Você vai ler na coluna de hoje: O que esperar de 2026?, Liderar é Praticar Aquilo que Ensinamos, Inadimplência bate recorde, e mais brasileiros afirmam não conseguir pagar dívidas, O marketing espacial está aberto com a possibilidade de investir em espaços de experiência de marca, RBS TV lança campanha que valoriza o entretenimento e anuncia novidades no elenco, Três executivos que exportam seus produtos falam sobre suas conquistas e dificuldades para permanecer vendendo para o mercado externo, Um cliente pode pagar para nunca mais ver sua marca – e agora?, Qual é a idade ideal para ser CEO?, Envelhecer com dignidade é um compromisso coletivo, Artigo | Inteligência artificial e vendas corporativas: oportunidades de negócios em expansão e Esperança em declínio: pesquisa nacional revela queda na motivação dos professores brasileiros.
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O que esperar de 2026?
Por Fernando Röhsig
À medida que 2025 se aproxima do fim, é hora de projetar o que pode ocorrer ao longo de 2026 — um exercício essencial para o planejamento estratégico das empresas. Quais parâmetros devemos observar neste momento?
Perspectivas econômicas
De acordo com os indicadores atualizados do Boletim Focus, seguem as previsões para os principais índices econômicos de 2025 e 2026:
Indicador 2025 (Previsto) 2025 (Estimado) 2026 (Previsto)
IPCA (var. %) 4,96 4,83 4,28
PIB Total (var. %) 2,01 2,16 1,60
Câmbio (R$/US$) 5,96 5,50 5,50
Selic (% a.a.) 9,75 10,17 7,97
Juro Real (% a.a.) — — —
Fonte: BCB – Relatório Focus (13/09/2025)
Essas previsões indicam uma tendência de desaceleração da inflação ao longo de 2025 e 2026, refletida na redução do IPCA projetado. O juro real, que ainda se mantém alto — acima de 10% ao ano —, coloca o Brasil entre os países com maiores taxas reais do mundo.
Fatores globais e regionais
No radar de riscos e oportunidades, fatores geopolíticos e macroeconômicos seguem em destaque:
As taxas de juros praticadas pelos bancos centrais do Brasil, EUA e Europa continuam a influenciar fortemente o cenário global.
As guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza, assim como a situação econômica da China, exigem atenção constante.
Na América do Sul, os movimentos políticos e econômicos de Javier Milei na Argentina e a conjuntura na Venezuela merecem monitoramento.
No Brasil, temas como reforma fiscal e tributária, além das eleições federais e estaduais de 2026, poderão trazer impactos diretos sobre o ambiente de negócios.
Em nível regional, os efeitos das enchentes históricas dos últimos dois anos ainda repercutem sobre os investimentos em infraestrutura.
Além disso, questões relacionadas à segurança pública, como a atuação de facções criminosas (PCC e CV) e suas implicações sobre a soberania nacional, também permanecem como ponto de atenção para o próximo ano.
O foco para 2026: queda da taxa de juros
Um dos grandes temas do próximo ano será o início da queda da taxa de juros, atualmente projetada para encerrar 2026 em torno de 12,25%. Embora os economistas tenham acertado recentemente as projeções da Selic, a dúvida que permanece é quando essa redução começará de fato e como ela impactará a atividade econômica.
Antecipar-se é o melhor caminho
Essas projeções não devem ser encaradas como certezas, mas como referências estratégicas. O importante é estar preparado para diferentes cenários, acompanhando constantemente as variáveis econômicas e políticas, e ajustando as estratégias de acordo com as mudanças de contexto.
O maior benefício de antecipar-se ao futuro é estar pronto para ele — seja ele bom ou ruim.
“Para ter um negócio de sucesso, alguém, algum dia, teve que tomar uma atitude de coragem.”
— Peter Ferdinand Drucker, escritor, professor e consultor.
Liderar é Praticar Aquilo que Ensinamos
Por Anny Bajotto
Li recentemente um artigo da FGV que trazia um dado interessante: apenas cerca de 5% dos líderes mantêm uma atividade alta e regular no LinkedIn.
E confesso, me dei conta de que eu estava fora desse grupo.
Entre reuniões, metas, entregas e estratégias, acabei deixando de lado algo essencial: compartilhar o que vivemos e aprendemos no dia a dia, algo que, ironicamente, sempre incentivei em tantas pessoas que transformaram suas trajetórias ao colocarem isso em prática.
Para quem não sabe o que faço profissionalmente hoje, há 3 anos atuo como Head de Marketing do Grupo Leger, um ecossistema de negócios em medicina estética que reúne clínicas, franquias, cursos e produtos da indústria de dermocosméticos.
Lidero times multidisciplinares em todas as frentes da comunicação e do marketing, da criação à execução, acompanhando resultados, aprendizados e, claro, pessoas, o que mais amo fazer.
É nesse contato que reaplico, todos os dias, minhas experiências como professora e gestora ao longo de mais de 20 anos de carreira, ensinando e desenvolvendo pessoas.
No fim das contas, liderar é também praticar aquilo que ensinamos: priorizar o que importa, comunicar com propósito e inspirar pelo exemplo.
Inadimplência bate recorde, e mais brasileiros afirmam não conseguir pagar dívidas
Por Isto É Dinheiro
Os brasileiros ficaram mais endividados e mais inadimplentes em setembro, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A proporção de famílias com contas em atraso subiu a 30,5% em setembro, maior patamar da série histórica iniciada em 2010, apontou a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).
Além disso, houve um recorde de 13% das famílias brasileiras dizendo que não terão condições de pagar suas dívidas em atraso, ou seja, que permanecerão inadimplentes. Segundo a CNC, a pesquisa “aponta um quadro de crescente fragilidade financeira”. Veja aqui o detalhamento.
A proporção de famílias com contas a vencer subiu a 79,2% em setembro de 2025. O comprometimento da renda também permaneceu em patamar elevado: 18,8% dos consumidores tinham mais da metade dos rendimentos comprometidos com dívidas em setembro.
Quanto ao tempo de inadimplência, 48,7% das famílias com dívidas em atraso estão nesta situação há mais de 90 dias, o que reflete “o agravamento dos prazos de inadimplência e o efeito dos juros sobre o montante a ser pago”, apontou Fabio Bentes, economista-chefe da CNC.
“Esses fatores corroboram que, mesmo com o lado positivo do endividamento considerado um aquecedor das vendas no comércio, a crescente inadimplência evidencia que o movimento é de frenagem desta dinâmica”, avaliou Bentes, em nota oficial.
Na análise por faixas de renda, houve expansão maior do endividamento entre as famílias de renda mais baixa, que recebem até três salários mínimos por mês: nesse grupo, a proporção de endividados passou de 81,1% em agosto para 82% em setembro. No grupo mais rico, que recebe mais de dez salários mínimos mensais, a fatia de endividados subiu de 68,7% em agosto para 69,5% em setembro.
A pesquisa considera como dívidas as contas a vencer nas modalidades cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.
A CNC projeta que o endividamento aumente em 3,3 pontos porcentuais até o fim deste ano em relação ao patamar que encerrou 2024, enquanto a inadimplência subiria 1,7 ponto porcentual.
O marketing espacial está aberto com a possibilidade de investir em espaços de experiência de marca
Chegou a hora de expandir sua marca no mais importante e tradicional evento publicitário e criativo do Sul do Brasil. O plano comercial do Salão ARP já está disponível, com diversas opções de patrocínio e novas oportunidades para a comercialização de espaços de experiência de marca. O evento acontece no dia 4 de dezembro, na Casa NTX, em Porto Alegre.
Este ano, a ARP Show contará com dois espaços exclusivos para marcas que buscam uma conexão sensorial e imersiva com o mercado: o Hub Core e o Lounge Lab . O Hub Core será um espaço estratégico de 100m² localizado dentro do palco original da NTX. As possibilidades de ativação incluem uma instalação imersiva, interativa e sensorial, degustações de produtos, instalações instagramáveis, projeção de imagens em movimento, uma área de lounge, um estúdio de fotos ou entrevistas, ou até mesmo a criação de uma área VIP exclusiva para assistir à cerimônia de premiação. O Lounge Lab será o espaço de experimentação e visibilidade, localizado no hall de entrada da NTX House, ao lado do grande espelho. Um ambiente exclusivo de 200m² , com alta visibilidade e diversas possibilidades de ativação.
Assim como nos anos anteriores, também estão disponíveis os Patrocínios Master e VIP, que incluem, entre outras coisas, a divulgação da marca em toda a programação visual do evento, desde a campanha até a cenografia — com cotas diferentes para cada categoria. Além disso, há os Patrocínios Especiais e +Especiais, que incluem divulgação da marca no local do evento, um vídeo de 30 segundos no telão, um representante no palco para as premiações e postagens nas redes sociais. Isso também inclui iniciativas personalizadas, como ativação de marca, instalações/mobiliário, lounges, projeções multimídia, distribuição de produtos e muito mais.
Com o retorno da ARP Week, também será possível patrocinar conteúdo focado em temas e discussões relevantes para o mercado. O evento Zona Franca oferecerá um espaço para discutir questões relevantes de forma leve e franca. Para isso, há espaços onde profissionais respondem a perguntas sobre o tema em questão.
Também é possível criar sua própria palestra com base em conteúdo que se conecte com o ecossistema de comunicação e a economia criativa. Dessa forma, profissionais e empresas podem sugerir temas e palestrantes e oferecer o conteúdo sujeito à aprovação da ARP.
Evento imperdível, o Projeto Inspirações , liderado por Beto Callage, também oferece a possibilidade de comercialização. O evento reúne profissionais de comunicação para ouvir convidados escolhidos pelo anunciante, que compartilharão seus processos criativos.
A cada ano, o Salão ARP cresce e se consolida como a maior e mais tradicional premiação dos setores publicitário e criativo do Sul do Brasil. Pensando nisso, desde 2022, oferece planos diferenciados e democráticos para garantir a participação de todos. Incluem taxas de participação acessíveis e ativações que abrangem todas as possibilidades de investimento.
Os interessados em saber mais detalhes sobre o Plano Comercial devem entrar em contato com o departamento comercial da ARP pelo e-mail germano@arpnet.com.br ou pelo telefone (51) 99865-9909.
RBS TV lança campanha que valoriza o entretenimento e anuncia novidades no elenco
Ancorada pelo conceito “Tudo que te faz feliz é bem pra ti”, uma nova campanha da RBS TV estreia nesta semana valorizando o entretenimento e anunciando novidades no elenco de comunicadores. O filme publicitário que materializa a iniciativa foi exibido com exclusividade no sábado (11), no Jornal do Almoço, e seguirá no ar até o final do ano, reforçando a conexão da emissora com o público.
As novidades ficam por conta da chegada dos comunicadores Antônio Costaguta, o “El Topador”, e Brunna Colossi, apresentadora da 92. Nas telas da RBS TV, El Topador comandará, a partir de 8 de novembro,
Tempo Bueno — atração dedicada à gastronomia e às tradições gaúchas —, enquanto Brunna estreia no dia 25 de outubro o quadro
De Casa em Casa, no programa Baita Sábado .
Além de apresentar os novos comunicadores, a campanha celebra a força do elenco da casa, formada por Amanda Souza, Cris
Silva, Diogo Carvalho, Giulia Perachi, Lela Zaniol, Marck B Cruz, Neto Fagundes e Sara Bodowsky. Com tom leve e divertido, levando o clima dos bastidores ao público, a iniciativa valoriza o entretenimento que conecta os gaúchos e traz para o centro da tela histórias, talentos e atratividades do Rio Grande do Sul.
Três executivos que exportam seus produtos falam sobre suas conquistas e dificuldades para permanecer vendendo para o mercado externo
Na próxima quarta-feira, 15 de outubro, o Tá na Mesa da FEDERASUL traz para a discussão o tema exportações de produtos gaúchos.
Convidados: os presidentes do Conselho de Administração da Docile, Alexandre Heineck e do Banco Randon, Joarez Piccinini (também diretor de Relações Institucionais da RandonCorp) e o gerente de estratégia da Marcopolo, Rodrigo Bisi.
AVISO AOS EDITORES
Entrevista coletiva às 11h15 no quarto andar do Palácio do Comércio
Serviço
O que: Tá na Mesa – Reunião-almoço promocional pela FEDERASUL
Quando: 15 de outubro de 2025, às 12h
Onde: Salão Nobre do Palácio do Comércio
Tema: “MADE IN RS: A excelência gaúcha que conquista o mundo”
Convidados: os presidentes do Conselho de Administração da Docile, Alexandre Heineck e do Banco Randon, Joarez Piccinini (também diretor de Relações Institucionais da RandonCorp) e o gerente de estratégia da Marcopolo, Rodrigo Bisi.
Um cliente pode pagar para nunca mais ver sua marca – e agora?
A Meta lançará um teste no Reino Unido que permite aos usuários bloquear anúncios de marcas no Instagram e no Facebook; um especialista avalia os próximos passos.
Entre as estratégias, uma tática amplamente utilizada pelas marcas é a publicidade em mídias sociais, comumente conhecida como “tráfego pago”. De acordo com uma pesquisa da HubSpot, empresas que investem em anúncios patrocinados veem suas qualificações de leads aumentarem em 40%. Outra pesquisa, conduzida pela WordStream, revelou que o Google Ads sozinho gera um retorno de 200% sobre o investimento para os anunciantes.
No entanto, algumas notícias podem ser desanimadoras para as marcas. A Meta anunciou recentemente que lançará um teste no Reino Unido para permitir que usuários do Instagram e do Facebook bloqueiem anúncios de empresas que aparecem em suas contas de mídia social. Para isso, os consumidores terão que pagar uma taxa de assinatura de £ 3,99 por mês (aproximadamente R$ 30 por mês).
Essa medida pode ser preocupante para as marcas, que correm o risco de perder o alcance do seu público. Segundo Kelfany Budel, especialista em marketing digital e CEO da Agência Majesto, agência de marketing de franquias, empresas menores tendem a ser as principais vítimas da atualização.
“A decisão representará desafios significativos para as marcas. A longo prazo, alguns usuários podem simplesmente deixar de ser impactados pelos anúncios, o que comprometerá o alcance da campanha e aumentará as dificuldades de lançamento, por exemplo. Empresas menores, com menor participação de mercado, são as mais propensas a arcar com as consequências da implementação”, afirma.
Outro ponto levantado por Budel é que os custos de mídia devem aumentar significativamente, o que criará mais uma barreira para a promoção do produto. Em um cenário que pode levar à perda de visibilidade da marca digitalmente, o especialista acredita que os empreendedores devem repensar suas estratégias de comunicação para evitar depender exclusivamente de tráfego pago.
Ela enfatiza que as empresas precisarão se tornar menos dependentes de publicidade e focar em conteúdos que alcancem os usuários de forma mais espontânea. “O primeiro passo é pensar em conteúdo orgânico. O objetivo é criar valor real por meio de postagens, vídeos e conteúdos que estimulem o engajamento e criem uma conexão forte com o público nessas redes”, avalia.
Budel também enfatiza que a criação de grupos e comunidades, mesmo que menores, é essencial para o fortalecimento da marca. Segundo ela, a ideia é fazer com que os consumidores se sintam “parte de algo maior”, como uma rede privilegiada, o que leva a uma interação mais natural com os produtos da empresa. Além disso, o cliente se torna um defensor do negócio, o que constrói relacionamentos e fideliza os usuários.
Outra estratégia que o especialista considera interessante é o UGC ( Conteúdo Gerado pelo Usuário ). Esse método envolve qualquer tipo de conteúdo criado pelos próprios consumidores, não por marcas, e também aumenta a credibilidade e a influência no mercado. Essa teoria é corroborada por uma pesquisa realizada pela Stackla, que mostrou que 79% dos entrevistados — usuários em geral — afirmaram que o UGC influencia suas decisões de compra.”Ele pode ser usado principalmente para mostrar produtos em ação, de forma mais realista e intimista. Quando alguém de fora da marca aparece usando ou recomendando algo, esse conteúdo ganha muito mais notoriedade e confiança do público em comparação com os concorrentes”, explica Budel.
Com os clientes cada vez mais próximos da marca, a especialista prevê que os empreendedores estejam conquistando maior apoio e oferecendo diferentes caminhos a serem seguidos à luz da métrica Meta. Ela enfatiza que o campo criativo deve ser explorado ao máximo para promover um relacionamento mais forte com os usuários.
“O fato de os clientes poderem se dar ao luxo de não ver anúncios de suas marcas exige mais criatividade das empresas. Se a publicidade perder seu poder, é hora de fortalecer a presença orgânica, investir em relacionamentos e oferecer experiências que façam os consumidores quererem seguir, em vez de bloquear”, diz ele.
Qual é a idade ideal para ser CEO?
Por Thiago Gaudencio
Se lhe perguntassem qual é a idade ou o perfil ideal para um CEO hoje em dia, o que você diria? Um homem na faixa dos 50 anos, com pós-graduação e experiência em grandes corporações, não representa mais o padrão para esses executivos, dadas as inúmeras mudanças e avanços que o mercado global passou nos últimos anos. Não podemos mais basear nossa determinação de “quem é apto para se tornar um CEO” na idade ou em critérios rígidos, mas sim em outras competências que são muito mais estratégicas para essa posição.
Hoje em dia, não é mais possível associar esse executivo ao fundador da empresa. Pode ser um sócio, uma sócia ou um profissional que ascendeu na organização graças às suas conexões e dedicação ao longo da carreira. E o que, na prática, influencia a conquista desse cargo? Uma combinação que envolve suas habilidades de liderança, maturidade profissional e comunicação clara e objetiva — essenciais para quem assumirá essa responsabilidade.
Ao nos aprofundarmos em cada um desses aspectos, todos entendemos que o CEO precisa ser um líder nato. Ele deve inspirar e engajar as equipes, aumentando sua produtividade e desempenho nos processos internos rumo a um crescimento corporativo cada vez mais próspero e sustentável. Principalmente porque, de acordo com a 26ª Pesquisa Global Anual com CEOs da PwC, 40% deles acreditam que suas empresas deixarão de ser lucrativas nos próximos 10 anos se continuarem no caminho atual, o que exige capacidade de reinvenção e motivação das equipes na busca constante por melhores oportunidades.
Quanto à maturidade, devemos associá-la a uma certa experiência de mercado, com talentos que já vivenciaram e lidaram com inúmeros cenários e momentos de crise, instabilidade e eventos externos que impactaram as operações de alguma forma. São esses desafios constantes, por mais difíceis que sejam, que tornam um profissional cada vez mais maduro e resiliente para gerenciar esses eventos da melhor forma possível – uma característica indispensável de um bom CEO.
Afinal, é por meio dela que a experiência é construída, tornando as pessoas mais fortes, preparadas e empoderadas para identificar como maximizar essa jornada com sucesso. E, claro, também se trata de saber quando é hora de dar um novo fôlego à carreira e passar o bastão para outro executivo, evitando um viés interno que bloqueia a potencial abertura a novas estratégias e tendências que alavancam o poder competitivo.
Por fim, a comunicação assertiva faz toda a diferença para o sucesso de qualquer vaga ou cargo, especialmente quando se trata de líderes de alto escalão e sua influência no engajamento e na produtividade da equipe. Isso gera confiança em seus relacionamentos com os outros por meio da clareza nas palavras, do tom de voz e da maneira como constroem sua linha de raciocínio, garantindo que todos entendam a mensagem e se sintam confortáveis para comunicar seus sentimentos ou desejos, visando os melhores resultados possíveis.
É dever indispensável de um CEO ser estratégico em suas decisões, possuindo o conhecimento necessário para liderar o negócio e suas equipes da melhor maneira possível para atingir os objetivos esperados. Portanto, esse executivo não precisa mais ficar sentado atrás de uma mesa dando ordens; ele precisa se envolver profundamente nas operações do dia a dia. Ele precisa vivenciar a rotina do chão de fábrica, entendendo todos os aspectos do negócio, o que será crucial para tomar decisões ainda mais inteligentes que alavanquem o desempenho.
Todos os pontos destacados demonstram que não podemos limitar esta posição a uma questão de idade. Afinal, muito além da idade em si, é a soma do seu potencial de liderança, maturidade e comunicação que influenciará significativamente o seu sucesso no cumprimento das exigências e responsabilidades desta posição. Trata-se de estar aberto ao aprendizado contínuo, para que o CEO esteja cada vez mais preparado para liderar a empresa rumo a um futuro cada vez mais próspero.
Quer receber diariamente a Coluna do Nenê no seu WhatsApp?
Salve o número (51) 9440-7275 na sua agenda, nos dê um “OI” e receba, todos os dias, os artigos selecionados direto no seu celular.
Envelhecer com dignidade é um compromisso coletivo
Por Gustavo Samará, Vice-Presidente e Presidente Interino do Asilo Padre Cacique
Outubro é o mês em que celebramos o Dia Nacional do Idoso, um dia que nos convida a refletir sobre o valor da experiência, da memória e da história que cada idoso carrega. No Asilo Padre Cacique, esse foco não se limita a um dia específico: ele se traduz em um compromisso diário de cuidar, acolher e valorizar cada morador como parte essencial da nossa comunidade.
Nossa centenária casa de repouso é um verdadeiro patrimônio emocional de Porto Alegre. Permanece viva não apenas por suas paredes, mas principalmente pela dedicação de funcionários e voluntários que, com amor, cuidado e carinho, constroem um ambiente de segurança e afeto. Em cada gesto, no cuidado com a saúde, na atenção personalizada, nas atividades que despertam alegria, encontramos um compromisso genuíno com a vida.
Quem chega ao Lar de Idosos traz consigo algo que nenhum remédio pode oferecer: carinho. Uma conversa, uma risada compartilhada, um abraço. Esses gestos simples têm um impacto profundo no bem-estar de quem vive aqui. Os idosos precisam se sentir vistos, ouvidos e incluídos; precisam sentir que ainda ocupam um lugar ativo na sociedade. É nesse vínculo humano que reside o verdadeiro significado de envelhecer com dignidade.
Nos últimos anos, temos nos esforçado para oferecer aos nossos moradores uma qualidade de vida ainda melhor. Reformamos áreas comuns e quartos, investimos em iniciativas culturais e recreativas: leituras de poesia, oficinas de artesanato, festas temáticas e até a decoração especial do nosso Galpão Crioulo durante a Semana Farroupilha, que trouxe novas cores e alegria ao cotidiano da casa.
O Lar Padre Cacique é, acima de tudo, um lugar de amor. Um lar que pertence à cidade e se mantém de pé porque se sustenta pela união de muitas mãos e corações. Nosso maior desafio, e também nossa missão, é garantir que cada idoso que por aqui passa viva não apenas anos mais longos, mas anos melhores, com saúde, respeito e alegria.
Convido a comunidade a se juntar a nós e participar desta missão. Para saber como ajudar, acesse AQUI!. As doações podem ser entregues diretamente na sede do abrigo, localizada na Avenida Padre Cacique, 1178, bairro Menino Deus, Porto Alegre, RS, todos os dias, das 7h às 20h.
Artigo | Inteligência artificial e vendas corporativas: oportunidades de negócios em expansão
Por Murilo Ventimiglia – CEO da Upp Tecnologia
A Inteligência Artificial não é a mais novidade no mundo corporativo, mas sua aplicação como implementação de resultados ainda é irrelevante diante das oportunidades. A maioria das operações não tem “coragem” de implementação de projetos tecnológicos pois os departamentos são, de certa forma, com baixa atualização tecnológica.
Quando olhamos para o departamento comercial a maturidade é ainda mais preocupante, pois forças de vendas ainda consistem em tempos velhos e resistentes. Se considerarmos a indústria aí a situação se agrava: os representantes são obsoletos e preguiçosos e não “abrem” clientes novos há bastante tempo.
Não destoante, a atualização do departamento, a criação de televendas para captação de clientes novos e a reativação de base passam a ser determinantes, pois claramente os modelos antigos não cabem mais.
Os gestores, por sua vez, maduros (ou velhos guardas) entendem um pouco de canais alternativos diferentes ao modelo antigo. Não que não convém entender de gente, pelo contrário: entender de gente é fundamental, mas sem entender de canais, tecnologia, ferramentas e IA, pode ter certeza de que fará um esforço fora do comum para ter resultados contundentes.
Os dois departamentos que precisam ser atualizados tecnologicamente imediatamente é o RH e o departamento comercial, que habitualmente são mais humanos, mas esse tema é pra outro artigo. Entendo que precisamos olhar para a IA como oportunidade de implementação de resultados; vender mais, aumentar ticket, reativar clientes, cobrar efetivamente melhor e principalmente oportunizar um atendimento “Uau!”. Porque se não for desta forma, o cliente não volta. A Geração Z já ensinou quase tudo que não gostávamos – realidade nos hábitos de compras.
Nossos departamentos não têm a mínima chance diante dos novos hábitos de compra: precisamos de muita tecnologia em projetos consistentes, pois não se trata de fazer por fazer. Trata-se de como tem que ser feito; aderência de estrutura aos hábitos de compra e relacionamento.
Precisamos da clareza que precisamos vender mais. E não há nada mais relevante que olhar para IA com visão empreendedora para nossas operações.
Esperança em declínio: pesquisa nacional revela queda na motivação dos professores brasileiros
Uma pesquisa da OPEE Educação mostra que o número de educadores confiantes no futuro da educação caiu de 2024 para 2025, enquanto a demanda por saúde mental cresce, de modo que a esperança continua sendo um motor de transformação.
Em plena celebração do Dia do Professor, uma nova edição do Estudo de Educação da OPEE convida à reflexão sobre os desafios e as conquistas daqueles que lideram a educação. A pesquisa entrevistou 1.763 educadores de escolas públicas e privadas de todo o país. Os números revelam que a esperança dos professores em relação ao futuro da educação aumentou de 58,59% em 2024 para 45,21% em 2025. Embora a porcentagem de profissionais que se declararam um tanto desanimados ou pessimistas tenha aumentado de 2,84% para 10,27%, a pesquisa mostra que a maioria permanece confiante no poder da escola como propulsora da transformação social.
O estudo, realizado pela OPEE em parceria com a Mercare! Educação, reforça um ponto central: cuidar de quem cuida é essencial para garantir o futuro da educação. Mais do que um alerta, os dados abrem caminho para ações de apoio e valorização dos professores, principalmente em um momento em que o país reconhece a importância desses profissionais.
Em sua 4ª edição, o estudo traz análises e reflexões que norteiam gestores e a comunidade escolar, fortalecendo a profissão. “Dar voz a quem vivencia o cotidiano escolar é fundamental. Somente ouvindo os professores podemos atuar de forma eficaz, traçando caminhos que garantam não só a aprendizagem dos alunos, mas também o bem-estar de quem ensina”, enfatiza Silvana Pepe, diretora-geral da OPEE Educação.
A pesquisa incluiu respondentes de todas as regiões do país, com foco especial no Nordeste, que respondeu por 52,6% das respostas. O perfil dos participantes destaca a experiência e o comprometimento de quem faz a educação acontecer: 88,03% são mulheres, 63,18% têm entre 35 e 54 anos e 40,16% trabalham na área há mais de 21 anos, demonstrando um histórico sólido e vínculos de longa data com a escola.
Em relação às funções, a diversidade é clara: 27,91% são professores polivalentes, 20,48% especialistas e 19,29% coordenadores pedagógicos, demonstrando que a educação é sustentada por profissionais que, em diferentes frentes, mantêm viva a missão de ensinar e inspirar.
Motivação em foco: o propósito persiste, mas os sinais de desgaste exigem atenção
Com um olhar atento à realidade das escolas, a pesquisa traça um panorama que mescla resistência e alerta. O compromisso dos educadores com a transformação social permanece firme, mas a queda da motivação e a pressão diária exigem maior apoio da sociedade e dos agentes públicos.
Os dados mostram que, mesmo diante dos desafios crescentes, o propósito continua sendo a força motriz por trás dos professores. Embora tenha havido uma queda de 2024 para 2025, 44,81% afirmam permanecer na profissão pelo impacto que causam no mundo – no ano passado, esse número era de 51,85%. Ainda assim, a motivação mostra sinais de desgaste: apenas 7,8% dos participantes afirmam se sentir plenamente motivados. Ao mesmo tempo, a porcentagem daqueles que veem o ensino principalmente como um meio de subsistência aumentou de 3,17% para 6,18%, evidenciando mudanças nas expectativas e abordagens em relação à carreira.
Para Leo Fraiman, psicoterapeuta, palestrante internacional, escritor e autor da metodologia OPEE, a mensagem é clara: “Os professores brasileiros continuam acreditando no poder transformador da educação, mas os dados revelam claramente um pedido de socorro. A queda da motivação e o aumento do pessimismo não significam que os educadores desistiram, mas sim que precisam de apoio real, condições de trabalho mais justas e políticas que reconheçam sua importância. A educação precisa ser construída com os educadores, não apenas para eles. Este estudo pode servir de ponte entre a escuta qualificada, o feedback concreto e a valorização da experiência de quem faz a escola acontecer”, afirma.
Apesar do cenário desafiador, a esperança continua sendo um elemento central na vida profissional dos educadores brasileiros. Para muitos, ter esperança significa acreditar no poder da educação para a transformação social e pessoal, trabalhar para construir um futuro melhor para os alunos e a sociedade, valorizar princípios humanos como justiça, empatia, solidariedade e respeito, e manter a escola como um espaço de acolhimento e oportunidade. O que sustenta esse sentimento, segundo a pesquisa, são principalmente os resultados positivos alcançados com os alunos (49,57%), o apoio da equipe gestora e dos colegas (39,93%), a fé ou espiritualidade pessoal (35,45%) e a educação continuada (35%).
Para Fraiman, esse equilíbrio revela as dimensões emocional e profissional do ensino. “É significativo que fé e educação continuada apareçam lado a lado; isso mostra que os professores precisam tanto de alimento para o coração quanto de desenvolvimento para a mente. A solução é oferecer ambos: apoio emocional e oportunidades de crescimento profissional.” Essa combinação de propósito, apoio institucional e fortalecimento emocional se conecta diretamente aos desafios de motivação e saúde mental destacados pelo estudo, reforçando que cuidar de quem ensina é condição indispensável para que a esperança continue a ser um motor de transformação.
Valorização e saúde mental como pilares da educação
Quando solicitados a identificar medidas para fortalecer a esperança e manter a fé no futuro da educação, os professores foram enfáticos sobre melhores salários (66,93%), apoio eficaz à saúde mental (62,28%), maior envolvimento da família e da comunidade (40,05%) e oportunidades de educação continuada (38,85%). Para Silvana, esses números representam um chamado direto à ação para governos, escolas e sociedade.
“Os dados falam por si: sem reconhecimento financeiro e apoio psicológico, não haverá futuro para a educação. Precisamos de políticas públicas e ações institucionais que cuidem dos professores como seres humanos integrais, com corpo, mente e propósito. Valorizar os professores garante a sustentabilidade de todo o sistema educacional”, argumenta.
Cinco anos após a pandemia de COVID-19, os efeitos na saúde mental dos educadores continuam profundos e visíveis no cotidiano escolar. Embora inicialmente a prioridade fosse, compreensivelmente, apoiar os alunos, os professores agora sentem o peso de terem sido relegados a segundo plano. Sobrecarga emocional, falta de apoio e condições de trabalho desafiadoras se refletem no aumento das taxas de burnout, ansiedade e exaustão.
A diretora enfatiza que o impacto dessa negligência não pode ser ignorado. “No período pós-pandemia, o foco era o aluno. Mas, nos últimos cinco anos, os educadores têm se sentido sobrecarregados e mal apoiados, o que hoje se traduz em altos índices de burnout, ansiedade e exaustão emocional. Devemos lembrar que, para garantir a aprendizagem dos alunos, também é essencial garantir a saúde mental de quem ensina. Cuidar de quem cuida é um investimento no futuro da educação.”
Essa combinação de reconhecimento financeiro, apoio psicológico e políticas de formação aparece, no estudo, como um caminho essencial para a esperança dos professores não apenas de sobreviver, mas de crescer novamente.
Educação OPEE
A OPEE Educação atua com projetos educacionais que abrangem todas as vertentes da educação básica, organizações não governamentais e ambientes corporativos. O foco principal da instituição é contribuir para o desenvolvimento de projetos de vida sustentáveis e colaborativos, com foco no empreendedorismo, por meio de três linhas de atuação: Metodologia OPEE , composta por acervos que abrangem desde a educação infantil até o ensino médio; Educa OPEE , com foco em cursos a distância para democratizar o processo de aprendizagem; e Escola Para Pais , com conteúdo digital voltado para orientar e incentivar as famílias a refletirem sobre a educação de crianças e adolescentes.