Você vai ler na coluna hoje: “Lugar de 50+ é no mercado de trabalho”, um slogan necessário, mas ainda insuficiente, Estudos indicam que crianças que convivem com idosos regularmente demonstram maior compaixão e responsabilidade em suas interações sociais, Comunicação em 2026: ler sinais ou só reagir?, Texto: Luciano Deos, YouTube testa anúncios de 90s: evolução ou excesso?, O vídeo deixou de ser só um formato faz tempo. Hoje, ele é praticamente o ambiente onde o brasileiro vive, Texto: Patricia Knebel.
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“Lugar de 50+ é no mercado de trabalho”, um slogan necessário, mas ainda insuficiente
Jeferson Motta
Há frases que não apenas comunicam, elas provocam. O slogan “lugar de 50+ é no mercado de trabalho” cumpre esse papel com precisão: confronta um preconceito estrutural ainda silencioso, porém profundamente enraizado, o etarismo.
Mas, ao mesmo tempo em que é forte, ele revela uma contradição incômoda: ainda precisamos afirmar o óbvio.
O pano de fundo: um mercado que envelhece, mas não amadurece
O Brasil está envelhecendo e rápido. Segundo o IBGE, até 2030 o país terá mais pessoas acima de 60 anos do que crianças e adolescentes até 14. Essa inversão demográfica não é uma projeção distante; é uma realidade em construção.
No entanto, o mercado de trabalho não acompanha essa transição na mesma velocidade.
Dados do IPEA mostram que profissionais acima de 50 anos enfrentam maior tempo de recolocação e menores taxas de reinserção, mesmo quando possuem alta qualificação. Não é falta de competência. É filtro invisível.
Experiência: ativo estratégico ou critério de exclusão?
Existe um paradoxo corporativo evidente:
• Empresas buscam maturidade, visão sistêmica e capacidade de decisão.
• Mas descartam, silenciosamente, quem mais acumulou essas competências.
Profissionais 50+ não carregam apenas anos de carreira, carregam repertório. Já enfrentaram crises econômicas, mudanças tecnológicas, transformações culturais e ciclos completos de mercado. Essa bagagem não é um custo. É vantagem competitiva.
Ignorar isso não é apenas injusto. É ineficiente.
O risco de um discurso incompleto
O slogan é potente, mas ainda defensivo. Ele reivindica espaço quando, na verdade, deveria afirmar protagonismo.
Porque o verdadeiro avanço não está apenas em dizer que o 50+ pode estar no mercado. Está em reconhecer que o mercado precisa do 50+.
E mais: precisa integrá-lo de forma estratégica, não simbólica.
O que as organizações mais inteligentes já entenderam
Empresas que valorizam diversidade etária têm ganhos concretos:
• Melhor tomada de decisão (pela pluralidade de perspectivas)
• Redução de erros críticos (pela experiência acumulada)
• Maior estabilidade em momentos de crise
Não é uma pauta social apenas. É uma agenda de performance.
Uma reflexão necessária
Talvez esteja na hora de evoluirmos o discurso.
De:
“Lugar de 50+ é no mercado de trabalho”
Para algo mais coerente com a realidade que se impõe:
“O mercado de trabalho só é completo quando inclui a experiência.”
Porque, no fim, não se trata de idade.
Se trata de valor.
E valor não tem prazo de validade.
Estudos indicam que crianças que convivem com idosos regularmente demonstram maior compaixão e responsabilidade em suas interações sociais
Por Elis Souza
O convívio entre crianças e idosos não é apenas uma interação intergeracional enriquecedora, mas também um fator importante no desenvolvimento de habilidades sociais. Estudos indicam que crianças que convivem com idosos regularmente demonstram maior compaixão e responsabilidade em suas interações sociais. Este tipo de relação pode ajudar a formar adultos mais empáticos e conscientes, tornando-se um pilar na construção de uma sociedade mais harmoniosa.
Qual é o impacto do convívio entre crianças e idosos no desenvolvimento social?
O convívio entre crianças e idosos pode fortalecer o senso de responsabilidade e compaixão nas crianças. Ao interagir com os mais velhos, as crianças aprendem a lidar com emoções complexas, como a empatia, e a compreender a importância do cuidado mútuo. Além disso, a convivência com idosos ensina sobre respeito, paciência e solidariedade.
Pesquisas apontam que, ao ter contato com figuras mais velhas, as crianças desenvolvem habilidades de comunicação e aprimoram sua capacidade de escuta. Esse aprendizado pode ser transferido para diversas outras áreas da vida, como na escola e nos relacionamentos sociais.
Como a responsabilidade social é promovida no convívio entre gerações?
A responsabilidade é uma habilidade que pode ser cultivada desde a infância, e o convívio com os idosos proporciona a oportunidade ideal para isso. As crianças observam o cuidado e o respeito com que os idosos são tratados e, por sua vez, imitam essas atitudes, desenvolvendo um forte senso de responsabilidade social.
Esses momentos de interação também promovem a compreensão de que todos têm um papel a desempenhar na sociedade, independentemente da idade. Essa conscientização ajuda a construir uma rede de apoio emocional e social que beneficia tanto as crianças quanto os idosos
Quais são os benefícios emocionais para as crianças que convivem com idosos?
A convivência com idosos permite que as crianças adquiram uma percepção mais ampla sobre os desafios da vida, como o envelhecimento e a saúde. Além disso, esse tipo de interação fortalece o vínculo afetivo, promovendo um sentimento de segurança e pertencimento.
As crianças também aprendem a lidar com perdas e mudanças de forma mais saudável, visto que muitas vezes os idosos compartilham suas experiências de vida e os desafios enfrentados ao longo dos anos. Esse aprendizado emocional é essencial para o amadurecimento psicológico.
Como as famílias podem incentivar o convívio entre crianças e idosos?
Existem várias formas de incentivar o contato entre crianças e idosos. Uma delas é organizar encontros regulares, como almoços em família ou atividades recreativas, onde as duas gerações possam interagir. Isso fortalece o vínculo afetivo e proporciona oportunidades para o aprendizado mútuo.
- Promover atividades interativas, como jogos de tabuleiro ou artesanato.
- Realizar visitas a lares de idosos ou centros comunitários para promover a integração social.
- Incentivar diálogos sobre experiências de vida entre crianças e avós.
Além disso, as escolas e instituições de ensino podem ser importantes aliadas nesse processo, promovendo projetos que envolvam a participação de idosos em atividades educacionais com as crianças. Essas experiências ajudam a criar uma rede de apoio emocional e ampliam a compreensão entre as gerações.
Quais desafios podem surgir no convívio entre crianças e idosos?
Embora o convívio entre crianças e idosos traga benefícios, também pode haver desafios, especialmente relacionados a diferenças de expectativas ou dificuldades de comunicação. Em alguns casos, o envelhecimento pode trazer limitações físicas e cognitivas que dificultam a interação entre as gerações.
Reflexões sobre os benefícios do convívio entre crianças e idosos
O convívio entre crianças e idosos é uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento de competências sociais essenciais, como compaixão e responsabilidade. As interações entre essas gerações não só favorecem o aprendizado emocional, mas também ajudam a construir uma sociedade mais empática e conectada. Incentivar esse tipo de relacionamento nas famílias e comunidades deve ser uma prioridade, garantindo que as crianças cresçam com uma visão mais ampla e inclusiva do mundo.
Comunicação em 2026: ler sinais ou só reagir?
Por Agência Moove
No primeiro trimestre de 2026, a dinâmica das redes no campo da comunicação pública revelou um deslocamento importante: não basta monitorar volume de menções ou picos de engajamento. O que se observa é a consolidação de temas que atravessam diferentes esferas institucionais e ganham tração simultânea em múltiplos públicos.
Mapeamos 5 eixos temáticos que dominaram o debate público digital no período. Mais do que tendências isoladas, eles indicam padrões de comportamento informacional e prioridades emergentes da sociedade brasileira.
Em contextos governamentais e institucionais, isso é decisivo. O timing deixa de ser apenas uma variável operacional e passa a ser um componente estratégico de posicionamento. Antecipar esses movimentos significa não apenas reagir mais rápido, mas estruturar narrativas com maior aderência social e maior potencial de circulação.
O dado central não está apenas no que foi mais falado, mas no que conseguiu atravessar bolhas, setores e agendas distintas.
Organizações que trabalham com inteligência de dados e monitoramento contínuo já não operam apenas na leitura do presente. Elas estruturam capacidade de antecipação.
A pergunta que permanece é simples e crítica: sua comunicação está interpretando sinais ou apenas registrando acontecimentos?
Texto: Luciano Deos
Você sabe qual é a diferença entre marcas que dominam o mercado e as que vendem produtos?
Existe uma mudança silenciosa acontecendo na forma como as melhores empresas se posicionam.
Não é sobre preço.
Não é sobre atributos.
É sobre o que o cliente se torna depois de você.
Isso tem nome: economia da transformação.
Existe uma forma de mapear a evolução do valor econômico em cinco estágios:
• Commodities (você extrai)
• Produtos (você fabrica)
• Serviços (você entrega)
• Experiências (você encena)
• Transformações (você guia)
A maioria das marcas ainda briga nas três primeiras camadas. As que chegam na última jogam em campo diferente.
Quando você vende uma transformação, o cliente não compra o que você faz.
Ele compra quem ele vai ser depois.
A academia não vende musculação.
Vende saúde, disciplina, identidade.
A escola de negócios não vende conhecimento.
Vende acesso, credencial, futuro.
O consultor não vende horas.
Vende a versão do negócio que o cliente ainda não consegue ver sozinho.
O produto é o veículo.
A transformação é o destino.
E é aí que o branding muda de função.
Numa economia de transformação, a marca não descreve o que você entrega.
Ela antecipa o que o cliente vai se tornar.
Toda comunicação, toda escolha de linguagem, toda identidade visual precisa responder a duas perguntas:
Que pessoa entra em contato com essa marca? E como essa pessoa sai?
Quem consegue responder isso com clareza para de competir por atenção e começa a atrair comprometimento.
Por muito tempo, branding era sobre reconhecimento.
Agora ele carrega uma função diferente: sinalizar quem o cliente vai se tornar.
Qual transformação a sua marca está prometendo?
YouTube testa anúncios de 90s: evolução ou excesso?
Por Roberto Fernandes
O YouTube está testando anúncios de 90 segundos não puláveis na TV.
Sim, depois dos de 30s, agora o Google quer esticar ainda mais a corda…
Mas isso não é uma decisão aleatória.
Hoje, o YouTube na TV já domina o consumo de streaming. No Brasil, representa cerca de 57%.
Ou seja: virou TV.
É ruim pra experiência?
Sem dúvida.
Ninguém quer assistir 1min30 de anúncio.
Mas… desde quando intervalo comercial foi “bom”? A gente só se acostumou.
Agora, olhando como anunciante, o jogo muda:
Mais tempo de atenção
Ambiente imersivo
Formato ideal pra storytelling
É praticamente TV… com segmentação de digital.
O ponto é outro:
Estamos preparados pra criar anúncios pra isso?
Porque 90 segundos não é extensão de criativo.
É outra lógica.
No fim, é o movimento clássico:
A experiência melhora → o consumo cresce → a monetização aperta.
A pergunta não é se isso vai funcionar.
É quem vai aprender a usar melhor primeiro.
O vídeo deixou de ser só um formato faz tempo. Hoje, ele é praticamente o ambiente onde o brasileiro vive.
Por Rafael Abreu
Um dado do estudo Inside Video 2025 ajuda a mostrar isso com clareza: em 2024, o vídeo impactou 99,54% da população brasileira.
A força desse número impressiona porque ele mostra algo muito simples: praticamente todo mundo no Brasil consumiu algum conteúdo em vídeo ao longo de um ano.
E não estamos falando apenas de TV ou de stories.
O consumo de vídeo acontece de forma contínua, atravessando telas e momentos diferentes do dia. Começa no celular, passa pelo computador, chega à TV (não necessariamente nesta ordem) acompanhando o ritmo de cada pessoa.
Talvez a pergunta já não seja mais onde estar, mas como estar presente de forma relevante nessa jornada.
Porque o vídeo deixou de ocupar a caixinha de ‘canal’ para se tornar contexto, comportamento e presença.
Tratar o vídeo apenas como uma peça isolada em 2026 não é mais planejamento. O mercado exige estratégia contínua.
Estamos olhando para a IA como ferramenta de expansão. Mas e se, ao mesmo tempo, ela estiver estreitando o que a gente é capaz de enxergar?
Uma pesquisa publicada na Nature Portfolio expõe um paradoxo: enquanto cientistas produzem mais, citam mais e avançam mais rápido com o apoio da IA, a ciência como um todo começa a encolher.
Menos diversidade de temas.
Menos troca entre pesquisadores.
Mais gente olhando para os mesmos problemas, e chegando às mesmas respostas.
Eficiência, nesse cenário, não está gerando descoberta.
O risco não é a IA substituir o humano. É ela nos conduzir, de forma silenciosa, para caminhos previsíveis demais.
Quando tudo é otimizado para o “mais provável”, o improvável, que é onde mora a inovação, deixa de ser explorado.
Talvez o verdadeiro desafio da IA não seja acelerar respostas, mas preservar a nossa capacidade de fazer boas perguntas.