Você vai ler na coluna de hoje: Summit Empreender 40+ inicia venda de ingressos e divulga os primeiros nomes, A convergência entre retail media e OOH torna-se estratégica na jornada de compra, South Summit Brazil já é grande. Agora precisa elevar a conversa e se tornar indispensável, CEO da Dinamize vence torneio beneficente em evento paralelo ao South Summit e O CMO Summit 2026 deixou claro: marketing que não influencia o negócio vai virar operador de campanha.
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Summit Empreender 40+ inicia venda de ingressos e divulga os primeiros nomes
Estão abertas as vendas de ingressos para a segunda edição do Summit Empreender 40+, que se consolida como um movimento nacional voltado à valorização da maturidade profissional e à criação de novas possibilidades de carreira e negócios após os 40 anos. Mais do que um evento pontual, a iniciativa propõe uma mudança de mentalidade sobre longevidade profissional e protagonismo no mercado.
Marcado para o dia 13 de maio, no Teatro Bourbon Country, em Porto Alegre, o encontro terá uma programação de 10 horas, reunindo mais de 15 nomes relevantes no palco para compartilhar experiências, provocações e caminhos práticos sobre reinvenção profissional, empreendedorismo e inovação. A expectativa é atrair empreendedores, executivos, profissionais em transição de carreira e lideranças interessadas em transformar a trajetória em novas oportunidades. Os ingressos já estão disponíveis na plataforma Uhuu!.
Entre os nomes já liberados pela organização estão a especialista em marketing Cris Paz, o empresário Dody Sirena, a psicóloga e psicanalista Luciana Deretti e o estrategista de inovação André Foresti. Um dos destaques da programação é a participação da banda brasileira Tchê Guri, que sobe ao palco para apresentar, de forma inédita, a palestra “Nosso Negócio é Música”, um dos principais lançamentos dentro do Summit Empreender 40+. Na apresentação, o grupo compartilha aprendizados reais de mais de 35 anos de carreira, traçando um paralelo entre os desafios de uma banda e a gestão de uma empresa. A proposta combina música e conteúdo para abordar temas como liderança, trabalho em equipe, tomada de decisão e construção de marca de forma leve, prática e inspiradora.
Idealizado por Fabinho Vargas, Fábio Bernardi e Fernando Puhlmann, o Summit integra o ecossistema Empreender 40+,
reforçando seu papel como catalisador de conexões, conhecimento e novas narrativas sobre carreira no Brasil. A primeira edição, realizada em 2025, reuniu centenas de participantes e abriu espaço para um debate relevante sobre reinvenção profissional no país, posicionando o movimento como um ponto de encontro para quem busca transformar a experiência em ativo estratégico.
Serviço Summit Empreender 40+ 2026
Data: 13 de maio de 2026
Local: Teatro Bourbon Country (Av. Túlio de Rose, 80 – Jardim Europa, Porto Alegre/RS)
Ingressos para o Summit Empreender 40+: AQUI!
Mais informações: Empreender40mais.com
Sobre o Empreender 40+
O maior ecossistema de empreendedorismo para quem tem mais de 40 anos do Brasil. Nasceu da convicção de que a maturidade profissional é uma vantagem, não um obstáculo. O projeto é um movimento que conecta profissionais experientes, oferecendo ferramentas, conhecimento e uma rede de apoio para transformar trajetórias em novos sucessos empresariais. O ecossistema realiza eventos, programas de imersão, podcast, canal do YouTube, mentorias de capacitação, livros, workshops e ativações de networking para criar uma rede de conhecimento, debates e conexões que potencializam a experiência como um diferencial no mercado.
A convergência entre retail media e OOH torna-se estratégica na jornada de compra
Por Bruna Magatti
Em 2026, o mercado publicitário vive um ponto de inflexão: a convergência entre o out of home (OOH) e o retail media deixa de ser tendência e passa a estruturar uma nova lógica de comunicação — mais próxima da conversão, orientada por dados e integrada à jornada real do consumidor.
Para os especialistas em OOH, uma das maiores tendências em retail media neste ano está na expansão das redes de mídia próprias dos varejistas, na maior integração entre mídia online e comunicação nas lojas físicas, no crescimento do DOOH (digital out of home) dentro de ambientes de varejo, além de avanços em mensuração e atribuição de vendas e no uso cada vez mais sofisticado de dados proprietários para segmentação e planejamento de campanhas.
“O OOH entrega presença física, atenção e impacto no mundo real. O retail media agrega dados de compra e proximidade com o momento da decisão. A soma dessas duas forças transforma o ponto de venda em um ambiente de comunicação extremamente eficiente. Na prática, a loja virou mídia e passou a fazer parte da jornada completa do consumidor”, afirma Hugo Vieira, COO da NEOOH, que concorda que o próximo grande movimento, já em andamento, está justamente na digitalização do espaço físico, com telas digitais em lojas, ativações inteligentes e integração com dados de comportamento e mobile. “Quando conectamos presença física, dados e tecnologia, criamos um ambiente de comunicação extremamente poderoso. O OOH entra com alcance, atenção e impacto. O retail media acrescenta dados e proximidade com a decisão de compra”, acrescenta.
South Summit Brazil já é grande. Agora precisa elevar a conversa e se tornar indispensável
Por Oreste de Andrade Junior
Atenção! Alerta para conteúdo crítico com o intuito de iniciar uma conversa construtiva: chega de oba-oba, vamos avaliar a fundo os cinco anos de South Summit Brazil. Criamos um evento relevante, sem dúvida. Mas, na minha opinião, é hora de dar um passo adiante.
O balanço é claro: o South Summit Brazil já provou que sabe atrair público, mobilizar marcas, projetar Porto Alegre e gerar visibilidade internacional. Isso tem valor e precisa ser reconhecido. Mas, depois de cinco edições, tamanho já não basta.
O que deve vir pela frente é uma nova etapa de maturidade: mais densidade e menos pirotecnia, menos conteúdo chapa-branca e mais inteligência que provoque, mais acesso e menos elitização, mais autonomia financeira e menos dependência do setor público.
O melhor exemplo está em Gramado: internacionalizar a marca, ampliar capital privado e valorizar o ineditismo para transformar presença em acontecimento.
É esse o próximo salto que o South Summit precisa dar — deixar de ser apenas um grande evento e se tornar, de fato, um evento indispensável.
CEO da Dinamize vence torneio beneficente em evento paralelo ao South Summit
O CEO da Dinamize, Jonatas Abbott, conquistou o primeiro lugar na 3ª edição do Poker Night Beneficente, evento que ocorreu em paralelo ao South Summit Brazil 2026, em Porto Alegre (RS). Realizado no Instituto Caldeira, o torneio foi organizado pelo Silva Lopes Advogados e a Primus Ventures, com apoio da Oracle. Todo o dinheiro arrecadado, cerca de R$ 7 mil, será destinado ao Programa Amanhã Tech, do Fundo Amanhã.
“Foi uma honra participar do Poker Night, ainda mais por ser um evento beneficente, que destinou os recursos arrecadados para a Amanhã Tech, iniciativa voltada ao desenvolvimento tecnológico e social”, frisa Abbott.
A competição reuniu representantes de 50 empresas, entre CEOs, fundadores e investidores do ecossistema de inovação e tecnologia, rompendo com a formalidade dos tradicionais jantares de negócios.
O Programa Amanhã Tech, do Fundo Amanhã, conecta estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) ao universo da inovação e da tecnologia. Desde que foi criado, em 2011, quase 2 mil estudantes foram impactados. O projeto forma profissionais que buscam se destacar no mercado por meio de capacitações técnicas e comportamentais, mentorias, hackathons e projetos reais.
O evento reforçou o caráter de integração entre diferentes players do ecossistema de inovação e tecnologia. Além disso, integrou a programação paralela ao South Summit Brazil 2026, no Cais Mauá, em Porto Alegre, e é considerado o maior evento de inovação e tecnologia da América Latina.
Tensões culturais redesenham o consumo e colocam a confiança no centro do Marketing
Por Priscilla Oliveira
A dinâmica entre marcas e consumidores entra em 2026 atravessada por um conjunto de tensões estruturais que reorganizam comportamento, consumo e influência no Brasil. A combinação entre instabilidade econômica, sobrecarga informacional, avanço da inteligência artificial e crise de confiança nas instituições cria um ambiente mais complexo e menos previsível para decisões de consumo, de acordo com a pesquisa “Tensões Culturais 2026”, conduzida pela Quiddity com 1.355 entrevistados.
Esse cenário produz um consumidor mais cansado e seletivo, que passa a operar sob uma lógica de redução de risco. A expectativa positiva em relação ao futuro convive com sinais claros de exaustão: 78% dos brasileiros acreditam que 2026 será melhor do que o ano anterior, mas apenas 46% afirmam ter iniciado o ano com energia.
Ao mesmo tempo, 45% dizem se sentir sobrecarregados, um dado que ganha ainda mais relevância quando combinado com a pressão financeira, já que 58% avaliam sua situação econômica como neutra ou ruim e 71% declaram gastar tudo ou mais do que ganham.
O consumo deixa de ser apenas aspiracional e passa a ser cada vez mais funcional. O valor percebido se desloca para aquilo que reduz esforço, simplifica decisões e oferece retorno mais imediato, seja financeiro, emocional ou prático. A abundância de informação, que poderia ampliar repertório, atua no sentido oposto.
O excesso de dados, opiniões e estímulos intensifica a fadiga cognitiva e dificulta a distinção entre o que é relevante e o que é ruído, tornando o processo decisório mais lento e mais racionalizado. A consequência é uma erosão da confiança. Instituições, marcas, influenciadores e até meios de comunicação enfrentam níveis elevados de ceticismo, enquanto a credibilidade se concentra em círculos mais próximos, como família, amigos e comunidades.
Do excesso de informação à escassez de confiança
Essa mudança altera o funcionamento do próprio sistema de influência. A escala deixa de ser garantia de impacto, e a validação social passa a acontecer de forma mais distribuída e localizada, com maior peso para relações de proximidade e recorrência.
A inteligência artificial intensifica essa ambiguidade. Ao mesmo tempo em que amplia produtividade e acesso à informação, também gera ansiedade e insegurança. Um quarto dos brasileiros afirma que as mudanças tecnológicas são fonte de tensão, enquanto 24% demonstram preocupação com a substituição de suas funções no trabalho.
Ainda assim, a tecnologia ocupa novos papéis no cotidiano, inclusive no campo emocional. Parte dos usuários já utiliza ferramentas de IA como espaço de escuta e aconselhamento, indicando que a relação com a tecnologia ultrapassa o campo funcional e passa a impactar dinâmicas humanas mais profundas.
Esse conjunto de transformações favorece o crescimento das comunidades como espaço de pertencimento e troca. Atualmente, 75% dos brasileiros participam de algum tipo de comunidade, seja digital ou presencial, o que evidencia um movimento de descentralização da influência.
Tensões que estruturam o consumo
A recomendação entre pares ganha força, enquanto ambientes percebidos como artificiais ou excessivamente mediados, como comunidades centradas em influenciadores, enfrentam rejeição crescente. As tensões que estruturam esse cenário — entre esperança e exaustão, ambição e frustração, conexão e solidão, fascínio tecnológico e ansiedade, além da distância entre expectativas individuais e percepção coletiva — funcionam como chaves de leitura para entender o comportamento atual.
Elas indicam que o consumidor não responde mais a estímulos lineares, mas a contextos complexos, nos quais fatores emocionais, econômicos e culturais atuam de forma simultânea. A partir desse ambiente, algumas direções se consolidam. A busca por transparência ganha centralidade, com consumidores demandando coerência entre discurso e prática, além de maior visibilidade sobre processos, origem e impacto.
A saúde mental e o autocuidado se estabelecem como territórios relevantes de consumo, ampliando o papel das marcas na oferta de suporte e bem-estar. Ao mesmo tempo, há uma valorização crescente da simplicidade, com expectativa por jornadas mais fluidas, comunicação mais direta e redução de fricção em todos os pontos de contato.
O movimento também se reflete na retomada do presencial e na valorização de experiências fora do ambiente digital, como viagens, eventos e atividades culturais, que funcionam como contraponto à saturação de telas. Em paralelo, identidade e cultura local ganham protagonismo, impulsionando a relevância de expressões regionais, criadores independentes e narrativas mais enraizadas na realidade do consumidor.
A construção de valor passa a depender menos da capacidade de amplificação e mais da consistência na entrega. Reduzir complexidade, oferecer utilidade concreta e construir relações de confiança tornam-se elementos centrais em um ambiente em que atenção é escassa, mas a credibilidade é ainda mais limitada.
Tendências que emergem para o Marketing
A partir dessas dinâmicas, algumas convergências ganham força e ajudam a orientar estratégias:
- Transparência como ativo competitivo
A busca por verdade se traduz em demanda por rastreabilidade, bastidores e coerência entre discurso e prática. Marcas passam a ser avaliadas pela capacidade de demonstrar, não apenas comunicar.
- Autocuidado e bem-estar como território de marca
O avanço de temas ligados à saúde mental, equilíbrio e qualidade de vida amplia oportunidades em produtos, serviços e comunicação. O consumo passa a incorporar dimensões emocionais mais explícitas.
- Simplificação da jornada
Em um ambiente de sobrecarga, reduzir fricção se torna diferencial competitivo. Isso se reflete tanto em UX quanto em linguagem e proposta de valor.
- Valorização do presencial e da experiência
Eventos, viagens e atividades offline ganham relevância como contraponto ao excesso digital, reforçando o papel da experiência como construção de valor.
- Identidade e cultura local como diferenciais
Movimentos como o “Brazilcore” e a valorização de criadores regionais indicam um deslocamento para expressões culturais mais autênticas e territorializadas.
O CMO Summit 2026 deixou claro: marketing que não influencia o negócio vai virar operador de campanha
Por Wanderley Scarpignato
Dois dias. Mais de 400 palestrantes. 6 mil pessoas no Expo Center Norte. E uma pergunta que atravessou cada painel, cada keynote, cada roundtable:
O marketing voltou a ser estratégico — ou ainda está tentando provar que merece estar na mesa?
Aqui estão os insights que mais me fizeram repensar:
IA é infraestrutura, não diferencial competitivo A Localiza&Co mostrou agentes de IA rodando em CRM, SEO, mídia e criação. Mas a CMO Tatiana Rocha foi direta: “Não se delega estratégia de marca para a IA, sob risco de fazer tudo igual.” IA acelera. Quem pensa, ainda somos nós.
Hiperpersonalização saiu do PowerPoint O Banco Inter opera com “next best action” em tempo real para cada um dos seus clientes. A RaiaDrogasil reduziu o tempo de criação de 8 dias para 80 minutos com IA — e agora consegue testar centenas de mensagens por jornada. “Segmentação olha para o passado. Personalização é prever daqui pra frente.”
Growth resolve o hoje. Branding resolve o amanhã. Essa frase saiu de um painel com Inter, Nubank e Boticário e resumiu o que muita empresa ainda trata como opostos. Não são. Um sem o outro é curto-prazismo ou romantismo de marca.
O funil morreu. A marca ficou. A jornada do consumidor não é mais linear — e a IA está virando canal de descoberta, educação e convencimento. Quem chega via LLM já chega mais qualificado. Isso não mata o funil. Muda a lógica de como você constrói autoridade.
CMO que não fala com CFO ficou para trás Uma das discussões mais desconfortáveis do evento: o marketing perdeu protagonismo para produto, tecnologia e operação. O caminho de volta passa por assumir responsabilidade por crescimento real — não só por campanha bonita.
E o Toguro fechou o evento O influenciador da Cimed fez a plenária de encerramento. Polêmico? Sim. Mas o case é real: branding que cresce não fazendo o óbvio, com escala massiva e alinhamento total com o DNA da marca. Às vezes o marketing mais estratégico vem de quem nunca fez um MBA.
O CMO Summit continua sendo o termômetro mais honesto do marketing brasileiro. E o recado de 2026 foi claro:
Marketing que apenas executa, vira custo. Marketing que influencia decisões, vira vantagem competitiva.
E você, qual insight te provocou mais?
EDIÇÃO ESPECIAL
A coluna de notas do Nenê terá uma alteração excepcional nesta semana. Em função da Sexta-Feira Santa, não haverá publicação na sexta-feira.
Assim, a coluna será publicada antecipadamente nesta quinta-feira, em edição especial, mantendo o compromisso de levar aos leitores as principais informações e bastidores.
Amanhã, portanto, tem coluna de notas do Nenê Zimmerman.