Quem só vende espaço disputa preço; quem constrói vínculo cria valor – 14.10.2026

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Você vai ler na coluna hoje: Quem só vende espaço disputa preço; quem constrói vínculo cria valor, O que permanece quando os governos mudam?, Hoje, o Sicredi tem mais de 9 milhões de associados e administra quase R$ 400 bilhões em ativos, Ronaldo Nazário assume controle da DLD, responsável pelas marcas HEAD e MARES no Brasil, KTO encerra operações no Brasil e marca o fim de um ciclo para profissionais da empresa, Grupo Panvel anuncia nova Gerência de Growth Marketing com foco em crescimento integrado, Salão ARP 2026 abre inscrições em edição que marca os 70 anos da Associação Riograndense de Propaganda, Frente a Frente do Sinapro-RS debaterá as concorrências privadas e o quanto a escolha da agência é estratégica para as marcas, A empresa também precisa vestir a camisa do funcionário.

 

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Quem só vende espaço disputa preço; quem constrói vínculo cria valor

Por Guilherme Bunse

Em meio a tantas telas e plataformas, ainda se fala de mídia como inventário: páginas, banners, vídeos e impressões. Mas espaço não é relação, e alcance sozinho não garante relevância, precisa de contexto e conjuntura!

Leitores buscam informação confiável e contexto; anunciantes, chegar às pessoas certas e construir presença. É entre essas necessidades que o veículo pode ampliar seu papel: de espaço de anúncio a plataforma de relacionamento.

Uma plataforma conecta conteúdo, audiência e oportunidades em uma experiência contínua. O impresso pode aprofundar; o digital, manter a conversa; vídeo, áudio e eventos podem aproximar pessoas e empresas. Para redes de alcance nacional, a escala só gera valor quando se traduz em conteúdo e relações relevantes para cada mercado local.

Essa integração exige que conteúdo, produto, dados, comercial e operação trabalhem com prioridades comuns, respeitando as fronteiras entre publicidade e jornalismo.

Para o anunciante, a conversa deve partir de seu desafio. Mais do que entregar exposição, o veículo precisa ajudar a empresa a mexer o ponteiro: gerar demanda, preferência e resultados consistentes. Isso exige soluções que combinem público, contexto, continuidade e métricas de retorno. Quando o anunciante avança, a relação pode evoluir para uma parceria recorrente, com conteúdo, distribuição e experiências.

Para o leitor, relacionamento é encontrar valor a cada retorno: uma análise que esclarece, uma cobertura que acompanha um tema, uma newsletter que economiza tempo ou um evento que aproxima pessoas. A confiança se converte em vínculo quando o veículo entrega algo útil com consistência.

Essa lógica abre caminhos para diversificar receitas, com assinaturas, projetos de conteúdo, eventos e soluções comerciais integradas. Cada iniciativa precisa fazer sentido para o público, gerar retorno para a marca e contribuir para uma operação sustentável. Crescer também significa escolher prioridades, usar bem os recursos e transformar estratégia em execução.

Veículos que conectam credibilidade, conhecimento da audiência e capacidade de entrega podem oferecer mais do que espaço: presença, contexto e continuidade para leitores e marcas. A pergunta para o futuro não é apenas quantas pessoas alcançam, mas quantas voltam, por que confiam e que valor encontram nessa relação.

É aí que a mídia deixa de vender exposição e passa a construir negócios. Veículo é vínculo!

O que permanece quando os governos mudam?

Por Dra. Téo Foresti Girardi

Em um dia em que o Brasil volta às urnas, nomes, partidos, programas e alianças ocupam naturalmente o centro das atenções. É natural, as democracias vivem da alternância de poder e da competição de ideias.

Mas existe uma questão mais profunda, que costuma ficar à margem das campanhas e talvez seja uma das mais decisivas para o futuro do Brasil: o que permanece quando os governos mudam?

A pergunta parece simples, mas toca um dos fundamentos da vida democrática. O sucesso de uma nação não depende apenas da qualidade de seus governantes, mas da capacidade de suas instituições de garantir continuidade, estabilidade e direção em meio às mudanças políticas. O que está em disputa neste ciclo eleitoral não é apenas quem governará o País, mas a capacidade do Estado brasileiro de continuar funcionando de forma consistente, previsível e confiável, independentemente do resultado das urnas.

Essa discussão ganha relevância em um momento em que muitas democracias enfrentam um desafio comum: não a realização das eleições, mas a qualidade das transições de governo. Governos, prioridades e equipes mudam, faz parte do jogo democrático. O problema surge quando a mudança política vira descontinuidade institucional e perda de confiança na democracia.

Quando isso acontece, políticas públicas são interrompidas antes de produzirem resultados, programas são redesenhados a cada ciclo e investimentos perdem previsibilidade. O planejamento cede lugar à urgência, à estratégia, à sobrevivência. Projetos de longa maturação tornam-se difíceis de executar, reformas estruturais raramente se completam e, pouco a pouco, a confiança social se deteriora.

A confiança costuma ser tratada como consequência do bom governo, mas é também condição para que ele funcione. Sociedades que confiam em suas instituições cooperam mais, investem mais e aceitam com maior facilidade reformas necessárias. Em ambientes de desconfiança, aumentam os custos de coordenação, a judicialização, a burocracia defensiva e a resistência a mudanças. Confiança institucional e capacidade estatal são, portanto, dimensões inseparáveis.

Nas últimas décadas, a América Latina avançou na consolidação democrática, mas segue com dificuldades para transformar decisões políticas em resultados sustentáveis. Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento apontam que o principal desafio da região não é formular boas políticas, mas desenvolver capacidades institucionais para implementá-las de forma consistente. A efetividade do Estado depende menos de iniciativas isoladas e mais de estruturas administrativas, regulatórias e gerenciais que sobrevivam às alternâncias de poder.

Esse ponto é negligenciado no debate brasileiro: discute-se muito sobre novas políticas e pouco sobre as condições para executá-las, fala-se muito em inovação e pouco em capacidade de implementação.

O Brasil tornou-se referência em governo digital, serviços foram simplificados, processos automatizados e novas plataformas ampliaram o acesso da população ao Estado. Mas a digitalização, por si só, não resolve o problema da confiança. A tecnologia pode aumentar a eficiência, ampliar a transparência e melhorar a experiência do cidadão, o que ela não faz sozinha é substituir a credibilidade institucional. Nenhuma plataforma substitui a confiança de que as regras serão respeitadas, nenhum algoritmo produz legitimidade quando falta coerência entre discurso, decisão e resultado.

A verdadeira modernização do Estado não acontece quando processos se tornam digitais, mas quando instituições se tornam mais confiáveis, capazes de atravessar mudanças políticas sem comprometer sua capacidade de servir à sociedade. É aí que as transições de governo assumem papel estratégico. Transições bem conduzidas reduzem incertezas, preservam conhecimento institucional e fortalecem a percepção de estabilidade, sem eliminar divergências nem impedir mudanças de rumo. Apenas asseguram que a renovação democrática não destrua capacidades construídas ao longo do tempo.

É uma agenda menos visível que os debates eleitorais, mas talvez mais importante. Investidores decidem olhando para a estabilidade das regras, empresas planejam observando a previsibilidade regulatória, cidadãos confiam quando percebem que os serviços públicos continuarão funcionando, mude quem mudar.

O Brasil possui talento, capacidade empreendedora e uma das maiores economias do mundo. O que limita seu potencial não é a falta de ideias, mas a dificuldade de construir instituições capazes de sustentá-las no tempo. Neste ciclo eleitoral, a questão central não é apenas quem vencerá a eleição, mas se conseguiremos fortalecer capacidades que permitam ao Estado entregar resultados independentemente de quem ocupe temporariamente o poder.

Porque democracias maduras não são as que apenas realizam boas eleições. São as que transformam transições políticas em continuidade institucional, confiança social e capacidade de entregar futuro.

Hoje, o Sicredi tem mais de 9 milhões de associados e administra quase R$ 400 bilhões em ativos.

Por Alírio Nogueira

Mas tudo começou longe de Brasília, de São Paulo…

e muito longe dos grandes bancos.

1902. Interior do Rio Grande do Sul.

O padre suíço Theodor Amstad chegou a Nova Petrópolis e encontrou um problema simples e grave:
agricultores endividados, sem acesso a crédito justo.

Em vez de apenas pregar, ele organizou.

Criou a Caixa Rural, a primeira cooperativa de crédito do Brasil.
Hoje conhecida como Sicredi Pioneira.

A lógica era revolucionária para a época:
os próprios agricultores eram donos do banco.
O dinheiro ficava na comunidade.
O crédito servia para produzir, não para explorar.

Amstad levou a ideia adiante.

Criou mais 37 cooperativas no RS e em Santa Catarina.
Percorreu tudo de mula.
Foram cerca de 160 mil quilômetros em 38 anos.
Quase quatro voltas ao redor da Terra.

O modelo se espalhou rápido.

Mas quase morreu.

Nos anos 1960, regras rígidas do governo sufocaram o sistema.
Muitas cooperativas quebraram.
O movimento ficou à margem.

A virada só veio com a Constituição de 1988, que reconheceu as cooperativas como instituições financeiras.

Em 1992, várias delas decidiram se unir sob uma identidade nacional.
Nascia o Sicredi.

Em 1995, o banco cooperativo ganhou acesso direto ao mercado financeiro.
Produtos modernos chegaram.
Mas a lógica continuou a mesma:
o cliente é dono.

O Sicredi saiu do campo e foi para as cidades.
Cresceu sem virar banco tradicional.

E não ficou sozinho.

Modelos como Sicoob, Cresol e Unicred ampliaram o alcance do cooperativismo.

Hoje, mais de 25 milhões de brasileiros participam desse sistema.
Mais de R$ 800 bilhões em ativos.
Tudo isso fora dos holofotes.

A lição é poderosa:

Nem toda revolução nasce em uma startup.
Algumas começam com um problema real, confiança mútua e gente comum decidindo cooperar.

Às vezes, o banco do futuro começa com uma mula.

Ronaldo Nazário assume controle da DLD, responsável pelas marcas HEAD e MARES no Brasil

Por MKT Esportivo

 

Ronaldo Nazário assumiu o controle acionário da DLD, empresa responsável pela operação das marcas HEAD e MARES no Brasil, com a aquisição de 51% de seu capital.

Os 49% restantes foram adquiridos por um grupo de investidores que inclui o ex-tenista Bruno Soares.

A HEAD Brasil vive um momento de expansão. Nos últimos 12 meses, o faturamento avançou 26%. Nos últimos três anos, a companhia registrou um crescimento médio anual de aproximadamente 20%. A nova fase tem como prioridade consolidar a presença da HEAD no mercado brasileiro, com atenção especial ao fortalecimento da rede de distribuição e à melhoria dos serviços prestados aos revendedores.

Entre as iniciativas previstas estão também apoiar competições e estreitar o relacionamento com clubes, academias e praticantes dos esportes de raquete em todo o país.

A MARES, por sua vez, uma das maiores fabricantes globais de equipamentos para esportes aquáticos, seguirá integrada aos planos da DLD. São sócios de Bruno Soares na operação os empresários João Rezende, Bruno Mendonça, Gustavo Maia e Rafael Alcici Cardoso, que representa o grupo.

KTO encerra operações no Brasil e marca o fim de um ciclo para profissionais da empresa

Por Rodrigo Aires

Achei que esse dia nunca ia chegar, mas aconteceu.

A KTO Group encerrou suas operações no Brasil ontem. É difícil explicar o que a KTO é para mim. Não foi só a empresa que me deu a primeira chance, mas também que me moldou como profissional. O que acaba hoje, de alguma forma, é uma parte de mim. De certa forma é até difícil a dissociação de empresa e funcionário, tamanha a ligação que tive com a marca, com as pessoas e com todo o ecossistema.

Entrei com 19 anos voltando de um intercâmbio no meio da pandemia. A tarefa era cuidar das nossas pequenas redes sociais para contribuir com o início da empresa no Brasil. Numa mesa de 3 pessoas num restaurante vazio numa noite fria de quarta, começamos a montar o time da KTO. Tudo rodou para chegar num time de profissionais com um quadro de mais de 240 funcionários.

A KTO me deu tudo. Tudo que eu poderia pedir e mais. A KTO deixou as redes sociais na minha mão quando sequer eu tinha tido uma carteira assinada para imprimir o meu rosto na marca. Depois, me deixou cuidar de todos os influenciadores – a casa dos creators – e criar uma teia que ultrapassou o Rio Grande do Sul, buscando talentos em Minas, Rio, Paraná, SP, etc. Chegou ao ponto que cuidei de mais de 300 influencers e de todas as redes sociais sem olhar para trás. Porque acreditava no projeto que, no fundo, era meu projeto. Eu estava lá desde sempre.

Eu vi de tudo. Eu vi a equipe crescendo em 10x, aquisição de nova empresa, troquei de cargo, de chefia em algumas oportunidades, até de cidade. Conheci a sede em Malta, representei a equipe na final da Libertadores 2024 e tive a maior honraria que qualquer pessoa de 25 anos poderia ter: assisti uma Copa participando do maior projeto possível com todos os jogos do Mundial. Acreditam que me deram este projeto para cuidar? O maior sonho de todos.

A KTO é um pouco de mim porque é a junção da minha cidade natal Santa Cruz do Sul com a minha casa Porto Alegre. É rede social, é creator, é futebol. É a definição de quem eu sou. A minha KTO não é a KTO de ninguém. É a minha KTO.

A KTO virou minha família. Meus amigos do estreito escritório de SCS em 2021 até a nossa sede em POA. A KTO me fez amigos para a vida toda, trouxe amigos da minha vida e construiu uma comunidade que eu tenho honra de ter feito parte. É impossível citar o nome de pessoas neste post, porque foram tantas vidas que cruzaram meu caminho que distingui-las num mero post seria maluquice.

Todos meus amados colegas, seja presencial ou à distância, meus parceiros externos, meus criadores de conteúdo… muito obrigado. Seria impossível sem cada um de vocês.

Por mais que seja triste este fim de ciclo, eu não consigo ficar mal. A empresa caminhou comigo, me fez realizar todos os meus sonhos, me ajudou (e ajuda) a finalizar a faculdade que eu sempre quis e me deixa um conhecimento imensurável de marketing, growth, de tudo.

Que os próximos passos sejam tão belos quanto esse foi. Que todos tenham uma KTO para chamar de sua.

Dos navios aos apartamentos: o que a história dos gatos ensina sobre adaptação e reputação

Por Walter Longo

Reputações podem levar minutos para nascer e séculos para desaparecer. Os gatos sabem disso há muito tempo.

Associados às chamadas bruxas durante determinados períodos da história europeia, especialmente quando pretos, acabaram transformados em símbolos de azar e perseguidos junto com elas.

Mais tarde, encontraram nos navios uma nova função: controlar os ratos que ameaçavam alimentos e provisões durante as viagens.

De criatura temida a companhia útil a bordo, e dos navios aos apartamentos, os gatos atravessaram séculos mudando de ambiente sem perder aquilo que talvez explique boa parte de sua sobrevivência: a capacidade de adaptação.

No fim, circunstâncias mudam, reputações mudam e ambientes mudam. Sobrevive melhor quem não depende de permanecer exatamente onde sempre esteve.

Assista agora ao episódio completo do Quantum no YouTube da CNBC https://lnkd.in/gUfWmnZY

Grupo Panvel anuncia nova Gerência de Growth Marketing com foco em crescimento integrado

Por Mariah A.

Muito feliz em compartilhar um novo capítulo muito especial da minha trajetória: assumo a posição de Gerente de Growth Marketing no Grupo Panvel.

Tem muita coisa que cabe nesses 3 anos e meio de Panvel. E muita gente cabe nessa história também. Nada do que veio depois foi uma construção individual: foram times dividindo desafios, ideias, erros e conquistas. Pessoas me ensinando sobre confiança, parceria e liderança. E lideranças que abriram caminhos e me desafiaram a ocupar novos espaços. E construímos muito!

Comecei no e-commerce, à frente de Mídia e Performance. Nesse caminho, iniciei a estruturação da nossa solução de Retail Media como uma nova frente de negócio, o Panvel Ads. Mais recentemente, voltei para o e-commerce para estruturar a vertical de Growth Performance, formando o time e construindo uma atuação cada vez mais conectada aos desafios do negócio.

Agora, amplio esse olhar para além do digital, com o desafio de estruturar Growth Marketing de forma transversal ao negócio, aproximando essa atuação das demais frentes da companhia e conectando dados, estratégia e execução para acelerar novas oportunidades de crescimento.

Animada demais com tudo o que vem pela frente e com tanta coisa boa ainda pra construir.

Salão ARP 2026 abre inscrições em edição que marca os 70 anos da Associação Riograndense de Propaganda

Evento acontece dia 3 de dezembro na Casa NTX, em Porto Alegre

A Associação Riograndense de Propaganda (ARP) abriu oficialmente as inscrições para o Salão ARP 2026. A edição marca o aniversário de 70 anos da associação, referência no fomento e na representação da indústria criativa no Rio Grande do Sul. A partir desta segunda-feira, 5 de outubro, profissionais e empresas poderão submeter seus cases através do site oficial: www.salaoarp.com.br . O prazo final para as inscrições é o dia 28 de outubro.

A campanha deste ano, assinada pela Escala, é guiada pelo conceito “Viva as boas ideias”, focado na valorização do pensamento criativo e na eficácia das estratégias de comunicação em diferentes plataformas. “Chegar aos 70 anos de história reafirma o papel essencial da ARP na evolução do nosso mercado. O Salão ARP 2026 reflete esse legado ao reconhecer quem transforma boas ideias em resultados. É o momento de exaltar a técnica, a inovação e o talento que movimentam a economia criativa gaúcha”, destaca o presidente da ARP, Fernando Silveira.

O regulamento de 2026 também apresenta ajustes estruturais voltados à ampliação da representatividade e à adequação às novas dinâmicas do mercado. Entre as principais mudanças está o novo formato da categoria Empresário ou Dirigente de Comunicação do Ano, que passa a adotar o sistema de inscrição formal de candidaturas em substituição ao antigo modelo de indicações por e-mail via colegiados. Com a alteração, podem concorrer sócios, presidentes, CEOs e diretores de empresas associadas à ARP, limitados a um nome por organização, mediante a apresentação das realizações profissionais do líder ao longo do ano de 2026.

Além disso, a premiação passa a contar com uma nova subcategoria em Projetos de Agência: Promo & Experiência de Marca. Voltada a ações de live marketing, ativações, intervenções de guerrilha e experiências de engajamento direto com o público, a modalidade avaliará os trabalhos sob os critérios de insight criativo, experiência proporcionada, interação, repercussão e potencial de memorabilidade.

Para assegurar a isonomia do processo, a ARP mantém o uso de Inteligência Artificial na etapa de auditoria técnica. A ferramenta é responsável por checar a veracidade das submissões, a comprovação de veiculação dentro do período de elegibilidade, o cumprimento de prazos e a consistência das fichas técnicas.

A avaliação do mérito criativo e estratégico dos trabalhos ganhará um rigor ainda maior nesta edição: o corpo de jurados terá um acréscimo de 20%, sendo ampliado de 100 para 120 nomes. Para garantir total imparcialidade, a comissão julgadora manterá o perfil estritamente restrito a profissionais com atuações fora do Rio Grande do Sul e sem qualquer conexão com o mercado local.

Cerimônia de Premiação

A revelação dos vencedores e a entrega dos troféus do Salão ARP 2026 ocorrerão no dia 3 de dezembro, na Casa NTX, em Porto Alegre, reunindo lideranças e profissionais do mercado de comunicação.

Para mais informações sobre o Salão ARP 2026 ou para se tornar associado, entre em contato pelas redes sociais, pelo e-mail arp@arpnet.com.br ou pelo telefone (51) 9 9872-5567. Empresas e profissionais interessados em se associar à ARP têm até o dia 10 de novembro para garantir os benefícios exclusivos no Salão 2026. Além de contar com valores e condições especiais nas inscrições de cases, quem se associar até essa data garante o direito de voto nas categorias destinadas à participação dos sócios.

Frente a Frente do Sinapro-RS debaterá as concorrências privadas e o quanto a escolha da agência é estratégica para as marcas

Principal fórum de lideranças do mercado publicitário gaúcho está agendado para quinta-feira, dia 15, no Tecnopuc da PUCRS, em Porto Alegre

Nas concorrências públicas, existem os editais de licitação. E nas concorrências privadas, como se escolhe a agência? Essa será a temática central da próxima edição do Frente a Frente, principal fórum de lideranças do mercado publicitário gaúcho promovido pelo Sistema Nacional das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul (Sinapro-RS). O encontro está agendado para dia 15 de outubro (quinta-feira), a partir das 9h30min, na Arena CMPC do Tecnopuc, junto à Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre, e colocará em pauta o tema “A agência de propaganda não é um fornecedor qualquer, é parceira estratégica de negócios”.

O propósito do encontro é trazer para o centro das discussões as concorrências privadas e o quanto a escolha da agência é estratégica para as marcas e os negócios. O painel será conduzido por Juliano Brenner Hennemann, presidente do Sinapro-RS em sua segunda gestão e vice-presidente da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro).

No painel, Hennemann irá abordar o processo de contratação de agências pela iniciativa privada e os caminhos para chegar a uma contratação justa para marcas e prestadores desse serviço. “A escolha desse parceiro estratégico passa por boas práticas e parâmetros essenciais para o bom andamento dos processos seletivos, como clareza de escopo, prazos exequíveis, respeito à propriedade intelectual e valorização do trabalho técnico e estratégico”, adianta. Em sua explanação, o presidente do Sinapro-RS irá enfatizar que a agência deve ser percebida e tratada como parceira estratégica e que, quando uma concorrência privada é bem estruturada, o anunciante ganha em otimização e a agência em capacidade de entrega. A intenção é convidar os gestores presentes e todo o mercado para adotarem as orientações da entidade como um ponto de partida para o diálogo, o fortalecimento mútuo e a realização de grandes parcerias e negócios.

INSCRIÇÕES PARA O FÓRUM

Voltado aos gestores das agências associadas ao Sinapro-RS, o Frente a Frente é um espaço para a troca de experiências, interação e discussão das boas práticas do mercado, em um bate-papo entre as lideranças das empresas do setor que tem como propósito trazer insights para fortalecer a gestão e potencializar o negócio das agências, reforçando o compromisso da entidade com o fomento da gestão das associadas e com o desenvolvimento do mercado criativo gaúcho.

As inscrições para participar do evento são gratuitas e com vagas limitadas, exclusivamente para as agências associadas, pela plataforma Sympla no link. O Frente a Frente tem patrocínio master da Secretaria de Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul e apoio da PUCRS. Mais informações pelo e-mail gestao@sinaprors.com.br.

A empresa também precisa vestir a camisa do funcionário

Por Paulo Acorroni, CEO e Cofundador do Ouvidor Digital

Durante muito tempo, “vestir a camisa da empresa” foi uma expressão usada para definir o profissional comprometido, aquele que entende os objetivos do negócio, assume responsabilidades e reconhece a importância do próprio trabalho para o resultado da organização. A expressão pode estar batida, mas a expectativa continua presente nas relações de trabalho. Empresas precisam de profissionais envolvidos, responsáveis e dispostos a contribuir para o crescimento do negócio.

Como CEO, não vejo nenhum problema nisso. Uma empresa precisa vender, atender bem seus clientes, inovar, controlar custos e alcançar resultados para continuar existindo. O que passei a questionar, ao longo dos anos ocupando uma posição de liderança, é por que o comprometimento ainda é tratado tantas vezes como uma responsabilidade de apenas um dos lados dessa relação.

Costumo dizer que, para o colaborador vestir a camisa da empresa, a empresa também precisa vestir a camisa do colaborador. Isso não significa, é claro, eliminar cobrança, flexibilizar responsabilidades ou criar uma relação paternalista entre empresa e profissional. Uma relação de trabalho pressupõe expectativas, entregas e responsabilidades de ambas as partes. A questão é reconhecer que o comprometimento que uma organização espera também é influenciado pela experiência profissional que ela oferece.

Essa experiência passa pela remuneração e pelas oportunidades de desenvolvimento, mas não termina nelas. A relação com a liderança, a clareza sobre o que se espera de cada profissional, a confiança para discordar, o reconhecimento pelo trabalho realizado e a coerência entre os valores defendidos pela empresa e as decisões tomadas no cotidiano ajudam a determinar o tipo de vínculo que se estabelece ao longo do tempo.

Para boa parte dos profissionais, inclusive, a experiência diária com a empresa acontece principalmente por meio da liderança imediata. É nessa relação que metas são estabelecidas, prioridades são negociadas, conflitos aparecem, entregas são avaliadas e decisões precisam ser explicadas. Uma organização pode ter políticas bem estruturadas e valores muito claros no papel, mas haverá uma ruptura se aquilo que o profissional vivencia todos os dias contradisser esse discurso.

Talvez um dos maiores desafios de quem lidera seja administrar essas relações sem cair em uma oposição simplista entre pessoas e resultados. Uma meta precisa ser alcançada, mas a forma como ela é cobrada também faz parte da gestão. Um profissional pode entregar resultados extraordinários, mas isso não deveria tornar aceitável um comportamento que prejudique o restante da equipe. Da mesma maneira, uma empresa pode passar por períodos que exijam mais das pessoas, desde que exista clareza sobre o momento, coerência nas decisões e respeito por quem está contribuindo para superá-lo.

É justamente por isso que acredito que resultado e respeito pelas pessoas não são interesses concorrentes. Empresas que pretendem construir negócios perenes precisam entender que relações profissionais também fazem parte dessa construção. Quando existe uma distância muito grande entre o que a organização espera das pessoas e aquilo que oferece nessa relação, os efeitos podem demorar a aparecer, mas dificilmente deixam de existir.

Essa relação também passa pela capacidade de acompanhar as mudanças que acontecem ao longo de uma trajetória profissional. As pessoas não permanecem iguais durante os anos em que trabalham em uma empresa. Elas desenvolvem novas competências, descobrem outros interesses, assumem responsabilidades diferentes e, em alguns momentos, podem deixar de encontrar sentido na função que ocupam, mesmo quando continuam acreditando na organização da qual fazem parte.

É nesse momento que a escuta se torna uma ferramenta importante de gestão. Nem sempre a insatisfação de um bom profissional significa que aquela relação chegou ao fim. Em alguns casos, o que se esgotou foi uma função, uma rotina ou até a dinâmica de determinada área. Uma movimentação interna, uma nova responsabilidade ou a possibilidade de desenvolver outras competências pode abrir um novo ciclo profissional dentro da própria empresa.

Para que isso aconteça, porém, a liderança precisa conhecer as pessoas para além das entregas que elas fazem hoje. Precisa entender suas expectativas, acompanhar seu desenvolvimento e criar espaço para conversas sobre carreira antes que elas aconteçam apenas diante de uma carta de demissão. Quando o primeiro diálogo franco sobre o futuro de um profissional ocorre na entrevista de desligamento, a empresa pode estar descobrindo tarde demais algo que já vinha mudando havia bastante tempo.

Retenção, nesse sentido, não deveria ser entendida apenas como um esforço para convencer alguém a ficar. Ela também está relacionada à capacidade de perceber quando um profissional pode continuar contribuindo de outra forma. Empresas mudam, pessoas mudam e as relações de trabalho precisam ter espaço para acompanhar essas transformações. Um profissional contratado para determinada função pode, alguns anos depois, ter competências, interesses e experiência que façam muito mais sentido em outra posição ou até em outra área da organização.

Essa mobilidade também exige maturidade das lideranças. Nem sempre desenvolver um bom profissional significa mantê-lo dentro da própria equipe. Em determinadas situações, permitir que ele siga para outra área pode ser a melhor decisão para sua carreira e para a própria empresa. Quando gestores enxergam talentos como patrimônio exclusivo de seus times, a organização corre o risco de perder alguém que poderia ter construído uma nova trajetória internamente.

Isso não significa que toda saída possa ou deva ser evitada. Há escolhas pessoais, novas oportunidades e ciclos que naturalmente terminam. Mas existe uma diferença entre respeitar essas decisões e perder um bom profissional porque a organização não percebeu que ele estava pronto para um próximo passo que poderia ter acontecido ali dentro. Essa diferença começa, muitas vezes, pela qualidade das conversas que acontecem muito antes de alguém decidir sair.

Por isso, quando falamos de engajamento e retenção, acredito que a responsabilidade não possa ficar concentrada no RH. Ela passa pelas decisões da liderança, pela forma como o negócio cresce, pelas oportunidades que são criadas e pela capacidade de enxergar o desenvolvimento das pessoas enquanto ele acontece. Também exige reconhecer que uma relação profissional saudável não depende de concordância permanente, mas de clareza, respeito e confiança para que empresa e profissional possam falar sobre expectativas, limites e futuro.

Tenho visto muitas discussões sobre como aumentar o engajamento e fazer com que os profissionais desenvolvam maior senso de pertencimento. São questões legítimas, mas talvez precisem vir acompanhadas de outra reflexão: que tipo de relação a empresa está construindo para esperar esse comprometimento em troca?

Depois de anos liderando times e pessoas, acredito cada vez mais que relações profissionais duradouras não se constroem a partir da expectativa de lealdade. Elas se sustentam quando empresa e profissional continuam encontrando valor naquela relação, inclusive à medida que ambos mudam. O colaborador tem responsabilidades sobre suas entregas, seu desenvolvimento e sua postura profissional. A empresa, por sua vez, responde pela qualidade da liderança, pela coerência das decisões e pela capacidade de criar caminhos para que bons profissionais possam continuar se desenvolvendo dentro do negócio.

É por esse motivo que, para mim, a ideia de “vestir a camisa” ainda faz sentido. Não como demonstração de sacrifício ou obrigação de permanência, mas como uma relação profissional em que existe comprometimento dos dois lados. Se uma empresa espera que as pessoas contribuam para a sua perenidade, precisa estar disposta a ouvi-las, acompanhar suas transformações e entender que, muitas vezes, manter um bom profissional também significa permitir que ele encontre um novo lugar dentro da própria organização.

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