Você vai ler na coluna hoje: Empreender 40+, Menos correria, mais resultado: vamos falar sobre isso?, Como o SBT montou a programação para a Copa do Mundo, O marketing deve reforçar a confiança do cliente, diz CMO da Vibra, Depois dos 40, o jogo não desacelera, ele fica mais inteligente, Cinco tendências que vão acelerar os negócios em 2026, Veia Empreendedora: quando não fazer nunca foi uma opção,
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Empreender 40+
O Summit Empreender 40+ reuniu hoje uma sequência de palestras e painéis voltados para empreendedorismo, reinvenção profissional, inovação e experiência de mercado, tudo com um olhar muito centrado na ideia de que “bagagem virou vantagem”.
Entre os destaques do dia, a psicóloga Luciana Deretti trouxe a palestra “Invencível”, falando sobre resiliência, superação e a capacidade de transformar crises pessoais em força para empreender e continuar construindo. Já Manoel Soares apresentou “A Base é o Novo Topo”, defendendo que propósito, origem e identidade são ativos estratégicos e não obstáculos, para quem quer crescer nos negócios.
No campo da inovação, André Foresti chamou atenção com a palestra “Menos Prompt, Mais Thinking – A Era Humana da IA”, trazendo uma visão menos deslumbrada e mais prática sobre inteligência artificial. A provocação central foi clara: tecnologia ajuda, mas pensamento crítico, repertório e visão humana continuam sendo o diferencial real. Meio que um tapa elegante na histeria do “qual prompt mágico vai salvar meu negócio”.
Outro momento forte veio no painel com Dody Sirena e Nelson Sirotsky, mediado por Fábio Bernardi. O debate girou em torno de liderança, comunicação e experiência prática no empreendedorismo, mostrando como trajetórias longas ainda carregam muito valor num mercado obcecado por novidade instantânea.
Também passaram pelo palco nomes como Jorge Audy, falando sobre inovação e futuro, Cris Paz discutindo foco e produtividade, e Luciano Potter encerrando o evento com uma palestra sobre o poder das histórias e da escuta.
No fundo, o clima geral do evento pareceu girar em torno de uma ideia bem simples: experiência não garante sucesso automático, mas ignorá-la talvez seja uma das decisões mais burras que o mercado recente normalizou.
Menos correria, mais resultado: vamos falar sobre isso?
Se você trabalha com criatividade no modo “faz tudo ao mesmo tempo e reza pra dar certo”, esse convite é pra você.
Na Coluna do Nenê, a gente sabe bem como pequenos e médios times vivem no limite entre criatividade e caos organizado — principalmente quando a gestão de ferramentas vira um Frankenstein de acessos, logins e improviso.
Por isso, fica o convite:
Vem assistir ao webinar “Descubra o Potencial do Adobe CC Standard para Pequenos e Médios Times Criativos” — um papo direto ao ponto pra quem quer parar de perder tempo com desorganização e começar a escalar de verdade.
Durante o encontro, o Gabriel Klock vai mostrar como o Adobe Creative Cloud (na versão Standard) pode ajudar equipes de 2 a 9 pessoas a centralizar a gestão, organizar processos e ganhar produtividade sem complicar ainda mais a operação.
É o tipo de conteúdo que não fica só no discurso bonito — é sobre fazer a engrenagem rodar melhor, com mais controle e menos gambiarra.
Se teu time já cansou de se virar nos 30, talvez seja a hora de profissionalizar o caos.
Como o SBT montou a programação para a Copa do Mundo
Por Valeria Contado
Há menos de um mês para o início da Copa do Mundo Fifa, que começa no dia 11 de junho, o SBT, que exibirá 32 partidas do torneio com a N Sports, recebeu jornalistas em sua sede, em São Paulo, para oficializar os planos de cobertura da competição.
Durante o evento, executivos explicaram como os canais transmitirão a programação e cobertura do evento, com visão multicanais que abrangerá TV aberta, paga e conteúdo para o digital, por meio dos canais proprietários da N Sports, como é o caso do Desimpedidos.
No SBT, a programação aproveitará o DNA da emissora e da origem dos canais da N Sports, que trarão, além dos jogos e programas informativos, desafios e programas de auditório que farão cross com a competição.
De acordo com Tiago Galassi, diretor de esportes e programas do SBT, a parceria entre os dois veículos é importante para conseguir alcançar os diferentes públicos.
“Somos do esporte do entretenimento e da alegria. Vamos apresentar informação com leveza, diversão e entretenimento em um trabalho sempre feito para o povo brasileiro”, afirma.
Desenvolvimento da programação
Nesse sentido, a emissora trabalhou com Tiago Leifert que, além de narrador com Galvão Bueno, é um dos responsáveis por desenvolver a programação de Copa.
Leifert comentou que a intenção do SBT durante a cobertura é se diferenciar dos outros canais, a fim de trazer conteúdo que faça com que os espectadores se sintam próximos.
“Sabemos que o sinal [de transmissão] será igual para todo mundo, por isso nos preocupamos muito com a companhia, para que o público se sinta em boa companhia”, disse.
De acordo com Leifert, a intenção é que as pessoas queiram assistir ao torneio no SBT e na N Sports porque se sentem à vontade com as pessoas que aparecem na tela.
Para isso, os veículos pensaram em usar a estrutura que já têm, como os estúdios.
O SBT tem em seu complexo ccerca de 74 mil m² de área construída, com estúdios que são capazes de receber programa com plateia e grandes estruturas, além de quadras e campos esportivos.
Além disso, a ideia é aproveitar o restante da grade de programação para impulsionar a cobertura esportiva, e fazer cross com outras atrações.
“Aproveitaremos tudo o que o SBT tem. Certamente, todos os departamentos vão querer um pedacinho da Copa, e estaremos preparados para isso também”, comentou o narrador.
Marcas na Copa do SBT
O projeto comercial do SBT e da N Sports para a Copa já conta com 11 marcas, tendo como recém-chegada a Hyundai, que se une a Airbnb, Bem-Brasil, Carrefour, Esportes da Sorte, Friboi, Haleon, Mc Donald’s, PagBank, Seara e Shopee.
Os executivos afirmam que ainda existe espaço disponível para mais um anunciante.
Campanha de Copa
Para reforças as transmissões dos jogos na tela do SBT e da N Sports, as emissoras apresentaram uma campanha que tem como protagonistas os talentos que participarão da cobertura, como Galvão Bueno, o narrador principal, e Tiago Leifert. O filme é um convite para o torcedor acompanhar as partidas nos dois canais.
O marketing deve reforçar a confiança do cliente, diz CMO da Vibra
Por Fernando Murad
A Vibra apresenta nesta semana uma nova plataforma de marketing para os Postos Petrobras. Criada pela Africa Creative e sob o mote “Só Vem”, a campanha tem como proposta reforçar a brasilidade como ativo de confiança e qualidade, e busca garantir a preferência dos consumidores pela rede.
Além disso, a plataforma pretende posicionar os Postos Petrobras não apenas como um local de abastecimento, mas como “o destino onde qualidade, conveniência, tecnologia e hospitalidade se materializam”, segundo Mariana Santarém, vice-presidente de marketing e experiência do cliente da Vibra.
A proposta da campanha é traduzir em comunicação a presença da rede de postos na rotina dos brasileiros, seja como ponto de encontro, parada na estrada ou local de abastecimento nas cidades. O comercial pretende mostrar como tudo é melhor quando tem brasileiro e faz uma associação com os produtos da marca e seus diferenciais. Veja abaixo.
A estreia da campanha acontece enquanto o mercado internacional ainda sobre com os impactos que guerra no Irã tem causado ao segmento de combustíveis. “Em momentos de maior volatilidade e incerteza, o papel do marketing e da comunicação é justamente reforçar a relação de confiança com consumidores e revendedores”, afirma Mariana.
Ainda de acordo com a executiva, o foco da empresa é fortalecer atributos como qualidade, segurança, proximidade e credibilidade, para mostrar que a Vibra está preparada para garantir abastecimento e apoiar seus parceiros em diferentes cenários. “Em períodos de crise, as pessoas tendem a buscar marcas que conhecem e nas quais confiam, e nosso trabalho é preservar essa reputação construída ao longo do tempo, sempre com transparência, responsabilidade e atenção às necessidades dos consumidores”, diz.
Desdobramentos da plataforma “Só Vem”
“Só Vem” funcionará como guarda-chuva estratégico para todas as ações da marca em 2026, como patrocínios aos eventos do esporte a motor, como Stock Car, Copa Truck e provas de rally off-road, e eventos regionais, como Pecuária de Goiânia e o Circuito Sertanejo. A temática também terá desdobramentos em promoções nacionais.
Recentemente, a rede lançou a promoção “Torcida Premmiada”, que utiliza o App Premmia como interface para o ecossistema dos Postos Petrobras, que abrange as lojas BR Mania e os centros automotivos Lubrax+. O objetivo é oferecer benefícios imediatos, prêmios por meio de sorteios (SUVs Mitsubishi Eclipse Cross e motocicletas Yamaha) e incentivar o uso de combustíveis aditivados, que garantem o dobro de chances nos sorteios
A Vibra também terá ações de fidelidade, como o lançamento do “Domingo Aditivado”, que oferecerá descontos exclusivos via aplicativo para converter o consumidor ocasional em habitual. O plano de mídia inclui, ainda, estratégia de mídia multiplataforma, com patrocínio ao programa AutoEsporte, da Globo, e ativações em TV aberta e canais digitais focadas na performance de combustíveis e lubrificantes.
Maior rede de postos do País, os Postos Petrobras têm 7,5 mil unidades distribuídas em todos os estados do País, atendendo 30 milhões de clientes mensais. Em 2025, a Vibra atingiu a marca de 404 novos postos bandeirados, consolidando a liderança no setor de distribuição. Já as lojas Lubrax+ e BR Mania estão entre as 10 maiores franquias do País. O programa de fidelidade, por sua vez, acumula 21 milhões de utilizadores.
Depois dos 40, o jogo não desacelera, ele fica mais inteligente
Hoje o Empreender 40+ não só reuniu pessoas, ele reposicionou uma ideia inteira: a de que idade define limite.
Porque existe um mito silencioso no mercado de que, depois de certa fase, o jogo desacelera. Mas o que se viu ali foi exatamente o contrário. A idade, nesse contexto, não aparece como um freio — ela entra como diferencial competitivo.
Quem está nos 40+ já errou o suficiente pra reconhecer furada de longe. Já acertou o bastante pra entender o que realmente gera resultado. Já viu tendências nascerem, crescerem e morrerem — então não se impressiona fácil com qualquer novidade “revolucionária”.
E isso muda tudo.
Enquanto muita gente ainda está testando identidade, esse público já sabe quem é, o que quer e, principalmente, o que não quer mais tolerar, em negócio, em sociedade e na própria rotina. Isso traz uma clareza que acelera decisões e evita desperdício de energia.
A idade também traz repertório. E repertório, hoje, vale ouro. Em um mundo onde todo mundo tem acesso à mesma informação, o que diferencia é interpretação. É saber conectar pontos, ler cenários e agir com contexto, não só com impulso.
E talvez o mais interessante: não existe mais aquela ideia de “já cheguei lá”. Existe uma inquietação constante. Uma vontade real de continuar aprendendo, de se atualizar, de não ficar para trás — mas sem perder a essência no processo.
O Empreender 40+ deixou claro que envelhecer no mercado não é sobre perder espaço. É sobre ocupar espaço com mais consciência, mais estratégia e, muitas vezes, muito mais impacto.
No fim das contas, a idade não limita. Ela lapida.
Cinco tendências que vão acelerar os negócios em 2026
Por Caio Fulgêncio
Elaborado pela VML, o The Future 100: Latam 2026 analisa as principais tendências globais que podem transformar o mercado e impulsionar o crescimento no ano. A edição recém-lançada do relatório, pela primeira vez, se debruça sobre as especificidades da América Latina e como a região tem impactado o mercado global.
Os insights e os dados foram coletados pela Sonar, unidade de pesquisa e consultoria da agência do WPP, em um levantamento realizado entre 24 de setembro e 3 de novembro de 2025. Para o recorte latino-americano, foram entrevistados em torno de quatro mil adultos distribuídos entre Brasil, Argentina, Colômbia e México.
A metodologia assegurou amostras representativas de cada mercado em termos de idade, gênero e renda, permitindo, com isso, a identificação de 100 tendências em 10 setores estratégicos, que ajudam a mapear as transformações no consumo, na tecnologia e no comportamento social para o próximo ciclo.
Confira abaixo cinco tendências apresentadas pela pesquisa, sob a ótica da chief strategy officer (CSO) da VML Brasil, Stella Pirani:
1 – Entropismo
O entropismo diz respeito à capacidade de criar a partir do caos e da imperfeição. “As estéticas imperfeitas preparam o terreno para uma renovação criativa”, afirma o relatório, que é endossado por Stella: “Diante de um sistema de crises, o brasileiro transforma o ‘grit’ (garra) em renovação criativa”.
Na prática, para a comunicação das marcas, a tendência demanda a desconstrução da ideia de que o polido é sinônimo de qualidade. Para a CSO, em uma realidade saturada por filtros e perfeição gerada por inteligência artificial (IA), o impecável se tornou um sinal de alerta para o consumidor, por soar como artificial e, portanto, pouco confiável.
Dessa forma, abraçar o entropismo não é sobre beleza e feiura, mas sobre ser verdadeiro. Para marcas conservadoras, por exemplo, o argumento é estratégico: a imperfeição é a prova de humanidade e resiliência necessária para construir confiança real.
“No Brasil, essa estética é quase um retorno às nossas raízes de criatividade vibrante e mais ‘informal’, onde a beleza nasce da mistura e da vida como ela é. Convencer o conservadorismo exige mostrar que a estética limpa está morrendo por falta de alma. A autenticidade será o novo premium, e as marcas que insistirem no excesso de polimento correm o risco de se tornarem irrelevantes em um mar de mesmice algorítmica”, explica.
2 – Cultura dos mimos
A cultura dos mimos (ou treatonomics) é o gasto orientado ao prazer, a fim de proporcionar aos consumidores pequenos e valiosos momentos de alívio emocional. O traço comportamental, que ganhou relevância sobretudo nas gerações Z e millennials, obviamente, se torna uma oportunidade importante para as marcas.
“É fundamental em nossa economia volátil. O consumidor busca pequenos luxos acessíveis como ferramentas de bem-estar e manutenção do otimismo, transformando o consumo em um ato de resistência emocional”, explica a estrategista.
3 – Microdramas
De acordo com o The Future 100, os chamados microdramas se consolidam como uma nova maneira de gerar engajamento emocional. A CSO pontua que a ascensão do formato inverte a lógica tradicional: a marca deixa de interromper a história para se tornar a própria história. “Saímos da busca por um ‘grande impacto’ único para uma estratégica de recorrência e profundidade emocional”.
O desafio, na opinião da executiva, é manter a qualidade narrativa em 60 segundos, garantindo que a integração da marca seja orgânica o suficiente para não gerar ceticismo, mas potente o suficiente para converter o engajamento em ação imediata.
Stella acrescenta que essa fragmentação exige que as marcas operem como estúdios de entretenimento, em que o sucesso não é imediato apenas pelo alcance, mas pela capacidade de criar um “universo” onde o consumidor queira habitar.
“Em 2026, a conexão real nasce da fluidez. O conteúdo precisa ser nativo, ágil e, acima de tudo, humano, combatendo o ‘doomscrolling’ (prática de consumir notícias ruins compulsivamente) com narrativas que respeitem o tempo do usuário e entreguem valor emocional instantâneo”, complementa.
Exemplos recentes de microdramas são Tudo por uma segunda chance (Globo), A Vida Secreta do Meu Marido Bilionário (Bewings Entertainment) e Encontrei um Marido Bilionário e Sem Teto para o Natal (Zohar Cinema).
4 – Saúde mental e novo ativismo
Outro ponto de atenção, conforme a CSO, é a saúde social, que engloba, sobretudo, a importância dos vínculos e senso de comunidade para a saúde, combinada com a nova onda de ativismo, liderada pelas novas gerações, que se expressa nas redes sociais e em plataformas de conteúdo independente.
“Na nossa cultura, tão pautada pela conexão, o combate à solidão e a busca por comunidades reais tornam-se prioridades estratégicas. Ao mesmo tempo, o brasileiro exige que as marcas abandonem o discurso vazio por ações concretas. Neste ano, a relevância das empresas dependerá da capacidade de promover conexões humanas autênticas e de se posicionar com coragem diante das tensões sociais”, analisa.
5 – Novo fandom esportivo
O relatório aponta, ainda, que uma nova geração de fãs está impulsionando o universo esportivo, o que tem gerado como resposta novas parcerias entre marcas e diferentes modalidades. A força dessa troca representa uma certa democratização do esporte para novas audiências. “O esporte deixou de ser um evento de 90 minutos para se tornar um ecossistema de entretenimento contínuo. As marcas precisam migrar do ‘logo no uniforme’ para a cocriação de narrativas que expandam o jogo”, alerta a estrategista.
Stella ressalta que o novo fã, especialmente a geração Z e as mulheres, consome o estilo de vida, os bastidores e as histórias humanas via redes sociais e documentários, exigindo que o patrocínio seja uma conversa cultural, não apenas uma exposição de marca.
No País, a transformação do fanatismo esportivo recaiu diretamente sobre as plataformas de streaming. Exemplos importantes citados pelo estudo são a Case TV, que obteve os direitos de transmissão integral da Copa do Mundo nas plataformas digitais, demonstrando a preferência pelo consumo de conteúdo esportivo em ambientes nativos digitais, com linguagem e dinâmica da internet. A TV Globo também reforçou sua estratégia online, impulsionando o Globoplay e lançando a GE TV no YouTube, buscando competir pela atenção desse público.
Navegar nessa transição envolve estabelecer parcerias e cocriação com criadores que entendem e detém a confiança dessas comunidades digitais. Os anunciantes também podem focar em criar universos de storytelling onde o torcedor possa “habitar” a marca por meio de produtos exclusivos, experimentações imersivas e interações em tempo real. “Nesse novo cenário, a integração autêntica acontece quando a marca deixa de ser uma patrocinadora para se tornar uma facilitadora da paixão e da identidade do fã”, arremata.
Veia Empreendedora: quando não fazer nunca foi uma opção
Tem gente que aprende a empreender. E tem gente que simplesmente nasce com isso correndo na veia.
A tal da veia empreendedora não é sobre abrir empresa por status ou seguir tendência. É sobre inquietação. É sobre olhar pro óbvio e pensar: “isso podia ser melhor”. É não conseguir ficar parado quando enxerga oportunidade, mesmo quando ela vem disfarçada de problema.
Quem tem essa veia não espera cenário perfeito, nem validação externa. Faz com medo, faz sem garantia, faz porque a alternativa, não fazer, incomoda mais ainda. É o tipo de pessoa que transforma ideia em teste, erro em aprendizado e dificuldade em estratégia.
Não é romantizar. Dá trabalho, cansa, tira o sono. Mas também dá algo que pouca coisa entrega: autonomia, propósito e a sensação de estar construindo algo que é, de fato, seu.
Empreender, no fim, é isso: uma mistura de coragem com teimosia. E quem tem essa veia sabe, não é uma escolha racional. É quase um instinto.
Comunicar é Construir Sentido, Não Só Dizer Palavras
Ser comunicador, no sentido mais profundo, é assumir um papel que vai muito além da superfície das palavras. É lidar com aquilo que existe antes delas, pensamento, emoção, percepção, e aquilo que permanece depois, interpretação, impacto, memória. Comunicação não é o que você diz. É o que o outro entende, sente e carrega.
Existe uma ilusão confortável de que comunicar é transmitir uma mensagem. Mas, na prática, comunicar é negociar sentidos o tempo todo. É atravessar filtros invisíveis, experiências passadas, crenças, dores, repertórios, distrações. Por isso, quem comunica de verdade precisa desenvolver uma sensibilidade quase cirúrgica, perceber o não dito, antecipar ruídos, ajustar o discurso sem perder essência. Não é sobre falar melhor. É sobre fazer com que o outro realmente enxergue.
Ser comunicador também é, inevitavelmente, lidar com poder. Porque palavras constroem narrativas, e narrativas moldam realidades. Uma ideia bem comunicada pode abrir caminhos, legitimar movimentos, gerar transformação. Mas a mesma habilidade, usada sem responsabilidade, pode distorcer, manipular, esvaziar. Por isso, existe um ponto ético que separa quem comunica para gerar valor de quem comunica apenas para capturar atenção. E essa linha é mais tênue do que parece.
Há também um conflito constante entre profundidade e velocidade. O mundo digital recompensa o imediato, o simples, o facilmente digerível. Mas a comunicação que realmente marca exige tempo, tempo para pensar, para estruturar, para escolher o que entra e, principalmente, o que fica de fora. O comunicador precisa resistir à tentação de dizer tudo e aprender a dizer o essencial. Porque profundidade não vem do excesso, mas da precisão.
E talvez uma das partes mais difíceis, comunicar é se expor. Não só no sentido óbvio de aparecer, mas no sentido mais íntimo de revelar como você enxerga o mundo. Cada escolha de palavra carrega um posicionamento. Cada silêncio também. E isso cobra um preço, o risco de ser mal interpretado, de não ser aceito, de não gerar a reação esperada. Ainda assim, quem leva a comunicação a sério entende que não dá pra se esconder atrás de neutralidade o tempo todo. Em algum momento, é preciso sustentar o que se diz.
Ao mesmo tempo, ser comunicador não é sobre protagonismo constante. É sobre escuta. Sobre entender que, antes de construir qualquer mensagem, existe um contexto que precisa ser respeitado. Quem não sabe ouvir, não sabe comunicar, só ocupa espaço. A comunicação mais potente não é a que impressiona, mas a que encaixa. A que chega no momento certo, do jeito certo, para a pessoa certa.
Existe também uma dimensão quase invisível, o impacto acumulado. Nem toda comunicação gera reação imediata, e isso pode frustrar quem busca validação rápida. Mas mensagens consistentes, repetidas com coerência ao longo do tempo, constroem algo muito mais sólido, confiança. E confiança é o ativo mais valioso de qualquer comunicador. Não se conquista com um post viral, mas com alinhamento entre discurso e prática.
No fim, ser comunicador é viver nesse equilíbrio constante entre intenção e efeito, entre clareza e profundidade, entre expressão e responsabilidade. É entender que palavras não são neutras, elas direcionam, influenciam, constroem. E, talvez o mais importante, é escolher conscientemente como usar isso.
Porque comunicar não é sobre aparecer.
É sobre deixar algo no outro que continue fazendo sentido mesmo depois que você já terminou de falar.
No Fim, São as Conexões que Dão Sentido à Vida
A vida não é feita só de acontecimentos, mas de encontros.
Ao longo do caminho, a gente vai colecionando pessoas que, de alguma forma, nos atravessam. Algumas chegam devagar, quase sem fazer barulho, e quando percebemos já ocupam um espaço permanente. Outras vêm intensas, transformadoras, e mesmo que não fiquem, deixam marcas impossíveis de apagar. Cada relação, no seu tempo e na sua forma, vai moldando quem a gente é.
Porque ninguém passa pela vida intacto. A gente é feito de pedaços das conversas que tivemos, dos abraços que recebemos, das despedidas que doeram. Somos um pouco de cada riso compartilhado, de cada silêncio dividido, de cada vínculo que, por um momento ou por uma vida inteira, fez sentido.
Existem relações que nos constroem, que nos ampliam, que nos fazem enxergar partes de nós que nem sabíamos que existiam. E existem aquelas que nos desafiam, que nos quebram, que nos obrigam a crescer de um jeito que não escolheríamos, mas que, ainda assim, nos transforma. Nenhuma é em vão.
No fundo, o que a gente busca, mesmo quando não percebe, é isso: conexão. Ser visto de verdade. Ser entendido sem precisar explicar tudo. Ter com quem dividir o que pesa e o que transborda. Porque conquistas perdem o brilho quando não são compartilhadas, e dores parecem maiores quando enfrentadas sozinho.
Talvez o sentido da vida não esteja em grandes respostas, mas nesses pequenos e profundos encontros que vão costurando a nossa história. Nas relações que começam, nas que permanecem e até nas que terminam, mas continuam existindo dentro da gente.
No fim, o que fica não são os dias exatos, nem os detalhes perfeitos. O que fica são as pessoas. As conexões. Os vínculos que, de alguma forma, nos mudaram.
Porque viver, no fim das contas, é isso: se permitir encontrar e ser encontrado.