Você vai ler na coluna hoje: Quiosques do Litoral Gaúcho conquistam autorização histórica e vão funcionar o ano inteiro, A Força das Ruas: estudo mostra como o OOH influencia confiança e resultados digitais em Porto Alegre, OOH Day reforça transformação da mídia exterior e contribuição do setor para a qualificação urbana, A Ironia do Alcance: crescer nem sempre é falar com todo mundo, G5 – Competence reforça criação e anuncia novo diretor criativo, O Que Parece Repentino Também Foi Construído em Silêncio, Programa 50+ reforça a força da experiência humana no varejo da Panvel, Comunidade não é base de clientes com nome bonito, A atenção do patrocinador não acompanha apenas performance. Ela acompanha influência e potencial de criação de frisson Com foco em conteúdo técnico acessível, novo podcast fortalece presença digital do Sindiatacadistas RS, Excesso de telas é fator central nas causas de esgotamento mental entre millennials, A Geração Z está tendo dificuldade em aceitar ‘ser adulto’: é normal que se sintam como crianças eternas,
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Quiosques do Litoral Gaúcho conquistam autorização histórica e vão funcionar o ano inteiro
Por Rogério Reinheimer Bernardes
Quiosques do Litoral Norte do Rio Grande do Sul poderão permanecer nas praias durante todo o ano após autorização concedida pela SPU (Secretaria do Patrimônio da União).
Autorização muda cenário histórico nas praias do Litoral Norte
A decisão representa uma mudança estrutural para o turismo do Litoral Norte gaúcho. Até então, os quiosques eram desmontados após o encerramento da temporada de verão, interrompendo atividades econômicas, empregos e serviços nas praias.
A articulação foi liderada por Matheus Junges, ex-diretor de Turismo do Estado, em conjunto com associações de quiosqueiros e órgãos públicos federais.
A autorização inicial contempla municípios como Capão da Canoa, Arroio do Sal e Xangri-lá, mas outras cidades também poderão aderir mediante envio da documentação exigida pela SPU.
O que muda com a permanência dos quiosques
Com a autorização, os empreendedores poderão operar além da alta temporada, mantendo estruturas e serviços ativos durante outono, inverno e primavera.
Na prática, a medida busca fortalecer o conceito de turismo nas quatro estações, pauta histórica do setor turístico gaúcho.
Impactos esperados
Geração de empregos permanentes no Litoral Norte;
Movimentação econômica fora do verão;
Maior fluxo turístico em feriados e finais de semana;
Valorização da orla durante o ano inteiro;
Ampliação de serviços para moradores e visitantes.
Processo envolveu Cadastur, crédito e regularização
A articulação foi liderada por Matheus Junges, ex-diretor de Turismo do Estado, em conjunto com associações de quiosqueiros e órgãos públicos federais.
As negociações começaram ainda no ano passado com uma série de medidas voltadas à formalização e fortalecimento do setor.
Entre os avanços conquistados pelos quiosqueiros estão:
Cadastro oficial no turismo
Os empreendedores passaram a integrar o Cadastur, cadastro nacional de prestadores de serviços turísticos do Ministério do Turismo.
O registro amplia o reconhecimento formal da atividade e permite acesso a programas públicos e benefícios federais.
Linha de financiamento via Badesul
Outro ponto considerado estratégico foi a liberação de linhas de financiamento junto ao Badesul, com juros reduzidos.
O crédito possibilita investimentos em:
estrutura física;
equipamentos;
modernização dos espaços;
adequações técnicas;
qualificação dos serviços.
Associações tiveram papel decisivo
As associações de quiosques de Capão da Canoa, Arroio do Sal e Xangri-lá participaram diretamente das articulações.
Segundo Victor Czmikowski, presidente da associação de Capão da Canoa, o setor vive um momento inédito de valorização.
Já Karine Borges, presidente da associação de Arroio do Sal, afirmou que a permanência anual dos quiosques rompe um modelo antigo que limitava o turismo exclusivamente ao verão.
Outras cidades do RS poderão aderir
A autorização não deve ficar restrita aos primeiros municípios envolvidos.
Conforme os articuladores do processo, outras cidades do Litoral Norte e do Litoral Sul poderão buscar a regularização junto à SPU mediante apresentação da documentação técnica exigida.
A expectativa do setor é ampliar gradualmente o modelo para diferentes praias gaúchas.
Direto ao Ponto
SPU autorizou permanência anual dos quiosques nas praias;
Capão da Canoa, Arroio do Sal e Xangri-lá já participam;
Quiosqueiros terão acesso a crédito e qualificação;
Objetivo é fortalecer o turismo nas quatro estações;
Outras cidades poderão aderir ao modelo.
Rogério Reinheimer Bernardes
Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.
A Força das Ruas: estudo mostra como o OOH influencia confiança e resultados digitais em Porto Alegre
Estamos lançando um estudo inédito sobre a percepção dos porto-alegrenses em relação à mídia Out of Home. A pesquisa A Força das Ruas reforça a conexão entre as ruas e o ambiente digital, evidenciando como o OOH contribui para gerar confiança nas marcas e potencializar resultados online. O estudo foi encomendado pela Ativa e realizado pela CTX, empresa com 25 anos de atuação no mercado nacional, e tem como objetivo fortalecer e valorizar o mercado de Out of Home em Porto Alegre. Gostaria muito de contar com a divulgação da pesquisa.
OOH Day reforça transformação da mídia exterior e contribuição do setor para a qualificação urbana
Evento promovido pela Central de Outdoor e Viva OOH em Porto Alegre reuniu especialistas em comunicação e poder público para discutir o impacto do OOH nas cidades
A transformação vivida pela mídia exterior nos últimos anos e o papel do setor na qualificação urbana estiveram no centro dos debates da primeira edição regional do OOH Day, realizado nesta terça-feira (20), em Porto Alegre. Promovido pela Central de Outdoor em parceria com a Viva OOH, movimento que reúne as principais empresas de mídia exterior da Capital, o encontro aconteceu no Hard Rock Café do Pontal Shopping e teve a presença de representantes do mercado publicitário, especialistas em comunicação e integrantes do poder público para discutir os novos caminhos da mídia exterior.
A abertura do encontro contou com a participação do presidente da Central de Outdoor, Halisson Pontarolo, do secretário de Comunicação de Porto Alegre, Luiz Otávio Prates, e do vereador Ramiro Rosário, que destacaram o impacto do OOH na experiência urbana. “Vivemos a era da economia criativa e o OOH passou por uma grande transformação nos últimos anos. Hoje, somos um dos meios de comunicação mais efetivos do país e temos a responsabilidade de fortalecer ainda mais esse mercado. Nosso desafio é unir o setor e consolidar o OOH também como um agente de transformação econômica, social e urbana, contribuindo para cidades mais conectadas, bonitas e dinâmicas”, afirmou Pantarolo.
O secretário Luiz Otávio Prates destacou o momento de aproximação entre o setor e o poder público e a construção de um diálogo voltado à modernização e qualificação urbana. “A união do setor através da Viva OOH fortalece a capacidade de diálogo com o poder público. Estamos buscando um caminho que permita modernizar a legislação e, ao mesmo tempo, garantir uma relação mais harmônica entre a mídia exterior e a paisagem urbana, valorizando tanto o mercado quanto a cidade”, observou. Já o vereador Ramiro Rosário ressaltou a relevância da mídia exterior para a comunicação e para a dinâmica econômica da cidade, além da responsabilidade do setor na ocupação dos espaços urbanos. “O trabalho realizado pela mídia exterior tem impacto direto na comunicação e também na economia da cidade. Existe um respeito pelo papel que o setor desempenha no dia a dia das pessoas e na construção da paisagem urbana”, disse.
O bate-papo “Ideias que ocupam a cidade: o poder criativo do OOH” contou com a participação de Grégório Leal, da Agência HOC, e Eugênio Lumertz, da Agência Moove, trazendo reflexões sobre campanhas criativas e tendências do setor. Na sequência, o painel “OOH na prática: como as marcas de Porto Alegre estão construindo presença e resultado” teve a presença de Bianca Gelatti, da Panvel, Anna Quadros, do Sicredi, e Fernando Silveira, presidente da ARP, para compartilhar experiências sobre o uso estratégico da mídia exterior nas estratégias de comunicação das marcas.
Um dos destaques do encontro foi o painel “OOH e a cidade: como a mídia pode regenerar e agregar valor urbano”, com Dannie Dubin, da Ativa, João Pedro Nunes da Silveira, da H Mídia, Cássio Mensch, da Imobi, Marcela Mattos, da Midialand, e Eduardo Ferreira, da Sinergy. A conversa aprofundou o conceito de mídia regenerativa, defendido pelo setor como uma forma de utilizar a mídia exterior também como ferramenta de valorização urbana, apoio a campanhas públicas e qualificação dos espaços da cidade.
Para o representante da Viva OOH e CEO da Sinergy, Eduardo Ferreira, o encontro reforça um novo momento do setor. “O conceito de mídia regenerativa mostra que o OOH pode ir além da publicidade e contribuir diretamente para a cidade. Estamos falando de um meio que faz parte da paisagem urbana e que pode colaborar com iniciativas de cuidado com os espaços e projetos que gerem impacto positivo para as pessoas”, afirmou.
Formada pelas empresas H Mídia, NL Mídias, Setdoor, Armazém de Mídia, Ativa, Sinergy, Midialand e HSQ, a Viva OOH representa aproximadamente 70% do mercado local de mídia exterior e vem ampliando as discussões sobre o futuro da comunicação urbana em Porto Alegre.
A Ironia do Alcance: crescer nem sempre é falar com todo mundo
Por Hugo Rodrigues
Tem uma ironia curiosa que não acaba nunca. Durante décadas, o jogo da comunicação era simples: quem falava com o maior número de pessoas, vencia. A lógica da mídia de massa foi construída assim: 1)Awareness, 2)Cobertura, 3)Alcance, 4)Impacto. Até que a tecnologia, os dados e as plataformas digitais mostraram algo quase óbvio: talvez uma marca não precise falar com 200 milhões de pessoas… quando o seu mercado real, às vezes, é de 1 milhão. Ou 10 milhões. Essa descoberta não aconteceu ontem. Ela já tem mais de duas décadas. Mesmo assim, a vaidade do alcance continua enorme, porque audiência ainda impressiona. Número grande ainda gera percepção de poder, e escala continua sendo um ativo importante. Mas existe uma diferença cada vez mais relevante entre: “falar para todo mundo” e “falar para as pessoas certas”. Foi exatamente isso que me chamou atenção na pesquisa da Winnin. Quem lidera em engajamento total nem sempre é quem cresce mais rápido. E quem cresce mais rápido talvez esteja mostrando algo muito maior do que performance de rede social. Torcendo fielmente para um dia essa ironia acabar, para o bem dos resultados comprovados, e não do hype.
G5 – Competence reforça criação e anuncia novo diretor criativo
Ricardo Silveirin Começou oficialmente uma nova etapa na trajetória de um dos nomes mais reconhecidos da criação publicitária gaúcha. Nesta segunda-feira, o profissional assumiu o cargo de diretor de Criação da G5 – Competence, reforçando o movimento da agência em ampliar ainda mais sua potência criativa e estratégica no mercado.
Com passagem marcante por importantes projetos e uma carreira construída a partir de ideias, inovação e conexão com marcas e pessoas, a chegada ao novo posto sinaliza um momento de renovação e novos desafios.
O Que Parece Repentino Também Foi Construído em Silêncio
Por Allyson Guimarães de Souza
Mas “de repente”
quase sempre é o nome que damos
ao que foi preparado em silêncio.
Não é sorte.
Não é acaso.
É consistência quando ninguém vê.
É fé quando nada parece mudar.
É disciplina quando seria mais fácil parar.
Porque o tempo de Deus
não é atraso.
É alinhamento.
E quando chega…
não é surpresa.
É colheita.
Programa 50+ reforça a força da experiência humana no varejo da Panvel
No varejo, existe uma pergunta que sempre me acompanha: como manter qualidade de atendimento e proximidade humana mesmo em uma operação em escala? No Grupo Panvel, acreditamos que parte dessa resposta está na composição dos times.
O Programa 50+ nasceu com esse olhar, como uma decisão alinhada àquilo que queremos construir como cultura e experiência para o cliente. Desde 2024, já trouxemos mais de 800 profissionais com 50 anos ou mais para diferentes áreas da companhia. E os efeitos aparecem no dia a dia da operação: mais escuta, equilíbrio, capacidade de leitura das situações e mais consistência na execução.
Em um setor como o nosso, isso importa muito. Para a Panvel, cuidado é um valor que se materializa no dia a dia, seja na qualidade da escuta, na atenção aos detalhes, na orientação ao cliente e na forma como cada pessoa se sente acolhida dentro das nossas lojas.
Tenho convicção de que empresas fortes são aquelas que conseguem evoluir sem abrir mão da dimensão humana do negócio e isso passa, necessariamente, pelas pessoas que escolhemos trazer para dentro de casa.
Comunidade não é base de clientes com nome bonito
Mario Paravise
Criar uma comunidade de marca virou mantra no marketing. E, como todo mantra repetido sem consciência, perdeu o sentido pelo caminho.
Ter um CRM ativo não é comunidade. Ter um grupo engajado não é comunidade. Ter consumidores fiéis não é comunidade.
Comunidade é o que acontece quando uma marca compartilha princípios reais com pessoas reais, e essas pessoas reconhecem isso na própria vida delas.
Não é construção de audiência. É construção de pertencimento.
E pertencimento não se compra, não se automatiza e não se entrega em 90 dias.
Um exemplo vivo disso é a Olympikus. A marca sempre teve um enorme grupo de consumidores. Mas com atenção genuína ao comportamento e ao espírito de época, vem construindo algo diferente: uma comunidade fiel e apaixonada em torno do que ela representa.
Meu reconhecimento público ao Márcio Callage , amigo e maestro desta transformação.
A pergunta que toda marca deveria se fazer não é “como crio minha comunidade?”, mas sim: “tenho algo genuíno o suficiente para que pessoas queiram se reconhecer em mim?”
Se a resposta for vaga, o problema não é de estratégia. É de identidade.
A atenção do patrocinador não acompanha apenas performance. Ela acompanha influência e potencial de criação de frisson…
Por Daniela Neves Araujo Nascimento Esteves
E hoje o nível de atenção que o Neymar mobiliza é relevante.
O mais interessante, para mim, na convocação para a Copa de 2026, não foi apenas o nome lido por Carlo Ancelotti que gerou reação imediata. Foi o que aconteceu imediatamente depois disso.
Em menos de 30 minutos, campanhas da PUMA Group , Mercado Livre, Red Bull e outras marcas dominaram a timeline. Vídeos prontos. Apostas vencedoras. Narrativas alinhadas. Peças aprovadas (mesmo que provavelmente houvesse plano b em caso de frustração)… Distribuição preparada. O risco estava claro, mas aos vencedores o espólio!
Nada daquilo nasceu naquele momento. Foi feito antes, sem garantia nenhuma de que ele seria convocado. Isso é o que separa uma marca que pensa estrategicamente de uma que só reage.
E é exatamente aqui que existe uma das boas lições de Branding e patrocínio da atualidade: Marcas fortes não operam apenas no território da certeza. Operam no território da antecipação estratégica.
Porque influência não é só sobre desempenho esportivo. É sobre capacidade de capturar atenção coletiva.
Neymar concentra sozinho mais da metade dos seguidores de todos os convocados da Seleção somados. Isso altera completamente a lógica de exposição, mídia espontânea e retorno potencial de marca.
O patrocinador moderno entende que tudo é ativo:
• audiência;
• relevância cultural;
• conversa social;
• atenção pública.
Por isso, o movimento dessas marcas não foi feito por impulsividade. Foi gestão de risco calculado.
Elas entenderam algo fundamental: O custo de ficar fora do assunto poderia ser maior do que o custo de apostar antes da confirmação.
Esse tipo de decisão revela maturidade de Branding.
Porque campanhas oportunas não são construídas na velocidade do post. São construídas na velocidade da leitura de cenário.
No fim, patrocinadores não investem apenas em atletas. Investem em personalidades capazes de parar a internet quando um nome é anunciado.
E esse é o ponto que diferencia quem pensa em patrocínio como investimento estratégico de quem trata como mero contrato de visibilidade.
Trata-se de um case de Coragem institucional e Timing de execução — aprovar verba, gravar material e segurar o gatilho (sem garantia). Isso passa por diretores, jurídico, financeiro. Não é decisão fácil. No mínimo, acredito que teriam que ter uma campanha paralela como plano B…
O que as marcas fizeram ontem é um case de gestão de risco calculado, não de impulsividade. Elas não apostaram no escuro, apostaram com informação, leitura política do momento e clareza sobre o que perderiam se ficassem paradas esperando a certeza.
Vale lembrar que esse frisson todo acontece por um jogador que pode ficar no banco durante a Copa. Estou torcendo para ele nos surpreender! Os frutos disso teriam um potencial absurdo… vamos ver!
Com foco em conteúdo técnico acessível, novo podcast fortalece presença digital do Sindiatacadistas RS
Ampliar o conhecimento técnico de forma acessível e atualizar empresários e profissionais dos mais diferentes setores da economia gaúcha em temas-chave que impactam o mundo dos negócios. Com este objetivo, o Sindiatacadistas RS está fortalecendo a sua estratégia de inovação e presença digital em 2026 com o podcast “Fala, Atacadista!”. Veiculada no perfil da entidade no Youtube (www.youtube.com/@sindicatoatacadistaRS), a novidade recém lançada chega ao seu terceiro episódio neste mês de maio com um convidado especial: Luiz Henrique Hartmann, novo presidente para a gestão 2026/2030 do Sindicato do Comércio Atacadista do Rio Grande do Sul, uma das seis entidades que compõem o grupo.
Com periodicidade mensal, o “Fala, Atacadista” conta com a apresentação do vice-presidente do Sindicato do Comércio Atacadista do Rio Grande do Sul, Fulvio Delavi. As gravações ocorrem no Lab Fecomércio-RS, hub de inovação da entidade máxima do comércio gaúcho.
“O podcast é mais uma frente de atuação que reforça o nosso compromisso histórico de gerar valor aos negócios e aos profissionais que impulsionam a economia gaúcha. As entrevistas e os cases de sucesso apresentados buscam refletir as principais pautas que fazem a diferença no mundo do trabalho, comunicadas de uma forma objetiva e informal, mas com base técnica”, destaca Delavi.
Os dois primeiros episódios contaram com as participações dos advogados Rafael Borin e Andressa Sehn, do escritório Rafael Pandolfo Advogados Associados, e do CEO e sócio-fundador da Orbi, Eduardo Van Leeurven, que trataram respectivamente das temáticas tributária e aplicação da Inteligência Artificial (IA) aos negócios.
Sindiatacadistas RS
Com sede em Porto Alegre, o Sindiatacadistas RS é um grupo composto pela união de seis sindicatos empresariais que representam mais de 18 mil empresas e mais de 120 mil trabalhadores de diferentes segmentos essenciais para a economia gaúcha, como gêneros alimentícios, material de construção, madeira, vestuário, produtos químicos, medicamentos, dentre outros. Filiado à Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS (Fecomércio-RS) e à Confederação Nacional do Comércio (CNC), exerce a representatividade legal das empresas em defesa de interesses comuns em temas como questões tributárias e trabalhistas, gestão eficiente, e fomento à formalização e à educação para o trabalho.
Excesso de telas é fator central nas causas de esgotamento mental entre millennials
Por Luis Martins
Apressão por produtividade, a sobrecarga e o excesso de conexão, chamado de hiperconexão, presentes no dia a dia, são fatores que vêm tornando comum a dificuldade para descansar o corpo e, principalmente, a mente. A geração dos millennials, nascidos entre as décadas de 1980 e 1990 e já criada com a ideia de que esforço e dedicação seriam suficientes para alcançar estabilidade e sucesso, está entre as mais afetadas.
Segundo um levantamento da revista norte-americana Fortune, cerca de 66% dos millennials relatam níveis moderados ou altos de esgotamento profissional, o que pode resultar em burnout. De acordo com os professores Marcos Neli e Vera Navarro, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, a hiperconexão e a precarização do trabalho, muitas vezes marcadas por vínculos instáveis e sobrecarga, são grandes motivadores desse esgotamento.
“Acredito que a dificuldade de descansar a mente esteja ligada à extrema exposição às telas e aos estímulos virtuais. As pessoas vivem uma preocupação constante de se mostrar presentes e produtivas”, explica Neli.
Esse cenário de hiperconexão e cobrança constante também se reflete nas relações de trabalho. Jornadas extensas, metas elevadas e a insegurança profissional ajudam a ampliar os impactos do esgotamento mental na rotina dos trabalhadores.
“A intensificação e a precarização das relações de trabalho têm produzido impactos profundos na vida e na saúde dos trabalhadores. Com jornadas mais longas, metas abusivas e insegurança no emprego, cresce o adoecimento mental, a ansiedade, a depressão e a síndrome de burnout”, completa Vera.
Segundo Neli, a alta conectividade tecnológica tem contribuído para uma padronização de comportamentos, fazendo com que até os momentos de lazer passem a seguir a lógica da produtividade. “Hoje o lazer também toma a configuração de negócio, de algo que estou fazendo para me aprimorar, seja para o trabalho ou como indivíduo”, afirma.
A dificuldade de separar a vida pessoal do trabalho é outro fator que causa a alta nos números de esgotamento mental. Em um contexto de cobrança constante por desempenho, até os momentos de descanso passaram a carregar a pressão por exposição e validação social. “As pessoas não conseguem mais usufruir do tempo livre para algo que não precise ser postado”, diz o professor.
Essa necessidade constante de mostrar experiências e compartilhar uma rotina produtiva nas redes sociais também reflete as transformações nas relações de trabalho. A instabilidade profissional e a competitividade aumentam a pressão para demonstrar atualização constante e capacidade de adaptação às exigências do mercado.
“Não há mais garantia da empregabilidade e eu tenho que correr atrás para me manter empregado. A autoexposição e a percepção de que sou uma pessoa antenada a esse mundo tecnológico fazem parte dessa forma de me tornar alguém desejado”, explica Neli.
De acordo com Vera, o enfraquecimento das formas de proteção ao trabalhador também amplia a sensação de insegurança nas relações de trabalho. “O trabalho, que deveria garantir dignidade e cidadania, passa a ser também fonte de insegurança, adoecimento e sofrimento cotidiano. O enfraquecimento da Justiça do Trabalho e das organizações sindicais deixa milhões de trabalhadores expostos a relações cada vez mais desiguais.”
Esse cenário traz impactos diretos na saúde física e mental dos trabalhadores. Jornadas mais longas, metas abusivas e vínculos instáveis impulsionam o aumento de casos de ansiedade, depressão, síndrome de burnout e outros quadros de sofrimento psíquico relacionados ao trabalho.
Em meio à rotina acelerada e à pressão constante por desempenho, especialistas alertam que os limites entre o cansaço cotidiano e um quadro mais grave de esgotamento têm se tornado cada vez menos perceptíveis.
“As pessoas não conseguem desligar do trabalho e continuam pensando na rotina profissional mesmo em casa. Muitas vezes, o burnout só é percebido quando surgem crises mais graves, como depressão, síndrome do pânico ou outros sinais de esgotamento mental”, finaliza o professor.
A Geração Z está tendo dificuldade em aceitar ‘ser adulto’: é normal que se sintam como crianças eternas
Por Carla Espindola
Há meio século, aos 21 anos, você já tinha saído da casa dos pais, tinha um emprego e talvez até estivesse começando uma família.
A Geração Z está adiando marcos importantes da vida, e isso faz com que sejam rotulados de preguiçosos. Mas a realidade é que os 30 não são os novos 20 por um capricho dos jovens, e sim por um contexto que os persegue e sufoca, levando-os a viver muito mais devagar do que as gerações anteriores.
A Geração Z está atrasada?
Uma geração que está atrasada. De acordo com o último relatório do Conselho da Juventude da Espanha (CJE), a idade média de emancipação dos jovens espanhóis é de 30,4 anos, o valor mais alto dos últimos 20 anos e um dos mais altos da Europa. Nossos pais, nessa mesma idade, não só já tinham comprado sua primeira casa, como também tinham filhos e um emprego estável.
Hoje, os jovens entram mais tarde no mercado de trabalho, sendo que a alta na Previdência Social ocorre aos 22 anos, segundo dados do INE, e todos conhecemos algum baby boomer que começou a trabalhar quando ainda não tinha nem 15 anos.
A maternidade também se atrasou e a idade média não parou de aumentar ao longo das últimas décadas. Em 1976, era de 28,51 anos e agora já é de 33,15 anos. Esse atraso é algo que se observa até mesmo na idade em que a Geração Z tira a carteira de motorista, entre 20 e 23 anos, contra os 18 anos de um quarto de século atrás. Muito mais tarde do que a geração Y ou a Geração X.
O motivo pelo qual a vida adulta se adia não é a imaturidade. O atraso nos marcos vitais da Geração Z responde a mais de um fator. Desde a precariedade no mercado de trabalho e o alto custo da moradia, que tornam quase impossível que exista sequer a possibilidade de se emancipar cedo, até o prolongamento dos estudos, que alongam a etapa formativa. De acordo com dados da OCDE, a idade média de conclusão da formação é de 24 anos, por isso não é de se estranhar que a Geração Z comece a trabalhar mais tarde.
A superproteção da Geração Z
Para alguns especialistas, também existe uma superproteção da Geração Z e, do ponto de vista psicológico, a incerteza diante de um futuro percebido como instável pesa muito, o que os leva a adiar essas decisões para “explorar”. Não se trata de uma simples rejeição à vida adulta, mas de uma adaptação ao contexto que os rodeia.
A geração Z não sente a necessidade de correr para se tornar adulta, e isso os torna a geração do “levar na calma”.
A nova vida adulta: fraqueza ou adaptação?
Para muitos jovens da geração Z, a vida adulta começa aos 27 anos, pois muitos acreditam que a independência financeira e a segurança no emprego são características da vida adulta e, como vimos, para eles não há independência nem segurança financeira.
Essa percepção contrasta com a de décadas passadas, em que, aos 20 anos, o habitual era constituir família e se tornar independente, pois tinham um emprego estável e dinheiro suficiente para isso.
Esse fenômeno nos lembra o surgimento da adolescência no início do século XX, quando a sociedade criou uma fase intermediária entre a infância e a idade adulta, prolongando artificialmente a juventude.
Hoje, parece estar surgindo mais uma extensão dessa fase, que se situaria entre a adolescência e a idade adulta. Biologicamente, são adultos, mas as decisões vitais importantes dessa idade são adiadas, criando uma nova definição do que é “ser adulto”. Essa resistência ao amadurecimento é uma fraqueza ou uma adaptação lógica?
As consequências positivas e negativas de adiar a vida adulta. Essa ideia de que “os 30 são os novos 20” tem efeitos sociológicos tanto positivos quanto negativos.
É verdade que a Geração Z dedica mais tempo à formação e à exploração de diferentes opções pessoais e profissionais antes de assumir compromissos definitivos, o que poderia nos levar a pensar que as decisões são mais ponderadas e o desenvolvimento pessoal, mais amplo.
Mas há efeitos negativos decorrentes da assimetria com as expectativas sociais, provocando maior ansiedade e frustração.
A isso se soma o constante atrito entre gerações com pais ou avós que não compreendem que o nosso ritmo de vida é diferente. Nós, nascidos entre 1981 e 1993, teremos uma vida melhor do que a de nossos pais em aspectos sociais como lazer, cultura, acesso à informação, liberdade ou igualdade de gênero, mas a Geração Z continua sendo julgada como preguiçosa por não atender às expectativas ou não levar a vida que antes se levava nessa idade.
É claro que a diferença entre a juventude de 50 anos atrás e a de hoje é mais evidente do que nunca, mas talvez isso seja apenas fruto da vida que a geração Z teve de viver.
O que é ser “adulto” na verdade? Se antes considerávamos que era mudar de casa, casar e ter filhos, a realidade econômica, mas também social, fez com que esses marcos não se tornassem um caminho inevitável.
O sabor da primeira fase da vida adulta para as novas gerações é, basicamente, poder pagar o aluguel de um quarto. O resto parece, para muitos deles, inatingível.