Streaming avança no Brasil e pode ultrapassar TV aberta em um ano – 15.04.2026

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Você vai ler na coluna hoje: Streaming avança no Brasil e pode ultrapassar TV aberta em um ano, Decidi Procurar Emprego aos 63 Anos, Sucesso digital “3 Continentes – O Show” chega ao RS, A psicologia diz que crianças que brincavam mais ao ar livre desenvolveram maior resiliência emocional ao longo da vida, Agora, Bumbo e Batuca Porto Alegre são uma só!, Estadão cria hub multiplataforma de saúde e bem-estar, Como a área de relações públicas utiliza a IA?, Texto: Luciano Deos.

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Streaming avança no Brasil e pode ultrapassar TV aberta em um ano

Por Ranyelle Andrade

TV aberta segue perdendo espaço no consumo de vídeo no Brasil, enquanto o streaming cresce em ritmo acelerado. Avaliação do Metrópoles, a partir de dados publicados pelo Kantar Ibope, indicam que, no período de um ano, o consumo audiovisual via internet deve superar aquele realizado pela televisão linear gratuita.

Em janeiro de 2025, a TV aberta registrava 57,9% de participação no share de audiência. Um ano depois, em janeiro de 2026, o índice caiu para 53,9% — recuo de quatro pontos percentuais e 6,91% em 12 meses.

O streaming, no caminho oposto, segue tendência de alta. No mesmo período, saltou de 33,9% para 39,4% – um avanço de 5,5 pontos percentuais e 16,22%.

A distância entre TV aberta e consumo on-line era de 24 pontos percentuais em 2025 e encolheu para 14,5 pontos em 2026. Em 12 meses, o streaming reduziu em quase 10 pontos a diferença.

O movimento reforça uma tendência consolidada: o público migra para plataformas sob demanda, com liberdade de horário e consumo em múltiplas telas.

 

 

Decidi Procurar Emprego aos 63 Anos

Por Carla Leirner

Adoro ser empreendedora. Faço isso há mais de 30 anos, desde antes de isso virar tendência. Esse caminho me deu liberdade. Também me deu instabilidade. Entre períodos intensos de trabalho e fases mais vazias, aprendi a lidar com a imprevisibilidade. Nem sempre de forma tranquila.

Foi esse ponto que me fez tomar uma decisão diferente: procurar uma vaga como redatora numa agência de publicidade.

Sim, aos 63 anos. Não porque eu tenha parado meus projetos. Sigo trabalhando, estudando, criando. Ter uma renda mais previsível faria diferença. Isso pesa.

Mas não é só isso. Eu quis entender como o mercado me enxerga hoje.

Existe uma valorização da experiência. Isso é verdade.

Mas existe também uma outra camada, menos explícita.

Quando a experiência vem acompanhada da idade, ela ainda entra na conta? Ou já chega como um fator de exclusão, antes mesmo de qualquer análise?

Estou em busca dessa resposta. E acho que esse é justamente o ponto.

Se partimos do pressuposto de que não vai dar certo, a gente nem tenta. E isso também é uma armadilha. Porque, sim, o mercado pode fechar portas. Mas também corremos o risco de nos retirar antes de sequer tentarmos.

Eu poderia ficar só nos meus projetos, onde já tenho espaço, reconhecimento e controle. Seria mais confortável. Mas decidi testar. Me colocar em um processo em que a resposta não depende só de mim.

Em um momento em que a inteligência artificial ocupa o centro da conversa, também me fiz outra pergunta: o que ainda é inegociavelmente humano no que eu faço?

A IA escreve. Mas não investiga, não sustenta uma apuração, não constrói repertório ao longo de décadas. Isso ainda tem valor? Eu acredito que sim. Confio no meu trabalho.

Mas acreditar é uma coisa. Ver como isso é lido do outro lado é outra.

Vou descobrir. E vou compartilhar aqui o que encontrar no caminho, porque, com certeza, essa dúvida não é só minha.

Se você já passou por isso, me conta: em que momento você sentiu que deixou de ser considerado, não pelo que faz, mas pela idade?

 

 

Sucesso digital “3 Continentes – O Show” chega ao RS

O fenômeno que já acumula mais de 59 milhões de visualizações na internet desembarca no Rio Grande do Sul esta semana. O espetáculo “3 Continentes – O Show” reúne no palco três grandes nomes do humor: o brasileiro Maurício Meirelles, o francês Paul Cabannes e o angolano Baptista Miranda. Com uma mistura dinâmica de stand-up, improviso e muita interação, o trio transforma as diferenças culturais entre América do Sul, Europa e África em um humor inteligente e imprevisível. O projeto é um desdobramento do sucesso da Achismos TV e promete uma experiência única para o público gaúcho.

Programe-se:

  • Porto Alegre: 15 de abril (quarta-feira), às 20h, no Teatro AMRIGS.

  • Caxias do Sul: 16 de abril (quinta-feira), às 20h, no Teatro da UCS.

 

 

A psicologia diz que crianças que brincavam mais ao ar livre desenvolveram maior resiliência emocional ao longo da vida

Por Patrick Silva

Muitos adultos relembram com nostalgia as tardes passadas subindo em árvores ou correndo livremente por parques ensolarados durante a infância. No entanto, o que parecia apenas uma diversão inocente era, na verdade, um treinamento cerebral intenso para enfrentar os desafios do futuro. O contato direto com a natureza molda o caráter e fortalece a mente contra as adversidades da existência humana de forma muito sólida.

Quais processos mentais são estimulados pelo contato direto com o ambiente natural?

A exposição frequente a espaços abertos permite que os pequenos desenvolvam uma capacidade adaptativa superior diante de imprevistos cotidianos. Ao lidar com terrenos irregulares ou mudanças climáticas súbitas, o cérebro aprende a calcular riscos e buscar soluções criativas. Essa liberdade exploratória é fundamental para construir uma base psicológica sólida e extremamente resistente para o amanhã.

Brincar ao ar livre exige que a criança tome decisões rápidas e lide com pequenas frustrações de maneira autônoma. Essa prática constante fortalece a regulação emocional e diminui a probabilidade de desenvolver quadros de ansiedade na fase adulta. O ambiente externo funciona como um laboratório vivo para o amadurecimento psíquico constante e vital.

Qual a evidência científica sobre os benefícios da vida externa para o desenvolvimento humano?

Pesquisas recentes indicam que o tempo passado em áreas verdes reduz drasticamente os níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Essa diminuição química permite que o sistema límbico processe emoções de forma mais equilibrada e saudável ao longo do crescimento. Investir em momentos fora de casa garante benefícios que perduram por décadas em toda a sua trajetória pessoal.

Quais habilidades específicas as atividades externas ajudam a consolidar na infância?

O desenvolvimento de competências socioemocionais é amplamente favorecido pela interação com o meio ambiente e com outras crianças em espaços públicos. A falta de paredes e limites físicos rígidos estimula a imaginação e a cooperação entre os pares de forma muito mais natural e espontânea do que em locais fechados ou controlados por telas eletrônicas.

Existem diversos pilares fundamentais que são fortalecidos quando o brincar ocorre longe do isolamento tecnológico habitual:

  • Desenvolvimento da coordenação motora grossa e do equilíbrio corporal.
  • Estímulo à curiosidade científica e ao respeito profundo pela vida selvagem.
  • Aumento da tolerância à frustração ao lidar com elementos naturais imprevisíveis.
  • Melhora na qualidade do sono devido à exposição controlada à luz solar.
  • Fortalecimento da imunidade física através do contato com microrganismos diversos.
De que maneira a ausência de natureza afeta a saúde emocional das novas gerações?

O confinamento excessivo em ambientes digitais tem contribuído para o aumento de transtornos comportamentais em idades cada vez mais precoces. Sem o estímulo sensorial da terra e do vento, o cérebro torna-se menos tolerante a estímulos lentos e reais. Essa privação ambiental compromete a habilidade de foco e a paciência necessárias para a vida madura e plena.

A falta de contato com o mundo físico gera uma desconexão perigosa com os próprios limites do corpo e da mente humana. Crianças que não brincam fora de casa podem apresentar dificuldades em gerenciar conflitos sociais complexos e pressões emocionais intensas. Recuperar o tempo perdido na natureza é essencial para garantir um futuro equilibrado para todos os jovens.

Qual o primeiro passo para resgatar a conexão entre infância e meio ambiente?

Mudanças simples na rotina, como visitas regulares a praças ou parques municipais, produzem resultados imediatos na disposição e no humor infantil. Incentivar a exploração de elementos naturais ajuda a desconstruir a dependência excessiva de entretenimento passivo e artificial. Essa postura ativa dos responsáveis promove uma educação emocional rica em experiências autênticas e memórias afetivas duradouras sempre.

Valorizar a liberdade de sujar as mãos e explorar o desconhecido constitui o maior investimento na resiliência futura dos seus filhos pequenos. O mundo exterior oferece lições de paciência e persistência que nenhuma tela consegue reproduzir com a mesma eficácia. No final das contas, o equilíbrio psíquico conquistado através do sol e da grama é um tesouro permanente e feliz.

 

 

 Agora, Bumbo e Batuca Porto Alegre são uma só!

A integração é parte de um movimento estratégico do nosso Bloco, marcando uma nova fase da holding com um olhar mais individualizado e personalizado para os nossos clientes e equipe. A Batuca segue firme, forte e fazendo muuuuuuito barulho sob direção da Suani Campagnollo, mas agora com sede unificada na Serra Gaúcha, em Bento Gonçalves. Já a Tuane Invernizzi, que viveu anos por aqui antes de embarcar nessa nova missão, assume a direção da Bumbo em Porto Alegre. (E sim, infelizmente perdemos a piada de ter uma Suani e uma Tuane no mesmo multiverso. Mas é por uma boa causa.) Por aqui estaremos sempre torcendo pela nossa irmã mais nova, que hoje completa 5 anos de casa e agora numa cidade nova. Feliz aniversário, Bumbo. Muito sucesso pra toda essa galera e que suas ideias vibrem alto na capital gaúcha!

 

 

Estadão cria hub multiplataforma de saúde e bem-estar

Por Meio & Mensagem

Nesta quarta-feira, 15, o Estadão apresenta ao público o Pulsa, nova vertical de conteúdo que abordará os temas de saúde e bem-estar.

De acordo com o veículo, a proposta contempla uma produção de conteúdo multiplataforma, com caderno especial na edição impressa, newsletter semanal, vídeos e perfis nas redes sociais.

A vertical Pulsa será dividida em seis temáticas: Mente e Cérebro, Corpo em Movimento, Nutrição, Medicina e Estudos, Autocuidado, Futuro e Inovação.

O novo hub de saúde terá parceria com o Estadão Verifica, a fim de realizar checagens a respeito de temas da área da saúde e ciência, visando combater a desinformação.

De acordo com Carina Guedes de Carvalho, diretora executiva de estratégias digitais do Estadão, a plataforma “abre espaço para novas vozes, colunistas e formatos, conectando informação de qualidade com uma nova jornada mais leve e próxima do público”.

 

 

Como a área de relações públicas utiliza a IA?

Por Giovana Oréfice

O estudo “State of AI in PR”, da Muck Rack, empresa que desenvolve softwares para o uso de profissionais de relações públicas, aponta que cerca de 76% dos que atuam na área já utilizam a inteligência artificial generativa no dia a dia, enquanto 10% planejam testar ferramentas. A companhia consultou 564 profissionais em dezembro do ano passado.

No Brasil, a disciplina também já avança a passos largos na adoção das soluções. Entre a produção e a análise, a tecnologia vem permitindo a automatização e agilização de processos, acelerando a criação de conteúdo, processamento de grandes volumes de informação e permitindo a realização de pesquisas de maneira mais aprofundada.

Já no campo da estratégia, o uso de modelos treinados com contextos específicos, como porta-vozes, posicionamentos institucionais e histórico de comunicação das marcas, é visto como um avanço significativo.

Segundo Roberta Machado, presidente-executiva do Grupo In Press, isso permite simular cenários, testar abordagens e preparar respostas com muito mais consistência e alinhamento.

Entre resultados palpáveis, o grupo reduziu, por meio da IA, a margem de erro na análise de sentimento em situações de crise para apenas 1%, fornecendo respostas muito mais estratégicas e rápidas para os clientes.

A premissa vem sendo a mesma da aplicada à criatividade: a IA vem liberando mais tempo para que as equipes foquem no que realmente exige julgamento, repertório e relacionamento, acrescenta Roberta, partindo de uma lógica mais reativa para uma atuação mais preditiva e consultiva.

“No conjunto, a IA não substitui o olhar estratégico do PR, mas amplia sua capacidade de análise, execução e tomada de decisão. O profissional passa a operar menos no volume e mais na qualidade, com mais repertório, mais velocidade e mais precisão”, aponta Roberta.

A tecnologia vem permitindo, ainda, o monitoramento de um novo de poderoso stakeholder, como classifica o CEO da FSB Holding, Marcos Trindade: os algoritmos. O grupo realiza, por meio das próprias IAs generativas, um diagnóstico de como elas percebem as marcas que as empresas da holding atendem.

Capacitação e guias internos

Do mesmo modo, para a Weber Shandwick, a IA é vista como uma parceira de trabalho que amplia a possibilidade de entregar com qualidade em inúmeras frentes, e não apenas nas interfaces generativas.

Uma das principais preocupações acerca do uso da IA, contudo, diz respeito à governança dos dados. No ano passado, a The Weber Shandwick Collective firmou parceria com o Google para desenvolver a próxima versão do Halo, plataforma de IA agêntica personalizada para clientes e colaboradores, que comporta-se como um ambiente fechado e seguro de colaboração, produção, criação e automação.

Rodolfo Araújo, vice-presidente de estratégia e analytics da Weber Shandwick, ressalta o aprofundamento da qualidade em diversas entregas e alerta que o melhor uso ocorre com pessoas intencionalmente capacitadas e processos organizados de trabalho que antecedem a implementação de IA. “A velocidade, a densidade e a senioridade se amplificam claramente quando essa sincronia entre profissionais e plataformas ocorre de maneira fluida”, alega.

Já a FSB Holding ancora sua estratégia sob a área Tech&IA, responsável por unificar inteligência artificial, dados e tecnologia. Entre os exemplos práticos está a recém-lançada Maestra, plataforma que reúne toda a experiência da companhia e atua como uma espécie de copiloto às equipes para etapas de produção, revisão e na estruturação de processos da rotina.

Segundo Trindade, as ferramentas homologadas garantem a confidencialidade dos dados dos clientes, em atuação alinhada com políticas sobre ferramentas, transcrições e uso de IA.

Os executivos defendem, ainda, que o repertório e o pensamento crítico permanecem essenciais e indispensáveis para a aplicação eficaz da tecnologia. Lançado em 2025, o relatório “Future of Jobs 2025”, do Fórum Econômico Mundial, defende a necessidade da qualificação de profissionais para que se adequem ao novo momento da indústria.

O programa interno da FSB Holding AprendeAI, por exemplo, consiste em trilhas de aprendizado por meio de módulos de temas específicos desenvolvidos em parceria com a empresa Templo, especializada em capacitação e transformação digital com IA. Até o momento, cerca de 90% dos colaboradores da holding já completaram o primeiro ciclo de conhecimentos básicos sobre a temática.

“Ao mantermos a curadoria humana sênior no centro do processo, asseguramos que a integridade das informações fornecidas aos modelos de IA reflita a verdade factual das empresas, evitando alucinações algorítmicas que possam gerar riscos reputacionais”, acrescenta o CEO da FSB Holding.

O Grupo In Press já estruturou o olhar para a IA envolvendo todas as áreas da companhia. Internamente, opera com um grupo de 30 multiplicadores, de todos os departamentos. Eles atuam com embaixadores, com o objetivo de cascatear o uso de IA pela empresa e participam de grupos de trabalho para desenvolver novos fluxos e soluções. Além disso, a área de recursos humanos vem se dedicando à recalibragem do “job description” de cada função para se adaptar à era da IA.

Apesar da confiança à senioridade para pilotar e avaliar o uso das ferramentas, Roberta endossou, ainda, o compromisso em formar a base de talentos. “Entendemos que muitas empresas estão eliminando as posições mais juniores, pois são de fato mais fáceis de serem substituídas por IA. Mas, no longo prazo, isso se tornará uma armadilha para o nosso negócio”, prevê.

Maturidade dos clientes

A governança também passa pela transparência no uso da tecnologia junto aos clientes. O levantamento da Muck Rack indica para um maior alinhamento nas práticas de transparência sobre IA entre marcas e agências atualmente, em comparação ao ano passado.

Em 2025, 37% dos profissionais de relações públicas de marcas apontavam o desejo de que as agências divulgassem o uso da IA o tempo todo, número que baixou para 29% neste ano.

A presidente-executiva do Grupo In Press atenta para uma maturidade heterogênea dos clientes no que diz respeito ao uso da IA. Se por um lado há um grupo de clientes mais avançado, que já entende a IA como parte da estratégia de comunicação e buscam aplicações mais estruturadas, por outro, existem os mais cautelosos. Essa parcela, detalha Roberta, ainda está em fase de exploração, sem necessariamente aplicar a tecnologia a uma visão mais integrada.

O papel da agência, nesse contexto, diz, tem sido ajudar a reduzir essa distância não apenas apresentando ferramentas, mas traduzindo a IA para a realidade da comunicação. “A conversa deixou de ser ‘se’ a IA deve ser adotada e passou a ser ‘como’ adotá-la de forma responsável, segura e estratégica. E essa mudança de chave é, por si só, um sinal claro de amadurecimento”, afirma.

Araújo corrobora sobre um aprendizado coletivo. “Do mesmo modo que somos provocados pelos clientes, temos, sobretudo por nossa divisão Weber I/O, oferecido soluções para unirmos os mundos dos códigos e da cultura, repensando maneiras de gerar valor junto aos públicos das empresas as quais atendemos”, compartilha o executivo.

O futuro da tecnologia no PR

“O futuro deve ser analisado pela ótica do ganho de escala e exponencialidade”, declara Roberta sobre como projeta a aplicação da tecnologia na área. A executiva salienta que, hoje, o trabalho crítico e de relacionamento em RP é muitas vezes limitado pela escala humana, e que a IA deve elevar a capacidade de identificar interlocutores e de distribuir conteúdos altamente nichados em um volume muito maior.

A partir daí, torna-se uma vantagem competitiva em termos de visão, posicionamento e capacidade de construir narrativas originais que garantam destaque às empresas no relacionamento com seus stakeholders.

Para Trindade, o comunicador do futuro exigirá uma nova mentalidade: será um profissional que pensa com dados, age com empatia e constrói suas estratégias com o apoio da tecnologia. “Ou seja, ele será metade estrategista, metade cientista, mas 100% humano”, declara o CEO. “A tecnologia nos dará um poder de escala inédito, mas a confiança continuará sendo a verdadeira moeda do futuro”.

Apesar dos avanços, especialmente no que diz respeito ao aumento do tempo produtivo dos colaboradores, o executivo da Weber Shandwick alerta para a necessidade da atenção ao volume de trabalho, de maneira a cuidar da saúde mental dos profissionais, e não transformar um salto tecnológico em sinônimo de produtividade sem limites.

“Se fizermos a lição de casa corretamente, temos grande chance de, como setor, darmos um salto também de relevância em meio a esse cenário”, crava.

 

 

Texto: Luciano Deos

Construo grandes marcas há +40 anos e ainda vejo empresas cometendo um erro simples: Achar que só comunicação constrói marca. Comunicação é uma das dimensões de uma marca. Estratégia de negócio é outra. Experiência do cliente é outra. Cultura interna é outra. Quando essas dimensões operam juntas, com coerência e por tempo suficiente, marca acontece. O problema é que muitas empresas, quando decidem se reposicionar, reposicionam a comunicação. Trocam o logo. Atualizam o tom de voz. Lançam uma nova campanha. E chamam isso de reposicionamento de marca. Não é. Reposicionar a marca exige mexer no que sustenta a comunicação: no produto, na experiência, na cultura, na estratégia. A comunicação é a superfície. Marca é o que está embaixo. Quando só a superfície muda, o mercado percebe. Pode demorar um pouco, mas percebe. Marca não é o que uma empresa diz sobre si mesma. É o que resulta do encontro entre tudo que ela é e tudo que ela faz.

Como as empresas acham que constroem marca:
  • Comunicação forte
  • Identidade visual nova
  • Campanha bem produzida
Como marca de verdade se constrói:
  • Experiência consistente
  • Cultura que sustenta o que promete
  • Estratégia coerente com o que entrega

 

 

 

 

 

 

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