Você vai ler na coluna hoje: O Brasil Virou o Laboratório da Netflix e o Mercado Publicitário Está de Olho, Pepsico Supera Estimativa e Receita Atinge US$ 24,1 Bilhões no Segundo Trimestre, A Globo tentou virar CazéTV, O número que ninguém mostrou no balanço da Cimed, CazéTV na WTA: um estranho no ninho?, Eliminado nas Oitavas, Brasil Ainda Recebe Prêmio Milionário da Copa do Mundo 2026, Esse empresário nordestino faliu a própria marca de propósito. E ficou muito mais rico fazendo isso, R$ 34 bi em 6 minutos: A regra “do bem” que virou a maior máquina de vendas da Copa, Quando foi que deixamos de fazer as coisas belas?, É amanhã: HOC in Cannes 26 debate tendências para o futuro dos negócios.
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O Brasil Virou o Laboratório da Netflix e o Mercado Publicitário Está de Olho
Com engajamento recorde e a expansão do modelo com anúncios, o país se consolida como um dos mercados mais estratégicos para a plataforma
Por Forbes MKT
Cláudia Raia abriu a segunda edição do Behind The Streams, encontro da Netflix Ads com o mercado publicitário brasileiro, nesta quarta-feira, (22), dando o tom de atenção e engajamento que permeou todo o evento. A atriz, que recentemente participou da série Fúria, usou sua presença para transformar o silêncio em uma metáfora sobre o que toda marca busca: captar a atenção do público. Durante o encontro, a Netflix apresentou dados inéditos sobre sua liderança no Brasil e discutiu novas formas de contar histórias, formatos comerciais inovadores e a integração entre publicidade e entretenimento.
Segundo dados da Netflix, a média mensal é de 29,2 milhões de pessoas assistindo à plataforma no Brasil por seu plano com anúncios. “As pessoas realmente assistem juntas às histórias internacionais e brasileiras da Netflix”, afirmam Elisabetta Zenatti, VP de Conteúdo no Brasil, e Jana Borges, diretora de Marketing. Ambas destacaram que produções autênticas, ousadas e inovadoras emocionam fãs e criam momentos culturais que vão além da tela. Fernanda Souza, apresentadora do reality Ilhados com a Sogra, e o ator Lucas Agrícola e o diretor Paulo Morelli, de Brasil 70, A saga do Tri, também reforçaram o impacto das boas histórias na formação de experiências compartilhadas.
Para as marcas, a atenção tornou-se a moeda mais valiosa. André Ferraz, diretor de Vendas de Publicidade da Netflix Brasil, explicou: “Atenção é consequência da experiência, do contexto e da conexão das pessoas com aquilo que estão vendo. E isso entrega grandes campanhas também fora das telas — hoje, por exemplo, como parte do negócio do nosso time de Licenciamento de Produtos, a Fiat lança um carro inspirado em Stranger Things.” Ele ainda adiantou novidades para 2026: “Lançaremos seis novas narrativas comerciais, entre elas Além do Jogo, com histórias para quem é apaixonado por esportes. A nossa Netflix Ads Suite também oferecerá uso de GenAI para juntar anúncios com os universos das nossas histórias em tempo real, para deixar a experiência muito melhor para quem assiste; e um framework modular para personalização com sobreposições, calls to action, botões de segunda tela, entre outros, entregando o criativo certo, para a pessoa certa, no momento certo.”
A estratégia da Netflix se reflete também nas parcerias de marca. Fernanda Guimarães, diretora de Parcerias de Marca da Netflix para a América Latina, destacou: “A gente sempre se pergunta o que os nossos fãs vão buscar numa campanha da Netflix? E não tem melhor resposta e caminho do que a autenticidade com aquele universo que ele conhece tão bem. E aí, para que seja legítimo para o fã, precisamos trabalhar com marcas que estão dispostas a ousar e que entendem que impactar exige um trabalho colaborativo.” Recentemente, campanhas de sucesso uniram marcas à acidez de Wandinha e à fofura de Caramelo — ou melhor, Amendoim — reforçando o potencial das histórias brasileiras no Top 10 global.
O Behind the Streams 2025 mostrou que a atenção é o ativo mais valioso da publicidade moderna. Segundo o estudo divulgado pela plataforma, os brasileiros dedicam em média 54 horas mensais à Netflix pelo plano com anúncios, e os blocos publicitários alcançam níveis inéditos de engajamento. O crescimento explosivo desse plano — escolhido por 55% dos novos assinantes brasileiros — marca uma virada de modelo: o streaming não é mais apenas entretenimento, mas um espaço de negócios sustentado pela economia da atenção. Com a Netflix Ads Suite, a empresa controla toda a jornada — da produção ao impacto — e transforma o espectador brasileiro em protagonista de campanhas globais.
Pepsico Supera Estimativa e Receita Atinge US$ 24,1 Bilhões no Segundo Trimestre
Demanda por produtos saudáveis e lanches proteicos garantiu faturamento superior às expectativas do mercado
Por Forbes Agro
A PepsiCo superou as estimativas de receita do segundo trimestre nesta quinta-feira, com a demanda por refrigerantes prebióticos, bebidas sem açúcar e lanches ricos em proteínas ajudando a compensar as vendas mais fracas de alimentos na América do Norte, em meio à crescente pressão dos preços sobre consumidores com dificuldades financeiras.
As empresas do setor de alimentos e bebidas estão enfrentando preços do petróleo persistentemente altos devido à guerra no Irã, o que aumentou seus custos de embalagem e logística, ao mesmo tempo em que precisam adaptar seus produtos aos consumidores preocupados com a saúde e em busca de melhor custo-benefício.
A PepsiCo espera uma inflação mais alta dos custos dos insumos no segundo semestre do ano, mas o diretor financeiro Steve Schmitt afirmou que os pedidos de reembolso das tarifas pagas no ano passado e as economias decorrentes da produtividade devem ajudar a amenizar o impacto.
A PepsiCo havia reduzido os preços de marcas como Lay’s e Doritos em até 15% na América do Norte para atrair de volta os consumidores preocupados com o orçamento, que estão cada vez mais optando por alternativas mais baratas e embalagens menores em meio a preocupações persistentes com a inflação.
A Globo tentou virar CazéTV
Por Márcio Eugênio
A Globo gastou R$ 34 bilhões em 4 anos para tentar virar uma “mediatech”. O resultado foi uma queda de 6% na audiência digital e uma perda de identidade.
Eles tentaram copiar a linguagem descolada e os influencers da CazéTV, que colhia 9,4 milhões de visualizações no digital com autenticidade natural.
Ao tentar imitar o concorrente, a emissora perdeu os dois lados: não conquistou o público novo e abandonou a seriedade que o público fiel valorizava.
Quem tenta ser tudo para todos acaba sendo nada para ninguém. Copiar o concorrente é o caminho mais rápido para tornar o seu negócio irrelevante.
E você, está construindo uma empresa que alguém ama de verdade ou um Frankenstein que ninguém abraça no mercado?
O número que ninguém mostrou no balanço da Cimed
Por Márcio Eugênio
Ela vendeu R$ 2 bilhões em 18 meses, e queimou caixa no mesmo ano.
A Cimed está em 98% das farmácias do Brasil. Faturou mais de R$ 3 bilhões. Fez live de R$ 40 milhões em 20 minutos.
Produto virou item de colecionador a R$ 400. Parecia imbatível.
Só que o balanço mostra o que o Instagram apagou: fluxo de caixa operacional negativo de R$ 55,5 milhões.
O lucro caiu 30%. Margem EBITDA despencou de 21% pra 16%. E a empresa pagou R$ 427 milhões em dividendos, mais que o dobro do lucro.
De onde veio o dinheiro? De R$ 450 milhões em novos empréstimos. Dívida explodiu pra R$ 1,63 bilhão.
Não é faturamento que paga conta. É caixa.
O lucro é a foto do passado. Fluxo de caixa é o filme do futuro. Você está assistindo o seu filme ou só guardando a fotografia?
Manda pra quem precisa ouvir isso.
CazéTV na WTA: um estranho no ninho?
Por Eduardo Mendes, Infomoney
A entrada da CazéTV na WTA a partir de 2027 recoloca em debate o modelo de distribuição do tênis feminino em um mercado cada vez mais fragmentado.
Eduardo Mendes explica em sua coluna que ao substituir a ESPN na América Latina, o canal de Casimiro leva para o circuito uma lógica de transmissão aberta, apoiada no YouTube, que contrasta com a estrutura tradicional de direitos pagos, janelas fechadas e controle mais rígido da audiência.
Mais do que uma simples troca de emissora, o movimento expõe uma disputa entre formas diferentes de fazer circular o esporte.
De um lado, plataformas que tratam o conteúdo gratuito como porta de entrada para produtos premium.
De outro, a aposta em alcance, comunidade e descoberta contínua como eixo principal de valor, num momento em que o tênis ainda busca se adaptar plenamente à dinâmica da mídia digital.
Eliminado nas Oitavas, Brasil Ainda Recebe Prêmio Milionário da Copa do Mundo 2026
A trajetória brasileira terminou nas oitavas de final após derrota por 2 a 1 para a Noruega
Por Forbes Sports
A eliminação do Brasil nas oitavas de final encerrou a campanha esportiva da seleção na Copa do Mundo de 2026, mas não impediu que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) saísse do torneio com uma receita relevante. Pela participação e pela colocação final, a CBF garantiu US$ 15 milhões em premiação, valor destinado às seleções que terminam entre o 9º e o 16º lugar.
Esse montante se soma à cota paga apenas pela presença no Mundial. Cada uma das 48 seleções participantes recebeu US$ 10,5 milhões, dos quais US$ 1,5 milhão são reservados para custos de preparação. Na prática, isso faz com que o Brasil deixe a competição com uma receita total de mais de R$ 130 milhões.
O desempenho esportivo da seleção, no entanto, ficou abaixo do esperado. A trajetória brasileira terminou nas oitavas de final após derrota por 2 a 1 para a Noruega, no MetLife Stadium, em Nova York. Os dois gols noruegueses foram marcados por Erling Haaland, aos 79 e 90 minutos. O Brasil ainda teve dois pênaltis a favor: Bruno Guimarães desperdiçou a cobrança no primeiro tempo, defendida por Orjan Nyland, enquanto Neymar marcou nos acréscimos, apenas para reduzir a diferença.
O resultado fez o Brasil se despedir da Copa em sua eliminação mais precoce desde 1990, quando também caiu nas oitavas, naquela ocasião diante da Argentina, por 1 a 0. Ainda assim, a estrutura de distribuição financeira da FIFA garante que mesmo seleções que deixam o torneio antes das fases finais recebam cifras expressivas, em uma edição que elevou o patamar da premiação total.
Esse empresário nordestino faliu a própria marca de propósito. E ficou muito mais rico fazendo isso
Quem cresceu comprando no Bompreço não entendeu
Por Márcio Eugênio
sse empresário nordestino matou a própria marca de propósito — e ficou muito mais rico por causa disso. Quem cresceu comprando no Bompreço nos anos 90 acha que foi um erro. Foi o oposto.
Nos anos 90, o Bompreço era imbatível: mais de 100 lojas, “orgulho de ser nordestino”, faturamento que os concorrentes invejavam. E foi no auge que a família Paes Mendonça vendeu tudo. Em 2000 entregaram a rede para a holandesa Ahold, que depois repassaria ao Walmart por cerca de US$ 300 milhões. Enquanto os gigantes globais brigavam pra trocar a fachada, a família já tinha saído por cima.
Por quê? Porque vender comida é cruel: operação exaustiva e margem de 2% a 3%. Você trabalha muito pra lucrar pouco. E eles enxergaram que o ativo de verdade nunca foi o supermercado — era o chão onde ele pisava.
A prova é que ele já investia em shopping antes de vender o mercado. Comprava o ponto, não só operava nele. Hoje o grupo tem 11 shoppings no Nordeste, incluindo RioMar Recife, RioMar Fortaleza e Salvador Shopping. Trocou a margem suada do varejo pela renda alta e recorrente do aluguel.
A lição não é “mude de ramo”. É mais dura: ele trocou de modelo de margem. Saiu de ganhar pouco vendendo muito, e virou dono do lugar onde os outros ganham pouco vendendo muito. A marca era a casca. O ativo estava embaixo dela o tempo todo.
A pergunta pro seu negócio: qual é o seu ativo escondido — o ponto, a marca, a carteira, o dado? E você está defendendo a operação cansativa, ou o ativo que te faria viver de renda?
R$ 34 bi em 6 minutos: A regra “do bem” que virou a maior máquina de vendas da Copa
Por Márcio Eugênio
A Coca-Cola faturou R$ 34 bilhões aproveitando uma regra de hidratação da Fifa. Eles usaram a marca Powerade para criar um palco paralelo e dominar as transmissões da Copa.
Foram 2 paradas obrigatórias por jogo que garantiram milhões de segundos de exposição. Enquanto as marcas tentam vender no intervalo, a Coca-Cola vendeu no silêncio do jogo.
O mercado não recompensa o melhor produto, mas quem ocupa o melhor instante. O lucro real não está no que você vende, está no timing exato da sua aparição.
Você está tentando vender no meio do barulho ou esperou o silêncio do seu cliente para aparecer?
Quando foi que deixamos de fazer as coisas belas?
Por Mentovox
Durante séculos, a beleza não era vista como um luxo, mas como parte da vida cotidiana.
De grandes construções de pedra e postes ornamentados a móveis feitos à mão e espaços públicos, as pessoas esperavam que tudo ao seu redor fosse não apenas funcional, mas também bonito. Até os objetos mais comuns eram criados com um cuidado impressionante e uma atenção especial aos detalhes.
Isso começou a mudar ao longo do século XX. Com a expansão das cidades e o avanço da produção em massa, a velocidade, o baixo custo e a eficiência passaram a ser as principais prioridades. A arquitetura adotou o minimalismo, enquanto o trabalho artesanal, que antes exigia habilidade e dedicação, foi sendo substituído por projetos mais simples e fáceis de produzir em larga escala.
Hoje, esse contraste é evidente. Prédios históricos repletos de esculturas, arcos e detalhes sofisticados dividem espaço com construções modernas projetadas principalmente para atender às necessidades práticas. A mesma transformação pode ser observada nos móveis, nos objetos do dia a dia, na moda e até no planejamento das cidades.
Os defensores do design moderno afirmam que a simplicidade tornou os produtos mais acessíveis, econômicos e fáceis de manter. Já outros acreditam que algo importante foi perdido quando a beleza e o trabalho artesanal deixaram de ser prioridade em nome da eficiência.
Talvez a verdadeira pergunta não seja se o design evoluiu, mas sim se trocamos personalidade e beleza por conveniência.
HOC in Cannes 26 debate tendências para o futuro dos negócios
No dia 15 de julho, a Casa HOC promove um encontro focado em traduzir os aprendizados do maior festival de criatividade do mundo para o mercado corporativo. Com o tema “Os movimentos que Cannes 2026 revela para o futuro dos negócios”, o evento trará insights, tendências e cases globais, apresentados por Tevo Farneda (HOC) e Simone Gasperin (BPool).
Serviço:
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Data e Horário: 15/07, das 9h30 às 12h.
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Local: Casa HOC.
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Inscrições: As vagas são limitadas. Confirme sua presença pelo WhatsApp (51) 99304-8395.













