Você vai ler na coluna hoje: Cuidado com esses líderes que escutam, A fila mais humana do mundo, Dia dos Namorados: atributos das marcas nas favelas, Aportes em ESG devem diminuir no próximo ano, aponta estudo, A vida realmente tem dessas voltas bonitas, Se você quer crescer de verdade, precisa parar de olhar só para a aquisição, Branding, patrocínios, Fandoms e economia criativa são de seu interesse?, Londres – Uma aula de out of home nas ruas e no WOO London 2026, O Passarinho, a Minhoca e a Crise do Pensamento Simplista, Acelerando juntos: Mercado Ads leva a sua marca para a Fórmula 1, A inteligência de quem sabe escutar
Com as modificações das regras de envio do WhatsApp, criamos uma nova comunidade da Coluna do Nenê. Te convidamos a clicar no link abaixo para entrar na nossa comunidade e receber diariamente a nossa coluna. CLIQUE AQUI!
Cuidado com esses líderes que escutam
Por Luciana Cattony
Eles parecem líderes comuns no início. Participam das reuniões, acompanham indicadores, falam sobre estratégia, resultados e metas trimestrais. Nada muito diferente do que vemos por aí. Até que uma coisa estranha começa a acontecer: eles fazem perguntas que ultrapassam o crachá.
Perguntas que não estavam no script da reunião. “Como você está, de verdade?” “O que tem sido mais difícil para você ultimamente?” “Como foi a consulta do seu filho?” “Tem alguma coisa acontecendo que a gente ainda não conseguiu enxergar nos números?” E o mais desconcertante não é nem a pergunta. É que eles realmente querem ouvir a resposta. Esperam. Prestam atenção. Não interrompem no meio da frase. Não transformam imediatamente a conversa em uma aula improvisada sobre performance. Não sentem aquela necessidade quase esportiva de provar que conseguem resolver tudo em três minutos com um framework novo.
É aí que começam os problemas.
Pessoas que se sentem ouvidas costumam fazer coisas perigosas para culturas baseadas em silêncio. Elas compartilham dúvidas antes que virem adoecimento, antecipam crises antes do colapso, pedem ajuda antes de chegar ao limite e apontam falhas enquanto ainda existe tempo para corrigi-las.
Algumas chegam ao extremo de confiar na liderança.
E confiança, como sabemos, pode gerar consequências gravíssimas dentro das organizações: colaboração genuína, relações mais maduras, menos energia desperdiçada em joguinhos políticos e equipes que não precisam gastar metade da própria energia tentando parecer fortes o tempo todo.
A fila mais humana do mundo
Por Jeferson Motta
Em um mundo onde quase tudo parece funcionar na velocidade máxima, uma rede de supermercados na Holanda decidiu fazer justamente o contrário. A rede Jumbo criou caixas especiais chamados “Kletskassa”, ou “caixas de conversa”. Neles, os clientes não precisam ter pressa para passar suas compras. A ideia é simples: permitir alguns minutos de conversa entre clientes e funcionários. O projeto nasceu para ajudar a combater a solidão, especialmente entre idosos que vivem sozinhos. Para muitas pessoas, uma ida ao supermercado pode ser uma das poucas oportunidades de interação social durante o dia. O sucesso foi tão grande que a iniciativa, que começou como um teste em 2019, foi ampliada para cerca de 200 lojas. E embora tenha sido pensada inicialmente para a terceira idade, qualquer pessoa pode usar a fila e aproveitar um atendimento mais humano. Enquanto a maioria dos mercados busca reduzir cada segundo do atendimento, essas filas mostram que, às vezes, alguns minutos de conversa podem valer muito mais do que velocidade.
Dia dos Namorados: atributos das marcas nas favelas
Por Fernando Murad
A categoria de higiene e beleza se consolida como segmento de vínculo e presenteável em datas especiais, como Dia das Mães, com destaque para perfumes e cosméticos, que lideraram intenção de compra. Esse padrão tende a se repetir, ou se intensificar, para o Dia dos Namorados, já que o autocuidado é visto como um presente carregado de afeto e admiração.
Os dados são da nova edição do Tracking das Favelas, levantamento mensal da Nós — Inteligência e Inovação Social publicado com exclusividade por Meio & Mensagem. Assinantes de Meio & Mensagem tem acesso ao conteúdo completo aqui.
Para 47% dos consumidores preço e promoção são o fator principal de decisão de compra. Marcas que combinam alto valor simbólico com estratégias promocionais claras, como kits, combos e frete grátis, têm vantagem competitiva dentro das favelas, onde a renda média mensal é de R$ 3.036.
Para o Dia dos Namorados, ativações que contemplem o público feminino tanto como presenteadoras quanto como presenteadas ampliam o alcance e a conversão.
Atributos e percepção dos consumidores
Na percepção atual, O Boticário e Natura aparecem com as melhores avaliações em atributos centrais da categoria, como confiança, qualidade, admiração, identificação e facilidade no dia a dia. Ambas as marcas combinam dimensões funcionais e emocionais, reforçando uma presença consistente no repertório da categoria nas favelas.
Avon e Nivea, por sua vez, também mantêm presença relevante em atributos específicos, especialmente em aspectos ligados a acesso, reconhecimento e funcionalidade. Já Mary Kay aparece de forma mais concentrada em um público específico, com menor amplitude de percepção na leitura geral da categoria.
O recorte por gênero mostra diferenças importantes. Entre as mulheres, os índices são mais altos para praticamente todas as marcas, com maior intensidade em atributos de confiança, qualidade e identificação. No masculino, a percepção aparece mais equilibrada entre O Boticário e Natura, sugerindo uma leitura menos concentrada e mais funcional da categoria.
Atributos percebidos pelos consumidores nas favelas
| Resposta | Eu confio | Valoriza a diversidade | Tem Qualidade | Eu Admiro | É Transparente |
| Avon | 31,6% | 33,4% | 30,9% | 27,6% | 29,4% |
| Mary Kay | 14,6% | 14,7% | 19,3% | 13,8% | 13,4% |
| Natura | 45,4% | 44,3% | 46,6% | 43,0% | 42,3% |
| Nivea | 30,0% | 25,6% | 32,6% | 26,3% | 27,6% |
| O Boticário | 52,3% | 51,1% | 56,1% | 52,5% | 49,0% |
| Resposta | É para todos | É fácil de encontrar | É sustentável | Facilita minha vida | Me identifico |
| Avon | 38,9% | 37,0% | 29,0% | 26,6% | 24,7% |
| Mary Kay | 13,1% | 12,1% | 12,8% | 8,8% | 11,0% |
| Natura | 41,3% | 44,0% | 45,5% | 39,8% | 41,7% |
| Nivea | 29,3% | 34,2% | 23,5% | 24,4% | 24,7% |
| O Boticário | 43,8% | 49,9% | 47,4% | 47,7% | 49,4% |
Metodologia
Estudo contínuo feito com pessoas que residem nas favelas do Brasil. A coleta de dados é feita via aplicativo que já possui usuários previamente perfilados por classe social, gênero, idade e por localidade onde vivem, incluindo clusters específicos como as favelas. A pesquisa é feita com 800 pessoas que vivem em favelas com controle de cotas de gênero e idade. Por ser uma pesquisa via aplicativo, todas as respostas e usuários são validados automática ou manualmente, garantindo maior qualidade e agilidade de coleta. A margem de erro da pesquisa é de 3,5% com 95% de intervalo de confiança.
Aportes em ESG devem diminuir no próximo ano, aponta estudo
Por Meio & Mensagem
Os investimentos em ESG no Brasil devem sofrer uma desaceleração nos próximos 12 meses. O dado foi revelado pela pesquisa “Líderes de Negócios & ESG 2026”, da Data-Makers, que entrevistou cem executivos em junho deste ano.
De acordo com o estudo, em um ano, subiu de 20% para 26% o índice de executivos que preveem uma diminuição dos investimentos em ESG. Em 2024, apenas 8% dos entrevistados pretendiam diminuir os aportes. Apesar da desmobilização, a maioria (56%) pretende manter o patamar de investimentos no próximo ano.
O estudo também revelou que 21% das empresas cancelaram iniciativas de ESG nesse período, enquanto outros 35% colocaram as ações em espera. Os principais impactados pelos cortes foram as frentes de recursos humanos e comunicação, com a despriorização de políticas de contratação, treinamentos, palestras e parcerias com ONGs.
Percepção de saturação e preparo executivo
A retração é percebida pelo mercado. Mais de seis em cada dez líderes (61%) contam ter percebido uma desvalorização do ESG nas discussões. Também saltou de 7% para 15% o índice de respondentes que acreditam que o tema está saturado e recebe mais atenção do que realmente merece.
Os executivos, em contrapartida, se dizem mais preparados. Avançou de 13% para 22% o número de profissionais que afirmam ter um conhecimento avançado sobre o tema, ao longo do ano.
Apenas 24% acreditam que sua empresa tem uma atuação acima da média do mercado quando o assunto são as práticas socioambientais. A maioria (61%) descreve sua atuação como dentro da média geral.
A vida realmente tem dessas voltas bonitas
Por Leticia Peroni
Às vezes, quando a gente acha que está apenas seguindo em frente, a vida nos surpreende com um reencontro. Depois de 10 anos, estou de volta à Global para assumir um novo desafio como Head de Relacionamento e Novos Negócios. E não, não é um retorno ao mesmo lugar. Porque a Global evoluiu. O mercado mudou. E eu também. Volto com novos repertórios, novas experiências e uma perspectiva ainda mais forte sobre o valor das relações, da construção conjunta e das oportunidades que surgem quando boas pessoas se encontram em torno de um propósito comum. Muito feliz por reencontrar pessoas que fizeram parte da minha trajetória e, ao mesmo tempo, criar novas conexões, novas trocas e novas possibilidades. Algumas travessias nos levam para novos lugares. Outras nos levam de volta — mas nunca da mesma forma. Pronta para essa nova travessia.
Se você quer crescer de verdade, precisa parar de olhar só para a aquisição
Por Fabio Schunke
A maioria das empresas está obcecada por gerar mais leads. Mais tráfego, mais campanhas, mais investimento. Parece lógico. Se entrar mais gente, vou vender mais. Mas não é isso que acontece. O que realmente define o crescimento não está na quantidade de leads que entram. Está no que acontece depois que eles chegam. E é aqui que quase todo mundo perde o jogo.
> Lead entra e não recebe resposta no tempo certo.
> Recebe resposta, mas não tem continuidade.
> Vira proposta, mas ninguém acompanha.
> Avança na negociação, mas não existe controle real.
E no final do mês, a conclusão é sempre a mesma: precisamos de mais leads. Não. Você precisa parar de perder os que já tem. Empresas que crescem de forma consistente operam diferente. Elas não dependem de vendedores “bons”. Elas não dependem de memória. Elas não dependem de feeling. Elas operam com processo. Sabem onde estão perdendo dinheiro. Sabem quais etapas precisam melhorar. Sabem quanto vão vender antes do mês acabar. Isso muda tudo. Porque crescimento sem previsibilidade não é crescimento. É sorte. Se hoje você não consegue olhar para sua operação comercial e entender exatamente o que está acontecendo, esse é o ponto que precisa ser resolvido. Não amanhã. Agora. Porque o que trava a maioria das empresas não é falta de demanda. É falta de controle sobre o que acontece depois dela.
Branding, patrocínios, Fandoms e economia criativa são de seu interesse?
Por Daniela Neves Araujo Nascimento Esteves
Algumas pesquisas recentes estão reafirmando a forma como as grandes marcas avaliam investimentos e podem mudar a forma como marcas relutantes trabalham seus patrocínios em cultura e futebol. Existe uma transição clara: de procura por audiência para ativações almejando pertencimento e ainda, de simples exposição para busca por engajamento. Esse fenômeno também pode ser explicado pelos sinais de influência da geração Z e da Millenium na opinião do público-alvo. E essas gerações valorizam ESG, coerência e pertencimento. Pesquisas recentes da Nielsen 2025 indicam uma mudança importante na forma como marcas podem avaliar seus investimentos em esporte, cultura e entretenimento. Observa-se que: *67% dos fãs de futebol consideram marcas patrocinadoras mais atraentes; *51% da população global se declara fã de futebol; *76% dos fãs de futebol nos EUA pertencem às gerações Millennials e Gen Z; *O interesse global por esportes femininos cresceu de 45% para 50% da população entre 2022 e 2024; *Cerca de 60% dessa audiência será composta por mulheres. * Mulheres deverão influenciar aproximadamente 75% das decisões de compra domésticas até 2028. *O futebol feminino deve ultrapassar 800 milhões de fãs até 2030, sendo 60% dessa audiência composta por mulheres. O que esses números revelam? Que o valor de um patrocínio não está apenas no alcance, mas na capacidade de gerar conexão emocional, identificação cultural e senso de comunidade. Por isso, há tendência de se trabalhar com atenção a opinião das gerações jovens (Z e Millenium) e mulheres. Busca-se trabalhar Fandom (87% dos consumidores participam de comunidades Fandom) e uma forma interessante de se fazer isso é por meio de creators incluídos nos projetos culturais por meio de contrapartidas. Fãs em Fandom confiam mais, permanecem por mais tempo, defendem marcas espontaneamente e apresentam maior receptividade a patrocinadores! As marcas que entenderem a força dos Fandoms, das comunidades e da economia criativa poderão alcançar uma vantagem competitiva difícil de replicar. Podem, com a estratégia e projetos assertivos, alcançar o pertencimento e continuidade na janela de oportunidade de Copa masculina em 2026 nos EUA, México e Canadá e na Copa feminina no Brasil em 2027!
Londres – Uma aula de out of home nas ruas e no WOO London 2026
Por Sandro Moretti
Principal evento de OOH do mundo, o WOO aconteceu de 03 a 05 de junho em Londres, com as lideranças mundiais do setor, apresentando a fronteira do conhecimento em métricas, tecnologia, AI, cases e network. Abaixo os tópicos do meu artigo publicado pelo propmark (link nos comentários) cobrindo três conteúdos apresentados no evento: 1. Programática e Métricas – Reino Unido puxado por Londres está entre os top markets; 2. Mobiliários Urbanos à serviço da população, não apenas painéis publicitários; 3. Pluralidade de empresas e formatos, respeitando a arquitetura e a beleza da cidade, e mantendo grandes áreas verdes sem painéis digitais, Londres é um exemplo a ser seguido pelas grandes capitais!! Nick Brien (CEO da OUTFRONT Media) coloca o OOH como a mídia IRL (in real life), transformando espaços públicos em experiências. De forma orgânica, ajudamos as empresas na construção de marca e reputação, entregando visibilidade com credibilidade.
O Passarinho, a Minhoca e a Crise do Pensamento Simplista
(Um pequeno lembrete sobre o excesso de regras sem contexto)
Durante décadas, uma frase foi repetida sem qualquer contestação:
“Passarinho que acorda cedo é o primeiro a pegar a minhoca.”
Aparentemente, era um conselho inocente.
Aparentemente… pois logo em seguida alguém teve a brilhante idéia de refutar tal afirmativa com uma nova frase:
“Minhoca que acorda cedo, vira comida de passarinho”
Tudo mudou quando a Associação Nacional das Minhocas resolveu se manifestar.
Em nota oficial, a entidade declarou que a frase representa uma visão unilateral dos fatos, construída exclusivamente a partir da perspectiva dos vencedores.
“O passarinho acorda cedo e escreve livros. A minhoca acorda cedo e vira estatística.”
A declaração provocou intenso debate no Reino Animal.
O próprio passarinho, autor do best-seller “Acorde às 5 da manhã e alcance seus objetivos“, rebateu as críticas afirmando que seu sucesso foi fruto de disciplina, foco e determinação.
Segundo ele, qualquer minhoca poderia alcançar resultados semelhantes.
Bastaria acordar ainda mais cedo ainda!
A resposta gerou indignação imediata.
Especialistas em comportamento subterrâneo apontaram que as minhocas que seguiram rigorosamente as orientações do livro tiveram uma taxa de sobrevivência estatisticamente decepcionante.
Enquanto isso, os urubus entraram na discussão para criticar o próprio gênero literário.
Em artigo publicado na revista Carniça & Negócios, afirmaram que livros de autoajuda são produzidos quase exclusivamente por animais que sobreviveram aos próprios conselhos.
“Gostaríamos de conhecer também os autores que não sobreviveram às suas estratégias.”
A frase foi aplaudida por corujas, corvos e outros intelectuais do Reino Animal.
Mas a controvérsia estava apenas começando.
Sentindo-se excluídas do debate, as cobras divulgaram uma carta aberta.
Segundo elas, utilizar minhocas como exemplo seria uma forma de preconceito estrutural contra espécies rastejantes menores.
“Queríamos ver se teriam coragem de fazer esse mesmo tipo de análise conosco.”, sibilaram…
A manifestação ganhou enorme repercussão.
Mas durou aproximadamente quinze minutos.
Foi quando gaviões e águias decidiram responder.
Em nota conjunta, afirmaram:
“Teríamos.”
O assunto encerrou-se imediatamente.
Diante da crescente polarização, uma comissão independente formada por tartarugas, capivaras e bicho-preguiças passou seis anos analisando o problema.
O relatório final concluiu que a frase original possuía uma falha metodológica grave.
Ela observava apenas o resultado do passarinho.
Jamais investigava o destino da minhoca.
A descoberta gerou enorme comoção.
Pela primeira vez, alguém percebeu que o mesmo conselho podia ser excelente para um personagem e desastroso para outro.
O passarinho continuou defendendo a disciplina.
A minhoca continuou defendendo a prudência e, porque não, o conforto de acordar tarde… BEM mais tarde…
As cobras continuaram reclamando.
Os gaviões continuaram sem se impressionar.
E os urubus continuaram escrevendo textos sarcásticos sobre todos eles.
Talvez exista uma lição nisso tudo.
Ou talvez existam apenas interesses diferentes ocupando posições diferentes.
O fato é que toda regra parece brilhante quando é contada pelo sobrevivente.
Porque o problema de ouvir apenas um lado da história é que, muitas vezes, o outro lado foi comido.
E, convenhamos, isso costuma prejudicar bastante a qualidade do debate.
“A diferença entre um conselho e uma armadilha é que o conselho geralmente é dado por quem já atravessou o caminho.”
Acelerando juntos: Mercado Ads leva a sua marca para a Fórmula 1
O patrocínio esportivo tradicional está passando por uma transformação estrutural irreversível. Durante décadas, o investimento em grandes propriedades esportivas foi regido pela lógica linear do awareness: logotipos em carenagens, placas publicitárias em circuitos e menções televisivas voltadas para capturar a atenção de espectadores. No entanto, a recente movimentação estratégica de Mercado Ads por meio do patrocínio do Mercado Livre na Fórmula 1, junto à equipe BWT Alpine F1 Team, demonstra que as plataformas tecnológicas estão reescrevendo as regras do jogo.
Esta evolução encontra um terreno fértil no comportamento atual das audiências. A Fórmula 1 se consolidou como um fenômeno de alcance massivo e transgeracional, registrando uma audiência global acumulada de mais de 1,8 bilhão de espectadores em TV e CTV (um crescimento de 6,8% em relação a 2024) e uma base consolidada de 827 milhões de fãs mundialmente.* Além disso, em mercados estratégicos para a América Latina, como Brasil, México e Argentina, as raízes culturais e o impulso de figuras locais, como Franco Colapinto, Gabriel Bortoleto e Checo Pérez, potencializaram os níveis de alcance por corrida. Isso configura um perfil de espectador altamente cobiçado pelos anunciantes: um segmento de alto poder aquisitivo, com um comportamento marcadamente digital e uma conversão quase imediata.
O futuro da TV já começou
Por iNNOVA TV
Os dados de audiência de abril de 2026 mostram um cenário cada vez mais claro: o streaming já se aproxima da TV aberta na média diária de consumo. Mais do que uma disputa por audiência, esse movimento reflete uma mudança profunda no comportamento do público. O consumidor atual valoriza conveniência, personalização e acesso ao conteúdo em diferentes dispositivos e horários. Para empresas de mídia, produtores de conteúdo, anunciantes e plataformas de distribuição, o recado é direto: entender a nova jornada do espectador deixou de ser uma vantagem competitiva e passou a ser uma necessidade. O crescimento do streaming não significa o fim da TV tradicional, mas evidencia uma transformação do mercado que continuará moldando a forma como conteúdos são produzidos, distribuídos e consumidos. Na iNNova TV, acompanhamos essa evolução de perto e acreditamos que o futuro da televisão será cada vez mais conectado, multiplataforma e centrado na experiência do usuário. Como você enxerga a evolução do consumo de conteúdo nos próximos anos?
A inteligência de quem sabe escutar
Por Natacha Gastal
“Me acham muito inteligente, mas, na verdade, eu sei fazer as perguntas certas e escutar.” Foi essa frase de Luiza Helena Trajano que mais me marcou no painel que ela dividiu com María Benjumea, no South Summit. Ela ainda complementou ao falar sobre uma das características de sua liderança: a agilidade na tomada de decisões. “Se der certo, ótimo. Se não, ajustamos a rota.” Em um mundo em que a IA está a um clique e milhões de dados e conteúdos estão disponíveis a todo momento, fica a lição de quem transformou uma pequena loja em um império: é preciso manter a curiosidade viva e a atenção constante, sem perder a coragem de arriscar. E, como se não bastasse a riqueza da troca entre essas duas mulheres inspiradoras, acompanhei com orgulho — e um tanto de bairrismo e brasilidade — o mais do que merecido reconhecimento a uma empresária que rompeu paradigmas e se tornou referência no Brasil e no mundo. Sua Majestade, o Rei Felipe VI da Espanha, entregou à Luiza o South Summit Leadership Award, em reconhecimento a uma liderança que inspira transformação, inovação e impacto positivo. Afinal, como ela mesma destaca: “A união da sociedade civil em torno de uma causa é capaz de impulsionar a transformação de um país.”












