Você vai ler na coluna hoje: Empresa familiar ou família empresária: a transição que define a longevidade, Geração Z resgata iPods clássicos e investe em modificações técnicas para criar uma zona de audição livre de notificações e algoritmos, Estudos mostram que jovens que p assam menos tempo em redes sociais apresentam níveis mais altos de autoestima e bem-estar, Bill Gates: Eu escolho uma pessoa preguiçosa para um trabalho difícil porque ela encontrará uma maneira fácil de realizá-lo, Por favor e obrigada: boas maneiras vão além de palavras e ajudam a formar adultos respeitosos
Com as modificações das regras de envio do WhatsApp, criamos uma nova comunidade da Coluna do Nenê. Te convidamos a clicar no link abaixo para entrar na nossa comunidade e receber diariamente a nossa coluna. CLIQUE AQUI!
Empresa familiar ou família empresária: a transição que define a longevidade
Por Fernando Röhsig
O Brasil é, em grande medida, uma economia de empresas familiares. Estimativas indicam que mais de 90% das empresas no país têm origem familiar e respondem por parcela relevante do PIB e do emprego formal. Ainda assim, a taxa de sobrevivência ao longo das gerações permanece baixa: cerca de 30% chegam à segunda geração, e menos de 15% à terceira.
O dado, recorrente em diferentes estudos, aponta para um problema estrutural. A questão central não está, em geral, na competitividade do negócio, mas na forma como propriedade, gestão e família se organizam ao longo do tempo. Nesse contexto, a distinção entre empresa familiar e família empresária deixa de ser conceitual e passa a ser estratégica.
A empresa familiar, no sentido mais tradicional, concentra propriedade e gestão, com forte influência das relações pessoais nas decisões. Trata-se de um modelo que tende a ser eficiente nas fases iniciais de crescimento, quando agilidade, alinhamento e visão de longo prazo são diferenciais relevantes. Foi sob essa lógica que se desenvolveram grupos como Gerdau e Votorantim.
À medida que a organização se expande, no entanto, os desafios se sofisticam. A sobreposição entre papéis — sócio, gestor e membro da família — tende a gerar conflitos de interesse, dificultar processos sucessórios e limitar a profissionalização da gestão. Em cenários mais complexos, esse arranjo pode comprometer a alocação eficiente de capital e a própria sustentabilidade do negócio. É nesse ponto que emerge o conceito de família empresária.
Diferentemente da empresa familiar tradicional, a família empresária se estrutura como gestora de um conjunto de ativos. O foco deixa de estar na operação direta de um negócio específico e passa a recair sobre a preservação e a multiplicação do patrimônio ao longo do tempo. Essa mudança implica a separação clara entre três dimensões: família, propriedade e gestão.
Na prática, isso significa que a família atua na definição de diretrizes estratégicas e na governança, enquanto a gestão executiva é exercida por profissionais com base em critérios técnicos. Esse modelo pode ser observado em organizações como Itaú Unibanco, onde famílias controladoras estruturaram mecanismos robustos de governança, e em grupos internacionais como Walmart e BMW, nos quais a influência familiar convive com práticas consolidadas de gestão profissional.
A transição entre esses dois estágios não ocorre de forma espontânea. Ela depende da implementação de práticas consistentes de governança corporativa. Entre elas, destacam-se a constituição de conselhos de administração independentes, a formalização de acordos de sócios, a definição de critérios objetivos para a participação de familiares na gestão e a estruturação de processos sucessórios. Em paralelo, instrumentos como o conselho de família contribuem para organizar temas patrimoniais e relacionais fora da esfera executiva.
A experiência de grupos como Votorantim ilustra como a institucionalização dessas práticas pode mitigar conflitos e ampliar a capacidade de adaptação ao longo do tempo. A ausência de governança, por outro lado, tende a se manifestar de forma cumulativa. Conflitos não resolvidos, decisões baseadas em critérios não econômicos e sucessões mal planejadas acabam por deteriorar valor, frequentemente de forma irreversível.
Em um ambiente de negócios marcado por maior volatilidade, pressão competitiva e transformação tecnológica, a qualidade da governança se torna ainda mais determinante. A capacidade de separar interesses, estruturar decisões e disciplinar a alocação de capital passa a ser condição para a perenidade.
Nesse contexto, a perpetuidade deixa de ser uma consequência do sucesso operacional e passa a ser resultado de um desenho institucional. A questão que se coloca para famílias empresárias — ou para aquelas que pretendem se tornar — é direta: manter o controle operacional do negócio ou estruturar mecanismos que garantam sua continuidade ao longo das gerações.
No dia a dia, a experiência mostra que a preservação de valor no longo prazo está menos associada à centralização e mais à capacidade de construir instituições que transcendam indivíduos. É essa transição — da empresa familiar para a família empresária — que, em última instância, define quais organizações permanecerão relevantes nas próximas décadas.
Geração Z resgata iPods clássicos e investe em modificações técnicas para criar uma zona de audição livre de notificações e algoritmos
Por Fabio Lucas Carvalho
Uma nova onda de consumidores jovens está abandonando os serviços de streaming modernos para revitalizar o iPod, buscando uma experiência de audição sem distrações.
O movimento, impulsionado pela Geração Z, prioriza a desconexão digital e a posse física de arquivos de música em detrimento da conectividade constante dos smartphones. Ao utilizar dispositivos que não possuem notificações ou redes sociais, esses usuários encontram um refúgio focado exclusivamente no consumo de áudio de alta fidelidade.
O interesse em revitalizar o iPod não é apenas uma questão de nostalgia, mas uma resposta ao cansaço causado pelo excesso de informações e algoritmos de recomendação. Muitos usuários estão adquirindo modelos antigos, como o iPod Classic, e realizando modificações de hardware para aumentar a capacidade de armazenamento e a vida útil da bateria.
Essa prática permite carregar bibliotecas inteiras de música sem a necessidade de uma conexão com a internet, consolidando o dispositivo como uma ferramenta essencial para o bem-estar digital.
O movimento de desconexão e foco
A principal motivação para revitalizar o iPod é a eliminação das interrupções constantes geradas pelos aplicativos de mensagens e redes sociais. Quando a música é reproduzida em um dispositivo dedicado, o ouvinte não é tentado a verificar feeds de notícias ou responder a e-mails, permitindo uma imersão total na obra artística.
Pesquisadores de comportamento digital apontam que essa “audição profunda” melhora a concentração e reduz os níveis de ansiedade associados ao uso excessivo de telas multifuncionais.
Além do aspecto mental, a estética retro-tech desempenha um papel fundamental na decisão de revitalizar o iPod. O design icônico e a interface física da roda de clique (Click Wheel) oferecem uma satisfação tátil que as telas sensíveis ao toque não conseguem replicar. Para muitos, o ato de selecionar um álbum e ouvi-lo do início ao fim representa um resgate da intenção no consumo cultural, algo que se perdeu na era da reprodução aleatória infinita dos algoritmos modernos.
Modificações de hardware e personalização
O mercado de peças de reposição cresceu significativamente devido à tendência de revitalizar o iPod, com empresas especializadas oferecendo adaptadores de cartões SD para substituir os antigos discos rígidos mecânicos. Essas atualizações tornam os aparelhos mais leves, rápidos e resistentes a impactos, além de permitir o armazenamento de arquivos em formatos sem perdas (lossless).
Entusiastas da tecnologia compartilham tutoriais online sobre como trocar baterias e telas, transformando dispositivos descartados em máquinas de música modernas e eficientes.
A personalização é outro atrativo para quem decide revitalizar o iPod. Diferente dos ecossistemas fechados dos smartphones atuais, os modelos antigos de iPod permitem uma liberdade maior para organizar e gerenciar a própria coleção de músicas.
O uso de softwares alternativos de gerenciamento permite que os usuários recuperem o controle sobre seus arquivos digitais, garantindo que a música permaneça acessível independentemente de assinaturas mensais ou mudanças em termos de serviço de grandes corporações.
Impacto cultural e sustentabilidade
A iniciativa de revitalizar o iPod também carrega um forte apelo ecológico ao promover a economia circular e evitar o descarte de eletrônicos. Ao dar uma nova vida a aparelhos que teriam como destino o lixo eletrônico, os jovens consumidores estão praticando um consumo mais consciente e sustentável.
Esse comportamento desafia o ciclo de obsolescência programada e demonstra que tecnologias consideradas “ultrapassadas” ainda possuem um valor funcional e emocional imenso no mundo contemporâneo.
Especialistas acreditam que a tendência de revitalizar o iPod reflete um desejo mais amplo de simplificação tecnológica. Embora os serviços de streaming ofereçam milhões de faixas, a curadoria pessoal feita dentro de um dispositivo limitado traz uma sensação de conexão mais íntima com o artista.
O ressurgimento do iPod como o player de música definitivo para uma nova geração prova que, às vezes, o progresso real reside em remover as distrações e retornar à essência da experiência auditiva.
Estudos mostram que jovens que passam menos tempo em redes sociais apresentam níveis mais altos de autoestima e bem-estar
Por Patrick Silva
Equilibrar o uso da tecnologia é um desafio constante para as novas gerações que crescem conectadas ao mundo digital. Reduzir a exposição excessiva às plataformas virtuais reflete diretamente na percepção que o adolescente possui sobre si mesmo e sua realidade. Priorizar interações reais e momentos de desconexão fortalece a mente, garantindo uma vida emocional muito mais equilibrada, produtiva e genuinamente feliz.
Quais benefícios o afastamento das telas proporciona para a mente juvenil?
O contato limitado com ambientes digitais diminui a comparação social constante que gera sentimentos de inferioridade severos. Ao focar no próprio desenvolvimento sem a pressão de curtidas ou comentários, o jovem desenvolve uma identidade mais autêntica e segura. Esse movimento promove um alívio imediato na pressão estética enfrentada diariamente por muitos indivíduos.
A ausência de notificações ininterruptas permite que o cérebro descanse e processe informações com maior profundidade e clareza. Especialistas em comportamento observam que a concentração melhora significativamente quando o foco não é fragmentado por estímulos artificiais. Estabelecer períodos de silêncio digital é fundamental para a saúde dos processos cognitivos superiores que moldam o raciocínio.
Por que a desconexão programada impacta positivamente a satisfação pessoal?
Manter-se longe das redes sociais evita o consumo de conteúdos filtrados que distorcem a percepção da vida comum. A busca por validação externa em aplicativos consome energia mental que deveria ser aplicada em hobbies e aprendizados presenciais. Valorizar o tempo offline cria uma barreira protetora contra a ansiedade gerada pela cultura do imediatismo tecnológico atual.
Estudos publicados pela Stanford University revelam que usuários que desativaram perfis virtuais relataram níveis maiores de contentamento. Essa mudança comportamental reduz o estresse e aumenta a qualidade do sono, fatores cruciais para o desenvolvimento fisiológico. A escolha consciente de se afastar do ambiente tóxico digital fortalece o caráter e a autonomia emocional de forma totalmente duradoura.
De que forma o tempo livre offline fortalece os laços sociais verdadeiros?
Quando o indivíduo substitui o chat virtual por encontros presenciais, a comunicação torna-se muito mais rica e empática através da linguagem corporal. O convívio direto exige habilidades de escuta e paciência que não são exercitadas através de mensagens rápidas ou emojis. Essas experiências concretas solidificam amizades e criam memórias que permanecem gravadas na consciência.
Quais riscos o excesso de consumo digital oferece ao autoconceito dos jovens?
A exposição prolongada a padrões de vida inalcançáveis pode causar uma distorção perigosa da autoimagem corporal e social. O jovem passa a medir seu valor baseado em métricas de popularidade voláteis e superficiais, negligenciando seus talentos internos reais. Essa dependência de aprovação digital fragiliza a estrutura psicológica necessária para enfrentar as dificuldades variadas do cotidiano comum.
O isolamento físico mascarado pela hiperconectividade virtual prejudica a formação de habilidades sociais básicas e fundamentais. Frequentemente, a ansiedade social surge como consequência da falta de prática em lidar com o contraditório e o inesperado. Proteger o tempo de interação humana real é uma estratégia de sobrevivência essencial para garantir a sanidade mental em um futuro próximo.
Quais estratégias práticas auxiliam na redução do uso compulsivo de aplicativos?
Definir horários específicos para checar atualizações ajuda a retomar o controle sobre a própria agenda e prioridades diárias. Desativar alertas não essenciais diminui a tentação de pegar o celular a todo instante, permitindo uma imersão maior nas atividades presentes. Pequenas mudanças na configuração do aparelho podem transformar drasticamente a relação funcional entre o homem e a tecnologia.
Substituir o consumo passivo de vídeos por atividades criativas manuais desperta novas capacidades e aumenta a sensação de utilidade. Focar em conquistas palpáveis gera uma dopamina saudável que não depende da tela para existir plenamente. Ao dominar essas ferramentas, você garante uma vida equilibrada onde a tecnologia serve ao propósito humano e nunca ao contrário absoluto.
Bill Gates: Eu escolho uma pessoa preguiçosa para um trabalho difícil porque ela encontrará uma maneira fácil de realizá-lo
Por Carlos Emanoel Freires dos Santos
À primeira vista, a frase soa como uma provocação. Mas quando Bill Gates disse que prefere contratar uma pessoa preguiçosa para uma tarefa difícil, ele não estava elogiando a ociosidade. Estava defendendo uma das ideias mais poderosas do mundo corporativo moderno: a produtividade real não vem de quem trabalha mais horas, mas de quem pensa melhor antes de agir. Entender o raciocínio por trás dessa frase pode mudar completamente a forma como você enxerga a sua carreira.
O que Bill Gates quis dizer com essa frase sobre preguiça?
No contexto usado por Bill Gates, o termo “preguiçoso” não descreve alguém que foge das responsabilidades ou entrega resultados ruins. Descreve um perfil específico de profissional: aquele que tem aversão ao esforço desnecessário e, por isso, instintivamente busca o caminho mais curto e eficiente para chegar ao mesmo resultado. Esse tipo de pessoa, quando confrontada com um problema complexo, raramente repete o que sempre foi feito. Ela questiona, simplifica e inova.
Esse raciocínio está no centro da cultura de eficiência que Bill Gates ajudou a construir na Microsoft desde os primeiros anos da empresa. Os melhores sistemas de software não são os mais complexos, são os que fazem mais com menos. A simplicidade operacional que hoje está embutida em produtos usados por bilhões de pessoas no mundo todo nasceu justamente da mentalidade de quem não queria complicar o que podia ser direto.
Qual é a diferença entre trabalhar muito e trabalhar com inteligência?
Durante décadas, o modelo de sucesso profissional celebrado foi o da dedicação extrema: chegar cedo, sair tarde, não poupar esforços. Mas os dados e a experiência de empresas como a Microsoft mostraram que quantidade de horas trabalhadas tem pouca correlação com a qualidade dos resultados. O que realmente separa profissionais de alto desempenho dos demais é a capacidade de identificar o que realmente importa e focar apenas nisso, eliminando tudo que é ruído.
Trabalhar com inteligência significa, na prática, fazer as perguntas certas antes de começar qualquer tarefa. Veja como essa mentalidade se manifesta no dia a dia profissional:
- Questionar o processo antes de executá-lo: em vez de repetir os mesmos passos de sempre, perguntar se existe uma forma mais rápida ou simples de chegar ao mesmo resultado
- Automatizar o que é repetitivo: identificar tarefas mecânicas que consomem tempo e energia e substituí-las por ferramentas, rotinas ou processos automáticos
- Priorizar pelo impacto: concentrar a energia nas ações que geram 80% dos resultados, mesmo que representem apenas 20% do esforço total
- Simplificar a comunicação: transmitir ideias complexas de forma clara e direta, sem rodeios que aumentam o tempo de decisão
Como a eficiência se tornou o valor central do mundo corporativo moderno?
A visão de Bill Gates sobre produtividade ajudou a moldar a lógica por trás de toda a revolução tecnológica das últimas décadas. A razão pela qual existem softwares, aplicativos e sistemas de inteligência artificial é exatamente a mesma que está na frase: fazer coisas difíceis de um jeito mais fácil, mais rápido e mais acessível. A tecnologia é, em essência, o produto da preguiça criativa aplicada em escala industrial.
Hoje, empresas de todos os setores competem pela capacidade de entregar mais valor com menos desperdício de tempo e recursos. Os profissionais mais valorizados no mercado de trabalho atual não são necessariamente os que passam mais horas na frente do computador, são os que conseguem resolver problemas complexos com clareza, agilidade e eficiência. A frase de Bill Gates antecipou essa virada cultural com décadas de antecedência.
Como aplicar essa mentalidade na sua vida profissional e pessoal?
A boa notícia é que a lógica da eficiência não é exclusiva de gênios da tecnologia ou de fundadores de empresas bilionárias. Ela pode ser desenvolvida por qualquer pessoa disposta a mudar a forma como enxerga o trabalho. O ponto de partida é simples: antes de mergulhar em qualquer tarefa, pare e pergunte se existe um jeito melhor de fazê-la.
Há atitudes práticas que qualquer profissional pode adotar para trabalhar de forma mais inteligente, sem abrir mão da qualidade:
- Mapeie o seu tempo por uma semana: anote tudo o que você faz e por quanto tempo. Você vai descobrir atividades que consomem energia sem gerar resultado proporcional
- Aprenda a dizer não estrategicamente: aceitar qualquer demanda sem critério dilui o foco e reduz a produtividade nas tarefas que realmente importam
- Use ferramentas digitais a seu favor: planilhas, aplicativos de gestão, lembretes automáticos e inteligência artificial já existem para fazer o trabalho repetitivo por você
- Revise processos regularmente: o que funcionava bem há seis meses pode ter se tornado obsoleto. A pessoa eficiente questiona os próprios métodos antes que alguém precise apontar o problema
Por que a frase de Bill Gates continua tão relevante hoje?
Em um mercado de trabalho cada vez mais exigente e dinâmico, a capacidade de fazer mais com menos nunca foi tão valorizada. A automação elimina tarefas mecânicas, a inteligência artificial substitui processos repetitivos, e o que sobra para o ser humano fazer é justamente o que requer pensamento criativo, resolução de problemas e tomada de decisão com eficiência. Ou seja, exatamente o que Bill Gates descreveu como o talento da pessoa “preguiçosa”.
A frase do fundador da Microsoft não é apenas uma curiosidade intelectual ou uma citação para post de LinkedIn. É um lembrete de que a produtividade verdadeira nunca foi sobre quanto você se cansa, mas sobre o quanto você pensa antes de agir. Profissionais que internalizam essa ideia não apenas entregam mais, entregam melhor, e constroem carreiras mais sustentáveis, com menos desgaste e mais resultado concreto.
Por favor e obrigada: boas maneiras vão além de palavras e ajudam a formar adultos respeitosos
Por Ingrid Alfaya
Todo mundo gosta de ser tratado com gentileza e respeito. No entanto, infelizmente, nem todo mundo sabe tratar os outros com gentileza e respeito. Mas isso pode ser diferente com a educação.
“Por favor” e “obrigada”, por exemplo, são duas palavrinhas que mudam tudo, não é mesmo?
Saber pedir com gentileza, se portar à mesa e socializar com educação são comportamentos aprendidos por meio da repetição e do exemplo. E é em casa que se aprende.
Eu mesma já perdi a conta de quantas vezes eu repeti para o meu filho: “Como é que se pede mesmo?” — Por favor e obrigada, mamãe.
A importância das regras
Gentileza gera gentileza. E ser gentil é uma habilidade social e emocional que é aprendida e treinada ao longo da nossa vida. Não é apenas um traço de personalidade, é uma escolha.
Ela está em pequenos gestos que praticamos no dia a dia e em regras sociais que visam ao bem-estar coletivo. Por isso, precisamos ensinar nossos filhos e explicar a importância dessas regras até que elas se tornem parte deles.
As 7 regras da educação
- Ser respeitoso: toda criança precisa aprender a respeitar os mais velhos e os amigos. Com licença, por favor e obrigada são palavras que refletem atitudes fundamentais no dia a dia e que devem ser reforçadas sempre pelos adultos;
- Cumprimentar e despedir-se:esse ponto é mais polêmico e eu sei que muita gente hoje em dia encoraja as crianças a fazerem só o que sentem vontade, mas eu discordo. Saber ser educado não é fazer só o que temos vontade, mas também ser cordial com quem não conhecemos;
- Se desculpar: ensinar a criança a se desculpar sempre que necessário é fundamental. Entender que todos erramos, verbalizar isso e corrigir atitudes é de extrema importância para a vida;
- Não gritar: criança fala alto e grita mesmo, faz parte. No entanto, ajustar isso é um processo, e os pais devem corrigir e explicar sempre a importância de não falar alto em determinadas situações, muito menos de forma agressiva;
- Comportar-se à mesa: mesa e restaurante são lugares de refeições. Não é para correr, gritar, ver tablet. É fundamental, inclusive para a sua saúde, que a criança entenda como se comportar à mesa e que aproveite as refeições com qualidade;
- Uso de eletrônicos: o uso de equipamentos eletrônicos rouba a criança da realidade e a impede de perceber o seu entorno. Ver como as pessoas se portam e como reagem faz parte do aprendizado social. Saber que tem hora de uso e não ouvir no volume alto, por exemplo, são boas maneiras que devem ser impostas desde cedo;
- Higiene pessoal: ensine seu filho a lavar as mãos, não tocar na comida do outro, usar o guardanapo e não colocar o dedo no nariz. Seu cuidado pessoal também é um cuidado com os outros.