Novidade da Copa: Grupo RBS lança produtos para o digital de Gaúcha, Atlântida e GZH – 12.06.2026

Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp

Você vai ler na coluna hoje: Novidade da Copa: Grupo RBS lança produtos para o digital de Gaúcha, Atlântida e GZH, A geração nascida entre 1960 e 1980 não é amarga nem cínica: foi a última a crescer longe da exposição constante, Setor movimenta mais de  R$ 400 bilhões por ano, Etarismo: Um Desafio que Ainda Precisa Ser Superado, O duelo de narrativas entre CazéTV, Globo e SBT vai ditar uma das maiores disputas publicitárias de todos os tempos durante a Copa do Mundo, A venda começa antes da primeira palavra, Não existe IA barata., existe IA subsidiada, A Inteligência Artificial vai aumentar os investimentos em televisão, Entropia corporativa: o inimigo silencioso que os conselhos precisam combater

Com as modificações das regras de envio do WhatsApp, criamos uma nova comunidade da Coluna do Nenê. Te convidamos a clicar no link abaixo para entrar na nossa comunidade e receber diariamente a nossa coluna. CLIQUE AQUI!   

 

 

Novidade da Copa: Grupo RBS lança produtos para o digital de Gaúcha, Atlântida e GZH

Por Redação Coletiva

Novidade nos canais digitais, o ‘Copando Tudo’, que estreou no início desta semana, é um dos destaques da programação especial de Copa do Mundo do Grupo RBS. Com ancoragem dividida entre Porto Alegre e Estados Unidos, a atração é apresentada por Alice Bastos Neves e Kelly Matos e conta com a participação dos jornalistas Zé Alberto Andrade e Babi Bitencourt, e do técnico gaúcho Luiz Carlos de Lorenzi, o Lisca.

Ao vivo no YouTube, por meio dos canais Gaúcha, Gaúcha Esportes, ATL TV e GZH, de segunda a sexta-feira, das 19h às 20h30, o programa busca mostrar o que acontece dentro e fora dos estádios. A atração também tem a intenção de unir o conhecimento de Zé Alberto Andrade sobre a história da competição e se somar ao olhar técnico de Lisca. Além disso, o objetivo é trazer o olhar cultural de Babi em uma mistura de assuntos sobre Esporte, Política e Comportamento. Estão previstas, ainda, entradas ao vivo de quem está fazendo a cobertura in loco.

Novidades na grade digital

A estreia integra uma programação especial da RBS durante a Copa. A Gaúcha, licenciada pela Fifa, transmitirá, em áudio, 98 dos 104 jogos do torneio. A emissora contará, além do rádio, com uma grade no YouTube, em parceria com a Atlântida, que estará ao vivo de segunda a sexta-feira, das 8h45 às 21h, repercutindo os destaques do principal evento futebolístico do mundo.

Às vésperas da Copa, a RBS lançou, no fim de maio, novos canais digitais da Gaúcha no YouTube e nas redes sociais, sendo eles: ‘Gaúcha’ e ‘GaúchaEsportes’, que chegam com o objetivo de potencializar o alcance e a relevância da marca. Além disso, combinando análise, opinião, humor e interação com a audiência, a grade recebe seis novos programas: ‘Vibe Copa’, ‘2 Gordos e Uma Copa’, ‘Aquece’, ‘Zona Total’, ‘Happy Hour Gre-Nal’ e ‘Copando Tudo’, que serão transmitidos ao vivo no YouTube de Gaúcha Esportes e de ATL TV.

Comoção a Zé Alberto

A decisão do Grupo RBS de não incluir o jornalista Zé Alberto Andrade na equipe de cobertura in loco da Copa do Mundo de 2026 gerou forte repercussão entre ouvintes, colegas de profissão e admiradores do trabalho do comunicador. Considerado uma das principais referências do Jornalismo Esportivo gaúcho, especialmente em coberturas de grandes eventos internacionais como Copas do Mundo e Jogos Olímpicos, Zé Alberto recebeu diversas manifestações de apoio nas redes sociais.

A ausência do profissional na cobertura do Mundial também motivou críticas à escolha da emissora, com parte do público questionando a falta de um nome tão identificado com a história das transmissões esportivas no Rio Grande do Sul. O profissional, por sua vez, não se manifestou oficialmente sobre não estar entre os escalados para ir ao torneio internacional.

Ao Coletiva.net, o Grupo RBS abordou o tema: “A cobertura de Copa do Mundo da RBS envolve centenas de profissionais e é pensada de forma integrada e com papéis complementares entre quem atua a partir dos países-sede e a partir das nossas redações. O time de enviados é renovado a cada edição, contando com integrantes de diferentes veículos e focos de atuação.”

Confira a programação completa:

‘Segue o Fio’ – 8h45 às 11h (Gaúcha e Gaúcha Esportes)

‘Bola nas Costas’ – 11h às 12h  (Gaúcha Esportes e ATL TV)

‘Aquece’ – 12h às 13h (Gaúcha Esportes e ATL TV)

‘Sala de Redação’ – 13h às 15h (Gaúcha e Gaúcha Esportes)

‘Zona Total’ – 15h às 17h (Gaúcha Esportes e ATL TV)

‘Vibe Copa’ – 17h às 17h45  (Gaúcha Esportes e ATL TV)

‘Happy Hour Gre-Nal’ – 17h45 às 19h  (Gaúcha Esportes e ATL TV)

‘Copando Tudo’ – 19h às 20h30 (Gaúcha, Gaúcha Esportes, ATL TV e GZH)

‘2 Gordos e Uma Copa’ – 14h às 14h30 (ATL TV) e 20h30 às 21h (Gaúcha Esportes)

A geração nascida entre 1960 e 1980 não é amarga nem cínica: foi a última a crescer longe da exposição constante

Por Pedro Aquemin Matias Coronel

Frequentemente retratada como resistente às mudanças ou excessivamente nostálgica, a geração nascida entre 1960 e 1980 carrega uma característica que a diferencia profundamente das gerações mais jovens. Ela foi uma das últimas a viver a infância e a adolescência sem a presença permanente de câmeras, redes sociais e registros digitais. Segundo especialistas em comportamento e sociedade, essa experiência moldou uma relação diferente com a privacidade, a identidade e a forma de lidar com os próprios erros e conquistas.

Como era crescer antes da era digital?

Para quem nasceu entre as décadas de 1960 e 1980, grande parte da infância aconteceu longe da vigilância constante de dispositivos eletrônicos. Fotografias eram raras, vídeos familiares eram limitados e a maior parte das experiências ficava restrita à memória das pessoas envolvidas.

Isso significava que momentos embaraçosos, erros típicos da juventude e fases de aprendizado dificilmente eram registrados ou compartilhados para grandes audiências.

Uma Copa do Mundo de pais para filhos: as famílias que estão marcando gerações no futebol

Adultos veem as publicações como registros afetivos, crianças e adolescentes frequentemente demonstram preocupação com a privacidade

Pouca gente sabe: a ponta metálica da trena se mexe por um motivo que muda qualquer medida

Por que essa diferença é importante?

A psicologia e os estudos sociais mostram que o desenvolvimento da identidade depende da possibilidade de experimentar, errar e mudar ao longo do tempo. Quando cada ação é observada ou registrada, a percepção de julgamento pode se tornar mais intensa.

A geração que cresceu antes da popularização da internet teve mais liberdade para explorar diferentes versões de si mesma sem a pressão de uma exposição pública permanente.

Como a ausência de registros constantes influenciou essa geração?

Viver sem a necessidade de documentar cada momento contribuiu para uma relação mais espontânea com as experiências do cotidiano. Muitas lembranças permaneceram apenas na memória, sem filtros, curtidas ou validação externa.

Entre as características frequentemente associadas a essa vivência estão:

  • Maior valorização da privacidade.
  • Menor dependência de aprovação pública.
  • Relacionamentos construídos principalmente de forma presencial.
  • Memórias ligadas à experiência direta, e não ao registro digital.
  • Maior separação entre vida pessoal e exposição pública.

Setor movimenta mais de  R$ 400 bilhões por ano

Por CNN Money

 A dificuldade de acesso ao crédito continua sendo um dos principais entraves para bares e restaurantes no Brasil. A vice-presidente de Impacto e Relações Corporativas da Ambev, Carla Crippa, aponta que cerca de 35% dos estabelecimentos do setor estão endividados atualmente, enquanto grande parte dos pequenos empreendedores sequer busca financiamento por considerar o processo complexo ou inacessível.

Em entrevista exclusiva ao CNN Money, a executiva afirmou que o problema vai além da oferta de recursos e envolve a criação de soluções mais adequadas à realidade dos pequenos negócios.

A executiva destaca ainda que o setor de bares e restaurantes possui um peso relevante na economia brasileira, movimentando mais de R$ 400 bilhões por ano e gerando quase 5 milhões de empregos diretos e indiretos.

Nesse cenário, a Ambev anunciou a ampliação do programa Bora, iniciativa voltada para geração de renda e inclusão produtiva, que deverá mobilizar mais de R$ 100 milhões em soluções financeiras, capacitação e renegociação de dívidas ao longo de 2026.

A expectativa da empresa é alcançar até 250 mil bares, restaurantes e pequenos comércios parceiros.

Etarismo: Um Desafio que Ainda Precisa Ser Superado

Por Ricardo Leite

O etarismo, também conhecido como preconceito por idade, continua sendo uma realidade em muitas organizações no Brasil e em diversos países. Em uma sociedade que valoriza cada vez mais a inovação e a velocidade das mudanças, muitas empresas ainda cometem o erro de associar competência apenas à juventude, ignode rando a experiência, a maturidade e o conhecimento acumulado ao longo dos anos.

No Brasil, profissionais acima dos 50 anos frequentemente enfrentam dificuldades para retornar ao mercado de trabalho, mesmo possuindo qualificações, resultados comprovados e ampla experiência. Situação semelhante ocorre em países como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Japão, onde governos e empresas já discutem estratégias para aproveitar melhor o potencial dos profissionais mais experientes.

A verdade é que talento não tem idade. A capacidade de aprender, liderar, inovar e contribuir para os resultados de uma organização não está vinculada à data de nascimento, mas sim ao comprometimento, à atualização constante e à vontade de crescer.

Como profissional com diversas formações acadêmicas, graduação, especializações e MBA, incluindo MBA em Gestão de Pessoas e Negócios, acredito que a educação continuada é uma das maiores ferramentas para combater o etarismo. O conhecimento permite que profissionais de qualquer idade acompanhem as transformações do mercado e continuem agregando valor às organizações.

As empresas que promovem a diversidade geracional tendem a construir equipes mais equilibradas, unindo a energia e as novas perspectivas dos mais jovens com a experiência, a inteligência emocional e a visão estratégica dos profissionais mais maduros.

Que recrutadores, gestores e líderes possam olhar além da idade e reconhecer aquilo que realmente importa: competência, caráter, experiência, resultados e capacidade de aprendizado contínuo.

O futuro do trabalho deve ser inclusivo para todas as gerações.

A idade marca o tempo,
mas não limita o saber.
Quem estuda e se dedica,
sempre encontra um novo crescer.
Experiência é riqueza,
conhecimento é valor.
Talento não tem idade,
tem coragem, fé e amor.

O duelo de narrativas entre CazéTV, Globo e SBT vai ditar uma das maiores disputas publicitárias de todos os tempos durante a Copa do Mundo

Por Victor Assis Rosa

Cada emissora terá seus trunfos para tentar se vender para dois públicos diferentes: o torcedor e os anunciantes.

A CazéTV vai exibir os 104 jogos de graça no YouTube. A Globo ficou com cerca de 55, e o SBT volta depois de 28 anos com 32 partidas e Galvão Bueno na narração.

Para fisgar o torcedor, cada emissora escolhe um discurso emocional diferente, tentando contar uma história mais convincente que a dos concorrentes.

A CazéTV chega com uma proposta mais moderna, nasceu em uma plataforma diferente, usa uma linguagem mais coloquial e consegue se posicionar como a única que transmite todos os jogos da Copa gratuitamente. Você pode assistir em uma segunda tela enquanto está trabalhando, por exemplo.

A Globo e a SBT, sabendo que não conseguem vencer esse terreno, foram para outro: a velocidade da transmissão. O streaming tem atraso, e alguns segundos no YouTube viram uma eternidade quando o vizinho grita o gol antes de você ver o lance.

As duas pegaram esse detalhe técnico e transformaram em motivo para o público priorizar a transmissão analógica, a ponto de incentivar a compra de antenas.

E o SBT foi além: com só uma partida por dia, se posiciona como quem vai tratar cada jogo como joia, com dedicação total. Ter menos também virou um argumento de venda.

A poderosa Globo faz propagandas mais caras, usando de grandes artistas para se posicionar como a escolha óbvia. São anos de construção de marca e consolidação como a 01 do país.

Agora, pensando nos anunciantes, o discurso precisa ser mais voltado para números.

A Globo soma dados do IBOPE de TV aberta, SporTV e Globoplay num resultado consolidado e diz ao mercado que continua sendo a maior audiência do país. A CazéTV responde com os dados do YouTube, alcance, aparelhos conectados e segmentações que o número tradicional de TV não entrega.

As duas estão medindo a mesma coisa com réguas diferentes, e cada uma escolhe a régua em que ganha. A conta nunca fecha, e a disputa passa a ser sobre qual história o anunciante vai comprar.

Durante essa Copa do Mundo, repare em quantas histórias diferentes vão te vender durante o mesmo jogo.

Essa reflexão vale para qualquer negócio. No mercado, vence quem consegue dizer com clareza para o seu público, por que o seu produto merece ser o escolhido. Posicionamento é isso.

Qual história você está contando para promover o que você entrega?

A venda começa antes da primeira palavra

Por Killder Barros

 

Em vendas, muitos acreditam que a decisão começa quando o vendedor apresenta o produto.

Mas a verdade é que ela começa muito antes.

Em frações de segundo.

Estudos mostram que o cérebro humano inicia julgamentos sobre confiança, simpatia e competência quase instantaneamente. E, em poucos segundos, essa percepção já influencia toda a interação.

Isso significa que, antes mesmo de ouvir seus argumentos, o cliente já está formando uma opinião sobre você.

E essa opinião nasce de três fatores principais:

• Visual (55%) — Sua aparência, postura, expressão facial e cuidado pessoal.
• Auditivo (38%) — Seu tom de voz, ritmo de fala, energia e clareza.
• Verbal (7%) — As palavras que você escolhe.

Por isso, vendedores extraordinários não treinam apenas o que vão dizer.

Treinam a presença.

Entendem que autoridade não é algo que se declara.

É algo que se transmite.

No Método Alfa, a conexão começa antes da conversa.

Começa na forma como você entra no ambiente.
Como cumprimenta.
Como sustenta o olhar.
Como ocupa o espaço.

Porque clientes não compram apenas produtos.

Eles compram confiança.

E confiança é construída muito antes da proposta.

No mercado atual, conhecimento é importante.

Mas conhecimento sem presença muitas vezes passa despercebido.

A venda não começa quando você fala.
A venda começa quando o cliente vê, ouve e sente quem você é.

Não existe IA barata., existe IA subsidiada

Por Pyr Marcondes

Essa talvez seja uma das frases mais importantes para entender o próximo ciclo da inteligência artificial.

Nós nos acostumamos rápido demais à ideia de que uma IA avançada custa US$20 por mês. Parece uma assinatura de streaming. Mas não é.

Por trás de cada prompt há GPU, data center, energia, nuvem, chips, engenharia, capital de risco e uma corrida brutal por escala. O preço na tela não revela o custo real da operação.

É o “momento Uber” da IA.

Primeiro, o serviço parece barato demais para ser verdade. Depois, vira hábito. Depois, entra no fluxo de trabalho. Depois, vira infraestrutura. Só então o preço real aparece.

A diferença é que, no Uber, o custo era deslocar carros.

Na IA, o custo é produzir cognição computacional em escala.

Os novos usos de IA não são mais simples chats. São agentes: ferramentas que leem documentos, quebram tarefas, testam hipóteses, geram versões e raciocinam antes de responder.

O custo por token pode cair.

Mas o número de tokens por tarefa explode.

Esse é o paradoxo econômico da IA generativa: ela fica mais eficiente por unidade, mas mais cara por ambição.

A IA não é uma bolha clássica. Ela tem utilidade real. Está mudando trabalho, software, busca, mídia, educação, código e gestão.

O ponto é outro.

O preço atual pode ser uma ficção temporária.

Uma promoção de lançamento civilizacional.

Enquanto investidores, big techs e cloud providers subsidiam a adoção, empresas redesenham processos em cima de ferramentas cujo preço final ainda não chegou.

E quando chegar, a pergunta deixará de ser “quem sabe usar IA?” e passará a ser:

quem consegue pagar pela IA boa?

Esse é o risco estratégico.

Não o desaparecimento da IA.

Mas sua concentração.

Grandes empresas poderão bancar modelos melhores, agentes mais profundos, integrações proprietárias e infraestrutura dedicada.

Pequenas empresas, freelancers, creators e startups podem ficar com versões limitadas, lentas ou caras demais.

A promessa era inteligência como commodity.

A realidade pode ser inteligência como vantagem proprietária.

A discussão madura sobre IA em 2026 não será apenas adoção.

Será arquitetura econômica.

Quem paga a conta hoje?

Quem controla a infraestrutura?

Qual parte da produtividade da sua empresa depende de preço subsidiado?

O que acontece se esse custo multiplicar por 5 ou por 10?

A próxima vantagem competitiva não será apenas saber usar IA.

Será saber estruturar IA sem depender ingenuamente de subsídios, APIs instáveis e planos artificialmente baratos.

A IA vai transformar tudo.

A questão é: a que preço — e para quem?

A Inteligência Artificial vai aumentar os investimentos em televisão

Por  Fabio Seiti Tikazawa

Parece contraditório.

Vivemos a maior revolução da comunicação: algoritmos sofisticados, hipersegmentação, automação, personalização em escala e conteúdo criado em segundos.

Seria natural imaginar que todo o dinheiro migraria para o digital.

Mas pode acontecer justamente o contrário.

Quanto mais avançada a IA se torna, mais difícil fica distinguir o que é real do que é fabricado.

Vídeos falsificados.

Áudios idênticos aos originais.

Imagens hiper-realistas.

Depoimentos inventados.

Influenciadores virtuais.

Sites e notícias falsas.

Nunca foi tão fácil produzir conteúdo.

E talvez nunca tenha sido tão difícil produzir confiança.

Estamos entrando em uma economia onde a escassez não será de informação.

Será de credibilidade.

Durante décadas, o desafio das marcas era conquistar alcance.

Hoje, alcance virou commodity.

Com poucos cliques é possível impactar milhões de pessoas.

O problema é que impactar não significa convencer.

Visualizações não significam confiança.

Engajamento não significa reputação.

Nesse cenário, o ambiente onde a mensagem aparece passa a ser quase tão importante quanto a própria mensagem.

E é justamente aí que a televisão recupera um papel estratégico.

Não porque seja mais moderna.

Nem porque segmente melhor.

Mas porque continua carregando algo valioso: legitimidade.

Durante décadas, aparecer na TV foi interpretado como uma validação institucional.

Existe uma mensagem implícita:

“Essa empresa existe.”

“Essa empresa é grande.”

“Essa empresa é confiável.”

Branding é construído por sinais.

E a televisão continua sendo um dos maiores emissores de sinais de credibilidade disponíveis para uma marca.

O Mercado Livre é um exemplo interessante.

Houve um tempo em que comprar pela plataforma gerava desconfiança. A empresa tinha tecnologia, operação e modelo de negócio.

Faltava confiança em escala.

Quando passou a investir fortemente em televisão, deixou de ser apenas um site para se tornar uma referência nacional.

A TV não distribuiu apenas mensagens.

Distribuiu credibilidade.

E isso não aconteceu apenas com o Mercado Livre.

Amazon.

Netflix.

Google.

iFood.

Shopee.

Os maiores players digitais do planeta continuam investindo bilhões em televisão.

Se alguém tivesse provas de que a TV perdeu relevância, seriam justamente essas empresas.

Mas elas continuam lá.

Porque entenderam algo fundamental:

Performance compra atenção.

Reputação compra preferência.

E preferência continua sendo um dos ativos mais valiosos de qualquer negócio.

A IA provavelmente tornará a produção de conteúdo quase gratuita.

Mas também tornará a confiança mais cara.

Muito mais cara.

Por isso, talvez a pergunta não seja quais mídias sobreviverão à era da IA.

Talvez seja:

Quais mídias continuarão sendo percebidas como confiáveis quando qualquer pessoa puder fabricar uma realidade alternativa em segundos?

Porque no futuro criar conteúdo será fácil.

Criar reputação continuará sendo difícil.

E quando a confiança se tornar o recurso mais escasso do mercado, os canais capazes de emprestar credibilidade às marcas voltarão a ocupar posição central nas estratégias de comunicação.

A provocação é simples:

E se a Inteligência Artificial não estiver decretando o fim da televisão?

E se ela estiver criando as condições perfeitas para seu renascimento como a maior certificadora de confiança da economia digital?

Entropia corporativa: o inimigo silencioso que os conselhos precisam combater

Por Fernando Rohsig

Toda organização carrega uma tendência natural à desordem. Esse fenômeno – emprestado da física termodinâmica e cada vez mais presente nas discussões de governança corporativa – tem nome: entropia. Quando ignorada, ela compromete eficiência, competitividade e geração de valor.

Na termodinâmica, entropia mede o grau de desordem de um sistema. Sistemas fechados tendem, naturalmente, ao caos se não houver aporte contínuo de energia. Nas empresas, a analogia é pertinente: sem renovação estratégica, processos se tornam burocráticos, culturas perdem vitalidade e estruturas organizacionais deixam de responder às demandas do mercado – muitas vezes antes que os indicadores financeiros revelem o problema.

A entropia corporativa se manifesta, em geral, em três dimensões. A estrutural surge na proliferação de controles, na duplicação de atividades e na lentidão das decisões. A cultural aparece quando a inovação dá lugar à acomodação e o “sempre foi assim” substitui o questionamento construtivo. Já a estratégica ocorre quando a organização perde a capacidade de interpretar mudanças no ambiente de negócios e continua operando com premissas que já não refletem a realidade.

Nesse contexto, os conselhos de administração e consultivo exercem papel decisivo. Mais do que supervisionar resultados, devem atuar como agentes de renovação organizacional, promovendo aquilo que a teoria chama de neguentropia – a força que combate a desordem e restaura a capacidade adaptativa dos sistemas.

Isso exige atenção a indicadores que vão além dos números financeiros: qualidade dos processos, velocidade de execução, inovação, sucessão de lideranças, engajamento das equipes e capacidade de resposta às transformações do mercado. Conselhos que discutem apenas balanços correm o risco de enxergar os efeitos quando as causas já estão consolidadas.

A boa governança não é um estado permanente, mas um exercício contínuo de vigilância, adaptação e aprendizado. Em um ambiente cada vez mais dinâmico, combater a entropia corporativa deixou de ser uma escolha gerencial para se tornar uma responsabilidade estratégica dos conselhos.

Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Rolar para cima

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência de acordo com a nossa
Política de Privacidade ao continuar navegando você concorda com estas condições.