A nova arma do Google para competir com a Nvidia: reforço no ecossistema de IA e outros artigos da semana – 26.02.2026

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Você vai ler na coluna de hoje: A nova arma do Google para competir com a Nvidia: reforço no ecossistema de IA, Natacha Gastal será secretária-adjunta de Comunicação do RS, Coca-Cola anuncia nova fórmula triplo zero para consumidores, Banco gamer do Itaú vai encerrar atividades, Crise dos solteiros, mulheres ‘sobrando’ e ‘taxa das camisinhas’: por que a aposta da China num baby boom fracassou, Vendas são efêmeras. A autoridade é perene e Corrida temática integra programação do Liquida Porto Alegre e promove bem-estar no Centro Histórico.

 

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A nova arma do Google para competir com a Nvidia: reforço no ecossistema de IA

Por Berber Jin

 

O Google está explorando novas formas de expandir o mercado de seus chips de inteligência artificial, buscando usar seu poder financeiro para construir um ecossistema de IA mais amplo que possa competir melhor com a líder de mercado Nvidia.

Os chips da empresa estão ganhando maior adoção para cargas de trabalho de IA, incluindo startups como a Anthropic, mas o Google enfrenta diversos desafios ao tentar crescer. Entre os problemas estão gargalos em parceiros de fabricação e interesse limitado de rivais de computação em nuvem, que estão entre os maiores compradores de processadores da Nvidia, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Para ampliar seu mercado potencial, o Google está aumentando o suporte financeiro a uma rede de parceiros de data centers que podem fornecer poder computacional a um público mais amplo, disseram fontes próximas aos planos da empresa.

A companhia está em negociações para investir cerca de US$ 100 milhões na startup de computação em nuvem Fluidstack, parte de um acordo que a avalia em cerca de US$ 7,5 bilhões, segundo pessoas familiarizadas com as discussões.

A Fluidstack é uma das chamadas empresas “neocloud” que oferecem serviços de computação para companhias de IA e outras. A CoreWeave, uma das maiores operadoras desse tipo, fornece acesso a unidades de processamento gráfico (GPUs), principalmente da Nvidia.

 

A meta ousada da OpenAI: multiplicar a receita por 14 até 2030

O Google quer ajudar a ampliar o potencial de crescimento da Fluidstack e incentivar mais provedores de computação a usar seus chips de IA, chamados de TPUs (Tensor Processing Units).

A empresa também discutiu expandir compromissos financeiros com outros parceiros de data centers, o que poderia gerar demanda adicional por TPUs. O Google já financiou projetos envolvendo Hut 8, Cipher Mining e TeraWulf, antigas empresas de mineração de criptomoedas que agora desenvolvem data centers.

Alguns gerentes da divisão de nuvem do Google recentemente reabriram o debate interno sobre reestruturar a equipe de TPUs em uma unidade independente, o que poderia permitir expandir oportunidades de investimento, inclusive com capital externo. Um desafio para essa unidade seria que o negócio de nuvem do Google depende fortemente de chips da Nvidia.

Um porta-voz do Google afirmou que não há planos de reestruturar a unidade de TPUs. Manter a equipe de chips integrada às demais áreas da empresa traz vantagens, como permitir que os desenvolvedores do modelo de IA Gemini façam alterações mais facilmente no design dos chips.

O Google começou a vender acesso a TPUs via serviços em nuvem em 2018 e, embora tradicionalmente os usuários sejam captados pela unidade de nuvem, a empresa também vende os chips diretamente a clientes externos. Essas medidas visam expandir o mercado potencial dos chips, que clientes de IA elogiam pela eficácia em treinamento e em tarefas de inferência, como respostas de chatbots.

Em abril do ano passado, o Google lançou sua sétima geração de TPUs, chamada Ironwood, projetada para inferência em IA (ou seja, para usar modelos de inteligência artificial já treinados e gerar respostas ou previsões, em vez de treinar o modelo do zero).

Comparadas às GPUs (unidades de processamento gráfico, originalmente feitas para rodar gráficos e jogos), que foram originalmente voltadas para jogos, as TPUs às vezes se mostram mais adequadas para grandes volumes de cálculos de IA que não exigem alta precisão (ou seja, operações matemáticas rápidas e em grande quantidade, onde não é necessário ter resultados extremamente exatos, mas sim eficientes para processar grandes dados).

O Google tem parceria com a Broadcom para design e produção das TPUs e utiliza a Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC) como fabricante contratada. Entretanto, a expansão dos envios de TPUs pode enfrentar obstáculos, já que a TSMC pode priorizar a Nvidia e há escassez global de chips de memória, componente essencial para os chips de IA.

Nos últimos meses, mais empresas de IA demonstraram interesse nas TPUs do Google para acessar poder computacional mais barato e reduzir a dependência da Nvidia. Meta Platforms, por exemplo, estava em negociações para usar os chips, mas recentemente aumentou compras de hardware da Nvidia. A Anthropic também ampliou o uso de tecnologias de nuvem do Google, incluindo até um milhão de TPUs.

Apesar disso, o interesse de grandes provedores de nuvem parece moderado, em parte porque consideram o Google um concorrente. A Amazon Web Services também desenvolveu seus próprios chips para IA.

 

 

 

 

Banco gamer do Itaú vai encerrar atividades

Por Giovanni Santa Rosa

 

O Itaú vai descontinuar os serviços do Player’s Bank, seu segmento de carteiras digitais voltado ao público gamer. A conta e o cartão de crédito serão encerrados no dia 31 de março.

Após contato do Tecnoblog, o Itaú informou que, até essa data, o dinheiro estará disponível para movimentação e transferência via Pix ou TED. Se houver saldo quando a conta for encerrada, o cliente deverá ir até uma agência do Itaú ou acessar o Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central.

“Todo esse movimento foi comunicado previamente aos clientes impactados e está sendo conduzido com cuidado para garantir um processo transparente e seguro”, afirmou a assessoria de imprensa do banco.

 

O que era o Player’s Bank?

O Player’s Bank era um segmento do Itaú voltado ao público gamer, oferecendo contas digitais com rendimento automático e cartão de crédito sem anuidade.

Os diferenciais, porém, estavam nos benefícios para quem gosta de jogar, como desconto e cashback na compra de games, PCs, peças de hardware, consoles e periféricos. Um exemplo disso era a devolução de 10% do valor gasto na loja digital do Xbox.

Ainda havia algumas vantagens curiosas, como atendimento via Discord e cartão personalizado com personagens desse universo.

 

Por que o Player’s Bank será encerrado?

Em 2024, na Comunidade do Tecnoblog, já havia relatos de que o Player’s Bank encerraria a parceria com o Xbox e deixaria de oferecer cashback no plano gratuito, o que sugere que os cortes começaram há algum tempo.

O assunto chamou nossa atenção ao encontrarmos queixas de clientes no Reclame Aqui. Mesmo assim, elas são poucas, o que reforça a suspeita de que o serviço não teve muita adesão.

O Itaú vem passando por um processo de simplificação de seus produtos. As contas do banco digital Iti, por exemplo, foram migradas para a operação principal do banco. Além disso, houve a unificação de sete apps em um, e o próprio aplicativo atual do Player’s Bank era quase idêntico ao do Itaú.

 

 

Coca-Cola anuncia nova fórmula triplo zero para consumidores

 

Sem sombra de dúvidas, a Coca-Cola é dona do refrigerante mais conhecido do mundo. Presente em praticamente todos os países, a marca construiu uma trajetória baseada em tradição e reconhecimento imediato.

Ainda assim, isso não impede a marca de buscar novos caminhos com o lançamento de novos produtos e experiências.

De olho nas transformações do mercado e no perfil atual do consumidor, a empresa apresentou recentemente uma nova fórmula triplo zero, voltada para quem prioriza qualidade de vida sem abrir mão do sabor característico da bebida.

Batizada de Coca-Cola Triple Z, a novidade foi desenvolvida com uma proposta clara: entregar a experiência clássica da marca eliminando três elementos que costumam gerar restrições entre parte do público.

A nova versão não contém açúcar, não possui cafeína e também não apresenta calorias.

Na prática, trata-se de uma alternativa pensada para consumidores que desejam reduzir o consumo de componentes associados a dietas mais calóricas ou estimulantes, mas que ainda apreciam refrigerantes.

A diferença em relação à fórmula tradicional é significativa. Enquanto a Coca-Cola original combina açúcar e cafeína como parte central da sua composição, a Triple Z aposta em uma formulação que retira esses ingredientes, mantendo o sabor como prioridade.

A empresa busca atender pessoas que monitoram a ingestão de açúcar, que evitam estimulantes ou que seguem rotinas alimentares mais equilibradas.

É uma resposta direta à crescente atenção dada às informações nutricionais e à composição dos produtos industrializados.

 

Nova Coca-Cola busca alcançar jovens mais preocupados com a saúde

A iniciativa também reforça uma estratégia mais ampla da companhia, que vem expandindo seu portfólio com versões adaptadas a diferentes preferências.

Ao oferecer mais uma opção dentro da linha sem açúcar, a Coca-Cola amplia seu alcance e tenta se manter relevante em um cenário onde o consumidor compara rótulos, avalia ingredientes e considera impactos na saúde antes de decidir o que levar para casa.

O lançamento inicial aconteceu em países selecionados da Europa, no começo de 2026. A distribuição, por enquanto, está concentrada nesse mercado, onde a aceitação do público servirá como termômetro para uma eventual expansão.

Ainda não há confirmação oficial sobre a chegada ao Brasil, mas a possibilidade não está descartada.

Caso seja lançada por aqui, a Triple Z deverá disputar espaço em um segmento já consolidado de refrigerantes sem açúcar, apostando na combinação entre tradição da marca e uma proposta alinhada às novas demandas do consumidor.

 

 

Crise dos solteiros, mulheres ‘sobrando’ e ‘taxa das camisinhas’: por que a aposta da China num baby boom fracassou

 

Nos feriados do Ano Novo Lunar, milhões de pessoas em toda a China comemoram com refeições em família, festividades e orações.

Mas, para alguns adultos solteiros, esta pode ser uma época difícil. Afinal, seus pais podem usar o período festivo para criticá-los por não se estabelecerem e trazerem netos para a família.

Não ter filhos é um tema recorrente na China (e em outros países do leste asiático). E, agora, é uma importante fonte de preocupação para as autoridades.

O tema chegou às manchetes em janeiro, quando o governo chinês publicou números que demonstram que a taxa de natalidade do país despencou para um novo e indesejado recorde de baixa.

A China atingiu apenas 5,63 nascimentos por 1 mil habitantes, o nível mais baixo desde a criação da República Popular, em 1949. E as autoridades chinesas não previam tamanha redução.

Os dados publicados em janeiro pelo Escritório Nacional de Estatísticas demonstraram que a China registrou apenas 7,92 milhões de nascimentos em 2025.

O número de mortes superou os nascimentos no país pelo quarto ano consecutivo, fazendo com que a população total caísse em cerca de 3,4 milhões de habitantes no ano passado.

Especialistas das Nações Unidas acreditam que a população chinesa continuará a diminuir. Eles estimam que a nação asiática perderá mais da metade da sua população atual até o final do século.

É um panorama que parece muito diferente de apenas duas décadas atrás, quando as autoridades chineses previram que a população do país continuaria crescendo até 2033, atingindo 1,5 bilhão de pessoas. O pico veio 12 anos antes, com cerca de 100 milhões de habitantes a menos que as projeções do governo.

 

Como os especialistas chineses erraram tanto ao calcular a trajetória do país que, na época, era o mais populoso do mundo?

Quando a população da China se aproximou de um bilhão de habitantes no final dos anos 1970, o governo do país passou a se preocupar com os efeitos deste aumento sobre seus ambiciosos planos de crescimento econômico.

Em 1979, o governo do então líder chinês Deng Xiaoping (1904-1997) estabeleceu uma política para evitar que as famílias tivessem mais de um filho.

O plano, basicamente, ofereceu incentivos financeiros e trabalhistas para quem seguisse a regra estabelecida pelo governo. Os anticoncepcionais se tornaram facilmente disponíveis e as famílias que violassem as normas recebiam multas.

Às vezes, eram adotadas outras medidas coercitivas, como abortos forçados e esterilizações em massa. E a política certamente atingiu seu objetivo inicial.

Ao todo, o governo chinês estima que a política do filho único tenha evitado o nascimento de cerca de 400 milhões de bebês, embora este número seja contestado. Mas ela também afetou profundamente o equilíbrio entre as gerações.

Gradualmente, a preocupação passou a ser o envelhecimento da população, que retardaria o crescimento da economia com a queda do número de trabalhadores e da relação entre os contribuintes e os pensionistas.

Os especialistas chineses em planejamento populacional consideraram por anos que a baixa taxa de natalidade era temporária. E que, quando os limites fossem eliminados, os casais rapidamente começariam a ter mais filhos.

Um importante relatório de estratégia populacional publicado em 2007, compilado por mais de 300 especialistas, defendia que a baixa natalidade tinha forte “potencial de recuperação” e alertou contra o relaxamento muito rápido das políticas de controle, mesmo com a queda do número de nascimentos.

Mas a política de dois filhos, criada em 2016, não gerou crescimento sustentado da natalidade. E nem a de três filhos, anunciada em 2021, trouxe grandes impactos.

 

‘Declínio constante’

Para o professor de estudos chineses Kerry Brown, diretor do Instituto Lau China do King’s College de Londres, a China já vem sofrendo declínio constante da sua taxa de natalidade desde muito antes da criação da política do filho único.

“A taxa de fertilidade da China vinha caindo por razões naturais desde o início dos anos 1970”, declarou ele à BBC. “O pico do crescimento populacional, em termos de filhos por família, ocorreu nos anos 1950 e 1960.”

Brown acredita que, desde a década de 1980, cada vez mais pessoas decidiram ter apenas um ou dois filhos por uma série de motivos, incluindo razões financeiras, independentemente da política do filho único.

“Acho que o partido pode não ter realmente entendido as dificuldades econômicas enfrentadas pelas famílias para criar seus filhos e como é prioritário para elas decidir se conseguirão fazer isso bem ou se não terão filhos.”

“Temos observado essas mudanças em todo o mundo, mas, na China, aconteceu com muita rapidez”, prossegue o professor.

Brown acredita que o governo chinês ficou “surpreso” com a velocidade das mudanças socioeconômicas. Afinal, os efeitos das políticas demográficas se desenvolvem ao longo de décadas, enquanto a economia pode mudar radicalmente em questão de meses ou anos.

 

Desequilíbrio de gênero

A política do filho único também deixou um profundo legado para a população da China, em termos de gênero.

Sabendo que só poderiam ter um filho para ajudá-los na velhice, os pais chineses, às vezes, abortavam os fetos de meninas, o que distorcia a relação entre homens e mulheres.

Isso gerou uma “crise de solteiros”, com dezenas de milhões de homens “sobrando”, que não conseguem encontrar uma noiva.

Os homens sem formação universitária passaram a enfrentar dificuldades. O maior acesso à educação superior reformulou o mercado de casamentos — e muito mais mulheres do que homens passaram a cursar a universidade.

“Isso gerou um fenômeno chamado de ‘homens dos galhos vazios’, uma metáfora para designar homens incapazes de encontrar parceiras”, segundo Brown.

O professor explica que a expressão vem da ideia de que seus galhos não irão gerar frutos (filhos) e faz comparações com o movimento incel no Ocidente.

Já as mulheres com alto nível de educação passaram cada vez mais a decidir se casar mais tarde ou mesmo não contrair matrimônio.

Para tentar incentivar essas mulheres a se casarem, a imprensa estatal chinesa passou a usar uma expressão depreciativa para se referir a elas: shèngnǚ (剩女), “solteirona”.

“É uma expressão muito pejorativa, uma referência a mulheres discriminadas devido à sua idade, que não se casaram porque deram mais importância à carreira do que ao casamento e sua estabilização”, afirma o professor.

Em 2023, 43% das mulheres chinesas com 25 a 29 anos de idade eram solteiras, o que reduz sua janela para ter filhos e diminui ainda mais a taxa de natalidade do país.

 

Bônus para bebês

Pequim criou diversas formas para tentar reverter a queda das taxas de natalidade. Uma delas foi a oferta de incentivos financeiros no valor anual de 3,6 mil yuans (US$ 500, cerca de R$ 2,6 mil) para cada filho com menos de três anos de idade.

Algumas das medidas provocaram controvérsias, como o imposto de 13% criado este ano sobre contraceptivos (incluindo preservativos, dispositivos e pílulas anticoncepcionais). A decisão despertou preocupações com a gravidez indesejada e os índices de HIV.

Mas os incentivos não conseguiram mudar o comportamento da população, pois muitos jovens chineses afirmam que não querem mais filhos devido aos custos da sua criação.

Millie (nome fictício) é controladora de tráfico aéreo em Pequim. Ela e seu marido tiveram seu primeiro filho 10 anos atrás.

Ela declarou à BBC que gostaria de ter um segundo bebê, mas mudou de ideia.

“Durante a pandemia, minha mãe e minha sogra não podiam vir mais”, ela conta. “Meu marido viaja regularmente a negócios e eu sempre levava nosso filho para a escola e para aulas de reforço.”

Millie conta que seu empregador foi compreensivo e permitiu que ela ajustasse seus horários de trabalho. Mas ela hesita em pedir tratamento similar novamente.

“Sou funcionária em tempo integral, paga para trabalhar essas horas”, explica ela. “Existe uma regra implícita de que a vida familiar não deve interferir com as obrigações do trabalho.”

“Definitivamente, não terei outro filho. Não é bom para o meu corpo, será difícil conseguir creche e ninguém irá me ajudar.”

Li Hongfei (também, nome fictício) dirige uma companhia de produção de vídeos em Chongqing, no sudoeste da China. Ele relembra que sua família costumava esconder seu irmão mais novo das autoridades, nos anos 1980.

Li está hoje na casa dos 40 anos de idade. Ele é casado há 10 anos e eles tiveram uma filha durante a pandemia.

O casal pensou em ter um segundo filho, mas, agora, enfrenta as pressões financeiras da paternidade.

“Meu trabalho vem diminuindo, mas o custo de manutenção da empresa permanece o mesmo. As mensalidades da minha filha estão subindo e minhas economias estão acabando”, descreve ele.

“Queremos que nossa filha tenha um irmão ou irmã, mas parece cada vez mais improvável.”

Brown não se surpreende pelo fato de que as tentativas chinesas de reverter sua tendência demográfica ainda não tenham tido sucesso.

“O governo realizou campanhas mostrando como é patrioticamente importante que as pessoas tenham filhos, mas acho que elas, na verdade, não dão ouvidos”, afirma ele.

“Afinal, o que o governo pode fazer é muito limitado. Ele não pode forçar as pessoas a terem filhos.”

 

O que isso significa para a China — e para o mundo?

Com cerca de um filho por mulher, a China tem uma das menores taxas de fertilidade do mundo, muito abaixo da taxa de 2,1 que manteria a população estável.

A redução populacional traz consequências socioeconômicas para a segunda maior economia do mundo, esgotando a força de trabalho e enfraquecendo a demanda dos consumidores.

O declínio populacional da China pode atingir, em efeito cascata, toda a economia global, gerando aumentos de preços em outras partes do mundo.

Outras economias asiáticas e de outros continentes apresentam taxas de natalidade similares. Mas são países muito mais ricos, proporcionalmente ao número de habitantes.

Isso permite que seus governos tenham margem maior para administrar o desequilíbrio causado pelo envelhecimento da população.

O perigo para a China é que o país está envelhecendo antes de enriquecer.

“Em quase toda a região, a população está caindo e envelhecendo”, explica Brown. “O fenômeno é mais crítico em locais como o Japão e Taiwan, mas a escala da mudança na China certamente é a maior.”

“Em relação à assistência social e outras formas de enfrentar o envelhecimento populacional e oferecer assistência aos idosos, a China ainda não atingiu os níveis de riqueza necessários”, alerta o professor.

Se os recursos para as pensões estiverem realmente diminuindo, como acredita a Academia Chinesa de Ciências Sociais (um organismo estatal), o país pode precisar correr contra o tempo para reunir fundos suficientes e atender sua população cada vez maior de idosos.

Mas Brown apresenta um otimismo cauteloso sobre a capacidade chinesa de resolver seus problemas populacionais a tempo.

“Eles provavelmente tentarão usar a tecnologia e detêm todo tipo de alavancas políticas para enfrentar estas questões”, afirma ele.

“Acho que as pessoas costumam ter ideias pessimistas sobre a capacidade da China de fazer as coisas. Mas, no fim, eles acabam encontrando uma solução.”

 

 

Vendas são efêmeras. A autoridade é perene

Por Tiago Ritter

 

Ao longo de mais de duas décadas atuando na interface entre informação e estratégia, tenho refletido sobre como o papel das organizações evoluiu. Em diferentes setores da economia, não basta mais apenas comunicar; é preciso ser o fio condutor da tomada de decisão.

Acredito que vivemos o auge da Inteligência Coletiva (Pierre Lévy). Neste cenário, as marcas que se destacam são aquelas que assumem a responsabilidade de serem curadoras de conhecimento para seus públicos.

Refletindo sobre as teses de Pierre Lévy e Chris Anderson, vejo três pilares que definem a maturidade institucional hoje:

” “: A relevância não está apenas nos grandes holofotes, mas na presença técnica e ética em cada nicho de influência;

̧̃ ̧: Quando uma organização ajuda seu stakeholder a decidir melhor, ela não está apenas comunicando, está gerando valor perene;

̧ : Vendas podem ser efêmeras, mas a autoridade construída através da transparência e do conhecimento é o que sustenta o longo prazo;

Seguir evoluindo essa visão é o que me motiva a transformar, todos os dias, informação em inteligência e parcerias em ativos estratégicos.

Como sua organização tem equilibrado a entrega de produtos com a oferta de conhecimento real para o mercado?

 

 

Corrida temática integra programação do Liquida Porto Alegre e promove bem-estar no Centro Histórico

 

Em sintonia com o conceito “Maratona de Ofertas”, o Liquida Porto Alegre 2026 contará com uma ação especial voltada à promoção de bem-estar e integração com a comunidade. Nesta quinta-feira, 26, será realizada uma edição temática do Salve Corre, com percursos de 4 km e 6 km. A concentração ocorrerá a partir das 19h30min, em frente à Agência Central do Banrisul, com largada prevista para as 20h. O movimento, já consolidado na cena da corrida de rua da Capital, reúne semanalmente corredores iniciantes, amadores e experientes em treinos gratuitos no Centro Histórico.

Segundo o organizador do Salve Corre, Luis Felipe Ogro, a iniciativa dialoga diretamente com a proposta da campanha. “A parceria com a CDL POA e o Liquida Porto Alegre está sendo consolidada por meio de um encontro de corrida que simboliza a ‘Maratona de Ofertas’, percorrendo pontos do Centro Histórico sem foco em performance, mas sim em celebração. A conexão está na ideia de correr para não perder o que há de melhor no Liquida”, afirma.

O trajeto de 6 km percorrerá pontos emblemáticos da região central, incluindo a Avenida Sete de Setembro, Casa de Cultura Mario Quintana, entorno da CDL Porto Alegre, Banrisul, Coliseu, Banrisul Andradas e a Escadaria da Borges. Já o percurso de 4 km terá início idêntico — estratégia pensada para gerar maior volume de participantes e integração entre os grupos — porém com nível de dificuldade menor, evitando subidas mais intensas no trecho final.

Ogro destaca que a corrida tem ganhado cada vez mais adeptos por sua simplicidade e acessibilidade. “A corrida é um esporte democrático, amplamente difundido e em crescimento contínuo no Brasil. É simples, funcional, acessível, amistoso e desafiador na medida certa. Mesmo um pequeno passo em direção à prática esportiva já pode fazer grande diferença na vida de alguém”, ressalta.

Criado em abril de 2024 a partir de um pequeno grupo de entusiastas, o Salve Corre cresceu rapidamente e hoje reúne centenas de participantes. “Em 2026, temos uma média de cerca de 400 pessoas por evento, mas já realizamos encontros com até mil corredores. Foi um crescimento que mostra que estávamos no caminho certo”, relata.

O aumento da prática também é perceptível nos espaços públicos da cidade. “Basta um passeio no parque para ver que sempre há alguém correndo. Os dados confirmam que a corrida cresceu muito e continuará crescendo. Nos encontros do Salve, vemos semanalmente muitos iniciantes, o que comprova essa tendência”, observa.

Os interessados em participar devem realizar inscrição prévia por meio do link oficial do evento, garantindo assim sua participação na atividade. A recomendação é efetuar o cadastro com antecedência, já que a ação costuma atrair grande número de participantes e as vagas podem ser limitadas por questões de organização e segurança.

 

SERVIÇO

Corrida temática Salve Corre — Liquida Porto Alegre 2026

Data: 26 de fevereiro de 2026

Local de concentração: Agência Central do Banrisul — Centro Histórico, Porto Alegre

Concentração: a partir das 19h30

Largada: 20h

Percursos:

* 4 km — trajeto com menor nível de dificuldade, sem subidas intensas no trecho final

* 6 km — percurso completo pelo Centro Histórico, incluindo pontos emblemáticos da região

Participação: Gratuita

Inscrições: no link do evento

Público:

Corredores iniciantes, amadores e experientes. Haverá pontos de hidratação fornecidos pelo Banrisul.

Recomendações aos participantes:

* Utilizar roupas leves e calçados adequados para corrida

* Manter hidratação antes, durante e após a atividade

* Evitar esforço além da própria condição física

* Chegar com antecedência para alongamento e orientações iniciais

* Seguir as instruções da organização durante todo o percurso

* Em caso de problemas de saúde, buscar liberação médica prévia

Organização: Salve Corre, em parceria com CDL Porto Alegre, Liquida Porto Alegre, Vero e Banrisul.

 

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