Você vai ler na coluna hoje: No varejo, quem entende categoria, entende estratégia, Texto Anna Quadros, Nota oficial, Nem tudo merece o seu tempo, Atenção não se compra: se conquista (e se perde rápido), Tem empresa que não demite, faz você desistir de si mesmo, O mercado ignorou os 60+. Agora vai precisar deles, Shoppings vazios, cliques cheios: o consumo já mudou e alguns ainda fingem que não, Gen Z bebe menos e está mexendo no lucro dos restaurantes, Globo utiliza OOH para ativar Copa do Mundo, O problema não é falta de ideia. É excesso de estímulo.
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No varejo, quem entende categoria, entende estratégia
Por Evaldo Lopes
Quando olhamos para o setor de perfumaria, fica claro que não estamos falando apenas de shampoo, sabonete, desodorante, maquiagem ou cuidados pessoais.
Estamos falando de grandes grupos controlando marcas, comportamento de consumo, espaço de gôndola, recorrência de compra e percepção de valor.
Por trás de várias marcas que o cliente reconhece no dia a dia, existem empresas com portfólios fortes, posicionamento bem definido e uma estratégia muito clara: ocupar diferentes perfis de consumidor, faixas de preço e momentos de compra.
E é aqui que entra o papel do varejo.
Não basta ter marca famosa cadastrada.
Não basta comprar bem.
Não basta colocar o produto na gôndola.
A diferença está em saber:
Qual marca gera fluxo.
Qual marca entrega margem.
Qual item precisa de exposição.
Qual produto não pode romper.
Qual categoria merece ponto extra.
Qual mix faz sentido para cada loja.
Perfumaria é uma categoria que mistura necessidade, desejo, cuidado pessoal e impulso de compra. Quando bem trabalhada, ela aumenta venda, melhora margem e fortalece a experiência do cliente dentro da loja.
No fim, categoria forte não nasce por acaso.
Nasce de análise, negociação, execução, abastecimento e leitura de mercado.
O varejo que entende isso deixa de apenas vender produtos.
Passa a gerir estratégia.
Texto Anna Quadros
Por Anna Quadros
Na última quarta-feira, retornei da minha licença maternidade após 5 meses e, no mesmo dia, completei 2 anos de casa.
Confesso: aproveitei cada segundo desse período tão único para me conectar com meu filho e com meu novo eu (agora mãe). Mas também confesso que estava com saudade. Saudade da rotina, dos desafios, das pessoas e, principalmente, do propósito que encontro todos os no meu trabalho.
E que retorno especial!
Fui recebida com tanto carinho pelo meu time, pelos colegas e parceiros que ficou ainda mais claro pra mim o quanto o ambiente faz diferença. Trabalhar em um lugar onde você se sente acolhida, respeitada e motivada não tem preço.
Sicredi
Hoje, volto ainda mais consciente do porquê faço o que faço.
Quero que meu filho cresça orgulhoso da mãe que tem, não só pelo que conquisto para nossa família, mas pelo amor, dedicação e verdade que coloco no meu trabalho todos os dias. Quero ser exemplo para que, no futuro, ele também encontre algo que o faça brilhar os olhos.
Ele ainda não entende exatamente o que eu faço… mas, com menos de 3 anos, já me vê pronta e diz:
“Vai trabalhar, mamãe? Bom trabalho!”
(Ele acha que o trabalho dele é ir pra creche)
E, sinceramente, é o incentivo mais poderoso que eu poderia ter…
Volto diferente. Mais forte. Mais inteira. E ainda mais apaixonada pelo que construo todos os dias.
Que venham os próximos capítulos e desafios.
Nota oficial
Hoje apresentamos a Conexus e o propósito que guia a sua atuação.
A Conexus nasce com o objetivo de conectar estratégia, posicionamento e resultados reais. Mais do que marketing, a empresa se propõe a oferecer direção, gerar valor e impulsionar o crescimento de seus clientes de forma consistente.
Além disso, atua como sales partner, participando ativamente do desenvolvimento de negócios e da geração de oportunidades, contribuindo diretamente para a expansão das empresas parceiras.
A operação já inicia ao lado de dois importantes parceiros: a Arena BBQ, de Encantado, e o Grupo Independente, de Lajeado — que reúne as marcas Rádio Independente, Tropical FM, Rádio Feliz e 94,1 FM — ambos com forte presença no Vale do Taquari.
Este é apenas o início de uma trajetória construída para gerar conexões que transformam resultados.
Nem tudo merece o seu tempo
Por Sandra Quinteiro
Atenção não se compra: se conquista (e se perde rápido)
Por Denis Alessandro Azevedo da Silva Silva
Sociedade da Atenção
Percebemos que o maior desafio das marcas hoje não é vender um produto, mas conquistar um fragmento de tempo — e de significado.
1. O despertar da Economia do Sentido
Após o isolamento, as necessidades básicas do consumidor subiram degraus na pirâmide de Maslow. Saímos de uma busca por conveniência extrema para uma busca mais profunda por conexão humana e propósito.
A vulnerabilidade e a necessidade de segurança ganharam força. O medo residual gerou uma demanda por transparência, e o consumidor passou a querer entender a origem, o impacto ético e a verdade por trás do marketing.
Ao mesmo tempo, o bem-estar holístico deixou de ser luxo e passou a ser uma necessidade de sobrevivência emocional. Marcas que ignoram a saúde mental do seu público começam a ser percebidas como predatórias.
2. O conflito na Sociedade da Atenção
O termo Sociedade da Atenção, difundido por economistas e sociólogos, descreve um mundo onde a informação é abundante — mas o foco humano se tornou o recurso mais escasso e valioso.
Existe um paradoxo evidente. Se, por um lado, o consumidor pós-pandemia está mais digitalizado, por outro, está mais exausto. O excesso de notificações criou um estado permanente de alerta.
Enquanto o consumidor busca significado e emoção, as plataformas operam pela lógica da retenção e do mecanismo. Essa tensão gera um desgaste crescente.
Como resposta, surgem movimentos como o slow consumption e o digital detox. O consumidor começa a rejeitar marcas que interrompem sua paz com conteúdos irrelevantes.
3. Novas emoções: da ansiedade ao JOMO
As emoções que guiam a decisão de compra se tornaram mais complexas e mais conscientes.
O FOMO, o medo de estar perdendo algo, dá espaço ao JOMO — o prazer em se desconectar. O consumo por ostentação perde força para o consumo por identidade, onde os valores pessoais passam a orientar escolhas. E a fidelidade à marca já não é mais garantida; ela foi substituída pela fidelidade à experiência, baseada em como a marca faz o consumidor se sentir no presente.
4. O desafio das marcas: ética e relevância
Nesse cenário, marcas que tentam conquistar atenção pelo “grito” — seja por meio de algoritmos agressivos ou excesso de estímulo — tendem a gerar rejeição.
A atenção hoje não se impõe. Ela se conquista.
E se mantém com algo ainda mais escasso: confiança.
A atenção é a nova moeda, mas a confiança é o único lastro que sustenta o seu valor.
Tem empresa que não demite, faz você desistir de si mesmo
Por Luciana Regina M.
Tem ambientes que não demitem pessoas. Eles fazem as pessoas desacreditarem de si mesmas até pedirem para sair. E isso é mais comum do que parece. Recentemente acompanhei um profissional em um processo seletivo que, no papel, tinha experiência, conhecimento e resultados. Mas na conversa, o que mais aparecia era insegurança. A sensação constante de que nunca estava bom o suficiente. Em nenhum momento faltava competência. O que faltava era um ambiente saudável. Ambientes tóxicos não destroem apenas a motivação. Eles afetam autoestima, silenciam talentos e fazem profissionais capacitados questionarem o próprio valor. Como RH, cada vez mais percebo que cultura organizacional não se resume a benefícios, frases na parede ou discursos inspiradores. Cultura é como as pessoas são tratadas nos dias difíceis, nos erros, nas cobranças e principalmente no reconhecimento. Empresas precisam de performance. Mas performance sustentável não nasce do medo, nasce da confiança. A pior empresa para trabalhar é aquela que te faz duvidar do seu potencial. E infelizmente, muitas pessoas só percebem isso depois de já estarem emocionalmente esgotadas.
O mercado ignorou os 60+. Agora vai precisar deles
Por Ester Morgan
Durante muito tempo, o mercado de trabalho brasileiro tratou a idade como um defeito.
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Depois dos 50, o profissional começava a ficar “caro” e depois dos 60, simplesmente ficava invisível para as vagas.
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Mas a realidade está começando a desmontar esse preconceito. O Brasil está envelhecendo rapidamente e, ao mesmo tempo, as empresas enfrentam algo que por muitos anos parecia impensável: falta de gente para trabalhar.
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Quando a escassez de mão de obra bate à porta, alguns preconceitos começam, curiosamente, a perder força.
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Hoje já são mais de 8 milhões de brasileiros com mais de 60 anos trabalhando, e não estamos falando apenas de executivos ou consultores, estamos falando de pessoas como Paulo Cizotto, que aos 79 anos decidiu voltar ao mercado e hoje trabalha como operador de caixa em um supermercado em Ribeirão Preto.
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Ele poderia estar aposentado, mas escolheu continuar ativo, e encontrou a empresa certa que escolheu contratá-lo.
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Isso diz muito sobre o momento que estamos vivendo, por anos eu venho dizendo que o problema nunca foi a idade, o problema sempre foi o preconceito.
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Agora, a própria realidade demográfica está obrigando o mercado a rever seus filtros. O país tem menos jovens entrando no mercado e mais pessoas vivendo com saúde e disposição por muito mais tempo.
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A consequência é simples: empresas que antes descartavam profissionais maduros começam a perceber que estavam ignorando um dos maiores ativos que existem dentro de uma organização: a experiência, maturidade emocional, paciência para lidar com pessoas e repertório de vida.
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A diversidade que realmente transforma empresas não é só de gênero, raça ou origem, ela também é geracional.
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E talvez a maior ironia de todas seja essa.
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Depois de décadas tentando empurrar profissionais maduros para fora do mercado, o próprio mercado começa a perceber que vai precisar deles para continuar funcionando.
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O Brasil está envelhecendo, e as empresas que entenderem isso primeiro terão uma enorme vantagem.
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Já as outras… vão continuar procurando talento onde ele já não é mais maioria.
Shoppings vazios, cliques cheios: o consumo já mudou e alguns ainda fingem que não
O fluxo de visitantes nos shoppings brasileiros caiu 6,2% desde 2019 e as vendas reais recuaram 25% no mesmo período, descontada a inflação. Em 2025, pela primeira vez desde a retomada pós-pandemia, o número mensal de visitas voltou a cair.
O e-commerce ultrapassou os shoppings em vendas desde
2024. O comércio online movimentou R$ 235,5 bilhões em
2025, ante R$ 200,9 bilhões dos shoppings. Desde 2019, as vendas online cresceram 88% em termos reais enquanto os shoppings encolheram.
Os cinemas, principal âncora dos empreendimentos, perderam 36% do público desde 2019. O setor discute reduzir o horário de funcionamento, abrir mais cedo e fechar antes das 22h, como resposta à mudança no comportamento do consumidor: o almoço virou o horário de maior movimento.
Olhando o todo: os shoppings continuam construindo, com 11 novos empreendimentos previstos para 2026, mesmo com público em queda. No Nordeste o modelo ainda cresce. No Sul e Sudeste, para especialistas, parece esgotado.
Gen Z bebe menos e está mexendo no lucro dos restaurantes
Os dados saem de uma análise da CNBC com o Major Food Group, dono do Carbone em Nova York. Jovens americanos estão bebendo menos, e isso significa pedido baixo de drink no restaurante.
Acontece que bebida é o item de maior margem do cardápio, em geral muito mais lucrativa que comida. Quando a Gen Z troca vinho por água com gás e coquetel por mocktail, o restaurante vende a mesma quantidade de pratos e ganha bem menos.
A Gallup confirma a tendência. A porcentagem de jovens americanos que se dizem bebedores caiu cerca de 10 pontos nas duas últimas décadas. Restaurantes já estão redesenhando cardápio e modelo.
Globo utiliza OOH para ativar Copa do Mundo
Por Valeria Contado
A partir dessa segunda-feira, 11, os torcedores brasileiros que estivessem nas ruas de São Paulo e Rio de Janeiro já poderiam encontrar peças distribuídas em painéis out-ofhome (OOH) imagens históricas das edições anteriores da Copa do Mundo Fifa.
Essa iniciativa, promovida pela Globo, faz parte da campanha “A Copa é sempre na Globo. A gente joga junto”, que destaca cenas marcas da história do torneio de seleções que foram exibidas pela empresa de mídia, que desde 1970 é responsável pela exibição.
Com isso, a intenção da emissora é reforçar o seu papel junto ao campeonato promovido pela Fifa, além de mostrar como o veículo participou da construção afetiva dos brasileiros com a Copa.
Além dos painéis, a campanha estará presente em estações de trem, terminais de ônibus, edifícios residenciais e nos telões de estádios como a Neo Química Arena, o Maracanã e a Arena Fonte Nova e nas páginas do jornal O Globo e dos perfis oficiais da emissora nas redes sociais.
Copa do Mundo na Globo
Na edição considerada a maior e mais digital da história, a Globo garantiu para a sua grade da TV aberta, paga e streaming, 54 partidas, inclusive as da seleção brasileira.
A empresa de mídia apostará em uma programação full-time, com programas especiais voltadas ao tema.
Para essa edição, o veículo garantiu 22 anunciantes para as transmissões da Copa do Mundo Fifa em seus canais. Dentre as marcas, portanto, 12 empresas ocupam as cotas principais: Ambev, Itaú, Unilever e Caoa, que renovaram a parceria do torneio passado. A essas empresas, ainda, se unem Amazon.com.br, Superbet, XP, Grupo Petrópolis, BYD, Localiza, Medley e Suvinil.
Ainda, em cotas de participação, estão Apple, Coca-Cola, McCain, Havan, Betano, BetMGM, Ademicon, Zé Delivery, Stihl e a estreante em projetos comerciais da Globo OpenAI.
Na publicidade, quem cresce não anda sozinho
No mercado publicitário, muita gente ainda acha que crescer é só sobre portfólio, campanha premiada ou performance. Mas, na prática, quase nada acontece sozinho.
A publicidade é, antes de tudo, uma rede viva de relações.
É no café antes da reunião que surgem ideias que nunca entrariam em um briefing. É no pós-evento, na conversa despretensiosa, que nascem parcerias. É naquele contato antigo que lembra de você na hora certa, não porque você pediu, mas porque você marcou.
Networking, nesse contexto, não tem nada a ver com acumular contatos ou distribuir cartões como quem coleciona figurinhas. Tem a ver com construir presença. Com ser lembrado não só pelo que você faz, mas por como você faz, pela troca, pela escuta, pela forma como você atravessa os projetos e as pessoas.
A beleza disso é que relações bem construídas não são imediatas. Elas são plantadas.
Você ajuda hoje sem saber quando volta. Você indica alguém sem garantia de retorno. Você se conecta sem uma intenção clara de ganho. E, ainda assim, é exatamente isso que constrói um caminho sólido dentro de um mercado que muda o tempo todo.
No fim, as melhores oportunidades raramente vêm de processos frios. Elas vêm de confiança.
De alguém que já trabalhou com você.
De alguém que já ouviu falar de você.
Ou, muitas vezes, de alguém que simplesmente acredita em você.
Crescer na publicidade não é só subir degraus.
É ir ampliando a mesa e garantindo que, ao longo do caminho, você nunca caminhe sozinho.
O problema não é falta de ideia. É excesso de estímulo
Durante muito tempo, a gente romantizou a falta de ideia como o grande bloqueio da criatividade. A famosa “tela em branco”, o briefing travado, o silêncio desconfortável.
Mas a realidade hoje é outra.
O problema não é falta de ideia. É excesso de estímulo.
Nunca tivemos tanto repertório disponível. Referências, campanhas, tendências, opiniões, frameworks, vídeos, cortes, threads, reels, análises. Tudo ao mesmo tempo, o tempo todo. E isso não está expandindo a criatividade, está achatando.
Porque quando você consome demais, você começa a criar a partir do que acabou de ver. Não do que você pensou.
A mente deixa de ser um espaço de elaboração e vira um feed.
A consequência é sutil, mas profunda: as ideias começam a parecer boas, mas não são novas. São versões levemente reorganizadas de algo que já existe. Mais rápidas, mais bonitas, mais bem editadas e, ainda assim, previsíveis.
No mercado publicitário, isso é quase um paradoxo. Nunca tivemos tanta gente criativa produzindo tanto conteúdo… e, ao mesmo tempo, tanta coisa parecida.
O excesso de estímulo cria uma falsa sensação de produtividade. Você sente que está “trabalhando” porque está consumindo, salvando, analisando. Mas, na prática, está só reagindo.
Criar exige um movimento oposto: silêncio, tempo e, principalmente, desconexão.
É no intervalo entre um estímulo e outro que a ideia própria aparece. É quando você para de olhar para fora que começa, de fato, a acessar o que está dentro.
Talvez o novo diferencial criativo não seja repertório.
Seja filtro.
Saber o que não consumir.
O que ignorar.
O que deixar passar.
Porque, no fim, não é sobre ter mais ideias.
É sobre ter espaço para que alguma delas seja realmente sua.