SBT e N Sports revelam detalhes do projeto da Copa do Mundo da Fifa 2026 e outros artigos da semana – 30.03.2026

Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp

Você vai ler na coluna de hoje: SBT e N Sports revelam detalhes do projeto da Copa do Mundo da Fifa 2026, RS reage a risco de perda de megainvestimento e mobiliza lideranças políticas e sociedade civil, ENEM transforma vidas, Do empreendedorismo à liderança: o avanço estratégico das mulheres em vendas, O Algoritmo do Afeto : Por que o Coração ainda é o melhor KPI, Human Premium mostra que a próxima fronteira do varejo não é tecnológica, é relacional e Do colapso à reconstrução: o que o SXSW 2026 revela sobre o mundo, e é relevante para o Brasil.

 

Com as modificações das regras de envio do WhatsApp, criamos uma nova comunidade da Coluna do Nenê. Te convidamos a clicar no link abaixo para entrar na nossa comunidade e receber diariamente a nossa coluna. CLIQUE AQUI! 

 

 

SBT e N Sports revelam detalhes do projeto da Copa do Mundo da Fifa 2026

 

O SBT reuniu, nesta quinta-feira (26), em sua sede, representantes do mercado publicitário para apresentar o projeto da Copa do Mundo FIFA 2026, que será realizado em parceria com a N Sports. O evento contou com a presença dos executivos dos dois grupos de mídia, dos talentos à frente da cobertura e de representantes das marcas parceiras da transmissão Airbnb, Carrefour, Esportes da Sorte, Friboi, Haleon, McDonald’s, Pagbank, Seara e Shopee.

Para oferecer uma cobertura abrangente e democrática, a estratégia é uma abordagem multiplataforma, garantindo que a audiência possa acompanhar a Copa do Mundo da forma como preferir: no SBT, na N Sports e no +SBT. “Nosso propósito é realizar a melhor transmissão para os patrocinadores e para o público, que é também formado pelos clientes das marcas” disse Daniel Abravanel, Diretor de Negócios e Rede do SBT. Segundo o executivo, a emissora vem obtendo bons resultados com as transmissões de campeonatos e as oportunidades para o projeto da Copa estão em fase final de comercialização.

Alessandra Ribeiro, Vice-Presidente de Negócios e Finanças do SBT, acompanha o entusiasmo de Daniel Abravanel: “Esse evento é para vocês, para os nossos clientes; estamos muito felizes e é uma honra todos estarem aqui conosco”.

Junto do SBT, a N Sports promete levar informação para o público e gerar resultados para os anunciantes. “Trazemos um modelo inovador de transmissão, porque anteriormente todos os direitos iam somente para uma emissora. Nós temos um ecossistema digital para amplificar a entrega dos conteúdos”, afirmou Edson Potsch, CEO da plataforma de streaming. “Tenho certeza de que vai ser uma Copa incrível.”

A promessa é trazer uma cobertura com a cara da torcida brasileira, com criatividade, credibilidade e alegria. “Trouxemos alguns dos principais nomes do jornalismo esportivo, ex-jogadores e especialistas para compor nosso elenco. E, na semana que vem, vamos anunciar mais profissionais reconhecidos”, contou Tiago Galassi, Diretor de Esportes do SBT.

Uma das novidades do evento, Mauro Naves disse estar emocionado em voltar à cobertura do torneio, além de ressaltar sua memória afetiva com o SBT. Renata Saporito destacou a importância do momento e o privilégio de participar da equipe como mulher, ao lado de Nadine Basttos. Para Mauro Beting, o projeto é a realização do sonho de trabalhar com Galvão Bueno.

Tiago Leifert relatou sua conexão com o projeto e a importância de estar ao lado do maior narrador brasileiro. “Nunca fiz uma Copa do mundo sem Galvão Bueno; vamos entregar uma cobertura muito especial, com o DNA do SBT.”

Galvão Bueno mostrou todo seu entusiasmo em cobrir a sua 14ª Copa do Mundo. “É um prazer muito grande estar aqui. Não poderia existir uma parceira melhor do que com a Casa de Silvio Santos; me sinto muito feliz. A Copa que o Brasil quer ver estará aqui”, sentenciou, e ao final cravou seu famoso jargão: “Haja coração!”

 

Sobre o SBT

Em 19 de agosto de 1981, foi inaugurado o Sistema Brasileiro de Televisão. Considerado o canal da família brasileira, o SBT cobre mais de 195 milhões de telespectadores e 71 milhões de lares. Atualmente conta com 117 emissoras em todo país, 24 horas de programação diversificada com participação de 8,4% na Grande São Paulo e 7,2% nas Regiões Metropolitanas O complexo SBT tem uma área total de 230.575,00 m² de terreno, com 58.063,22m² de área construída. Conta com 1 Estúdio de 800 m2, 2 Estúdios de 770m2, 2 Estúdios de 730 m2, 3 Estúdios de 660m2 e 1 Estúdio de 100m2 para cenografia virtual e realidade aumentada, somando uma área de mais de 5.880,00 m² e uma cidade cenográfica de 7.200,00 m². Além de ser um sucesso consolidado em programas de auditório e referência na produção de conteúdo infanto-juvenil, a emissora conta com um jornalismo imparcial e de credibilidade e uma forte presença nos meios digitais, com diversos conteúdos exclusivos.

 

 

RS reage a risco de perda de megainvestimento e mobiliza lideranças políticas e sociedade civil

 

A possibilidade de o Rio Grande do Sul perder o maior investimento privado de sua história — estimado em R$ 27 bilhões — acendeu um alerta entre lideranças políticas, empresariais e setores da sociedade civil. O impasse envolvendo o licenciamento do chamado Projeto Natureza, da empresa CMPC, passou a ser visto como um teste decisivo para a capacidade do Estado de atrair e manter grandes empreendimentos.

A preocupação ganhou força após manifestação do Ministério Público Federal (MPF), que questiona etapas do processo, especialmente em relação à consulta a comunidades indígenas. O cenário de incerteza, no entanto, já provoca reação articulada no meio político gaúcho.

O deputado federal Zucco (PL-RS) afirmou que o momento exige uma resposta firme e coordenada das instituições e da sociedade. Segundo ele, o Estado não pode desperdiçar uma oportunidade dessa magnitude em um momento crítico de reconstrução econômica. “Depois da tragédia climática, o Rio Grande do Sul vive agora a tragédia burocrática. Isso precisa ser superado, porque o Estado precisa recuperar o tempo e o dinheiro perdidos com a terrível enchente que destruiu o RS e oferecer segurança jurídica para quem quer investir”, declarou.

Zucco também destacou que o tema ultrapassa disputas políticas e demanda união em torno de uma agenda de desenvolvimento. “Não podemos permitir que o Rio Grande do Sul perca uma oportunidade dessa magnitude. Estamos mobilizando entidades, federações e a sociedade civil para mostrar que o Estado quer desenvolvimento, emprego e investimento”, afirmou.

Na mesma linha, o deputado estadual Felipe Camozzato (Novo) foi direto ao apontar os riscos da paralisação do projeto. Segundo ele, o Estado pode perder não apenas um investimento bilionário, mas uma oportunidade concreta de transformação econômica. “R$ 27 bilhões podem ser perdidos no Rio Grande do Sul por conta de uma indefinição. Estamos falando de milhares de empregos, de oportunidades para famílias e de desenvolvimento. Nós não vamos permitir que isso aconteça”, afirmou.

Camozzato destacou ainda que a articulação envolve parlamentares de diferentes esferas e busca engajar também a sociedade civil organizada. “Vamos unir lideranças políticas, empresariais e sociais do Estado. Isso não é só sobre uma empresa, é sobre o futuro do Rio Grande do Sul e o recado que estamos dando ao Brasil e ao mundo”, completou.

A mobilização ocorre em um contexto especialmente sensível para o Estado. Ainda em recuperação após eventos climáticos extremos que impactaram severamente a economia gaúcha, o Rio Grande do Sul enfrenta o desafio de retomar o crescimento e reconstruir sua capacidade produtiva. Nesse cenário, a eventual perda de um investimento dessa dimensão é vista como um retrocesso significativo. Além dos empregos e da movimentação econômica direta, especialistas alertam para o impacto reputacional: a insegurança jurídica pode afastar futuros investidores.

 

 

ENEM transforma vidas

 

A edição de 2025 do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) terá uma poderosa campanha de incentivo à inscrição e à participação no processo seletivo. Com o mote “O Enem transforma vidas”, a campanha tem como protagonistas Gil do Vigor, economista e atualmente PhD em Chicago, nos EUA; e Sabrina, jovem maranhense de 22 anos, estudante de Medicina. Juntos, eles personificam a importância da educação pública como instrumento de transformação social no Brasil.

Para divulgar o período de inscrições de 2025, a agência Escala, criou pela décima primeira vez, uma campanha emotiva, tendo como personagem o Gil do Vigor. Criado em uma comunidade periférica de baixa renda, Gil é amplamente reconhecido por sua trajetória de superação e seu compromisso com a educação, tornando-se um defensor apaixonado pela causa.

No Brasil, ele realiza um trabalho voluntário voltado para jovens de escolas públicas, como o famoso “Aulão do Vigor”, onde oferece aulas gratuitas para preparar os estudantes para o Enem, proporcionando transporte e alimentação aos participantes. Em sua história, Gil do Vigor se tornou um símbolo da força que a educação tem para mudar o destino de uma pessoa e de toda uma comunidade. “Para inspirar estudantes de todo o país, a ideia é mostrar o Enem como essa ferramenta de transformação social, trazendo exemplos de brasileiros como o Gil do Vigor, que já passaram por esse processo e hoje vivem em outra realidade; e também de jovens como a Sabrina, que estão vivendo agora essa transformação, mudando de vida.” revela Hugo Barros, Diretor de Criação da Escala.

A campanha de divulgação do Enem 2025, será nacional e incluirá dois filmes principais veiculados em TV aberta, TV por assinatura, internet e eventos. Além disso, foram produzidos dois vídeos de 15 segundos voltados para as redes sociais, com foco em interação e engajamento nas plataformas digitais. A campanha também estará presente em serviços de streaming, redes de conteúdo, conexões Wi-Fi públicas, mídia exterior e canais alternativos. As peças publicitárias já estão veiculando e ficam no ar até o dia 6 de junho, data final para a inscrição no exame.

Com Gil do Vigor como protagonista da campanha, o objetivo é inspirar e incentivar jovens de todo o Brasil a se inscreverem no Enem 2025 e acreditarem no poder transformador da educação pública, independentemente da origem ou situação financeira.

 

Sobre a História de Sabrina

A história de Sabrina se cruza com a de Gil, trazendo ainda mais veracidade para a campanha. Ela também é um exemplo claro de como a educação pública pode abrir portas para um futuro promissor. Natural de Itinga do Maranhão, Sabrina cresceu em uma família simples, com pais que, apesar da pouca escolaridade, sempre a incentivaram a estudar. Com dedicação e muito esforço, Sabrina foi aprovada no curso de Medicina da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), uma conquista que a colocou no caminho de realizar seu sonho de transformar vidas através da medicina.

Em 2023, o vídeo do momento em que Sabrina recebeu a notícia da sua aprovação viralizou nas redes sociais. Sabrina, em sua casa, ouviu o resultado da aprovação pela rádio local, ao lado de seus familiares e amigos. A cena, em sua casa humilde, emocionou o Brasil e simboliza o poder da educação pública como motor de mudança social e o impacto que um único momento pode ter na vida de muitas pessoas.

 

Ficha Técnica

Cliente: Ministério da Educação

Agência: Escala

Diretor Executivo: Rodrigo Moreira

Diretor Executivo de Criação: Roberto Lopes

Direção de Criação: Hugo Barros

Direção de Arte: Lucas Araújo

Redação: Hugo Barros

Head de Mídia: Carla Lima

Equipe Criativa: Hugo Barros, Lucas Araújo e Clemilto Vaz

Negócios/Atendimento: Letícia Monteiro

Produção: Rafael Franco e Arthur Duarte

Cliente: Mariá Bonato e Leonardo Barros

Produtora Filme: HG2S FILMES

Produção de Áudio: SINCRONIA ÁUDIO

Direção Geral: Thiago Artmont

Direção de Fotografia: Bruno Vitorio Tiezzi

Personagem: Gil do Vigor

Personagem: Sabrina Silva

Stylist: Eddy Bernardo

Beauty: Stefany Querino Pereira

 

 

Do empreendedorismo à liderança: o avanço estratégico das mulheres em vendas

Por Mari Genovez

 

No cenário atual, em que o mercado de vendas exige cada vez mais estratégia, inteligência emocional e construção de relacionamento, a presença feminina vem ganhando relevância no empreendedorismo. De acordo com o Sebrae, 34% dos negócios no país já são liderados pelas mulheres. No dia a dia, não vejo mais mulheres pedindo permissão para entrar no mercado de vendas. Nós já entramos. O próximo passo é ocupar espaço, assumir resultados e exercer liderança sem pedir desculpas por isso.

Acredito que, nos próximos cinco anos, veremos um cenário mais equilibrado, no qual homens e mulheres serão avaliados pelo desempenho, não pelo gênero. Minha expectativa é contribuir para que mais mulheres não apenas empreendam, mas prosperem de forma consistente e escalável. Se por um lado muitas encontraram no próprio negócio um caminho de autonomia e protagonismo, grande parte ainda permanece concentrada em micro e pequenos empreendimentos.

Escalar exige domínio de vendas, e vender muda conforme o negócio cresce. O que funciona no início não sustenta uma operação maior. Além do desafio técnico, existe um obstáculo adicional: o mercado ainda associa vendas a agressividade, ostentação e demonstração de poder. Muitas mulheres, especialmente as que enfrentam a síndrome do impostor, têm dificuldade de assumir o papel de autoridade comercial.

No ambiente corporativo há uma estrutura que sustenta decisões. No empreendedorismo, a responsabilidade é integral. Ainda vejo negócios liderados por mulheres que faturam o suficiente para sobreviver, mas não para crescer de forma estruturada. Quando esse negócio evolui, surge outro ponto sensível: a liderança. Muitas vezes, o melhor vendedor é promovido a líder. Nem sempre, porém, o melhor vendedor tem perfil de gestão. Isso vale para homens e mulheres.

Atualmente, os números reforçam esse cenário: as mulheres representam cerca de 39% da força de vendas global. Já no recorte de liderança, aproximadamente 19% dos cargos de vice-presidência de vendas são ocupados por mulheres, segundo o relatório Diversity, Equity and Inclusion in the Sales Industry, da Gitnux – uma plataforma independente de pesquisa de mercado e inteligência de dados, que fornece relatórios, estatísticas e análises de tendências para empresas e profissionais.

No caso feminino, há ainda o peso de um estereótipo persistente. O homem é firme. A mulher é histérica. Para se posicionar, precisa equilibrar firmeza e empatia sem ser rotulada como exagerada ou desequilibrada. Liderar exige equilíbrio entre engajar, inspirar, cobrar e participar. Liderança se prova na prática. A equipe precisa ver o líder em ação. Chegando cedo, preparado, negociando, performando.

Não é possível esperar que o time caminhe sozinho sem exemplo. Também falta autorresponsabilidade no desenvolvimento profissional. Muitas pessoas aguardam que a empresa invista nelas. Poucas buscam formação por iniciativa própria, como mentoria, MBA ou especialização, com o objetivo claro de ocupar uma cadeira de gestão no futuro.

Autoconhecimento é o primeiro passo. Nem todo mundo quer liderar, e está tudo bem. Mas quem deseja precisa se preparar. Soft skills são determinantes nesse processo.

 

Diferenciais das mulheres nas vendas

Mulheres costumam ouvir o cliente com atenção genuína, registram informações relevantes, sustentam o raciocínio durante a negociação e constroem perguntas estratégicas sem perder a coerência da conversa. Essa escuta ativa se torna um diferencial decisivo nas vendas consultivas, em que relacionamento e confiança sustentam negociações consistentes.

Humildade e resiliência também se destacam. Reconhecem com clareza onde precisam evoluir e assumem uma postura real de aprendizado contínuo, o que impacta diretamente na performance. Enquanto muitos homens ainda iniciam a negociação focados rapidamente em preço e fechamento, a mulher tende a priorizar a construção do relacionamento. E vendas são, essencialmente, relacionamento. Confiança não se constrói com pressa.

Parte dessas competências está ligada à vivência de conciliar múltiplas responsabilidades, negociar constantemente e administrar diferentes demandas ao mesmo tempo. No contexto comercial, isso se traduz em organização, preparo e consistência na execução. Mulheres já ocupam espaço nas vendas. O próximo passo é ocupar as cadeiras de decisão. Vender com estratégia, liderar com equilíbrio e crescer com consistência não é uma questão de gênero. É uma questão de preparo.Parte superior do formulário.

 

 

O Algoritmo do Afeto : Por que o Coração ainda é o melhor KPI

Por Denis Alessandro

 

 

No cenário atual, onde a IA e o Big Data ditam o ritmo do mercado ,caímos em uma armadilha perigosa: acreditar que o marketing é uma ciência exata de conversão. Analisamos cliques, taxas de abertura e tempo de tela com uma precisão cirúrgica, mas muitas vezes esquecemos que, do outro lado da tela, existe um sistema biológico muito mais antigo e potente que qualquer processador: o sistema límbico humano. É aqui que nasce o Algoritmo do Afeto.

Dados informam, mas a Emoção decide

A neurociência já comprovou que não somos máquinas de pensar que sentem, mas máquinas de sentir que pensam. Os dados nos dizem quem é o cliente e onde ele está ,mas só a empatia nos diz como ele se sente. Quando uma marca utiliza dados apenas para “perseguir” o consumidor com anúncios repetitivos ,ela gera fadiga. Quando utiliza os mesmos dados para “acolher” ou “surpreender”, ela gera memória.

O algoritmo do afeto é a capacidade estratégica de transformar um ponto de contato frio em um momento de calor humano. É entender que a personalização real não é apenas colocar o nome do cliente no assunto do e-mail ,mas antecipar uma necessidade emocional dele.

Um dos maiores exemplos globais de como transformar dados frios em afeto é o case “Retrospectiva (Wrapped) do Spotify.

* O Dado: O Spotify possui bilhões de registros sobre o que você ouviu , quantas vezes e em que horário.

* O Algoritmo do afeto: em vez de usar isso apenas para sugerir mais músicas ( o óbvio) ,eles criaram uma narrativa onde o usuário é o protagonista da sua própria trilha sonora anual.

* O Resultado: A campanha transforma estatísticas em identidade. As pessoas não sentem que estão vendo um relatório de consumo ; elas sentem que estão revivendo seus sentimentos do ano. Isso gera um compartilhamento orgânico massivo, transformando clientes em promotores apaixonados. O Spotify não entrega apenas uma lista ; ele entrega um espelho emocional.

Conclusão : O Retorno sobre Empatia (ROE mais valioso do Branding)

Empresas que investem no algoritmo do afeto colhem resultados que as planilhas sozinhas não explicam: lealdade inabalável ,defesa da marca em momentos de crise e, principalmente, a capacidade de cobrar um valor premium porque o cliente não está comprando um produto, está comprando como ele se sente ao usar aquele produto.

Em um mundo cada vez mais automatizado , o maior diferencial competitivo de uma marca será ,ironicamente, a sua capacidade de ser profundamente humana.

 

 

Human Premium mostra que a próxima fronteira do varejo não é tecnológica, é relacional

 

Em um cenário em que preço, logística e sortimento já se equivalem entre concorrentes, a experiência volta ao centro da estratégia. Segundo o relatório CX Trends 2025, 78% dos consumidores brasileiros preferem comprar de marcas que oferecem uma boa experiência, mesmo que isso signifique pagar mais. O dado revela o avanço do Human Premium como novo eixo competitivo no e-commerce e nos marketplaces, um conceito que transforma a qualidade da interação em ativo estratégico de retenção e margem.

Na prática, isso não significa substituir tecnologia por atendimento humano, mas combinar as duas dimensões de forma estratégica. A automação garante escala e velocidade, enquanto a sensibilidade humana interpreta contexto, antecipa necessidades e age nos momentos de exceção. É nessa integração que se constrói percepção real de valor ao longo da jornada.

A distância entre o que as empresas acreditam entregar e o que o cliente de fato percebe expõe a urgência dessa mudança. De acordo com a consultoria Gartner, 80% das companhias acreditam oferecer um bom atendimento, mas apenas 8% dos consumidores concordam. A lacuna não é de intenção, mas de método, já que processos automatizados garantem velocidade sem necessariamente gerar conexão.

Os consumidores indicam com precisão onde essa percepção se constrói. Resolução ágil de problemas, flexibilidade no frete, benefícios para compras futuras e comunicação proativa sobre prazos são elementos que pesam diretamente na avaliação das marcas.

Em situações de problema, um pós-venda capaz de interpretar o contexto e resolver a demanda sem recorrer a respostas padronizadas transforma o atendimento em experiência. Por exemplo, um cliente que recebe um produto com defeito pode ser atendido rapidamente com reposição imediata e um cupom de cortesia, criando uma percepção de cuidado real. Quando esses pontos são bem executados, o resultado aparece no comportamento do cliente, que volta a comprar, indica a marca e para de comparar preço.

“Experiência hoje não é atributo de marca, é variável de receita. Quando a interação é consistente e personalizada, o consumidor reduz a sensibilidade a preço e aumenta a recorrência. É isso que sustenta crescimento com margem”, afirma Lourival Júnior, cofundador e Growth Leader da Lope Digital Commerce.

O impacto é também financeiro. Conquistar um novo cliente pode custar entre cinco e sete vezes mais do que manter um cliente atual, transformando o investimento em experiência em alavanca direta de rentabilidade.

“Se na última década o setor competiu por escala, o fortalecimento do Human Premium indica uma nova etapa. Empresas que souberem combinar tecnologia e conexão humana vão crescer com mais margem e construir marcas mais difíceis de substituir”, conclui o executivo.

 

 

Do colapso à reconstrução: o que o SXSW 2026 revela sobre o mundo, e é relevante para o Brasil

 

 

O futuro deixou de ser uma projeção distante para se tornar um processo em andamento – e ainda inacabado. Essa foi uma das principais conclusões que Lucas Daibert, sócio e VP de Estratégia da Binder, extraiu da edição deste ano do SXSW 2026, um dos maiores festivais de inovação do mundo, realizado em Austin (EUA) – evento que vem antecipando movimentos que rapidamente chegam ao Brasil.

Mais do que tendências tecnológicas, o evento revelou um cenário de transformação estrutural, em que modelos sociais, econômicos e culturais passam por uma reconfiguração profunda – muitas vezes sem direções claras -, que pode ser descrita como um mundo “em obra”, constata Daibert, que já participou de diversas edições do SXSW, entre outros festivais internacionais de inovação.

“Não estamos diante de um colapso, mas de um processo de reconstrução. O que vimos no SXSW foi um ambiente fragmentado, sem um eixo central – muito parecido com a forma como hoje experimentamos a realidade, seja no trabalho, na informação ou nas relações”, afirma.

A própria dinâmica do festival, mais dispersa e descentralizada neste ano, refletiu esse cenário. Em vez de grandes consensos, o que emergiu foi uma sensação compartilhada de transição, a de um mundo sem centro, e sem respostas prontas.

“Esse contexto traz um desafio importante: lidar com a ausência de modelos consolidados. Empresas, profissionais e instituições estão operando em um ambiente onde testar, errar e recalibrar se torna mais relevante do que seguir planos rígidos”, observa o sócio e VP de Estratégia da Binder.

 

Inteligência artificial e a redefinição do humano

Se a inteligência artificial segue como protagonista, o debate evoluiu. Mais do que eficiência, a discussão agora gira em torno do que permanece essencialmente humano.

“Criatividade, sensibilidade, repertório cultural e capacidade de julgamento passam a ser diferenciais – especialmente em áreas como comunicação, marketing e negócios”, destaca Daibert, ao apontar questões mais profundas que surgem a partir daí: “como ficam os vínculos afetivos em um mundo mediado por máquinas? E o que acontece quando relações com inteligência artificial deixam de ser exceção e passam a ser parte do cotidiano?

 

Personalização extrema e o risco da desconexão

Outro ponto de atenção é o avanço da hiperpersonalização. “A possibilidade de consumir conteúdos, narrativas e experiências totalmente moldadas ao perfil individual traz ganhos de engajamento, mas também um efeito colateral relevante: a redução do contato com o diferente”, analisa Daibert, ao destacar que esse fenômeno, já observado nas redes sociais, tende a se intensificar com impactos diretos na forma como construímos visões de mundo, tomamos decisões e nos relacionamos com marcas e pessoas.

 

O paradoxo do futuro: mais tecnologia, mais busca por conexão

Em meio a tantas transformações, um movimento aparentemente contraditório ganha força: a valorização de experiências humanas, presenciais e coletivas.

O sócio e VP de Estratégia da Binder observa que eventos, encontros e espaços de convivência passam a ter um novo significado em um contexto de excesso de mediação digital. “Isso ajuda a explicar a crescente relevância de cidades como São Paulo na promoção de debates e experiências ligadas à inovação”, afirma.

 

Do global ao local

Para Daibert, o Brasil não está à margem dessas transformações – ao contrário. “O que antes parecia distante hoje já faz parte das decisões de negócio e da vida cotidiana. Estamos vivendo uma mudança que não é só tecnológica, mas também cultural e comportamental – e isso exige uma nova forma de pensar estratégia, comunicação e relacionamento”, ressalta.

Nesse cenário, acompanhar discussões globais como as do SXSW deixa de ser uma escolha e passa a ser uma necessidade para empresas e profissionais que buscam relevância em um mundo cada vez mais complexo e ainda em construção.

 

Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Rolar para cima

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência de acordo com a nossa
Política de Privacidade ao continuar navegando você concorda com estas condições.