Investimento no digital vira nova corrida do ouro das empresas de mídia e outros artigos da semana – 25.08.2025

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Na coluna de hoje, você vai ler artigos sobre: Investimento no digital vira nova corrida do ouro das empresas de mídia, Qual o segredo por trás do sucesso do Google por mais de 20 anos?, Passo Fundo é a primeira cidade do interior do RS a conquistar status de ecossistema de inovação consolidado, “Tempestade perfeita” na Economia: por que todo conselheiro precisa dominar finanças corporativas, Brasil no Espelho – Um estudo sobre o país, Obras de revitalização do Gigantinho têm início no final de agosto e Luxo Fulgurante.

 

Investimento no digital vira nova corrida do ouro das empresas de mídia

Por Adalberto Leister Filho e Erich Beting

 

O investimento em plataformas digitais, particularmente em canais no YouTube, virou o novo queridinho do mundo da mídia esportiva. A ESPN é a mais nova empresa da área que fará investimentos no setor.

Segundo a Máquina do Esporte apurou, a contratação de nomes como André Hernan e Bruno Andrade, anunciados nesta quinta-feira (21), é o primeiro passo para uma atualização do ESPN Brasil, canal da empresa no YouTube, que conta hoje com 7,14 milhões de seguidores. A ESPN espera evoluir rapidamente com o projeto, estreando entre o início e meados de setembro.

Por enquanto, a plataforma veicula algumas retransmissões de pré e pós-jogos de transmissões da própria ESPN e do Disney+, melhores momentos de jogos exibidos nos canais esportivos da Disney e programas próprios, como MunDu Meneses, podcast do repórter Edu Meneses com entrevistas com jogadores e ex-jogadores.

A direção do canal estuda colocar transmissões ao vivo de jogos, que hoje estão restritas à TV a cabo e ao Disney+, na grade de programação do YouTube. Para isso, porém, será necessário estudar quais os direitos que a ESPN poderia veicular em seu canal digital.

Por trás disso, obviamente, está a exploração da nova corrida do ouro das empresas de mídia: as transmissões esportivas no meio digital, com linguagem mais informal e conectada às redes sociais, atraindo a Geração Z e, obviamente, o mercado publicitário.

 

GeTV

O novo braço de transmissão da ESPN se junta à GeTV, iniciativa da Globo na mesma direção, que estreará na mesma época. A primeira transmissão já tem data para acontecer: 4 de setembro, com Brasil x Chile, no Estádio do Maracanã, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.

A partida deve ter a narração de Jorge Iggor e os comentários de Bruno Formiga, dupla que se notabilizou na TNT Sports e foi recentemente contratada para o projeto. Além deles, estão envolvidos com a GeTV, segundo a própria Globo anunciou na última terça-feira (19), a apresentadora Mariana Spinelli (ex-ESPN) e a comentarista Luana Maluf (ex-Prime Video), além de pratas da casa como Fred Bruno, André Balada, Sofia Miranda e Jordana Araújo.

O canal da Globo terá transmissões de eventos cujos direitos para todas as plataformas já estejam nas mãos da empresa, como é o caso do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. Também haverá produções originais e uso do acervo histórico da Globo.

Como forma de atrair o mercado publicitário para a iniciativa, a Globo também pretende fazer da GeTV um canal multiplataforma, com acordos para exibição em TVs conectadas no sistema Fast TV, como as da Samsung, TCL e LG. Por fim, a Globo também pretende veicular o produto em plataformas de streaming como Prime Video, Disney+ e Meli.

 

CazéTV

A inspiração de todas elas é a CazéTV. Parceria bem-sucedida entre o influenciador digital Casimiro Miguel e a LiveMode, a CazéTV começou transmitindo o Campeonato Carioca. No entanto, chamou mesmo atenção quando garantiu os direitos de mídia da Copa do Mundo do Catar 2022, tornando-se um veículo alternativo a quem estivesse cansado das transmissões de Globo e Sportv.

De lá para cá, já exibiu a Copa do Mundo Feminina 2023, as Olimpíadas de Paris 2024 e a Copa do Mundo de Clubes 2025, entre outros eventos, sempre quebrando recordes de audiência e sucesso comercial.

Para se ter ideia do canhão de audiência representado pela CazéTV, o canal conta, hoje, com 22,1 milhões de inscritos, o que representa 10,4% da população brasileira.

Durante a Copa do Mundo de Clubes, as plataformas da CazéTV (YouTube, Instagram e TikTok) alcançaram 5 bilhões de visualizações, segundo números divulgados pela empresa.

Na somatória das plataformas YouTube, TikTok e Instagram, a cobertura da Copa do Mundo de Clubes na CazéTV atingiu 5 bilhões de visualizações, contra 2 bilhões obtidas em Paris 2024. Para financiar a transmissão do torneio, a plataforma fechou acordos publicitários com 7K, Adidas, Airbnb, Bet365, Budweiser, Coca-Cola, Esportes da Sorte, iFood, Itaú, KTO, Mercado Livre, Samsung e Vivo.

Além do próprio Casimiro Miguel, o canal também tornou populares figuras como o narrador Luís Felipe Freitas, e trouxe ex-profissionais da própria Globo, como Fernanda Gentil, Marcelo Adnet e Bárbara Coelho.

 

Goat

A briga pela audiência nos meios digitais não se restringe a CazéTV, GeTV e ESPN. Há outros canais esportivos criados no próprio YouTube, focados em conversar exclusivamente com a audiência digital e que ganharam novo fôlego nos últimos meses.

O Goat, apelidado carinhosamente de Bodinho, com 4,56 milhões de inscritos, vinha sendo o principal concorrente da CazéTV no universo digital esportivo gratuito antes de o segmento se tornar a menina dos olhos das empresas de mídia. Mas, ao contrário de outros projetos, está focado exclusivamente em plataformas gratuitas.

“A proposta do Goat, desde sempre, foi democratizar os direitos para valer. Tudo o que exibimos é gratuito. Não temos intenção de cobrar. Não estamos em nenhuma plataforma paga”, afirmou Ricardo Taves, CEO do Goat, à Máquina do Esporte.

Surgido em 2023, o Goat se notabilizou por transmissões da Saudi Pro League, o popular Sauditão, quando o campeonato começou a atrair as atenções do mundo com contratações de estrelas como Cristiano Ronaldo.

Atualmente, também transmite Bundesliga 1 e 2, Campeonato Escocês, J-League (Campeonato Japonês), qualificatórios de Champions League, Europa League e Conference League, NWSL (liga feminina de futebol dos EUA), WSL (liga feminina de futebol da Inglaterra), WNBA, Liga Nacional de Futsal, Libertadores de Futsal (masculino e feminino) e Libertadores Feminina. Nesta quinta-feira (21), anunciou a transmissão da Inspire Soccer League, torneio entre jogadores com deficiência intelectual.

Ao contrário dos concorrentes, o Goat não está focado em dialogar apenas com jovens, utilizando elementos como memes e brincadeiras na programação.

“Todas as notícias [sobre iniciativas concorrentes] falam em público jovem, de 18 a 25 anos. Esse é o terceiro público do Goat. Nossas principais faixas etárias são de 25 a 34 anos e de 35 a 44”, contou Taves.

O executivo contabilizou a transmissão de 230 eventos exclusivos apenas neste mês. Além do YouTube, o Bodinho está presente nas principais redes sociais (Instagram, X, Facebook e TikTok) e no Samsung TV Plus.

 

N Sports

Outro canal a desbravar a selva do mundo digital é a N Sports. Fundada em fevereiro de 2018, a N Sports foi uma das plataformas pioneiras no streaming esportivo, inicialmente exibindo competições regionais e universitárias.

A partir de 2020, assinou acordo com o Comitê Olímpico do Brasil (COB), passando a focar em competições de esportes olímpicos, muitas vezes em modalidades com pouca cobertura na mídia tradicional. O acordo atual está renovado até os Jogos de Los Angeles 2028.

Em 2024, a N Sports expandiu sua atuação para a TV por assinatura, com estreia no serviço Sky+ (antigo DGO), e passou a competir diretamente com canais lineares como ESPN e Sportv.

Neste ano, já exibiu eventos como a Supertaça de Portugal, final disputada entre Benfica e Sporting, e amistosos de pré-temporada de clubes europeus. Além disso, já fechou acordos para exibir a Copa do Brasil Feminina e jogos da seleção brasileira de futsal (masculino e feminino).

 

Desimpedidos

A principal parceria atual da N Sports é com a Ola Sports para a transmissão da Série B do Campeonato Brasileira no Desimpedidos, canal de entretenimento esportivo da NWB. O narrador principal é Chico Pedrotti, outro profissional muito popular entre a nova geração.

Plataforma tradicional do YouTube, com 10 milhões de seguidores, o canal perdeu muito do seu engajamento nos últimos anos com a saída de nomes importantes, como Fred Bruno e Luana Maluf, ambos envolvidos no projeto da GeTV atualmente.

 

SportyNet

Antigo Nosso Futebol, agora rebatizado de SportyNet, o canal de streaming foi adquirido pelo Sporty Group e conta, hoje, com atrações como a Série C do Campeonato Brasileiro, Bundesliga, Copa da França, Copa da Itália, Campeonato Mexicano e European League of Football (ELF), liga europeia de futebol americano, entre outros eventos.

O SportyNet é veiculado no YouTube e na TV a cabo, além de possuir um investimento pesado nas redes sociais (Instagram, TikTok e X) para replicar conteúdos e divulgar as transmissões.

O Sporty Group também possui a SportyBet, plataforma de apostas autorizada a operar no Brasil pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF). A atuação como detentora de canal de mídia e site de apostas está proibida pela legislação brasileira. No entanto, a empresa afirma que a SportyBet se encontra em uma situação diferenciada.

Segundo o Sporty Group, a “operação da SportyBet se dá por licenciamento de marca a uma operadora autorizada pelo Governo Federal, em moldes similares a BandBet, Globo/MGM e SBT/Todos Querem Jogar”.

 

Xsports

Até quem anunciou sua chegada como primeiro canal esportivo da TV aberta não deixará as atenções no YouTube em segundo plano. A Xsports, que estreou no último sábado (16), também terá seu canal digital brigando pela audiência do público conectado, além da TV linear.

A Xsports sublicenciou da ESPN direitos de atrações como Premier League e EFL Championship (Inglaterra); LaLiga e Copa do Rei (Espanha); Serie A (Itália); Liga Portugal; e Copa da Alemanha.

Além disso, no futebol, também exibirá a Bundesliga (Alemanha). Em outras modalidades, a lista conta com Diamond League (atletismo); Nascar (automobilismo); NBB e Euroliga (basquete); Champions League (vôlei) e Global Champions Tour (hipismo).

Algumas dessas atrações, especialmente os sublicenciamentos da ESPN, não poderão ser veiculadas no meio digital. Por enquanto, o canal no YouTube permanece virgem, ainda sem previsão de estreia, mas a empresa afirmou que terá transmissões ao vivo e veiculação de programas também por meio dessa plataforma.

 

Qual o segredo por trás do sucesso do Google por mais de 20 anos?

Por Renan Cardarello

 

Quando se fala no Google, poucas pessoas nesse mundo desconhecem este nome. Afinal, apesar de ter sido criado com a ideia inicial de funcionar, meramente, como um motor de buscas, hoje é uma força dominante no mercado, sendo considerado uma das marcas mais valiosas do mundo. A grande pergunta é: o que fez com que essa gigante de tecnologia, diante de intensos avanços digitais globais, não apenas sobrevivesse, mas prosperasse e resistisse à tais mudanças?

Fundada por Larry Page e Sergey Brin, a megacorporação iniciou seus passos em 1998 apenas como um buscador. Mas, se podemos usar uma palavra para resumir suas estratégias desde seu surgimento, é a inovação. Isso porque o grande sucesso do Google hoje se deve, dentre tantos fatores, a uma cultura inovadora contínua, com uma visão de longo prazo guiando a diversificação contante de suas estratégias, buscando sempre por melhorias que se ajustem às tendências e demandas do mercado e da população.

Se analisarmos, brevemente, sua história no mercado, tudo começou quando o Yahoo! inseriu o Google como a ferramenta de busca acoplada em seu portal. A partir desse ponto, o uso da search engine disparou. E, em 2004, após ter seus serviços dispensados, as buscas efetuadas dentro do Google já chegavam às centenas de milhões por dia – começando a ocupar o trono que permanece até hoje.

Esse foi só o primeiro empurrão que acabou impulsionando cada vez mais seu crescimento e reconhecimento. Sua equipe nunca mais parou ou estagnou, indo sempre além e expandindo sua presença para outros canais. Em 2005, como exemplo, realizou sua primeira compra estratégica do sistema Android e, em 2006, do YouTube.

Sempre atenta ao setor de tecnologia, também faz investimentos contínuos em pesquisas que permitam aprimorar seus softwares e hardwares de última geração, assegurando sua competitividade com outras companhias que também focam em inovação. Nesse sentido, claro que ela não ficaria de fora do boom da IA, compreendendo que o futuro dos buscadores estaria fortemente atrelado a essa tecnologia – o que contribuiu com o lançamento de sua própria inteligência artificial, o Gemini, além de, mais recentemente, sua ferramenta de geração de vídeos extremamente realistas.

Esse mindset favoreceu que, segundo a receita registrada pela Alphabet (atual empresa por trás do conglomerado em que se insere o Google), seu faturamento do segundo trimestre deste ano tenha aumentado 14% em relação ao mesmo período de 2024. O próprio presidente-executivo do Google chegou a afirmar que, atualmente, a plataforma continua crescendo graças às aplicações das ferramentas Modo IA e Visões Gerais de IA, que vêm despontando significativamente no mercado mundial nos últimos anos.

Isso faz com que, mesmo diante de tantas ferramentas e chats de inteligência artificial disponíveis hoje em dia para se buscar uma informação, como, por exemplo, o ChatGPT, Microsoft Copilot e Perplexity, o Google continue se destacando como um forte pilar dentro de tantas opções, sempre se adaptando ao mercado e às necessidades emergentes, se mantendo em destaque por sua mentalidade inovadora que nunca se contentará com o hoje.

 

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Passo Fundo é a primeira cidade do interior do RS a conquistar status de ecossistema de inovação consolidado

 

O interior gaúcho acaba de conquistar um feito inédito: pela primeira vez, uma cidade fora da capital atinge o nível “Consolidado” na Pesquisa ELI 2025, que avalia a maturidade dos ecossistemas de inovação. A conquista posiciona o município ao lado de Porto Alegre, formando o seleto grupo de cidades gaúchas com esse reconhecimento, o que reforça seu protagonismo regional e nacional.

A classificação é fruto de quase cinco anos de articulação entre Sebrae RS, Comunidade Vértice, poder público municipal e diversas instituições locais. Nesse período, foram criadas estruturas de governança inéditas, envolvendo universidades, empresas, startups e sociedade civil. Entre os marcos estão o lançamento do primeiro relatório anual do ecossistema e a criação de canais unificados de comunicação que já conectam mais de 1.200 pessoas.

Segundo a gerente regional do Sebrae RS, Silvana Berguemmaier, o reconhecimento simboliza uma virada de chave: “Passo Fundo apresentou o maior salto de maturidade do Estado. Saímos da fase de estruturação para o nível consolidado, o que significa que hoje temos lideranças, instituições de ensino e empresas alinhadas em torno de um mesmo propósito, que é transformar inovação em desenvolvimento”, afirma.

A gerente regional explica que a trajetória começou em 2020, quando o Sebrae selecionou nove municípios estratégicos para fortalecer governanças locais de inovação. “Unimos forças com entidades empresariais, universidades, associações de classe e o poder público. Essa mobilização coletiva criou um ambiente propício para que pequenos negócios e startups pudessem prosperar”, destaca.

A Prefeitura de Passo Fundo foi uma das protagonistas nesse processo, especialmente com a criação da Secretaria de Inovação e a implementação do Pacto Passo para o Futuro. “A validação e o apoio do poder público foram decisivos para consolidar as iniciativas que vinham sendo construídas pela comunidade”, complementa Berguemmaier.

Com o novo status, a cidade amplia sua visibilidade nacional, atraindo a atenção de empresas, investidores e empreendedores. A expectativa é que a classificação impulsione a criação de startups, estimule a permanência de talentos na região e gere novas oportunidades de desenvolvimento econômico.

Outro aspecto relevante é a posição comparativa: entre os dez ecossistemas avaliados no Estado, apenas Porto Alegre e Passo Fundo atingiram o nível máximo. Isso coloca o município em um patamar diferenciado entre cidades médias brasileiras, que buscam na inovação um caminho sustentável de crescimento.

“Esse reconhecimento mostra que Passo Fundo não está apenas acompanhando a evolução tecnológica, mas se posicionando como referência. O que antes era um movimento embrionário tornou-se uma estratégia consolidada de desenvolvimento regional”, conclui Silvana Berguemmaier.

 

O que está acontecendo com o RS?

 

O Rio Grande do Sul já foi considerado o “estado modelo” do Brasil — sinônimo de força econômica, organização social e influência política. Mas hoje a realidade é bem diferente. Neste vídeo, vamos entender como o RS deixou de ser a 4ª maior economia do país, os fatores que explicam essa desaceleração e os desafios que colocam em risco seu futuro.

Será que o estado ainda pode se reinventar ou continuará perdendo espaço no cenário nacional?

Assista o VÍDEO aqui!

 

“Tempestade perfeita” na Economia: por que todo conselheiro precisa dominar finanças corporativas

Por Maurício de Souza

 

Em 2025, o Brasil atingiu um marco preocupante: 7,2 milhões de empresas inadimplentes, representando 31,6% dos CNPJs ativos, segundo a Serasa Experian. Destas, 6,8 milhões são micro e pequenas empresas, que sofrem ainda mais com a falta de fôlego financeiro e com o custo elevado do crédito. Paralelamente, os pedidos de recuperação judicial cresceram de forma acelerada em 2024 e 2025, atingindo níveis recordes, o que confirma a fragilidade de um tecido empresarial essencial para a economia nacional.

Para conselhos de administração e consultivos, esses números não são apenas estatísticas de mercado. Eles representam uma realidade que exige vigilância permanente sobre liquidez, capital de giro e covenants de dívida, pois a deterioração pode ser rápida e irreversível. Nesse contexto, governança corporativa não é apenas definir estratégia, mas garantir que ela seja financiável, executável e capaz de resistir a choques externos.

Em linhas gerais, sem domínio financeiro, o conselho perde sua capacidade de prevenir crises e, quando necessário, de orientar as empresas a navegarem, com segurança, durante as tempestades.

 

Geopolítica afetando o caixa: o “tarifaço” americano e o câmbio

Em julho de 2025, o governo dos Estados Unidos anunciou tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, com algumas exceções. Essa medida, já contestada pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio – OMC, cria incertezas imediatas para exportadores, pressionando margens e encarecendo o acesso ao mercado americano. As cadeias produtivas mais dependentes desse destino comercial sentirão o impacto primeiro, mas o reflexo se estenderá a fornecedores e ao mercado interno como um todo.

Esse cenário exige que os conselhos passem a considerar planos de hedge cambial, diversificação de mercados e revisão de políticas comerciais. A governança precisa ser capaz de interpretar os efeitos geopolíticos sobre receitas, margens e fluxo de caixa, além de planejar respostas rápidas a mudanças tarifárias ou de regulação internacional. Sem preparo financeiro, um conselho não consegue traduzir esse tipo de choque externo em planos estratégicos mais realistas.

Enxurrada de juros: o peso da Selic a 15%

A manutenção da Selic em 15% ao ano, decidida pelo Copom em julho de 2025, impôs ao mercado corporativo uma dura realidade. É o maior patamar desde 2006, e as expectativas do mercado indicam que esse nível permanecerá até o fim de 2025, com quedas apenas em 2026. Isso significa um crédito mais caro, maior exigência de retorno sobre investimentos e forte pressão sobre a rolagem de dívidas, especialmente em empresas mais alavancadas.

Para os conselhos, a Selic nesse patamar obriga a rever estratégias. Projetos de expansão precisam ser recalculados com WACC ajustado à nova realidade, planos de CAPEX demandam avaliação mais criteriosa, e até mesmo as políticas de dividendos devem ser repensadas. Um conselheiro que não entende o impacto direto de juros altos nas finanças corporativas não consegue avaliar riscos, nem propor alternativas viáveis. Governar nesse ambiente é, antes de tudo, falar a linguagem das finanças.

 

Reforma tributária em curso: proatividade hoje

O Brasil está à beira da maior mudança tributária do país em décadas. A reforma, aprovada em 2023, já entrou em fase de regulamentação e prevê transição gradual para a CBS e IBS, com ano-teste em 2026 e implantação definitiva até 2033. Essa mudança impactará preços, margens e cadeias de valor de praticamente todos os setores. Para os conselhos, ignorar essa agenda é negligenciar o futuro do próprio negócio.

As empresas precisarão ajustar precificação, contratos e sistemas de ERP para lidar com a complexidade dessa transição. Conselheiros que dominam finanças corporativas poderão orientar essas transformações de forma preventiva, garantindo que ajustes tributários não corroam margens, nem afetem a competitividade. Já aqueles que tratam a reforma como um problema apenas operacional ou contábil estarão condenados a reagir tarde, absorvendo custos e riscos que poderiam ter sido mitigados.

 

A “tempestade perfeita” sobre as empresas brasileiras

Quando somamos inadimplência recorde, juros em patamar crítico, transição tributária e tensões geopolíticas, temos a configuração de uma “tempestade perfeita” para os negócios no Brasil. Trata-se de uma combinação rara de fatores que, isoladamente, já seriam desafiadores; juntos, podem comprometer a sobrevivência de empresas pouco preparadas.

É nesse ambiente que os conselhos assumem um papel central. A governança deve ser capaz de transformar risco em decisão estratégica, interpretando indicadores financeiros com agilidade e aplicando métricas robustas de avaliação. Conselheiros que ignoram a realidade financeira do negócio não apenas falham em proteger a organização: tornam-se parte do problema, incapazes de responder às pressões que vêm de todos os lados.

 

A proteção da Governança

A essência da governança corporativa é ser um sistema de proteção e direcionamento estratégico. Na “tempestade” atual, isso significa estruturar cenários de estresse, medir continuamente indicadores de liquidez, revisar covenants e alinhar estratégias de crescimento com a nova realidade de juros, tributos e comércio internacional. Sem domínio de finanças, nenhum conselho consegue cumprir essa missão de forma responsável.

Além disso, a governança precisa reforçar transparência e accountability. Relatórios financeiros devem ser claros e acessíveis a todos os conselheiros, mesmo aqueles de áreas não financeiras. A responsabilidade fiduciária exige que cada decisão seja sustentada por dados concretos, não apenas por convicções; e em um ambiente de volatilidade, o conselho que encara os números de frente é o único capaz de guiar a empresa com segurança.

 

Conclusão

O Brasil atravessa um momento em que forças macroeconômicas e geopolíticas convergem para criar desafios inéditos às empresas. Nesse contexto, o conselheiro que não fala a linguagem das finanças corporativas torna-se um mero espectador em meio à tempestade: está presente, mas não tem instrumentos para agir.

Dominar finanças não significa substituir o CFO, mas ter a competência para avaliar estratégias, questionar números e propor soluções em um ambiente adverso. Sem isso, não há governança efetiva, não há perenidade e não há futuro. A “tempestade perfeita” é, ao mesmo tempo, ameaça e teste: só os conselhos preparados tecnicamente terão condições de proteger suas empresas e transformá-las em organizações resilientes.

A diversidade de formações continua sendo fundamental nos conselhos, mas deve vir sempre acompanhada de uma base financeira mínima que permita um diálogo de alto nível que levem a decisões seguras e bem informadas.

 

Brasil no Espelho – Um estudo sobre o país

Por Fernando Röhsig

Em um país tão grande como o nosso, como definir uma identidade – ou brasilidade?

Compartilho o maior estudo já feito no país sobre valores, atitudes e percepções da nossa população: Brasil no espelho.

Estudo AQUI! 

Fonte: Globo Gente

 

Obras de revitalização do Gigantinho têm início no final de agosto

 

O Internacional está se preparando para devolver o Gigantinho à população gaúcha. Depois de intensificar contatos com empresas de diversos segmentos que participarão da reforma do ginásio, junto às parceiras RBS Ventures e Tornak Holding, o Clube captou junto a patrocinadores e parceiros os recursos necessários para que a obra tenha início no final do mês de agosto.

O novo Gigantinho terá capacidade para receber públicos superiores às 10 mil pessoas e poderá sediar uma programação de diferentes portes e perfis, incluindo shows, eventos corporativos, apresentações cênicas e jogos de diversas modalidades.

A gestão do espaço continuará com o Internacional, embora os ganhos projetados envolvam toda a comunidade gaúcha. O vice-presidente do Conselho de Gestão do Clube, Victor Grunberg, comemora mais uma etapa vencida para que o Gigantinho volte a ser um grande espaço de entretenimento no Rio Grande do Sul.

“A revitalização do Gigantinho foi um movimento inovador e ousado por parte do Clube, que buscou recursos por meio de patrocinadores para poder devolver ao Estado um equipamento que estava quase inoperante. Impossível não lembrarmos de quantos eventos foram realizados aqui num passado não tão distante. Agora, vamos tornar o espaço ainda mais atrativo, moderno e funcional para aquecer o segmento de eventos no RS e, também, aumentar o fluxo de turistas que, certamente, irá se deslocar para cá em busca dos grandes espetáculos que poderão ser realizados na casa colorada” – Victor Grunberg

A revitalização do Gigantinho é assinada pela equipe de Patrimônio do Internacional. Desenvolvido pelo Clube, portanto, o projeto dará um visual moderno para o espaço, mas sem interferir no valor histórico da edificação. A expectativa é de que o palco multiuso mais icônico do sul do país seja devolvido para a cidade ao final do ano de 2026.

 

Luxo Fulgurante

Por Fernando Röhsig

 

Mercado de luxo no Brasil cresce mais do que no restante do mundo, aponta a pesquisa “A nova era de crescimento do mercado de luxo”, realizado pela Bain & Company a pedido do Valor Econômico e da revista Vogue.

Segundo o levantamento, as vendas de itens de luxo no Brasil cresceram 26% entre 2022 e 2024, representando um incremento médio de 12% ao ano no setor.

Trata-se de um resultado muito diferente dos números globais, que indicam uma taxa de crescimento de apenas 3% ao ano no mesmo período, influenciada principalmente pela retração do mercado asiático e pela expressiva diminuição do ritmo na China nesse intervalo de tempo.

Fontes: https://lnkd.in/dqJkuFaW

https://lnkd.in/dyGTfkKQ

https://lnkd.in/dQVVpqJT

https://lnkd.in/d8_BNpjb

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