Você vai ler na coluna hoje: BarraShoppingSul consolida nova estratégia de marca com estúdio para produção de conteúdo voltado a lojistas e influenciadores, Nota de Pesar: JORNALISTA CARLOS BASTOS, A meia-idade no mercado: crise ou auge produtivo?, O estudo mais longo já conduzido sobre sucesso e felicidade, Quem chama a geração analógica de resistente à tecnologia não entendeu nada sobre adaptação, Por que você gasta R$ 500 em restaurante, mas briga por R$ 5 no estacionamento? Um Nobel provou: seu cérebro cria “gavetas” diferentes para o mesmo dinheiro.
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BarraShoppingSul consolida nova estratégia de marca com estúdio para produção de conteúdo voltado a lojistas e influenciadores
Barra Studio amplia transformação iniciada pelo “Now! New Barra”, que aposta na integração entre experiência física, produção de conteúdo e relacionamento com consumidores
O processo de transformação iniciado pelo BarraShoppingSul com a campanha “Now! New Barra” ganha novos desdobramentos. Depois de apresentar ao mercado um posicionamento mais jovem, conectado e voltado às experiências, o empreendimento inaugura nesta quarta-feira, dia 22 de julho, o Barra Studio, espaço compartilhado voltado à produção de conteúdo digital.
O Barra Studio poderá ser utilizado por lojistas, influenciadores e clientes mediante agendamento pelo aplicativo Multi e foi desenvolvido para apoiar a criação de conteúdos para redes sociais, campanhas digitais, apresentação de produtos, vídeos, transmissões ao vivo e outros formatos que fazem parte da comunicação contemporânea das marcas. A estrutura contará com três sets de gravação, iluminação profissional, bancada de maquiagem, arara, trocador e cenários preparados para diferentes formatos de conteúdo. Os usuários também poderão contratar serviços complementares de fotografia, vídeo e edição, realizados por equipe especializada.
Segundo a superintendente do BarraShoppingSul, Stelamaris Parenza, o investimento traduz uma mudança de posicionamento do shopping diante da evolução do varejo. “Hoje, produzir conteúdo deixou de ser uma ação complementar e passou a fazer parte da rotina das marcas. O Barra Studio nasce para oferecer essa infraestrutura de forma acessível, permitindo que lojistas, influenciadores e clientes encontrem aqui um ambiente preparado para transformar ideias em conteúdo de qualidade e fortalecer sua presença nos diferentes canais de relacionamento com o público”, comenta. O projeto contou com consultoria do fotógrafo Raul Krebs e da especialista em Creator Economy Gabriela Frühauf. Ainda em julho, o espaço receberá uma palestra exclusiva para lojistas do shopping, reunindo especialistas para apresentar estratégias de produção de conteúdo com o objetivo de ampliar o fluxo de vendas.
Outra entrega que integra essa nova fase é a renovação das áreas de convivência do shopping. Ao todo, foram implantados 15 novos lounges, com mobiliário contemporâneo e intervenções paisagísticas distribuídas tanto no interior quanto no exterior do empreendimento, incluindo áreas das portarias B e F e corredores de circulação. As melhorias fazem parte da estratégia de tornar a permanência no shopping ainda mais confortável e convidativa, estimulando encontros, convivência e o aproveitamento dos espaços comuns.
“O ‘Now! New Barra’ representa muito mais do que uma campanha de comunicação mais contemporânea e conectada ao comportamento das novas gerações. É um movimento que também orienta uma série de transformações físicas e de experiência dentro do empreendimento. Estamos criando ambientes que acompanham novos hábitos de consumo e fortalecem o BarraShoppingSul como um espaço de convivência, inspiração e conexão entre pessoas, marcas e conteúdo”, resume Stelamaris. O movimento é acompanhado pela chegada de novas marcas ao shopping e por uma agenda crescente de experiências, eventos e ativações que aproximam o ambiente físico da linguagem das redes sociais.
Nota de Pesar: JORNALISTA CARLOS BASTOS
É COM GRANDE PESAR QUE ESSA COLUNA RECEBEU O FALECIMENTO DO GRANDE E QUERIDO JORNALISTA CARLOS BASTOS QUE REPRESENTOU A COMUNICAÇÃO DO RS PARA O BRASIL COM MUITO EMPENHO E DEDICAÇÃO.
A meia-idade no mercado: crise ou auge produtivo?
Por Antonio Francisco Fideli Filho
Muitas empresas ainda enxergam a faixa dos 40 aos 60 anos com um viés ultrapassado. Mas a ciência e os dados mostram que estamos diante de um verdadeiro rebranding da meia-idade.
Em seu estudo mais recente, a psicóloga americana Margie Lachman (Universidade Brandeis) desconstrói o mito de que essa fase é um declínio. Pelo contrário: trata-se de uma fase altamente estratégica para o ambiente corporativo.
Por que o mercado precisa combater o etarismo hoje?
Auge de competências: É justamente nessa fase que algumas habilidades cognitivas e a inteligência prática atingem o seu topo.
Diferencial competitivo: O acúmulo de experiências traz resiliência, inteligência emocional e uma capacidade única de resolução de problemas complexos.
Mentoria e sucessão: Profissionais nessa faixa são pilares essenciais para contribuir na construção e desenvolvimento das novas gerações dentro das empresas.
Como bem disse a influenciadora Pati Pontalti (52 anos):
“Não enxergo a idade como um limite para fazer o que eu quero na minha vida”.
E no ecossistema corporativo, não deveria ser diferente. O mercado que ignora a maturidade perde oxigênio, história e resultados.
Organizações inteligentes não descartam a experiência; elas a utilizam como tração para o futuro.
Líderes e profissionais de RH: Como a sua empresa tem trabalhado a inclusão geracional e combatido o etarismo na prática?
O estudo mais longo já conduzido sobre sucesso e felicidade
Por Tiago Henrique Bona
E o que ele nos ensina:
O Dr. George Vaillant liderou o que ficou conhecido como Harvard Grant Study.
Ele acompanhou homens de Harvard e dos bairros mais pobres de Boston.
O custo? Mais de 20 milhões de dólares.
Tudo para responder a uma única pergunta:
O que cria felicidade?
Os pesquisadores buscavam pistas para uma vida boa.
Eles mediram tudo.
– Exames de sangue.
– Ressonâncias cerebrais.
– Sucesso na carreira.
Até mesmo como esses homens lidavam com doenças e decepções.
A descoberta deles?
Não foi riqueza que fez os homens felizes.
Não foi fama ou conquistas.
Nem bons genes ou um QI alto.
Este é o maior indicador de felicidade:
Relacionamentos fortes.
Nada chegou perto disso.
Essa descoberta chocou a comunidade científica.
O atual diretor do estudo de Harvard disse claramente:
“As pessoas mais felizes em seus relacionamentos aos 50 anos eram as mais saudáveis aos 80.”
Absolutamente insano.
Sucesso, riqueza e níveis de colesterol não importaram.
Os números eram chocantes.
Homens que não conseguiam formar vínculos próximos morriam muito mais cedo.
Os que tinham conexões calorosas viveram bem até os 80 e 90 anos.
A solidão matou mais rápido do que cigarros.
Quer mais dinheiro?
Faça melhores amigos.
Homens com relacionamentos calorosos ganharam US$ 141.000 a mais no auge da carreira.
QI alto quase não deu vantagem comparado a boas conexões.
Outra surpresa…
Sua personalidade e nível de felicidade podem mudar.
Alguns que eram infelizes aos 20 anos se tornaram octogenários felizes.
Outros que começaram bem terminaram infelizes.
Você pode mudar se jogar o jogo corretamente.
Mas espere, tem mais
O relacionamento com o pai era extremamente importante.
Homens com laços afetuosos com seus pais relataram:
– Menos ansiedade.
– Mais prazer na vida.
– Maior satisfação aos 75 anos.
A lição mais útil?
Qualidade supera quantidade.
Você não precisa de muitos amigos.
Algumas conexões reais trazem mais benefícios do que dezenas de conexões superficiais…
Quem chama a geração analógica de resistente à tecnologia não entendeu nada sobre adaptação
Por Willians Fiori
Em 1950, informação tinha ritmo de espera. Carta, rádio, telefone fixo, biblioteca, enciclopédia. Pesquisa exigia deslocamento. Contato exigia tempo.
Em 1971, nasce o microprocessador. Nos anos 1980, computador pessoal, disquete, fax e Windows começam a mudar o escritório. Nos anos 1990, a internet entra na vida real. Em 1995, havia cerca de 16 milhões de pessoas conectadas no mundo. Ao fim daquela década, já eram cerca de 250 milhões.
Aí vieram banda larga, Google, redes sociais, smartphones, GPS, nuvem, streaming, banco no celular, trabalho remoto.
E agora, inteligência artificial.
Não foi uma mudança.
Foram seis ou sete revoluções dentro da mesma vida profissional.
Quem rebobinava fita cassete com caneta precisou aprender teclado. Quem decorava telefones precisou aprender e mail. Quem fazia pesquisa em enciclopédia passou a buscar no Google. Quem preenchia agenda, fichário e prontuário em papel precisou entender sistemas, aplicativos, videoconferência e senha para tudo.
E conseguiu.
No Brasil, a transformação não é discurso. Em 2024, a internet já estava presente em 93,6% dos domicílios, ou 74,9 milhões de casas. Entre pessoas com 60 anos ou mais que usavam internet, 87,9% acessavam todos os dias. A ideia de que maturidade e tecnologia não conversam não resiste a cinco minutos de realidade. IBGE
O mundo conectado cresceu numa velocidade que nenhuma geração havia enfrentado antes. Em 2024, 5,5 bilhões de pessoas estavam online, equivalentes a 68% da população global. UIT
Então, quando alguém diz que profissionais acima dos cinquenta são resistentes à tecnologia, eu sempre penso que essa pessoa não entendeu nada.
Essa geração foi obrigada a reaprender diversas vezes. Não tinha tutorial. Não tinha curso para tudo. Não tinha inteligência artificial respondendo em segundos.
Tinha necessidade.
Tinha medo.
Tinha trabalho para entregar.
Tinha um mundo inteiro mudando de lugar.
Nunca foram nativos digitais. Mas talvez tenham se tornado algo mais valioso: pessoas que aprenderam a viver em transformação.
E agora chega a IA.
Ela muda a conversa porque não apenas transmite ou organiza informação. Ela escreve, cria, responde, analisa, programa, antecipa decisões. Vai redesenhar profissões, empresas e relações de trabalho.
Os jovens de hoje podem dominar a ferramenta atual. Mas a geração analógica conhece uma habilidade ainda mais rara: sobreviver ao momento em que a ferramenta atual deixa de bastar.
O futuro não pertence a quem sabe usar o aplicativo da vez.
Pertence a quem não entra em pânico quando precisa aprender tudo outra vez.
Por que você gasta R$ 500 em restaurante, mas briga por R$ 5 no estacionamento? Um Nobel provou: seu cérebro cria “gavetas” diferentes para o mesmo dinheiro
Por Tiago Henrique Bona
Richard Thaler jogava pôquer com economistas.
Percebeu algo estranho.
Quando perdendo, jogavam conservador.
Quando ganhando, apostavam alto.
Thaler descobriu: pessoas não tratam dinheiro como dinheiro.
Tratam como “gavetas mentais” separadas.
Batizou de Contabilidade Mental. Nobel de Economia em 2017.
Aqui está como funciona:
Você gasta R$ 500 num jantar sem peso na consciência.
Mas briga por R$ 5 a mais no estacionamento.
Matematicamente? O mesmo dinheiro.
Psicologicamente? Contas diferentes.
Jantar = conta “lazer”. Estacionamento = conta “custos fixos”.
Outro exemplo:
Você compra ingresso de R$ 200. Perde o ingresso.
Compraria outro? A maioria diz não.
Mas se você perde R$ 200 na rua ANTES de comprar?
A maioria ainda compra.
Mesmo valor. Mente conta diferente.
Thaler descobriu padrões:
Ganhar duas vezes R$ 50 parece melhor que R$ 100 de uma vez.
Perder R$ 100 de uma vez dói menos que duas vezes R$ 50.
Ganhos separados = mais prazer. Perdas juntas = menos dor.
Empresas exploram isso:
Black Friday: “Economize R$ 500!” soa melhor que “Pague R$ 2.000”.
Cartão: você gasta mais porque a dor é menor que dinheiro vivo.
Netflix: R$ 50/mês parece pouco. R$ 600/ano parece muito.
Por que você não cancela a academia? Já pagou. Conta “compromissos”.
Por que gasta bônus rápido? Conta “extra”, não “essencial”.
Por que economiza no mercado mas gasta no aeroporto?
Contextos ativam contas diferentes.
Thaler provou: dinheiro não é fungível na sua mente.
R$ 100 deveriam sempre ser R$ 100.
Mas sua mente cria gavetas.
Rótulos.
Contas separadas.
Você não é tão racional quanto pensa.
Empresas sabem disso.
E usam contra você.
Mas agora você também sabe.














