Kantar Ibope Media adota marca Ibope na América Latina e outros artigos da semana – 25.02.2026

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Você vai ler na coluna de hoje: Kantar Ibope Media adota marca Ibope na América Latina, Mesmo com avanço da IA, Google mantém hegemonia na internet brasileira, Orçamento de Guerra: onde cortar (e onde jamais tocar) na verba de marketing da sua IES, Como funciona a Times Square de Nova York — e o que está por trás do modelo que inspira São Paulo, Reputação é construída no cotidiano: pequenas decisões que moldam grandes resultados, “Quem quer dinheiro?” e Ricardo Gomes palestra na Abertura Oficial da Colheita do Arroz.

 

 

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Kantar Ibope Media adota marca Ibope na América Latina

Por Fernando Murad

 

Especializada em mensuração de audiência, a Kantar Media apresenta sua nova identidade de marca. A empresa, comprada do Grupo Kantar pela H.I.G. Capital em agosto de 2025, passa a adotar o nome Fifty5Blue. Na América Latina, onde atua como Kantar Ibope Media, a companhia continuará operando sob o nome Ibope.

A mudança de marca foi apresentada nesta terça-feira, 24, durante o summit anual organizado pela multinacional. O evento, que está acontecendo em Montreal, no Canadá, reúne executivos de mais de 180 clientes de 40 países, incluindo empresas de mídia, agências, anunciantes e plataformas de streaming. Além do anúncio do rebranding, a programação do evento engloba dois dias de debates e mesas redonda envolvendo executivos da companhia e dos clientes.

Produtos e empresas da Kantar Media, como Ibope, TGI e TechEdge, permanecem centrais no portfólio da Fifty5Blue. “Clientes e parceiros podem esperar a mesma mensuração confiável, independência e compromisso em ajudá-los a navegar pelas mudanças. O que é novo é nosso senso de urgência para inovar, entregar e escalar mais rapidamente. Somos a janela dos nossos clientes para o que o mundo está vendo”, disse, em comunicado, Patrick Béhar, CEO global da companhia.

Segundo Antonio Wanderley, CEO Américas, Espanha, Ásia-Pacífico & África da Fifty5Blue e há 27 anos na empresa, a mudança da identidade de marca se baseia em três pilares: clareza, independência e impaciência por resultados e resoluções. “Se formos reconhecidos como uma empresa que é muito impaciente, agressivamente independente e muito clara em tudo o que faz, atingiremos nossa meta”, resume.

 

 

Histórico da Kantar Media e força do Brasil

A Kantar foi fundada em 1992 como divisão de pesquisa de mercado, insights e consultoria do WPP. Em 2019, a holding negociou 60% da empresa com a Bain Company. Já em janeiro de 2025, a Kantar Group, sob o controle da Bain, anunciou a venda da Kantar Media ao fundo de private equity H.I.G. Capital por cerca de US$ 1 bilhão. A negociação foi concluída em agosto do ano passado.

O histórico recente de mudança de controladores motivou a companhia a não trocar a marca na América Latina, adotando na região o nome Ibope – que tem origem no Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística. A compra do Ibope Media pela Kantar, em 2014, deu origem à Kantar Ibope Media.

“Ao invés de nomes compostos que acumulam a raiz das empresas, simplificamos com a marca Ibope, que carrega ‘brasileiro’ na sigla. Além disso, Fifty5 é o código de área do Brasil”, comenta Wanderley sobre a coincidência que liga o novo nome do conglomerado ao País.

 

Inovação tipo exportação

Para além da questão dos nomes, o Brasil tem centralidade no novo momento da companhia. “Acreditamos e estamos apostando que o Brasil tem capacidade de inovação incomparável em escala mundial. Passamos a trazer inovações para o mundo a partir do País. Isso se manifesta na valorização do mercado brasileiro”, afirma.

São exemplos de inovações do Brasil exportadas para o mundo o primeiro produto de mediação de audiência em real time, criado pelo Ibope no final dos anos 1980. O Cross-Platform View (CPV), lançado em 2022, que mostra, sob a mesma régua de comparação, o share de audiência de plataformas de vídeo online e TV (aberta e paga) e que hoje está presente em toda a América Latina e em países da Europa e da Ásia. E o Campaign Audience Validation (CAV), que já está em dez países.

“O que permite isso é o ecossistema de publicidade brasileiro, que viabiliza, encoraja e recompensa as empresas que investem em inovação. Isso tem beneficiado a indústria em escala global”, afirma Wanderley.

A Fifty5Blue tem mais de quatro mil colaboradores no mundo, sendo metade na América Latina. Ao todo, a companhia tem 22 escritórios na região, sendo nove no Brasil e quatro na Argentina. A empresa opera em mais de 80 países.

A Fifty5Blue também se manifestou no LinkedIn sobre a movimentação e disponibilizou um vídeo sobre a empresa. Clique aqui para assistir.

 

 

Mesmo com avanço da IA, Google mantém hegemonia na internet brasileira

 

A expansão acelerada das ferramentas de inteligência artificial não foi suficiente, até agora, para alterar o principal hábito digital do brasileiro. O Google segue como a porta de entrada dominante na internet do país, mesmo em um cenário marcado pela popularização de assistentes conversacionais, algoritmos de recomendação e buscas feitas diretamente em redes sociais.

Levantamento recente mostra que a maioria dos usuários ainda inicia sua jornada online pelo buscador tradicional. A preferência se sustenta principalmente pela percepção de confiabilidade e pela possibilidade de comparar diferentes fontes em um mesmo ambiente. Antes de fechar uma compra, contratar um serviço ou formar opinião sobre um tema, o consumidor brasileiro continua recorrendo ao Google como etapa de validação.

O dado revela que, embora o comportamento digital esteja mais fragmentado, a mudança não é disruptiva a ponto de deslocar o buscador do centro da experiência online. Vídeos curtos, influenciadores, marketplaces e plataformas de inteligência artificial passaram a influenciar a descoberta de produtos e informações. No entanto, o momento da checagem final permanece concentrado na pesquisa tradicional.

Esse movimento indica um modelo híbrido de consumo de informação. O usuário pode descobrir tendências em redes sociais, tirar dúvidas iniciais com assistentes de IA e, ainda assim, recorrer ao buscador para confirmar reputações, preços, avaliações e dados institucionais. A lógica não é de substituição imediata, mas de convivência entre tecnologias.

Para o mercado de comunicação e para as marcas, o recado é claro. Estratégias digitais precisam considerar múltiplos pontos de contato, mas não podem negligenciar o papel estratégico da busca orgânica e paga. A inteligência artificial amplia possibilidades, porém a autoridade construída ao longo de décadas mantém o Google em posição privilegiada.

A hegemonia pode ser desafiada no longo prazo, à medida que novas gerações adotem fluxos de navegação diferentes. Por ora, contudo, o buscador permanece como referência central da internet brasileira, consolidando-se como um filtro de credibilidade em meio ao excesso de informação.

 

Orçamento de Guerra: onde cortar (e onde jamais tocar) na verba de marketing da sua IES

Por Cibele Schuelter

 

Imagine que você está pilotando um avião comercial lotado e de repente percebe que o combustível está baixando mais rápido do que o previsto. A luz de alerta acende no painel e o pânico se instala na cabine de comando porque a crise chegou. A pergunta que faço aos gestores de instituições de ensino é se a decisão lógica nesse momento seria desligar as turbinas para economizar o que resta no tanque.

A resposta óbvia é não, porque desligar o motor faria o avião cair imediatamente e mataria todos a bordo. No entanto, é exatamente isso que alguns reitores e diretores financeiros fazem quando uma crise financeira bate à porta da instituição:  cortam indiscriminadamente a verba de marketing. Eles confundem o combustível que mantém a operação voando com o serviço de bordo, que é supérfluo.

Vou explicar como aplicar o que chamo de Orçamento de Guerra para que você saiba diferenciar o que é gordura do que é músculo vital na sua IES.

O primeiro passo para entender o Orçamento de Guerra é simplificar a visão sobre para onde vai o dinheiro. E para isso precisamos dividir o marketing em duas grandes caixas mentais. A primeira caixa é a da “Esperança” e a segunda caixa é a da “Garantia”.

Em tempos de bonança é comum gastarmos muito na caixa da esperança que envolve outdoors institucionais genéricos, patrocínios de eventos sem medição de retorno ou brindes caros que afagam o ego da diretoria mas não trazem alunos para a sala de aula.

Quando a crise aperta e o caixa da IES fica vermelho, você deve zerar a caixa da esperança sem dó nem piedade. Mas cuidado! Muitos, na ânsia de cortar custos, acabam atacando também a caixa da garantia.

A caixa da garantia é composta por aquilo que traz o aluno até a porta, como as campanhas de performance no Google, os anúncios de conversão direta nas redes sociais e as ferramentas de CRM que sua equipe comercial usa para ligar para os candidatos. Cortar a verba de aquisição de alunos durante uma crise é como vender o motor do carro para pagar a gasolina, pois você economiza no curto prazo mas garante que não sairá do lugar no mês seguinte.

Para aplicar essa lógica na prática sem destruir o futuro da sua instituição, você precisa olhar para o Custo de Aquisição de Clientes de uma forma brutalmente honesta. Pense no funil de vendas como uma peneira, onde você coloca dinheiro em cima e saem matrículas embaixo.

Em tempos de guerra você deve fechar a torneira de tudo o que não é rastreável. Se você não consegue provar matematicamente que aquele real investido trouxe um aluno pagante, aquele investimento deve ser pausado.

Isso significa que a verba de branding ou construção de marca, que é fundamental no longo prazo para criar reputação, pode precisar hibernar temporariamente para que a verba de performance sobreviva. O foco muda da construção de império para a sobrevivência da trincheira, priorizando campanhas de fundo de funil onde o aluno já está procurando por um curso e precisa apenas de um empurrão para escolher a sua IES e não a do concorrente.

Existe ainda um segredo que poucas instituições de ensino percebem durante o corte de gastos, que é o fato de que o dinheiro mais barato que existe está dentro de casa. O Orçamento de Guerra não serve só para trazer gente nova, mas deve ser alocado para impedir que os atuais alunos saiam.

É infinitamente mais barato manter um aluno que já paga mensalidade do que convencer um desconhecido a se matricular. Então se você tiver que escolher onde colocar o último centavo do seu orçamento, coloque na experiência e na retenção do aluno atual. Repito essa frase há anos: não há marketing que dê jeito em produto ruim. Se não tem recurso para ambos, invista no produto!

Muitas IES cometem o erro fatal de demitir a equipe de atendimento ou cortar as ferramentas de relacionamento com o aluno veterano para economizar, criando um buraco no balde. Não adianta abrir a torneira do marketing para encher o balde se o fundo dele está furado pela evasão. Em tempos de crise, o marketing de retenção e a régua de relacionamento para rematrícula são os investimentos de maior retorno sobre o investimento que você pode fazer.

A conclusão simples que deixo para você levar para a próxima reunião de conselho é que cortar custos é necessário, mas cortar investimentos é suicídio. A diferença entre os dois está na capacidade de medir o retorno. O gestor que corta a verba de mídia paga achando que está salvando o caixa está, na verdade, assinando a carta de falência dos próximos semestres.

Seja cirúrgico nos cortes daquelas ações que servem apenas para vaidade institucional e seja agressivo na proteção da verba que traz o aluno para dentro e o mantém lá. A crise não aceita desaforo e nem amadorismo, por isso o seu orçamento deve ser focado em conversão e retenção, garantindo que o avião continue planando até que a tempestade passe e vocês possam voltar a crescer.

 

 

Economia prateada: maturidade ativa e marcas que precisam atualizar o roteiro

Por Rosi Germann

 

Outro dia eu me peguei fazendo uma compra e pensei: eu não sou mais o tipo de consumidora que aceita qualquer mensagem pronta. E foi inevitável ligar esse sentimento a um tema que só cresce: a economia prateada.

Eu já estou nessa fase e sou uma consumidora bastante ativa. E sim: propaganda impacta. Publicitário não tem o corpo fechado.

Quando a minha mãe tinha a minha idade, a sociedade já tinha colocado ela na caixinha de “idosa”. E, junto com a caixinha, vinha o pacote completo: roupas “de idosa”, sapatos “de idosa”, passatempos “de idosa”, cor de cabelo “de idosa”. Um repertório reduzido, quase como se o tempo estivesse autorizando a vida a diminuir.

O mundo mudou muito. E as mulheres mudaram ainda mais.

Hoje, a idade não é mais empecilho para quase nada. Se existe limite real muitas vezes é saúde ou dinheiro. No resto, seguimos em movimento. A gente aprende, recomeça, viaja, estuda, cria, cuida, investe, muda de rota. E também se interessa por muita coisa: moda, bem-estar, política, exercício, suplementos, reposição hormonal, sustentabilidade, inteligência artificial, tecnologia, artes manuais e artes marciais!

Não por vaidade de estar “por dentro”, mas por desejo de estar viva e presente.

E aí vem a pergunta que me acompanha quando penso em consumo, marketing e branding: o mercado nos entende de verdade?

Não é sobre negar a idade. É sobre redefinir o que ela significa

Tenho visto esse sentimento ganhar nome em algumas conversas e conteúdos: NOLT (New Older Living Trend). Eu não trago isso como rótulo, mas como referência de algo que muita gente já sente.

Envelhecer, para uma parcela crescente de pessoas, não significa se retirar. Significa se reposicionar.

É menos sobre resistir ao tempo e mais sobre ocupar o tempo com intenção.

E, quando esse comportamento muda, o consumo muda junto. Não só o que se compra, mas como se escolhe, o que se tolera, o que se descarta e o que passa a fazer sentido sustentar.

Economia prateada não é nicho. É uma mudança cultural no consumo

Eu acho que ainda existe um erro básico na forma como muitas marcas enxergam a economia prateada: como se fosse um nicho etário com um pacote de preferências previsíveis.

Mas a maturidade ativa é justamente o contrário disso.

É plural. É complexa. É cheia de repertório. E não cabe mais em uma estética padronizada nem em mensagens genéricas.

A pergunta não é “o que mulheres 50+ compram?”. A pergunta é: o que faz sentido para mulheres que já viveram bastante para reconhecer quando estão sendo subestimadas?

Porque a maturidade traz uma coisa preciosa: critério.

O mercado ainda opera com mapas antigos

Eu percebo um descompasso entre o que mudou na vida real e o que ainda aparece em parte da comunicação de muitas marcas.

Ainda existe uma tendência a reduzir esse público a duas narrativas extremas:

ou a “velhice” como limitação e retração;

ou a “maturidade” como uma performance caricata de juventude.

Nenhuma das duas me representa.

Eu não quero ser infantilizada. Não quero ser empurrada para uma estética “de idade”. E também não quero ser tratada como se a única saída fosse negar o tempo o tempo inteiro.

Eu quero ser reconhecida como alguém inteira, com autonomia, com repertório e com desejo de futuro.

E isso, para mim, é o centro da economia prateada: não é só sobre comunicação. É sobre produto, experiência, atendimento, linguagem, acessibilidade, usabilidade e proposta de valor. É sobre marcas que sabem conversar com a complexidade, sem estereótipo.

A pergunta que fica

A economia prateada está na mesa. O comportamento já mudou. A maturidade ativa já é realidade.

O que eu ainda não sei é se o mercado atualizou o roteiro.

Marcas estão prontas para enxergar essa potência com profundidade? Estão prontas para oferecer relevância, e não rótulo? Estão prontas para dialogar com critério, repertório e intenção?

Eu quero muito ouvir vocês: onde vocês percebem que as marcas ainda erram quando falam com o público maduro? E quais acertos vocês já viram por aí?

 

 

Como funciona a Times Square de Nova York — e o que está por trás do modelo que inspira São Paulo

 

A ideia de transformar um dos cruzamentos mais icônicos do Brasil em uma versão nacional da Times Square voltou ao debate. A Prefeitura de São Paulo pretende implantar um projeto inspirado no famoso polo luminoso de Nova York na esquina das avenidas Ipiranga e São João — endereço eternizado na música de Caetano Veloso. Mas, afinal, como funciona a verdadeira Times Square e por que ela é tão única do ponto de vista urbano, econômico e publicitário?

Diferente do que muitos imaginam, os gigantescos painéis luminosos não são apenas permitidos — em muitos casos, eles são exigidos por lei. A Times Square está dentro de um zoneamento especial de Manhattan, aproximadamente entre as ruas 43 e 50 ao longo da Broadway e da Sétima Avenida. Esse zoneamento foi criado para preservar a identidade visual vibrante da região e revitalizar a área dos teatros. Por isso, novos edifícios devem incluir uma quantidade mínima de sinalização iluminada, os painéis precisam seguir padrões rigorosos de tamanho, posição e luminosidade, e os letreiros devem permanecer acesos do anoitecer até pelo menos 1h da manhã. Sem luzes gigantes, simplesmente não existe Times Square.

Além do zoneamento, Nova York mantém regras técnicas rígidas para os chamados billboards, que incluem normas estruturais e elétricas, inspeções periódicas e registro obrigatório para publicidade externa. Violações podem resultar em multas pesadas ou até remoção das estruturas, o que garante que o espetáculo visual também seja seguro. Existe ainda uma curiosa tensão com a legislação federal dos Estados Unidos: a Lei de Embelezamento das Rodovias limita o tamanho de anúncios ao longo de vias federais. Quando partes da Broadway passaram a integrar o sistema rodoviário nacional, algumas placas da Times Square ultrapassaram os limites legais. A cidade negociou exceções para manter os painéis gigantes, criando um cenário único onde o zoneamento local incentiva a publicidade enquanto normas federais tentam restringi-la.

Os custos ajudam a entender por que apenas grandes marcas ocupam aquele espaço. Construir um outdoor digital pode custar de US$ 2 milhões a mais de US$ 25 milhões, incluindo engenharia, estrutura, painéis de LED e infraestrutura de energia e dados. Já a veiculação varia conforme o tamanho e a localização da tela: anúncios podem custar de US$ 5 mil a US$ 25 mil por dia nas telas menores e de US$ 50 mil a US$ 150 mil por dia nas esquinas mais disputadas. Campanhas especiais, como as de Ano-Novo no prédio One Times Square, podem custar ainda mais.

Muitas vezes a Times Square é comparada ao Super Bowl em termos de retorno publicitário. Um comercial de 30 segundos na final da NFL custa cerca de US$ 8 milhões apenas pela exibição, podendo ultrapassar US$ 20 milhões com produção e celebridades. A diferença é estratégica: enquanto o Super Bowl oferece alcance massivo instantâneo, a Times Square proporciona visibilidade contínua e presença cultural permanente, funcionando como um investimento de longo prazo em marca.

As empresas não compram os painéis; elas alugam espaço de mídia de companhias especializadas, com anúncios exibidos em rotação ao longo do dia. Entre as marcas que já dominaram as telas estão gigantes globais como Nike, Coca-Cola, Adidas, Netflix, Samsung e Apple, além de nomes como McDonald’s, Toyota, HP, American Eagle, Mini Cooper e Dior. Em geral, são marcas globais, altamente visuais e com orçamentos robustos.

A proposta paulistana exigiria mudanças na Lei Cidade Limpa, que desde 2007 praticamente eliminou outdoors da capital. O argumento é semelhante ao usado em Nova York nos anos 1980: revitalizar uma área simbólica, atrair turismo e impulsionar a economia local. A diferença é que a prefeitura afirma que o projeto brasileiro não terá publicidade — justamente o elemento que define a essência da Times Square original. Mais do que um cruzamento iluminado, ela é um ecossistema cuidadosamente regulado onde urbanismo, entretenimento e marketing se misturam. Ali, os painéis não são poluição visual, mas a própria identidade do lugar. Se São Paulo conseguirá reproduzir esse fenômeno sem anúncios comerciais, essa é a grande incógnita.

 

 

Reputação é construída no cotidiano: pequenas decisões que moldam grandes resultados

Por Arthur Pradella, Diretor de Operações na MOTIM

 

Reputação não nasce em grandes anúncios, campanhas de impacto ou movimentos espetaculares. Ela é construída dia após dia, nas decisões pequenas, repetidas e quase sempre invisíveis do cotidiano. O que sustenta reputações fortes não é glamour, é consistência. A forma como uma liderança responde a um e-mail crítico, como um time conduz uma conversa difícil com um cliente ou a rapidez com que uma empresa corrige um erro dificilmente viram notícia, mas define, silenciosamente, como aquela organização é percebida.

No fim, reputação não é o que uma empresa diz sobre si, mas o que o mercado entende que ela entrega de forma recorrente. A confiança se constrói nas micro decisões do dia a dia, vírgula por vírgula, e pode ser abalada em um único movimento mal calculado. Não à toa, reputação é hoje um dos ativos mais valiosos de qualquer organização. De acordo com o Relatório Especial Edelman Trust Barometer 2024: Marcas e Política, 92% dos brasileiros consideram reputação e confiança fatores decisivos na escolha de uma marca ou produto.

O mercado já compreendeu que reputação não é enfeite, é um ativo estratégico de negócio. Empresas com reputação sólida atraem talentos com mais facilidade, enfrentam menos volatilidade em momentos de crise, convertem melhor, reduzem CAC e constroem bases de clientes mais fiéis. Nada disso acontece por acaso. Esses resultados são consequência de decisões que colocam comunicação, narrativa e alinhamento reputacional no mesmo nível de prioridade de produto, financeiro ou vendas. É nesse ponto que reputação deixa de ser discurso e passa a atuar como motor real de crescimento.

Por outro lado, assim como pequenas decisões constroem reputação, decisões mal avaliadas também podem destruí-la. Uma resposta agressiva em um fórum, o silêncio adotado no momento errado, o posicionamento desalinhado com a prática interna ou a escolha de crescer a qualquer custo, mesmo que isso desgaste relações com clientes e parceiros, são movimentos que quase nunca aparecem de imediato nos indicadores financeiros. Quando os impactos surgem, geralmente já é tarde.

Empresas que tratam reputação como ativo não terceirizam coerência. Elas criam rituais de alinhamento narrativo, tomam decisões considerando o impacto reputacional não como freio, mas como bússola; agem com rapidez porque entendem que reputação se protege com ação, não com notas oficiais; e se comunicam com o mercado de forma intencional, não apenas quando precisam ou querem aparecer.

Entender o que é reputação de marca é essencial porque ela reflete, de forma direta, o nível de confiança, credibilidade e valor percebido por clientes, parceiros e colaboradores. Marcas com boa reputação inspiram confiança, fortalecem vínculos, fidelizam clientes e atraem talentos.

Cada decisão estratégica, cada experiência entregue e cada gesto de transparência e responsabilidade contribuem para consolidar essa percepção. Mais do que uma vantagem competitiva, a reputação se afirma como um pilar essencial para o crescimento sustentável das empresas, construída no detalhe, testada no cotidiano e sustentada pela coerência entre discurso e prática.

 

 

“Quem quer dinheiro?”

Por Juliana Duarte

 

Cresci ouvindo esse clássico da televisão brasileira e aprendi que comunicação de verdade é aquela que fala com o Brasil inteiro — com simplicidade, carisma e proximidade.

Hoje, é com orgulho que anuncio minha chegada ao SBT Santa Catarina (SCC SBT) como Gerente de Negócios Nacional.

Assumo esse desafio em uma emissora que carrega no DNA os pilares que transformaram o SBT em um dos maiores canais do país: credibilidade, entretenimento de qualidade, conexão popular e espírito empreendedor — marca registrada de Silvio Santos, que construiu muito mais do que uma televisão, construiu um jeito único de se comunicar.

Chego para fortalecer parcerias estratégicas, ampliar oportunidades comerciais e conectar grandes marcas a uma audiência engajada e apaixonada. Nacionalmente, com o olhar atento ao regional. Estratégia com proximidade. Resultado com propósito.

Agradeço ao CEO do SCC SBT, Carlos Amaral, pela confiança, e ao Diretor de Mercado Nacional SC, Reinaldo Valdez, pela oportunidade e visão estratégica.

É uma honra integrar um time que acredita em crescimento sustentável, inovação e força comercial.

A televisão evolui, os formatos mudam, mas uma coisa permanece: quem entende de gente, constrói relevância.

Vamos juntos nesse time de milhões?

 

 

Ricardo Gomes palestra na Abertura Oficial da Colheita do Arroz

 

A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas terá como um de seus destaques a palestra do publicitário Ricardo Gomes, diretor de atendimento da Agência HOC. Com o tema “O Arroz é a energia que une o Brasil”, a apresentação acontece no dia 25 de fevereiro, às 11h15 da manhã, no Auditório Frederico Costa, reunindo lideranças, produtores e profissionais ligados ao setor.

Com MBA em Gestão, Empreendedorismo e Marketing, Ricardo deve abordar o papel estratégico do arroz na economia, na cultura e na integração nacional, trazendo uma visão que conecta comunicação, agronegócio e desenvolvimento. A mediação será de Alexandre Velho, presidente do IRGA, reforçando a relevância institucional do encontro dentro da principal vitrine do arroz brasileiro.

A programação completa do evento está disponível no site oficial da Colheita do Arroz, que ao longo de sua história se consolidou como espaço de debates, inovação e projeção do setor orizícola no país.

 

 

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