Na coluna de hoje, você vai ler artigos sobre: Geração Z evita cargos de liderança, mas se destaca quando assume o posto, analisa especialista, Acesso à internet dispara entre crianças até 8 anos, Será o fim da crise da meia idade?, ROI em campanhas omnichannel: como mensurar?, SPR cria nova identidade visual e campanha institucional para a Romanzza e IAB Brasil lança guia de publicidade digital para apostas online.
Geração Z evita cargos de liderança, mas se destaca quando assume o posto, analisa especialista
Eles cresceram ouvindo sobre burnout, questionando hierarquias e priorizando qualidade de vida. A Geração Z, nascida entre 1995 e 2010, tem rejeitado de forma crescente os cargos de chefia nas empresas. No entanto, quando aceitam o desafio da liderança, costumam inovar e engajar equipes de forma positiva. A avaliação é de Fred Torrës, sócio sênior do Grupo Hub, consultoria de RH especializada em recrutamento e seleção, com mais de 10 anos de atuação no mercado.
“A Geração Z não quer ser líder. Pelo menos, não da forma tradicional”, analisa o especialista. Segundo ele, os motivos variam: medo do adoecimento emocional, rejeição ao modelo hierárquico tradicional e o desejo de preservar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Para Torrës, esse comportamento reflete uma mudança profunda na relação dos jovens com o trabalho.
“Eles cresceram vendo exemplos de chefes autoritários e ambientes tóxicos. Não querem repetir esse modelo. Mas, quando percebem que podem liderar de forma mais humana e flexível, se tornam líderes naturalmente mais preparados para os novos tempos”, afirma.
Um exemplo dessa nova liderança é Maria Eduarda Tomich, de 28 anos, gerente de RH da Onimusic, gravadora e distribuidora de música gospel brasileira. Formada em Psicologia, Maria Eduarda iniciou sua carreira como estagiária de Recursos Humanos em uma mineradora, onde aprendeu a trabalhar com autonomia. Aos 23 anos, ingressou como analista de atendimento em uma startup de e-commerce, propôs melhorias operacionais e, em apenas cinco meses, pediu para assumir a área de RH. Apesar da resistência inicial por falta de experiência, conquistou a posição.
De lá para cá, construiu times motivados, resolveu conflitos internos e se consolidou como uma liderança próxima, baseada na escuta ativa e na confiança. Em São Paulo, coordenou uma equipe de recrutamento e seleção composta por profissionais mais velhos do que ela – o que define como uma experiência desafiadora. Também passou por ambientes tóxicos e chegou a enfrentar um burnout, o que a levou de volta a Belo Horizonte.
Hoje, como gerente de RH da Onimusic há dois anos, Maria Eduarda lidera três pessoas e foi responsável por estruturar toda a área de recursos humanos da empresa, aumentando em 60 pontos o NPS interno. Como líder, acredita no modelo híbrido, na flexibilidade e na cultura do feedback. “Liderar pode dar medo, mas sempre gostei desse papel. Gosto de ter uma relação próxima com as pessoas. Não acredito em microgerenciamento; o que importa é a entrega. Se a pessoa precisar viajar com a família ou o namorado, tudo bem — o importante é ter responsabilidade com as entregas”.
Liderança em transformação
Segundo ela, um dos desafios de liderar sendo da Geração Z é lidar com os estereótipos associados aos jovens no ambiente corporativo. “A gente ainda escuta muita coisa ruim. Mas a verdade é que trabalho com outra lógica. Não acredito no ‘faz porque estou mandando’. Prefiro construir sentido junto com o time. Trabalhar com intenção, com propósito. Isso é o que realmente engaja as pessoas”, afirma.
Para Fred Torrës, lideranças como a de Maria Eduarda refletem um novo perfil cada vez mais valorizado pelo mercado: flexível, empático e engajado com propósitos maiores do que apenas lucro. “Esses jovens líderes sabem que o modelo de comando e controle está obsoleto. Eles valorizam colaboração, diversidade e impacto social. Isso gera ambientes mais saudáveis e, muitas vezes, mais lucrativos também.
Apesar da resistência inicial, empresas que desejam se manter competitivas terão que adaptar seus modelos de gestão para atrair e manter esses talentos, pontua Torres. “A pergunta não é mais se a Geração Z quer liderar, mas como podemos criar estruturas que permitam que eles liderem à sua maneira”, finaliza.
Sobre o Grupo Hub:
Fundado em 2014 enquanto consultoria de Recursos Humanos, o Grupo Hub cresceu e hoje desenvolve soluçõesone stopshop para Recrutamento e Seleção, desenvolvimento e tecnologia, com a missão de conectar empresas com os melhores talentos.Partindo da premissa de que a contratação está comoditizada, o Grupo se destaca na preocupação com as pessoas do início ao fim do processo, reconhecendo as diferenças entre as gerações e o potencial de cada uma para impulsionar a performance das empresas. Com alto nível de flexibilidade, desenvolveu uma metodologia consultiva escalável que ao longo de mais de 10 anos já atendeu 400 companhias, alcançou 282 mil candidatos entrevistados e quase 9 mil posições trabalhadas, com 99,5% de assertividade, índice de recompra do cliente de 90% e NPS de 98%. Em seu portfólio, estão grandes marcas como Natura, Itaú, iFood, Stellantise Vale.
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Acesso à internet dispara entre crianças até 8 anos
O uso da internet entre as crianças brasileiras deu um salto. Em dez anos, o percentual de usuários entre 6 e 8 anos passou de 41% para 82%. O número impressiona também na faixa etária entre zero e 2 anos: crescimento de 9% para 44%, e de 3 a 5 anos, onde o avanço foi de 26% para 71% desde 2015.
O levantamento feito pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) traz à tona questões importantes: o que as crianças estão acessando na internet, a que elas estão expostas e quais são os seus direitos na era digital.
Para a doutora em Direito e advogada da área de Família, Adriana Martins Silva, a necessidade de debate sobre privacidade de dados, exposição indevida, manipulação algorítmica e riscos psicológicos às crianças é imediata e precisa mobilizar famílias, educadores e legisladores.
“Crianças não são ‘miniadultos’ e sua exposição à internet, algoritmos e redes sociais exige proteção específica. As vantagens da tecnologia são inegáveis, mas precisamos equilibrar inovação e segurança para garantir um desenvolvimento saudável”, diz a professora do curso de Direito do UniCuritiba.
Entre os principais riscos do acesso à internet, redes sociais e inteligência artificial estão a exposição precoce a conteúdos inadequados, violação da privacidade e dependência tecnológica. Adriana explica que plataformas online podem coletar dados sem consentimento e, assim, treinar os algoritmos.
“A exposição das crianças a conteúdos inadequados é um dos problemas, mas não o único. As interações com chatbots e IA também são arriscadas quando não há monitoramento dos pais ou cuidadores, sem falar na monetização infantil em redes sociais, o que coloca em xeque a ética e a proteção legal dos menores.”
No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece direitos e garantias das crianças e adolescentes, incluindo o universo online. Além dele, o Marco Civil da Internet define os princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil, sem excluir as crianças.
Mais especificamente sobre o direito à proteção dos dados pessoais, inclusive nos meios digitais, o país conta com a Lei Geral de Proteção de Dados desde 2022. Na lista de normas entra também a Resolução Conandanº 245, que reforça a obrigatoriedade de um ambiente digital mais seguro para o público jovem.
Direitos das crianças na era digital
A advogada e professora do UniCuritiba, Adriana Martins Silva, lista dez direitos das crianças e adolescentes na era digital e reforça a importncia do monitoramento no uso da internet e do diálogo entre pais e filhos.
- Direito à privacidade e proteção de dados:segurança no uso e armazenamento dos dados coletados pela internet, incluindo consentimento adequado (quando aplicável), limites de finalidade e transparência sobre como são tratados.
- Direito à segurança online:proteção contra abusos, assédio, exploração, fraude e conteúdos inadequados. Medidas envolvem controle de idade, filtros, monitoramento e suporte.
- Direito à informação e alfabetização digital:acesso a conteúdo educativo e confiável sobre riscos digitais, literacia midiática (estímulo ao pensamento crítico) e habilidades para identificar fake news e golpes.
- Direito à participação:ser ouvida sobre sua experiência online e ter voz sobre suas necessidades e preferências em ambientes digitais (aplicativos, jogos, redes sociais).
- Direito à acessibilidade e inclusão:disponibilidade de tecnologia e conteúdos adaptados para crianças com diferentes habilidades, garantindo que todos possam usar de forma segura.
- Direito à proteção contra comercialização inadequada:prevenção de publicidade direcionada indevida a crianças, uso responsável de dados para fins de marketing e transparência sobre coleta de dados das crianças.
- Direito à supervisão responsável:pais, responsáveis e educadores têm papel de orientação, com equilíbrio entre privacidade infantil e proteção, promovendo ambientes digitais seguros.
- Direito à saúde mental e bem-estar:medidas para reduzir exposição a conteúdos prejudiciais, cyberbullying, dependência e impactos na autoestima, incluindo limites de tempo de tela.
- Direito à recuperação e suporte:acesso a canais de denúncia, suporte psicológico e apoio quando ocorrerem impactos negativos no ambiente digital.
- Direito à transparência de plataformas:políticas claras sobre como funcionam algoritmos, moderação de conteúdos, coleta de dados e consequências no uso indevido dos serviços digitais.
Sobre o UniCuritiba
O UniCuritiba completa 75 anos de tradição e excelência em 2025. A instituição é reconhecida como referência entre os paranaenses e, pelo MEC, como uma das melhores instituições de ensino superior de Curitiba (PR).
Destaca-se por ter um dos melhores cursos de Direito do país, com selo de qualidade OAB Recomenda em todas as suas edições, além de ser referência na área de Relações Internacionais.
Integrante do maior e mais inovador ecossistema de ensino de qualidade do Brasil, o Ecossistema nima, o UniCuritiba conta com mais de 70 opções de cursos de graduação em todas as áreas do conhecimento, além de pós-graduação, mestrado e doutorado.
Possui uma estrutura completa e diferenciada, com mais de 60 laboratórios e professores mestres e doutores com vivência prática e longa experiência profissional. O UniCuritiba tem seu ensino focado na conexão com o mundo do trabalho e com as práticas mais atuais das profissões, estimulando o networking e as vivências multidisciplinares.
Será o fim da crise da meia idade?
Por Daniele Lazzarotto
Chegamos à centésima edição da Nós da Cordão. Cem edições marcando o tempo, os ciclos, as transformações — pessoais, culturais e de mercado. E foi justamente essa contagem que nos fez pensar sobre idade. Não aquela que se celebra no RG, mas a que se manifesta no corpo, nas escolhas, no consumo e nas narrativas que contamos (ou evitamos contar) sobre nós mesmos.
Hoje, queremos falar da meia idade. Ou melhor, de como ela está deixando de ser uma crise e começando a ser uma celebração. Afinal, se viver até os 100 anos se torna possível, talvez os 40 sejam só o começo de uma nova etapa — mais consciente, potente e complexa. E isso não deve passar despercebido pelas marcas. A meia-idade pode representar uma mina de ouro em segmentos como beleza, saúde, finanças, tecnologia, moda, educação e hospitalidade.
A pergunta que nos guia aqui é: como as marcas podem acompanhar — e não atrasar — essa revolução?
Chegada da meia-idade: crise ou celebração?
A tal “crise dos 40” continua existindo — só que com outra cara. Entre millennials, ela não aparece como fuga dramática (“largar tudo e comprar um conversível”), mas como balanço de meio de ciclo: trabalho, vínculos, corpo, propósito. Tudo entra na conta.
É uma geração socializada na terapia e autoconsciência. Em vez de implodir a vida, ajusta o curso. Mas isso não quer dizer que a travessia é leve. A pressão financeira existe. O cansaço com o excesso de trabalho também. Tem filho pequeno e pai envelhecendo.
Este artigo da Vox, descreve a chegada da meia idade como um momento de ajuste de contas: a pergunta não é só “o que faltou?”, mas “o que ainda faz sentido sustentar?”. E aí, surgem oportunidades para ressignificar escolhas para a próxima metade da vida. O playbook muda quando tratamos meia-idade como fase de expansão — não de contenção.
Sem crise no espelho?
A meia-idade também se revela no espelho. A textura muda. A câmera frontal entrega os detalhes. O culto ao rejuvenescimento continua — só mais sutil. Depois de anos de distorções (a era do preenchimento exagerado), o desejo agora é por resultados “naturais”.
O quiet facelift virou símbolo: sutileza, cicatrizes discretas, juventude congelada no tempo. Mas a busca pela indetectabilidade ainda carrega uma ansiedade de fundo. A régua do “não parecer sua idade” continua sendo o elogio máximo. A tensão entre celebrar o tempo ou competir com ele segue viva.
Vale dizer: a crise de percepção estética deixou de ser monopólio feminino. Homens (sobretudo de colarinhos brancos) estão gastando alto — e em silêncio — com transplantes capilares, skincare e procedimentos, empurrados por códigos de carreira e performance. “Fazer sem parecer que fez” também é a regra aqui, o que revela um mercado masculino em expansão e ainda subexplorado em linguagem, portfólio e canais.
Para marcas, o mapa fica claro. Uma via é abraçar o pró-age com narrativas e produtos que respeitam textura, tempo e desejo de autenticidade do corpo da mulher, como no exemplo do O Boticário com o movimento “Pesquise meu corpo”. A outra é desenhar ofertas “ageless performance” sem moralizar o desejo de intervenção.
40+ sexy
Pelo menos no cinema, a mulher 40+ finalmente virou protagonista — de verdade. Sai a “mãe do protagonista”, entra o centro da trama: com desejo, potência e motor narrativo – como vimos em tantos filmes no último Oscar.
O movimento vem sendo chamado de novo “MILF cinema” — e sim, o termo carrega uma herança pornô, mas aqui é ressignificado. Não pelo olhar masculino, mas por uma sensualidade assumida, deliberada e madura.
Nicole Kidman em Baby Girl, Sarah Jessica Parker na nova temporada de And Just Like That. E, por aqui, Fernanda Torres virou símbolo de desejo (a grande musa brasileira do Oscar) e Débora Bloch foi redescoberta como a fogosa Odete Roitmann no remake de Vale Tudo.
A arte, é claro sempre imita a vida. Hoje, mulheres da Geração X (de 45 a 60 anos) reportam um sexo melhor e mais frequente do que o imaginário supõe — com dados de décadas mostrando queda forte entre jovens adultos, mas baixa entre mulheres de meia-idade. A régua muda: mais autonomia, menos vergonha, mais prazer — e mais espaço para produtos/serviços de saúde sexual, terapia e hospitalidade pensados para este ciclo.
Menopausa: do tabu à tecnologia
A menopausa, por muito tempo, foi um silêncio desconfortável. Agora começa a ganhar corpo e mercado – que está projetado para atingir US$ 27,6 bilhões até 2033. De olho nisso, startups de menotech estão surgindo para oferecer propostas de tele-saúde e benefícios corporativos especialmente voltados para esse público.
Mas marcas de praticamente todos os setores podem aproveitar estes insights. Um excelente exemplo de adaptação de produto é o ar condicionado da LG que, usando IA consegue ajustar a temperatura para diminuir os efeitos dos famosos “calorões”.
No seu e-book sobre mulheres e meia-idade, a jornalista Gabriella Bordasch aponta inúmeras oportunidades neste mercado: mapear a jornada completa (perimenopausa → pós-menopausa), combinando conteúdo confiável, protocolos de cuidado, skincare sensível, sono, libido e saúde mental.
47 milhões é o número de mulheres que entrarão em menopausa a cada ano até 2030, no mundo todo, segundo a Market Watch.
US$ 26,6 bilhões é o custo anual estimado da menopausa para empresas quando somamos perda de produtividade e despesas médicas, segundo a Mayo Clinic.
7% foi o aumento em 2023 de facelifts entre pacientes de 20–29 e 30–39 anos nos EUA — a “estética preventiva” chegou antes da meia-idade (CNN).
8% cresceu o número de homens fazendo procedimentos estéticos nos EUA entre 2022 e 2023 — normalizando a régua estética no masculino (Business Insider).
9% foi a queda na frequência sexual entre mulheres da Geração X (na meia-idade), muito menor que a dos jovens que foi de 30% (The New York Times).
ROI em campanhas omnichannel: como mensurar?
Por Márcia Assis
Mensurar resultados de marketing e venda em campanhas de canal único costuma ser um processo mais direto: escolher a meta que reflita o desempenho de um canal específico e, a partir dela, calcular o ROI. Mas, e quando o cliente pesquisa um produto no seu site, tira dúvidas com um vendedor na loja física e finaliza a compra pelo aplicativo? No omnichannel, cada ponto de contato conta — e essa integração de canais, embora valiosa para potencializar resultados, torna a mensuração do retorno sobre o investimento muito mais complexa.
No contexto omnichannel, o ROI avalia quanto uma ação que integra múltiplos canais, sejam eles físicos e/ou digitais, gerou de retorno financeiro em relação ao investimento realizado. Todavia, enquanto em campanhas de um único canal é possível correlacionar investimento e retorno de forma direta, quando há diversos canais direcionados, o retorno vem da soma de interações em diferentes pontos de contato, muitas vezes, com jornadas de compra mais longas e não lineares – o que torna essa uma tarefa bastante complexa em muitas empresas.
Além dessa complexidade em avaliar impactos vindos de diferentes canais, também é importante considerar outros desafios importantes dessa jornada: a integração de dados, pois cada canal coleta informações em formatos e métricas diferentes; a visibilidade da jornada completa, uma vez que, muitas vezes, partes da experiência não são registradas de forma rastreável e mensurável; e a sobreposição de resultados que pode acontecer sem uma visão integrada, quando a mesma conversão é contabilizada em mais de um canal, distorcendo, assim, o ROI.
E, quais os prejuízos de não se atentar a esses cuidados, especialmente diante de um mercado altamente digital e conectado? Segundo um levantamento da ILUMEO, cerca de 20% dos investimentos em mídia não apresentam relação estatística significativa com os resultados de negócio, como vendas ou geração de leads. Isso significa que, sem a medição adequada, um quinto do orçamento de marketing pode ser desperdiçado.
Esse dado reforça a importância de centralizar as informações de diferentes fontes em um único canal e padronizar métricas, nomenclaturas de canais e trackings, para que se tenha uma visão 360º da jornada do cliente e, com isso, ter uma visão clara e objetiva de quanto a empresa obteve de retorno em cada campanha estabelecida. E, nesse sentido, claro que não podemos deixar de destacar o quanto a tecnologia pode ser uma aliada valiosa.
Existem diversas ferramentas no mercado capazes de auxiliar com essa mensuração, como CRMs integrados que ajudam a acompanhar todas as interações ao longo do ciclo de vida do cliente e consolidar dados comportamentais, transacionais e de engajamento; além de soluções de BI que contribuem para transformar grandes volumes de dados em dashboards de fácil interpretação. Muitas delas, inclusive, permitem até mapear jornadas e já atribuir peso a cada canal, tornando essa análise ainda mais completa e confiável para embasar futuras tomadas de decisão.
Nesse sentido, não há apenas um único indicador a ser utilizado pelas empresas, tudo dependerá da estratégia adotada e dos objetivos que desejam conquistar. Apesar disso, há alguns indispensáveis de serem priorizados, como o ROI geral da campanha, CAC comparado antes e depois da implementação do omnichannel, LTV (que mede o valor total que um cliente gera ao longo do relacionamento), taxa de conversão por canal e cross-channel (identificando onde os consumidores avançam na jornada), engajamento e taxa de retenção.
Essa análise de dados permite testar hipóteses continuamente, ajustando mensagens, segmentações e formatos para criar experiências mais personalizadas, elevando o engajamento e, consequentemente, esse retorno sobre o investimento. Realize essas verificações frequentemente, pois o comportamento consumidor muda e isso impacta, diretamente, na performance dos canais dentro da estratégia de campanha omnichannel.
O mais importante nisso tudo é garantir a qualidade e a atualização constante desses dados, uma vez que pode comprometer toda a análise de ROI e levar a decisões equivocadas sobre o negócio. O segredo é transformar números em insights acionáveis, já que, ao identificar quais canais têm maior impacto em cada etapa do funil, é possível redistribuir orçamento e esforços de forma mais inteligente e estratégica para elevar a conquista dos resultados desejados.
Márcia Assis é Gerente de Marketing da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de VoiceBot, SMS, e-mail, chatbot e RCS.
Sobre a Pontaltech:
Fundada em 2011, a Pontaltech é uma empresa de tecnologia especializada em comunicação omnichannel que ajuda empresas a automatizar e escalar seus atendimentos com um portfólio composto por diversos canais digitais e de voz. Com soluções integradas de SMS, e-mail, chatbot, RCS, VoiceBot, entre outros, simplifica a comunicação das empresas com seus clientes de forma inteligente e eficiente, sem nunca perder a proximidade humana.
SPR cria nova identidade visual e campanha institucional para a Romanzza
O reposicionamento da marca de móveis planejados de alto padrão foi apresentado na Convenção 2025, realizada nos dias 18 e 19 de agosto, em Flores da Cunha, cidade da Serra Gaúcha que é o berço da empresa.
Um novo capítulo se inicia na história da Romanzza , líder nacional em móveis e estofados planejados de alto padrão, com fábrica em Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul. Essa nova era foi apresentada ao mercado na Convenção de 2025, realizada nos dias 18 e 19 de agosto , quando a empresa lançou sua nova identidade visual e campanha corporativa, refletindo a evolução e o fortalecimento da marca. O reposicionamento homenageia a essência da Romanzza, reforçando e aprimorando seu design com ainda mais sofisticação, autenticidade e propósito. A SPR está à frente de todo esse movimento.
A agência foi incumbida de fortalecer o posicionamento da marca Romanzza como referência em móveis planejados de alto padrão, voltados para um público exigente, com estilo sofisticado e bom gosto. Ao entregar esse desafio à SPR, o cliente entendeu que a marca precisava se distanciar da comunicação funcional e se aproximar de um universo mais emocional e aspiracional. Como ponto de partida, a SPR se concentrou no projeto do Plano de Marca , identificando diretrizes estratégicas, códigos de marca e planos de ação a serem implementados.
A partir disso, ele criou uma narrativa que conecta o universo Romanzza com o estilo de vida de quem já conquistou muito — e agora busca viver com propósito, estética e personalização. Assim, nasceu o conceito ” Para quem vive a melhor vida. Feito sob medida “, unindo a vida real e os ambientes internos, demonstrando que o design Romanzza é uma extensão do modo como essas pessoas vivem, com elegância, conforto e significado. O conceito conecta duas potências simbólicas: o reconhecimento de uma vida construída sobre escolhas bem-feitas, conquistas e experiências memoráveis; e a personalização absoluta que os móveis da marca oferecem em ambientes sob medida, tal qual a vida que esse público exige.
A campanha, idealizada pela SPR, propõe um espelhamento visual da sofisticação do “exterior” (viagens, alta gastronomia, esportes, arte) e dos interiores da marca, ambos realizados com intenção, precisão e beleza. Cenas, personagens e cenários exclusivos foram criados pela Spread Images, utilizando Inteligência Artificial para ilustrar imagens e vídeos. “O maior desafio foi transformar móveis sob medida em um símbolo de um estilo de vida aspiracional sem cair na frieza técnica ou na superficialidade da ostentação. Precisávamos encontrar uma linguagem que respeitasse os altos padrões do público, mantendo o equilíbrio entre emoção, requinte e autenticidade. Também foi desafiador criar um formato visual único: uma fusão entre o estilo de vida ao ar livre e os ambientes internos, com cortes criativos e transições simbólicas, para expressar que a Romanzza está presente não apenas nas casas, mas nos modos de viver”, destaca o Diretor Criativo Fábio Henckel.
A nova marca Romanzza
A modernização da identidade visual da Romanzza mantém o conceito central de exclusividade e atenção aos detalhes, refletindo a essência da marca, que trabalha com projetos personalizados e de alta qualidade. O logotipo apresenta letras exclusivas , alinhadas ao DNA da empresa e à filosofia ” sob medida “, para transmitir com autenticidade o propósito da marca. Ao criar as letras , a equipe de design da SPR inspirou-se no arquétipo do Amante – carinhosamente apelidado de “O Romântico” pela equipe da Romanzza.
Símbolo de paixão, sofisticação e apreço pela beleza, este arquétipo é marcado pela apreciação do romance, a palavra que, em italiano, dá nome à marca. “O resultado é um design de letras carregado de emoção, que transmite com sensibilidade e intensidade tudo o que a empresa imprime nos espaços que projeta. Como afirmou Max Phillips, ‘a tipografia é um ato de comunicação’. Agora, podemos dizer que a Romanzza finalmente tem uma marca que faz jus à sua história: elegante e apaixonada, como os espaços que cria”, afirma o Diretor de Design, Rafael Ternes.
Segundo Felipe Luis Argenta, Gerente Administrativo da Romanzza, o reposicionamento reforça a evolução da marca e a solidez da rede, com foco no futuro. ” A SPR traduziu com excelência a nossa essência, liderando um processo de renovação que resultou em uma identidade contemporânea, refinada e totalmente alinhada aos objetivos estratégicos da Romanzza”, afirma Felipe Argenta.
FICHA TÉCNICA
Campanha: Nova Identidade Visual + Campanha Institucional
Cliente: Romanzza
Agência: SPR
Peças: Nova marca, vídeo e imagens (feitos em IA), campanha, filme institucional
Diretor Executivo: Juliano Brenner Hennemann
Diretor de Estratégia e Inovação: Gustavo Ermel
Diretora de Operações: Giorgia Antunes Lorenz
Diretor de Criação: Fábio Henckel
Gerente de Atendimento ao Cliente: Barbara Vellwock
Serviço: Patricia Santejano
Assistente de Atendimento ao Cliente: Mariana Farias
Direção de arte: Alexandre Susin
Escrito por: Luciano Sobrosa
Arte Final: Joel Nunes
Chefe de Design: Rafael Ternes
Designer Sênior: Gabriel Rosa
Refinamento Tipográfico: Fabio Haag Type
Aprovação do Cliente: Clademir Argenta, Valmir Luis Argenta, Felipe Luis Argenta e Taina Menegat
IAB Brasil lança guia de publicidade digital para apostas online
O avanço da regulamentação das apostas online — também conhecidas como bets — trouxe novas exigências legais e éticas para a divulgação desse serviço. Atento a esse cenário, o IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau) lança hoje um guia inédito que consolida, em um único documento, as regras, diretrizes e boas práticas para campanhas digitais do setor.
O material foi elaborado para orientar agências, influenciadores e anunciantes sobre os limites e responsabilidades na comunicação das apostas online, garantindo conformidade com a regulamentação da SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas) e com as diretrizes do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária).
Com esta iniciativa, o IAB Brasil reforça seu papel de promover educação, compliance e ética no ecossistema digital, oferecendo ao mercado uma ferramenta prática para orientar campanhas e proteger consumidores.
“A publicidade digital é uma poderosa ferramenta de comunicação, mas exige responsabilidade. O objetivo deste guia é oferecer ao mercado um material de referência que une clareza, aplicabilidade e alinhamento regulatório. Ao consolidar boas práticas e reforçar princípios éticos, queremos apoiar anunciantes, agências e influenciadores na construção de campanhas que protegem o consumidor, fortalecem a confiança no setor e contribuem para um ambiente digital mais seguro e transparente”, afirma Denise Porto Hruby, CEO do IAB Brasil.
Segundo ela, a publicidade regulada cumpre uma função social educativa ao informar o público sobre quais plataformas são seguras, fiscalizadas e comprometidas com políticas de jogo responsável, além de desempenhar um papel relevante na construção de marcas confiáveis que geram credibilidade e reduzem o apelo de ofertas irregulares.
Alertas
Uma das recomendações do guia é que a publicidade de bets evite o uso de expressões que sugiram compulsão ou urgência (“Corra, é sua última chance”, por exemplo) ou que associem apostas ao sucesso financeiro garantido, desestimulando frases como “Transforme R$ 10 em R$ 1.000 rapidamente”.
“Influenciadores digitais e agências devem adotar uma abordagem ética, transparente e consciente ao promover esse tipo de serviço. As campanhas nas mídias digitais devem sempre ser feitas com cuidado, evitando qualquer tipo de apelo enganoso ou incentivo a comportamento de risco, seja financeiro ou mental”, destaca o documento.
O guia de publicidade digital para apostas online já está disponível para download no site oficial do IAB Brasil.