Fenapro amplia diálogo com a SECOM sobre pautas estratégicas da comunicação brasileira – 12.05.2026

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Você vai ler na coluna hoje: Fenapro amplia diálogo com a SECOM sobre pautas estratégicas da comunicação brasileira, Make it Human – Meu olhar sobre o Gramado Summit 2026, Nizan Guanaes e sua N.ideias assinam campanha da Pinacoteca de São Paulo, Alta Performance que Conecta, Quando a Ideia Ganha Vida, A Nova Coroa da Indústria Farmacêutica, O Silêncio, Nike, Itaú e Adidas lideram lembrança de marca no esporte brasileiro, Quem Conhece os Andares, Lidera Melhor, Você já parou pra pensar onde vão as suas 24 horas?, Produtividade Inteligente é Estratégia, Futebol lidera paixões, mas Copa 2026 é mais cética no Brasil, As Vezes, Crescer é Soltar a Corda, O futuro do atendimento: o que sobra da experiência humana na era dos agentes de IA?

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Fenapro amplia diálogo com a SECOM sobre pautas estratégicas da comunicação brasileira

Presidente da entidade, Ana Celina Bueno, reuniu-se com o ministro Sidônio Palmeira para discutir iniciativas voltadas ao setor publicitário e à comunicação pública

A presidente da Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda), Ana Celina Bueno, participou na última quinta-feira (07/05), em Brasília (DF), de uma agenda institucional com o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM), Sidônio Palmeira.

Sidônio Palmeira, ministro-chefe da SECOM; Ana Celina Bueno, presidente da Fenapro; Marcelo Ribeiro, diretor executivo da Fenapro e Samantha Marchiori, secretária de publicidade da SECOM

A reunião teve como objetivo apresentar a nova gestão da Fenapro ao ministro e reforçar o posicionamento institucional do Sistema Nacional das Agências de Propaganda como uma entidade técnica, representativa e colaborativa para o desenvolvimento da comunicação pública e do mercado publicitário brasileiro.

Durante a agenda, foram debatidos temas estratégicos para o setor, com destaque para a regionalização da comunicação pública e a importância da participação das agências e dos mercados regionais na estratégia nacional de comunicação. O encontro foi marcado por um ambiente de diálogo aberto e receptivo, com sinalização positiva para o aprofundamento das pautas discutidas.

Na ocasião, a Fenapro colocou-se à disposição para contribuir tecnicamente com estudos, dados, inteligência de mercado e debates institucionais relacionados à comunicação pública. Também foi discutida a importância da participação da entidade em agendas e mesas técnicas voltadas ao ambiente da publicidade e da comunicação no Brasil.

A reunião reforçou ainda a intenção de estabelecer canais permanentes de interação entre a Fenapro e as áreas técnicas da SECOM, ampliando o diálogo institucional e a contribuição do setor para iniciativas estratégicas de comunicação.

“A Fenapro acredita na construção de um ambiente de comunicação cada vez mais plural, transparente e representativo. Seguiremos atuando de forma colaborativa junto com as demais entidades representativas do setor, colocando a experiência e o conhecimento técnico à disposição para contribuir com o fortalecimento institucional e regional da comunicação brasileira”, afirma Ana Celina.

Sobre o Sistema Nacional das Agências de Propaganda

O Sistema é composto pela Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda), 19 Sinapros (Sindicatos das Agências de Propaganda) e 3 Delegacias estaduais, que, juntos, estão presentes em todo o território nacional e representam um ecossistema que reúne 850 agências associadas, 1.500 sindicalizadas e mais de 50 mil colaboradores. O Sistema atua na defesa, fomento e permanente transformação e evolução das agências de propaganda.

Atualmente, o Sistema conta com lideranças associativas engajadas em prol do setor, atuando em compartilhamento de serviços e informações estratégicas, refletindo a mobilização e engajamento de lideranças empresariais e associativas que servem de referência para o mercado. O Sinapro posiciona-se como o principal suporte estratégico para o desenvolvimento e transformação do negócio das agências de propaganda em todo o território nacional.

Make it Human – Meu olhar sobre o Gramado Summit 2026

Por Ana Cassia Miguel

O tema do Gramado Summit 2026 parecia simples à primeira vista: Make it Human, mas talvez justamente por ser simples tenha sido tão forte. Me tocou de uma forma que eu não esperava.

Não se consegue estar em todos os lugares ao mesmo tempo, então optei por assistir as palestras, nos dois dias que estive no Gramado Summit 2026, no Palco Principal. E não me arrependi, porque foram excelentes.

Tentarei aqui fazer um grande resumo dos assuntos e palestras que mais me tocaram, como a Danni Suzuki, por exemplo. Uma grata surpresa e impactante para quem só conhecia a atriz e ficou chocada com a palestrante segura e a escritora e pesquisadora de um tema tão profundo e sensível, Humanos do Futuro.

O livro assim como a palestra dela trazem a ideia de que o futuro não será salvo apenas por performance, produtividade ou inovação, mas pela recuperação da humanidade dentro da inovação.

Ela trabalha com 5 chaves essenciais para que aconteça e vou descrevê-las rapidamente a seguir.

A IDENTIDADE, onde perguntamos: O que não muda quando tudo muda? As memórias, as crenças, sentimentos e valores. Segundo ela “se você não construir uma narrativa sobre si mesmo, o algoritmo venderá insegurança para você”. Nada mais verdadeiro do isso!

A próxima chave é a RECONEXÃO: Olhar para o outro. Para Danni, nunca falamos tanto e fomos tão incompreendidos.

SINTONIA, resume a terceira chave e sugere que se vá além dos nossos mundos, o diferencial competitivo do futuro será justamente aquilo que a IA não consegue replicar completamente: empatia, escuta, sensibilidade, vínculo, afeto, presença emocional.

Quando ela diz que a quarta chave é o ENTRELAÇAMENTO e que somos parte de um todo chamado humanidade, não tem como não fazer a ponte com o que Fritjof Capra destacou em seu livro “A Teia da Vida” quando diz que “nada existe de forma isolada”. Ele rompe com a visão mecanicista do mundo, onde aquela lógica antiga de que tudo funciona separado, compartimentado, linearmente. Ele propõe uma visão sistêmica: de que a vida acontece em rede.

Tudo está interligado. E isso conversa diretamente com o que Danni Suzuki chama de entrelaçamento: não somos indivíduos desconectados competindo em bolhas. Somos nós dentro de uma trama viva de influências mútuas. O que um sente impacta o outro, o que uma geração normaliza molda a próxima.

A quinta chave, o SERVIR, entendo com uma consequência natural de todas as outras. Porque quando ela fala sobre consciência, presença e entrelaçamento, ela chega inevitavelmente numa conclusão: ninguém evolui sozinho, segundo ela “o ser humano foi feito para transcender”.

E aí o “servir” deixa de ser submissão ou sacrifício sem muito sentido. Passa a ser uma compreensão profunda de pertencimento. Dentro dessa lógica, servir é entender que o que eu faço reverbera no todo.

Isso tem muita conexão com A Teia da Vida também. Na visão sistêmica de Fritjof Capra, organismos saudáveis sobrevivem porque cooperam, sustentam e fortalecem a rede da qual fazem parte. Ou seja: na natureza, tudo que permanece vivo participa do equilíbrio do sistema.

E talvez a Danni esteja trazendo isso para o humano contemporâneo: o ser humano do futuro não será apenas alguém que conquista, será alguém que contribui.

Isso muda completamente a lógica atual de sucesso. E a chave do SERVIR pergunta: o que eu gero no mundo? Quem melhora por que eu existo? Que tipo de impacto minha presença deixa?

E o mais interessante: na visão dela, servir não está ligado apenas a voluntariado ou caridade.  Servir pode ser: educar alguém, escutar verdadeiramente, criar algo útil, desenvolver tecnologia com ética, formar pessoas, liderar sem destruir, comunicar com verdade e construir ambientes humanos.

Acho que a Danni toca numa provocação muito forte aí: o futuro não vai precisar apenas de pessoas brilhantes, mas sim de pessoas úteis para a humanidade.

Parte superior do formulário

Por isso, em um tempo obcecado por produtividade, inteligência artificial, velocidade, métricas e automação, falar sobre humanidade deixou de ser romântico. Virou estratégico e urgente.

E ela encerrou dizendo que “A vida não é sobre você. Nunca foi. É sobre todos nós.”

Durante meus dois dias de participação, foi curioso perceber que, mesmo em palestras completamente diferentes entre si, existia um mesmo fio invisível atravessando tudo: a conexão humana.

Falou-se sobre marcas, negócios, comunicação, influência, liderança e tecnologia, mas, no fundo, quase todas as discussões voltavam para a mesma pergunta: o que ainda nos torna humanos em um mundo cada vez mais artificial?

Em alguns momentos, isso apareceu na defesa de relações mais genuínas. Em outros, na importância da vulnerabilidade, da escuta, da presença e da construção de comunidade. Também apareceu na crítica ao excesso de performance que domina não apenas as redes sociais, mas o próprio ambiente corporativo.

Talvez tenha sido esse o ponto mais interessante do Summit: perceber que o futuro não será definido apenas por quem domina tecnologia, mas por quem consegue preservar humanidade enquanto tudo acelera.

Houve falas sobre liderança sem arrogância, comunicação verdadeira e influência sem artificialidade. Negócios que ainda entendem pessoas como pessoas e não apenas como números, audiência ou conversão.

E isso ficou muito evidente em diferentes estilos de palco. Alguns mais emocionais, outros mais técnicos, alguns mais provocativos e outros mais leves. Mas todos, de alguma forma, pareciam tocar no mesmo desconforto contemporâneo: estamos hiperconectados e, ainda assim, emocionalmente distantes.

Talvez por isso algumas palestras tenham impactado tanto o público. Não necessariamente pelas fórmulas ou tendências apresentadas, mas porque lembraram algo que andamos esquecendo: sofisticação não é parecer perfeito, é conseguir ser real.

No fim do evento, fiquei com a sensação de que o “Make it Human” não era apenas um slogan criativo para esta edição, era quase um aviso, porque daqui para frente, talvez o verdadeiro diferencial não esteja somente em inovação, automação ou inteligência artificial.

Talvez esteja na capacidade de criar confiança, de sustentar vínculos reais, comunicar com verdade e ainda continuar humano enquanto tudo ao redor tenta nos transformar em máquina.

E é justamente isso que tenha me emocionado e intrigado dentre tantas palestras do Gramado Summit 2026 com o tema “Make it Human”: a percepção de que estamos hiperconectados tecnologicamente, mas perigosamente nos desconectando como humanos.

Nizan Guanaes e sua N.ideias assinam campanha da Pinacoteca de São Paulo

Por Renata Suter

A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, inaugura a campanha ‘Arte brasileira em movimento. A um metrô de distância’, levando para o metrô e ruas de São Paulo um conjunto de obras que ganham vida.

A campanha é assinada pela N.ideias, a consultoria estratégica por Nizan Guanaes, e realização das produtoras Bóson e Blood Audio. Na veiculação, a parceria é com a JCDecaux. O mote do projeto é ressaltar a facilidade de acesso aos três edifícios do museu – Pina Luz, Pina Contemporânea e Pina Estação – pela proximidade com o transporte público.

Foram selecionadas obras clássicas e contemporâneas da arte brasileira, que mostram a diversidade do acervo do museu, mais de 12 mil obras, sendo aproximadamente 1.500 em exposição nas 19 galerias expositivas do edifício Pina Luz.

Jochen Volz, diretor geral da instituição, conta que a ideia é reforçar a proximidade da arte brasileira com o cotidiano das pessoas, ampliando o acesso ao museu. “Ao levar obras do acervo para o metrô e para as ruas de São Paulo, queremos lembrar que a cultura faz parte da vida e que a Pinacoteca está perto”, incentiva.

Para o projeto, as obras foram animadas e personagens icônicas ganham vida. A campanha ganhará, em breve, um filme.

Alta Performance que Conecta

Por Fabio Adegas Faccio

Celebramos a nossa incrível rede de parceiros em mais uma Convenção de Fornecedores da Lojas Renner S.A., reunindo mais de 130 pessoas que ajudam a gente a varejar e fazer moda com qualidade e eficiência.

Mais do que um momento de reconhecimento pelo que já construímos juntos, foi uma oportunidade importante de alinhamento sobre o futuro: metas, próximos movimentos e, sobretudo, reforçando a Alta Performance como um valor inegociável do nosso ecossistema.

Uma alta performance que começa com o cliente no centro das decisões, passa por planejamento, priorização e execução de excelência, exigindo coragem para evoluir e transformar.

Foi um orgulho reconhecer os fornecedores destaques do Programa de Excelência Renner (PER), celebrar parcerias que já ultrapassam 25 anos e comemorar marcos importantes, como os 10 anos da Ashua. Histórias que reforçam o valor de relações construídas com confiança, consistência e propósito.

Enfim, é um encontro que, todos os anos, reafirma nossa convicção de que a nossa cadeia de fornecimento está cada vez mais comprometida em gerar impacto positivo para o negócio, para a sociedade e para o futuro do varejo brasileiro.

Meu agradecimento especial ao nosso time de Gestão de Fornecedores e a todos os parceiros que seguem avançando conosco, fortalecendo uma rede que acredita na colaboração, na coragem e na alta performance como caminhos para encantar sempre!

Quando a Ideia Ganha Vida

Eu tenho uma mania chata de normalizar grandes entregas. Não que eu não me orgulhe delas, mas o tempo vai passando e eu acabo sempre focando no que poderia ter sido melhor, e não no que foi (muito) bem-feito. Só que, desta vez, eu combinei comigo mesmo que não vou deixar passar este projeto. A Indústria das Ideias, lançada no Gramado Summit de 2026, nasceu redondinha. Criamos uma narrativa moderna que humaniza a inovação industrial, materializada em um estande que simulava o funcionamento do cérebro humano em quatro atos: 01 | Imersão: um túnel de LED “instagramável” que convidava o público a mergulhar na mente humana. 02 | Reflexão: uma área de painéis e conexões, representando o caos criativo que precede qualquer grande ideia. 03 | Impulso: o momento de tirar as ideias do papel. Criamos uma ativação de força onde a “marretada” simbolizava o esforço necessário para realizar. 04 | Recompensa: a Vitrine da Indústria RS, expondo produtos de parceiros gaúchos como o resultado tangível de todo o processo criativo e premiação proporcional ao desempenho na etapa anterior. A IDV foi a cereja do bolo, transformando a nossa ecobag em artigo de luxo da Serra Gaúcha. A esta altura, acho que já vendi o meu peixe. Falta agora falar sobre o verdadeiro motivo desta minha estreia no LinkedIn: a potência do nosso time. Como não sou bobo, não vou marcar ninguém aqui, mas fica meu agradecimento a essa galera competentíssima, plural e, acima de tudo, resiliente. A gente sabe que grandes projetos são feitos de sangue, suor e LED.

A Nova Coroa da Indústria Farmacêutica

Por Jailson Ferreira da Silva

A coroa do mercado farmacêutico mudou de mão. Pela primeira vez em quase três anos, o remédio mais vendido do mundo não é uma terapia contra o câncer. O Mounjaro, da Eli Lilly, faturou US$ 8,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, frente aos US$ 3,84 bilhões do mesmo período de 2025 — alta de 125%. O número ultrapassou os US$ 7,9 bilhões do Keytruda, imunoterapia da Merck que liderava o ranking global desde o início de 2023, quando havia destronado o Humira, da AbbVie. A diferença entre os dois ficou em US$ 800 milhões no trimestre. Em receita americana, o Mounjaro somou US$ 4,2 bilhões, alta de 59% sobre o ano anterior. No mercado internacional, US$ 4,4 bilhões, contra US$ 1,2 bilhão um ano antes — quase quadruplicou em 12 meses. Se Lilly somar ao Mounjaro o Zepbound, irmão aprovado especificamente para perda de peso e que usa o mesmo princípio ativo (tirzepatide), a vantagem se torna esmagadora. Em 2025, a dupla faturou US$ 36,5 bilhões, contra US$ 31,6 bilhões do Keytruda no ano inteiro. O Zepbound sozinho cresceu 80% no primeiro trimestre, para US$ 4,16 bilhões. A classe GLP-1 deixou de ser categoria e virou mercado próprio. Projeções do JPMorgan apontam US$ 150 bilhões em receita global até 2030, divididos principalmente entre Lilly e a dinamarquesa Novo Nordisk, dona do Ozempic e do Wegovy. A pressão sobre preços já começou: em 2025, Trump assinou ordem obrigando Medicare e Medicaid a renegociar GLP-1s. Que uma droga para diabetes e obesidade tenha superado uma terapia oncológica como o produto farmacêutico mais vendido do mundo diz mais sobre os Estados Unidos do que sobre o setor. O país tem cerca de 100 milhões de adultos com obesidade — e a demanda virou epidêmica. A próxima fase já está em curso. Lilly e Novo Nordisk correm para entregar versões orais das suas GLP-1s e eliminar a injeção semanal. A Lilly tem o orforglipron em Fase 3. Quem chegar primeiro ao mercado em pílula fica com a próxima década. A coroa trocou de cabeça. Mas a corrida do tirzepatide está apenas começando.

O Silêncio

Por Adão Nogueira

Em um mercado cada vez mais acelerado, aprendemos que liderança não se resume apenas em falar, responder ou provar um ponto de vista a todo momento. Muitas vezes, a verdadeira maturidade profissional está em saber ouvir, observar e escolher com sabedoria quais batalhas realmente merecem nossa energia. O silêncio também comunica equilíbrio, inteligência emocional e respeito. Nem toda provocação precisa de resposta imediata, e nem toda opinião precisa ser defendida a qualquer custo. Grandes profissionais entendem que agir com serenidade em momentos de pressão demonstra mais força do que qualquer reação impulsiva. Crescer profissionalmente é desenvolver resultados, mas também caráter, postura e autocontrole. Afinal, pessoas maduras não perdem tempo tentando vencer discussões; elas focam em construir soluções, fortalecer equipes e evoluir continuamente.

Nike, Itaú e Adidas lideram lembrança de marca no esporte brasileiro

Por Bruno Mello e Priscilla Oliveira

A construção de marca no esporte brasileiro está cada vez mais ligada à permanência e menos a grandes investimentos pontuais. É o que mostra uma análise inédita baseada em sete ondas do Sport Track, que acompanha hábitos esportivos, consumo de mídia e associação de marcas ao esporte no Brasil entre 2020 e 2025. Os dados apontam um cenário de estabilidade raro em um mercado normalmente marcado por alta rotatividade de anunciantes e reforçam que o esporte segue como uma das plataformas mais eficientes para consolidação de marca no longo prazo.

O levantamento analisou as 20 marcas mais lembradas em 26 categorias relacionadas ao patrocínio esportivo. Ao longo das sete ondas, existiam 140 possibilidades de ocupação do Top 20. Ainda assim, apenas 37 marcas apareceram no ranking em todo o período. Dessas, 10 nunca deixaram a lista, enquanto quatro permaneceram constantemente entre as cinco primeiras posições.

Nike e Adidas lideram a lembrança espontânea acumulada, seguidas por Itaú, Banco do Brasil, Vivo, Coca-Cola, Caixa, Red Bull, Puma e Heineken. Segundo o estudo, o índice de retenção entre as marcas presentes no ranking chega a aproximadamente 75%, indicando uma relação direta entre continuidade e força de marca no imaginário do consumidor.

“É mais difícil você chegar na Série A do Campeonato Brasileiro e é mais fácil você ficar na Série A do que você chegar no Top 20 do ranking de marcas esportivas. E não sou eu que estou dizendo, são os dados. Eu consigo voltar lá em 2007, e provavelmente encontrarei praticamente o mesmo comportamento. A construção de marca passa por continuidade. O patrocínio esportivo não funciona apenas como exposição. Ele constrói lembrança, desejo, reconhecimento e associação emocional”, afirmou Rafael Plastina, fundador da Sport Track, em entrevista ao Mundo do Marketing.

7 ondas mostram consolidação do esporte como território estratégico de marca

Além da estabilidade das líderes, as sete ondas do Sport Track também apontam uma transformação mais ampla no comportamento do consumidor brasileiro em relação ao esporte. O período analisado atravessa o impacto da pandemia, o crescimento do wellness e a ampliação do consumo esportivo como entretenimento e estilo de vida. Segundo Plastina, o estudo deixou de ser apenas um retrato anual do mercado para se transformar em um acompanhamento contínuo das mudanças culturais e de consumo ligadas ao esporte.

A pesquisa identificou que a quantidade de brasileiros que afirmam praticar algum esporte ou atividade física saiu de um patamar médio de 45% antes da pandemia para índices acima de 70% nas ondas realizadas a partir de 2020. O comportamento se manteve consistente ao longo dos anos seguintes.

Para o especialista, isso ajuda a explicar o crescimento do interesse das marcas por propriedades esportivas, transmissões, patrocínios e plataformas ligadas ao bem-estar. Modalidades como corrida de rua, por exemplo, deixaram de representar apenas prática esportiva e passaram também a ganhar relevância em consumo de mídia, preferência e associação comercial.

“Hoje eu já não posso mais falar apenas de pandemia. Existe uma mudança estrutural ligada ao wellness e ao bem-estar. O esporte entrou definitivamente na rotina das pessoas. Antes eu tinha um retrato anual, agora eu tenho praticamente um filme inteiro do comportamento do consumidor brasileiro. Isso muda completamente a leitura das marcas sobre o esporte”, explicou.

Futebol, mídia e recorrência aceleram novas marcas no ranking

Apesar da estabilidade histórica das marcas líderes, as ondas mais recentes do estudo mostram a entrada de novos anunciantes impulsionados principalmente pelo futebol e pela presença massiva em mídia esportiva. Na edição mais recente da pesquisa, Betano, Samsung e Mercado Livre apareceram entre as novas integrantes do Top 20, refletindo o crescimento dos investimentos em clubes, naming rights, transmissões e ativações ligadas ao esporte.

Segundo o levantamento, existe uma conexão direta entre patrocínio esportivo e compra de mídia. Quando os entrevistados são questionados sobre marcas associadas aos esportes na televisão, empresas tradicionalmente ligadas às transmissões esportivas sobem no ranking de lembrança espontânea.

Vivo, Itaú, Coca-Cola, Brahma e Heineken aparecem entre os principais exemplos desse movimento. A Heineken, especificamente, ganhou força na associação do público por sua presença recorrente na Fórmula 1 e em grandes transmissões internacionais.

“A Betano chegou com futebol, naming rights e muita presença de mídia. O Mercado Livre também construiu relevância nesse território, mas existe uma diferença entre entrar e permanecer. A probabilidade de desaparecer do ranking é muito grande quando não existe continuidade. O esporte entrega algo que poucas plataformas conseguem: recorrência, vínculo emocional e presença constante na rotina das pessoas”, concluiu.

Quem Conhece os Andares, Lidera Melhor

Por Delen Bueno Paques

Tem uma frase que resume muito sobre carreira, liderança e maturidade profissional:
“Quem subiu de escada conhece cada andar. Quem subiu de elevador só conhece o último.”

Na prática, quem viveu o processo desenvolve algo que cargo nenhum entrega sozinho: repertório.

Quem começou na base aprende a lidar com pressão, aprende a ouvir, aprende a construir relacionamento, aprende a resolver problema sem glamour e, principalmente, aprende a valorizar pessoas.

Conhecer cada etapa da jornada traz muito mais do que experiência técnica.
Traz controle emocional.
Traz empatia.
Traz visão do todo.
Traz habilidade de negociação.
Traz resiliência para momentos difíceis.

Porque quem passou por cada “andar” entende como tudo funciona na prática.

Eu admiro profissionais que cresceram vivendo o processo, aprendendo com erros, enfrentando desafios e evoluindo sem pular etapas. Normalmente são esses que conseguem liderar melhor, formar pessoas e manter equilíbrio quando o cenário fica difícil.

No final, carreira não é apenas sobre chegar.
É sobre tudo o que você se torna durante a subida.

 

Você já parou pra pensar onde vão as suas 24 horas?

Por Hugo Rodrigues

O Pew Research Center publicou um estudo recente comparando como homens e mulheres norte-americanos gastam o tempo em diferentes atividades rotineiras dia. Apesar dos dados serem dos EUA, vale a reflexão para entender se, no Brasil, também não vivemos uma realidade similar. E olha o que apareceu: mulheres fazem quase 45 minutos a mais de tarefas domésticas por dia do que homens. Nas faixas dos 30 e 40 anos, quando a carreira mais exige, o gap é ainda maior. Somando tudo, o trabalho total de homens e mulheres se iguala. A grande diferença é o quanto desse trabalho é reconhecido e remunerado e o quanto é invisível. Para quem trabalha com comunicação e marketing, esses dados são uma bússola estratégica. Entender como as pessoas realmente usam o tempo é entender seus valores, suas dores e seus comportamentos de consumo.

Produtividade Inteligente é Estratégia

Por Luis Fernando G.

Produtividade não é apenas trabalhar mais rápido. É manter a qualidade e a consistência quando a agenda aperta. No dia a dia de uma empresa, o desafio é não deixar que a complexidade das tarefas drene o foco do time.
É nesse cenário que a IA integrada do Dell Pro 14 Premium agrega na produtividade da sua empresa: ela organiza dados, prioriza o que é urgente e reduz drasticamente o tempo desperdiçado com burocracias e atividades mecânicas.

Quando a tecnologia assume o trabalho operacional com segurança e eficiência energética, a equipe ganha autonomia para focar no que é estratégico.

Como a sua empresa tem lidado com o excesso de tarefas burocráticas hoje?

Futebol lidera paixões, mas Copa 2026 é mais cética no Brasil

Por Larissa Santiago

Ipsos apresenta o estudo “Mapa das Paixões Brasileiras”, que aponta para uma pulverização dos interesses culturais no País. Somadas, as preferências diretamente associadas ao futebol, incluindo termos como “Copa do Mundo”, “futebol” e “seleção brasileira”, ainda são maioria e correspondem a 21% das menções.

No entanto, a modalidade esportiva mais popular já divide o topo do ranking com o consumo de séries (10,9%) e música (10,7%), que aparecem na liderança, seguidas por religiões (9%) e Copa do Mundo (8,2%). Na sequência, surgem viagem e gastronomia (7,4%), futebol isolado (7,3%) e seleção brasileira (5,8%).

“O entusiasmo e o calor humano ainda definem a nossa identidade, servindo como uma válvula de escape para equilibrar o trabalho duro com o lazer. É interessante notar, porém, que o futebol masculino não reina mais sozinho e a atenção do brasileiro, que está cada vez mais crítico, se pulverizou”, aponta Paula Soria, líder de marcas e mercado na Ipsos Brasil.

Torcida menos otimista

Os dados apontam para um evento mais pragmático, uma vez que 46% dos brasileiros se disseram desanimados com a Copa do Mundo Fifa 2026 e apenas 18% acreditam plenamente no título. Em 2014, o principal sentimento em relação ao torneio era de “alegria”. Em 2026, os brasileiros dizem sentir “esperança”.

Na mesma linha, se em 2022 metade da população acreditava que a seleção tinha muitas chances de ganhar a Copa do Mundo de Futebol Masculino, hoje, 49% declaram que ela tem poucas chances de vencer.

“O ufanismo verde e amarelo de pintar a rua e achar que ‘já ganhamos’ acabou. O torcedor está pragmático, tático e desanimado com a seleção. Agora, ele interage com o evento mais como sinônimo de evento social, sendo o resultado em campo quase secundário”, destaca Paula.

Marcas e comportamento

O estudo da Ipsos também aponta outros achados sobre marcas associadas ao evento e à seleção. Entre os entrevistados, 46% afirmam saber quem são os patrocinadores da seleção e citam espontaneamente marcas como Nike, Itaú, Vivo, Ambev, Cimed, Sadia, Guaraná, Volkswagen, iFood, Uber, Amazon, Azul e Google.

Já 68% não sabem quais são as marcas patrocinadoras da Copa do Mundo em si. Entre os que conseguem identificar, são mencionadas Adidas, Coca-Cola, Nike, Visa, Lenovo, Hyundai, Aramco, Qatar, Budweiser e McDonald’s.

Em relação ao consumo de mídia, a maioria pretende assistir aos jogos pela TV aberta (65%), enquanto 39% mencionam YouTube ou redes sociais, o que reforça a presença de consumo em múltiplas telas durante as partidas.

No ambiente digital, CazéTV (54%) e Globoplay (42%) dividem a preferência do público que vai acompanhar online, seguidos por Amazon Prime (36%), Instagram (27%) e GE TV (23%).

A final da Copa se mantém como um evento de alto interesse: 62% dos entrevistados afirmam que pretendem assistir à decisão independentemente da presença da seleção brasileira.

Copa com ou sem Neymar?

O torcedor abandona o ufanismo e foca no pragmatismo tático e na ameaça dos rivais, sendo que os principais temas das conversas são sobre jogadores (18%) e seleções rivais (17%). Um dos destaques é a predominância de negatividade, com 38% de viés negativo e apenas 16% positivos, o restante neutro.

A quebra de confiança também derrubou a reputação digital da CBF, da comissão técnica e de ídolos como Neymar, que possui o menor “social reputation score” entre os termos mais citados nos posts estão: Neymar (24 pontos), Ancelotti (25), CBF (27), seleção (35) e FIFA (44). O indicador sintetiza sentimento, volume e influência.

“A análise que fizemos mostra que, nas redes sociais, o torcedor está menos movido por euforia ingênua e mais por pragmatismo, cobrança e repertório. Ao mesmo tempo, a Copa continua mobilizando identidade, pertencimento e consumo, abrindo oportunidades importantes para marcas que souberem dialogar com esse novo torcedor, mais crítico, mais planejado e mais conectado”, destaca Diego Pagura, CEO da Ipsos.

Metodologia

Foram utilizadas metodologias quantitativas, qualitativas e de modelagem estatística. O estudo inclui um levantamento online com 500 brasileiros das classes ABC, conectados, de 18 a 55 anos, além da pesquisa Bus Ipsos-Ipec, com 2.000 entrevistas presenciais em 130 municípios, garantindo representatividade nacional.

Também foi aplicada a modelagem estatística Censydiam, que identifica motivadores associados às paixões a partir de 16 atributos e sentimentos.

O trabalho foi complementado por curadoria de dados secundários de estudos da Ipsos e fontes externas, além de pesquisa com a comunidade online Conectad@s, que combinou abordagens qualitativas e quantitativas com 395 participantes.

O estudo também incluiu entrevistas qualitativas conduzidas por mod bots com 30 participantes, permitindo aprofundar percepções de forma guiada por inteligência artificial.

As Vezes, Crescer é Soltar a Corda

Por Luciana Regina M.

m profissionais extremamente competentes presos em disputas que nunca deveriam existir. Ambientes de trabalho tóxicos raramente são óbvios. Eles costumam se esconder em metas irreais que viram responsabilidade individual, em cobranças fora de medida, em lideranças que confundem gestão com pressão e em culturas onde você precisa se validar o tempo todo para continuar ali. Já vivi um momento da minha trajetória que, no papel, parecia uma grande oportunidade. Empresa estruturada, nome forte, possibilidades de crescimento. Mas, na prática, era um cenário onde nada parecia suficiente, por mais que eu entregasse. Minha reação foi tentar compensar. Mais horas, mais esforço, mais “sim” do que deveria. Assumi demandas sem sentido, ignorei desconfortos e segui acreditando que, se eu desse mais, em algum momento haveria reconhecimento e equilíbrio. Mas isso não aconteceu. Porque esse tipo de relação não é equilibrado por natureza. Ele se mantém justamente porque alguém continua sustentando o esforço sozinho. E chega uma hora em que a decisão mais inteligente não é insistir. É parar. Soltar a corda não significa abrir mão da sua carreira. Significa escolher não permanecer em um ambiente que exige demais e entrega de menos. É entender que nem toda empresa quer desenvolver pessoas, algumas apenas extraem o máximo que conseguem.

O futuro do atendimento: o que sobra da experiência humana na era dos agentes de IA?

A ascensão da IA agentic, sistemas capazes de tomar decisões e agir de forma autônoma, começa a transformar também a relação entre marcas e consumidores.

Em um cenário próximo, agentes de IA pessoais poderão pesquisar, comparar preços, negociar contratos, resolver problemas e até tomar decisões de compra diretamente com os agentes de IA das empresas, sem interação humana no processo.

Esse movimento levanta uma nova discussão para o mercado: quando a jornada passa a ser mediada entre máquinas, o que ainda diferencia a experiência do cliente? E qual será o papel da empatia, da confiança e da conexão humana nas relações de consumo?

Podemos discutir como a IA agentic deve redefinir o conceito de Customer Experience, os impactos da automação total nas relações entre marcas e consumidores, os riscos de commoditização da experiência, o novo papel das lideranças em CX, além dos desafios éticos, reputacionais e estratégicos dessa transformação.

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