Cuidado com esses líderes que escutam – 08.06.2026

Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp

Você vai ler na coluna hoje: Cuidado com esses líderes que escutam, A fila mais humana do mundo, Dia dos Namorados: atributos das marcas nas favelas, Aportes em ESG devem diminuir no próximo ano, aponta estudo, A vida realmente tem dessas voltas bonitas, Se você quer crescer de verdade, precisa parar de olhar só para a aquisição, Branding, patrocínios, Fandoms e economia criativa são de seu interesse?, Londres – Uma aula de out of home nas ruas e no WOO London 2026, O Passarinho, a Minhoca e a Crise do Pensamento Simplista, Acelerando juntos: Mercado Ads leva a sua marca para a Fórmula 1, A inteligência de quem sabe escutar

 

Com as modificações das regras de envio do WhatsApp, criamos uma nova comunidade da Coluna do Nenê. Te convidamos a clicar no link abaixo para entrar na nossa comunidade e receber diariamente a nossa coluna. CLIQUE AQUI!   

 

 

Cuidado com esses líderes que escutam

Por Luciana Cattony

Eles parecem líderes comuns no início. Participam das reuniões, acompanham indicadores, falam sobre estratégia, resultados e metas trimestrais. Nada muito diferente do que vemos por aí. Até que uma coisa estranha começa a acontecer: eles fazem perguntas que ultrapassam o crachá.

Perguntas que não estavam no script da reunião. “Como você está, de verdade?” “O que tem sido mais difícil para você ultimamente?” “Como foi a consulta do seu filho?” “Tem alguma coisa acontecendo que a gente ainda não conseguiu enxergar nos números?” E o mais desconcertante não é nem a pergunta. É que eles realmente querem ouvir a resposta. Esperam. Prestam atenção. Não interrompem no meio da frase. Não transformam imediatamente a conversa em uma aula improvisada sobre performance. Não sentem aquela necessidade quase esportiva de provar que conseguem resolver tudo em três minutos com um framework novo.

É aí que começam os problemas.

Pessoas que se sentem ouvidas costumam fazer coisas perigosas para culturas baseadas em silêncio. Elas compartilham dúvidas antes que virem adoecimento, antecipam crises antes do colapso, pedem ajuda antes de chegar ao limite e apontam falhas enquanto ainda existe tempo para corrigi-las. 

Algumas chegam ao extremo de confiar na liderança. 

E confiança, como sabemos, pode gerar consequências gravíssimas dentro das organizações: colaboração genuína, relações mais maduras, menos energia desperdiçada em joguinhos políticos e equipes que não precisam gastar metade da própria energia tentando parecer fortes o tempo todo.

A fila mais humana do mundo

Por Jeferson Motta

Em um mundo onde quase tudo parece funcionar na velocidade máxima, uma rede de supermercados na Holanda decidiu fazer justamente o contrário. A rede Jumbo criou caixas especiais chamados “Kletskassa”, ou “caixas de conversa”. Neles, os clientes não precisam ter pressa para passar suas compras. A ideia é simples: permitir alguns minutos de conversa entre clientes e funcionários. O projeto nasceu para ajudar a combater a solidão, especialmente entre idosos que vivem sozinhos. Para muitas pessoas, uma ida ao supermercado pode ser uma das poucas oportunidades de interação social durante o dia. O sucesso foi tão grande que a iniciativa, que começou como um teste em 2019, foi ampliada para cerca de 200 lojas. E embora tenha sido pensada inicialmente para a terceira idade, qualquer pessoa pode usar a fila e aproveitar um atendimento mais humano. Enquanto a maioria dos mercados busca reduzir cada segundo do atendimento, essas filas mostram que, às vezes, alguns minutos de conversa podem valer muito mais do que velocidade.

Dia dos Namorados: atributos das marcas nas favelas

Por Fernando Murad

A categoria de higiene e beleza se consolida como segmento de vínculo e presenteável em datas especiais, como Dia das Mães, com destaque para perfumes e cosméticos, que lideraram intenção de compra. Esse padrão tende a se repetir, ou se intensificar, para o Dia dos Namorados, já que o autocuidado é visto como um presente carregado de afeto e admiração.

Os dados são da nova edição do Tracking das Favelas, levantamento mensal da Nós — Inteligência e Inovação Social publicado com exclusividade por Meio & Mensagem. Assinantes de Meio & Mensagem tem acesso ao conteúdo completo aqui.

Para 47% dos consumidores preço e promoção são o fator principal de decisão de compra. Marcas que combinam alto valor simbólico com estratégias promocionais claras, como kits, combos e frete grátis, têm vantagem competitiva dentro das favelas, onde a renda média mensal é de R$ 3.036.

Para o Dia dos Namorados, ativações que contemplem o público feminino tanto como presenteadoras quanto como presenteadas ampliam o alcance e a conversão.

Atributos e percepção dos consumidores

Na percepção atual, O Boticário e Natura aparecem com as melhores avaliações em atributos centrais da categoria, como confiança, qualidade, admiração, identificação e facilidade no dia a dia. Ambas as marcas combinam dimensões funcionais e emocionais, reforçando uma presença consistente no repertório da categoria nas favelas.

Avon e Nivea, por sua vez, também mantêm presença relevante em atributos específicos, especialmente em aspectos ligados a acesso, reconhecimento e funcionalidade. Já Mary Kay aparece de forma mais concentrada em um público específico, com menor amplitude de percepção na leitura geral da categoria.

O recorte por gênero mostra diferenças importantes. Entre as mulheres, os índices são mais altos para praticamente todas as marcas, com maior intensidade em atributos de confiança, qualidade e identificação. No masculino, a percepção aparece mais equilibrada entre O Boticário e Natura, sugerindo uma leitura menos concentrada e mais funcional da categoria.

Atributos percebidos pelos consumidores nas favelas

 

Resposta Eu confio Valoriza a diversidade Tem Qualidade Eu Admiro É Transparente
Avon 31,6% 33,4% 30,9% 27,6% 29,4%
Mary Kay 14,6% 14,7% 19,3% 13,8% 13,4%
Natura 45,4% 44,3% 46,6% 43,0% 42,3%
Nivea 30,0% 25,6% 32,6% 26,3% 27,6%
O Boticário 52,3% 51,1% 56,1% 52,5% 49,0%
Resposta É para todos É fácil de encontrar É sustentável Facilita minha vida Me identifico
Avon 38,9% 37,0% 29,0% 26,6% 24,7%
Mary Kay 13,1% 12,1% 12,8% 8,8% 11,0%
Natura 41,3% 44,0% 45,5% 39,8% 41,7%
Nivea 29,3% 34,2% 23,5% 24,4% 24,7%
O Boticário 43,8% 49,9% 47,4% 47,7% 49,4%

 

Metodologia

Estudo contínuo feito com pessoas que residem nas favelas do Brasil. A coleta de dados é feita via aplicativo que já possui usuários previamente perfilados por classe social, gênero, idade e por localidade onde vivem, incluindo clusters específicos como as favelas. A pesquisa é feita com 800 pessoas que vivem em favelas com controle de cotas de gênero e idade. Por ser uma pesquisa via aplicativo, todas as respostas e usuários são validados automática ou manualmente, garantindo maior qualidade e agilidade de coleta. A margem de erro da pesquisa é de 3,5% com 95% de intervalo de confiança.

Aportes em ESG devem diminuir no próximo ano, aponta estudo

Por Meio & Mensagem

Os investimentos em ESG no Brasil devem sofrer uma desaceleração nos próximos 12 meses. O dado foi revelado pela pesquisa “Líderes de Negócios & ESG 2026”, da Data-Makers, que entrevistou cem executivos em junho deste ano.

De acordo com o estudo, em um ano, subiu de 20% para 26% o índice de executivos que preveem uma diminuição dos investimentos em ESG. Em 2024, apenas 8% dos entrevistados pretendiam diminuir os aportes. Apesar da desmobilização, a maioria (56%) pretende manter o patamar de investimentos no próximo ano.

O estudo também revelou que 21% das empresas cancelaram iniciativas de ESG nesse período, enquanto outros 35% colocaram as ações em espera. Os principais impactados pelos cortes foram as frentes de recursos humanos e comunicação, com a despriorização de políticas de contratação, treinamentos, palestras e parcerias com ONGs.

Percepção de saturação e preparo executivo

A retração é percebida pelo mercado. Mais de seis em cada dez líderes (61%) contam ter percebido uma desvalorização do ESG nas discussões. Também saltou de 7% para 15% o índice de respondentes que acreditam que o tema está saturado e recebe mais atenção do que realmente merece.

Os executivos, em contrapartida, se dizem mais preparados. Avançou de 13% para 22% o número de profissionais que afirmam ter um conhecimento avançado sobre o tema, ao longo do ano.

Apenas 24% acreditam que sua empresa tem uma atuação acima da média do mercado quando o assunto são as práticas socioambientais. A maioria (61%) descreve sua atuação como dentro da média geral.

Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Rolar para cima

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência de acordo com a nossa
Política de Privacidade ao continuar navegando você concorda com estas condições.