Durante os próximos dias , esta coluna passará a trazer artigos especiais de pessoas que são referência e têm papel fundamental no mercado da comunicação do Rio Grande do Sul — as nossas Vozes do Mercado. Nos próximos dias deste inicio de 2026, esses profissionais vão compartilhar suas expectativas, leituras de cenário e as tendências em que acreditam para o ano, ajudando a desenhar, em tempo real, o que está por vir. Vamos guardar cada uma dessas colunas com muito carinho, para que, ao final do ano, possamos revisitá-las, confrontar previsões com a realidade e compreender como 2026, de fato, foi se construindo passo a passo. Porém também traremos as notícias do mercado, em matérias, notas e artigos. Boa leitura!
Entre emoção, margem e dados : o novo jogo da comunicação
Por Carlos Toillier – VP de Mercado da Matriz
Todo começo de ano, o mercado entra no mesmo ritual.
Relatórios, listas, apresentações cheias de palavras novas para explicar um mundo que mudou. E segue mudando aceleradamente.
IA, dados, creators, retail media, CTV, personalização, performance, comunidade, enfim. Um admirável mundo novo a cada ano.
Voilà:
Campanhas mais conectadas, sistemas mais consistentes
Marcas deixam de pensar em ações pontuais e passam a operar ecossistemas contínuos de conteúdo, mídia, dados e experiência. O trabalho criativo ganha continuidade, escala e impacto ao longo do tempo. Cada vez mais, vivemos em uma sala de guerra permanente. O show não para.
Brandformance deixa de ser discurso
O mercado exige construção de marca com impacto mensurável no negócio. Quando a ideia pulsa, branding e performance caminham juntos. O mercado passa a reconhecer propostas criativas capazes de fortalecer marcas e, ao mesmo tempo, gerar resultados concretos, integrando emoção, estratégia e impacto real no negócio.
IA operacional (não mais experimental)
A inteligência artificial sai da fase de teste e entra no core:
- personalização em massa,
- ganho de escala na operação,
- análise preditiva.
Quem ainda “brinca” com IA ficará caro e lento.
Emoção como diferencial
Num mundo onde tudo é automatizável, a emoção está no centro das atenções.
Eficiência escala processos. Emoção escala marcas.
Creators como canal, não como mídia tática
Influenciadores passam a ser parceiros de construção de marca com contratos de médio prazo, co-criação e participação estratégica. E não só posts avulsos.
Retail Media vira pilar do plano
Redes de varejo, bancos e marketplaces se consolidam como players de mídia relevantes com dados próprios e alto poder de conversão. Retail Media não é tendência: é onde dados, contexto e intenção finalmente se encontram.
Cansaço do algoritmo e busca por curadoria
Consumidores começam a rejeitar a repetição algorítmica. Cresce o valor de:
- curadoria humana,
- marcas editoriais,
- narrativas com assinatura.
Grande oportunidade para os veículos encontrarem suas audiências onde e quando o público desejar no digital.
Dados próprios (first-party) como ativo crítico
Com menos cookies e mais restrições, quem tem relacionamento direto com o consumidor tem vantagem competitiva real. CRM, comunidades e conteúdo proprietário ganham centralidade.
Experiência física como resposta ao excesso digital
Eventos, ativações presenciais, experiências sensoriais e encontros reais ganham ainda mais tração agora integrados ao digital, não em oposição a ele. O pulo do gato é gerar conteúdo a partir de experiências memoráveis, ampliadas nas redes sociais. E, claro, produzindo dados para os clientes.
Agências cobradas como parceiras de negócio
Clientes exigem mais do que comunicação:
- visão estratégica,
- leitura de mercado,
- impacto em vendas,
- capacidade de orquestrar múltiplos canais.
Agência que não entende a dinâmica de receita, custo e margem do cliente perde relevância.
As tendências ajudam a mapear o cenário. Mas 2026 impõe algo maior: menos ansiedade por novidades, mais capacidade de integrar estratégia, criatividade, tecnologia e resultado. Em um mercado em movimento permanente, não vence quem corre mais rápido. Vence quem aprende a trabalhar melhor.
O Que Espero para 2026
Por Mara Bussolin – SBT RS
Acredito que tudo começa com uma avaliação do que está acontecendo em um cenário global. As tensões geopolíticas e as dinâmicas econômicas estão moldando o futuro. De um lado, temos o desafio da recuperação econômica pós-pandemia, onde alguns países buscam estabilidade em meio a rivalidades. O crescimento de tecnologias emergentes, como inteligência artificial e energias renováveis, está criando novas oportunidades e exigindo uma adaptação rápida. A sustentabilidade e a luta contra as mudanças climáticas se tornam temas centrais nas políticas internacionais, refletindo a necessidade de colaboração entre nações.
No Brasil, o país se prepara para um ciclo eleitoral que pode impactar significativamente sua trajetória econômica. Em 2026, espera-se que o Brasil enfrente desafios como desigualdade e inflação, ao mesmo tempo em que busca crescimento por meio de reformas estruturais. O agronegócio continua a ser um pilar essencial da economia, mas a diversificação em tecnologia e inovação é crucial para um futuro sustentável. A sociedade brasileira, diversificada e dinâmica, busca cada vez mais inclusão e representação, refletindo um forte desejo de mudança e progresso.
No Rio Grande do Sul, a expectativa é de que a economia se destaque, especialmente no setor agrícola, mas também busque diversificação. As eleições locais estarão no centro das discussões entre o povo gaúcho. A inovação e a colaboração entre os setores público e privado serão essenciais para enfrentar desafios como infraestrutura e gestão de recursos.
Na comunicação em 2026, acredito que será marcada pela interconexão entre os meios tradicionais e digitais, como já vem acontecendo nos últimos anos. A televisão, um dos principais meios de comunicação, ainda desempenha um papel crucial na formação de narrativas e na construção de comunidades. Somos um país com uma grande massa de classe C, que, apesar de ter poucos recursos, ainda encontra na televisão uma forma de entretenimento e diversão.
O desafio para os veículos de comunicação e para as marcas será a criação de projetos e planos que aproximem o consumidor de maneira mais autêntica e envolvente. Um dos fatos marcantes será a Copa do Mundo, que representará uma oportunidade única para contar histórias que ressoem com o público. É o momento de criar conteúdos mais verdadeiros e tocantes, capazes de conectar-se com todos.
A comunicação deve ser centrada na verdade e na proximidade, especialmente com o público C, que tem uma participação crescente nos meios de comunicação e é um consumidor ativo. Para 2026, acredito que devemos explorar essa conexão, utilizando a narrativa e a empatia para engajar o público.
O futuro apresenta um cenário repleto de oportunidades para aqueles que estão dispostos a pensar de forma diferente e se adaptar. A proximidade com o consumidor, a valorização de histórias autênticas e a sinergia entre televisão e digital serão essenciais para navegar neste novo ambiente. Ao abraçar a inovação e a inclusão, podemos construir um futuro mais brilhante e conectado.
Em 2026, busque o novo, aproveite as oportunidades e não fique parado. Eleições, Copa do Mundo, agronegócios, tecnologias: tudo deve ser encarado como um desafio para fazer diferente e entregar mais. Trabalhar de forma mais intensa e reavaliar constantemente tudo será o maior desafio neste cenário turbulento, mas apaixonante.
O que esperar de 2026?
Por Fernando Röhsig – Conselheiro de Administração
Nesta época do ano, além de prever como será o término de 2025, é hora de preparar a empresa para o que pode ocorrer ao longo de 2026. Quais parâmetros devemos usar neste momento de planejamento?
Abaixo os indicadores atualizados dos índices do previsto e do estimando para o atual exercício de 2025, mais o previsto para o ano 2026. É comum haver erros nestas previsões, por isso a sugestão é acompanhar semanalmente a publicação:
Nestas análises comparativas horizontais, pode-se verificar a queda lenta nas previsões da inflação medida pelo IPCA ao longo de 2025 e o aumento na taxa de juros indicada pela Selic – lembrando que esses dados levam em conta o momento da sua projeção. O juro real praticado no Brasil acima de 10% é um dos mais altos do mundo.
Seguem no radar os eventos geopolíticos e macroeconômicos, como a inflação, taxas de emprego e de juros praticadas pelos Bancos Centrais do Brasil, Europa e EUA, as novas tarifas de importação praticadas pelos EUA, bem como as guerras entre Ucrânia e Rússia e Israel e Hamas (Faixa de Gaza). A real situação da economia da China merece atenção constante. No Mercosul, pela proximidade, acompanhar Milei na Argentina e as movimentações norte americanas na Venezuela. Um novo ponto de atenção diz respeito às questões envolvendo o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) que podem ser considerados organizações terroristas pelos EUA, com desdobramentos na soberania brasileira. No Governo Federal e no Congresso Nacional os debates sobre o ajuste fiscal e a reforma tributária, num ano de eleições para a presidência da república, senador, governador, deputado federal e estadual. Regionalmente os efeitos na economia com as enchentes históricas dos últimos dois anos seguem influenciando os investimentos na infraestrutura pesada.
O grande ponto de atenção para 2026 será o início da queda da taxa de juros da Selic, projetada para encerrar o ano em +12,25%. Recentemente os economistas têm acertado nas projeções da Selic. A grande pergunta é se as projeções atuais de queda da Selic para 2026 realmente acontecerão e a partir de quando.
Estas previsões podem ser usadas como uma referência mas, como sempre reforço, não se pode apenas “esperar” por 2026. Não há como esperar por algo que não controlamos. O mais importante é seguir uma estratégia e monitorar constantemente as variáveis, adaptando e flexibilizando o que é possível controlar para capturar mais valor e atender as partes interessadas. O principal benefício de tentar antecipar o futuro é estar sempre preparado para mais de um cenário – seja ele bom ou ruim.
Frase: “Para ter um negócio de sucesso, alguém, algum dia, teve que tomar uma atitude de coragem”, Peter Ferdinand Drucker, escritor, professor e consultor.
Ainda dá tempo de dizer “Feliz ano novo!”?
Por Dani Sulzbach – Imobi
Toda a vez que entramos em um novo ano, pedimos saúde e paz, agradecemos as bênçãos e tudo de feliz e alegre que vivemos. E refletimos também sobre as situações difíceis que vivenciamos, os tombos que caímos, os momentos que nos levantamos, pois eles nos fortalecem e nos ensinam.
Por vezes, o noticiário nos faz acreditar que tudo está sempre errado. Contudo, é importante recordar que a vida é composta de diversos aspectos. Sendo assim, pessoalmente e profissionalmente, o ano de 2025 foi muito bom.
Espero e acredito que 2026 seja ainda melhor. A chegada de um novo ano sempre nos dá esperança – de novos horizontes, novos caminhos, novos desafios e muitas escolhas. Me empolga ver todas as possibilidades que podemos concretizar. Me anima sentir que mesmo que o tempo esteja passando muito rápido, seguimos crescendo, experimentando, vivendo. Me motiva sonhar com as viagens que pretendo fazer, os lugares que quero conhecer e aqueles aos que planejo voltar.
Profissionalmente, sou grata por trabalhar com o que gosto e seguirei meu caminho com propósito. Minha percepção é que 2025 foi um ano de estabilização do ambiente de negócios, uma vez que passamos pela pior enchente da história do nosso Estado e seguimos lidando com as consequências daquele cenário. Portanto, desejo que 2026 nos reserve maior tranquilidade para desfrutarmos das coisas boas da vida.
Pessoalmente, sigo no meu projeto de vida com leveza e delicadeza, próxima das pessoas que eu amo, vivendo com elas e para elas. Que consigamos ser mais empáticos e que não briguemos por bobagem (principalmente por política, em ano eleitoral).
Que busquemos harmonia e leveza desde as coisas mais simples às mais complexas da vida. Que tentemos estar em equilíbrio (ao menos, o suficiente para não pirar a cuca).
Que comemoremos o hexa! Que sejamos felizes, saudáveis e que tenhamos paz.
No mundo e nos nossos corações.
Para todos que estão lendo este texto, desejo que seu ano seja pleno, saudável e cheio de desafios. E que seja leve.
Aliás: ainda dá tempo de dizer “feliz ano novo!”?
PLANETA ATLÂNTIDA 2026
Tem vídeo novo no nosso canal de YouTube. Recebi Rafaela Zang (Gerente de Negócios do Grupo RBS) e Mari Rosa (da área de produtos e projetos da RBS TV) para discutir como o maior evento de entretenimento do Rio Grande do Sul é viabilizado. Um bate-papo detalhado sobre os bastidores comerciais e a organização do Planeta Atlântida 2026, que celebra os 30 anos do festival. Clica AQUI e confere.
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Crônica do Zé
Por José Maurício Pires Alves
2026 está começando e nós continuamos juntos.
Que bom, não é? Já estamos assim por 7 anos e já realizamos 275 apresentações.
E como tudo está bem entre nós, vamos em frente.
Quem sabe usando o velho pensamento: ano novo, vida nova.
Frase fácil de dizer, mas difícil de implantar pois as mudanças sempre nos assustam.
Eu creio que o pensamento positivo nos fará bem.
Porque ele eleva nossa autoestima melhorando o nosso sistema imunológico.
Acredito que nosso sucesso e bem-estar depende muito mais de nós mesmos que dos outros.
E este é o momento ideal para nos repensarmos.
Superar nossos medos, corrigir nossos defeitos, aprimorar nossas qualidades.
Mas não deixemos de sonhar. Sonhar alto.
Porque como dizia Fernando Pessoa,
“mais vale um sonho não realizado do que um sonho não sonhado”.
5 Tendências Que Vão Redefinir o Mundo do Trabalho em 2026
Por Bryan Robinson
Quando se fala em futuro do trabalho, a inteligência artificial costuma dominar o debate. A tecnologia já está transformando a forma como profissionais atuam, e fazendo empresas repensarem o próprio significado do trabalho. Mas, embora a IA seja o motor mais visível dessa mudança, está longe de ser o único.
A maioria dos especialistas vê a alfabetização tecnológica como competência central nas previsões para 2026, acompanhada de uma fluência cada vez maior na colaboração entre humanos e sistemas de IA. Ainda assim, é consenso que as transformações mais profundas vão além da tecnologia, apesar de muitas vezes serem consequência desses avanços.
Especialistas apontam outras tendências que devem redefinir a dinâmica do mercado de trabalho ao longo de 2026. De novas formas de liderar pessoas a mudanças estruturais na contratação e no papel do RH, cinco temas se destacam.
5 tendências de trabalho para 2026
- Power skills e humanidade estarão no centro da transformação
O futuro do trabalho pertencerá a quem conseguir equilibrar tecnologia com habilidades essencialmente humanas. Para Jen Paterno, cientista comportamental sênior da CoachHub, plataforma digital de coaching corporativo, o termo “soft skills” já não dá conta dessa realidade. “Esse termo minimiza o impacto de competências essenciais”, afirma.
À medida que a IA assume tarefas técnicas, ganham protagonismo habilidades que especialistas do setor passaram a chamar de “power skills“: inteligência emocional, criatividade, resiliência, curiosidade e influência social. “Essas competências são a base da liderança em um mundo moldado pela automação.”
Segundo a especialista, organizações que investirem no desenvolvimento dessas competências por meio de coaching, feedback contínuo e aprendizado não apenas acompanharão as mudanças, mas sairão na frente.
A mesma expectativa aparece entre os profissionais mais jovens. Holger Reisinger, vice-presidente sênior da Jabra, empresa global de tecnologia especializada em soluções de áudio e comunicação, observa que a Geração Z atribui às habilidades humanas o mesmo peso das técnicas. “Criados em um ambiente digital, eles entendem que, embora a IA replique conhecimento, não substitui conexão”, diz.
No processo de contratação, esse diferencial tende a ficar ainda mais evidente. Para Heidi Barnett, líder de aquisição de talentos da isolved, plataforma tecnológica de gestão de capital humano, destacar-se em 2026 será menos sobre competir com algoritmos e mais sobre provar humanidade. “Com a IA inundando os processos seletivos, os candidatos que se sobressaem são aqueles capazes de demonstrar impacto real, contar sua história com autenticidade e apresentar resultados concretos.”
Essa mudança de lógica também deve redefinir a lógica da produtividade. Cris Grossmann, CRO e diretor-geral da LumApps, plataforma de intranet corporativa, avalia que as empresas vão viver uma mudança de mentalidade: deixar de enxergar as pessoas como um custo a ser gerenciado e passar a empoderá-las. “Em vez de extrair mais dos profissionais, as empresas que terão sucesso serão aquelas capazes de liberar mais valor do próprio trabalho”, afirma. Para o executivo, tecnologias que fortalecem — e não substituem — funções da linha de frente serão decisivas nesse processo.
- Avaliação e retenção de funcionários passarão por mudanças
Outro pilar em transformação é a forma como empresas avaliam desempenho. Para Audra Stanton, head de produto da Ninety.io, plataforma de gestão empresarial, os modelos tradicionais ficaram para trás. “As avaliações anuais de desempenho são falhas.” A tendência, segundo ela, é que sejam substituídas por ciclos contínuos de feedback integrados a plataformas digitais.
Nesse novo formato, a IA terá papel central. Ao monitorar reuniões, identificar padrões de comunicação e sinalizar potenciais conflitos, sistemas inteligentes poderão alertar líderes em tempo real sobre a necessidade de feedback. “Deixa de ser um evento temido e passa a ser parte da rotina.”
A retenção, no entanto, não dependerá apenas de tecnologia. Tim Weerasiri, CFO da Ninety.io, ressalta que engajamento exige alinhamento de propósito. “Em 2026, gestores precisarão entender melhor para onde seus funcionários querem ir”, afirma. Segundo ele, oferecer projetos que extrapolem as atribuições formais do cargo será essencial para conectar crescimento individual e resultados do negócio. “Empresas que ignorarem esse movimento devem enfrentar taxas mais altas de rotatividade.”
- O trabalho remoto será um benefício competitivo
Embora o trabalho híbrido siga presente, o retorno ao presencial continua ganhando força. De acordo com uma pesquisa da Owl Labs, empresa de tecnologia especializada em soluções de videoconferência, 34% dos profissionais em modelo híbrido já vão ao escritório quatro dias por semana, um salto em relação aos 23% registrados em 2023. A tendência, conhecida como “hybrid creep”, indica uma redução gradual da flexibilidade.
Frank Weishaupt, CEO da Owl Labs, explica que esse movimento força as empresas a repensarem seus espaços físicos. Escritórios passam a ser redesenhados para favorecer colaboração, com mais salas de reunião informais e tecnologia adequada para integrar equipes presenciais e remotas. “Produtividade depende de colaboração eficaz, e as empresas estão investindo para viabilizá-la.”
Com isso, o trabalho remoto tende a se tornar um diferencial, e não mais a regra. Para Kara Ayers, vice-presidente sênior de aquisição global de talentos da Xplor Technologies, empresa global de software, a flexibilidade será um benefício premium. “Arranjos flexíveis se consolidam como vantagem estratégica para atrair e reter talentos que valorizam autonomia e equilíbrio entre vida pessoal e profissional”, diz.
- Desempenho e impacto mensurável redefinirão o papel do RH
Se antes o RH era avaliado por iniciativas, em 2026 ele será cobrado por impacto mensurável. Shane Hadlock, diretora de clientes e tecnologia da Paycom, empresa de tecnologia e gestão de capital humano, prevê que o foco estará na consolidação de sistemas e na adoção de arquiteturas tecnológicas integradas.
Para Ryan Starks, head de crescimento da Rising Team, companhia de tecnologia e consultoria de cultura organizacional, a pressão orçamentária será determinante. “Os CFOs vão analisar os orçamentos de RH como nunca antes, e cada real precisará se justificar”, afirma. Nesse contexto, soluções que não escalam e sistemas pouco adotados tendem a ser descartados.
Consultorias externas devem permanecer restritas ao nível executivo. No restante da organização, sistemas baseados em IA devem assumir funções antes delegadas a especialistas, replicando programas de desenvolvimento de liderança de forma contínua, acessível e em larga escala.
Segundo Starks, práticas burocráticas também perderão espaço. “O tempo gasto por gestores com formulários e coleta manual de informações tende a desaparecer.” O desempenho do RH passará a ser medido pela capacidade de devolver tempo às lideranças, permitindo foco em coaching, clareza e conexão.
- A lógica “skills-first” reduzirá o peso do diploma
Para Ayers, da Xplor Technologies, 2026 marca um ponto de virada na relação entre formação acadêmica e empregabilidade. O aprendizado no trabalho ganha novo status, com bootcamps corporativos e programas internos de capacitação se tornando investimentos padrão. Nesse modelo, diplomas tradicionais perdem centralidade.
Chris Graham, vice-presidente executivo de força de trabalho e educação comunitária da National University, dos EUA, concorda que a contratação baseada em habilidades deve avançar. Ainda assim, ressalta que o diploma continuará influenciando a renda. “Pessoas com bacharelado ganham, em média, 68% a mais por semana do que aquelas com apenas o ensino médio”, afirma.
Segundo ele, profissionais sem diploma seguirão encontrando oportunidades, mas muitos optarão por cursar uma graduação em paralelo, como forma de ampliar o potencial de ganhos no longo prazo.
Sinapro-RS lança Lista Referencial de Valores 2026
O Sistema Nacional das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul (Sinapro-RS) lançou no dia 2 de janeiro, primeiro dia útil do ano, a Lista Referencial de Valores 2026. Neste ano, o documento tem validade somente até 30 de abril. A partir disso, será substituído pela Lista Referencial de Valores Nacional, que passa a ser unificada em todo o país a partir de diretrizes do Sistema Nacional das Agências de Propaganda (Sinapro), que congrega a Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro) e os Sinapros estaduais. Esses terão autonomia para adesão e definição dos valores, conforme as realidades locais de cada Estado, mas a organização dos itens, nomenclaturas e demais diretrizes passam a ser unificadas nacionalmente. Nos primeiros meses de 2026, a Fenapro irá promover treinamentos e capacitações para que os Sinapros estaduais e as agências associadas possam compreender as mudanças e passem a utilizar o documento unificado.
A Lista Referencial de Valores é um importante balizador para todas as agências que atuam no Rio Grande do Sul, servindo como guia para os serviços e os preços praticados pelas empresas do setor no Estado. A atualização anual tem como base os valores recomendados para todos os serviços que fazem parte do portfólio das agências, incluindo peças e serviços digitais. Todos os itens constantes no documento foram revisados e atualizados, e os valores reajustados tendo como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A Lista é uma ferramenta utilizada essencialmente no atendimento de contas licitadas, mas também serve de referência para o mercado privado. Além do documento no formato tradicional digital, a versão para importação direta no Publi, software de gestão para agências, também já está disponível desde 2 de janeiro. Esse recurso traz ainda mais praticidade às agências no atendimento, formatação de propostas e negociação com clientes.
Com o objetivo de preservar a qualidade técnica dos trabalhos produzidos pelas agências gaúchas, a Lista recomenda desconto máximo dos custos internos de até 50%, mesmo nas situações de negociações de valores por circunstâncias especiais, a exemplo do montante da verba publicitária. O Sinapro-RS alerta que essa conduta é vital para a manutenção e o aprimoramento da qualidade dos serviços prestados pelas empresas do segmento, uma vez que descontos muitos elevados sobre os preços referenciados pela Lista têm o potencial de afetar negativamente a qualidade e o ritmo dos serviços prestados, fragilizando, a longo prazo, o mercado publicitário e prejudicando clientes e agências.
“Mais uma vez, pelo quarto ano consecutivo, trabalhamos com empenho para conseguir entregar a Lista Referencial de Valores já no primeiro dia útil do ano, o que sempre envolve grande dedicação e esforços do Comitê responsável por essa temática. Com isso, as agências que atuam com contas públicas, essencialmente, já têm acesso à tabela atualizada. Ela é uma importante base orientativa e de apoio na formação de preços e negociação de valores”, reforça o presidente do Sinapro-RS, Juliano Brenner Hennemann.
O documento pode ser solicitado gratuitamente pelos associados da entidade pelo e-mail sinaprors@sinaprors.com.br. Os demais interessados precisam pagar uma taxa para ter acesso ao material.
Um Negócio de US$ 50 bilhões
Por Eduardo Mendes
O The Wall Street Journal abriu 2026 explicando como os Reels se tornaram um negócio de US$ 50 bilhões. A reportagem recupera uma fala de Mark Zuckerberg de outubro, quando o CEO da Meta afirmou que o produto do Instagram e do Facebook já havia superado uma taxa anualizada de US$ 50 bilhões.
Há apenas cinco anos, o Reels era classificado como uma cópia apressada do TikTok, sem modelo de negócio. Ao fim do ano fiscal de 2025, a Meta deve superar a receita da Coca-Cola em 2024, de US$ 47,1 bilhões, e a da Nike no exercício encerrado em maio, de US$ 46,3 bilhões.
Na comparação com concorrentes diretos, a distância também chama atenção. Analistas citados pelo WSJ projetam cerca de US$ 46 bilhões em receita publicitária para o YouTube, enquanto a eMarketer estima US$ 17 bilhões para o TikTok.
Receita em escala industrial e atenção hiper concentrada ajudam a contextualizar um dos ensaios mais relevantes publicados em 2025 sobre mídia e consumo: Everything Is TV, de Derek Thompson. No artigo, ele sustenta que essas plataformas, independentemente do ponto de partida, evoluem para algo funcionalmente indistinguível da televisão.
A incorporação da dinâmica da televisão pelas redes sociais, por sua vez, tem um precedente mais antigo. O YouTube foi o primeiro a reescrever o manual de produção e distribuição de conteúdo, nos anos 2000.
No ano passado, a venture capital a16z trouxe uma premissa contraintuitiva baseada na tese de que o vídeo curto sempre foi a forma natural de consumo. Sua ascensão só esperava pela infraestrutura, distribuição e monetização corretas.
Em novembro, analisei o negócio bilionário da Meta com os Reels mirando o embate direto com YouTube e Netflix. Agora, o foco deve ser o mercado que eles estão criando.
Dados da Ampere Analysis compartilhados por Hernan Lopez estimam a receita global de SVOD em US$ 188 bilhões para 2025. A arrecadação anualizada de US$ 50 bilhões dos Reels da Meta, somada à do TikTok e do YouTube Shorts, indica que o vídeo vertical já responde por mais da metade de toda a receita do setor.
A Disney respondeu ao crescimento do vídeo vertical com um grande anúncio na CES 2026. A companhia anunciou a integração do formato em seu catálogo, incluindo o Disney+.
Na coluna de hoje para o InfoMoney explico por que a escalada do vídeo vertical não derruba só um padrão de formato, mas contempla uma realocação da atenção e do valor que pode questionar a própria definição de mídia.
Como observou Rex Woodbury, “mídia” segue sendo uma categoria subestimada no venture capital. O termo ainda é associado a publishers pressionados por audiência e margem, quando, na prática, as maiores empresas do mundo ( leia-se big techs) são impérios de mídia operando em escala industrial.
Elas redefiniram a mídia por uma ruptura tecnológica específica em cada geração, que foi o suficiente para capturar atenção, reorganizar o mercado publicitário e deslocar a mídia legada.
BAND RS REFORÇA EQUIPES COMERCIAL E DE PLANEJAMENTO NO INÍCIO DE 2026
Em um ano de eleições e Copa do Mundo, a Band RS começou 2026 reforçando as equipes comercial e de planejamento. Passam a fazer parte do time Vera Bavaresco, que ocupa a função de gerente comercial de rádios, e Fabiano Tavares, que ficará com a função de coordenador de planejamento, marketing e digital.
Com passagens por veículos como o Grupo RBS, Editora Globo e SBT, Vera ressalta o novo desafio, agora nas rádios do Grupo Bandeirantes: “Assumir uma função como essa, ainda mais em ano eleitoral (que tem toda a tradição da Band) e também ajudar na consolidação da Band FM, que estreou a menos de um ano aqui no Rio Grande do Sul, é uma responsabilidade, mas também uma oportunidade profissional. O editorial, a seriedade jornalística, as coberturas contundentes, são todas marcas da casa reconhecidas pelo mercado e pretendemos trabalhar elas como ativos na busca das metas da empresa”, diz.
Já Fabiano, que teve trajetória no marketing na Melnick, celebra a oportunidade de ampliar a experiência em outro campo profissional. “A digitalização do jornalismo tradicional veio para ficar, assim como a presença customizada dos veículos em eventos, fóruns e coberturas especiais no país e no exterior”. O profissional também se diz ansioso por criar novos projetos associados a marca do jornalismo da Band, ampliando sua presença nas redes sociais e em campanhas de fortalecimento da marca do Grupo.
O Diretor comercial da Band RS, Rodrigo Simch ressalta que o movimento da emissora no Estado reflete a “disposição de reforçar a marca através da ampliação de quadros, buscando o aprimoramento da equipe”.
Para Lisiane Russo, diretora-geral da Band RS, “a entrada desses novos colaboradores reforça a disposição do grupo em fortalecer sua relação com parceiros e anunciantes, além de estender seus conteúdos no mundo digital e na vida das pessoas”.
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