Coluna do Nenê – Governança, Integridade e Experiência – 15.05.2026

Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp

GOVERNANÇA

Fernando Rohsig – Conselheiro de Administração

“A gente mira no que vê, mas às vezes acerta no que não vê” – frase popularmente associada a Gabriel o Pensador – sintetiza um dilema recorrente nas empresas familiares. Decisões orientadas por objetivos imediatos frequentemente geram impactos relevantes em dimensões menos visíveis, como cultura, reputação e continuidade.

Em uma empresa do agronegócio em expansão, por exemplo, o fundador decide levar um filho à diretoria para preservar valores e encaminhar a sucessão. A escolha atende a uma demanda legítima, mas, sem critérios claros de qualificação, surgem efeitos colaterais: desengajamento de executivos, enfraquecimento da meritocracia e decisões influenciadas por relações pessoais.

Em outro caso, uma indústria familiar opta por reter dividendos para financiar crescimento. A decisão é racional sob a ótica empresarial, mas pode gerar tensões entre acionistas – especialmente os que não atuam na gestão – quando faltam regras transparentes. O conflito não aparece no balanço, mas compromete a coesão societária, um ativo estratégico frequentemente negligenciado.

Os exemplos revelam um padrão: empresas familiares “miram” crescimento, controle ou harmonia, mas acabam “atingindo” dimensões mais amplas, muitas vezes sem perceber.

É nesse contexto que a governança corporativa se torna central. Conselhos de administração ou consultivos com membros independentes introduzem o contraditório qualificado e reduzem decisões concentradas. Acordos de acionistas e políticas claras de distribuição alinham expectativas e previnem disputas. Processos estruturados de sucessão, com critérios objetivos e preparação prévia de herdeiros, mitigam riscos da transição geracional.

A separação entre família, propriedade e gestão também é decisiva. Conselhos de família organizam expectativas e preservam relações, evitando que questões pessoais contaminem decisões empresariais.

Governança não elimina conflitos, mas amplia a capacidade de enxergar além do imediato – condição essencial para crescer sem comprometer o que muitas vezes não aparece no curto prazo: a própria continuidade do negócio.

PROSPERAR

“Ninguém progride rodeado por indivíduos negativos e insatisfeitos. Para prosperar, associe-se a pessoas sábias, confiáveis e de índole generosa.”

CONHECIMENTO

Conhecimento só ganha verdadeiro valor quando é compartilhado. Ideias, experiências e aprendizados transmitidos entre pessoas ajudam a construir caminhos mais sólidos, evitam erros repetidos e aceleram o crescimento coletivo. Em qualquer área, ensinar também é uma forma de permanecer relevante, porque aquilo que é dividido continua vivo em quem aprende.

INTEGRIDADE

“Os sapatos que nunca saem de moda são os que caminham sem esmagar ninguém, porque quem pisa nos outros, cedo ou tarde, tropeça sozinho.”

ADMIRAÇÃO

Admiração nasce quando alguém consegue enxergar valor genuíno no outro. Não depende apenas de talento ou sucesso, mas da forma como uma pessoa age, enfrenta desafios, trata os outros e permanece fiel aos próprios princípios. Admirar alguém é reconhecer inspiração em atitudes que despertam respeito e motivam crescimento. Muitas vezes, a admiração silenciosa tem mais força do que elogios públicos, porque permanece ligada àquilo que realmente marca: caráter, dedicação e autenticidade.

TEMPO

Sêneca, filósofo: “Não é que tenhamos pouco tempo para viver, mas sim que nunca paramos de desperdiçá-lo”

– Sêneca, filósofo

ELTON JOHN

“Você pode trabalhar o quanto quiser, mas há momentos em que tudo se resume a um palpite.”

A frase de Elton John destaca que trabalho duro e planejamento são fundamentais, mas nem todas as decisões importantes vêm da lógica perfeita. Em muitos momentos da vida, a intuição também guia escolhas, especialmente quando não existem garantias. O esforço prepara a pessoa para reconhecer oportunidades, enquanto a experiência acumulada ajuda o “palpite” a fazer sentido.

EXPERIÊNCIA

“O problema nunca foi a idade. O problema sempre foi o preconceito de quem insiste em não enxergar valor na experiência.”

— Jeferson Motta

CONEXÒES

OOH DAY
Central de Outdoor

Porto Alegre
recebe um encontro que move o OOH

20 de maio
8h30 às 13h30

Hard Rock Café – Pontal Shopping – 2º andar |
Av. Padre Cacique, 2893 – Cristal, Porto Alegre/RS

Patrocínio:
Ativa
HMÍDIA
IMOBI
midialand
sinergy

Realização:
Central de Outdoor

AMBIÇÃO

“A ambição universal do homem é colher o que nunca plantou”

– Adam Smith

ARTIGOS SELECIONADOS

 Para ler artigos com a curadoria desta coluna — especialmente selecionados para o nosso leitor mais exigente — sobre: O áudio digital nos EUA já vale o digital inteiro do Brasil, A psicologia diz que parte da resiliência de quem cresceu nas décadas de 60 e 70 veio de ter que resolver conflitos sozinho antes de saber nomear emoções, Festival de Parintins: Esportes da Sorte volta em 2026, Da gôndola à Anvisa: a disputa de mercado entre Unilever e Ypê, Corona lança “Living is Calling” com parceria global com Tripadvisor e 300 mil experiências ao ar livre. clique AQUI!

 

Com as modificações das regras de envio do WhatsApp, criamos uma nova comunidade da Coluna do Nenê. Te convidamos a clicar no link abaixo para entrar na nossa comunidade e receber diariamente a nossa coluna. CLIQUE AQUI!
Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Rolar para cima

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência de acordo com a nossa
Política de Privacidade ao continuar navegando você concorda com estas condições.