Você vai ler na coluna hoje: ViOOH e WeOOH firmam parceria para DOOH no Brasil, Visitar parentes aos domingos era um hábito simples que fortalecia laços com naturalidade, Canoas entrega primeira grande obra de proteção contra cheias no RS,Em um cenário em que a desinformação circula com velocidade cada vez maior, iniciativas que reforçam a credibilidade da informação se tornam essenciais para a sociedade, Shoppings ultrapassam os limites das capitais e avançam nas cidades do interior do Brasil.
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ViOOH e WeOOH firmam parceria para DOOH no Brasil
Por Meio & Mensagem
A ViOOH, plataforma global de mídia digital out-of-home (DOOH), e a WeOOH, operadora brasileira de mídia DOOH, estabeleceram parceria que amplia o acesso programático ao inventário nas principais cidades do País.
Agora, por meio da plataforma de oferta (SSP) da ViOOH, anunciantes passam a acessar o inventário da WeOOH com recursos de segmentação e mensuração de campanhas.
A colaboração inclui 320 telas digitais, que somam mais de 1,3 bilhão de impressões mensais, o equivalente a cerca de 5% do mercado de DOOH no Brasil.
O portfólio contempla diferentes formatos e regiões.
De fato, os outdoors somam 414 milhões de impressões mensais e estão presentes em 16 capitais e cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Fortaleza.
Já o mobiliário urbano (MUBs) registra 376 milhões de impressões mensais, com presença em Brasília e Campo Grande.
Ainda, as empenas de grande formato geram 59 milhões de impressões mensais e incluem um painel 3D no Shopping Pontal, em Porto Alegre.
Segundo Gavin Wilson, diretor comercial global da ViOOH, a parceria amplia a atuação da empresa na América Latina e o acesso dos compradores de mídia ao inventário no Brasil por meio da compra programática.
Para a WeOOH, a integração com a plataforma conecta o inventário local ao mercado internacional, amplia as possibilidades de campanhas orientadas por dados e permite que marcas acessem o público brasileiro por meio de compra programática.
Visitar parentes aos domingos era um hábito simples que fortalecia laços com naturalidade
Por Douglas Hugo
Os hábitos familiares mudaram muito nas últimas décadas, mas a lembrança dos almoços de domingo e das visitas a parentes ainda aparece com frequência nas conversas sobre infância. Para muitas pessoas, esse tipo de rotina ajudava a organizar a semana, criar laços fortes e manter a sensação de pertencimento a um grupo maior, mesmo para quem cresceu em grandes cidades.
Como os hábitos de domingo criavam laços familiares fortes?
Os antigos encontros de domingo funcionavam como uma agenda afetiva, em que já se sabia que aquele dia era reservado para estar com parentes. Esse padrão constante ajudava crianças e adolescentes a reconhecer figuras de referência, como avós e padrinhos, e a lidar com diferenças de idade e opinião num ambiente relativamente seguro.
As visitas semanais também aproximavam gerações, permitindo que histórias antigas fossem contadas e recontadas, alimentando uma memória coletiva. Em torno da mesa ou na sala depois do almoço, tios, avós, primos e vizinhos trocavam notícias, resolviam desentendimentos e reforçavam uma rede de apoio que ia além do núcleo familiar imediato.
De que forma pequenos rituais fortaleciam os vínculos familiares?
Além do encontro em si, práticas simples, como ajudar a pôr a mesa, lavar a louça ou buscar pão na padaria da esquina, criavam momentos de convivência mais silenciosos, porém importantes. A repetição desses gestos, semana após semana, fortalecia vínculos sem grandes discursos, dando às crianças um senso de responsabilidade compartilhada.
Esses pequenos rituais domésticos ajudavam a organizar a rotina e a marcar a passagem do tempo dentro da família. Ao participar dessas tarefas, crianças e adolescentes aprendiam, na prática, sobre cooperação, cuidado com o outro e respeito às diferenças, construindo uma base afetiva que muitas vezes só é reconhecida plenamente na vida adulta.
Quais elementos tornam as memórias de domingo tão especiais?
Alguns elementos aparecem com frequência quando as pessoas descrevem suas memórias de domingo em família. Eles ajudam a explicar por que essas lembranças permanecem tão vivas e frequentemente despertam um forte sentimento de nostalgia ao longo da vida adulta.
- Rotina previsível:saber que o domingo era reservado para a família e para o descanso;
- Contato com várias gerações:presença simultânea de avós, tios, primos e até vizinhos próximos;
- Rituais repetidos:o mesmo prato, o mesmo horário, as mesmas brincadeiras ou programas de TV;
- Histórias compartilhadas:casos antigos recontados, criando uma memória comum entre gerações.
Visitar parentes aos domingos ainda faz sentido em 2026?
Em 2026, a rotina de muitos lares mudou com o aumento da jornada de trabalho, o uso intenso de tecnologia e a distância física entre familiares. Mesmo assim, a ideia central dos encontros de domingo continua relevante: reservar um tempo regular para a convivência, seja em almoços presenciais, seja em videochamadas.
O que antes acontecia quase automaticamente, hoje precisa ser planejado com mais cuidado. Horários diferentes, deslocamentos longos e compromissos variados exigem organização para que o contato não fique restrito às redes sociais, levando muitas famílias a optar por encontros mensais, viagens programadas ou combinados virtuais fixos.
Como adaptar os antigos rituais de domingo à rotina atual?
Muitas famílias buscam adaptar parte dos antigos costumes à realidade contemporânea, preservando o essencial: tempo de qualidade, convivência entre gerações e espaço para que cada um conte sua história. Para isso, alguns cuidados práticos podem ajudar a transformar a intenção em hábito concreto.
- Definir um dia ou horário fixo para se encontrar, presencialmente ou por chamada de vídeo;
- Alternar a casa dos anfitriões, para dividir responsabilidades e custos;
- Manter alguns rituais, como uma refeição em comum, um jogo em família ou um passeio pelo bairro;
- Estimular que cada geração compartilhe histórias, fotos e lembranças, fortalecendo a memória coletiva.
Quais outros hábitos de infância ajudavam a fortalecer laços?
Além das visitas dominicais, outros costumes simples colaboravam para criar vínculos fortes. Em muitos bairros, era comum que crianças brincassem na rua sob o olhar de vários adultos, reforçando a ideia de que a responsabilidade pela educação era parcialmente compartilhada pela comunidade.
Dentro de casa, atividades como assistir a novelas, ouvir rádio, organizar álbuns de fotos ou ajudar em pequenos reparos permitiam conversas espontâneas. Ao revisitar essas memórias, muitas pessoas buscam criar novos rituais familiares, não para repetir exatamente o passado, mas para garantir que as próximas lembranças de infância também sejam marcadas por laços fortes e encontros significativos.
Canoas entrega primeira grande obra de proteção contra cheias no RS
O QUÊ: Inauguração do Muro da Cassol
DATA: Quinta-feira (30)
HORÁRIO: 15h30
LOCAL: Avenida Guilherme Schell, bairro Rio Branco. Em frente à distribuidora Cassol.
Canoas entrega primeira grande obra de proteção contra cheias no RS
Canoas foi uma das cidades mais devastadas com as enchentes de maio de 2024 e frente à possibilidade de novos eventos climáticos extremos, está fazendo a entrega da primeira grande obra estruturante de reconstrução no Estado. Nesta quinta-feira (30), às 15h30, o município inaugura o Muro da Cassol, projetado especialmente para a contenção de cheias. A intervenção integra o sistema de proteção ligado ao dique do Rio Branco e beneficia especialmente os bairros Fátima e Rio Branco, uma das regiões mais densamente ocupadas da cidade.
Com investimento de R$ 1,47 milhão em recursos próprios, o muro conta com 100,88 metros de extensão e 2 metros de largura, além de estacas de até 12 metros de profundidade e cota de proteção de 6,75 metros.
A entrega é mais que simbólica no processo de reconstrução. Desde então, o município estruturou um plano robusto, com mais de R$ 500 milhões previstos em intervenções de prevenção, sendo R$ 70 milhões já investidos dos cofres municipais.
Além do Muro da Cassol, Canoas mantém frentes de trabalho simultâneas para elevação e reforço dos diques, assim como para melhorias na drenagem urbana.
Em um cenário em que a desinformação circula com velocidade cada vez maior, iniciativas que reforçam a credibilidade da informação se tornam essenciais para a sociedade.
Por Agência Moove
A Agência MOOVE idealizou uma campanha para a Associação Riograndense de Imprensa, no Rio Grande do Sul, com um objetivo claro: valorizar o jornalismo profissional e reforçar que notícia exige apuração.
A partir dessa iniciativa, a campanha ganhou força e passou a contar com adesão em âmbito nacional, com a participação da Associação Catarinense de Imprensa e da Associação Paranaense de Imprensa, ampliando o alcance da mensagem e consolidando um movimento conjunto em defesa da informação de qualidade.
Mais do que uma campanha, trata-se de um chamado à responsabilidade coletiva. Em um ambiente em que qualquer conteúdo pode ganhar alcance em segundos, o senso crítico e a verificação das fontes se tornam fundamentais.
Fortalecer o jornalismo é também fortalecer (consolidar) a democracia e a construção de um debate público mais qualificado.
Como você tem lidado com a informação que consome e compartilha no dia a dia?
Shoppings ultrapassam os limites das capitais e avançam nas cidades do interior do Brasil
Por Felipe Mario
Os shoppings hoje são muito mais do que apenas centros de compras: são espaços de entretenimento e serviços que vêm ultrapassando os limites das grandes capitais e crescendo nas cidades do interior do Brasil. Mas essa tendência não é nova. Em 2015, os empreendimentos já estavam presentes em 196 municípios, número que subiu para 226 em 2020 e atingiu 253 cidades em 2025, representando uma expansão territorial de 29% em dez anos, de acordo com o Censo Brasileiro de Shopping Centers 2025-2026, elaborado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).
Os shoppings hoje são muito mais do que apenas centros de compras: são espaços de entretenimento e serviços que vêm ultrapassando os limites das grandes capitais e crescendo nas cidades do interior do Brasil. Mas essa tendência não é nova. Em 2015, os empreendimentos já estavam presentes em 196 municípios, número que subiu para 226 em 2020 e atingiu 253 cidades em 2025, representando uma expansão territorial de 29% em dez anos, de acordo com o Censo Brasileiro de Shopping Centers 2025-2026, elaborado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).
O interior hoje é uma das principais frentes de expansão do setor, de acordo com Francisco Ritondaro, especialista em shoppings, outlets e varejo. Ele conta que mais da metade dos shoppings brasileiros já está fora das capitais, e a nova rodada de crescimento prevista para 2026 reforça esse movimento.
“A lista de inaugurações previstas mostra projetos em cidades como Lavras, Lagarto, Atibaia, Luís Eduardo Magalhães, Londrina, Marília e Uberlândia, evidenciando que a expansão está cada vez mais ligada a polos regionais e cidades médias, e não apenas às grandes metrópoles. Isso é relevante porque o interior oferece duas coisas ao mesmo tempo: mercado consumidor em amadurecimento e menor saturação competitiva”, explica Ritondaro.
Entre as regiões com maior quantidade de shoppings em cidades do interior, o Sudeste lidera, respondendo por 57% do faturamento do setor. Um grande exemplo na região é o Shopping Parque Dom Pedro, localizado em Campinas (SP), administrado pela Allos, que também conta com empreendimentos nas cinco regiões do País, com um portfólio de 51 ativos, sendo cinco deles no interior.
No caso do Parque Dom Pedro, o empreendimento foi o primeiro da Allos a receber uma unidade da H&M do portfólio da companhia, sendo também a primeira no interior e a única com a categoria Home. Segundo Renato Floh, diretor comercial da Allos, a estratégia de fortalecimento de shoppings dominantes no interior reduz a necessidade de deslocamento para capitais, ao oferecer marcas premium, operações internacionais e experiências completas de lazer e serviços.
“Ao elevar a qualidade do mix e investir em projetos de redesenvolvimento, esses ativos passam a se consolidar como destinos principais de consumo em suas regiões, ampliando o tempo de permanência e a recorrência de visitas. Esse movimento contribui para consolidar o interior como um polo cada vez mais autossuficiente de varejo qualificado”, diz.
Maior faturamento médio
Apesar de a maior quantidade de shoppings no interior estar presente no Sudeste, a região Nordeste se destaca pela maior produtividade, com faturamento médio por shopping de R$ 350,4 milhões, acima da média nacional de R$ 305,3 milhões, segundo o Censo da Abrasce.
O Grupo AD está presente na região com dois shoppings, um na capital maranhense, São Luís, e outro em Camaragibe, no interior de Pernambuco: o Camará Shopping.
O Camará Shopping conta com quase 200 operações, sendo dez âncoras, seis salas de cinema, parque infantil e praça de alimentação, distribuídos em mais de 61 mil m² e 26 mil m² de área bruta locável (ABL).
“O interior é hoje um dos principais vetores de crescimento do setor. Com mercados ainda em expansão e menor saturação em comparação às capitais, essas regiões oferecem oportunidades relevantes para novos empreendimentos e para a expansão dos existentes. São regiões muito importantes para serem exploradas ainda”, afirma Helcio Povoa, CEO do Grupo AD.
Além do Nordeste, o Grupo AD também tem forte presença no Sul e Sudeste, com atuação relevante nas cidades do interior do Rio Grande do Sul, no interior e capital de São Paulo, além de Rio de Janeiro e Minas Gerais.
“Os shoppings no interior assumem hoje um papel estruturante nas economias locais. Eles funcionam como âncoras de desenvolvimento, gerando empregos diretos e indiretos, estimulando cadeias produtivas e fortalecendo o comércio regional. Além disso, contribuem de forma significativa para a arrecadação municipal, seja por meio de tributos ou pela dinâmica de serviços no entorno”, explica Povoa.
Por que essa migração vem acontecendo?
Francisco Ritondaro explica que isso acontece porque é no interior que ainda existe espaço real para crescimento com relevância econômica. Segundo ele, nas capitais, o mercado é mais maduro, mais competitivo e mais caro em termos de implantação.
Já no interior, há cidades com renda em expansão, centralidade regional, consumo reprimido e carência de uma oferta organizada de compras, lazer e serviços.
“É por isso que a interiorização deixou de ser uma aposta pontual e passou a ser uma estratégia estrutural do setor”, acrescenta.
O executivo afirma que esses shoppings também vêm acompanhando as mudanças no comportamento dos consumidores, assim como os empreendimentos presentes nas capitais, onde o consumidor passou a usar o shopping menos como simples destino de compras e mais como um lugar para resolver a vida.
“Nos shoppings do interior, esse ajuste costuma vir acompanhado de uma combinação muito importante entre marcas nacionais, operadores regionais, lojistas locais fortes e serviços aderentes à rotina da cidade. Em resumo, temos um mix de segmentos de lojas similar ao dos grandes centros, mas muitas das grandes marcas que estão nas capitais com lojas próprias estão presentes no interior por meio de lojas multimarcas com empreendedores locais”, diz.