Você vai ler na coluna de hoje: Maicon Bock e Gabriela Lerina lançam a Mérito Consultoria em Comunicação , Reputação aumenta margem, fideliza clientes e fortalece a experiência no varejo de alto valor, Wellness torna-se a prioridade absoluta de gastos do consumidor de alta renda e redefine o conceito de longevidade no Brasil, Chega ao mercado nova Coca-Cola sem açúcar, cafeína e calorias, Novo chip pode mudar a IA e a computação para sempre: dispositivo funciona em até 700ºC e Meninas e meninos são criados de forma desigual no Brasil.
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Maicon Bock e Gabriela Lerina lançam a Mérito Consultoria em Comunicação
Combinando mais de duas décadas de experiência em comunicação corporativa e pública, gestão de reputação e atuação em grupos de mídia com atuação nacional, os jornalistas Maicon Bock e Gabriela Lerina anunciam o lançamento da Mérito Consultoria em Comunicação. A agência, instalada na avenida Carlos Gomes, em Porto Alegre, se dedica a fortalecer a imagem de líderes, organizações, partidos políticos, gestões e projetos por meio de estratégias personalizadas, diagnóstico preciso e produção de conteúdo de alto impacto.
A Mérito se apresenta ao mercado para responder à demanda por uma comunicação que una clareza estratégica, consistência institucional e sensibilidade humana. A consultoria oferece serviços que vão do planejamento estratégico à produção de conteúdo, com foco em reputação, comunicação institucional, relações governamentais e campanhas eleitorais.
“A Mérito chega com a missão de ser ponte entre o que as pessoas e empresas são e o que podem ser. Entre a comunicação e a estratégia. Entre a história e o futuro. Porque comunicar, pra nós, é abrir caminhos. E toda boa jornada começa com um bom posicionamento”, afirma Maicon Bock, sócio-diretor da Mérito.
“Com sensibilidade, precisão e estratégia, contamos histórias que conectam pessoas e marcas, fortalecem empresas e instituições e ampliam oportunidades reais para seus negócios ou públicos”, complementa Gabriela Lerina, sócia-diretora da Mérito.
Além dos dois jornalistas, o time inicial da Mérito é formado por jornalistas, designers, videomakers, publicitário, social media, fotógrafa e cientista político.
Sobre Maicon Bock
Maicon Bock é formado em Jornalismo pela Unisinos e possui pós‑graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político. Com mais de 20 anos de experiência, foi secretário‑adjunto de Comunicação do Governo do Rio Grande do Sul e atuou na presidência da Assembleia Legislativa, Prefeitura de Novo Hamburgo e na Critério – Resultado em Opinião Pública. Trabalhou em veículos de comunicação como Zero Hora, Correio do Povo, Metro Jornal, Jornal VS e portal Terra, acumulando experiência em comunicação corporativa, institucional e política, bem como em relações governamentais e institucionais, além de campanhas eleitorais.
Sobre Gabriela Lerina
Gabriela Lerina é jornalista, mestre de cerimônias e pós‑graduada em TV Digital. Com mais de 20 anos de atuação em comunicação, destacou‑se especialmente em emissoras de TV — como Band, RBS TV, SBT, Canal Rural, TVE e Ulbra TV — atuando como repórter, produtora e apresentadora. Trabalhou também em assessoria de imprensa, gestão de crise, reputação e posicionamento, e acompanhou missões oficiais internacionais do Governo do RS. Reconhecida pela empatia e pela capacidade de transformar pautas locais em notícias de alcance nacional, Gabriela traz para a Mérito experiência em cobertura jornalística de grande repercussão e habilidades em produção, edição e apresentação. Na consultoria, lidera projetos de comunicação corporativa, institucional e campanhas eleitorais.
Sobre a Mérito Consultoria em Comunicação
Instalada na avenida Carlos Gomes, 1155, sala 504, em Porto Alegre, a Mérito atua para fortalecer a imagem e a reputação de líderes, empresas, gestões e organizações. Como consultoria em comunicação, desenvolve estratégias, plano de ação e conteúdos personalizados para que cada cliente atinja seus objetivos. O time da Mérito é formado por profissionais com passagem pelos principais grupos de comunicação do Rio Grande do Sul, além de experiências nas áreas política, institucional e corporativa em órgãos públicos e empresas privadas. A expertise ainda contempla relações institucionais, governamentais e campanhas eleitorais.
Site: www.merito.cc
Instagram: @merito.cc
E-mail: contato@merito.cc
Endereço: Avenida Carlos Gomes, 1155, sala 504, em Porto Alegre, RS
Telefone: (51) 3276-6915
Reputação aumenta margem, fideliza clientes e fortalece a experiência no varejo de alto valor
Marcas com autoridade aumentam poder de precificação, reduzem risco de compra e fortalecem a fidelização do consumidor
Empresas que investem em reputação e posicionamento conseguem crescer com mais previsibilidade e ampliar margens em segmentos de maior valor agregado. Dados da McKinsey indicam que marcas fortes têm maior poder de precificação, enquanto a NielsenIQ aponta que mais de 60% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por empresas em que confiam. Na prática, isso reduz a sensibilidade ao preço e melhora a experiência de compra.
À frente da Joias Kether, Débora De Landa, empresária e estrategista de posicionamento, estruturou a transição de um negócio familiar para uma marca consolidada com base em autoridade e percepção de valor. A mudança impactou diretamente o comportamento do cliente e a eficiência da operação. “Quando a marca é bem posicionada, o consumidor entende o valor e toma decisão com mais segurança. Isso reduz a objeção, encurta o ciclo de venda e melhora a experiência”, afirma.
Esse movimento também se reflete na fidelização. Relatório da Bain & Company mostra que o aumento de 5% na retenção de clientes pode elevar os lucros em até 95%, especialmente em mercados nos quais a confiança é determinante para a recompra. Para o consumidor, isso significa maior previsibilidade na qualidade, menos frustração no pós-venda e uma relação mais estável com a marca.
A consistência entre comunicação, produto e atendimento é o que sustenta esse modelo. Quando há alinhamento, a jornada se torna mais clara e eficiente, reduzindo riscos na decisão de compra. “O cliente não quer apenas preço, ele quer segurança. Reputação entrega isso porque diminui a incerteza e aumenta a confiança na escolha”, diz.
Com processos mais estruturados e posicionamento definido, empresas também elevam o padrão de entrega. Isso se traduz em atendimento mais qualificado, menor incidência de falhas e maior coerência na experiência. Ao mesmo tempo, reduz a necessidade de promoções agressivas, evitando oscilações que comprometem a percepção de valor.
“Reputação não é comunicação isolada, é consequência da operação funcionando de forma consistente”, afirma. Segundo ela, negócios que constroem autoridade deixam de disputar mercado por preço e passam a competir por valor percebido, o que sustenta crescimento no longo prazo.
A trajetória da empresária ilustra como a construção de marca impacta diretamente o consumidor final. Ao migrar de um modelo baseado em preço para uma estratégia orientada por valor, a empresa passou a oferecer uma experiência mais previsível, confiável e alinhada às expectativas do público, consolidando reputação como um dos principais vetores de crescimento no varejo de alto valor.
Sobre Débora De Landa
Débora De Landa é fundadora da joalheria Kether e atua no mercado joalheiro há mais de 26 anos. Com origem em uma família tradicional do setor, iniciou sua trajetória desenvolvendo conhecimento sobre qualidade, procedência e relacionamento com o cliente. Ao longo da carreira, passou por diferentes etapas, desde a atuação com semijoias até a importação de prata, consolidando-se posteriormente no segmento de joias em ouro 18k.
Atualmente, lidera a joalheria Kether, atendendo clientes em todo o Brasil por meio de loja física, e-commerce e vendas ao vivo. Sua atuação é marcada pela curadoria das peças, experiência prática e compromisso com a transparência, fatores que sustentam sua credibilidade em um mercado diretamente ligado à confiança e ao valor percebido.
Sobre o Joias Kether
A joalheria Kether é especializada em joias em ouro 18k e atua no mercado com foco em peças que aliam valor duradouro, design atemporal e procedência confiável. Fundada por Débora De Landa, profissional com mais de 26 anos de experiência no setor joalheiro, a marca nasce a partir de uma trajetória consolidada, construída sobre conhecimento técnico, curadoria criteriosa e relacionamento próximo com o cliente.
Com atendimento em todo o Brasil, a Kether opera por meio de loja física, e-commerce e vendas ao vivo, modelo que amplia o acesso às peças e reforça a transparência no processo de compra. A atuação da marca é guiada pela seriedade na seleção das joias, pela clareza na comunicação e pelo compromisso em oferecer produtos que mantenham valor ao longo do tempo, posicionando-se em um segmento onde credibilidade e confiança são determinantes para a decisão de compra.
Wellness torna-se a prioridade absoluta de gastos do consumidor de alta renda e redefine o conceito de longevidade no Brasil
O bem-estar físico e mental deixou de ser um serviço acessório para ocupar o topo das prioridades do consumidor de alto padrão no Brasil. De acordo com o relatório “The New Order of the Luxury Consumer”, o Wellness é hoje a categoria número um em intenção de gastos planejados. Este movimento é impulsionado por uma necessidade urgente de desconexão e saúde preventiva, em um cenário onde a Geração Z redefine o status não pela ostentação, mas pela capacidade de gerir a própria biologia e saúde emocional.
A pesquisa detalha a ascensão da “Alta Tecnologia da Longevidade”, que integra diagnósticos por IA e análise epigenética a rituais de bem-estar. Conforme explica Fflur Roberts, da Euromonitor, estamos saindo da era material para entrar na era do “Luxo Holístico”, onde o status é silencioso e manifesta-se através de uma mente tranquila e do acesso a medicinas preventivas de ponta. Segundo ela, as marcas que não incorporarem componentes de bem-estar ou que não respeitarem a saúde mental dos clientes enfrentarão obsolescência imediata.
O estudo reforça que o consumidor de 2026 entende seu maior ativo como a própria longevidade. Essas e outras informações sobre o mercado de luxo foram divulgadas no LuxuryLab Global, summit que celebrou sua 15ª edição no Rosewood São Paulo, reunindo as mentes mais brilhantes do setor para debater o futuro do consumo.
Cantor Amado Batista e BYD entram na Lista Suja do Trabalho Escravo
Por Carlos Juliano Barros e Diego Junqueira
O cantor Amado Batista e a montadora chinesa de carros elétricos BYD estão entre os 169 novos nomes incluídos na atualização da chamada Lista Suja do Trabalho Escravo, do governo federal.
Divulgada nesta segunda-feira (6) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), a nova versão do cadastro torna públicos os dados de pessoas físicas e jurídicas responsabilizadas por trabalho escravo, após exercerem o direito de defesa na esfera administrativa em duas instâncias.
Uma vez incluídos, os empregadores permanecem na lista por dois anos, mas podem ter seus nomes retirados antes desse prazo, caso assinem um acordo de regularização com o MTE e passem a integrar uma lista de observação. Com a atualização, a lista chega a 613 empregadores. Confira aqui a relação.
Criada em novembro de 2003, a Lista Suja é atualizada semestralmente pelo governo federal. O cadastro não gera punições aos empregadores, mas é usado por empresas e setor financeiro para gerenciamento de riscos — na aprovação de financiamentos, por exemplo. A relação é considerada pela ONU (Organização das Nações Unidas) um dos mais relevantes instrumentos de combate ao trabalho escravo no mundo.
Amado Batista foi autuado em duas operações em Goiás
O cantor Amado Batista foi autuado em duas fiscalizações distintas, em atividades relacionadas ao cultivo de milho, conforme os dados divulgados na Lista Suja. Ambas operações foram realizadas em 2024, no estado de Goiás.
A Repórter Brasil apurou que as autuações ocorreram em uma propriedade rural do cantor e em outra arrendada por ele. Ao todo 14 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão nas duas autuações.
Em um dos casos apurados pela reportagem, a infração identificada foi a de jornada exaustiva, já que os lavradores começariam a trabalhar de madrugada e continuariam até o período noturno. A Consolidação das Leis do Trabalho determina, no artigo 66, o descanso mínimo obrigatório de 11 horas entre duas jornadas.
A jornada exaustiva (esgotamento físico ou mental do trabalhador, dado à intensidade da exploração) é uma das quatro situações que configuram trabalho escravo no Brasil, segundo o artigo 149 do Código Penal. Os outros três elementos são: trabalho forçado (cerceamento do direito de ir e vir); servidão por dívida (cativeiro atrelado a dívidas, muitas vezes fraudulentas); e condições degradantes (trabalho que nega a dignidade humana, colocando em risco a saúde e a vida).
A Repórter Brasil buscou nesta segunda-feira a assessoria de imprensa do cantor e aguarda um posicionamento.
BYD foi responsabilizada após resgate de 163 trabalhadores em fábrica da montadora na Bahia
A BYD foi incluída na Lista Suja por ser considerada diretamente responsável pela submissão de 163 trabalhadores chineses a condições análogas à escravidão durante a construção de sua fábrica em Camaçari, na Bahia. O número foi identificado na primeira operação de fiscalização, realizada por uma força-tarefa em dezembro de 2024. Posteriormente, com o avanço das apurações, o total de trabalhadores resgatados chegou a 224.
Os auditores fiscais do MTE não acataram a alegação da empresa de que os trabalhadores eram de uma terceirizada e, portanto, não estavam sob sua responsabilidade. Também apontaram a montadora chinesa como a empregadora dos trabalhadores resgatados e afirma que a companhia estabeleceu vínculo empregatício direto com eles.
Contratos analisados pela fiscalização previam jornada de dez horas por dia, seis dias por semana, com possibilidade de extensão — o que levaria a uma jornada semanal de 60 a 70 horas, muito maior do que o limite legal no Brasil de 44 horas.
Também foram constatadas condições degradantes nos alojamentos. Um deles contava com um único vaso sanitário para 31 trabalhadores. Segundo a fiscalização, muitos dormiam sem colchões. Também não havia armários: os alimentos se misturavam a roupas e pertences pessoais, criando um ambiente insalubre.
A BYD foi procurada nesta segunda-feira pela Repórter Brasil, mas não respondeu até o fechamento deste texto. O posicionamento da empresa será incluído assim que for recebido. Anteriormente, a montadora declarou, em nota, manter “compromisso inegociável com os direitos humanos e trabalhistas, pautando suas atividades pelo respeito à legislação brasileira e às normas internacionais de proteção ao trabalho”.
O que é a Lista Suja?
A Lista Suja é o cadastro oficial do governo federal que reúne os nomes de empregadores flagrados mantendo pessoas em condições análogas à escravidão. O cadastro é coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e funciona como uma forma de dar transparência à sociedade sobre quem já foi responsabilizado por esse tipo de violação. A cada atualização, empresas e pessoas físicas que tiveram decisões administrativas concluídas aparecem na relação.
Para que um nome entre na lista, é preciso que fiscais do trabalho tenham realizado uma operação, lavrado autos de infração e concluído o processo administrativo, assegurando o direito de defesa do empregador. Só depois desse trâmite é que o caso se torna público. O nome fica na lista por, no mínimo, dois anos, período em que a empresa ou a pessoa precisa cumprir todas as obrigações determinadas pelo governo, como pagamento de multas e indenizações aos trabalhadores resgatados.
A publicação da lista tem efeitos diretos no mercado. Bancos públicos e privados, além de grandes compradores de commodities, usam o cadastro como critério para restringir crédito e romper contratos com empregadores que aparecem na relação. Assim, além de informar a sociedade sobre casos de trabalho escravo, a lista também funciona como um instrumento de pressão econômica para que empresas e produtores adotem melhores práticas e respeitem a legislação trabalhista.
Chega ao mercado nova Coca-Cola sem açúcar, cafeína e calorias
Por Matheus Chaves
A Coca-Cola lançou no início deste ano uma nova versão de refrigerante, o “Triplo Zero”, uma bebida que reúne três características cada vez mais valorizadas pelo consumidor moderno: zero açúcar, zero cafeína e zero calorias. A novidade começou a ser distribuída em mercados selecionados da Europa e faz parte da estratégia da companhia de ampliar o portfólio de produtos considerados mais “leves”.
Batizada de “Triple Z” (ou “Triplo Zero”), a nova Coca-Cola foi desenvolvida para atender consumidores que buscam reduzir o consumo de açúcar, controlar a ingestão calórica e evitar estimulantes como a cafeína. A fórmula utiliza adoçantes no lugar do açúcar tradicional e elimina completamente a substância estimulante presente nas versões clássicas.
A iniciativa acompanha uma tendência global: a procura por bebidas com menos impacto na saúde. Isso tem crescido nos últimos anos, sendo impulsionado por hábitos ligados ao bem-estar e ao autocuidado. Dados do setor indicam que o mercado de bebidas sem açúcar movimenta bilhões de dólares e deve continuar em expansão.
Neste primeiro momento, a Coca-Cola Triplo Zero está sendo testada em países europeus. A estratégia segue um padrão comum da indústria: avaliar a aceitação do público antes de expandir a distribuição para outros mercados.
A chegada ao Brasil ainda não foi confirmada, mas pode acontecer dependendo do desempenho comercial da bebida no exterior. Fatores como demanda, adaptação industrial e regulamentação local influenciam essa decisão.
Especialistas fazem alerta sobre consumo
Apesar de parecer uma alternativa mais saudável, especialistas alertam que o produto continua sendo um refrigerante ultraprocessado. Mesmo sem açúcar, calorias e cafeína, a bebida contém adoçantes e aditivos químicos, que devem ser consumidos com moderação. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não indica o produto para ser utilizado com o objetivo de controle de peso a longo prazo.
Profissionais de saúde destacam que o consumo frequente pode não ser indicado para todos os públicos, especialmente crianças, gestantes ou pessoas com restrições alimentares específicas. A recomendação geral é manter uma dieta equilibrada e não tratar versões “zero” como sinônimo de alimento saudável.
Novo chip pode mudar a IA e a computação para sempre: dispositivo funciona em até 700ºC
Um novo tipo de chip desenvolvido por engenheiros pode representar um avanço significativo para a computação e a inteligência artificial. O dispositivo é capaz de continuar funcionando mesmo a temperaturas de até 700 °C, algo muito acima do limite suportado pela maioria dos componentes eletrônicos atuais.
A inovação foi criada por pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia (USC) e descrita em um estudo publicado na revista Science (link no primeiro parágrafo). Segundo os cientistas, trata-se de um novo tipo de dispositivo de memória que consegue armazenar dados e realizar cálculos mesmo em condições de calor extremo, temperaturas comparáveis às da lava.
Atualmente, grande parte da eletrônica começa a apresentar falhas quando as temperaturas ultrapassam cerca de 200 °C, o que limita seu uso em ambientes extremos. Superar essa barreira tem sido um desafio de décadas para engenheiros.
Um memristor capaz de suportar calor extremo
O componente criado pelos pesquisadores é um memristor, um dispositivo nanoeletrônico que pode armazenar informações e também realizar operações de cálculo. Ele é construído a partir de uma estrutura microscópica composta por três materiais principais: tungstênio, óxido de háfnio e grafeno.
O tungstênio possui o maior ponto de fusão entre os elementos metálicos, enquanto o grafeno, uma folha de carbono com espessura de apenas um átomo, é conhecido por sua enorme resistência térmica. Essa combinação permite que o dispositivo continue funcionando em condições que destruiriam chips convencionais.
Durante os testes, o memristor conseguiu reter dados por mais de 50 horas a 700 °C, além de suportar mais de um bilhão de ciclos de operação nessa temperatura.
Outro aspecto surpreendente é que a descoberta ocorreu parcialmente por acaso. Os pesquisadores estavam tentando desenvolver outro tipo de dispositivo baseado em grafeno quando perceberam que a nova estrutura apresentava uma resistência incomum ao calor.
Impacto potencial para inteligência artificial e exploração espacial
Além da resistência térmica, o dispositivo também pode melhorar o desempenho de sistemas de inteligência artificial. Muitos algoritmos de IA dependem de operações matemáticas intensivas chamadas multiplicações de matrizes. O memristor consegue realizar essas operações diretamente à medida que a corrente elétrica passa pelo circuito, tornando os cálculos mais rápidos e eficientes energeticamente.
Essa característica pode reduzir drasticamente o consumo de energia em centros de dados e acelerar aplicações de aprendizado de máquina.
O chip também pode abrir novas possibilidades em ambientes extremos, como sondas espaciais, exploração geotérmica e reatores nucleares. Planetas como Vênus, por exemplo, possuem temperaturas superficiais próximas de 500 °C (condições nas quais a eletrônica atual não consegue operar por muito tempo).
Embora a tecnologia ainda esteja em estágio inicial de laboratório, os pesquisadores acreditam que ela representa um passo importante rumo a uma nova geração de dispositivos capazes de funcionar onde os chips tradicionais simplesmente falham.
Meninas e meninos são criados de forma desigual no Brasil
Por Meio & Mensagem
“A liberdade distribui confiança. O controle distribui medo.” A frase, que abre o capítulo sobre meninas e meninos do novo estudo Adorlescência, do Lab Humanidades, da AlmapBBDO, em parceria com a Netflix Ads no Brasil, sintetiza um diagnóstico contundente sobre a juventude brasileira hoje: apesar dos avanços sociais, adolescentes ainda são criados sob lógicas desiguais de gênero.
Segundo o estudo, 74% dos adolescentes acreditam que meninas recebem menos liberdade do que meninos, percepção que sobe para 82% entre as próprias meninas. Na prática, isso se traduz em trajetórias distintas desde cedo: enquanto eles são incentivados à experimentação, elas costumam ser educadas sob vigilância e contenção.
“Mesmo com transformações nas normas sociais, os meninos ainda são induzidos a trajetória de descoberta e experimentação mais precoce, enquanto as meninas continuam sendo socializadas sob uma lógica de maior proteção, controle e adiamento das experiências afetivas e sexuais”, aponta o diagnóstico do estudo, que analisa diferentes aspectos comportamentais dos jovens brasileiros.
O resultado, para além de comportamental, parece também trazer elementos emocionais e sociais. De acordo com os dados, meninos crescem com mais autonomia para agir, mas frequentemente com menos repertório emocional. Já as meninas desenvolvem maior consciência emocional e social, contudo, têm mais carga de medo, autocontrole e responsabilidade.
“Estamos vendo o aumento da misoginia no Brasil e isso começa em casa. É preciso haver uma reflexão de gênero nos lares”, avalia Rita Almeida, líder do Lab Humanidades e executiva à frente do estudo, que ouviu mais de 2.800 pessoas no país, entre adolescentes, pais e adultos de diferentes regiões, classes sociais e níveis de escolaridade.
Pedagogia invisível que molda a autoestima
Segundo a pesquisa, essa diferença de criação entre gêneros não se limita à sexualidade ou à adolescência, pois passa a atravessar todas as dimensões da vida. Ela aparece, por exemplo, na relação com o corpo, na construção da autoestima, na forma de ocupar espaços, na maneira de lidar com risco e erro e no jeito de se expressar.
É o que os pesquisadores chamam de “pedagogia do risco desigual”. Enquanto para meninos, o risco é parte da experiência, para meninas, é ameaça.
Pressão, ansiedade e redes sociais
O cenário se agrava quando cruzado com outro dado central da pesquisa: a saúde mental dos adolescentes, balizada muitas vezes pelas redes sociais. 61% deles afirmam que a pressão para ter sucesso os deixa ansiosos. Entre as meninas, esse número sobe para 68%. Quando perguntados se já passaram por crise de ansiedade ou pânico, 58% deles responderam que sim.
A diferença de socialização entre meninos e meninas amplifica esse quadro. Elas, mais expostas à comparação, validação externa e controle social, sobretudo no ambiente digital, tendem a internalizar mais pressão.
Já os meninos, por outro lado, lidam com uma expectativa de autonomia e desempenho que muitas vezes não vem acompanhada de suporte emocional. O resultado é uma geração tensionada, por fora e por dentro, e pouco escutada.
Papel da família
Apesar das transformações sociais, a pesquisa aponta que a família ainda é um dos principais agentes de reprodução dessas diferenças. Mesmo sem intenção explícita, expectativas distintas continuam sendo transmitidas entre o que se espera de um menino e de uma menina.
Entre mães e pais, 20% acham adequado que a filha menina tenha o primeiro beijo aos 14 anos, enquanto 40% têm a mesma expectativa para o filho menino.
Quanto à primeira relação sexual, 26% entendem que a idade mínima para o filho menino iniciar a experiência deve ser entre os 15 e 17 anos, contra 9% para a filha menina.