A encíclica que desafia o poder invisível – 27.05.2026

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Você vai ler na coluna hoje: A encíclica que desafia o poder invisível, Quando uma líder inspira outra antes mesmo do primeiro cargo, Datacom, A Copa de 2026 marca mais do que um recorde: marca uma virada de mídia, “Tudo não terás”. O desafio do CMO que precisa fazer muitas escolhas e priorizar o resultado, Eletromidia fecha 11 marcas para Copa do Mundo 2026

 

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A encíclica que desafia o poder invisível

Por Fernando Rohsig

Quando o Papa Leão XIV assinou a Magnifica Humanitas em 15 de maio – exatamente 135 anos após a Rerum novarum -, muitos executivos trataram o gesto como mais um pronunciamento moral distante do mercado. Foi um erro.

O Vaticano talvez tenha produzido um dos diagnósticos mais relevantes sobre concentração de poder digital desde a Revolução Industrial. E fez isso a partir de uma instituição milenar que compreende algo que conselhos de administração e consultivos começam apenas agora a perceber: as forças mais transformadoras da história quase sempre foram invisíveis.

A Revolução Industrial reorganizou capital e trabalho. A revolução digital reorganiza influência, reputação e decisão. A diferença é que, agora, o poder não está apenas nas fábricas, mas nos algoritmos. A encíclica não discute tecnologia como novidade. Discute poder.

O documento afirma que plataformas privadas passaram a exercer influência superior à de muitos Estados nacionais, controlando informação, acesso a mercados e mediação da verdade pública. Não se trata mais apenas de inovação. Trata-se de soberania.

A Igreja talvez compreenda isso melhor do que qualquer instituição contemporânea. Há dois mil anos opera a partir de algo intangível – a fé -, capaz de moldar sociedades, comportamento humano e legitimidade institucional sem depender da materialidade do poder econômico.

O alerta da Magnifica Humanitas é que a era digital criou novos invisíveis: algoritmos que definem relevância, moldam decisões e condicionam oportunidades sem plena compreensão pública sobre seus critérios. Esse é precisamente o ponto que deveria preocupar conselhos de administração e consultivos.

Durante anos, governança tecnológica foi delegada ao CIO ou ao fornecedor de infraestrutura. A encíclica desloca o debate: governança de TI é governança de poder. O Vaticano percebeu algo que muitos conselhos ainda evitam enfrentar: a dependência das Big Techs deixou de ser operacional e passou a ser institucional.

A pergunta para os conselhos já não é “como adotar IA?”, mas “quem controlará os critérios invisíveis que passarão a governar a organização?”.

Quando uma líder inspira outra antes mesmo do primeiro cargo

Por Liana Bazanela

Escrever sobre a Joana e o seu desenho projetando o futuro na presidência de um clube de futebol mexeu muito comigo. Mas a verdade é que o insight do meu último texto para Máquina do Esporte ganha uma camada ainda mais bonita quando olhamos para quem segura a mão dessa menina de 11 anos todos os dias

A mãe da Joana é a Dirlene Silva – Como economista — uma profissão que, assim como o futebol, ainda é um território majoritariamente masculino e cheio de barreiras para as mulheres —, ela sabe exatamente o peso de ocupar espaços de decisão.

Ver a Joana desenhar o seu futuro em uma posição importante me deu uma certeza: a Leila Pereira é uma referência pra ela e representa muito. Mas ela tem um grande exemplo de coragem, estratégia e liderança também em casa.

Dirlene, que orgulho deve ser para você ver o fruto da sua própria jornada refletido na ambição da sua filha. O seu caminhar na economia já pavimentou o topo para ela. Parabéns por criar uma líder para o futuro!

IMPORTANTE:

Uma ponte que precisamos construir:
Eu ainda não tive o privilégio de conhecer a Leila pessoalmente e não tenho o contato direto dela. Gostaria muito que ela soubesse o quanto a sua liderança está moldando o imaginário das nossas meninas.

Datacom

Por Integrada Comunicação Total

A Datacom construiu uma trajetória sólida conectando operadoras, provedores e empresas em todo o Brasil. Agora, inicia uma nova parceria com a Integrada.  Chega para somar visão, tecnologia e propósito a um trabalho que nasce da conexão entre marcas fortes e comunicação estratégica.

A Copa de 2026 marca mais do que um recorde: marca uma virada de mídia

Por Tiago Henrique Bona

Esta será a segunda participação da CazéTV numa Copa do Mundo. Em 2022, transmitiu parte do torneio no Catar. Na época, era um canal jovem tentando provar que dava para competir com a televisão aberta. Três anos depois, a prova chegou em números. A CazéTV anunciou a venda de cerca de R$ 2 bilhões em cotas de patrocínio para a transmissão da Copa do Mundo de 2026, em parceria com o YouTube, num dos maiores acordos de mídia digital já registrados no país. São 11 cotas máster, cada uma vendida por aproximadamente R$ 185 milhões, com marcas como Ambev, Coca-Cola, Itaú, iFood, Mercado Livre e Vivo. O diferencial é decisivo. A CazéTV é o único veículo com direitos de transmissão de todas as 104 partidas da Copa do Mundo de 2026. O Grupo Globo ficou com 55 partidas, após renegociação com a FIFA durante a pandemia. A Globo também estima faturar cerca de R$ 2 bilhões com o torneio. Mas cobrou R$ 265 milhões por cota na TV aberta. A CazéTV transmite pelo YouTube, de graça para qualquer pessoa com internet. O modelo é diferente. O alcance é diferente. E o mercado publicitário já precificou essa diferença. Quando um canal digital consegue igualar financeiramente a maior emissora do país, algo estrutural mudou na forma como o Brasil consome conteúdo.

“Tudo não terás”. O desafio do CMO que precisa fazer muitas escolhas e priorizar o resultado

Por Bruno Mello

A frase que dá título a este editorial não é minha. Ouvi de uma executiva de Marketing dias atrás e dali em diante ficou ecoando. “Tudo não terás” é dura, é libertadora e é, sobretudo, estratégica. Resume em três palavras o maior desafio de quem comanda o Marketing hoje: priorizar.

Não é exagero dizer que o profissional de Marketing que não souber escolher onde colocar tempo, energia e dinheiro perderá a guerra. E esta é uma daquelas guerras que se perde nos detalhes: nos números do trimestre, na erosão lenta da marca e no cliente que foi embora sem fazer barulho.

Vamos relembrar do papel do CMO para entrar nesta guerra melhor preparado. Quem ocupa essa cadeira hoje é, antes de qualquer coisa, um executivo de negócios. Pricing, CAC, LTV, churn, rentabilidade…tudo passa pelas mãos do líder de Marketing. Quem ainda acha que Marketing é o departamento que só faz comercial bonitinho está fora do jogo. Sempre falo que o Marketing não é uma divisão da empresa. É a empresa.

Saber dizer não vale ouro

Com tantas responsabilidades, e iniciativas em potencial, dizer “não” virou um ato de sabedoria. E não é fácil, você sabe disso. As oportunidades chegam de todos os lados, afinal, são inúmeras novas ferramentas de MarTech, plataformas de influência, eventos, patrocínios, IA, agente disso, agente daquilo. Tudo parece relevante. Tudo parece imperdível. Mas tudo, definitivamente, não terás.

Há um ponto a sublinhar aqui: dizer “não” para o que não importa é o que libera energia e dinheiro para o que importa. É fechar o canal que não dá retorno para investir no que dá. É, em alguns casos, reduzir o calendário promocional para sustentar o desejo da marca. É perder o cliente que só vem por desconto para qualificar a base que compra a preço cheio. Perder para ganhar. E fazer isso não é facil.

As marcas fortes nascem dessa disciplina. As empresas medianas tentam estar em todos os lugares ao mesmo tempo e acabam em lugar nenhum.Já as que se destacam têm um foco quase obsessivo no que faz diferença. O resto, ignoram. E isso é contraintuitivo em um mercado que cobra movimento constante, mas é assim que se constrói algo que dura.

Branding é CAPEX

E chegamos a um dos trade-offs que mais dói: curto versus longo prazo. De um lado, a pressão por resultado imediato – vendas, EBITDA, ROI no fim do trimestre. De outro, a obrigação de construir marca, reputação e desejo. A equação só se resolve no longo prazo e com boas bases de mensuração de marca. Você pode ter uma margem maravilhosa na planilha, mas se a loja está vazia, não há fórmula que substitua o cliente que não veio.

Aqui vou desempacotar de uma vez o debate que ronda o Marketing há anos. Branding é despesa ou investimento? É investimento. É CAPEX. A jornada do consumidor não é linear. O clique final na performance é apenas o resultado de uma construção de marca prévia. ter uma marca forte não é luxo, é infraestrutura. Sem ela, a performance vira mais uma mídia paga sem destino, queimando verba para tentar tapar um buraco que o branding deveria estar preenchendo.

A obsessão pelo curto prazo está esvaziando o valor das marcas. Quando o departamento financeiro começa a passar a tesoura no orçamento de branding em nome de uma “eficiência” mal entendida, o que se está cortando, na verdade, é a próxima safra de receita. E isso só aparece no balanço quando já é tarde. A obrigação do profissional de Marketing é mostrar o impacto da marca na queda de custo de aquisição, por exemplo, e em tantos outros KPIs.

Marketing é matemática

Não dá mais para fazer Marketing sem números. Cada canal, cada investimento, cada ação precisa ser medida com cirurgia. O profissional de Marketing maduro sabe quanto custa cada cliente, quanto ele rende, em qual canal e por quanto tempo. Ele também leva dados toda hora para sustentar suas decisões com o CEO, com o CFO e com o board.

No meio de tantas siglas, IAs e ferramentas, vale insistir no que move o ponteiro – e parece óbvio: produto e experiência. A tecnologia é um facilitador, não a solução. Precisa entender o que faz sentido para o momento da companhia e para o cliente. O resto é distração.

Não é nada novo. É o básico bem-feito, mas continua sendo o que separa quem entrega valor real de quem apenas faz barulho.

Neste ano de Copa do Mundo, eleições, economia andando de lado e orçamentos sob pressão, quem priorizar bem, com base em dados, com olho na marca de longo prazo e com a coragem de dizer não, sairá na frente. Quem tentar abraçar tudo, cairá do cavalo.

Eletromidia fecha 11 marcas para Copa do Mundo 2026

Por Meio & Mensagem

A Eletromidia fechou 11 marcas para seu projeto de conteúdo para a cobertura da Copa do Mundo Fifa 2026. Durante o mundial, a empresa de mídia out-of-home comercializa mídia na Arena Brasileira ao Parque Ibirapuera, em São Paulo, e transmite conteúdo ao vivo no seu inventário pelo País.

Marcas patrocinam projeto da Eletromidia

Os cotistas do projeto são Amazon, Ambev, Coca-Cola, Diageo, Google, iFood, Localiza, Mercado Livre, Pepsico, Seara e Vivo. As marcas patrocinam a exibição de conteúdo ao vivo nas telas da Eletromidia. Além disso, elas podem ativar espaços de convivência na Arena Brasileira.

A Eletromidia é media partner da Arena Brasileira e terá peças de mobiliário urbano espalhados no local com ativações das marcas parceiras do evento.

A Arena reuniu 100 mil pessoas na última Copa do Mundo Fifa, em 2022. O espaço receberá shows, transmissão ao vivo das partidas e demais experiências.

Conteúdo e formatos interativos

Nas telas, a Eletromidia promove conteúdo em parceria com a Globo, como gols, placares ao vivo, notícias e escalações. O conteúdo será exibido em 75 mil faces digitais da empresa em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre e Curitiba.

Conforme a Eletromidia, o conteúdo editorial será conectado à publicidade dos cotistas. A empresa adiantou novos formatos no upfront do final do ano. Os blasts da torcida veiculam, em todos os ativos da empresa, publicidade dos parceiros de apoio à seleção brasileira e ofertas em dias decisivos.

Já o MUB+ e ações de interatividade levam o público que vê a mensagem no mobiliário urbano a interagir com o anúncio pelo celular. O usuário pode vestir a camisa da seleção ou se imaginar como juiz do jogo.

A Eletromidia espera alcançar 35 milhões de pessoas ao longo do campeonato mundial.

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