Você vai ler na coluna hoje: Gramado Summit HOJE, Quem não tem verba pensa melhor, Hackathon reinventa ooh e projeta novas paisagens urbanas em porto alegre, Plataforma da Eletromidia, ‘Aqui Ads’ expande na vertical de farmácias e chega às redes Drogasil e Raia, Melissa Vogel, primeira mulher a presidir o Cenp, toma posse e lança Guia de Mensuração Cross Media, 70 anos de varejo: evoluir sem perder a essência, Quem trabalha ou trabalhou na Lojas Renner S.A. com certeza já ouviu a frase “quem encanta é encantado”!, Nova presidência no Caldeira reforça inovação com impacto real
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Gramado Summit HOJE
O Gramado Summit teve um dia marcado por debates intensos sobre inovação, negócios e comportamento do consumidor. As palestras reforçaram a transformação na jornada de compra, que hoje começa cada vez mais na descoberta por meio de redes sociais, creators e inteligência artificial.
Também esteve em destaque o uso da IA como ferramenta prática dentro das empresas, impulsionando automação, personalização e ganho de eficiência em diferentes áreas. No campo do empreendedorismo, líderes e fundadores compartilharam aprendizados sobre crescimento, construção de marca e os desafios da escala.
Outro ponto recorrente foi a evolução do varejo, que exige cada vez mais experiência, agilidade e conexão com o consumidor. O consenso entre os palestrantes foi claro: adaptar-se às novas dinâmicas digitais deixou de ser diferencial e passou a ser essencial para manter relevância no mercado.
Quem não tem verba pensa melhor
Por Nizan Guanaes
Quem não tem verba pensa melhor A necessidade é a mãe da invenção. Vejo isso desde sempre na minha profissão. Por necessidade, a criatividade vem com mais força de quem não tem verba. Eu já vi mais gente se ferrando com verba do que sem. A abundância costuma anestesiar, não acelerar. Já a escassez vira estratégia quando bem administrada.
Nos últimos anos, trabalhando como estrategista de comunicação, ficou claro que o cliente nem sempre tem razão. No meu setor, quem tem razão é o cliente do cliente. Não posso criar uma estratégia só para agradar ao CEO que me contratou, mas sim para buscar os objetivos para os quais ele me contratou, uma estratégia que tem no centro o mercado, não o contratante. E servir ao mercado exige a disciplina de organizar os objetivos antes de executar as ideias, por melhores que elas possam parecer. Uma “boa ideia” pode ser a maior inimiga da estratégia se se desviar dela.
Existe uma confusão comum entre criatividade e produção. Criatividade não é produzir filmes caros, contratar celebridades, fazer barulho e aparecer em todas as mídias. Isso é gastar dinheiro. Criatividade é resolver o problema. E o problema para ser resolvido exige clareza. Quando você não tem verba, você é obrigado a ser claro. Quando você tem muita verba, você pode se dar ao luxo de ser confuso, e isso acontece muito. Já vi campanhas milionárias fracassarem porque não tinham clareza do que queriam dizer. E já vi soluções simples, quase artesanais, mudarem a percepção de uma marca. Porque estratégia é fazer escolhas, e escolhas podem ser dolorosas. Como eu já disse, estratégia pode ser muito mais o que você não faz do que o que você faz.
Outro erro é achar que dá para mudar a cultura de uma empresa com uma campanha, uma ideia. Cultura não é campanha publicitária. Cultura é a história acumulada da companhia, os incentivos, as lideranças, as cicatrizes que acumulou na sua trajetória. Você não muda cultura trocando slogan ou logotipo. O que a comunicação pode e deve fazer é entender profundamente a cultura, trabalhar a favor dela ou então tensioná-la com inteligência. Mas a comunicação não pode nunca ignorá-la. Empresas que decidem ignorar a própria cultura entram em esquizofrenia estratégica porque dizem uma coisa e fazem outra. E o mercado percebe.
Neste momento tão disruptivo, vejo algumas lideranças obcecadas por inovação, mas menos interessadas em coerência. Inovação sem coerência vira modismo. E modismo pode levar à irrelevância da marca.
A Apple não é inovadora porque lança coisas novas. Ela é inovadora porque tudo conversa dentro da companhia: produto, loja, design, comunicação, experiência. É o que eu chamo de “storydoing”, quando a estratégia deixa de ser discurso (“storytelling”) e vira comportamento consistente. No Brasil, muita marca se limita ao “storytelling”. Fala bem, mas executa mal. Outro ponto de fraqueza pode ser a dependência das agências em relação ao cliente. Os custos das agências são tão pesados, que muitas vezes focam as campanhas na satisfação do cliente da agência, e não no cliente do cliente, o consumidor. E se você não entende o consumidor e sua circunstância, você pode produzir apenas ruído caro. Não adianta ter verba, agência, tecnologia, inteligência artificial se não tiver essa inteligência factual.
Talvez o maior desperdício das empresas hoje não seja dinheiro, mas foco. Em muitas delas, sobra iniciativa, mas falta clareza de objetivo; tem execução, mas falta estratégia; há grande vontade de fazer tudo, mas falta coragem de dizer não. Estratégia é mais sobre decisão do que sobre comunicação. Tem muita empresa rica que continua pensando pobre pelo excesso de recursos. E tem muita empresa pobre que, por falta de recursos, se vira na criatividade para comer mercado dos incumbentes.
Antes, o grande paradigma era como Davi enfrentava Golias. Hoje, com tamanha disrupção, é como Golias enfrenta Davi. É a escassez como força, não como fraqueza. Eu nasci no Pelourinho, sei como é.
Hackathon reinventa ooh e projeta novas paisagens urbanas em porto alegre
Começou ontem a 1a edição do Hackathon transformando o OOH e as paisagens urbanas da Midialand em parceria com a Unisinos. São 4 dias de desafio com os alunos de Publicidade e Propaganda e Arquitetura e Urbanismo. Já no primeiro dia pudemos conferir excelentes ideias que irão impactar o cotidiano urbano através da mídia exterior. Em breve Porto Alegre ganhará novas paisagens fruto da união do mercado com o ambiente acadêmico.
Plataforma da Eletromidia, ‘Aqui Ads’ expande na vertical de farmácias e chega às redes Drogasil e Raia
Por Renata Suter
O ‘Aqui Ads’, plataforma da Eletromidia voltada à compra autônoma de mídia para pequenas e médias empresas (PMEs), anunciou expansão. Em parceria com a Impulso, empresa de Retail Media da RD Saúde (dona das marcas Raia e Drogasil) o Aqui Ads chega às redes farmacêuticas, disponibilizando aproximadamente 3 mil novas telas de Retail Media no inventário nacional, com expectativa de atingir 10 mil em breve.
Historicamente, telas no varejo farmacêutico exigiam investimentos significativos. Com a plataforma, PMEs passam a contar com segmentação hiperlocal e gestão centralizada de campanhas, acessando de forma simples pontos estratégicos de alta recorrência por meio dela.
Lucio Schneider, CGO da Eletromidia, explica que a expansão nessa vertical amplia as possibilidades de segmentação e presença local, tudo de forma simples e centralizada na mesma plataforma. “Com essa evolução, a plataforma deixa de ser apenas uma ferramenta self-service de OOH e se consolida como uma plataforma multicanal integrada, democratizando o acesso à mídia e conectando diferentes canais para pequenos e médios negócios de forma escalável e acessível”.
A Impulso, especializada em Retail Media, conta com mais de 10 mil telas ativas nas operações das redes Raia e Drogasil, é o quinto maior player de DOOH do Brasil e o único em conversão de vendas e closed loop em termos de jornada, garantindo a mensuração de ponta a ponta. Com a integração inicial, a vertical de drogarias e farmácias na plataforma ‘Aqui Ads’ passa a contar com aproximadamente 3 mil telas, disponíveis para negociação automatizada.
“Estima-se que 78% dos clientes sejam influenciados dentro das farmácias. Mensalmente são mais de 20 milhões de consumidores que passam pelos corredores físicos da RD Saúde. Conseguiremos mensurar o impacto dessa nova parceria dentro das farmácias e com conversão de vendas”, conclui Tati Amaro, PO DOOH da Impulso.
Melissa Vogel, primeira mulher a presidir o Cenp, toma posse e lança Guia de Mensuração Cross Media
Por Renata Suter
Melissa Vogel, executiva há mais de 30 anos no mercado de inteligência de dados, assumiu hoje, dia 5 de maio, a presidência do Cenp, Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário, dando início à nova gestão para o biênio 2026/2028, ao lado do publicitário Roberto Tourinho, vice-presidente da instituição. Regina Augusto, que ocupou o posto de diretora executiva do Cenp nos últimos quatro anos, permanece no cargo.
O mandato de Melissa e Tourinho marca uma nova etapa da instituição, após um ciclo de quatro anos, durante o qual o Cenp fortaleceu a autorregulação do mercado publicitário.
Ex-presidente da Kantar IBOPE Media e do IAB Brasil, Melissa Vogel tornou-se a primeira mulher a presidir o Cenp. “Vamos trabalhar para a contínua evolução de um projeto bem-sucedido e consolidado levando em conta as profundas transformações que o mercado publicitário tem passado e os desafios que essas mudanças impõem”, diz Melissa.
Roberto Tourinho, com uma carreira de décadas na liderança de agências de publicidade, passa a acumular a vice-presidência do Cenp com o cargo de vice-presidente executivo da agência Propeg. Tourinho já era integrante da diretoria executiva e do Conselho Superior do Cenp. “Acredito muito no papel das entidades de classe como incentivadoras do amadurecimento do setor”, diz.
Durante a cerimônia de posse da nova gestão, foi lançado o Guia Cenp de Mensuração Cross Media. Fruto de um trabalho desenvolvido desde meados de 2024 por 20 profissionais dos quatro pilares do mercado publicitário – agências, anunciantes, veículos e elos digitais -, o documento pretende apoiar a compreensão, o planejamento, a operação, a mensuração e a análise de resultados da atividade publicitária cross media.
“Com esse documento, queremos oferecer recomendações de práticas e de parâmetros para métricas qualificadas em um cenário de crescente fragmentação do consumo de meios de comunicação”, conta Boaventura Junior, diretor de mídia da agência Galeria e coordenador do Grupo Especial de Integração de Métricas de Audiência do Cenp, responsável pela concepção do Guia.
70 anos de varejo: evoluir sem perder a essência
Por Otelmo Drebes
Há 70 anos, fazer varejo era, acima de tudo, um exercício de proximidade e confiança. Lá no início, quando tudo começou, o comércio era olho no olho, caderno na mão e palavra que valia mais do que qualquer contrato. A gente conhecia cada cliente pelo nome, sabia da família, da história, das dificuldades e das conquistas. Se formos analisar o nosso negócio, enquanto varejo, a gente continua fazendo a mesma coisa que é comprar e vender. Mas, se continuássemos fazendo do mesmo jeito que fazíamos lá no início, não teríamos chegado até aqui. Nós precisamos nos reinventar, acompanhar as transformações do mundo. E o mundo mudou muito. Hoje, o varejo é tecnologia, dados, agilidade. É o cliente que pesquisa, compara, decide em poucos cliques. É loja física integrada com o digital, é experiência, é conveniência. É estar presente onde o cliente está: no celular, em casa, na rua. Mas, olhando com atenção, tem algo que não mudou. O varejo continua sendo sobre proximidade e confiança. Sobre gente. Sobre olhar no olho, entender necessidades, construir relações e fazer parte da vida das pessoas. A tecnologia evoluiu, os processos se modernizaram, mas o nosso propósito continua o mesmo: facilitarmos a vida das pessoas e sermos referência quando a palavra é confiança. Se antes a gente anotava no caderno, hoje nós registramos em sistemas que oferecem muitas facilidades aos nossos clientes. Se antes a conversa era somente no balcão, hoje ela acontece também no whatsapp e nas redes sociais. O sentimento, o cuidado, o respeito e o nosso compromisso continuam sendo os mesmos de 70 anos atrás. E foi exatamente isso que nos trouxe até aqui. Porque para além de acompanharmos as mudanças do varejo, a gente aprendeu a evoluir sem perder a nossa essência. E assim seguimos: com os olhos no futuro, mas com os valores bem firmes nas nossas raízes.
Quem trabalha ou trabalhou na Lojas Renner S.A. com certeza já ouviu a frase “quem encanta é encantado”!
Por Fabio Adegas Faccio
Ela sintetiza uma parte muito forte da nossa cultura: acreditar que tudo o que eu fizer de bom para outras pessoas, tanto no pessoal quanto no profissional, voltará pra mim. No varejo de moda e lifestyle, onde trabalhamos todos os dias com muita gente, clientes e grandes equipes, conseguimos ver isso na prática.
Na Talk do Encantamento, um evento que realizamos periodicamente em nossa empresa, conversamos sobre isso e também sobre nossa história, propósito e valores que nos guiam para que o encantamento aconteça nas lojas, nos escritórios e onde quer que a gente esteja, Brasil e mundo afora!
Para nós, encantar é superar expectativas – e é a nossa realização.
Começa pela superação das expectativas dos nossos colaboradores para que eles também encantem nossos clientes e, consequentemente, possamos gerar melhores resultados, superando as expectativas dos nossos acionistas e parceiros; e retornando com crescimento para os nossos times.
QUEM ENCANTA É ENCANTADO!
Nova presidência no Caldeira reforça inovação com impacto real
Por Julio Mottin Neto
Assumir a presidência do Conselho Deliberativo do Instituto Caldeira é dar continuidade a algo que eu acredito há bastante tempo: inovação só faz sentido quando gera impacto real.
O Caldeira é um lugar de conexões. Conversas viram projetos, conexões se tornam negócios, ideias ganham forma e o resultado são impactos relevantes. É isso que faz o ecossistema rodar.
Sigo no Conselho agora em um novo papel, com responsabilidade de ajudar a manter esse ambiente vivo e ampliar o impacto que ele gera no Rio Grande do Sul, ao lado do Pedro Freitas Valerio, CEO do Instituto, fundamental para consolidar o Caldeira como esse espaço relevante, formando talentos e fortalecendo um ecossistema que funciona na prática.
Preciso agradecer ao Marciano Testa, que também tem um papel fundamental nessa trajetória. A sua visão e liderança fortes ajudaram a construir a base que sustenta o que vemos hoje.
O próximo passo passa por crescer sem perder o que faz o Caldeira ser o que é, isto é, manter a pluralidade, a abertura e a capacidade de reunir gente boa e disposta a fazer acontecer.
Assumo essa responsabilidade com esse foco e com respeito ao que foi construído até aqui.