Você vai ler na coluna de hoje: O que esperar da IA aplicada à gestão em 2026?, Vender na crise é armadilha: o alerta do CIO da XP sobre o cérebro primitivo, A e21 marcou presença no Encontro de Fornecedores 2026 da Cooperativa Vinícola Garibaldi, O ambiente como estratégia, Central de Outdoor promove painel sobre autorregulação e governança no OOH Summit Brasil 2026, Central de Outdoor promove painel sobre autorregulação e governança no OOH Summit Brasil 2026 e Gaúcha comemora 11 anos como líder de audiência.
Com as modificações das regras de envio do WhatsApp, criamos uma nova comunidade da Coluna do Nenê. Te convidamos a clicar no link abaixo para entrar na nossa comunidade e receber diariamente a nossa coluna. CLIQUE AQUI!
O que esperar da IA aplicada à gestão em 2026?
Por Mauricio Frizzarin
À medida que o ano de 2026 avança, a Inteligência Artificial (IA) deixa de ser uma promessa futurista e se torna um elemento central na gestão empresarial em todos os segmentos da economia. Não se trata apenas de experimentar ferramentas novas, mas de redesenhar modelos de gestão, operar com base em dados em tempo real e criar vantagem competitiva sustentável em mercados cada vez mais dinâmicos e complexos.
Isso significa que há algumas tendências relevantes de aplicação da IA em processos de gestão, com vantagens concretas para as empresas. Claro, o Brasil pode acelerar a adoção dessa e de outras novas tecnologias para impulsionar produtividade, inovação e competitividade. Inclusive, diversos estudos, tais como o ‘The State of AI’, de 2025, feito pela McKinsey & Company, mostram que as empresas estão incorporando a IA em ritmo acelerado em todo o mundo.
Segundo o levantamento, 78% das empresas já usam IA em ao menos uma função de negócio — um salto significativo em relação a anos anteriores, com a tecnologia saindo das fases de teste para implantações em larga escala. Em pequenas e médias empresas (PMEs), 78% já utilizam IA em algum setor, especialmente em atendimento ao cliente, marketing e operações. Por fim, o estudo aponta que organizações que investem em IA com objetivos de crescimento e inovação tendem a alcançar melhores resultados do que aquelas que a usam apenas para redução de custos.
Esses números destacam que a Inteligência Artificial não é mais opcional, mas um componente estratégico e indispensável na gestão moderna, que está transformando a gestão de forma relevante. Afinal, com o uso de IA as tomadas de decisão ficam mais rápidas e assertivas, visto que sistemas de IA conseguem analisar grandes volumes de dados em tempo real, fornecendo insights que gestores humanos demorariam dias ou semanas para gerar. Isso melhora desde decisões operacionais até estratégias de mercado. Além disso, a automação de processos e produtividade está revolucionando tarefas repetitivas e administrativas, desde processamento de documentos até cálculo de preços e otimização de inventário.
Outro benefício é atrelado ao atendimento e experiência do cliente. Chatbots, assistentes virtuais e agentes de IA já respondem grande parte das interações rotineiras dos clientes, garantindo atendimento 24/7 e mais satisfação. Fora isso, o planejamento financeiro se torna ainda mais objetivo, uma vez que as ferramentas de IA analisam padrões históricos e variáveis emergentes para criar projeções robustas de fluxo de caixa, gastos e receita, aumentando a precisão do planejamento financeiro. E, para fechar, há as vantagens relacionadas ao recrutamento e gestão de talentos, por conta da automatização de tarefas ligadas à triagem de currículos, realização de entrevistas preliminares e análise de perfil, que permitem liberar os gestores para focar em decisões humanas estratégicas.
Empresas que investem estrategicamente em IA relatam retornos médios de 3,7 vezes o valor investido. No caso das PMEs, há ganhos significativos de produtividade, melhor experiência do cliente e aceleração da inovação. Além disso, organizações que combinam dados de qualidade, governança robusta e integração tecnológica conseguem extrair resultados muito superiores à média. Em mercados competitivos, empresas que dominam o uso de IA obtêm vantagens que se acumulam ao longo do tempo.
No Brasil, há um ecossistema de inovação vibrante, com startups e iniciativas que já aplicam IA em gestão empresarial. Exemplos de empresas brasileiras que inovam com IA incluem soluções de automação de atendimento, CRM inteligente e plataformas de gestão financeira que automatizam processos contábeis e operacionais. Com políticas públicas que incentivem inovação, capacitação e parcerias entre empresas e instituições acadêmicas, o Brasil tem tudo para se posicionar entre os líderes da América Latina em adoção de IA aplicada à gestão.
Na minha visão, em 2026, a inteligência artificial vai ajudar a remodelar a forma como as empresas são geridas ao transformar a tomada de decisões, melhorar a experiência do cliente, fortalecer times e moldar estratégias vencedoras. Nas empresas brasileiras, a pergunta deve deixar de ser “adotar ou não?” para se tornar “quão rápido e de forma estratégica nós iremos implementar?”. A resposta a essa pergunta definirá quem lidera setores e quem fica para trás.
A tecnologia é apenas uma parte da equação. A verdadeira vantagem competitiva virá de líderes que saibam integrar IA à cultura e à estratégia do negócio, transformando o potencial da tecnologia em resultados reais.
Vender na crise é armadilha: o alerta do CIO da XP sobre o cérebro primitivo
Por Osni Alves
Sob estresse extremo, o cérebro humano toma o controle — e quase sempre toma a decisão errada. É o que a neurociência e a economia comportamental vêm mostrando há décadas, e é o que o CIO da XP Inc, Artur Wichmann, quis deixar claro no momento em que o petróleo disparava e os mercados despencavam. No meio de uma análise sobre guerra e preços de commodities, ele freou e fez um alerta que pouco tem a ver com números.
O recado veio da obra do psicólogo Daniel Kahneman: sob pressão, o ser humano regride ao chamado Sistema 1 — rápido, emocional, incapaz de raciocínio complexo. Ele foca no negativo, imita quem está ao redor e perde acesso à memória de crises passadas. É exatamente o perfil do investidor que vende tudo no pior momento possível.
O tema foi debatido na live mensal da XP Asset, com a participação do economista Thales Maion e do gestor de indexados Danilo Gabriel. O conflito entre Estados Unidos e Irã e seus efeitos sobre a economia global deram o tom do encontro — mas foi o alerta comportamental que trouxe o recado mais imediato para quem investe.
“O nosso cérebro processa um prédio pegando fogo e uma incerteza vindo do Oriente Médio da mesma forma”, disse Wichmann. A diferença, segundo ele, é que prédio pegando fogo exige ação imediata e irrefletida — sair correndo é a resposta certa. Incerteza financeira, não. “Essa cadeia de raciocínio de pensamento extremo levando a movimentos extremos de portfólio tende a não ser uma boa combinação”, afirmou.
A memória que o estresse apaga
O que o cérebro bloqueado pelo medo não consegue acessar é justamente o dado mais útil: o mundo já passou por outras guerras no Oriente Médio, outros choques de petróleo, outras crises — e continuou girando. Quem vendeu tudo nas crises anteriores, em geral, se arrependeu. Quem esperou, em geral, não.
É nesse contexto que Danilo Gabriel apresentou a família de fundos “single B” da XP Asset como alternativa para quem quer proteger o portfólio sem precisar adivinhar o futuro. Os produtos são indexados a vértices específicos das NTN-Bs, com vencimentos escalonados entre 2030 e 2060, e permitem ao investidor montar uma posição calibrada ao seu prazo. A recomendação do time de alocação da XP, segundo Gabriel, é uma duration alvo em torno de seis anos — alcançável com dois ou três fundos combinados.
Num cenário em que o petróleo sobe e a inflação de serviços não cede, títulos IPCA+ voltam ao centro do debate. A lógica é simples: independentemente de o choque inflacionário se materializar ou não, esses papéis entregam um excesso de retorno acima da inflação dentro do prazo contratado. O risco de errar a mão na previsão diminui quando o próprio instrumento já embute a proteção.
O pano de fundo doméstico reforça o argumento. O Banco Central brasileiro está na iminência de cortar juros, mas o mercado de trabalho opera no menor desemprego da história — 5,3% —, com massa salarial crescendo 6,4% ao ano e salários em alta. A inflação de serviços já estava teimosa antes do petróleo subir. Um barril mais caro não ajuda.
A e21 marcou presença no Encontro de Fornecedores 2026 da Cooperativa Vinícola Garibaldi
Nesta terça-feira (10), Luciano Vignoli, diretor-presidente da e21, e Lucas Paes, Head de Atendimento da agência, participaram do evento que reúne fornecedores-chave convidados pela Garibaldi para compartilhar fatos e dados relevantes do último ano um momento ainda mais especial no ano em que a cooperativa celebra sua trajetória de 95 anos.
“Foi um evento de proximidade e relacionamento, celebrando mais um ano de conquistas em um cenário de mercado desafiador. Nos sentimos honrados em participar desses momentos”, comenta Luciano.
“A Garibaldi exercita a Gestão por Propósito, privilegiando a Vida em Harmonia. Esse encontro é uma verdadeira celebração, que harmoniza empresas, desafios e pessoas. Foi muito importante dividir esses momentos com a cooperativa”, destaca.
O ambiente como estratégia
Por Beto Sirotsky
“O meio é a mensagem.” A clássica frase de Marshall McLuhan costuma ser aplicada à comunicação, mas também ajuda a explicar por que eventos como o SXSW seguem relevantes. É o ambiente como um todo, para além do conteúdo das palestras, que reorganiza o pensamento.
Mudar de contexto, circular por outras geografias, conviver com repertórios distintos e com pessoas que operam em diferentes campos de conhecimento cria um tipo de fricção intelectual difícil de reproduzir na rotina. É nessa arena que novas perguntas surgem. E, muitas vezes, novas soluções também.
Penso nisso quando encontro a Bia, judoca multimedalhista, no clube Pinheiros. O olhar de admiração, especialmente das crianças ao redor dela, revela a força que determinados ambientes exercem sobre a formação de repertório. Estar exposto a referências concretas de disciplina, visão e consistência amplia horizontes. E alimenta sonhos. Isso vale para o esporte, para a liderança e para os negócios.
É essa lógica que me leva ao SXSW. Não apenas para acompanhar tendências, mas para viver um ambiente que combina tecnologia, cultura e negócios em camadas sobrepostas e em espectro. Um ambiente que ajuda a reforçar o pensamento crítico e o contraponto também nas conversas e encontros que se seguem às palestras e painéis.
Naturalmente, alguns temas prioritários entram no meu radar. Rana el Kaliouby, por exemplo, é uma referência em inteligência artificial centrada no humano, conectando ciência, ética e aplicação prática em um momento em que a discussão sobre IA exige maturidade e ação, mais do que as discussões teóricas que permearam as edições anteriores do festival.
No campo de cultura e comunidade, a sessão The Fandom Force, com Kenny Gold, da Deloitte Digital, e Colie Edison, da WNBA, reforça a força dos fandoms como estratégia estrutural. Segundo a Deloitte, 75% dos adultos nos Estados Unidos se consideram parte de algum fandom, dado que confirma o papel central das comunidades na construção de lealdade.
Já Forget Moments Marketing: Welcome to Worldbuilding, com Ben Kay, da WPP, e Leandro Barreto, CMO da Unilever Beauty & Wellbeing, aponta para o fim da monocultura e para a necessidade de construir “mundos” em vez de campanhas isoladas. É um debate que aprofunda a análise da fragmentação da atenção e reforça a importância do protagonismo do contexto local.
A sessão Responsible Media Tech, apresentada pela Reed Smith com lideranças do Tripadvisor, adiciona outra camada: transparência, testes de modelo e conformidade regulatória, que há tempos já deixaram de ser temas jurídicos e passaram a integrar a agenda estratégica de marketing.
E, em The B Word, a discussão sobre orçamento traz um ponto pragmático: sustentar investimentos em marca em ambientes econômicos restritivos, o que exige clareza na proposta de valor bem como capacidade de negociação e orquestração interna.
Ainda assim, nenhuma dessas sessões é o motivo principal da minha viagem. O que realmente importa é o ambiente. Gosto da ideia de conversas inesperadas, de cruzamentos improváveis, da exposição a perspectivas que desafiam minhas convicções.
Fechar demais a agenda reduz o potencial de surpresa. E a surpresa, muitas vezes, é o que reorganiza prioridades e orienta o caminho, da vida e dos negócios.
Nos vemos em Austin.
Central de Outdoor promove painel sobre autorregulação e governança no OOH Summit Brasil 2026
Painel do OOH Summit Brasil 2026 discutirá autorregulação, governança e boas práticas para o fortalecimento e amadurecimento do mercado de mídia OOH no Brasil – Crédito: Alê Oliveira
A Central de Outdoor, maior associação de mídia OOH do país e uma das cinco maiores do mundo, anuncia o painel “Autorregulação como caminho para um mercado mais maduro e sustentável”, que acontece dia 18 de março, como um dos destaques da programação do OOH Summit Brasil 2026. O debate reunirá lideranças do CENP, CONAR e da própria entidade para discutir governança, transparência e o papel da autorregulação na construção de um mercado mais responsável, capaz de evoluir com liberdade, credibilidade e compromisso com a sociedade.
O encontro integra a nova fase da tradicional Convenção Nacional da entidade, que passa a adotar o formato “Summit” e será realizado nos dias 18 e 19 de março, no Villa Blue Tree, em São Paulo, reunindo lideranças, especialistas e profissionais do setor em uma programação dedicada à troca de conhecimento, debates estratégicos, apresentação de cases e networking. As inscrições e mais informações sobre a programação completa estão disponíveis no site.
O painel reúne lideranças que atuam diretamente na construção de diretrizes e boas práticas para o mercado publicitário brasileiro. Participam do debate Luiz Lara, presidente do CENP (Fórum de Autorregulação do Mercado Publicitário); Sergio Pompilio, presidente do CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária); e Felipe Davis, diretor de novos negócios na Central de Outdoor.
A mediação será de Regina Augusto, diretora executiva do CENP, que conduzirá a conversa sobre autorregulação como instrumento para fortalecer a governança, a transparência e a maturidade do setor de mídia OOH no país.
Felipe Davis, diretor de novos negócios da Central de Outdoor, participa do painel sobre autorregulação no OOH Summit Brasil 2026, discutindo caminhos para um mercado de mídia exterior mais transparente, responsável e preparado para o futuro – Crédito: Divulgação
“Mercados fortes são aqueles que conseguem crescer com responsabilidade. A autorregulação é o caminho para garantir que o OOH continue evoluindo, com governança, transparência e diálogo com toda a cadeia da comunicação”, afirma Felipe Davis, diretor da Central de Outdoor.
O tema dialoga diretamente com o movimento recente do setor de mídia exterior em direção a padrões cada vez mais elevados de profissionalização, transparência e compromisso público. A autorregulação tem sido adotada em diferentes áreas da indústria da comunicação como forma de fortalecer a confiança entre empresas, anunciantes, agências, veículos e sociedade.
Para a Central de Outdoor, iniciativas conduzidas por entidades como CENP e CONAR representam importantes referências de boas práticas para a construção de um ambiente de mercado mais equilibrado, transparente e responsável. O objetivo do painel é justamente promover essa reflexão e estimular o compartilhamento de experiências que contribuam para o amadurecimento institucional do setor.
“Quando falamos de autorregulação, estamos falando do compromisso do próprio mercado em estabelecer padrões éticos, técnicos e profissionais que fortaleçam a credibilidade do setor. É um caminho que exige diálogo, responsabilidade e visão de longo prazo para garantir um OOH cada vez mais respeitado e sustentável”, afirma Halisson Pontarolla, presidente da Central de Outdoor.
Com um formato que combina conteúdo, relacionamento e troca profissional, o OOH Summit Brasil 2026 reforça o papel da Central de Outdoor como articuladora de conhecimento e desenvolvimento do setor de mídia exterior. A programação completa e mais informações sobre o evento estão disponíveis no site oficial.
O evento conta com patrocínio master da NEOOH e da THE LED, além do apoio de importantes players do mercado, entre eles a OOH Brasil, Amplilume, Inviron, Mundo de LED, Connectoway, AdsmovilOOH e WDC Networks.
Gaúcha comemora 11 anos como líder de audiência
A rádio Gaúcha, do Grupo RBS, completou 11 anos consecutivos como líder de audiência em Porto Alegre e Região Metropolitana. Os resultados são da atualização mais recente da mensuração de audiência de rádio, divulgados nesta quarta-feira (11), pouco mais de um mês depois do aniversário de 99 anos da emissora. A conquista reforça o compromisso da rádio em ser referência em jornalismo e esporte e reflete a confiança do público com a emissora.
Com um time de comunicadores reconhecidos pelo público e informações das principais notícias do Estado em transmissões de programas 24 horas por dia, sete dias por semana, a Gaúcha registrou média de 58 mil ouvintes por minuto e alcance mensal de cerca de 1 milhão de ouvintes, somente na Grande Porto Alegre, no período de dezembro de 2025 a janeiro de 2026.
Celebrando o marco, o Grupo RBS contará com uma campanha publicitária que incluí peças para rádio, TV, jornal e digital.
Para acompanhar a programação da rádio, os ouvintes podem sintonizar na frequência FM 93.7 (Porto Alegre), 105.7 (Santa Maria), 102.1 (sul do Estado) e 102.7 (Serra) ou acessar o site ou app de GZH, disponível para os sistemas IOS e Android, e no YouTube, pelo canal de GZH.
*FONTE: Kantar IBOPE EasyMedia 4, Gde. Porto Alegre, liderança: OPM#, 5h-5h, todos os dias, dez/14-jan/15 a dez/25-jan/26