Sinapro-RS reúne mais de 50 lideranças da propaganda gaúcha para debater como as agências podem ficar ainda mais bem preparadas para as licitações – 28.04.2026

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Você vai ler na coluna hoje: Sinapro-RS reúne mais de 50 lideranças da propaganda gaúcha para debater como as agências podem ficar ainda mais bem preparadas para as licitações, Gramado Summit promove Warm-Up estratégico em Porto Alegre, O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para o cérebro, Steve Jobs, o visionário da tecnologia moderna: “A única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz”, Viação Ouro e Prata lança campanha inédita de CashBack, As crianças que cresceram vendo seus pais constantemente conciliar várias tarefas sem nunca estarem totalmente presentes geralmente exibem a incapacidade de acreditar que são suficientes sem a produtividade constante.

 

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Sinapro-RS reúne mais de 50 lideranças da propaganda gaúcha para debater como as agências podem ficar ainda mais bem preparadas para as licitações

Por Adriana Schio

Participar de licitações na publicidade é um processo desafiador e que requer preparo e uma curva de aprendizado, no entanto qualquer agência pode se habilitar a esses certames, desde que se qualifique e percorra alguns caminhos. Essas experiências e aprendizados foram compartilhados na primeira edição de 2026 do Frente a Frente, principal fórum de lideranças do mercado publicitário gaúcho promovido pelo Sistema Nacional das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul (Sinapro-RS). O encontro aconteceu no último dia 16 de abril, na Escola de Comunicação, Artes e Design (Famecos) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre.

Com casa cheia – mais de 50 lideranças de diferentes regiões do Estado estiveram presentes – o encontro apresentou cases, esclareceu dúvidas e trouxe para os debates diversas reflexões e questionamentos. Com o tema “Licitação é para poucos. Vamos acabar com esse mito”, o fórum desmitificou os processos licitatórios, mostrando que todas as agências podem se habilitar para participar. Representantes de três agências gaúchas que já estão inseridas e participam há bastante tempo desse processo compartilharam as suas boas práticas, os desafios, aprendizados e suas experiências de sucesso em licitações.

Gabriela Torres, sócia e diretora Administrativo-Financeira da SPR, iniciou o painel lembrando que a SPR não é uma agência focada em editais, tanto que hoje tem somente dois clientes da área pública. Apesar disso, acumula experiências e aprendizados com a participação em licitações importantes. Como dicas práticas, Gabriela compartilhou quatro passos que considera fundamentais para quem pretende se inserir nesse mercado. Entre eles, licitação é para quem está disposto a aprender, é preciso decodificar o edital para entender todos os seus passos e exigências, é preciso organizar o time com a definição clara de papeis, e repetição gera resultado. “O aprendizado vira o jogo”, destacou.

Guilherme Romagna, gerente Administrativo-Financeiro da Escala, deu prosseguimento na apresentação enfatizando que existe um potencial enorme nos municípios, órgãos e entidades para as agências aproveitarem. “No início tudo parece muito maçante, mas cabe a cada agência entender o formato de como participar”, afirmou. Romagna explicou que a Escala entende as licitações como estratégia e crescimento para diversificar os negócios e, por isso, opera de trás para a frente, ou seja, começa entendendo se participar do edital faz sentido ou não para a empresa. “Não começamos pelo edital, e sim pelo resultado. A partir da construção de cenários, definimos se vale a pena entrar, porque o jogo precisa ser muito bem equilibrado. E você vai perder mais do que ganhar e isso é aprendizado para os próximos jogos”, pontuou.

Ricardo Jaques, sócio-diretor da Engenho de Ideias, finalizou o painel trazendo a expertise e as vivências de uma agência que é especialista em atender o setor público. Com 23 anos de mercado, a Engenho participa de licitações desde 2007 e conta hoje com 18 clientes, todos da área pública, já tendo atendido 43 contas. Em sua explanação, ele mostrou como a agência trata internamente esse processo e como lida com os recursos. Apresentou, também, a ‘fórmula do sucesso’ utilizada pela agência, baseada em pontos como técnica e precisão, e respeito ao cronograma. “Na Engenho temos foco no negócio e na valorização do trabalho da equipe. Quem trabalha sério não estraga o mercado”, finalizou.

O presidente do Sinapro-RS, Juliano Brenner Hennemann, fez a abertura e mediação do painel, reforçando que é papel da entidade atuar na elaboração e na fiscalização dos editais e na qualificação do mercado como um todo. “Com mais informações, vamos subir a régua das agências para que os órgãos licitantes e reguladores percebam o preparo, a qualificação e a seriedade do nosso mercado”, destacou, lembrando que, em 2026, o Sinapro-RS lançou uma campanha para alertar para a legalidade e a transparência dos editais na área da publicidade e para mostrar que o mercado encontra no Sinapro-RS orientação técnica e legal para garantir editais alinhados com as boas práticas.

O Frente a Frente é exclusivo para agências associadas ao Sistema Sinapro/Fenapro, consolidando-se como o mais importante fórum das lideranças do setor para a troca de experiências, interação e discussão das boas práticas do mercado. O bate-papo entre as lideranças das empresas tem como propósito trazer insights para potencializar o negócio das agências, reforçando o compromisso do Sinapro-RS com o fomento da gestão das associadas e com o fortalecimento do mercado criativo gaúcho. O evento tem apoio da Associação Riograndense de Propaganda (ARP) e da PUCRS.

Participantes avaliam o encontro e o tema

“Estou na agência há 21 anos e por 19 anos participo de licitações. Acho esse evento muito bacana e penso que as agências devem se unir. Como foi colocado nas apresentações e debates, a gente briga depois em recursos, mas é importante se unir para fortalecer o mercado. Achei interessante tudo o que foi abordado neste encontro. Um ponto que me chamou a atenção é a maneira estratégica como a Engenho de Ideias trabalha os editais. Vou levar essa experiência para discutir com a nossa equipe.”

Laurita Fernandes Pacheco, coordenadora Administrativo-Financeira e membro do Núcleo de Licitações da Moove

“Para nós esse é um tema bem importante e que fez a agência se associar ao Sinapro e também ao CENP. Queremos entrar nesse mercado de licitações. Somos uma agência relativamente jovem, com três anos, e a única licitação que participamos foi no ano passado. Então é muito legal aprender com quem já está há muito tempo nesse mercado, já errou bastante, já acertou bastante, ganhou muitas licitações, já se frustrou bastante também. É importante pegar essas experiências, aprender com elas e ver o que a gente pode levar para a nossa agência e melhorar nos próximos editais que iremos participar. Sabemos que tem uma curva de aprendizado e que há um caminho a ser percorrido, que iremos participar de muitos editais até efetivamente ganhar o primeiro, por isso estamos buscando experiências com quem já está inserido nesse processo há mais tempo.”

Giovani Marasca, diretor de Estratégia e Planejamento da Giusto

“Já fizemos outros eventos sobre licitações, onde pudemos trazer e abordar as questões técnicas, mas esse Frente a Frente com as agências trazendo as suas experiências internas é muito melhor, porque fala de igual para igual. Eu falando como advogada fica muito ‘juridiquês’. Agora, quando são as lideranças das próprias agências que trazem os seus testemunhais e aprendizados com licitações, isso coloca o assunto mais próximo da realidade das outras agências. Isso é o mais gratificante e mais enriquecedor da proposta deste Frente a Frente, que foi ‘deles para eles.’ O ponto central foi desmitificar que editais são muito complexos e só para os grandes. Os exemplos mostraram que qualquer um pode participar desses certames, desde que com organização e foco. Isso é do interesse das prefeituras também, que preferem contratar agências locais e, assim, manter o recolhimento do ISS para o município.”

Juliana Schiaffino, assessora jurídica do Sinapro-RS

 

 

Gramado Summit promove Warm-Up estratégico em Porto Alegre

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul, em parceria com a Gramado Summit, realiza no dia 28 de abril de 2026 o Warm-Up GS26, um encontro exclusivo que antecipa debates e conexões para a próxima edição do evento.

Marcado para acontecer às 17h30, no Instituto Caldeira, em Porto Alegre, o encontro tem como proposta reunir lideranças que vão além de acompanhar transformações — são protagonistas na construção de novos caminhos para o desenvolvimento humano e econômico.

A iniciativa reforça o posicionamento da Gramado Summit como um dos principais hubs de inovação e empreendedorismo do país, criando ambientes estratégicos para networking, troca de ideias e geração de oportunidades.

Os interessados em participar devem confirmar presença previamente via WhatsApp com a organização.

O Warm-Up GS26 promete ser um momento-chave para impulsionar discussões relevantes e preparar o terreno para mais uma edição de impacto da Gramado Summit.

 

 

O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para o cérebro

Por BBC

“Não há nada menos natural do que ler” para os seres humanos. É o que aponta a pesquisa da neurocientista Maryanne Wolf — e isso não é, de forma alguma, algo ruim.

“A alfabetização é uma das maiores invenções da espécie humana”, diz a especialista americana. Além de útil, é tão poderosa que transforma nossas mentes. “Ler literalmente muda o cérebro.”

Mas o avanço da tecnologia e a proliferação das mídias digitais têm modificado profundamente a forma como lemos.

Apesar de estarmos lendo mais palavras do que nunca — uma média estimada de cerca de 100 mil por dia —, a maioria vem em pequenas pílulas nas telas de celulares e computadores, e muita coisa é lida “por alto”.

Essas mudanças de hábito têm preocupado cientistas porque, entre outros motivos, a transformação de novas informações em conhecimento consolidado nos circuitos cerebrais requer múltiplas conexões com habilidades de raciocínio abstrato que muitas vezes faltam na leitura digital.

Um universo de símbolos

Ao contrário da linguagem oral, da visão ou da cognição, não existe uma programação genética nos humanos para aprender a ler.

Se uma criança, em qualquer parte do mundo, estiver em um ambiente em que as pessoas a seu redor conversam umas com as outras, sua linguagem será naturalmente ativada.

O mesmo não acontece com a leitura, que implica a aquisição de um código simbólico completo, visual e verbal.

É uma invenção relativamente recente — “é uma piscadela em nosso relógio evolutivo: mal tem 6 mil anos”, diz Wolf.

“Começou de forma simples, para marcar quantas taças de vinho ou ovelhas tínhamos. E, com o nascimento dos sistemas alfabéticos, passamos a ter um meio eficiente de armazenar e compartilhar conhecimento”, ressalta a neurocientista.

“Ler é um conjunto adquirido de habilidades que literalmente muda o cérebro. Permite fazer novas conexões entre regiões visuais, regiões da linguagem, regiões de pensamento e emoção”, completa.

Essa transformação começa com cada novo leitor.

“(A habilidade de ler) Não existe dentro de nossa cabeça. Cada pessoa que aprende a ler tem que criar um novo circuito em seu cérebro.”

E isso abre portas para um novo mundo.

Saúde mental

“A leitura traz três poderes mágicos: criatividade, inteligência e empatia”, pontua Cressida Cowell, escritora de literatura infantil e autora da série Como Treinar Seu Dragão.

“Ler por prazer é um dos fatores-chave para o sucesso financeiro de uma criança na vida adulta. É mais provável que ela não acabe na prisão, que vote, que tenha casa própria…”

Além disso, “ler uma grande história é muito mais do que entretenimento”, acrescenta a biblioterapeuta Ella Berthoud.

“A leitura, na verdade, tem muitos benefícios terapêuticos. Seu cérebro entra em um estado meditativo, um processo físico que retarda o batimento cardíaco, acalma e reduz a ansiedade”, diz Berthoud.

Para ela, por exemplo, ler o romance Zorba, o Grego, de Níkos Kazantzákis, funciona como um remédio conta “claustrofobia, raiva e exaustão”.

A arte de prescrever ficção para curar as doenças da vida, batizada de biblioterapia, foi reconhecida no Publisher’s Illustrated Medical Dictionary, um dicionário médico ilustrado publicado nos Estados Unidos em 1941.

A prática remonta à Grécia Antiga, quando avisos eram afixados nas portas das bibliotecas para alertar os leitores de que estavam prestes a entrar em um local de cura da alma.

No século 19, psiquiatras e enfermeiras prescreveram todos os tipos de livros para seus pacientes, desde a Bíblia até literatura de viagem e textos em línguas antigas.

Vários estudos mais recentes, dos séculos 20 e 21, mostraram que a leitura aguça o pensamento analítico, o que nos permite aprimorar nossa capacidade de discernir padrões, uma ferramenta muito útil diante de comportamentos desconcertantes dos outros e de nós mesmos.

A ficção, em particular, pode transformar os leitores em pessoas mais socialmente habilidosas e empáticas. Os romances, por sua vez, podem informar e motivar, os contos confortam e ajudam a refletir, enquanto a leitura de poesia já demonstrou estimular partes do cérebro relacionadas à memória.

Muitos desses benefícios, no entanto, dependem de um estado conhecido como “leitura profunda”.

Pensamento analítico

“Quando lemos em um nível superficial, estamos apenas obtendo a informação. Quando lemos profundamente, estamos usando muito mais do nosso córtex cerebral”, explica Maryanne Wolf.

“Leitura profunda significa que fazemos analogias e inferências, o que nos permite sermos humanos verdadeiramente críticos, analíticos e empáticos.”

Em seu livro Proust and the Squid: The Story and Science of the Reading Brain (O cérebro leitor, Editora Contexto), a especialista em neurobiologia da leitura explica como, “a certa altura, quando uma criança vai da decodificação à leitura fluente, o caminho dos sinais através do cérebro muda”.

“Em vez de percorrer um trajeto dorsal (…), a leitura passa a se deslocar por um caminho ventral, mais rápido e eficiente. Como o tempo depreendido e o gasto de energia cerebral são menores, um leitor fluente será capaz de integrar mais seus sentimentos e pensamentos à sua própria experiência”, escreve.

“O segredo da leitura está no tempo que ela libera para que o cérebro possa ter pensamentos mais profundos do que antes.”

Mas, enquanto o processo de aprender a ler muda nosso cérebro, o mesmo acontece com o que lemos e como lemos.

Tempos modernos

Há aqueles, contudo, que acreditam que as novas plataformas são parte da solução, e não do problema.

Para Chris Meade, autor que utiliza vários tipos de mídia para veicular seu trabalho, “pensamos no livro como a obra, mas o livro é apenas um mecanismo de entrega”.

A narrativa transmídia é um tipo de história em que o enredo se desenrola por meio de múltiplas plataformas — aplicativos, livros digitais, games, quadrinhos, blogs — e na qual os consumidores podem assumir um papel ativo no processo de construção.

“As novas mídias estão dando voz a uma nova geração de escritores. Elas impedem que nos condicionemos a pensar que existe apenas um tipo de ‘boa escrita’ e permitem que as pessoas simplesmente compartilhem histórias e experiências”, opina Natalie A. Carter, cofundadora do clube do livro Black Girls Book Club.

“Não importa o meio, é a história que importa”, emenda Melissa Cummings-Quarry, também cofundadora do Black Girls Book Club.

“O romance está evoluindo. Há todo tipo de livro incrível sendo escrito especificamente para ser lido no celular”, afirma Berthoud.

“O livro talvez passe a ilusão de que ele é tudo. Nunca foi, é uma forma de entrar em um processo de pensamento”, diz Meade.

Ainda assim, os cientistas afirmam que a leitura digital pode ter um custo para o cérebro do leitor.

Fragmentação

“Reunimos acadêmicos e cientistas de mais de 30 países para pesquisar o impacto das mídias digitais na leitura”, afirma Anne Mangen, à frente da E-READ (Evolução da Leitura na Era da Digitalização), organização cujo objetivo é melhorar a compreensão científica das implicações da digitalização da cultura.

Faz parte do programa internacional da Cooperação Europeia em Ciência e Tecnologia (COST, na sigla em inglês), que considera a leitura um “tema urgente”.

Segundo o programa, “a pesquisa mostra que a quantidade de tempo gasto na leitura de textos longos está diminuindo e, devido à digitalização, a leitura está se tornando mais intermitente e fragmentada”, algo que poderia “ter um impacto negativo nos aspectos cognitivos emocionais da leitura”.

“Descobrimos que existe o que se chama de inferioridade na tela”, destaca Anne Mangen.

“Há muitas coisas que podem ser lidas igualmente bem no smartphone, como as notícias mais curtas, mas, quando se trata de algo que é cognitiva ou emocionalmente desafiador, ler em uma tela leva a uma compreensão de leitura pior do que ler no papel”, diz ela.

Maryanne Wolf concorda, dizendo que “a realidade é que não é apenas o que ou o quanto lemos, mas como lemos que é realmente importante”.

“O próprio volume [de informação disponível nas plataformas digitais] está tendo efeitos negativos porque, para absorver tanto, há uma propensão a se ler ‘por alto’. O cérebro leitor tem um circuito plástico, que refletirá as características do meio em que se lê. As características do digital caminham para que sejam refletidas no circuito.”

Em outras palavras, assim como ao aprender a ler da maneira tradicional o cérebro formata e registra os itinerários da razão e os caminhos para a emoção, ao aprender a ler da maneira como fazemos nas mídias digitais o cérebro traçará diferentes trajetórias e, se deixarmos a leitura profunda de lado, ele apagará as anteriores, caso tenham um dia existido.

“Se não treinarmos essas habilidades, podemos acabar perdendo a capacidade de entender conteúdos mais complexos e, talvez, de nos envolvermos e usarmos a imaginação”, destaca Mangen.

Então, o que o futuro reserva para os livros e para o cérebro da leitura?

“A imaginação humana é uma coisa fantástica, somos muito flexíveis. Encontramos maneiras de fazer o que queremos com a tecnologia disponível”, pontua Chris Meade.

Para Natalie Carter, o futuro trará “muito mais coleções de contos, e acho que veremos muito mais livros curtos”.

Nesse sentido, Cressida Cowell diz já ter sentido a mudança: “Mudei a maneira como escrevo, porque o tempo de atenção das crianças diminuiu. Os livros têm capítulos curtos e são incrivelmente visuais, brilhantes, como doces”.

Para a neurocientista Maryanne Wolf, “assim como as pessoas podem ser bilíngues e trilíngues, minha esperança é que desenvolvamos um cérebro ‘biletrado’. Podemos nos disciplinar para escolher o meio que melhor se adapta ao que estamos lendo e, assim, não perder o dom extraordinário que a leitura deu à nossa espécie”.

 

 

Steve Jobs, o visionário da tecnologia moderna: “A única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz”

Por Joaquim Luppi Fernandes

A trajetória de grandes mentes demonstra que a excelência não é um acidente, mas o resultado de uma entrega absoluta aos ideais pessoais e profissionais mais profundos. Quando observamos o impacto global de certas marcas, percebemos que o combustível principal sempre foi o entusiasmo inabalável de seus fundadores diante das adversidades do mercado. Entender como essa motivação se traduz em resultados práticos é o primeiro passo para quem deseja transformar a própria realidade e alcançar patamares elevados de performance na carreira atual.

Por que a paixão é o motor fundamental para o sucesso nos negócios?

A busca por um propósito genuíno dentro de uma trajetória corporativa transforma a rotina cansativa em uma jornada de descobertas constantes e valiosas para o indivíduo. Profissionais que encontram sentido naquilo que executam diariamente tendem a ser muito mais resilientes quando os obstáculos inerentes ao crescimento e à expansão surgem no caminho. Essa força interna é o diferencial que permite superar momentos de crise com criatividade e foco absoluto na solução.

Muitos nomes de destaque que atuam no Silicon Valley utilizam métodos específicos para manter a chama da criatividade sempre acesa durante os grandes desafios operacionais que surgem. A aplicação de estratégias mentais focadas no longo prazo permite que a visão original do projeto se mantenha intacta mesmo sob a pressão constante dos investidores e do público exigente. Veja abaixo os elementos cruciais para manter esse engajamento profissional elevado:

  • Identificação clara de talentos naturais e competências técnicas diferenciadas.
  • Conexão emocional profunda com a entrega final realizada para o consumidor.
  • Persistência estratégica diante de falhas técnicas ou desafios burocráticos.
Como a Apple Inc revolucionou a percepção de design e usabilidade?

O foco absoluto na experiência do usuário permitiu que a inovação tecnológica se tornasse uma extensão natural da capacidade humana de forma totalmente funcional e elegante. Ao priorizar a interface intuitiva, a empresa rompeu barreiras culturais e técnicas que antes afastavam o grande público do uso de ferramentas digitais consideradas extremamente complexas por muitos. Essa mudança de paradigma alterou para sempre a forma como interagimos com as máquinas no nosso cotidiano profissional.

A simplicidade refinada observada nos dispositivos modernos não é meramente uma escolha estética passageira, mas um reflexo direto da profundidade intelectual aplicada ao desenvolvimento de cada detalhe. Cada componente visual carrega consigo uma intenção clara de facilitar a vida do trabalhador moderno, eliminando ruídos visuais desnecessários e focando apenas na eficiência máxima. O design se torna, portanto, uma ferramenta estratégica de valorização do produto final.

Qual é o impacto real do design thinking na criação de novos mercados?

Resolver problemas complexos em um cenário de mudanças extremamente rápidas exige uma abordagem centrada primordialmente nas necessidades humanas e na empatia com o consumidor final das soluções. Essa metodologia permite que conceitos inovadores surjam de forma estruturada, garantindo que o serviço ou produto final resolva dores reais e latentes que o mercado ainda não conseguiu atender. A sensibilidade artística aliada à lógica de mercado cria oportunidades únicas de crescimento sustentável.

A aplicação prática desse conceito de pensamento permite que diversas organizações alcancem patamares de excelência através de processos colaborativos e de ciclos de inovação constantes e bem definidos. Existem alguns pilares fundamentais que sustentam essa forma de pensar e agir dentro de um ambiente voltado para a alta performance técnica. A compreensão desses pontos ajuda a guiar o desenvolvimento de novos projetos com maior segurança e assertividade estratégica:

  • Prototipagem rápida de ideias para validação imediata junto ao público alvo.
  • Foco absoluto na jornada completa do cliente durante toda a sua experiência.
  • Melhoria contínua baseada em dados reais e feedbacks construtivos dos usuários.
Como manter a inovação tecnológica em um ambiente altamente competitivo?

A sobrevivência em um cenário global extremamente dinâmico depende da capacidade intrínseca de antecipar tendências e romper drasticamente com os padrões obsoletos que foram estabelecidos anteriormente. Investir em pesquisa e desenvolvimento de forma inteligente e estratégica é o que diferencia os verdadeiros líderes de mercado daqueles que apenas seguem as tendências alheias. A visão de futuro deve estar alinhada com a execução técnica impecável para gerar resultados duradouros.

Cultivar uma mentalidade disruptiva exige uma dose considerável de coragem para questionar o status quo e apostar em visões que podem parecer impossíveis em um primeiro momento de análise. O equilíbrio saudável entre a técnica rigorosa e a sensibilidade artística é o que gera os saltos evolutivos necessários para a manutenção da liderança em qualquer setor. A capacidade de se reinventar constantemente é a maior vantagem competitiva que um profissional pode possuir.

O que podemos aprender com o legado deixado por Steve Jobs?

A herança deixada por grandes figuras do mundo corporativo não reside exclusivamente nos lucros acumulados ao longo dos anos, mas na mudança profunda de paradigma que provocaram em toda uma civilização. A coragem de seguir a própria intuição e o instinto criativo serve como um farol permanente para os novos talentos que estão iniciando suas jornadas profissionais agora. O legado é construído através de escolhas difíceis e de um compromisso inabalável com a qualidade superior.

Integrar o amor pelo ofício com o rigor técnico é o grande segredo para construir marcas e projetos que conseguem atravessar décadas com total relevância e autoridade no mercado. Ao focar na qualidade excepcional de cada entrega, o profissional garante não apenas o sucesso financeiro imediato, mas uma realização pessoal profunda que transcende o tempo. O trabalho bem feito é a assinatura de quem realmente ama aquilo que se propôs a realizar com maestria.

 

 

Viação Ouro e Prata lança campanha inédita de CashBack

Por Ouro e Prata

A Viação Ouro e Prata, empresa nacional com mais de 86 anos de atuação, lançou no mês de abril a campanha Cash Back Ouro e Prata, que transforma parte do valor pago nas passagens de ônibus em saldo acumulado. Esse crédito poderá ser utilizado como desconto na compra de futuras passagens, incentivando a recorrência e fortalecendo o vínculo com a marca, sendo válido em todo o território nacional.

A campanha nasce com o objetivo de fortalecer o relacionamento com os clientes e incentivar a recorrência de compra, tornando-se uma oportunidade de agregar ainda mais valor à experiência de viagem. A proposta é oferecer um benefício tangível, que reconhece e recompensa quem escolhe viajar com a empresa. “Partimos também de um olhar atento ao comportamento do consumidor atual, que valoriza vantagens claras, economia no dia a dia e experiências que vão além do serviço básico. Nesse contexto, o cashback surge como uma solução simples, direta e de fácil compreensão, transformando cada compra em uma oportunidade de retorno”, explica Thais Menegat Cansan, Gerente de Marketing, da Viação Ouro e Prata.

Construída com o desafio de explicar o conceito de cashback de forma didática e acessível, a campanha aposta em uma linguagem leve, utilizando a repetição como recurso para reforçar a mensagem e garantir que o público compreenda facilmente como o benefício funciona. A ideia foi transformar um conceito que ainda pode gerar dúvidas em algo intuitivo, quase automático, na percepção do cliente.

Outros canais de comunicação

Além da campanha, a comunicação com o cliente também contempla o envio de e-mails informativos por meio do mailing de passageiros e a divulgação nos canais digitais da própria empresa (site e aplicativo). Também serão realizadas ações (blitz) nos pontos de contato físicos, como agências de venda, rodoviárias e canais de atendimento, além da distribuição de brindes para clientes que se cadastrarem no programa.

A Ouro e Prata também investe em presença em mídias tradicionais, como rádio e jornal, inserções em TV em programas de grande audiência, além de ações com influenciadores digitais parceiros. Também serão realizadas divulgações nos próprios pontos de contato da empresa, como nas capas de passagem e nos ônibus, por meio de adesivagem na frota, ampliando o alcance da comunicação ao longo das rotas operadas.

 

 

As crianças que cresceram vendo seus pais constantemente conciliar várias tarefas sem nunca estarem totalmente presentes geralmente exibem a incapacidade de acreditar que são suficientes sem a produtividade constante

Por Patrick Silva

O olhar busca uma âncora que nunca se firma totalmente na retina de quem deveria proteger. Existe uma pressa invisível que habita o ar, transformando o afeto em um intervalo apressado entre notificações e obrigações infinitas. Aprende-se cedo que a atenção é um prêmio escasso, conquistado apenas através do ruído da utilidade ininterrupta.

Por que a presença fragmentada gera um vazio de valor?

A psicologia explica que a atenção plena dos cuidadores funciona como um espelho onde a criança enxerga sua própria importância existencial. Quando esse reflexo é constantemente interrompido por tarefas paralelas, a mente em desenvolvimento interpreta a distração como uma falha de merecimento pessoal. O indivíduo cresce sentindo que precisa competir com o mundo para ser notado. Analisa trajetórias de parentalidade responsiva materna (atenção, resposta sintonizada, sensibilidade) desde o nascimento até 3 anos, e mostra que quanto mais estável e intensa essa responsividade, maior a autoestima explícita das crianças no 1º ano do ensino fundamental.

Essa desconexão primordial cria uma ferida que lateja toda vez que o corpo tenta descansar ou simplesmente existir sem um propósito prático. A criança internaliza a ideia de que o amor é uma recompensa pela eficiência, transformando a calma em um estado de alerta perigoso. Assim, o valor próprio torna-se uma mercadoria volátil, dependente da próxima entrega realizada.

Como a produtividade se torna uma armadura contra o desamparo?

Para evitar a sensação de invisibilidade, a pessoa desenvolve uma compulsão por estar sempre em movimento, preenchendo cada segundo com atividades mensuráveis. O fazer substitui o ser, criando uma barreira rígida contra a vulnerabilidade de não se sentir amado por quem realmente é. O desempenho torna-se a única linguagem segura para se comunicar com o mundo externo.

O peso de carregar metas intermináveis consome a energia vital, gerando um cansaço que a alma não consegue mais ignorar ou esconder. A busca por validação através do esforço contínuo esconde um medo profundo de que o silêncio revele uma insuficiência imaginária e devastadora.

Quais são as marcas de quem não sabe descansar?

O corpo rígido recusa o conforto do sofá como se a inatividade fosse um crime contra a própria sobrevivência e dignidade. Existe uma voz interna que castiga cada momento de lazer, rotulando-o como tempo desperdiçado ou prova de fraqueza moral. A vida transforma-se em uma lista de tarefas infinita, em que o descanso é apenas uma pausa necessária para produzir.

De que maneira o burnout se torna um destino quase inevitável?

Ao ignorar os sinais de exaustão, o indivíduo caminha em direção ao colapso com uma determinação cega e perigosa para a saúde. O limite físico é visto como um obstáculo a ser superado, e não como um aviso sagrado de que a alma precisa de pausas. Esse ciclo de autoexigência extrema esgota as reservas de alegria, deixando apenas o dever.

É possível aprender a ser o suficiente sem o fardo do fazer?

A cura começa com o ato revolucionário de fechar os olhos e respirar sem a necessidade de produzir absolutamente nada em troca. Reconhecer que o amor e a dignidade são direitos de nascimento permite que a armadura da eficiência seja finalmente deixada de lado. A jornada envolve desaprender a lógica da utilidade para abraçar a beleza da própria presença.

Ao cultivar momentos de presença plena e autocompaixão, o sujeito descobre que o mundo continua girando mesmo sem seu esforço hercúleo. A paz floresce quando a produtividade deixa de ser uma muleta para a autoestima fragilizada e se torna apenas uma escolha consciente. Enfim, a alma encontra o descanso merecido, percebendo que existir, por si só, é o bastante.

 

 

 

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