Gigante japonesa desafia Havan com nova fase de expansão no Brasil e outros artigos da semana – 28.08.2025

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Na coluna de hoje, você vai ler artigos sobre: Gigante japonesa desafia Havan com nova fase de expansão no Brasil, “Força Coletiva” mostra como o associativismo pode transformar mercados e gerar impacto real,  Dados inéditos apontam que desigualdades persistem no Brasil apesar de avanços pontuais, “Não São Tempos Comuns”: o Que a História Ensina sobre o Futuro do Trabalho, Gigantes de software dos EUA enfrentam desafios e perdas acionárias por IA, Como a IA se tornou a “nova enciclopédia” das crianças, Como recuperar vendas no e-commerce? Estudo mostra que 80% dos consumidores abandonam os carrinhos, Grupo RBS apresenta as principais iniciativas digitais da empresa no Digital Day, TV 3.0: o que é a nova tecnologia que promete mudar forma de assistir à televisão, Calmaria nos mercados está praticamente no fim, apontam Goldman e Deutsche Bank, E quando a crise bater?, Escassez de talentos é vista como risco crescente pelas empresas e Inteligência artificial deve ser um apoio, não um atalho.

 

 

Gigante japonesa desafia Havan com nova fase de expansão no Brasil

Por Gabriel Fernandes

 

 

Uma famosa rede de utilidades japonesa está começando a tomar forma com seu projeto de expansão. Trata-se da Daiso Japan, que está prestes a inaugurar uma nova unidade da empresa em Blumenau, no Shopping H. Com essa, serão três lojas em Santa Catarina.

A unidade em questão promete fazer uma forte concorrência com a Havan, que conta com uma unidade no mesmo municipio, onde neste mesmo estado conta com uma unidade com a maior estatua da liberdade da loja.

No Brasil, ela atua desde 2012 e já conta com 176 unidades.

 

Expansão

Com o propósito de atender o público fora da Grande Florianópolis, a Daiso fez uma nova pesquisa para entender a rotatividade financeira em benefício da nova empreitada.

A megaloja contará com 400 metros quadrados, uma variedade de produtos, preços e itens inspirados na cultura japonesa. Os itens que podem ser encontrados vão desde setores de casa, cozinha, papelaria, beleza, até mesmo lamens, biscoitos, balas, temperos e sobremesas.

Ao Correio do Estado, Marcos Hari, responsável pela expansão da marca no Brasil, afirmou que o sucesso da empresa no país se deve aos produtos acessíveis e itens exclusivos.

“Se tiver alguma crise no setor de navegação, de importação, a empresa está preparada para atender às lojas por uns seis meses”.

A megaloja da Daiso contará com 400 metros quadrados (Divulgação)

 

Havan

Até 2026, o empresário Luciano Hang promete colocar em prática seu mais novo projeto de expansão e injetar mais de R$ 2 milhões na rede.

Hang espera que, com isso, sejam impulsionadas a abertura de novas lojas e a melhoria da logística, além de ampliar a oferta de empregos para a população brasileira.

 

“Força Coletiva” mostra como o associativismo pode transformar mercados e gerar impacto real

 

O presidente nacional daAnaMid – Associação Nacional do Mercado e Indústria Digital- e CEO da VitaminaWeb, Rodrigo Neves, anuncia o lançamento do livro ‘Força Coletiva’. Em sua nova obra, o autor explica de que maneira o associativismo, o propósito e a liderança colaborativa atuam como alavancas para amadurecer mercados e gerar impacto real para as empresas, contribuindo para a construção de um futuro mais sólido e sustentável.

A partir de duas décadas de atuação no ecossistema digital, evidências reunidas da Pesquisa de Engajamento para Associações, da MCI Brasil, e de estudos e cases internacionais, Rodrigo transforma experiências, frameworks e cases em orientações práticas voltadas a líderes de entidades, comunidades e movimentos coletivos. Ao longo do livro, são explorados temas que vão do engajamento e cuidado com comunidades, à sustentabilidade financeira e cocriação de políticas públicas.

“Escrevi ‘Força Coletiva’ para ampliar a compreensão e a prática do associativismo no Brasil, pois uma empresa sozinha não gera debate. É a voz coletiva que abre portas, organiza interesses e transforma mercados. Nesse livro, tento transmitir o meu lema de vida: Sozinho se vai rápido, mas junto se vai mais longe — e se transforma maisprofundamente”, afirma Rodrigo Neves, presidente da AnaMid e CEO da VitaminaWeb.

 

Um guia prático para líderes e comunidades

A obra reúne reflexões, frameworks e exemplos práticos para orientar líderes de entidades, comunidades e movimentos coletivos a fortalecerem sua atuação. Ao tratar de temas como engajamento, sustentabilidade financeira e cocriação de políticas públicas, o autor tem como objetivo oferecer caminhos para que o associativismo e a liderança colaborativa contribuam de forma concreta para o amadurecimento dos mercados e a construção de um futuro mais sustentável.

Esse propósito se traduz em um conteúdo que vai além das reflexões conceituais, oferecendo princípios e ferramentas práticas para o dia a dia da gestão associativa. O livro apresenta desde os ‘3Cs do Engajamento’ (Choice, Channels, Customization) e o Ciclo de Engajamento (consumir, contribuir, colaborar e cocriar) até capítulos dedicados a temas como propósito, governança, estruturação de comunidades, ESG no associativismo e estratégias de captação de recursos para entidades sem fins lucrativos.

Além disso, Rodrigo deixa claro quem é o público-alvo do título: líderes e futuros líderes de associações, profissionais que desejam sair da reclamação e agir para transformar o mercado, pessoas que acreditam que, na era da inteligência artificial, o verdadeiro diferencial será a inteligência relacional, e membros em busca de direção para canalizar energia e encontrar propósito.

“É um mapa de vivência para quem quer participar de algo maior do que si mesmo. Este é um livro para quem lidera ou quer liderar uma comunidade com propósito. Para quem acredita que conhecimento cresce quando é compartilhado e que mercados evoluem quando atuam em rede”, explica o autor.

 

Dados, abordagens e resultados do ecossistema

A base empírica do livro vem da pesquisaAssociation Engagement Index (AEI) Brazil 2024, conduzida pela MCI Brasil. Em sua obra, Rodrigo destaca o Índice de Engajamento Geral de 88 pontos, classificado como “moderado”, predominância do tempo dos associados em “consumo de conteúdo” (53%), mas baixo em “cocriação” (10%), além de uma demanda reprimida por participação ativa, onde 31% querem contribuir mais, porém apenas 22% sentem-se de fato encorajados. O autor propõe rituais, papéis e mecanismos claros para transformar o cenário.

No recorte brasileiro, o livro cita a participação de 16 associações e evidencia o desempenho da AnaMid. A entidade obteve 101 pontos de engajamento, classificado como “forte”, e um NPS 65 frente a 33 do benchmark global. Segundo o autor, esse resultado é reflexo da reputação consolidada, expertise temática e a oferta de oportunidades online de envolvimento da organização.

Porém, em seu diagnóstico, Rodrigo apontou algumas oportunidades de melhoria. A primeira delas é a personalização de conteúdos, serviços e experiências, de modo a atender melhor às necessidades de diferentes perfis de membros. Além disso, reforçou a importância de encontros e interações presenciais, fortalecendo vínculos e gerando pertencimento, e da cocriação como um recurso essencial para ampliar o alcance das iniciativas, ao envolver os próprios associados na construção de soluções e políticas que beneficiam todo o ecossistema.

“Juntas, essas práticas potencializam o impacto tanto para os membros, quanto para a sociedade e os mercados em que essas organizações atuam. Quando há propósito, rituais e mecanismos de participação, o engajamento deixa de ser pontual e vira cultura”, afirma Rodrigo.

 

Serviço

O livro está disponível para aquisição no site da editoraBook7 e nos principais marketplaces do mercado.

“Força Coletiva é resultado de muitas mãos, de pessoas e entidades que acreditam que juntos podemos ir mais longe e transformar o nosso mercado. Levar a obra a um público tão qualificado me enche de gratidão e expectativa, porque sei que ele pode inspirar líderes e profissionais a se engajarem de verdade. Quero contribuir para que a nossa comunidade seja cada vez mais unida, representativa e capaz de gerar impacto positivo para a sociedade”, finaliza Rodrigo.

 

Dados inéditos apontam que desigualdades persistem no Brasil apesar de avanços pontuais

 

É o que revela o relatório 2025 do Observatório Brasileiro das Desigualdades, produzido pelo Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades. Os indicadores mostram que, mesmo com redução do desemprego e queda no desmatamento, renda, raça, gênero e território seguem determinando desigualdades profundas no país

O Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades divulga a partir de hoje (27/8) a versão 2025 do relatório que atualiza 43 indicadores sociais, econômicos, ambientais e políticos. Os dados mostram que, embora haja sinais de progresso em algumas áreas, o Brasil ainda enfrenta desigualdades estruturais que afetam de forma desproporcional mulheres, negros, povos indígenas e moradores de regiões historicamente vulnerabilizadas.

 

Principais destaques

Renda e Trabalho: O rendimento médio real cresceu 2,9% em 2024, chegando a R$ 3.066. A taxa de desocupação caiu para 6,6%, com quedas mais expressivas entre mulheres e negros. Apesar disso, as mulheres seguem recebendo apenas 73% do rendimento masculino e as mulheres negras continuam na base da pirmide, com rendimentos equivalentes a apenas 43% do recebido por homens não negros. O 1% mais rico manteve rendimento médio 30,5 vezes superior ao dos 50% mais pobres.

Educação: Houve avanço na frequência escolar na educação infantil e no ensino médio, mas desigualdades raciais e regionais persistem. Crianças negras ainda têm menos acesso à creche do que não negras. No ensino superior, mulheres superam os homens, mas estudantes negros, sobretudo homens, permanecem minoria.

Saúde: A taxa de óbitos por causas evitáveis aumentou entre 2021 e 2023, atingindo de forma mais dura homens e pessoas negras. A mortalidade infantil é mais alta no Norte e no Nordeste, enquanto as mulheres não negras vivem mais e com maior qualidade.

Segurança e Violência: A taxa de homicídios de jovens de 15 a 29 anos caiu de 49,7 (2021) para 45,8 (2023), mas continua elevada no Nordeste e no Norte. As violências contra mulheres aumentaram: em 2024, foram registrados 1.492 feminicídios, contra 1.350 em 2020.

Desigualdades Regionais: Norte e Nordeste apresentam os piores índices de acesso a creches, saneamento básico, água potável e condições habitacionais. No Norte, apenas 54,1% da população têm acesso à água tratada, contra 96,5% em São Paulo. A insegurança alimentar moderada ou grave atinge 17,4% da população do Norte, contra 4,7% no Sul.

Povos Indígenas: Crianças indígenas sofrem os maiores índices de desnutrição (9,4% no Norte). Em 2023, 7,7% das crianças indígenas estavam abaixo do peso, um indicador em piora em relação ao ano anterior.

Clima e Meio Ambiente: Entre 2022 e 2024, houve queda de 41,3% na área desmatada no Brasil e redução nas emissões de CO₂, um dos pontos positivos do relatório. Porém, as emissões aumentaram em regiões como Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

Política e Representação: Negros são 55,9% da população, mas ocupam apenas 35,1% das cadeiras nos legislativos estaduais. Mulheres representam apenas 18,2% nos legislativos municipais.

 

Balanço dos indicadores

Dos 43 indicadores analisados, 25 apresentaram avanços, sobretudo em meio ambiente e trabalho. Apenas três tiveram retrocessos (em saúde e moradia), enquanto oito permaneceram estagnados. O relatório conclui que, embora haja sinais de melhora, as desigualdades seguem sendo persistentes e estruturais, reproduzidas principalmente pelos recortes de gênero, raça e território.

 

Melhoras recentes
  • Destaque para a queda de 41,3% na área desmatada no Brasil, entre 2022 e 2024. As emissões de CO² também caíram.
  • A educação apresentou alguns bons resultados. Entre 2022 e 2024, o percentual de crianças de 0 a 3 anos que frequentam creches subiu de 30,7% para 34,6%. A taxa de escolarização líquida do Ensino Médio cresceu de 71,3%, em 2022, para 74,0% em 2024. No Ensino Superior, a taxa passou de 20,1% para 22,1% no mesmo período.
  • O rendimento médio de todas as fontes cresceu 2,9% em 2024. E a taxa de desocupação atingiu 6,6%, uma redução de -1,2 p.p. em relação a 2023.
  • Em 2024, os 1% mais ricos do país tinham um rendimento médio 30,5 vezes superior aos 50% mais pobres, um pouco menor que em 2023 (32,9 vezes).
  • A proporção de pobres reduziu em 23,4% em 2024, segundo critério estabelecido pelo Programa Bolsa Família.
  • A taxa de homicídio registrado de jovens entre 15 e 29 anos (por 100 mil habitantes) apresentou queda entre 2021 e 2023 (de 49,7% para 45,8%).

 

Pioras recentes
  • Apesar de melhorias no quadro geral, alguns indicadores mostraram estagnação. Outras melhorias ficaram concentradas em determinadas regiões ou perfis, o que significa que as desigualdades são persistentes, principalmente entre gêneros, regiões e cor/raça. Os problemas de saúde permanecem desafiadores.
  • Embora tenha havido crescimento nos rendimentos médios dos ocupados em 2024, a diferença de rendimentos entre homens e mulheres se manteve, com elas recebendo aproximadamente 73% do rendimento masculino.
  • Ao contrário da queda geral das mortes violentas intencionais, as violências contra as mulheres seguem crescendo. Em 2024, 1.492 delas foram vítimas de feminicídio enquanto, em 2020, esse número tinha sido 1.350.
  • No Brasil, 7,7% das crianças indígenas estavam com peso baixo ou muito baixo para a idade em 2023. Esse indicador sofreu uma piora em relação ao ano anterior, quando era de 6,7%.
  • A taxa total de óbitos por causas evitáveis aumentou no Brasil entre 2021 e 2023, de 30,6% para 39,2%.
  • Entre 2023 e 2025, o número de pessoas que moravam em áreas de risco geológico aumentou em 7,5% e chegou a 4,3 milhões de pessoas

 

Contexto

A primeira edição do relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades foi lançada em agosto de 2023 com a criação do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades. O objetivo é monitorar, ano a ano, a evolução das desigualdades no país a partir de indicadores-chave que permitem avaliar avanços, retrocessos e prioridades de políticas públicas.

O relatório de 2025 é a terceira edição e reflete dados recentes de educação, saúde, renda, segurança alimentar, segurança pública, meio ambiente e representação política. Os recortes de gênero, raça/cor e território são transversais e evidenciam que as desigualdades no Brasil não se limitam ao campo econômico, mas também estruturam quem tem acesso a direitos, quem participa das decisões políticas e quem vive mais ou menos com dignidade.

 

“Não São Tempos Comuns”: o Que a História Ensina sobre o Futuro do Trabalho

Por Milton Beck

 

“Não são tempos comuns.” A frase, que já marcou momentos históricos como os discursos de Eleanor Roosevelt durante a Segunda Guerra Mundial, voltou a ganhar relevância nas últimas décadas. Da pandemia ao avanço da inteligência artificial, o mundo está novamente em transformação profunda e, mais do que nunca, precisamos entender o que essas mudanças significam na prática.

Recentemente, ouvi uma comparação sobre como empresas norte-americanas demoraram décadas para abandonar o uso de vapor como fonte de energia mesmo depois da popularização da eletricidade. A razão? A infraestrutura e a mentalidade organizacional ainda estavam presas ao modelo antigo.

No Brasil, temos exemplos semelhantes. Durante muitos anos, boa parte da indústria nacional, como serrarias e fábricas têxteis, continuou utilizando geradores a diesel ou a lenha mesmo já havendo fornecimento elétrico disponível. Em algumas regiões, usinas de beneficiamento de café no interior de Minas Gerais mantiveram caldeiras a vapor operando até o fim do século XX. A mudança exigia reconfigurar processos, investir em novas máquinas e capacitar profissionais. Em outras palavras, não bastava a tecnologia estar acessível, era preciso saber como utilizá-la e assumi-la como uma transformação estratégica de negócios.

Essa resistência ao novo, por mais que pareça racional no curto prazo, pode custar caro no futuro. Vejo nesses exemplos um paralelo claro com a inteligência artificial nos dias de hoje. A IA já está disponível, acessível e, em muitos casos, integrada às ferramentas que usamos no dia a dia. Ainda assim, muitas empresas, instituições e profissionais ainda operam como se nada tivesse mudado.

Em apenas dois meses, o ChatGPT alcançou 100 milhões de usuários, o crescimento mais veloz já registrado entre tecnologias emergentes. Para comparação, a internet levou cerca de sete anos para alcançar esse número. A velocidade da adoção escancara uma realidade: a sociedade não está esperando por estruturas formais ou planejamentos de longo prazo para experimentar novas ferramentas. Estamos vivendo, na prática, a maior transição de habilidades da história recente.

O desafio está, portanto, em não perder o momento. Como refletiu Ryan Roslansky, CEO do LinkedIn, sonhar grande hoje não é perseguir metas infladas ou discursos genéricos, mas ter coragem de apostar em hipóteses ousadas e testá-las com profundidade. O impacto relevante nasce de descobertas reais, não de promessas. Isso vale para governos, empresas, escolas e também para cada profissional.

Adaptar-se não significa substituir tudo de uma hora para outra. Significa começar. Significa testar. Significa aprender com consistência e intenção. Crescer deve ser consequência da descoberta, não o objetivo em si. Nesse cenário, milhões de profissionais terão que se reinventar – e muitos já estão fazendo isso. A tecnologia já não é o limite; o limite está em nossa disposição para mudar. E essa mudança não se sustenta apenas com conquistas do passado: aquele diploma obtido em algum momento tem seu valor, mas, se for a única credencial, será insuficiente. As empresas buscam profissionais que se desenvolvam continuamente e adquiram novas habilidades para acompanhar as transformações do mercado.

A questão agora não é mais “se” vamos usar inteligência artificial, mas como, com quais regras, qual limite ético, com quais critérios e com que tipo de ambição. A resposta para isso não virá de um único lugar. Será coletiva, gradual e, inevitavelmente, com erros e acertos.

Tempos extraordinários não contam com respostas prontas. Mas pedem coragem, ação e a capacidade de imaginar e construir algo melhor do que o que já existe. Porque este, definitivamente, não é um tempo comum.

 

Gigantes de software dos EUA enfrentam desafios e perdas acionárias por IA

Por John Towfighi

 

As empresas de tecnologia estão oferecendo inteligência artificial ao mundo — mas, ironicamente, o próprio setor tech está entre os que mais sentem os impactos da IA.

O surgimento de ferramentas de IA capazes de escrever e desenvolver código está obscurecendo as perspectivas para a indústria de software, dizem investidores, levando as ações dessas empresas a uma queda.

SaaS (Software como serviço) é um modelo de negócio tradicional que agora está em risco de disrupção devido à IA, afirmam investidores, um microcosmo de como a IA pode revolucionar a forma como muitas empresas operam.

As ações da gigante de software Salesforce caíram 26% este ano, tornando-se a segunda pior performance entre as ações do Dow Jones.

Enquanto isso, as ações da Adobe caíram 19% este ano. As ações da Atlassian, proprietária de aplicativos como o Trello, caíram 30% no mesmo período.

Em comparação, o índice de referência S&P 500 subiu 10% este ano, enquanto o Nasdaq Composite, focado em tecnologia, subiu 11%.

“As avaliações de software permanecem sob pressão devido à narrativa da ‘morte do software pela IA’, o que provavelmente impulsiona a volatilidade contínua no curto prazo”, disse Matthew Hedberg, analista de pesquisa de software da RBC Capital Markets, em nota de 12 de agosto.

 

Tempos difíceis para empresas de software

O mercado está lidando com uma mudança de paradigma em software e tecnologia, segundo Ted Mortonson, estrategista de tecnologia da Baird.

Empresas de software que foram queridinhas do setor tech nos últimos anos correm o risco de cair em desgraça com os investidores enquanto os modelos de IA continuam a se desenvolver e melhorar na escrita de código.

O modelo tradicional de negócios SaaS inclui o aluguel de software para clientes. Mas o surgimento da “IA agêntica”, ou uma ferramenta de IA que pode operar sem supervisão, está abrindo portas para as empresas reduzirem esse modelo de aluguel, disse Mortonson.

Modelos agênticos podem escrever e desenvolver código, encapsulados pelo termo “vibe coding”. Se isso puder ajudar as empresas a desenvolverem seu próprio software, poderá ameaçar o número de assentos ou assinaturas das empresas de software estabelecidas.

“A volatilidade nesta mudança tecnológica para o agêntico não é nada que eu tenha visto em minha carreira, e está acontecendo tão rapidamente”, disse Mortonson. “Seu número de assentos está sob pressão, o que é o beijo da morte para SaaS.”

As empresas podem ter antecipado essa mudança — mas provavelmente não esperavam que acontecesse tão rápido, dizem os analistas.

“O software agora está sob pressão massiva porque a IA está comendo seu almoço”, disse Dan Ives, chefe global de pesquisa em tecnologia da Wedbush Securities. “Adobe e Salesforce, entre outras, calcularam mal a rapidez com que a revolução da IA iria consumir sua participação de mercado.”

A Salesforce não respondeu ao pedido de comentário. Adobe e Atlassian se recusaram a comentar.

 

A IA está acabando com o software?

Marc Andreessen, o capitalista de risco e investidor em tecnologia, escreveu famosamente em 2011 que “o software está devorando o mundo.”

Jensen Huang, CEO da Nvidia, disse em 2017 que “o software está devorando o mundo, mas a IA está devorando o software.”

Ben Reitzes, chefe de pesquisa em tecnologia da firma de investimentos Melius Research, disse em nota que acredita que a visão de Huang está se provando verdadeira.

“O mundo está se conscientizando da realidade do tema “a IA está comendo o software””, disse Reitzes.

“A IA está deixando claro que praticamente qualquer um, desde uma startup capaz até uma grande nuvem (como o Google), pode criar um aplicativo tão bom — que pode competir rápida e potentemente (como a nuvem competiu rapidamente com a Dell)”, disse ele em nota de 10 de agosto.

Um dos maiores entusiastas da IA, o CEO da OpenAI, Sam Altman, postou nas redes sociais no início deste mês: “entrando na era do fast fashion do SaaS muito em breve.”

As empresas de software também enfrentam concorrência dos gigantes da tecnologia. Empresas como Microsoft (MSFT) e Oracle (ORCL) estão expandindo suas capacidades em IA.

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, disse na teleconferência de resultados de sua empresa em julho que uma mudança está ocorrendo: “A IA está impulsionando uma mudança fundamental no mercado de aplicativos de negócios à medida que os clientes migram de sistemas legados para aplicativos de negócios agênticos.”

“A IA, em muitos aspectos, perturbou este modelo tradicional baseado em assinatura de software”, disse Angelo Zino, analista de tecnologia da CFRA Research.

“Definitivamente há preocupações por aí”, disse Zino. “A melhor maneira de colocar é que o júri ainda está deliberando em muitos aspectos.”

Existem algumas dúvidas sobre o valor da IA e se ela proporcionará uma mudança significativa em relação a empresas tradicionais como a Adobe, que construíram bases de assinantes de longa data.

“Existe uma ameaça ao modelo, mas também ainda há oportunidades para essas empresas prosperarem e se adaptarem neste ambiente em mudança”, disse Zino

A Salesforce, por exemplo, possui sua própria ferramenta de IA agêntica chamada “agentforce”.

 

Em crise

Wall Street está incerta se a IA será realmente capaz de substituir o SaaS. Mas as ações das empresas de software caíram este ano, à medida que os investidores tentaram mitigar perdas em seus portfólios.

“Por enquanto, eles estão perdendo o trem”, disse Ives. “Acredito que o software vai se recuperar, e eles encontrarão uma maneira de monetizar e participar da festa da IA.”

Brent Thill, analista de ações da Jefferies, disse em uma nota que considera os temores sobre a IA no setor de software exagerados.

“A IA é uma onda transformadora, não um furacão destrutivo para o software”, afirmou.

Thill, que disse ter se reunido recentemente com parceiros da Salesforce, afirmou que eles estão enfrentando alguns obstáculos devido à IA, mas acredita que acabarão se recuperando.

“Os parceiros concordaram que os temores sobre a IA substituir o software são exagerados, com muitos destacando as deficiências da programação por vibração”, disse ele.

O impacto da IA no mercado pode mudar rapidamente, disse Ross Mayfield, estrategista de investimentos da Baird. Foi há apenas sete meses quando a startup chinesa DeepSeek causou uma reflexão no Vale do Silício. Mas isso não durou.

“O cenário macro pode mudar, o panorama da IA pode mudar”, disse Mayfield. “Há muita coisa que pode se mover rapidamente.”

“Se você acha que sabe como será o cenário da IA daqui a 12 meses, há muitas suposições que provavelmente devem ser questionadas devido à rapidez com que isso está se movendo”, disse Mayfield.

 

Como a IA se tornou a “nova enciclopédia” das crianças

Por Nic F. Anderson

 

Ludrick Cooper, um professor da oitava série na Carolina do Sul, nem sempre gostou da ideia de usar inteligência artificial — em sala de aula ou em outros ambientes. Mas ele acabou cedendo.

Cooper é apenas um dos muitos professores que agora estão incorporando IA em planos de aula, outro sinal de que ferramentas com tecnologia de IA estão se tornando mais comuns na sala de aula, mesmo que as vantagens e riscos da tecnologia ainda estejam em desenvolvimento.

Seis em cada 10 professores disseram que usaram uma ferramenta de IA no trabalho no ano letivo de 2024-2025, de acordo com um estudo da Walton Family Foundation e da Gallup.

Na terça-feira (26), a primeira-dama Melania Trump anunciou o Desafio Presidencial de IA, um esforço para incentivar alunos do ensino fundamental e médio a usar IA para “enfrentar desafios da comunidade”.

No mês passado, a OpenAI lançou um “modo de estudo” para o ChatGPT e anunciou uma parceria com a Instructure, cuja plataforma de aprendizagem é usada por milhões de alunos.

A OpenAI, a Microsoft e a Anthropic também se uniram aos sindicatos nacional e de Nova York da Federação Americana de Professores para investir aproximadamente US$ 23 milhões em treinamento em IA para 400 mil professores do ensino fundamental e médio.

A IA pode oferecer benefícios à educação, como aulas mais envolventes ou acesso mais fácil à informação. No entanto, alguns especialistas se preocupam com os riscos, como facilitar a trapaça, aumentar as desigualdades educacionais ou piorar a saúde mental dos alunos.

“A IA é um pouco como o fogo. Quando os homens das cavernas descobriram o fogo, muitas pessoas disseram: ‘Olha o que ele pode fazer’”, disse Sarah Howorth, professora associada de educação especial na Universidade do Maine, à CNN.

“E outras pessoas disseram: ‘Ah, isso pode nos matar’. Sabe, é a mesma coisa com a IA.”

 

IA na sala de aula

A Instructure, empresa por trás da plataforma de aprendizagem Canvas, está colaborando com a OpenAI em uma nova ferramenta chamada LLM-Enabled Assignment, que permite aos professores criar aulas personalizadas e interativas com tecnologia de IA, ao mesmo tempo em que monitoram o progresso dos alunos.

LLM é a abreviação de “large language model” (modelo de linguagem de grande porte), a tecnologia subjacente ao ChatGPT e outros chatbots. Com a ferramenta, os professores podem instruir a IA a criar uma “persona” que pode ser incorporada a um plano de aula digitando uma mensagem. Por exemplo, um professor de história pode instruir a IA a assumir o papel de um presidente, político ou outra figura histórica.

Melissa Loble, diretora acadêmica da Instructure, disse à CNN que a parceria ressalta “que as pessoas querem aprender de forma diferente e se envolver na aprendizagem de forma diferente”.

Como Kayla Jefferson, uma professora de estudos sociais do ensino médio da cidade de Nova York que diz que usa IA para manter os alunos engajados, ajudá-los a aprender uns com os outros e fortalecer suas habilidades de alfabetização global.

Especialistas se preocupam com os riscos, como facilitar a trapaça, aumentar as desigualdades educacionais ou piorar a saúde mental dos alunos.

Uma de suas tarefas envolve resumir e refletir sobre um artigo de notícias usando o quadro de avisos Padlet com tecnologia de IA, onde os alunos podem interagir com as postagens uns dos outros, disse Jefferson.

Muitas ferramentas com tecnologia de IA também podem ajudar na acessibilidade, disse Howorth, como ferramentas de fala para texto e texto para fala que ajudam pessoas com deficiência visual ou dislexia.

No entanto, Matthew Rascoff, vice-reitor de educação digital em Stanford, disse que as empresas de IA precisam desenvolver mais tecnologias que promovam o aprendizado como um exercício social, em vez do modelo atual em que as ferramentas de IA tendem a ajudar uma pessoa de cada vez.

Ferramentas que promovem a aprendizagem social – aprendizagem em grupo, por exemplo – desenvolvem habilidades de colaboração que as crianças podem usar em suas próprias comunidades.

“Boas salas de aula criam um senso de responsabilidade mútua pelo aprendizado de todos”, explicou Rascoff.

 

IA traz certos riscos

Integrar tecnologia de IA e educação traz certos riscos.

O Departamento de Educação Pública da Cidade de Nova York (NYC DOE) inicialmente proibiu o ChatGPT em dispositivos e redes fornecidos pelo distrito devido a preocupações de que os alunos pudessem usar a tecnologia para trapacear.

Mais tarde, a cidade mudou de ideia depois que o então chanceler do Departamento de Educação de Nova York, David Banks, disse que o ChatGPT inicialmente “pegou as escolas de Nova York desprevenidas”.

A Instructure disse que seu LLM-Assignment rejeita os pedidos de respostas dos alunos, descrevendo a ferramenta como uma “experiência guiada que mantém os alunos responsáveis ​​e aprendendo de forma autêntica”.

Trapaça não é o único risco – os efeitos da IA ​​na saúde mental ainda são pouco compreendidos, inclusive em crianças.

Uma mãe, por exemplo, alegou que a startup Character.AI foi responsável pelo suicídio de seu filho de 14 anos; ela e outras famílias processaram a empresa.

Um porta-voz da Instructure disse que a tecnologia do Canvas será usada em um “ambiente controlado”, com salvaguardas gerenciadas pela instituição para garantir que as conversas permaneçam relevantes para o curso.

E embora algumas ferramentas de IA sejam úteis para pessoas com necessidades diferentes, a tecnologia ainda não tem soluções para certas deficiências.

Os recursos de conversação para texto, por exemplo, ainda podem ser prejudicados por pessoas com gagueira ou sotaque, disse Howorth.

Distritos escolares mais pobres também podem ter dificuldades para acessar a mais recente tecnologia de IA, aumentando a lacuna com áreas mais abastadas, disse Robin Lake, diretor do Centro de Reinvenção da Educação Pública da Universidade Estadual do Arizona, à CNN.

Em duas rodadas de uma pesquisa nacional com distritos escolares, o centro encontrou disparidades entre os distritos que ofereciam treinamento em IA para professores, disse Lake. Distritos com alta pobreza relataram números menores.

“Deveríamos tomar medidas para garantir que mais alunos de escolas e distritos escolares desfavorecidos tenham acesso às vantagens da IA”, disse ela. “Crianças mais favorecidas tendem a ter melhor acesso a ferramentas, oportunidades e excelente ensino.”

Alguns distritos escolares urbanos e rurais relataram que estão sobrecarregados com as necessidades atuais, o que torna difícil pensar em ferramentas futuras como a IA, acrescentou ela.

Mesmo quando a IA está disponível, nem todos os educadores estão convencidos de que ela pertence à sala de aula.

Lauren Monaco, uma professora de pré-escola e jardim de infância da cidade de Nova York com mais de 20 anos de experiência, descreveu a IA como uma muleta que impede as pessoas de aprenderem por si mesmas.

Ao contrário do uso da IA, o ensino envolve mais do que “apenas uma entrada e saída de informações transacionais” e exige uma análise pessoal que os computadores não conseguem fazer, disse Monaco à CNN.

“Nossa profissão está sob ataque”, disse Monaco. “Só quero continuar perguntando: quem se beneficia com isso?”

Mas Lake, da ASU, disse que há outro fator: a IA já está sendo usada na força de trabalho.

“O que os alunos precisarão para ter sucesso em uma economia de IA quando chegarem lá?”, disse ela. “Essa é outra questão com a qual os educadores devem lidar.”

 

Como recuperar vendas no e-commerce? Estudo mostra que 80% dos consumidores abandonam os carrinhos

 

No e-commerce brasileiro, perder uma venda no último clique continua sendo um dos maiores desafios para empreendedores digitais. Um estudo inédito da Opinion Box mostra que quase 80% dos consumidores têm o hábito de desistir da compra na reta final, e 14% fazem isso com frequência. Esse comportamento revela o tamanho da oportunidade para lojistas que investem em estratégias de recuperação de vendas.

De janeiro a julho de 2025, a Loja Integrada, plataforma especializada em soluções para o comércio digital, ajudou seus parceiros a recuperar R$ 28,4 milhões em vendas que seriam perdidas. O resultado representa um crescimento de 18,7% em efetividade na comparação com os seis meses anteriores (julho a dezembro de 2024), quando foram revertidos R$ 23,9 milhões. Entre os pedidos abandonados no ecossistema da plataforma, 80% foram recuperados pela funcionalidade de carrinho abandonado. Outros 18,9% vieram da automação de produto abandonado — que aciona quando o cliente visita uma página de produto, mas não conclui nenhuma ação. Já a automação de pedidos cancelados respondeu por 1,1% das vendas recuperadas.

 

Estratégias de recuperação: tecnologia a favor do lojista

A partir dos insights do estudo, a Loja Integrada recomenda o uso combinado de recursos que atuam diretamente na jornada do consumidor. Entre eles estão:

E-mails automatizados de lembrete, que recordam o cliente sobre o item deixado no carrinho;

Notificações push, que retomam a intenção de compra em tempo real;

Cupons de desconto estratégicos, que incentivam a finalização da transação.

Além dessas práticas voltadas para a recuperação de vendas, a plataforma já disponibiliza uma série de agentes de IA que facilitam a operação, como assistente de dados, criador de promoção, cadastro de produtos, ajuste de preço e analista de estoque. O portfólio foi recentemente ampliado com o lançamento da Komea, rede de agentes de IA que auxilia o empreendedor a automatizar processos de venda, sugerir promoções e acompanhar o desempenho da loja de forma personalizada. A expectativa é que, em breve, essa inteligência também atue diretamente na recuperação de vendas, transformando desistências em oportunidades de fidelização.

“Nosso propósito é aliviar a sobrecarga dos pequenos e médios lojistas, permitindo que eles foquem no crescimento estratégico. Ao recuperar vendas que antes seriam perdidas, conseguimos devolver tempo, energia e receita para o empreendedor”, afirma Lucas Bacic, CMO da Loja Integrada.

 

Sobre a Loja Integrada

A Loja Integrada é uma plataforma de e-commerce inteligente e intuitiva que possibilita a empreendedores de todos os tamanhos a operarem com maior eficiência e economia em suas próprias lojas virtuais. Com mais de 2,7 milhões de lojas criadas no Brasil, a empresa investe em tecnologias avançadas de inteligência artificial e automação, tornando-se referência tanto para negócios que estão começando no comércio digital quanto para grandes marcas com demandas escaláveis.

Mais informações AQUI! 

 

Grupo RBS apresenta as principais iniciativas digitais da empresa no Digital Day

 

Reforçando sua expertise em soluções de comunicação e performance, o  Grupo RBS promoveu, nesta quarta-feira (27), a primeira edição do Digital Day no Instituto Caldeira, em Porto Alegre. O evento para agências e clientes apresentou as principais iniciativas digitais da RBS para o mercado.

Conduzido pelos comunicadores Diori Vasconcelos, Luís Leite e Cris Silva, o evento também contou com a participação de executivos da empresa, que falaram de temas como dados, tecnologia, performance, branded content e inovação. Além disso, foram relatados cases  estratégicos de clientes, demonstrando o potencial da RBS em alavancar negócios no ambiente digital.

O diretor-executivo de Digital e Transformação, Marcelo Leite, abriu os painéis, seguido por Rodrigo Muzell, gerente-executivo de Jornalismo Digital, que falou sobre as transformações da Redação Integrada de Zero Hora, Gaúcha e GZH. Os comunicadores Diori Vasconcelos  e Luís Leite, ao lado da gerente-executiva de Operações Digitais e Dados, Ana Kremer,abordarama especialidadeda RBSemgerar conteúdo relevante a partir do entendimento sobre a audiência, transformando dados em comunicação.

A parte de conteúdo e narrativa de marca ficou por conta dos comunicadoresDiori Vasconcelos, Luís Leite e Cris Silva, ao lado dagerente de Produto Digital, Melissa Garate, da analista de Produto B2B, Wanessa Cardoso, e da coordenadora de Produto Digital, Julia Lang.

Diori Vasconcelos e Luís Leite apresentaram um painel sobre conversão, performance e resultados. Por fim, o head comercial do Growth e Digital, Getúlio Deves, encerrou o evento falando da marca RBS Negócios, que foi consolidada na recente atualização de portfólio  B2B da empresa.

 

TV 3.0: o que é a nova tecnologia que promete mudar forma de assistir à televisão

Por Agência Brasil

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta quarta-feira (27), no Palácio do Planalto, o decreto que regulamenta a TV 3.0, a nova geração da tecnologia de televisão aberta e gratuita brasileira. Segundo o Ministério das Comunicações, a tecnologia vai revolucionar a forma como os brasileiros assistem televisão.

“Com mais interatividade, qualidade de som, imagem superior e maior integração com a internet, o novo sistema moderniza o setor e coloca o país na vanguarda da radiodifusão mundial”, diz a pasta.

 

TV do futuro

Considerada “a televisão do futuro”, a TV 3.0 vai integrar os serviços de internet (broadband) à habitual transmissão de sons e imagens (broadcast), possibilitando o uso de aplicativos que permitirão aos telespectadores interagir com parte da programação e até mesmo fazer compras diretamente de seu televisor, abrindo novas possibilidades de geração de receitas às emissoras.

No ano passado, os membros do conselho deliberativo do Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD), entidade responsável pela nova geração, recomendaram ao governo federal a adoção do sistema ATSC 3.0 (do inglês, Comitê de Sistema Avançado de Televisão) como padrão técnico para a evolução tecnológica da TV digital. Isso deve ser confirmado pelo decreto presidencial.

 

Novas funcionalidades

O novo sistema também deve estabelecer as novas funcionalidade, bem como um cronograma de migração, que deve ser gradativo, começando pelas grandes cidades, como foi com a TV digital. A previsão é que parte da população brasileira já consiga desfrutar da TV 3.0 durante as transmissões da Copa do Mundo de 2026.

“A televisão aberta da era digital permitirá mais interatividade e personalização, como votações em tempo real, conteúdos estendidos, serviços de governo digital, alertas de emergência, novos recursos de acessibilidade, publicidade e conteúdos personalizados, e até T-commerce, com compras pelo controle remoto. A TV3.0 representa mais do que uma evolução tecnológica, ela simboliza a renovação de um compromisso histórico da radiodifusão com a informação, a cultura e a ética”, afirmou o executivo Raymundo Barros, diretor de Estratégia de Tecnologia da Globo e presidente do Fórum SBTVD, em entrevista à Agência Brasil.

 

Inovações

Uma das principais inovações da TV 3.0 é justamente sua interface baseada em aplicativos, em que as emissoras terão condições técnicas de passar a oferecer, além do sinal aberto já transmitido em tempo real, conteúdos adicionais sob demanda, como séries, jogos, programas e outras possibilidades.

“Isso muda a forma como o telespectador acessa a programação. Em vez de ‘caçar’ a TV aberta dentro do aparelho, os canais voltam a estar em posição de destaque em um catálogo de aplicativos, com ícones equivalentes aos canais tradicionais. E não é por isso que a troca rápida entre canais desaparecerá: a pesquisa mostrou o quanto é importante manter essa cultura do zapeamento e isso se traduz na troca rápida entre os aplicativos das emissoras na TV 3.0”, destacou Marcelo Moreno, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), coordenador do GT Codificação de Aplicações do Fórum SBTVD e dos maiores especialistas em TV digital no país: “Esse modelo devolve visibilidade à TV aberta nos receptores e abre espaço para interatividade, personalização e integração com serviços internet”.

 

Retomada do protagonismo

Professor titular do Departamento de Sistemas de Computação do Centro de Informática da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o engenheiro Guido Lemos, que atuou no desenvolvimento do programa Ginga, incorporado ao padrão do Sistema Brasileiro de Televisão Digital, avalia que a TV 3.0 pode impulsionar a retomada de relevância da televisão na oferta preferencial de conteúdos, que está sob ameaça com a emergência, cada vez forte, dos serviços de mídia sob demanda (OTT, na sigla em inglês), como os canais de streaming, diretamente instalados nos aparelhos de TV.

“Quando você olha o que que tá acontecendo nas TVs que estão instaladas em várias residências do Brasil, principalmente o pessoal de renda mais alta, que tem acesso à internet e consegue sustentar fluxos de vídeo nos aparelhos de televisão, observa que a maioria dessas TVs não está conectada em antena de recepção de TV aberta”, observa.

 

Novos aparelhos

Os novos aparelhos da TV 3.0 deverão vir de fábrica com a primeira tela apresentando um catálogo de canais de televisão abertos, o que não vem ocorrendo na interface atual das SmartTVs, essas que conectam com a internet, que dão prioridade aos aplicativos de OTT. “A proeminência do ícone do DTV Mais na primeira tela, do botão DTV Mais no controle remoto, de certa forma, é uma reconquista do espaço que a TV aberta perdeu na primeira tela e no controle remoto dos receptores de TV. Então, com isso, esse processo de diminuição do número de usuários pode ser revertido”, acrescenta Lemos.

Nos últimos anos, a proporção de domicílios brasileiros com sinal de televisão e com assinatura de serviços por TV fechada tem caído, enquanto os serviços de streaming têm aumentado, chegando a quatro de cada dez lares com televisão.

 

Campo público

No campo público, a TV 3.0 deve assegurar destaque para emissoras de caráter educativo, por meio da criação do que está sendo chamado de Plataforma Comum de Comunicação Pública e do chamado Governo Digital, este último dedicado a garantir acesso a serviços públicos diretamente pela televisão, promovendo maior integração entre Estado e cidadão. Mesmo em localidades onde o sinal de emissoras públicas não chega por antena de radiodifusão, a conexão pela internet poderá suprir essa lacuna.

“Haverá uma plataforma comum que vai compor os canais da União e, com isso, todo televisor que tenha conexão com a internet vai poder acessar o conteúdo dessas emissoras públicas. Cabe destacar que mais de 50% dos televisores hoje no Brasil são conectados à internet”, afirma Carlos Neiva vice-presidente de Relações Institucionais, Rede e Tecnologia da Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas (Astral) e coordenador da Rede Legislativa de Rádio e TV da Câmara dos Deputados.

“Não serão mais apenas canais, mas aplicativos. E a rede legislativa terá seu aplicativo, a TV Brasil, o Canal Gov. E esses aplicativos terão não apenas o conteúdo linear [grande de programação convencional], mas também o conteúdo por demanda, ou seja, personificado. É a mesma experiência, por exemplo, que você tem no YouTube ou numa plataforma de streaming”, acrescenta.

Para viabilizar essa plataforma, segundo Marcelo Moreno, da UFJF, já estão em andamento projetos entre academia e setor privado dedicados a criar aplicativos e ferramentas específicas para a comunicação pública, “garantindo que ela também tire proveito de funcionalidades avançadas como personalização, interatividade e novos formatos audiovisuais”.

 

Principais desafios

Dois desafios fundamentais da TV 3.0, no entanto, estão relacionados aos custos de migração, como licenciamento de tecnologia e aquisição de transmissores, por parte das emissoras, e compra de conversores e receptores, por parte dos usuários. E também a universalização do acesso à internet de qualidade, uma realidade ainda distante do conjunto da população.

Segundo indicador de conectividade significativa criado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), que inclui fatores como custo e velocidade da conexão, presença de banda larga fixa nos domicílios e acesso por múltiplos dispositivos, apenas 22% dos indivíduos com 10 anos ou mais no Brasil têm condições satisfatórias de conectividade.

 

Internet

Em duas décadas, a proporção de lares urbanos brasileiros com Internet passou de 13% para 85%, mostra a TIC Domicílios 2024 – Cetic.br.

Estão nessa situação 73% dos indivíduos da classe A (mais rica), 33% dos habitantes da Região Sul e 28% dos homens, mas apenas com 16% de mulheres, 11% dos que vivem no Nordeste, e 3% dos indivíduos das classes DE (a mais pobre).

 

 

Calmaria nos mercados está praticamente no fim, apontam Goldman e Deutsche Bank

Por Bloomberg

 

O “verão de Cachinhos Dourados” (cenário de economia nem tão aquecida, nem tão fria) está praticamente no fim, segundo o Goldman Sachs Group Inc., e a crescente preocupação com a economia dos EUA está tirando os mercados de sua sonolência sazonal.

Ao retornarem às mesas, os investidores se depararão com dados fracos dos EUA, preocupações com tarifas comerciais e os mais recentes ataques do presidente Donald Trump contra o Federal Reserve, de acordo com estrategistas do Goldman e do Deutsche Bank AG.

“Será um retorno bastante difícil”, disse Christian Mueller-Glissmann, chefe de pesquisa de alocação de ativos do Goldman, em entrevista à Bloomberg TV. “Não tenho certeza se podemos sustentar o tipo de momento ‘Cachinhos Dourados’ que tivemos.”

Por enquanto, o índice CBOE VIX, uma medida-chave do nervosismo do mercado, está próximo dos níveis mais baixos do ano. O dólar, por sua vez, se recuperou da mínima de três anos registrada em julho.

 

Há muitos sinais de que a calmaria não vai durar

O mercado acionário aquecido durante os meses de verão se baseou em visões otimistas sobre os lucros das maiores empresas de tecnologia dos EUA — e não em um otimismo fundamental em relação à economia, disse Mueller-Glissmann.

“Parte do momento ‘Cachinhos Dourados’ não veio de uma economia que estivesse indo muito bem, porque, na verdade, o mercado de trabalho nos EUA vem enfraquecendo”, afirmou. “Foi realmente por causa dos lucros, em particular de algumas empresas muito específicas — as ‘Sete Magníficas’ e alguns bancos — que puxaram o mercado para cima.”

De acordo com George Saravelos, chefe global de pesquisa cambial do Deutsche Bank, os mercados também têm sido “complacentes demais” em relação às ameaças à independência do Fed.

Em sua mais recente medida, Trump busca destituir a diretora do Fed Lisa Cook, em uma tentativa de assegurar cortes agressivos nas taxas de juros pelo banco central americano. O rendimento dos títulos de 30 anos subiu até cinco pontos-base, para 4,94%, nesta terça-feira, enquanto o Bloomberg Dollar Spot Index caiu 0,2%.

“Não encontramos nenhum argumento convincente para que o mercado não esteja precificando melhor esse risco”, escreveu Saravelos em uma nota.

 

Próximos testes

Na Europa, por sua vez, o mais recente pedido de voto de confiança na França serviu de lembrete sobre o potencial de uma política conturbada reacender oscilações no mercado. As ações locais despencaram em meio ao temor de que um novo impasse orçamentário possa levar à queda de mais um governo francês, enquanto a volatilidade do euro em prazo de uma semana caminhava para seu maior salto em um mês.

Os traders estarão atentos aos leilões de Treasuries de curto prazo nesta semana, mas os dados de folha de pagamento dos EUA, esperados para a próxima semana, podem ser o gatilho que marcará o fim da calmaria de verão.

“Os investidores em ações, sem dúvida, acompanharão de perto o longo prazo do mercado de Treasuries nesta semana”, escreveu Chris Turner, chefe de estratégia cambial do ING Bank NV, em nota. “Uma liquidação pode pressionar as ações globais após uma boa sequência em agosto.”

 

 

Inteligência artificial deve ser um apoio, não um atalho

Por Henrique Calandra

 

Você sabe a diferença entre a inteligência artificial tradicional e a IA generativa? Essa é uma questão importante que define como nós, profissionais, podemos usar todas as potencialidades dessa tecnologia sem medo de abandonar qualquer aspecto humano do nosso trabalho.

De forma bem simples, a IA tradicional classifica, recomenda ou detecta padrões com base em regras aprendidas. Um exemplo é o “machine learning”, um conjunto de comandos que permite que uma máquina ou um sistema “aprenda” com dados e melhore sua rotina, até mesmo fazendo ajustes e tomando decisões para aquela operação em especial.

Já a IA generativa cria um texto, uma imagem, um filme, uma programação para um aplicativo, etc., a partir de uma ideia que o usuário descreve, aproveitando bases de dados gigantescas que estão disponíveis na internet ou que foram selecionadas pelas empresas criadoras das ferramentas.

É por isso que muitas criações com IA generativa ainda carregam traços, características e elementos de obras existentes. São padrões detectados durante o treinamento das ferramentas e que são ajustados em certos parmetros. É assim que funciona o ChatGPT, o Gemini, o DeepSeek, o Veo3 e tantas outras.

A IA generativa ainda pode realizar uma tarefa complexa, como se dominasse um software ou aplicativo dedicado. Por exemplo, organizar em uma planilha uma lista de fornecedores com diversas observações ou qualificações, o que demandaria horas de atenção e conferência de um ser humano.

Por isso, precisamos estabelecer corretamente que a IA não aprende como nós, humanos, aprendemos. A IA reconhece regras e padrões e, após receber um pedido, ou um prompt do usuário, gera uma resposta calculando a entrega pelo funcionamento de um software, ou a imagem, o código ou a sequência de palavras mais prováveis a partir dos bancos de dados onde essa inteligência artificial foi treinada.

 

Quanto maior a quantidade e a qualidade dos dados, melhor será a resposta.

Ao mesmo tempo, o usuário também receberá respostas mais aceitáveis e úteis se fizer perguntas melhores. Ou seja, aprendendo a construir prompts mais complexos e objetivos, que levem a ferramenta de IA a elencar os elementos corretos e com maior probabilidade de atender ao pedido.

Por isso, gosto de dizer que ferramentas de IA são apoio, não atalho. A IA prevê códigos e palavras, mas não checa fatos.

O profissional não pode terceirizar seu senso crítico, sua criatividade e muito menos a sua responsabilidade. A IA é uma ferramenta excelente para acelerar testes e refinar ideias, mas nunca para fazer um julgamento. A criação inicial, que define o prompt, assim como as decisões críticas e a validação final, são humanas por natureza.

 

*Henrique Calandra é fundador do WallJobs, empresa de tecnologia brasileira que oferece soluções automatizadas para contratos de estágio, autor do livro “Inteligência Artificial Generativa para Iniciantes”, e palestrante de grandes ecossistemas como InovaBRA e Distrito.

 

SOBRE O WALLJOBS

Fundado há dez anos, o WallJobs é a mais inovadora HR-tech do Brasil: o primeiro agente 100% digital e IA-First para integrar universidades, pessoas estagiárias e algumas das empresas mais importantes do país, em uma plataforma que promove a melhor experiência para todas as partes, sem burocracia, com velocidade, segurança e em conformidade total com a legislação brasileira.

 

 

Escassez de talentos é vista como risco crescente pelas empresas

 

A pesquisa anual BDO Global Risk Landscape revela uma mudança significativa nas prioridades do mundo corporativo: um forte aumento na preocupação com pessoas e talentos. Mais de um quarto dos executivos consultados (28%) afirmou que a capacidade de atrair e reter pessoas ou talentos é um dos três principais riscos às suas empresas, um salto relevante em relação aos 12% registrados em nossa última pesquisa, em 2024.

Este foi o segundo risco mais citado pelos pesquisados, superando problemas de longa data como tensões geopolíticas (25%) e cibercrime (23%). Assim como no ano passado, o fator mais citado foram os riscos regulatórios (35%), seguido de cadeia de suprimentos (28%). A pesquisa ouviu 500 executivos, incluindo CEOs, CFOs, CROs e CTOs de empresas de diversos setores ao redor do mundo. Todas as empresas tinham no mínimo 500 funcionários e pelo menos US$ 100 milhões em receita anual, com 30% dos participantes das Américas, incluindo o Brasil.

O sócio líder de Risk Advisory Services da BDO Brasil, Toni Hebert, destaca que a preocupação com pessoas não é uma surpresa e acredita que boa parte desta inquietação ocorre por conta da disseminação de ferramentas de Inteligência Artificial nas empresas e, volatilidade nas relações humanas e cultural das empresas. a exemplo, “Percebemos de forma empírica nos nossos clientes que as empresas têm confiado demais nas ferramentas de IA e esquecem que é necessário ter pessoas com talento e expertise não apenas para operá-las, mas para minimizar os riscos”, destaca Hebert.

 

Cenário em evolução

O estudo aponta que 84% dos executivos acreditam que o cenário de risco global é mais definido por crises do que nunca. Em resposta a esse ambiente volátil, 69% das empresas estão adotando uma abordagem que minimize mais os riscos, o que, por vezes, pode levar a um sacrifício do crescimento em prol de uma maior segurança. No entanto, a gestão proativa de riscos é considerada essencial para o avanço em tempos de crise contínua.

Ainda que 74% dos executivos acreditem que incorporar o pensamento de risco na cultura da empresa seja uma prioridade, a pesquisa aponta desafios, uma vez que a abordagem é focada excessivamente em conformidade regulatória.

A Inteligência Artificial (IA) é amplamente vista como uma oportunidade (mais do que um risco) pela maioria dos executivos, refletindo o potencial transformador da tecnologia. Contudo, as preocupações com privacidade e segurança continuam presentes. A pesquisa revela que 55% dos executivos acreditam que a IA terá um impacto significativo na cibersegurança nos próximos 12 meses, levantando questões sobre a necessidade de talentos proficientes em IA e os possíveis impactos na memória institucional e no desenvolvimento de habilidades.

O risco de fraude aparece subestimado, sendo citado como um dos três principais riscos por apenas 15% dos executivos. Contudo, a pesquisa alerta que a ascensão da IA está criando novas oportunidades para fraudes sofisticadas, como osdeepfakes, exigindo que as empresas reforcem o treinamento de funcionários e invistam em ferramentas de monitoramento.

“O BDO Global Risk Landscape 2025 mostra a complexidade do cenário de riscos atual e futuro. Mais do que uma gestão proativa, cada vez mais as empresas precisam de um olhar 360°. Antes a preocupação se limitava aos riscos regulatórios, depois veio a cibersegurança. Hoje, como os resultados mostram, há muitas vulnerabilidades que devem ser cuidadas com muita atenção”, explica Hebert.

Clique AQUI para ver o estudo completo.

 

Sobre a BDO

A BDO é a quinta maior firma de auditoria e consultoria do Brasil e líder no middle market. Tem escritórios nas principais cidades do país e possui mais de 2.000 profissionais. Oferece soluções com foco no middle market, como serviços de Transaction Advisory Services (Due Diligence), Valuation; Fusões e Aquisições (M&A); Alocação do Preço de Compra (PPA), Painéis dinmicos (BI) de Controle de Resultados e Custos; Apuração de Haveres, Planejamento Estratégico; Laudos de Incorporação; Sucessão Familiar; Fraudes, Investigações e Disputas (FID); Risk Advisory Services (RAS); Auditoria de Demonstrações Contábeis; Assessoria Tributária; Assessoria ao Expatriado; e Administração Contábil, Fiscal, Financeira e Trabalhista.

A BDO Internacional éa quinta maior firma de auditoria e consultoria do mundo, está presente em 164 países, com mais de 120 mil profissionais distribuídos em 1.800 escritórios.

 

 

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