O áudio digital nos EUA já vale o digital inteiro do Brasil – 15.05.2026

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Você vai ler na coluna hoje: O áudio digital nos EUA já vale o digital inteiro do Brasil, A psicologia diz que parte da resiliência de quem cresceu nas décadas de 60 e 70 veio de ter que resolver conflitos sozinho antes de saber nomear emoções, Festival de Parintins: Esportes da Sorte volta em 2026, Da gôndola à Anvisa: a disputa de mercado entre Unilever e Ypê, Corona lança “Living is Calling” com parceria global com Tripadvisor e 300 mil experiências ao ar livre

 

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O áudio digital nos EUA já vale o digital inteiro do Brasil

Por Rodrigo Tigre

O IAB US junto com a PwC publicou mês passado seu Internet Advertising Revenue Report referente a 2025, marco dos 30 anos do estudo. O mercado americano de publicidade digital cresceu 13,9% e fechou o ano em quase US$ 300 bilhões. Dentro desse total, o áudio digital faturou US$ 8,4 bilhões (+10,2%) e o podcast, que ganha cada vez mais espaço no relatório, chegou a US$ 2,9 bilhões com crescimento de 17,6%. Em 2015, o podcast americano movimentava US$ 105 milhões. Em dez anos, multiplicou por 27 vezes.

Para colocar em perspectiva: convertendo a câmbio, o áudio digital americano sozinho, só áudio, sem vídeo, search ou social, movimentou em 2025 praticamente o mesmo valor que toda a publicidade digital brasileira no ano. Sim, a categoria que aqui ainda aparece de forma pouco consolidada nos levantamentos do mercado lá já equivale ao bolo inteiro do digital brasileiro.

Na semana passada, o IAB Brasil divulgou seu Digital Adspend ano-base 2025: o digital brasileiro atingiu R$ 42,7 bilhões (USD 8.68 bilhões), com crescimento de 12,7%, o segundo maior salto da série histórica. O ritmo é parecido com o americano. O retrato do mix, não.

No estudo brasileiro, o áudio simplesmente não é uma categoria. As fatias estão divididas entre vídeo (que já beira 50% do digital), display, search, texto e social. E quando olhamos para o CENP Meios, painel que reporta os gastos das 330 maiores agências do país, o áudio digital aparece com modestos 0,3% do bolo total. Nos EUA o share do áudio digital, considerado baixo por muitos analistas locais, é cerca de dez vezes maior. Em paralelo, o Inside Áudio 2025, da Kantar IBOPE Media, mostra que 92% dos brasileiros consomem algum formato de áudio todos os meses.

Existe um descompasso difícil de ignorar: o consumo está disseminado, mas o investimento ainda é restrito. E esse cenário tem pelo menos três fatores principais.

O primeiro é estrutural. Durante muito tempo, o áudio digital foi percebido como um ambiente fragmentado demais: dezenas de aplicativos, milhares de rádios e plataformas dispersas. Faltava infraestrutura para escalar. Hoje, redes premium e tecnologias de Dynamic Ad Insertion (DAI) sincronizam um spot a um catálogo de podcasts, streamings e rádios digitais com a mesma precisão de uma campanha display. A escala existe.

O segundo é o mito da mensuração. “Áudio não dá para medir.” Essa frase fazia sentido em 2010. Em 2026, simplesmente não. Pixel de conversão, teste de incrementalidade e pesquisa de brand lift possibilitam comparar o áudio com os mesmos KPIs hoje usados nas campanhas de vídeo, display e social.

Dá para saber quem ouviu, visitou o site, comprou, e qual parte da venda só aconteceu por causa do áudio. O ROAS médio das campanhas de podcast monitoradas pelo Podscribe em seu último benchmark do Q4 de 2025 que inclui o Brasil é de 4,2x, ou seja, para cada real investido em podcasts, o retorno é de R$ 4,20. Não é estimativa. É atribuição.

O terceiro fator é a herança cultural. O rádio brasileiro possui mais de cinco mil emissoras, métricas escassas e cobertura nacional difícil. Por isso, muita marca grande nem tem budget de áudio. O áudio digital resolve esse problema na origem: oferece alcance nacional mensurável, segmentação por contexto, formatos host-read com índice de confiança de 82% (Edison Research) e integração ao mix programático via DV360, The Trade Desk, Amazon ou sua DSP preferida.

A boa notícia é que basta pouco para mexer o ponteiro. Estudos de mix modeling da Nielsen mostram que adicionar entre 3% e 5% do budget em áudio digital eleva vendas em até 31% e recall em 18%, reduzindo o custo por conversão em 12% no mix total. É menos do que muita marca gasta hoje testando um novo formato em rede social.

O áudio digital é, provavelmente, um dos últimos oceanos azuis disponíveis no marketing. São 92% dos internautas escutando, ROAS comprovado, infraestrutura tecnológica madura e um mercado que cresce 12% ao ano e ainda assim com pouca concorrência publicitária. A marca que entra agora não disputa atenção com banner cego nem feed saturado: ela ocupa um espaço novo, fala diretamente no ouvido do consumidor em momentos que nenhuma tela alcança, e move os próprios ponteiros do mix de mídia: alcance, frequência, recall e o ROI de cada real investido nos outros canais.

E aí, sua marca está pronta para escutar e falar pelo áudio digital e mover os ponteiros, tanto os do mercado quanto os do seu próprio resultado de mídia?

A psicologia diz que parte da resiliência de quem cresceu nas décadas de 60 e 70 veio de ter que resolver conflitos sozinho antes de saber nomear emoções

Por Patrick Silva

Crescer entre as décadas de sessenta e setenta exigia que as crianças desenvolvessem uma autonomia prática muito acentuada diante dos desafios diários. Sem o suporte das ferramentas modernas de inteligência emocional, muitos indivíduos aprenderam a mediar disputas e superar obstáculos por conta própria. Essa vivência moldou uma geração resiliente que prioriza a resolução efetiva de problemas complexos.

Como a autonomia precoce moldou a força mental dessa geração?

A necessidade de enfrentar situações difíceis sem a mediação constante de adultos criou um senso de responsabilidade extremamente sólido. Estudos sobre resiliência infantil mostram que a assunção precoce de tarefas de organização e cuidado fortalece a autoeficácia e a capacidade de manter a ordem em contextos estressantes.

A ausência de nomes específicos para as angústias internas forçava a mente a buscar saídas criativas e imediatas para o alívio. Esse processo constante de tentativa e erro gerou uma confiança profunda na própria capacidade de superação diante das incertezas da vida. O resultado é um perfil comportamental que valoriza a ação assertiva como principal recurso de proteção pessoal.

Por que o silêncio era a principal ferramenta de mediação?

Naquele período histórico, a expressão aberta de vulnerabilidades era frequentemente interpretada como um sinal de fraqueza ou falta de caráter. Consequentemente, as crianças aprendiam a processar suas dores internamente, utilizando o silêncio como um escudo protetor contra julgamentos externos. Essa contenção permitia que a energia fosse direcionada exclusivamente para a solução dos impasses práticos encontrados diariamente.

O aprendizado silencioso favoreceu o desenvolvimento de uma observação aguçada sobre as dinâmicas sociais e as intenções das outras pessoas ao redor. Sem palavras para descrever a frustração, o indivíduo aprendia a ler o ambiente e a antecipar movimentos para evitar novos confrontos. Essa sensibilidade instintiva tornou-se uma vantagem estratégica para navegar por relações humanas complexas e desafiadoras.
Quais são os traços de resiliência herdados desse modelo de criação?

A herança comportamental desse período reflete uma combinação única de resistência física e adaptabilidade mental diante das mudanças sociais rápidas. Indivíduos que vivenciaram essa realidade possuem uma inclinação natural para a liderança prática e para a manutenção da calma em momentos críticos. Essa maturidade forçada pelo contexto histórico gerou competências que permanecem extremamente relevantes no cenário atual.

Qual a diferença entre resolver conflitos e processar emoções?

Resolver um conflito prático envolve a restauração da harmonia externa através de ajustes de conduta e acordos mútuos. No entanto, o processamento emocional exige a identificação honesta do que foi sentido durante o embate para evitar sequelas internas. Muitos adultos dessa época tornaram-se mestres na resolução de crises, mas ainda enfrentam desafios para validar suas próprias necessidades afetivas.

A lacuna entre o fazer e o sentir pode gerar uma sensação de vazio mesmo após grandes conquistas materiais. A mente aprendeu a ignorar o desconforto para seguir em frente, o que garantiu a sobrevivência mas pode limitar a intimidade. Reconhecer essa distinção é fundamental para integrar a força prática com uma saúde mental mais leve, equilibrada e realmente plena.

Como integrar a força do passado com a inteligência emocional?

Honrar a resiliência construída através das décadas sem ignorar a importância de nomear as sensações atuais é o caminho ideal. A união da autonomia prática com a alfabetização sentimental permite que o indivíduo utilize suas ferramentas de superação com muito mais consciência. Essa integração promove um estilo de vida onde a força não precisa mais caminhar acompanhada do isolamento.

A American Psychological Association oferece recursos fundamentais sobre como transformar experiências passadas em pilares de saúde para o presente. Investir nesse equilíbrio garante que o legado de superação seja transmitido com clareza e empatia para as gerações que buscam inspiração ética e um propósito de vida realmente transformador e duradouro para todos. Essa busca por novos significados fortalece a mente.

Festival de Parintins: Esportes da Sorte volta em 2026

Por Meio & Mensagem

O Esportes da Sorte confirmou a renovação do seu patrocínio oficial ao Festival Folclórico de Parintins para a edição de 2026. O evento, que acontece entre os dias 26 e 28 de junho, faz parte do posicionamento da plataforma de apostas voltado ao fortalecimento de manifestações culturais brasileiras e ao fomento de iniciativas de forte impacto regional.

A continuidade da parceria é um desdobramento de uma estratégia de intercâmbio cultural iniciada pela marca no último ano. Durante o Carnaval de 2026, a empresa promoveu uma integração entre o Norte e o Nordeste ao levar elementos estéticos dos bumbás para o Galo da Madrugada, no Recife. Na ocasião, o artista amazonense Iran Martins assinou a cenografia do carro alegórico da marca, unindo movimentos tradicionais do festival à linguagem visual do frevo.

ara a holding Esportes Gaming Brasil, detentora da marca, o investimento em Parintins busca ir além da exposição de logotipo, focando no diálogo entre diferentes expressões artísticas e no suporte aos profissionais da indústria criativa.

 

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