Rádio e Mercado em Sintonia estreia no RS com foco em tendências e resultados – 30.04.2026

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Você vai ler na coluna hoje: Rádio e Mercado em Sintonia estreia no RS com foco em tendências e resultados, Abooh apresenta padrão de métricas para OOH, Meta deve ultrapassar o Google em receita publicitária pela primeira vez, HOC assina campanha de Dia das Mães da Lojas Pompéia e reforça proposta de felicidade da marca, ARP celebra 70 anos com campanha sobre reinvenção da propaganda, Mercado de luxo estratégico, sustentabilidade e integração da cadeia marcam a programação do Inside Fashion Business

 

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Rádio e Mercado em Sintonia estreia no RS com foco em tendências e resultados

Por Rádio e Mercado POA

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e a Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT) realizarão, na quinta-feira (30), das 8h30 às 11h30, o seminário “Rádio & Mercado em Sintonia”, no Espaço Caldeira, em Porto Alegre (RS), A edição no Rio Grande do Sul será a primeira de uma série de encontros regionais, que reunirá personalidades da publicidade, anunciantes e radiodifusores em painéis que debaterão tendências, indicadores, oportunidades e a força do rádio na construção de resultados concretos para marcas e negócios.

 

 

Abooh apresenta padrão de métricas para OOH

Por Tháis Monteiro

Nesta quinta-feira, 30, a Associação Brasileira de Out-of-Home (Abooh) apresenta o Padrão Abooh de métricas.

O documento visa estabelecer referencial aberto e universal para a mensuração de audiência no out-of-home (OOH), com condições e fórmulas para harmonizar metodologias de mensuração diferentes.

O padrão foi produzido a partir de consultas com empresas.

O padrão não elege uma tecnologia para a mensuração do mercado, devido à heterogeneidade dos players, mas define moedas de audiência reconhecíveis para mostrar resultados das campanhas para agências e anunciantes, como impactos visíveis, ou seja, quantas pessoas viram o anúncio; oportunidade de ver (OTS) e propensão de ver (LTS) para indicar a probabilidade de exposição visual; alcance e frequência para mostrar quantas pessoas foram impactadas e quantas vezes; gross rating point (GRP) e visualizações completas.

Essa camada de dados é somada a outros dados compartilhados pelos exibidores, como localização, presença, escala e impacto.

Conforme Yuri Berezovoy, head de adtech e programática de DOOH da RZK Digital e diretor de métricas, estudos e pesquisas da Abooh, o intuito é manter uma lógica comum de tradução para que o mercado saia de dados brutos de presença, fluxo, detecção ou mobilidade e chegue a métricas padronizadas de audiência.

“O padrão busca reduzir essa fricção ao separar melhor escala real de escala declarada. A pergunta deixa de ser apenas quantas pessoas passaram por determinado ponto e passa a considerar se o impacto reportado corresponde a uma exposição publicitária qualificada, com presença de audiência, condições mínimas de visibilidade e metodologia declarada. Com isso, o anunciante ganha mais segurança para comparar custo, alcance, frequência e qualidade entre redes e formatos, conectando melhor investimento, entrega e resultado esperado”, propõe.

Qual é o objetivo do Padrão Abooh de Métricas?

Como as tecnologias de mensuração diferentes podem gerar leituras de dados diferentes, o padrão visa tornar as diferenças documentadas e comparáveis para que o anunciante saiba a origem do número, quais ajustes foram feitos, quais limitações existem e qual moeda de audiência está sendo reportada, diz o executivo.

“Hoje, uma empresa pode medir audiência com visão computacional, outra com dados móveis, outra com WiFi, outra com GPS, outra com painel amostral ou com modelos híbridos. Todas essas fontes podem ser válidas, desde que o mercado consiga entender o que cada uma mede, quais premissas usa, quais transformações aplica e qual métrica final entrega”, explica o executivo.

Conforme a Abooh, a adoção do padrão resolve as lacunas de comprovação, comparabilidade, governança e integração.

Assim, para tornar os dados auditáveis, o veículo ou provedor de dados deve documentar formalmente quais são as fontes de dados, quais algoritmos e premissas são usados para chegar aos números, como os dados brutos são transformados nas métricas finais e demais premissas, modelos, controles de integridade, rastreabilidade e auditabilidade em declaração confidencial de metodologia.

“Isso cria condição para auditoria sob demanda, em lote ou, em estágios mais avançados, contínua. A ideia é que o número reportado possa ser reconstruído e verificado a partir da metodologia declarada”, coloca.

Quem participa do novo padrão de métricas?

O documento foi elaborado com base em referências como o IAB, World Out-of-Home Organization (Wooh), Media Rating Council (MRC) e Associação Brasileira de Anunciantes (ABA).

Eletromidia, JCDecaux, Kallas, Neooh, Helloo, RZK Digital, B.Drops, AdMooh, Perion, Infooh, Quividi, AllUnite, AD+R, Galeria, Altermark e ActionOOH estão entre as primeiras empresas a aderir o padrão.

Demais players podem aderir ao preencher a declaração confidencial de metodologia.

“A relação com empresas que ainda não aderirem será conduzida como um processo de educação, alinhamento e amadurecimento setorial. O objetivo da Abooh é criar uma base comum para elevar a confiança no meio, e não estabelecer uma lógica de ranking entre empresas”, diz.

No ano passado, Eletromidia e JCDecaux se uniram ao apresentar a OpenMetrics, a iniciativa visa criar modelo transparente e comparável de métricas para alavancar o investimento estratégico no setor e acelerar a modernização.

Conforme Berezovoy, ambos os movimentos são complementares e miram o mesmo objetivo de tornar o mercado mais transparente, comparável, auditável e integrado à lógica de mídia orientada por dados.

Porém, o documento da associação oferece linguagem comum ampla e setorial para que metodologias proprietárias possam ser compreendidas em um mesmo referencial.

Segundo o o executivo, o Padrão Abooh de Métricas está em conformidade com o Pacto do Cenp.

 

 

Meta deve ultrapassar o Google em receita publicitária pela primeira vez

Por Carlos Merigo

 

 

HOC assina campanha de Dia das Mães da Lojas Pompéia e reforça proposta de felicidade da marca

Por HOC

Com o conceito “Felicidade é ver você feliz”, agência traduz afeto em estratégia criativa e posiciona a marca como destino de presentes acessíveis e cheios de significado

Campanha ressalta a moda como ligação entre mãe e filhas

Porto Alegre, abril de 2026 – No Dia das Mães 2026, a Lojas Pompéia dá mais um passo na consolidação de seu território de felicidade com uma campanha que conecta emoção e estratégia comercial. Desenvolvida pela HOC, agência especializada em estratégias criativas, a comunicação parte do conceito “Felicidade é ver você feliz” para transformar o ato de presentear em uma expressão genuína de afeto, reforçando a marca como o lugar ideal para encontrar opções acessíveis e versáteis para todas as mães.

A campanha traz como protagonistas Manuela e Gabriela Bordasch, ao lado da mãe, Verônica Bordasch. Manuela é uma das idealizadoras do Steal The Look e referência nacional em moda, já Gabriela é comunicadora, com uma trajetória ligada ao universo fashion e ao jornalismo.

As duas cresceram influenciadas pela mãe, que sempre teve a moda como forma de expressão. O filme principal acompanha momentos de styling, trocas de looks e interações espontâneas entre as três, revelando diferentes perspectivas sobre felicidade a partir da vivência entre mãe e filhas.

Além do filme principal, a campanha se desdobra em conteúdos complementares que aprofundam essa conexão. Em vídeos individuais, Manu e Gabi compartilham memórias e referências que marcaram suas trajetórias, enquanto o conteúdo especial “Missão: fazer ela feliz” propõe um desafio afetivo: montar looks para a mãe conectando cada escolha a histórias e características pessoais. A estratégia contempla um ecossistema completo de mídia, com presença em TV, redes sociais, OOH e outros pontos de contato.

Para a HOC, o principal desafio foi equilibrar a construção emocional da narrativa com os objetivos comerciais do cliente: comunicar variedade e moda acessível, sem perder a autenticidade da história. A solução foi ancorar a campanha em uma verdade humana potente, usando a moda como linguagem para expressar cuidado, proximidade e identidade.

Nosso papel foi traduzir o território de felicidade da Pompéia em uma história real, que gerasse identificação imediata com o público. A escolha da família Bordasch trouxe essa verdade de forma muito natural, permitindo que o discurso comercial estivesse inserido em uma narrativa emocional forte, sem parecer forçado, afirma Lara Piccoli, CEO da HOC.

ARP celebra 70 anos com campanha sobre reinvenção da propaganda

A Associação Riograndense de Propaganda (ARP) lança oficialmente, em evento para o mercado, a campanha que celebra seus 70 anos de atuação. Com o conceito “Mais Vivos do que Nunca”, a iniciativa foi criada pela agência Escala, vencedora do “Desafio ARP”, e propõe uma reflexão provocativa sobre a constante reinvenção da atividade publicitária.

Partindo de um debate recorrente — a suposta “morte da propaganda” —, a campanha ressignifica essa narrativa ao evidenciar a capacidade do setor de se adaptar e evoluir ao longo das décadas. “Se a propaganda morresse mesmo, a gente não estaria há décadas anunciando o fim dela. Cada ‘morte’ sempre foi só o começo de uma nova fase”, afirma Roberto Lopes, Sócio e Diretor Executivo de Criação da Escala. “Essa campanha de 70 anos da ARP não é sobre o passado. É uma provocação sobre o presente. Um chamado para que o mercado responda, na prática, que está vivo e pronto para transformar momentos de incerteza em um futuro cheio de possibilidades.”

Com forte apelo visual e narrativo, o filme — peça central da campanha — nasce de um processo criativo que combina direção humana e inteligência artificial como ferramenta de produção, reforçando o diálogo entre tradição e inovação que norteia o projeto. A escolha estética contribui para traduzir, em linguagem contemporânea, o espírito de transformação contínua da indústria.

“Esta campanha nasce de um esforço coletivo. A Escala, como vencedora do nosso Desafio de 70 anos, se envolveu profundamente na construção da ideia a partir de um briefing claro e necessário para tudo que estamos vivendo no mercado. Além, claro, das produtoras que abraçaram o projeto com o mesmo nível de comprometimento e sensibilidade, mostrando que nosso mercado está mais vivo e forte do que nunca. O filme é resultado dessa soma de talentos, capacidade de colaborar, criar e entregar relevância.” reforça Fernando Silveira, presidente da ARP.

Além do filme, a campanha terá presença multiplataforma, com veiculação em mídia externa, rádio, televisão, jornal e ambientes digitais, ampliando o alcance da mensagem e reforçando a relevância da publicidade em diferentes pontos de contato.

Mercado de luxo estratégico, sustentabilidade e integração da cadeia marcam a programação do Inside Fashion Business

Por Gouvêa

Executivos discutem transformação do varejo de moda, novos modelos de consumo, experiência e comportamento do consumidor, mais volúvel e vulnerável.

A programação da tarde do Inside Fashion Business, promovido pela Gouvêa Experience no último dia 27, no auditório da TOTVS, aprofundou os debates sobre a transformação do setor de moda e varejo, com destaque para o avanço da inteligência artificial, o reposicionamento do luxo, a evolução do comportamento do consumidor e a crescente necessidade de integração entre os elos da cadeia.

A abertura foi conduzida por Roberta Andrade, sócia-diretora da Friedman, que abordou como a IA vem redesenhando estruturas organizacionais, automatizando processos e exigindo novas competências em um varejo cada vez mais orientado por dados e eficiência.

Na sequência, Mariana Santiloni, Head de Client Engagement LATAM da WGSN, apresentou uma análise sobre o futuro do luxo como estratégia de portfólio, destacando que marcas devem deixar de apenas reproduzir produtos icônicos e passar a utilizá-los como base para inovação e geração de valor no longo prazo.

Entre os dados apresentados, chamou atenção o fato de que 52% dos consumidores brasileiros de luxo adquiriram itens de segunda mão nos últimos 12 meses, reforçando a percepção desses produtos como ativos e não apenas como consumo. A executiva também destacou novos códigos de status ligados à autenticidade, além da importância da exclusividade, da construção de comunidade e da relevância cultural, citando cases de marcas como Rolex e Valentino.

Outro destaque foi a participação de Carima Orra, fundadora da Doha, que apresentou o crescimento da moda modesta, segmento que movimenta US$ 327 bilhões globalmente e pode alcançar US$ 433 bilhões até 2028. Criada em São Paulo, a marca surgiu para atender a uma demanda por roupas com maior cobertura, aliando funcionalidade, conforto e estilo, e reflete um movimento mais amplo de consumo orientado por propósito, pertencimento e identidade.

No painel sobre o consumidor orientado por valor, mediado por Roberto Wajnsztok, executivos destacaram a mudança estrutural nas estratégias de mercado. Daniel Milaré, Head of Retail do Grupo Dass, ressaltou a transição do marketing de massa para modelos baseados em personalização e co-criação, afirmando que, na era da inteligência artificial, a vantagem competitiva está na capacidade de compreender profundamente o consumidor e transformar esse entendimento em sistemas consistentes de entrega de valor.

Já Daniel Soares, CCO da Dafiti, apresentou a escala da operação da companhia, com mais de 50 milhões de sessões mensais, um centro logístico de cerca de 45 mil m² e mais de 15 anos de atuação na América Latina, destacando iniciativas como inteligência híbrida, automação de campanhas — que reduz o tempo de lançamento para horas — e monetização de mídia. Na mesma linha, Gabriela Silvarolli, diretora de Marketing da Corello, reforçou que o consumidor atual não escolhe apenas produtos, mas histórias e experiências, destacando o papel da loja física como espaço de conexão emocional, construção de marca e geração de valor.

A agenda seguiu com o painel sobre sustentabilidade, que apresentou dados concretos de impacto e escala. Maria Augusta Bottino, diretora de Sustentabilidade da Alpargatas, destacou que a companhia produz cerca de 10 pares de Havaianas por segundo, está presente em mais de 350 mil pontos de venda e mantém 650 pontos de coleta, além de parcerias com 50 cooperativas que impactam mais de 3.200 famílias.

Já Ticiana Abreu, diretora de Sustentabilidade da Riachuelo, ressaltou que 86% das matérias-primas utilizadas já são sustentáveis e que 63% da produção é nacional, com forte atuação no Nordeste. Bruna Vasconi, fundadora da Peça Rara, destacou o crescimento da moda circular no país, com uma rede de 130 lojas, mais de 400 mil fornecedores cadastrados e cerca de 6 milhões de peças movimentadas em 2025, reforçando que esse modelo representa uma transformação estrutural no consumo.

No painel sobre espaços físicos, tecnologia e serviços, Silvina Mirabella, da EssilorLuxottica, abordou sua operação com cerca de 1.600 lojas no Brasil e a necessidade de adaptação a um consumidor hiperconectado, que demanda experiências personalizadas e integração entre canais. Eduardo Souza, CEO da PatBO, reforçou a importância do serviço como diferencial competitivo, com vendedores atuando como consultores e lojas sendo utilizadas como mídia e espaço de experiência.

O encerramento reuniu Marcos Gouvêa, Edmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX; Cinthia Kim, presidente da ABIV; Juliano Oria, CEO da Loungerie; Fabio Vasconcelos, presidente da Calvin Klein; e Daniela Valadão, managing director da Pandora, que discutiram a integração como caminho para ganho de competitividade, eficiência e escala em um setor cada vez mais pressionado por custos e concorrência internacional.

Cinthia Kim, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Vestuário (ABIV), destacou a importância da integração para enfrentar desafios estruturais. A integração é crucial para que o setor encontre formas de se reinventar, melhorar sua performance e se diferenciar, especialmente diante da concorrência dos produtos importados. As associações têm papel fundamental nesse processo. Hoje, a maior barreira não é técnica, mas cultural. Ainda existe uma mentalidade muito competitiva dentro dos próprios elos, quando o ganho real está no coletivo. Precisamos nos enxergar cada vez mais como parceiros e consultores mútuos. Isso vale, inclusive, entre players do mesmo elo da cadeia. O próximo passo é transformar essas conversas em ações práticas, como grupos de trabalho, projetos-piloto e trocas estruturadas de informações. A integração não vai acontecer de forma espontânea: ela precisa ser construída, afirma.

O encontro reforçou que o futuro da moda no Brasil passa pela combinação de tecnologia, escala, propósito e colaboração entre todos os elos da cadeia.

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