Você vai ler na coluna hoje: Geração Z impulsiona mudanças nos supermercados, O que antes exigia esforço para ser medíocre agora tá ficando medíocre numa escala infinita, As pessoas não querem mais trabalhar como antigamente no varejo, Influência se consolida como ativo da governança corporativa, Apagão de mão de obra: horário flexível, folga e até lanches para atrair talentos, Não podemos mudar o passado. Mas podemos transformá-lo em força para o futuro, Quando a marca entra na conversa certa.
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Geração Z impulsiona mudanças nos supermercados
Jovens lideram uso de entregas por aplicativos e influenciam estratégias do setor com foco em conveniência, saúde e experiência de compra
Por Portal Terra da Luz
A forma de consumir da Geração Z está transformando o setor supermercadista. Mais conectados e adeptos das compras por aplicativos, os jovens nascidos entre o início da década de 1990 e os primeiros anos de 2010 lideram o uso de serviços de entrega de supermercados e alimentos, impulsionando mudanças na experiência de compra e nas estratégias das redes varejistas.
Levantamento da consultoria McKinsey mostra que esse público é o que mais utiliza serviços de delivery entre todas as faixas etárias, além de demonstrar disposição para pagar mais por conveniência quando percebe valor agregado na experiência oferecida.
Jornada de compra começa nas redes sociais
Ao contrário de gerações anteriores, a Geração Z costuma pesquisar preços pelo celular antes de ir às compras, descobrir novos produtos em plataformas como TikTok e Instagram, acompanhar avaliações de influenciadores digitais e priorizar marcas locais, alimentos saudáveis e itens práticos para o dia a dia.
Esse comportamento tornou a jornada de compra mais dinâmica. Atualmente, o consumidor pode conhecer um produto nas redes sociais, buscar avaliações na internet e concluir a compra tanto por aplicativos quanto em lojas físicas.
Segundo o relatório “Perspectiva do Consumidor: Guia para 2026”, da NIQ, apesar do crescimento dos canais digitais, cerca de 75% das vendas de bens de consumo ainda são realizadas nas lojas físicas, que seguem como principal ponto de contato entre consumidores e supermercados.
Produtos saudáveis ganham espaço nas gôndolas
A mudança no perfil do consumidor também impulsiona o crescimento de categorias voltadas ao bem-estar. Dados da McKinsey, com base em informações da Scanntech, apontam que, em 2025, a creatina registrou aumento de 89% no volume de vendas, enquanto o whey protein cresceu 124%. Já os iogurtes proteicos avançaram 16%, refletindo a busca por alimentos que combinem praticidade e valor nutricional.
Supermercados adaptam estratégias
Para o diretor executivo da Rede Uniforça, Sérgio Bezerra, o comportamento da Geração Z exige constante atualização das redes supermercadistas.
“Essa faixa etária chega ao supermercado muito bem informada e conectada, porque acompanha as tendências nas redes sociais, e também valoriza a praticidade. São consumidores em busca de produtos que façam sentido para o seu estilo de vida, e isso demanda estarmos em constante adaptação, tanto no mix de produtos a oferecer, quanto na forma de nos relacionarmos com esse cliente”, comenta.
Segundo Bezerra, a transformação vai muito além da ampliação do portfólio de produtos.
“Investir em canais digitais, aplicativos, programas de fidelidade, estabelecer uma comunicação acertada nas redes sociais e garantir sortimento que acompanhe essas tendências do comer saudável, dos produtos regionais, trazer lançamentos que despertem interesse entre os mais jovens… Eles influenciam não só pelo que compram pra si, mas também pelo que toda a família passa a consumir.”
Consumidor está menos fiel às marcas
Outro movimento observado pela Rede Uniforça é a redução da fidelidade às marcas. Estudos do setor mostram que os consumidores estão mais atentos ao custo-benefício e mais dispostos a experimentar novos produtos quando percebem maior valor na compra, comportamento ainda mais evidente entre os mais jovens.
Para a entidade, investir em inovação, presença digital, conveniência, alimentação saudável e valorização de fornecedores locais será determinante para manter a competitividade no varejo supermercadista nos próximos anos.
O que antes exigia esforço para ser medíocre agora tá ficando medíocre numa escala infinita
Por Gian Franco
Não é novidade pra ninguém que a inteligência artificial deixou barato produzir texto. Qualquer pessoa é capaz de gerar mil posts em uma tarde.
Mas é exatamente aí que as danadas das regras subjetivas dos humanos sempre nos suprendem: quanto mais fácil fica escrever, mais valioso se torna um bom texto.
Como diz o ditado: “O escuro não é o fim da sua luz, é apenas o contraste necessário para provar que ela é invencível.”
Então aí vai uma dica: Pra quem ainda não notou, texto genérico já virou commodity.
O que continua escasso é o texto bom feito a mão. Aquele ponto de vista formado ao longo de anos. A experiência que a máquina nunca viveu. A ideia que parece estranha no começo mas que sobrevive por anos.
E isso vale para quem escreve, e vale para as marcas.
CUIDADO: Conteúdo feito só para ocupar espaço tá te tornando invisível.
Quem quer ser lido precisa ter algo próprio a dizer. E precisa dizer com uma voz que seja reconhecível. Dizer com consistência. Dizer com coerência.
Tá certo! Eu assumo. A IA já eliminou o trabalho árduo da escrita. Mas toma cuidado porque ela vai eliminar junto a escrita sem alma.
E o que sobreviverá no final das contas é a genialidade dos grandes mestres: alguém pensando de verdade, do outro lado do texto.
As pessoas não querem mais trabalhar como antigamente no varejo
Por Bruno Cruz
Por décadas, o varejo foi uma boa porta de entrada no mercado. Emprego que não exigia experiência, absorvia muita gente, formava profissional na prática. A jornada era longa, o ritmo puxado, mas a geração daquela época aceitava porque era o degrau que existia.
Hoje é diferente. A geração que sustenta a operação não se sujeita mais a jornada de domingo a domingo, a virar noite, a passar feriado na loja. E não é falta de vontade de trabalhar. É que a internet abriu outras formas de ganhar dinheiro, com menos hora presa e mais autonomia. O varejo perdeu a exclusividade de ser a porta de entrada.
Em 23 anos de setor, aprendi que dá pra reclamar disso ou dá pra reorganizar em cima disso e reclamar não muda a geração é preciso mudar o modelo. E é aqui que a conversa encontra a produção própria.
O modelo descentralizado onde cada loja está produzindo no improviso, depende exatamente do que está ficando escasso: gente disposta a jornada dura, mão de obra especializada espalhada por dezenas de pontos, pessoa que cobre o buraco quando falta alguém.
Concentrar a produção numa central muda essa equação. Menos pontos exigindo mão de obra especializada. Um ambiente de trabalho mais próximo de uma indústria organizada do que de uma cozinha de loja no improviso: rotina, turno previsível, função definida. Exatamente o que a geração de hoje procura antes de aceitar ou largar um emprego.
A escassez de mão de obra não é um problema passageiro que vai se resolver quando a economia virar. É uma mudança de geração. E rede que continua montando a operação como se ainda houvesse fila de gente aceitando qualquer jornada vai sentir isso todo mês, na conta e na porta de saída.
Influência se consolida como ativo da governança corporativa
A criação de conteúdo transforma a atenção em patrimônio e ajuda marcas proprietárias a construírem reputação e conexão
Por Rebecca Belmonte
Ao abrir qualquer rede social, a chance de se deparar com alguém recomendando um produto é imensa. Durante anos, o mercado olhou para os criadores de conteúdo como uma extensão digital dos antigos comerciais de televisão: uma engrenagem eficiente para produzir vendas rápidas. Esse modelo puramente publicitário, contudo, está ultrapassado.
O entretenimento digital amadureceu e deu um salto definitivo para integrar o mundo dos negócios. Atualmente, o que estamos testemunhando não é mais a era dos publiposts, mas a consolidação de verdadeiras corporações de mídia e produtos, construídas em torno de grandes audiências.
Quando a atenção se transforma em patrimônio, a influência deixa de ser marketing e passa a exigir assento nas mesas de governança corporativa.
Para entender como essa engrenagem funciona na prática, basta observar o fenômeno que se apresenta quando conectamos a solidez do empreendedorismo tradicional ao magnetismo da nova economia da atenção. É exatamente isso que o Alê Costa, fundador da Cacau Show, e a filha, Isabella Costa, fazem com maestria.
Alê foi um dos precursores de um movimento poderoso: o marketing orientado ao líder. Em vez de se esconder atrás de logotipos, ele colocou o próprio rosto para jogo, mostrando as linhas de produção, testando chocolates ao vivo e dividindo a rotina real com os colaboradores. O resultado? Uma conexão humana e instantânea, que traz desejo de consumo e, acima de tudo, um selo intangível de confiança corporativa.
A estratégia fica mais fascinante na continuidade desse legado. Isabella Costa não é apenas a herdeira de uma gigante dos chocolates, é também uma nativa do ecossistema digital. Com uma linguagem própria, dinâmica e autêntica, ela abre as portas dos bastidores familiares e empresariais para uma geração de novos consumidores.
A mágica dessa dupla está justamente na complementaridade. Enquanto o pai ancora a autoridade na história, nos negócios e na cultura da companhia, a filha oxigena e renova a relevância digital da marca. Juntos, eles provam que a influência bem gerida é uma infraestrutura de reputação viva, capaz de atravessar gerações e perpetuar o valor de uma marca no mercado.
AÇÃO EM DEBATE NA REPCOM 2026
Essa interseção entre governança, sucessão e relevância digital é o tema de um dos debates do Repcom Influência 2026, evento da FSB Holding que será realizado no dia 21 de agosto, em São Paulo (SP). Ver como uma dinâmica familiar dessa magnitude equilibra a exposição pública com a pessoa jurídica é uma aula de estratégia.
Afinal, em um mundo no qual os consumidores exigem transparência em tempo real, os líderes precisam entender que a presença digital virou um indicador de performance e mexe diretamente com o valor patrimonial do negócio. Se um ruído na imagem de um líder pode abalar a operação, aprender a governar a reputação não é mais opcional, é uma questão de sobrevivência.
Desde a criação, em 2024, o Repcom Influência se consolidou como o principal espaço de debate e networking para quem deseja decifrar a comunicação estratégica e a imagem corporativa no Brasil. A cada edição, o evento busca se aprofundar na demanda mais latente do mercado.
Em 2026, a prioridade é abrir a “caixa-preta da influência digital“, trazendo caminhos práticos para que os líderes empresariais atravessem esse cenário hiperconectado com segurança, ética e, principalmente, autenticidade.
Então, fica o convite para o público acompanhar as reflexões que moldarão o futuro da produção de valor nas organizações. Por meio do site oficial do Repcom 2026 é possível saber os palestrantes, painéis e temas que conduzirão as reflexões do evento sobre influência, reputação e criação.
Apagão de mão de obra: horário flexível, folga e até lanches para atrair talentos
Estratégias incluem flexibilidade, bem-estar, planos de carreira e mudança para escala 5×2; remoto e recrutamento externo ganham espaço
Por Jornal A Tribuna
Com a escassez de mão de obra disponível, empresas no Estado já buscam por diferenciais que as tornem atrativas tanto para novos funcionários quanto para reter funcionários que já atuam na empresa.
A avaliação de especialistas é de que o salário deixou de ser o único fator de decisão para contratar ou reter funcionários. Gisélia Freitas, por exemplo, explica que as empresas que estão “vencendo essa batalha” estão oferecendo benefícios que incluem flexibilidade de horários, planos de carreira bem definidos, programas de bem estar e saúde física e mental.
“Eu costumo dizer que as pessoas entram pela vaga e saem pelo chefe. Aqui no Estado vejo clientes investindo em pesquisa de clima, em desenvolvimento de líderes e em cuidado com os riscos psicossociais, que inclusive agora se tornou exigência legal com a NR-1”.
Especialistas chegaram a citar até mesmo casos no Estado em que candidatos foram presenteados com pizzas por terem participado de um processo seletivo. Em Vitória, uma empresa chegou a oferecer um vale-compras de R$ 300 por mês em caso de assiduidade do funcionário que fosse contratado.
Presidente da Associação de Empresários da Serra (Ases), Leonelle Lamas explica que há uma compreensão entre o empresariado do Estado de que formar e desenvolver pessoas deixou de ser uma responsabilidade apenas das instituições de ensino. “ É algo que passou a fazer parte da estratégia das próprias organizações”.
Até mesmo modificações na escala de trabalho já são parte da estratégia para atrair e reter funcionários. A Drogasil, por exemplo, relatou ter decidido adotar a escala 5×2 – onde se trabalha cinco dias na semana – em todas as suas lojas no Estado para cargos de gerência e farmacêuticos, visando reter talentos e reduzir a rotatividade de funcionários.
Outra empresa que também decidiu adotar a escala 5×2 para funcionários com essa mentalidade é o Grupo Coutinho, que em março deste ano anunciou a mudança relatando ter cerca de 300 vagas ociosas e explicando que a modificação é parte de um planejamento para reduzir esse número e também para reduzir a rotatividade de funcionários.
Não podemos mudar o passado. Mas podemos transformá-lo em força para o futuro
Por Paulo Roberto Bertaglia
Todos nós carregamos histórias que gostaríamos de reescrever.
Uma decisão que não deu certo. Um projeto que fracassou. Uma oportunidade perdida. Uma palavra que não deveria ter sido dita. Ou simplesmente um momento da vida que gostaríamos de viver de outra forma.
Mas o passado tem uma característica que nenhum de nós consegue mudar. E dói demais esta realisade: ele já aconteceu.
O que continua sob nosso controle é o significado que damos a essas experiências.
Algumas pessoas passam a vida carregando o passado como um peso.
Outras escolhem transformá-lo em aprendizado, maturidade, coragem e força para seguir em frente.
Talvez essa seja uma das maiores demonstrações de crescimento: compreender que não podemos voltar para mudar a história, mas podemos seguir em frente mudando a forma como ela nos transforma.
Por isso desenvolvei esta frase para nossa reflexão:
NÃO PODEMOS MUDAR O PASSADO.
MAS PODEMOS TRANSFORMÁ-LO EM FORÇA PARA O FUTURO.
Dica da Corujinha: A experiência só se transforma em sabedoria quando escolhemos aprender com ela, em vez de apenas carregá-la.
Ao infinito e além.
Quando a marca entra na conversa certa
Por Raul Santahelena MSc.
É muito legal de ver quando uma marca consegue se apropriar do momentum.
Cruzando o posicionamento da marca com algum fragmento do zeitgeist.
Aqui no caso uma marca para bebês brincando com a situação do banho de banheira do Messi com 20 anos no Lamine Yamal ainda bebê com 4 meses de idade.














