A estratégia de relançamento da plataforma 99Food e outros artigos da semana – 13.08.2025

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Na coluna de hoje, você vai ler artigos sobre: A estratégia de relançamento da plataforma 99Food, Jornalismo UPF lança Pós em Comunicação Digital Estratégica, 6 lições práticas de Donald Miller para fazer sua empresa decolar, Por que a tarifa de 50% sobre a carne beneficia JBS e Marfrig – e pouco afeta a Minerva, Com nova parceria, 92 é a rádio oficial do Universo Alegria e O Funil Morreu. Quem Guia A Jornada Do Consumidor?. 

 

 

A estratégia de relançamento da plataforma 99Food

Por Taís Farias

 

Nesta terça-feira, 12, a 99 relançou oficialmente o 99Food, sua vertical de delivery de comida, em São Paulo. O aplicativo está disponível para os usuários da região desde às 10h e seguirá em um período de testes durante a próxima semana. Ao todo, R$ 500 milhões serão investidos na operação.

O valor representa metade do investimento anual anunciado pelo DiDi’s International Business Group, grupo chinês controlador da 99. Além da vertical de delivery, o aporte tem foco no crescimento do ecossistema de 99 que envolve mobilidade urbana, serviços de entrega e soluções financeiras.

O 99Food começou a operar no Brasil, pela primeira vez, em 2019, mas teve suas operações encerradas em 2023 sob a justificativa de que a companhia não conseguia competir em igualdade com os demais players do mercado e, por esta razão, havia decidido concentrar seus investimentos nos serviços de entrega.

Em abril deste ano, no entanto, a 99 anunciou o retorno do aplicativo delivery de comida. Desde então, o 99Food vem sendo apresentado como uma alternativa acessível, com refeições mais baratas e preços justos tanto para os restaurantes quanto para os consumidores.

“Havia um desequilíbrio muito injusto no mercado. Os custos altos eram repassados aos consumidores e os restaurantes abriam mão, às vezes, até de 30% da sua lucratividade só para poder se fazer presente e utilizar uma plataforma de entrega de comida. Chegamos para remodelar esse cenário”, descreveu Bruno Rossini, diretor de comunicação, durante o evento de lançamento.

Para o começo da operação, a 99 afirma contar com uma base de 20 mil restaurantes cadastrados e 50 mil entregadores. De acordo com a companhia, o objetivo é aumentar a frequência de uso de aplicativos de delivery pelos brasileiros e estar em mais de 100 cidades até o próximo ano.

Para o lançamento do serviço, a companhia apresentou vantagens para cadaum dos elos da cadeia. Os restaurantes e bares terão 12 meses de isenção da comissão sobre o valor do pedido e de mensalidade. Os consumidores receberão cinco cupons que, juntos, somam R$ 99.

Já os entregadores terão acesso a ganhos mínimos de R$ 250 por dia ao realizarem 20 corridas, sendo cinco delas de entregas de comida. Além disso, durante o primeiro mês, na cidade de São Paulo onde o serviço de transporte de passageiros não é liberado, entregadores que fizerem 15 entregas diárias no 99Food terão garantia de ganho de R$ 400.

A janela de um mês seria o período necessário para a companhia, a partir dos resultados iniciais, desenhar a sua estratégia. Para Simeng Wang, diretor geral da 99, a resposta está em impulsionar o crescimento da indústria.

“Para ter mais sustentabilidade, precisaremos eventualmente cobrar esta comissão. Mas acreditamos que as plataformas precisam ter baixa margem. É uma indústria de escala. Se conseguirmos fazer mais pessoas pedirem delivery, a indústria vai crescer e a receita vai vir mesmo com menos margem”, aponta Wang.

 

Estratégia de comunicação

Ainda em julho, para anunciar o relançamento do serviço, a 99 escalou a Paola Carosella como embaixadora da plataforma. No mês seguinte, a campanha “Taxa Zero por 2 Anos 99Food” virou alvo de discussão quando o Conselho de Ética do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) pediu alteração nas peças.

A decisão foi decorrente de uma representação movida pelo iFood, concorrente direto do aplicativo. Relembre o caso.

Na noite da segunda-feira, 11, a 99Food promoveu um “taxômetro urbano”. Na prática, a ação projetou em prédios de diferentes pontos da cidade mostrando o valor cobrado por dia em taxas pela plataforma de delivery dominante. A ação foi desenvolvida em parceria com a Pros.

Já em “Respostas bem servidas”, criada em uma colaboração entre o Estúdio Critativo 99 e a agência de conteúdo Eyxo, a empresa reuniu e respondeu mais de duzentos tweers com críticas à concorrência. Segundo Rossini, a comunicação da plataforma segue provocativa.

Depois do período de testes, a companhia planeja uma campanha para incentivar a frequência e recorrência dos consumidores no aplicativo de 99, além de um esforço de educação para esclarecer ao público que a nova ferramenta está disponível no mesmo aplicativo usado para mobilidade.

A plataforma ainda prevê explorar ativos como a música e brasilidade em ações que mesclam o mundo digital e analógico.

“Na nossa entrada em mobilidade, lá atrás, em que também existia um concorrente no mercado, aprendemos que o nosso maior inimigo é a inércia nos hábitos dos consumidores. Mesmo tendo uma proposta de valor muito clara, as pessoas deixam de escolher, deixam de pensar sobre uma nova opção, porque não existia uma nova opção por muitos anos. Por isso esse estilo mais provocativo. É justamente para chamar atenção dos consumidores, restaurantes e parceiros motociclistas”, explica o diretor-geral da 99.

Durante o evento de lançamento, a companhia também apresentou uma pesquisa desenvolvida em parceria com a Abrasel e realizada pelo Instituto Locomotiva. O levantamento destacou dados como o de que 63% dos consumidores já deixaram de comprar, porque o preço estava mais caro no aplicativo de delivery do que presencialmente.

Além disso, entre os estabelecimentos, 90% afirmariam que as taxas pesam em seus orçamentos e 77% dizem que é preciso cobrar mais nos apps de delivery por conta da taxa de comissão.

 

Jornalismo UPF lança Pós em Comunicação Digital Estratégica

 

A 3ª edição do curso de Especialização em Comunicação Digital Estratégica foi lançada, durante o Comunica Mercado, evento realizado em abril deste ano, promovido pela Propósito Comunicação. Como primeiro encontro de comunicação corporativa do Norte do Estado, o evento foi escolhido para o lançamento por reunir muitos dos professores de mais uma edição da Pós.

Durante o lançamento, as professoras coordenadoras, Bibiana de Paula Friderichs e Nadja Hartmann, aproveitaram para apresentar parte do corpo docente, que estava presente no evento, como Douglas Marques, Cado Bottega, Diego Wander, Tiago Rigo e Maria Joana Chaise. Mas a grande novidade desta edição, além de mudanças no corpo docente e grade curricular, é uma aproximação ainda maior com o mercado, através da parceria com a própria Propósito Comunicação.

Segundo as professoras, o curso chega a sua terceira edição já consagrado como uma grande oportunidade de qualificação para profissionais do interior do RS e de outros locais e estados, uma vez que as aulas síncronas poderão ser acompanhadas também de forma on-line. “Construímos uma grade curricular voltada a capacitar os profissionais para conceber estratégias em planejamento de projetos, realizar diagnósticos e gerir a comunicação das organizações, inclusive em momentos de crise”, explica a professora Nadja, complementando que conhecimentos e metodologias de sucesso podem se tornar obsoletos em poucos anos, e tanto as companhias quanto os profissionais precisam revisar os seus posicionamentos, desenvolver novas habilidades e se preparar para esse mercado em constante mudança.

Para a professora Bibiana, o sucesso do Comunica Mercado é uma clara demonstração do desejo de qualificação por parte dos profissionais da área. “Fomos muito felizes em escolher o evento como palco de lançamento de mais uma edição da nossa Pós, agora com a parceria da Propósito Comunicação, uma vez que espaços assim comprovam a importância de compartilharmos cada vez mais conhecimentos e nos conectarmos com diferentes áreas da comunicação”, destaca a professora.

Sobre a parceria entre o curso de Jornalismo da UPF e a Propósito Comunicação na realização da terceira edição da Pós, o diretor de Reputação, Daniel Rohrig fala da oportunidade dos diretores da empresa levarem a visão de mercado da Propósito para o currículo. Nós três somos egressos do curso de jornalismo da UPF e hoje, enquanto empresários da área da comunicação, é um prazer contribuir com iniciativas voltadas à formação dos profissionais aqui da região.

A Propósito nasce com um modelo inovador no mercado da comunicação corporativa. Sempre estivemos preocupados em contribuir com a evolução da nossa área. Agora, enquanto parceiros do jornalismo UPF na oferta desse curso de especialização, tivemos a possibilidade de trazer a nossa visão de mercado para o currículo, que está todo atualizado para esses novos desafios, disse o jornalista, que ao lado dos jornalistas Lucas França e Silvia Brugnera, compõem o quadro de sócios da Propósito e o quadro docente da especialização.

Segundo as coordenadoras, a grade curricular foi elaborada no sentido de abarcar profissionais de diferentes áreas como Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas, Design, Marketing, Turismo e Administração.

Com aulas híbridas (60% presencial e/ou síncronas + 40% EAD), o curso oferece aulas quinzenais, às sextas à noite e sábados pela manhã e tarde. As inscrições estão abertas e vão até 30 de agosto, com início das aulas em 12 de setembro. Mais informações AQUI!

 

6 lições práticas de Donald Miller para fazer sua empresa decolar

Por Luísa Santini

 

Cerca de 60% das empresas no Brasil fecham antes de completar dez anos, segundo dados do IBGE. Como fazer o negócio sobreviver em um mercado tão volátil? Atento a esse desafio, Donald Miller apresenta uma solução simples, prática e testada em campo no lançamento Como expandir o seu negócio, publicado pela Editora Hábito. Também autor do sucesso Building a StoryBrand 2.0, o empresário oferece neste livro um plano de voo com seis passos para empreendedores tirarem suas empresas do caos e alçarem voos altos.

Inspirado na própria experiência profissional, de quem transformou a empresa de quatro funcionários em um negócio lucrativo de mais de 15 milhões de dólares, Miller ensina como estruturar cada parte de corporações de forma eficiente e equilibrada. Com exemplos reais, checklists e ferramentas visuais, o autor apresenta um planejamento que cobre áreas essenciais para um bom desenvolvimento empresarial: liderança, marketing, vendas, produtos, operações e fluxo de caixa.

Seja você um empreendedor, gestor ou consultor, essas lições de Donald Miller podem transformar a trajetória de quem deseja mais lucro, liberdade e propósito no dia a dia dos negócios.

Confira a s dicas:

  • Clareza na missão gera direção e foco: empresas bem-sucedidas têm metas claras, prazos definidos e uma razão inspiradora por trás do que fazem. O especialista propõe que líderes criem declarações de missão com três prioridades econômicas, hábito que ajuda a orientar decisões e motivar equipes.
  • Marketing deve ser simples e centrado no cliente: mensagens confusas afastam as pessoas. O segredo está em posicionar o consumidor como herói da história e mostrar que o produto pode resolver o problema dele.
  • Vendas devem seguir um roteiro de história: o cliente precisa entender o enredo, ver o valor e desejar o desfecho. Como expandir o seu negócio ensina a construir um pitch eficaz, com base em storytelling e empatia.
  • Produtos precisam de margem e demanda: essa parte é fundamental, como se fosse as “asas de avião”. Não adianta insistir em mercadorias que ninguém quer comprar ou que não são lucrativas. Para ter uma melhor organização, use planilhas e critérios objetivos e mantenha apenas as ofertas que sustentam o negócio,
  • Operações enxutas garantem estabilidade: com um bom manual de gestão e produtividade, até mesmo negócios pequenos conseguem manter o time alinhado, reduzir desperdícios e melhorar resultados. A estrutura certa economiza tempo e libera o empreendedor para crescer com mais liberdade.
  • O fluxo de caixa é o combustível do negócio: mesmo com uma estrutura eficiente, sem reservas financeiras, a empresa corre o risco de fechar. Donald Miller traz um modelo de gestão financeira com múltiplas contas e foco na proteção do caixa – a exemplo dos tanques de combustível que mantêm o avião no ar.

Por que a tarifa de 50% sobre a carne beneficia JBS e Marfrig – e pouco afeta a Minerva

Por Alexandre Versignassi

 

Antes de falar do Brasil, vamos lembrar de um oligopólio americano. Quatro frigoríficos concentram 80% do mercado nos EUA: JBS, Tyson Foods, Cargill e Marfrig.

Exato. Dos quatro grandes produtores de lá, dois são brasileiros. A dupla JBS-Marfrig abate, sozinha, uma a cada três cabeças de gado nos EUA.

A empresa dos irmãos Batista faz isso por meio da JBS Beef North America. A de Marcos Molina, via National Beef, sua controlada nos EUA.

Temos, então, que os nossos dois maiores frigoríficos de capital aberto acabam beneficiados pela tarifa de 50%, que entrou em vigor no dia 7 de agosto. O faturamento de ambos com sua produção dentro dos EUA supera com folga o que eles ganham exportando do Brasil para lá – como vamos ver aqui.

O caso da Minerva, o outro grande produtor de carne bovina com ações na bolsa, é diferente. Ela não tem operações nos Estados Unidos – apenas exporta para lá. Mesmo assim, não é tão dependente da América do Norte quanto a estatística geral faz parecer.

A estatística geral: o Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo. Os EUA, o segundo maior importador – atrás da China.

E a relação se repete quando olhamos só para o mercado da carne brasileira. No ano passado, o Brasil faturou US$ 12 bilhões com exportação desse ítem. A China foi responsável por 46,6% desse montante. Os EUA vieram em segundo, 10,5%.

A Minerva é a maior exportadora de carne bovina da América do Sul e, como dissemos, não abate gado nos EUA. Mas abate na Argentina, no Uruguai e no Paraguai – e boa parte do que ela fornece para os americanos já sai de lá. Fica livre da tarifa de 50%, portanto.

O balanço da empresa não especifica o quanto parte do Brasil e o quanto sai dos nossos vizinhos. Mas num comunicado à CVM em julho a Minerva especificou: nos últimos 12 meses, as vendas para os EUA representaram 16% do faturamento. E só 30% dessa fatia partiram do Brasil.

No cômputo geral, então, a tarifa só teria como atingir 5% da receita – sem contar eventuais aumentos das exportações via Argentina, Uruguai e Paraguai. Das 38 plantas de carne bovina da Minerva, 15 ficam nesses países, e elas concentram 40% da capacidade de abate da companhia. Em tese, então, ela tem manga para diminuir ainda mais sua exposição à tarifa-monstro.

E os casos da JBS e da Marfrig são ainda mais cofortáveis. Vamos a eles.

 

JBS: de 1% a 3% da receita

O império dos Batista tem plantas nos EUA, no Brasil e na Austrália. Parte da produção brasileira e australiana vai para o mercado americano, naturalmente.

Em 2024, essas exportações para os Estados Unidos somaram US$ 3,2 bilhões. Dá R$ 17 bilhões pela cotação média do dólar no ano passado.

O balanço da empresa não diz o que saiu do Brasil e o que saiu da Austrália. Vamos, então, para uma suposição absurda: a de que toda a carne tenha saído do Brasil.

Pois bem. O faturamento global da JBS em 2024 foi de 423 bilhões. Numa realidade assim, apenas 4% da receita da companhia teria vindo das exportações de carne brasileira para os EUA.

Mas, claro, a participação da Austrália aí é relevante. No balanço de 2024, a JBS salientou que o aumento das margens de lucro na operação australiana deveu-se “ao crescimento das exportações – especialmente para os EUA”.

Conclusão: as exportações com origem no Brasil correspondem a algo substancialmente menor do que 4% do faturamento global da JBS. A Fitch, agência de classificação de risco, estima algo entre 1% e 3%. É pouco – e deixa claro que a JBS se tornou, em grande parte, uma empresa americana.

Para dar uma ideia melhor do tamanho da operação gringa. Além da JBS Beef, o conglomerado também tem por lá JBS Pork e a Pilgrim ‘s Pride, de frango. Juntas, elas respondem por 65% do faturamento global. Ela é a maior companhia de proteína animal do planeta.

Um pedaço de 8,5% da receita vem da JBS Austrália. À parte brasileira resta, portanto, 27,5% – contando também a Seara, de aves suínos e processados, que praticamente não exporta para os EUA.

 

Marfrig: menos de 1%

Na empresa de Marcos Molina, metade da receita vem dessa parte, a de aves, suínos, salsichas e cia, dado o tamanho da BRF lá dentro. Mas a dona da Sadia e da Perdigão é como a Seara: vende basicamente nada para os Estados Unidos.

O dinheiro de exportação dessa controlada da Marfrig vem do Oriente Médio, da Europa e da Ásia. Não há exposição às tarifas de Trump, portanto. E no mundo da carne bovina não é tão diferente.

Contando só a parte de carne, 77% da receita da Marfrig vem direto da operação americana, com carcaças de bois americanos.

A parte das exportações? A Marfrig também não diz no balanço qual é o faturamento com as exportações de carne do Brasil para os EUA. No início de agosto, porém, ela deu uma ideia: num comunicado à CVM, sobre o efeito das tarifas, disse que mandou 7 mil toneladas daqui para os Estados Unidos no primeiro semestre de 2025. E que isso correspondeu a apenas 0,18% de tudo o que empresa vendeu no período.

Ajuda o fato de a Marfrig também ter plantas no Uruguai e na Argentina. Juntas, elas têm capacidade para abater 4,8 mil cabeças por dia. É mais do que a operação brasileira, de 3 mil cabeças por dia.

Claro: se os frigoríficos de capital aberto estão numa situação relativamente segura, não dá para dizer o mesmo dos que dependem de exportações para os EUA.

Além de JBS, Marfrig e Minerva, outros 52 frigoríficos daqui têm autorização para exportar para os Estados Unidos. E uma parte considerável deles conta com o mercado americano para manter suas receitas – por mais que a China tenha conquistado um protagonismo absurdo nos últimos 10 anos.

Bom, num cenário de manutenção das tarifas essas empresas terão de buscar outros clientes. E nesse meio tempo escoar produção no mercado interno – o que deve gerar um aumento de oferta por aqui (e uma redução no preço final ao consumidor). Tudo isso ao menos num primeiro momento, enquanto os frigoríficos ajustam sua produção ao novo cenário.

O outro lado dessa moeda está no mercado interno dos EUA. Eles importam 20% da carne que consomem. Em 2024, o Brasil foi o terceiro maior fornecedor:

1º) Austrália: 24%

2º) Canadá: 22%

3º) Brasil: 15%

4º) México: 13%

5º) Nova Zelândia: 12%

Ou seja: ao fornecer 15% da carne importada dos EUA, o Brasil fechou o ano passado como responsável por 3% dos bifes consumidos pelos americanos.

A Austrália, nossa grande concorrente, está sob a menor tarifa-Trump possível, a de 10%. Acaba beneficiada, portanto. Por tabela, a JBS sai agraciada também, já que exporta gado a partir de lá.

O Canadá seria outra uma alternativa óbvia para os importadores americanos, mas a carne deles também está praticamente embargada, com uma tarifa de 35%.

No fim, o mais provável é que os americanos tenham de pagar mais caro pela carne produzida por lá mesmo, já que a consequência de qualquer medida protecionista é a de uma diminuição na oferta. Bom para as operações gringas da JBS e da Marfrig, ruim para o consumidor dos EUA – e para a economia do mundo todo.

 

Com nova parceria, 92 é a rádio oficial do Universo Alegria

 

Evento de música sertaneja será realizado no dia 6 de dezembro, na Arena do Grêmio

A 92 é o veículo de comunicação oficial do Universo Alegria, tradicional festival de música sertaneja que, neste ano, vai ser realizado no dia 6 de dezembro, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Com essa parceria, a rádio vai estar ainda mais próxima do público do evento, inclusive no anúncio das atrações.

Os artistas que subirão ao palco estão sendo divulgados ao vivo durante a programação da rádio nesta semana no Conecte 1ª Edição, às 11h. No sábado (16), no mesmo horário, o anúncio será no Nem Te Conto e, no domingo (17), no Domingão 92, às 12h. Já nos dias 13 e 14 de agosto, além da divulgação pela manhã, os ouvintes também vão conhecer outra atração do Universo Alegria no

Conecte 2ª Edição, às 18h. Ou seja: serão nove atrações divulgadas em sete dias na 92.

Além disso, a partir de sábado (16), o programa Playlist do Universo vai criar um clima especial de expectativa para o evento. Até dezembro, a atração vai ao ar todo sábado e domingo, das 19h às 20h, tocando somente músicas dos artistas confirmados.

A 92 vai ter um espaço no Universo Alegria, centralizando uma cobertura especial envolvendo seus comunicadores, com bastidores, entrevistas e mais.

A pré-venda dos ingressos para o Universo Alegria começa no dia 19 de agosto somente para os sócios do Grêmio. O público geral poderá comprar a partir de 21 de agosto.

 

O Funil Morreu. Quem Guia A Jornada Do Consumidor?

Por Thaminne Pitanga

 

Hoje, 73% dos consumidores afirmam que descobrem novos produtos fora de um processo de compra planejado segundo a Boston Consulting Group (BCG). Esse dado por si só já desmonta a lógica de que a jornada segue um caminho previsível.

Por muito tempo, o funil linear foi a bússola das estratégias de marketing. Mas o comportamento de consumo mudou. O estudo “It’s Time for Marketers to Move Beyond a Linear Funnel” também da Boston Consulting Group (BCG) apontou que esse modelo já não é suficiente. O que temos agora são mapas deinfluência: múltiplos pontos de contato que se conectam e influenciam mutuamente, sem seguir uma ordem fixa.

Essa visão se conecta à pesquisa “O novo processo de decisão de compra” do Think with Google, que identifica quatro comportamentos-chave chamado os 4S:

– Streaming: conteúdos sob demanda que inspiram e geram conexão;

– Scrolling: redes sociais e feeds que funcionam como vitrines espontâneas;

– Search: buscas que aprofundam a investigação e a comparação;

– Shopping: o ato da compra, integrado ao próprio momento da descoberta.

O consumidor de hoje pode começar no scroll de um feed, saltar para uma busca, assistir a um vídeo, receber uma recomendação e fechar a compra no mesmo dia ou até no mesmo minuto.

Mais pontos de contato significam maior complexidade, investimentos dispersos e desafios para mensurar o real hashtag#impacto de cada interação. Por isso, mais do que “estar em todos os lugares”, é fundamental entender quais pontos geram valor real e investir neles com precisão.

Ou seja, não é o consumidor que se encaixa no funil, é a marca que precisa aprender a dançar no ritmo imprevisível da sua jornada.

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