, avaliam e compram, tendo em vista que essas ferramentas podem alterar significativamente a dinâmica do relacionamento entre comprador e loja.

Isso acontece não só porque a IA automatizou processos dentro de um modelo de vendas, mas também passou a criar experiências personalizadas que se estendem para além do contato único, se transformando em conversas contínuas, em larga escala.

Do lado de quem consome, se antes a interação era uma pesquisa básica, hoje, o cliente tem um buscador conversacional que filtra para ele as possibilidades de acordo com a sua necessidade, quase como um copiloto.

Segundo Gustavo Araujo, cofounder e CIO do Distrito, o varejo deixou de disputar atenção e passou a brigar por preferência algorítmica. “Em 2026, vamos ver a consolidação disso com agentes de compra pessoais. O consumidor não vai mais navegar em sites. Ele vai dizer: ‘preciso de um tênis para correr maratona’ e o agente vai resolver. O checkout vira invisível. A jornada vira uma conversa”, explica.

 

Atendendo as expectativas

Isso acontece, pois os consumidores esperam que as marcas os reconheçam, entendam seu histórico e antecipem suas necessidades nos mais variados canais, já que os clientes atualmente não enxergam mais ruptura entre os canais de venda, e a IA é um agente aliado nesse processo.

“Até 2026, esperamos que essa capacidade evolua ainda mais com o que chamamos de inteligência contextual, que é uma fusão entre dados, inteligência artificial e o insight humano que permite uma experiência fluida, preditiva e empática em grande escala”, afirma Fernando Migrone, vice-presidente de marketing da Zendesk para a América Latina.

 

Entendendo a experiência

O estudo “O desafio da experiência orquestrada do cliente”, da KPMG, aponta que a IA ativa permite que as organizações detectem, interpretem e ajam instantaneamente com base nesses sinais, orquestrando jornadas coordenadas em marketing, vendas e serviços.

Isso interfere diretamente na experiência do cliente, que passa a ser encontrado por produtos que atendem à sua necessidade. E, segundo o levantamento, a agilidade satisfaz ainda mais quem está fazendo a compra.

Não à toa, os clientes estão dispostos a pagar por uma experiência premium, sendo 43% na área da saúde, 39% em serviços financeiros e 39% no varejo não alimentício. Por isso, garantir a satisfação no momento da compra pode ser um grande aliado.

De acordo com Fernando Gâmboa, sócio-líder de consumo e varejo, da KPMG, a rapidez na busca e a forma como os consumidores desejam ser encontrados, ampliando a sua experiência, foram evidenciadas nos debates sobre Agentic AI e pelo avanço do Unified Commerce Protocol (UCP), apresentado pelo Google, que se define como possível infraestrutura para compras feitas em fluxos conversacionais contínuos.

“Se esse caminho ganhar escala, varejistas precisarão garantir que seus dados, catálogos e regras de negócio sejam legíveis por máquinas — já que, cada vez mais, estarão vendendo tanto para pessoas quanto para agentes que operam em nome delas”, comenta.

Já para Leonardo Giusti, sócio-líder de customer & operations da KPMG no Brasil, a experiência do consumidor pode caminhar para um modelo mais contínuo. O executivo cita três tendências que fazem parte da estratégia das empresas varejistas para aprimorar a experiência do cliente.

 

Como curadoria e experiência impulsionam varejo digital

A primeira é voltada a experiências emocionais. “Varejistas parecem buscar um equilíbrio entre tecnologia e humanidade. Em diversas sessões, especialistas e marcas discutiram o uso de quiet tech, tecnologias que operam nos bastidores para amplificar, e não substituir, a interação humana”, diz.

A segunda é em relação a personalização contextual em tempo real. Neste caso, personalização tende a evoluir para experiências situacionais e preditivas, habilitadas por IA que interpreta intenção, ambiente, histórico e contexto.

Por fim, a consolidação do phygital e do unified commerce, que na interpretação da entidade de pesquisas evolui de uma lógica de “pontos de contato” para uma lógica de experiência coreografada, onde emoção, contexto e tecnologia operam em conjunto.

“A NRF reforçou que consumidores já não distinguem canais; eles esperam continuidade absoluta. Isso abre espaço para jornadas fluidas entre físico e digital, suportadas por integração total entre estoques, pagamentos, logística e pós-venda”, explica Giusti.

 

A relevância do atendimento humano

Em contrapartida a toda automação que o cenário do varejo brasileiro vem sofrendo, a valorização do trabalho humano se torna um diferencial importante para que o atendimento não seja puramente robótico.

Ao passo que a automação na jornada de compra acelera o processo e pode impactar o ciclo de gratificação do consumidor ao fornecer respostas e soluções quase instantâneas para suas dúvidas e necessidades, as empresas devem adotar um toque humano para seu atendimento.

“A velocidade, por si só, já é um requisito básico; entretanto, o que diferencia é a capacidade da IA de entender o histórico e contexto do consumidor, evitando que ele repita informações e proporcionando conversas contínuas e empáticas”, comenta Migrone, da Zendesk.

Desse processo, surge a necessidade de entender melhor as métricas e processos internos para medir não apenas a velocidade, mas a qualidade das resoluções e o impacto real da IA no atendimento.

“Esse equilíbrio entre automação e humanização, potencializado pela IA transparente e multimodal, garantirá experiências que não somente cumpram expectativas, mas constrruam conexão e confiança duradouras”, concluiu.

 

 

Pela primeira vez na história, temos até cinco gerações convivendo no mesmo ambiente de trabalho!

Por Fernando Andrade

 

Gente que começou a carreira sem internet. Gente que cresceu no MSN. Gente que nasceu no WhatsApp. Gente que resolve tudo por áudio. E gente que acha que reunião ainda resolve.

Todo mundo no mesmo projeto. Na mesma empresa. No mesmo Slack.

Mas, em idiomas completamente diferentes!

E a pergunta inevitável surge:

Como criar comunicação eficiente para fora, se por dentro ninguém se entende?

Muita organização tenta alinhar branding, posicionamento, tom de voz, cultura…

Mas ignora o básico: as pessoas que constroem essa comunicação não se comunicam da mesma forma.

Uma geração quer contexto longo.

Outra quer mensagem curta.

Uma valoriza hierarquia.

Outra valoriza autonomia.

Uma prefere reunião.

Outra prefere mensagem direta.

Não é resistência. É repertório de mundo diferente.

A guerra silenciosa das gerações

O conflito não aparece em relatórios. Mas aparece em tudo:

– Retrabalho

– Desalinhamento

– Decisões lentas

– Ruído interno

– Comunicação externa inconsistente

E isso impacta diretamente no mercado.

Porque antes de a mensagem chegar no cliente, ela passa por 3, 4, 5 filtros geracionais internos.

Se esses filtros não conversam, o discurso chega fragmentado.

A comunicação de dentro sempre reflete a de fora!

Empresas que parecem confusas para o público geralmente estão confusas internamente.

Empresas com mensagem clara normalmente têm um alinhamento mínimo entre gerações.

Não é sobre idade. É sobre tradução de linguagem.

O ponto central: harmonia não é todo mundo pensar igual

É todo mundo entender o jogo do outro.

Algumas empresas já perceberam isso e fazem algo simples:

definem rituais claros de comunicação

criam padrões de decisão

alinham expectativas de resposta

deixam explícito como cada área se comunica

Não é sobre padronizar pessoas. É sobre alinhar leitura.

Como reduzir o atrito geracional na prática

✔️ Crie acordos de comunicação internos (tempo de resposta, formato, canal).

✔️ Misture gerações em projetos estratégicos.

✔️ Explique o “porquê” das decisões, não só o “o quê”.

✔️ Documente mais do que pressupõe.

✔️ Evite o clássico: “sempre foi assim”.

O que parece óbvio para um, é invisível para outro.

Nunca tivemos tanta diversidade de idade dentro das empresas. E nunca dependemos tanto de alinhamento.

Se a comunicação interna é uma guerra silenciosa, a externa sempre vai soar confusa.

Quero abrir esse debate real aqui: Qual o maior ruído geracional que você vive hoje no trabalho?

 

 

Google desmente gurus de marketing digital

Por Fernando Morgado

 

Ao contrário do que dizem certas pessoas (algumas das quais garantem saber exatamente como se ganha dinheiro com o Google), a TV aberta e o rádio não morreram.

Muito pelo contrário: o Google investe em radiodifusão.

Em 2021, a gigante de buscas integrou um consórcio que injetou US$ 1 bilhão na TelevisaUnivision, dona de seis redes de TV aberta e de dezenas de rádios nos Estados Unidos e no México.

Além de capital, o Google passou a fornecer a infraestrutura de computação em nuvem que suporta o ViX, plataforma de streaming do grupo.

Ao investir na TelevisaUnivision, o Google virou parceiro estratégico da maior produtora de conteúdo em espanhol do mundo. Estamos falando de propriedades que vão desde a série Chaves até a Liga MX, campeonato de futebol mais assistido nos EUA, com audiências muito superiores às da Premier League e da MLS.

Trata-se de um acesso privilegiado ao valioso mercado hispânico, cujo PIB gerado nos Estados Unidos alcançou 3,7 trilhões de dólares em 2022.

Mas enquanto o Google investe em TV aberta e rádio e luta para que seu YouTube seja visto pelos anunciantes como um canal de televisão (ainda que não seja), há quem insista em espalhar a mentira de que esses meios acabaram.

Quem está com a verdade: o Google e seus investimentos ou os pseudogurus de marketing digital?

 

 

Reputação é o novo ROI

Por Renan Damascena

 

Durante o Cannes Lions 2025, uma palavra ecoou com mais força do que likes, views ou até Leões: reputação.

Mas não como um conceito abstrato ou uma consequência “natural” de boas campanhas. Falou-se de reputação como ativo estratégico. Como moeda real no jogo dos negócios. Como um dos poucos recursos que, se bem geridos, crescem com o tempo — e entregam valor de verdade.

A Burson foi direta: “Reputação é absolutamente mensurável.”

Então por que seguimos tratando esse tema como um apêndice de PR — e não como um pilar de crescimento?

Corey duBrowa, CEO global da agência, cravou: “Reputação não se compra. Se constrói.”

E a construção começa muito antes do tweet que viraliza ou da campanha que gera mídia espontânea.

Nos últimos anos, parte da indústria criativa se perdeu tentando justificar sua relevância com números de curto prazo. Dashboards bonitos, KPIs instantâneos, euforia trimestral. Mas o que realmente brilhou em Cannes este ano foram os trabalhos que entenderam uma coisa essencial: reputação é o resultado da consistência entre narrativa, coragem e ação.

Não é só sobre gerar impacto. É sobre construir valor.

Quando uma marca como Penny assume publicamente seu compromisso com preços justos — não como tática de venda, mas como um posicionamento ético — isso não é apenas publicidade. É liderança reputacional.

Quando a Vaseline escolhe validar truques populares com método científico, ela não está apenas “surfando a trend”. Está fortalecendo um pacto de confiança com seus consumidores.

Tai Reid, Chief Creative da Burson, resumiu com precisão: “Uma reputação forte dá à marca a coragem de ser criativa de verdade.”

Ou seja: marcas que investem em reputação ganham liberdade criativa.

E marcas que exercem essa liberdade com verdade… constroem ainda mais reputação.

Esse é o ciclo virtuoso que precisamos fomentar no Brasil criativo.

Porque, aqui, ainda confundimos reputação com aparição em colunas. Com “sair bem na imprensa”. Com gerenciar crises e chamar assessoria. Mas reputação começa antes — muito antes. Começa no tipo de briefing que aceitamos. No tipo de ideia que temos coragem de sustentar. No tipo de compromisso que estamos dispostos a bancar, mesmo quando o assunto já saiu do hype.

Reputação não é só percepção. É performance a longo prazo.

E a criatividade, quando usada com profundidade, é a ferramenta mais poderosa que uma marca pode ter para construí-la.

Enquanto alguns seguem correndo atrás de atenção instantânea, os mais visionários estão construindo algo mais raro: confiança.

E confiança, diferentemente dos likes, não se compra. Se conquista.

 

 

Geração Z: Shopee lidera lembrança no e-commerce

Por Bárbara Sacchitiello

 

Entre as marcas de varejo do ambiente digital, a Shopee lidera a preferência do publico da geração Z. É o que mostra a pesquisa Gen Z – Os Novos Autores da Cultura, realizada pela MindMinners, para captar alguns hábitos de consumo e elementos que influenciam a relação desse público com as marcas.

O estudo foi realizado com 4 mil brasileiros, homens e mulheres, que residem em todas as regiões do Brasil e pertencem as classes A, B e C. Especificamente para o recorte da geração Z, foram ouvidas 1.028, de diferentes regiões do País, com idade entre 18 e 28 anos.

Quando questionados sobre quais marcas lhes vêm à mente quando pensam em compras online, 47% dos jovens ouvidos pela pesquisa citaram a Shopee. Já quando considerada a amostra total – com pessoas de todas a idades – a Shopee também liderou, mas com 40% da lembrança.

Entre a geração Z também foram citadas a Amazon e Mercado Livre, ambos com 10% das citações. Em quarto lugar ainda aparece a Shein.

A pesquisa ainda apontou que 12% das pessoas da geração Z já adotaram a prática do social commerce, ou seja, fazem compras diretamente em redes sociais como TikTok ou Instagram.

Também é maior, entre a geração Z, o percentual de quem compra em marketplaces internacionais (como Shopee e Shein). Entre os mais jovens, 15% dizem usar regularmente esses e outros sites, enquanto, na média geral, o índice foi de 11%.

A pesquisa também mapeou quais são as categorias mais compradas pelos consumidores da geração Z. Em primeiro lugar ficou moda, com 48%, seguida por eletrônicos e tecnologia (39%); beleza e skincare (33%) e entretenimento e games (30%).

 

Relação com as marcas

O estudo da MindMinners também apontou que 41% dos consumidores de 18 a 28 anos notaram que as empresas, atualmente, se posicionam de forma mais tecnológica e inovadora (34% citaram esses atributos), enquanto para 30%, as marcas se mostram mais preocupadas com diversidade e inclusão.

Para esse público, 29% das marcas parecem ser mais próximas do público das redes sociais. Porém, a respeito disso, há uma crítica: 27% dos consumidores da geração Z disseram que, no ambiente digital, as marcas parecem ser menos autênticas e mais oportunidades e 28% ressaltaram que, no ambiente digital, as marcas se preocupam em parecer mais cool.

O estudo mostrou, ainda, que preço justo e acessível aparecem como os principais fatores de conexão entre a geração Z e as marcas, citados por 35%. Estilo e qualidade vêm em segundo e terceiro lugar, respectivamente, citados por 28% e 17% dos respondentes. A inovação tecnológica foi citada como o principal fator de conexão para apenas 5% dos consumidores da geração Z.

 

 

People-driven: quando pessoas passam a ser a própria marca

Por Nayara Anzolin

 

Marcas deixaram de ser apenas símbolos corporativos. Hoje, elas existem no comportamento. No que é feito, dito, compartilhado e tolerado por quem se associa a elas. Em um ambiente onde tudo é público, interpretável e replicável, marcas são julgadas pelas atitudes das pessoas que as representam, com ou sem intenção.

Nesse contexto, people-driven não é tendência nem discurso conveniente. É leitura de realidade. Pessoas não estão apenas no centro da estratégia. Pessoas são a estratégia. São elas que constroem significado, sustentam narrativas e, muitas vezes, definem se uma marca cresce, perde valor ou é rejeitada.

 

Marcas como ecossistemas culturais

Marcas deixaram de ser controláveis. Funcionam como ecossistemas culturais, atravessados por valores, tensões sociais e comportamentos individuais. Cada atitude associada a uma marca contribui para sua leitura pública.

Quando alguém escolhe uma marca, não escolhe só um produto. Assume uma associação simbólica. Se aproxima de um conjunto de valores. Se posiciona. Por isso, marcas passaram a fazer parte da identidade social das pessoas e passam a ser interpretadas a partir do comportamento de quem se associa a elas.

Marca forte não é a que fala bonito. É a que se reconhece no comportamento.

 

Quando pessoas representam e tensionam valores

Hoje, marca não é logo. É atitude. Funcionários, consumidores, influenciadores e lideranças se tornaram representantes ativos da marca, independentemente de vínculo formal.

Um comportamento desalinhado, vindo de alguém associado à marca, afeta confiança. Afeta reputação. Afeta valor. Cancelamentos não surgem do nada. São consequência de incoerências acumuladas entre discurso e prática.

Quanto mais uma marca se posiciona, mais ela atrai pessoas que se reconhecem naquele posicionamento. E passa a ser observada, também, pelas atitudes dessas pessoas. Não existe neutralidade nisso.

 

Consumo, pertencimento e responsabilidade

Consumir deixou de ser um ato neutro. É posicionamento social. Pessoas se aproximam de marcas que reforçam suas visões de mundo e se afastam daquelas que entram em conflito com seus valores.

Valor de marca passou a ser construído na qualidade das relações que ela estabelece com a sociedade. Não apenas com clientes diretos, mas com o ambiente cultural ao redor. Campanhas ajudam. Coerência sustenta.

 

O desafio real das marcas

O desafio não é mais ser lembrada. É ser sustentável do ponto de vista ético e cultural. Em um mundo onde comportamentos são amplificados e julgados em tempo real, marcas precisam sustentar seus valores mesmo quando isso exige escolhas difíceis.

Marcas que permanecem relevantes entendem que pessoas não são público-alvo. São agentes ativos na construção e na erosão do seu valor simbólico. Toda escolha cultural é estratégica, mesmo quando não parece.

No fim, marcas não são o que dizem ser.

São o que as pessoas fazem quando se associam a elas.

 

 

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