Empreendedor brasileiro é o “otimista adaptável” e outros artigos da semana – 11.03.2026

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Você vai ler na coluna de hoje: Empreendedor brasileiro é o “otimista adaptável”, Investimentos em martechs têm queda significativa em 2025, Protarget e Gramado apresentam painel no AXIS  Summit de Inovação Sustentável das Artes, 79% dos painéis de creator economy tratam creators como empresas, iFood oferecerá transmissão de jogos da Kings League Brasil no próprio aplicativo e IA na gestão de pessoas: menos controle, mais consciência.

 

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Empreendedor brasileiro é o “otimista adaptável”

Por Nizan Guanaes

 

Participei na semana passada do lançamento do Instituto B55, iniciativa criada por três empreendedores que mudaram o sistema financeiro brasileiro recentemente: Guilherme Benchimol (XP), David Vélez (Nubank) e André Street (Stone). O objetivo da iniciativa é simples e poderoso. Destravar o empreendedorismo no Brasil e ajudar a formar mais empreendedores capazes de construir empresas relevantes e duradouras.

Eu gosto de repetir uma frase que uso há anos. Empreender é um ato de construção nacional. Quem abre empresa no Brasil não está apenas criando riqueza para si. Está criando empregos, pagando impostos, formando gente e ajudando a organizar a economia real. Está, na prática, ajudando a construir o país.

O Brasil precisa entender que empresário não é parte do problema. Empresário é parte (insubstituível) da solução.

O B55 nasce com esse espírito. O Brasil é um país muito criativo para começar negócios, mas ainda pouco preparado para escalá-los. Temos milhões de empreendedores, mas ainda poucos construtores de grandes empresas globais. E isso precisa mudar, ainda mais agora com a inteligência artificial democratizando o acesso ao conhecimento e à produção.

O Brasil tem muito a seu favor neste momento histórico. Temos energia, temos água, temos terra produtiva, temos biodiversidade, temos uma agricultura altamente tecnológica, um mercado interno imenso e, principalmente, um povo profundamente empreendedor e trabalhador.

Eu digo sempre que, se o Brasil não foi ao futuro, o futuro veio ao Brasil. Poucos países no mundo reúnem tantas vantagens naturais e humanas ao mesmo tempo. Já somos um dos países mais digitais do planeta, com um sistema financeiro inovador, Pix, open finance e uma população altamente conectada.

O B55 parte de uma constatação simples: empreender é difícil em qualquer lugar do mundo e, no ambiente de negócios do Brasil, é ainda mais difícil. Falta capital, falta orientação, falta acesso à experiência de quem já percorreu o caminho. Quando você aproxima quem está começando de quem já construiu empresas gigantes e bem-sucedidas, o caminho do empreendedor fica mais curto, os erros evitáveis diminuem e a ambição aumenta.

Aprendi ao longo da vida que ninguém constrói nada grande sozinho. Empresas são construções coletivas. Ecossistemas de negócios são construções coletivas. Países também são construções coletivas.

O Vale do Silício não nasceu por acaso. Teve estratégia, cooperação e uma cultura profunda de incentivo ao empreendedorismo, fomentado por universidades de excelência, capital de risco disposto a apostar em ideias novas e uma cultura que não pune o fracasso, mas entende o fracasso como aprendizado. O Brasil precisa seguir essa linha.

Nos últimos anos, vimos nascer empresas extraordinárias juntando a excelência brasileira em finanças com o nosso alto engajamento digital e uma demanda imensa por serviços financeiros. A rápida ascensão de empresas como Nubank, XP, Stone, iFood e tantas outras provou que é possível construir gigantes a partir do Brasil. Isso muda o imaginário do país. Empreender é também um exercício de imaginação.

Quando alguém constrói uma empresa gigante, milhares de jovens passam a acreditar que eles também podem. E não há riqueza mais renovável do que talentos dispostos e bem nutridos.

Por isso iniciativas como o B55 são tão importantes. Elas ajudam a transformar experiência em aprendizado coletivo e trajetórias individuais de sucesso em patrimônio nacional.

Eu acredito profundamente no Brasil. Sempre acreditei. Somos um país jovem, criativo e resiliente. Pela mão do empreendedorismo, por exemplo, transformamos a alegria espontânea do Carnaval num negócio que gira bilhões de reais todo ano.

Somos um povo que resolve problemas todos os dias. Um povo que empreende muito mesmo com um ambiente de negócios que não ajuda. Imagine o que esse país pode fazer quando começarmos a jogar a favor dos nossos empreendedores, a favor de nossas empresas, a favor de nós mesmos.

Pedi ao ChatGPT outro dia que me definisse o arquétipo do brasileiro, e ele trouxe essa pérola: “o brasileiro é o otimista adaptável”. Afortunadamente, essa definição de brasileiro serve também para definir um empreendedor neste país em construção.

 

 

Investimentos em martechs têm queda significativa em 2025

Por Beatriz Polido

 

Em 2025, martechs brasileiras captaram R$ 142 milhões em investimentos em dez transações, queda significativa na comparação com 2024, quando o montante foi de R$ 1,3 bilhão em vinte transações.

Esses valores vêm de levantamento feito pela Liga Ventures.

O estudo foi feito com dados da ferramenta Startup Scanner, que acompanha informações de startups do Brasil e América Latina.

Apesar de se tratar de relatório ainda parcial, ou seja, pode haver mudanças até o próximo mês, os resultados já indicam tendência nítida: em 2025, os investimentos em startups de marketing e tecnologia recuaram.

Segundo Daniel Grossi, cofundador da Liga Ventures, 2024 teve grandes rodadas de investimento no mercado de marketing, algo que não aconteceu este ano.

 

Impulso em 2024

Os investimentos de R$ 1,3 bilhão no ano passado tiveram impulso de movimentações como os R$ 400 milhões captados pela CRM Bônus, os R$ 350 milhões pela Blip e a operação de R$ 300 milhões da Rock Encantech.

Este ano, a transação de maior valor ficou por volta de R$ 60 milhões.

O boom de startups se deu no período pós-pandêmico, momento em que houve baixa de juros e inflação também baixa.

Naquele cenário econômico, as economias começaram a procurar investimentos alternativos, ao mesmo tempo em que a digitalização avançava exponencialmente.

De fato, a transformação digital foi a causa dos grandes investimentos em startups, que contribuíram para a recuperação do mercado.

“O mercado flutua muito em termos de volume de investimento — não em número de transações — especialmente para martechs, porque fica muito dependente desses big rounds”, acrescenta Grossi.

 

Menor disponibilidade de capital

Ainda, diz o executivo, as martechs enfrentam cenário de menor disponibilidade de capital, ao mesmo tempo em que a ascensão da inteligência artificial (IA) acelera transformações profundas.

“O mercado de venture capital olha muito para iniciativas de IA, o que mudou a forma como as coisas são feitas. Muitas venture capital esperam para entender como isso vai realmente impactar o mercado”, afirma.

Apesar do clima de incerteza, o mercado de startups mostra amadurecimento notável, com players que ascenderam e ocuparam papel de líderes em suas cadeias, o que por si só contribui com a atração de capital.

Ainda, outro fator é a necessidade cada vez menor de investimento em players emergentes devido à integração de IA, o que contribui com o aumento de eficiência operacional para desenvolvimento.

“A própria maneira como os investidores vão aplicar seu dinheiro é impactada por esse movimento. Ao mesmo tempo, temos alguns campeões em cada categoria, que já ocuparam esse espaço de destaque no mercado”, afirma Grossi.

De fato, afirma, “para uma startup ocupar essa mesma transversalidade de players dominantes, como RD Station e CRM Bônus, é muito difícil. O que temos visto são muitas soluções com IA, que abrangem alguma etapa especifica dentro da cadeia de fidelização ou automação, em vez de tentar ocupar o espaço desses grandes players do segmento”.

 

Nova dinâmica das martechs

Ainda segundo o levantamento da Liga Ventures, o mapeamento abrangeu 463 startups ativas no País, que usam diferentes tecnologias para entregar soluções inovadoras.

Entre as martechs ativas fundadas entre 2020 e 2025, destacam-se as categorias de:

– Infraestrutura digital (18%),

– Marketing de conteúdo (16%),

– Automação de marketing (13%),

– Análise de dados e business intelligence (11%) e

– Marketing de influenciadores (9%).

Segundo Grossi, a categoria de marketing de conteúdo está sendo profundamente transformada pela IA generativa,.

Isso exige que as startups se adaptem e se reestruturem em ritmo acelerado.

Antes, essas empresas surgiam para otimizar fluxos de produção e oferecer ferramentas ágeis e acessíveis para criação de conteúdo.

Agora, com a chegada da IA, porém, grande parte dessas funcionalidades tem execução muito mais rápida e com alta qualidade, o que altera completamente a dinâmica do setor.

 

Criação com IA generativa

“O que temos visto são soluções que ajudam na parte de criação de conteúdo com IA generativa, porém com customizações que possam ser adaptadas para o perfil de cada marca”, diz Grossi.

Na categoria de influência, a IA ganhado espaço, principalmente, na produção de conteúdo.

Além disso, a tecnologia impulsiona o surgimento de plataformas de gestão de micro e nano influenciadores, com aplicações que vão desde a seleção e análise até o relacionamento com os criadores de conteúdo.

Ferramentas de métricas e avaliação de resultados de campanha também se expandiram, assim como soluções de transparência e auditoria, que se integram ao ecossistema de influência.

O levantamento realizado pela Liga Venture aponta, ainda, que as startups estão divididas em 15 categorias principais.

Entre essas, estão infraestrutura digital (13%); automação de marketing (11,9%); CRM (11,2%); análise de dados e business intelligence (11,2%) e marketing de conteúdo (10,8%).

Confira a lista completa:

 

Integração de IA e a nova faceta do mercado

De fato, a distribuição de startups ativas, é maior em São Paulo (47%), depois, Santa Catarina (11%), Minas Gerais (11%), Paraná (10%), Rio de Janeiro (7%) e Rio Grande do Sul (6%).

Além disso, 125 utilizam IA em suas soluções diárias, para aplicações como otimização da cadeia de suprimentos, monitoramento de ambientes e produtos, personalização de produtos e experiência do cliente.

Entre as tecnologias mais aplicadas pelas martechs, estão data analytics (43%); API (41%); IA (27%); dashboard (26%) e big data (22%).

“A IA entra em toda a jornada. Temos visto startups mais tradicionais incorporando soluções de IA, pois há demanda por posicionamento, enquanto uma nova geração nasce já nativa com a tecnologia”, acrescenta Grossi.

Portanto, em relação à maturidade das martechs, o levantamento da Liga Venture revela que 46% são emergentes, 21% estão estáveis, 18% são nascentes e 15%, disruptoras.

Segundo Grossi, os players adotam customizações de modelos de dados de forma a atender suas necessidades específicas.

“Temos visto muitas soluções dentro da cadeia de marketing: a IA está ajudando a escalar o desenvolvimento de novas tecnologias. Temos visto times mais enxutos, começando soluções novas e conseguindo fazer coisas grandes sem precisar de uma equipe tão grande assim”, afirma o executivo.

 

O futuro das martechs

O mercado brasileiro vive momento de estabilização no número de startups.

De fato, isso significa que a estabilidade não é apenas na área de marketing, mas acontece de forma geral.

Na comparação com outras categorias, as martechs foram as terceiras em volume de aquisições no ano passado, o que reforça movimento de consolidação do setor.

Assim, o ecossistema está aberto a startups que oferecem soluções especializadas e capazes de complementar o portfólio de empresas maiores.

“Acredito que duas coisas devem acontecer daqui para frente: o surgimento de startups que resolvem problemas específicos dentro da cadeia”, diz Grossi.

“O outro movimento”, afirma, “que ainda não vemos em grandes players, é o surgimento de startups que entregam em maneiras completamente diferentes de fazer marketing para aquela categoria, por meio da IA”.

 

 

Protarget e Gramado apresentam painel no AXIS  Summit de Inovação Sustentável das Artes

 

Um dos destinos turísticos mais reconhecidos da América Latina, e com posicionamento criado pela agência PROTARGET, estará no centro de uma das discussões do AXIS | Summit de Inovação Sustentável das Artes, que ocorre nos dias 10 e 11 de março, em Porto Alegre. No dia 11, das 11h15 às 12h, especialistas e gestores responsáveis por pensar a identidade da cidade turística participam da mesa “Place Branding: Construindo o Futuro de Gramado”.

O painel contará com a participação de Ricardo Bertolucci, secretário de Turismo de Gramado; Caio Esteves, fundador e Chief Strategy & Futures da N/Lugares Futuros; e Ricardo Müller, sócio e diretor de criação da Protarget. A mediação será de Tiago Rigo, professor da Famecos e coordenador de Marketing da PUCRS.

Durante o encontro, os palestrantes irão compartilhar reflexões e bastidores sobre como cidades podem construir marcas fortes e coerentes com sua identidade cultural, social e econômica. O debate também abordará o recente processo de reposicionamento turístico de Gramado, que ganhou nova campanha institucional assinada pela Protarget.

Intitulada “Gramado. Feita de histórias.”, a campanha apresenta uma nova narrativa para o destino, reforçando que a cidade vai além de seus tradicionais atrativos turísticos. O projeto buscou refletir o atual momento de transformação do município e destacar o papel de moradores, empreendedores e visitantes na construção da identidade local.

De acordo com Ricardo Müller, diretor de Criação e Estratégia da Protarget, o desafio foi traduzir a essência da cidade em uma proposta mais humana e contemporânea. “Mais do que destacar arquitetura, gastronomia ou o clima europeu, buscamos mostrar que Gramado é resultado das histórias que a moldaram e que continuam sendo criadas todos os dias”, explica.

A mesa integra a programação do AXIS, iniciativa inédita no Rio Grande do Sul que propõe conectar Sustentabilidade, Inovação, Economia Criativa e Cultura. O evento reunirá representantes da cultura, da academia, do poder público, além de investidores e marcas interessados no desenvolvimento de novas soluções e parcerias para o setor criativo.

Com atividades distribuídas entre a Escola de Comunicação, Artes e Design (Famecos/PUCRS) e o Tecnopuc, o summit ocorre na terça-feira (10), das 8h30 às 19h30, e na quarta-feira (11), das 8h30 às 20h30. A expectativa é receber cerca de 600 participantes.

 

 

79% dos painéis de creator economy tratam creators como empresas

Por Luiz Menezes

 

Essa será minha terceira vez no SXSW e mais um ano acompanhando de perto a trilha de creator economy e os assuntos que atravessam new gen.

Diferente da minha primeira experiência, quando tudo era novidade, agora vou para Austin com um olhar comparativo. Já não se trata apenas de observar tendências, mas de entender como o sistema está evoluindo.

A edição de 2026 contará com 3.059 sessões em diversos formatos, como painéis (304), mentorias (472), workshops (57), apresentações (94) e keynotes (5). O volume reforça o papel do evento como um dos principais pontos de leitura sobre cultura, tecnologia e negócios.

No recorte geracional, o movimento é curioso. Em 2025, as palestras que mencionavam diretamente a GenZ tiveram uma queda de aproximadamente 63% e a Gen Alpha um crescimento 50% em relação a 2025. A queda no número de sessões focadas exclusivamente em gerações não me parece perda de relevância, pelo contrário, fico com a sensação que o debate amadureceu. A geração deixa de ser tema isolado e passa a estar diluída nas discussões estruturais sobre trabalho, inteligência artificial, economia e cultura.

O InstitutoZ, núcleo de pesquisa da Trope-se, analisou 397 atividades dentro de oito trilhas: Brand Marketing, Tech & AI, Creator Economy, Culture, Design, Health, Sports & Gaming e Workplace, para mapear necessidades básicas, megatendências, macrotendências e microtendências.

Entre as necessidades básicas, “autoaperfeiçoamento” aparece em 54 palestras (13%), refletindo a pressão constante por atualização em um mundo acelerado por IA. “Controle” surge em 37 sessões (9%), indicando a busca por previsibilidade em ambientes mediados por algoritmos. Já “segurança” aparece em 32 painéis (8%), com debates sobre deepfakes, mídia sintética e insegurança profissional.

A megatendência dominante será a integração da Inteligência Artificial na rotina, presente em 98 palestras ou 24% do total. A IA não aparece mais como ferramenta isolada, mas como camada que reorganiza busca, compra, produção e tomada de decisão. O debate deixa de ser experimental e passa a ser operacional.

No campo da Creator Economy, que contará com 34 palestras (contra 36 em 2025, uma queda de 6%), a necessidade básica foi “reconhecimento”, citada em 8 palestras (23,5%), indicando que criadores deixaram de buscar só alcance e passaram a disputar reconhecimento concreto como profissionais e autores. “Creator Inc.” foi a megatendência mais presente, com 27 palestras (79%), reforçando como os creators querem ser vistos como profissionais e empresas.

Entre as macrotendências, “Empreendedorismo” aparece com força em 15 palestras (44%). Por fim, a “M.E.O (consumidor-criador)” se destacou como microtendência em 14 sessões (41%), mostrando que para os creators produzir sozinho deixou de ser exceção e virou estratégia central, impulsionada por IA, ferramentas acessíveis e mentalidade empresarial.

Além desses recortes, a análise também aponta outras forças estruturais que atravessam o evento. Entre as megatendências mapeadas nas atividades, “poder às pessoas” aparece em 55 sessões (13%) e “era da cura” em 49 palestras (12%), indicando uma busca por autonomia, reconstrução de confiança e novas formas de desenvolvimento em um ambiente digital instável.

No campo das macrotendências, “novos modelos de negócios” surge em 62 sessões (15%) e “economia da experiência” em 60 (15%), evidenciando um mercado que tenta operar além da lógica exclusiva do tráfego, valorizando comunidade, vivência e credibilidade. Já entre as microtendências, “fandom 3.0” aparece em 24 palestras (6%) e “Verif-AI” em 22 (5%), reforçando que pertencimento e verificação se tornam infraestruturas de valor em um ecossistema saturado por conteúdo sintético.

O que me chama atenção este ano é que o foco deixa de estar apenas no comportamento das novas gerações e passa a estar na arquitetura do mercado. Modelos de negócio, experiência, trabalho híbrido com IA e verificação de informação aparecem como temas centrais.

O ponto, agora, é entender quais desses movimentos fazem sentido para o Brasil e quais ainda dependem de maturidade estrutural. Somos um dos países mais relevantes em consumo de redes sociais e influência digital, mas ainda estamos ajustando nosso modelo de profissionalização da creator economy.

Este ano, quero realmente avaliar se essa evolução de maturidade ainda é um ponto de discurso, ou se realmente as pautas de creator economy e novas gerações têm demonstrado avanços claros, com aplicabilidade prática e real. E, como nos outros anos, meu objetivo é traduzir o que se aplica para a realidade latina e como tangibilizar as conversas em pontos de ações para o mercado.

 

 

iFood oferecerá transmissão de jogos da Kings League Brasil no próprio aplicativo

Por Redação Máquina do Esporte

 

O iFood anunciou uma nova frente em sua estratégia de patrocínio à Kings League Brasil e à CazéTV. A plataforma de entregas passará a transmitir as partidas de estreia e a final do segundo split do torneio diretamente em seu aplicativo.

A primeira exibição está agendada para esta segunda-feira (9), às 17h (horário de Brasília), com o confronto entre Podpah Funkbol Clube e Dendele FC. A iniciativa utilizará o sinal das transmissões geradas pela CazéTV e terá como foco reter o usuário no ecossistema da marca durante o consumo de entretenimento esportivo.

“Por meio da nossa tecnologia, proporcionaremos aos fãs da Kings League uma experiência ainda mais conveniente, permitindo que assistam aos jogos sem sair do nosso aplicativo”, disse Renata Lamarco, diretora de marketing do iFood.

Para direcionar o tráfego de usuários para a transmissão inédita, a empresa estruturou uma mecânica de engajamento focada em notificações. Durante o dia da estreia, a base de clientes do aplicativo receberá em seus smartphones o chamado “Game Push”.

Esse alerta funcionará como a porta de entrada oficial da ação, criando um atalho para que o consumidor acesse a partida ao vivo assim que abrir a plataforma de entregas.

 

Campanha

O iFood também divulgou uma nova campanha relacionada ao futebol para o iFood Benefícios, solução de benefícios corporativos da empresa. A peça é estrelada pelo ex-jogador e comentarista Denilson e pela humorista e criadora de conteúdo Luana Zucoloto.

Sob o conceito “Aceita que Vale Mais”, a ação explora o futebol de forma descontraída. A intenção é reforçar os benefícios do serviço, a partir da conexão com a paixão pelo esporte.

A campanha explora elementos clássicos do futebol, como o árbitro de vídeo (VAR), cuja sigla na campanha está ligada a “Vale-Alimentação e Refeição”.

“Nossa estratégia para este lançamento parte da força da marca e da conexão emocional que o futebol tem com os brasileiros. Denilson e Luana traduzem essa mensagem de forma leve e próxima, reforçando que o iFood Benefícios é a escolha que ‘vale mais’ tanto para a empresa quanto para o colaborador”, explicou Manoela Alves, head de marketing e crescimento do iFood Benefícios.

 

 

IA na gestão de pessoas: menos controle, mais consciência

Por Débora Fernanda

 

 

Quando falamos sobre tendências de RH para 2026, dois temas aparecem de forma recorrente: people analytics e inteligência artificial. Normalmente, essas discussões estão associadas à automação de processos, eficiência operacional e decisões baseadas em dados avanços importantes e necessários.

Segundo o “Panorama de Gestão de Pessoas, da Sólides”, 87,9% dos profissionais de RH já enxergam people analytics e IA como aliados estratégicos. Com sistemas cada vez mais sofisticados, o RH passou a coletar, integrar e analisar grandes volumes de dados para entender melhor o comportamento dos colaboradores, identificar padrões e apoiar decisões mais direcionadas.

Esse movimento é real e irreversível. Mas ele não esgota o potencial da tecnologia. Existe um uso menos óbvio e talvez mais transformador da inteligência artificial na gestão de pessoas: seu papel como suporte à liderança, ao autoconhecimento e à qualidade das decisões humanas.

 

A IA não lidera pessoas, mas evidencia a maneira com que os líderes lideram

A liderança continua sendo uma experiência profundamente humana. Emoções, contexto, cultura, história e relações não cabem integralmente em dashboards. Ainda assim, a IA pode funcionar como uma lente poderosa para ajudar líderes a enxergarem padrões que, no dia a dia, passam despercebidos: recorrência de conflitos, ciclos de desgaste do time, sobrecarga constante, ruídos de comunicação ou sinais sutis de desengajamento.

Quando bem utilizada, a inteligência artificial não decide no lugar da liderança, maas amplia a consciência sobre como se decide.

Recentemente, experimentei usar a IA não para analisar dados de pessoas, mas para refletir sobre a minha própria atuação como líder. A partir de situações reais e registros que fiz no chat ao longo de 2025 sobre decisões difíceis, conflitos, feedbacks, direcionamentos, ajustes e outras escolhas feitas ao longo do ano, pedi uma análise crítica sobre meus padrões de liderança e como eu poderia direcionar meu time de forma mais consistente em 2026.

O valor dessa experiência não esteve em receber respostas prontas. Esteve em ser confrontada com padrões: onde insisto demais, onde cedo antes da hora, onde evito conflitos, onde centralizo e até sobre decisões que poderiam ser compartilhadas.

Esse tipo de uso da tecnologia não substitui reflexão, maturidade emocional ou responsabilidade, mas provoca tudo isso.

 

O risco não está na IA, mas na liderança imatura

Muito se fala sobre os riscos da inteligência artificial reproduzir vieses humanos, especialmente em processos como recrutamento e seleção. Esse alerta é legítimo. Ferramentas de IA aprendem com dados históricos. Esses, por sua vez, carregam desigualdades, preconceitos e distorções.

Por isso, o uso responsável da tecnologia precisa ser um princípio inegociável no RH e na liderança.

Contudo, talvez o maior risco não esteja apenas no algoritmo, mas na forma como líderes utilizam a tecnologia para validar decisões pouco refletidas, acelerar processos sem empatia ou reforçar modelos de controle excessivo sob o discurso de eficiência. A tecnologia não cria líderes melhores sozinha. Ela apenas amplifica o que já existe.

 

O papel do RH em 2026

Em 2026, organizações que utilizarem inteligência artificial apenas para automatizar processos estarão atrasadas. O verdadeiro avanço estará em integrar tecnologia com intencionalidade, ética e maturidade de liderança.

Cabe ao RH não apenas implementar ferramentas, mas:

– educar lideranças sobre limites e responsabilidades no uso da IA;

– estimular o uso da tecnologia como apoio à reflexão, e não como atalho para decisões difíceis;

– garantir que dados sirvam às pessoas, e não o contrário.

A inteligência artificial pode, sim, tornar o RH mais estratégico. Mas isso só acontece quando ela é usada para aprofundar o olhar humano, e não para substituí-lo. No fim, o futuro da gestão de pessoas não será definido por quem tem os melhores algoritmos, mas por quem consegue usar a tecnologia para liderar com mais consciência, responsabilidade e impacto positivo.

A IA não substitui o humano. Ela escancara o quanto ainda precisamos evoluir como líderes.

 

Prompt para reflexão de liderança

Antes de encerrar, quero deixar uma dica prática, daquelas que a gente só compartilha quando realmente acredita no valor. Se você é líder e está curioso sobre como a inteligência artificial pode apoiar sua tomada de decisão, e não apenas automatizar processos, vale experimentar usá-la como um espaço de reflexão estruturada.

Não para buscar respostas prontas, mas para identificar padrões, pontos cegos e escolhas que vêm se repetindo ao longo do tempo. A provocação certa, feita com responsabilidade, pode gerar mais consciência do que muitos relatórios.

Prompt: “Com base nas decisões, dilemas e situações recorrentes que enfrentei ao longo do último ano como líder, faça uma análise crítica dos meus padrões de liderança. Aponte forças, riscos, pontos cegos e comportamentos que podem estar impactando meu time positiva ou negativamente. Considere aspectos como tomada de decisão, gestão de conflitos, comunicação, delegação, consistência e impacto emocional. Ao final, sugira ajustes práticos de postura e foco para que eu lidere de forma mais consciente, equilibrada e sustentável no próximo ciclo.”

Esse prompt é maduro (não terceiriza decisão); ético (não pede julgamento moral); profundo (vai além de eficiência); e alinhado com liderança real.

A tecnologia pode até ajudar a revelar padrões, mas a escolha de mudar ou não continuará sendo exclusivamente humana.

 

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