Bets apoiam mudança na publicidade e citam setor ilegal – 15.07.2026

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Você vai ler na coluna hoje: Bets apoiam mudança na publicidade e citam setor ilegal, Quase um terço dos brasileiros já passaram dos 50 anos, mas as empresas ainda preferem fingir que eles não existem, ‘É um desafio para muitas pessoas chegar até o fim do mês’, diz CEO do maior supermercado do Brasil, Você provavelmente já ouviu que a Globo tirou a CazéTV da próxima Copa, certo? , Julio Mottin Neto completa 30 anos de Grupo Panvel, Idade nunca foi e nunca será sinônimo de produtividade ou inovação, Marcas Mais Valiosas do Brasil: Itaú Lidera Pelo 10º Ano, Varejo registra pior mês de junho desde a pandemia, apesar da Copa do Mundo e festas juninas, O varejo que quer crescer não compra produto da indústria, ele compra o que esse produto faz pelo negócio dele, O maior concorrente do Estado não é a tecnologia. É o tempo, O comportamento do consumidor mudou. E a sua comunicação, mudou também? , PAREM DE CHAMAR ISSO DE MARKETING.

 

 

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Bets apoiam mudança na publicidade e citam setor ilegal

Novas portarias tornam obrigatórios alertas sobre possíveis consequências negativas do jogo nas campanhas

Por Meio e Mensagem

As entidades setoriais e empresas do mercado de apostas de quota fixa se manifestaram sobre as novas regras para sua publicidade no Brasil. Na sexta-feira, 10, os ministérios da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública divulgaram duas novas portarias que tornam obrigatórios alertas sobre possíveis consequências negativas dos jogos.

As medidas passam a valer nesta sexta-feira, 17. Com a Portaria nº 1964, toda a propaganda de empresas do setor deverá ter uma das advertências: “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”; “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”; e “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.

A mudança também determina a proibição de mensagens com senso urgência aos apostadores, promessa de lucro ou divulgação do histórico de ganhos para estimular novas apostas. Nas transmissões esportivas, narradores e comentaristas não poderão recomendar plataformas.

As portarias também reforçam a proteção de crianças e adolescentes e toda publicidade direcionada a menores de 18 anos será considerada abusiva. As empresas de apostas que descumprirem as regras poderão receber multas equivalentes a 20% de seu faturamento e poderão ter sua autorização de atuação suspensa em até 180 dias.

Análise das entidades do setor  

Em comunicado, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) afirmou que apoia as novas regras e defende seu cumprimento rigoroso. O órgão entende, ainda, que campanhas em desacordo com a regulamentação prejudicam a imagem do setor.

“A entidade ressalta, no entanto, que as iniciativas anunciadas precisam ser acompanhadas do fortalecimento da fiscalização e do combate à publicidade promovida por plataformas ilegais, que operam sem autorização do governo federal, não recolhem tributos, descumprem as regras de publicidade e deixam de adotar mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro, ao acesso de menores de idade e ao jogo compulsivo”, escreveu.

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBRJ), por sua vez, informou que está analisando as medidas com o objetivo de avaliar seus impactos para o setor. A entidade considera positiva a evolução do ambiente regulatório e entende que o aprimoramento das normas deve contribuir para fortalecer a integridade da categoria, ampliar a proteção dos consumidores e promover o Jogo Responsável.

“Diante disso, o IBJR e seus associados reafirmam seu compromisso com as melhores práticas do setor e com o cumprimento das regras estabelecidas no país. Da mesma forma, o fortalecimento da fiscalização e a atuação coordenada entre os órgãos públicos e o setor regulado são importantes para coibir a atuação de plataformas ilegais”, apontou o IBJR, em comunicado.

Combate ao mercado clandestino

As companhias também endossaram o papel da publicidade na distinção entre as plataformas legais e ilegais. Hoje, 85 empresas estão autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas a operar no mercado regulado.

Carol Luna, head de compliance do Grupo Esportes Gaming Brasil, detentora de marcas como Esportes da Sorte e OnaBet, descreve o movimento como um passo legítimo e necessário no aprimoramento técnico e na consolidação do mercado de apostas no Brasil. As equipes jurídicas e de compliance da companhia já teriam começado o processo de adequação.

“O endurecimento das regras de publicidade é positivo porque separa as plataformas comprometidas com a reputação de longo prazo e com o bem-estar social daquelas outras que operam à margem da responsabilidade institucional”, aponta Luna.

Em comunicado, a Superbet disse apoiar as novas regras e defender seu cumprimento por entender que a publicidade exercida de forma responsável desempenha papel relevante na informação do consumidor. “A publicidade permite diferenciar as plataformas legais das ilegais, que atuam fora das regras e sem qualquer mecanismo de proteção ao consumidor”, descreve.

O texto cita um estudo da consultoria LCA que aponta que 78% dos apostadores no Brasil não conseguem diferenciar uma plataforma regulamentada de uma clandestina. Country manager da Brazino777 no Brasil, André Medeiros argumenta que as portarias introduziram exigências que já faziam parte da rotina operacional das empresas licenciadas, incluindo mecanismos de jogo responsável.

Para ele, o fortalecimento das diretrizes contribui para aumentar a confiança do público. “Ao mesmo tempo, é importante que a discussão sobre publicidade e proteção dos apostadores caminhe lado a lado com os esforços de combate às plataformas ilegais, que continuam operando fora das regras brasileiras e sem qualquer compromisso com medidas de proteção ao consumidor ou com o cumprimento das obrigações tributárias”, defende Medeiros.

Questionamentos sobre o jogo responsável  

No que tange as diretrizes de jogo responsável, mesmo antes das novas determinações do Ministérios da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública, já existiam discussões sobre o quanto as plataformas e ferramentas são capazes de acompanhar as complexidades do setor.

O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) está entre as organizações apoiadoras do movimento Brasil Contra Bets. Diante dos acontecimentos relacionados à Copa do Mundo, o instituto se posicionou afirmando que as regras atuais para comunicação comercial de apostas esportivas são insuficientes para proteger adequadamente a população consumidora e que restrições mais severas são necessárias.

Em entrevista, no início do mês, o diretor executivo do Idec, Igor Britto, analisou as iniciativas de jogo responsável. “Ela transfere para o consumidor o controle de algo que é difícil de controlar. De nada adianta estimular as pessoas a terem práticas responsáveis no uso de um serviço se uma partida ou um programa de TV é atravessado por centenas ou milhares de anúncios de bets”, defende.

Por Ester Morgan

Estamos vivendo uma das maiores transformações demográficas da história do Brasil, mas muita gente ainda insiste em agir como se ela não existisse.

Atualmente, entre 55 e 62 milhões de brasileiros têm mais de 50 anos. Estamos falando de aproximadamente um em cada quatro habitantes do país e caminhando rapidamente para representar quase um terço da população.

A pergunta é: como ainda existem empresas, marcas e recrutadores que tratam esse público como invisível?

A geração prateada não está diminuindo, ela está crescendo, vive mais, trabalha por mais tempo, empreende, movimenta bilhões na economia, influencia decisões de compra e sustenta boa parte das famílias brasileiras.

Ignorar essa realidade não é apenas um erro social, é um grande erro estratégico.

O etarismo faz com que profissionais altamente qualificados sejam descartados antes mesmo de uma entrevista, enquanto empresas reclamam da falta de mão de obra, de liderança e de experiência.

O mundo mudou, a longevidade mudou, as carreiras mudaram, e somente o preconceito continua preso ao passado.

O futuro pertence às organizações que entenderem que idade não limita talento, competência, inovação ou produtividade.

A pergunta que deixo é simples: Você está se preparando para um país que envelhece ou ainda está tomando decisões baseadas em um Brasil que já não existe?

Porque a população está mudando, o mercado consumidor está mudando e o mercado de trabalho também vai mudar.

A única dúvida é quem terá coragem de enxergar essa transformação antes dos outros.

Será que a escassez de mão de obra no Brasil todo poderá ajudar as empresas a enxergarem o potencial dos 50+ e a vantagem da diversidade etária para potencializar a produtividade?

“É um desafio para muitas pessoas chegar até o fim do mês”, diz CEO do maior supermercado do Brasil

Por Exame

Quem comanda a maior varejista de alimentos do Brasil descreve o momento do consumidor sem rodeios. “Sem dúvida, o consumidor está sofrendo a situação econômica a nível de endividamento e juros altos. É um desafio para muitas pessoas no Brasil chegar até o final do mês”, diz Pablo Lorenzo, CEO do Grupo Carrefour Brasil.⁣

A frase vem de quem lidera uma operação de 123,5 bilhões de reais em vendas. Ela também resume bem o cenário que hoje define a estratégia da rede.⁣

O Grupo Carrefour Brasil lidera o Ranking ABRAS pelo décimo ano consecutivo, com faturamento de 123,5 bilhões de reais em 2025 — à frente de Assaí e Grupo Mateus.⁣

Dono das bandeiras Carrefour, Atacadão e Sam’s Club, o grupo é a maior operação de varejo alimentar do país e a segunda mais relevante do Carrefour no mundo, atrás apenas da França.⁣

Você provavelmente já ouviu que a Globo tirou a CazéTV da próxima Copa, certo?

Por Felipe Araújo

Vamos desmentir isso e te mostrar o que de fato está em jogo.
A LiveMode nunca divulgou seu valuation.
Mas o mercado deixou um rastro de números que permite reconstruir a conta

Em 2022, a empresa pagou cerca de R$ 15,5 milhões pelos direitos digitais da Copa do Catar. Foi o investimento que colocou a CazéTV no mapa.
Em 2024, a General Atlantic e o braço de private equity da XP compraram uma fatia da empresa. Estimativas de mercado apontam um aporte de R$ 440 milhões por uma participação superior a 20%.

Divida o aporte pelo percentual e o valuation implícito da LiveMode fica próximo de R$ 2,2 bilhões.

O crescimento não parou aí. Em novembro de 2025, a LiveMode comprou os 49% da CazéTV que pertenciam a Casimiro Miguel, passando a deter o canal por inteiro. Em junho de 2026, Cristiano Ronaldo entrou como sócio e investidor, junto com a expansão da marca para Portugal.

De R$ 15,5 milhões em direitos de transmissão a uma holding avaliada em bilhões, em menos de quatro anos.

O motor desse crescimento foi a verticalização. A LiveMode negocia direitos esportivos, compra esses mesmos direitos e ainda opera o canal que os exibe. Um modelo raro no futebol brasileiro, mais comum em operações como a da Live Nation no mercado de shows.

Então de onde veio a história de que a Globo barrou a Cazé?
Na real, os direitos da Copa de 2030 ainda nem foram vendidos. O que existe são bastidores da FIFA discutindo a estrutura da LiveMode, que compartilha investidores com a Futebol Forte União, bloco que reúne 32 clubes brasileiros. Numa negociação de direitos de transmissão, isso levanta a pergunta que todo comitê de governança faz: quem está dos dois lados da mesa?

O próprio diretor de Negócios da FIFA saiu a público para conter o boato. Disse que a relação entre FIFA e LiveMode sempre foi transparente, aprovada desde 2022, e que ninguém detém os direitos de 2030 ainda, nem foi excluído do processo.

Ou seja, não existe mocinho nem vilão nessa história. Existe uma negociação bilionária que ainda não começou de verdade, e uma FIFA fazendo due diligence antes de assinar qualquer contrato.

Mas o caso já é uma aula de finanças aplicada ao futebol. O mesmo modelo de negócio que multiplicou o valuation da empresa por mais de 100 vezes é o que hoje vira objeto de escrutínio regulatório.

Growth engine e risco de compliance nascendo da mesma decisão estratégica.

Você acredita que esse tipo de verticalização deveria ser mais regulado no mercado de direitos esportivos brasileiro?

Hoje completo 30 anos de Grupo Panvel

Por Julio Mottin Neto

Entrei em 1996, aos 23 anos, para trabalhar na área de Marketing. Naquele momento, era impossível imaginar o caminho que estava começando. Ao longo desses anos tive a oportunidade de liderar diferentes áreas da empresa, conhecer a operação de perto e aprender com centenas de pessoas que marcaram minha trajetória.

Hoje também completo 10 anos como CEO.

Olhando para trás, percebo que muitas das decisões que tomo hoje nasceram muito antes de chegar a essa posição. Vieram da convivência com as equipes, das visitas às lojas, das conversas com clientes, dos desafios do dia a dia e da oportunidade de enxergar a empresa por diferentes perspectivas.

Nesse período, o Grupo Panvel se transformou. Hoje somos mais de 650 lojas, cerca de R$ 7 bilhões em faturamento e um time de mais de 12 mil colaboradores. Mais do que crescer, construímos uma empresa reconhecida pela qualidade da experiência que entrega aos clientes, pela força da nossa marca própria, pela inovação digital e pelo ambiente que criamos para as pessoas.

Mas, se existe um aprendizado que esses 30 anos me deixaram, é que resultados extraordinários nunca são construídos por uma única pessoa.

Ser CEO talvez tenha sido a experiência que mais reforçou essa convicção. Quanto maior a responsabilidade, maior a clareza de que tudo depende de ter ao seu lado pessoas competentes, comprometidas e que compartilham os mesmos valores. São elas que desafiam, executam, inspiram e tornam possível construir algo relevante ao longo do tempo.

Tenho uma enorme gratidão por todos que fizeram e fazem parte dessa caminhada: colegas de trabalho, líderes, equipes das lojas, áreas de apoio, parceiros, acionistas e, principalmente, pelos milhões de clientes que confiam na Panvel todos os dias.

Celebrar 30 anos não é olhar apenas para o que ficou para trás. É renovar o compromisso de continuar aprendendo, evoluindo e preparando o Grupo Panvel para os próximos desafios.

Porque, no fim, empresas são construídas por pessoas. E são as pessoas que sempre fizeram — e continuarão fazendo — a diferença.

Idade nunca foi e nunca será sinônimo de produtividade ou inovação

Por Danieli Ferreira

A frase “Tenho visto jovens com 50 anos muito mais produtivos do que velhos de 25” pode parecer provocativa, mas ela reflete uma realidade urgente que precisamos debater com seriedade: o etarismo nas empresas.

Como bem pontua a especialista Fran Winandy em seu livro “Etarismo: Um novo nome para um velho preconceito”, os estereótipos baseados na idade continuam limitando talentos e silenciando o potencial humano dentro das organizações.

Muitas vezes, o mercado rotula profissionais de forma automática. De um lado, assume-se que os mais jovens dominam a agilidade e a inovação. De outro, cria-se o mito de que profissionais acima dos 40 ou 50 anos são “obsoletos” ou resistentes a mudanças.

O que define a entrega, o foco e a capacidade de gerar resultados não é o ano de nascimento no RG, mas sim:
Mentalidade de crescimento (growth mindset): A vontade contínua de aprender, desaprender e evoluir.

Inteligência emocional e resiliência: Características refinadas pela bagagem prática que nenhuma teoria de prateleira consegue replicar da noite para o dia.

Maturidade corporativa: Profissionais maduros que buscam o reposicionamento trazem estabilidade estratégica e comprometimento que impulsionam qualquer equipe.

Inovação sem maturidade gera ruído. Maturidade sem inovação estagna.

Precisamos defender a intergeracionalidade, unir a velocidade de quem está começando com a sabedoria de quem já viveu diferentes ciclos de mercado.

Está na hora de avaliarmos as pessoas pelo tamanho da sua competência, e não pelo número de velas no bolo de aniversário.

Marcas Mais Valiosas do Brasil: Itaú Lidera Pelo 10º Ano

Levantamento da Brand Finance mostra alta de 14% no valor das 100 maiores marcas do país; bancos ocupam quatro das cinco primeiras posições

Por Forbes Money

As 100 marcas mais valiosas do Brasil somam US$ 90,2 bilhões (R$ 451 bilhões) em 2026, uma alta de 14% em relação ao ano passado, segundo levantamento da consultoria Brand Finance. O avanço ocorreu em um período marcado por crescimento econômico mais lento, crédito mais caro e consumo menos aquecido.

Aqui está a transcrição do texto presente na imagem:

O ranking mostra que poucos setores concentram grande parte desse valor. Bancos, empresas de alimentos, varejistas e companhias de petróleo e gás respondem por mais da metade do valor das marcas brasileiras avaliadas. Sozinho, o setor financeiro representa mais de um terço do total.

Pelo décimo ano seguido, o Itaú aparece na liderança. O banco teve sua marca avaliada em US$ 9,9 bilhões (R$ 49,5 bilhões), alta de 15% na comparação anual.

Na sequência estão Banco do Brasil, com US$ 5 bilhões (R$ 25 bilhões), Bradesco, com US$ 4,7 bilhões (R$ 23,5 bilhões), e Nubank, avaliado em US$ 4,2 bilhões (R$ 21 bilhões).

O levantamento reforça o peso dos bancos na economia brasileira. Entre as dez marcas mais valiosas do país, cinco pertencem ao setor financeiro.

Os resultados de 2026 mostram que o valor das marcas no Brasil continua concentrado em setores como serviços financeiros, bens de consumo e recursos naturais. Escala, confiança e disciplina estratégica seguem sendo fatores decisivos para a construção de valor”, afirma Eduardo Chaves, diretor-geral da Brand Finance no Brasil.

Antarctica é o destaque do ano

A maior alta do ranking ficou com a Antarctica, cujo valor de marca cresceu 125% e chegou a US$ 454 milhões (R$ 2,27 bilhões).

Fundada em 1885, a marca foi apontada pela consultoria como um exemplo de empresa tradicional que conseguiu ganhar relevância junto às novas gerações de consumidores.

Nubank ganha espaço entre as marcas mais fortes

O Nubank aparece em duas frentes do levantamento. Além de ocupar a quarta posição entre as marcas mais valiosas do país, foi citado pela Brand Finance como uma das empresas que merecem atenção nos próximos anos.

Segundo a consultoria, a fintech deixou para trás a fase de desafiante do sistema bancário para se consolidar como uma das principais instituições financeiras do país. Hoje, é considerada o neobanco mais forte do mundo e a quarta marca bancária mais forte do planeta no ranking global da Brand Finance.

Porto lidera em força de marca

Além do ranking de valor, a consultoria avalia indicadores como reputação, confiança e preferência dos consumidores. Nesse quesito, a liderança ficou com a Porto, que alcançou nota 96,9 e recebeu classificação AAA+, a mais alta da metodologia.

O top 3 de força de marca é formado por:

  • Porto: 96,9

  • Nubank: 95,2

  • Sadia: 93,5

A consultoria atribui o resultado da Porto à confiança construída junto aos consumidores e à ampliação de sua atuação para áreas como banco, saúde e serviços.

A Sadia, terceira colocada, também avançou em valor de marca. A empresa registrou crescimento de 35% e alcançou US$ 2,9 bilhões (R$ 14,5 bilhões).

“Em um cenário mais incerto, marcas fortes ajudam a sustentar a confiança dos consumidores. As empresas que conseguem combinar resultados financeiros com uma relação consistente com seus clientes tendem a atravessar melhor períodos de maior volatilidade”, diz Chaves.

As 10 marcas mais valiosas do Brasil em 2026
  1. Itaú — US$ 9,9 bilhões

  2. Banco do Brasil — US$ 5 bilhões

  3. Bradesco — US$ 4,7 bilhões

  4. Nubank — US$ 4,2 bilhões

  5. Caixa — US$ 3,9 bilhões

  6. Petrobras — US$ 3,6 bilhões

  7. Sadia — US$ 2,7 bilhões

  8. Localiza — US$ 2,7 bilhões

  9. Vale — US$ 2,9 bilhões

  10. Vivo — US$ 2,6 bilhões

As marcas mais fortes do Brasil em 2026
  1. Porto — 96,9 pontos

  2. Nubank — 95,2 pontos

  3. Sadia — 93,5 pontos

  4. Brahma — 90,2 pontos

  5. Caixa Seguridade — 89,5 pontos

  6. Seara — 89,2 pontos

  7. Pilão — 89,1 pontos

  8. Azul — 88,9 pontos

  9. Gol — 88,6 pontos

  10. Caixa — 85,8 pontos

Varejo registra pior mês de junho desde a pandemia, apesar da Copa do Mundo e festas juninas

Por Luiz Bacci

As vendas do comércio varejista brasileiro registraram, em junho, o pior desempenho para o mês desde 2020, frustrando a expectativa de que a Copa do Mundo e as festas juninas impulsionassem o consumo. Segundo dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), houve queda real de 2,8% em relação ao mesmo período de 2025.

De acordo com as informações da UOL, no acumulado do primeiro semestre, o varejo apresentou retração real de 2,2% na comparação anual. De acordo com a Cielo, o resultado reflete o enfraquecimento do consumo, impulsionado pela inflação e pela pressão sobre a renda das famílias. O vice-presidente de Tecnologia e Negócios da empresa, Carlos Alves, afirmou que categorias ligadas a serviços, lazer e mobilidade seguem entre as mais afetadas.

Entre os setores analisados, o segmento de serviços registrou a maior queda em junho, com retração real de 9,1%. Apesar do cenário negativo, as vendas no comércio eletrônico cresceram 9,2% em termos nominais, enquanto o varejo físico avançou 1%, indicando uma migração parcial do consumo para os canais digitais.

O varejo que quer crescer não compra produto da indústria, ele compra o que esse produto faz pelo negócio dele

Por Sergio Alvim

Essa diferença parece pequena. Mas provoca grandes mudanças na conversa entre fornecedor e loja.

E isso acontece porque quando a negociação acaba o varejista não tá olhando só pro SKU. Ele tá olhando pro impacto que aquilo gera na operação.

Melhora margem?
Ajuda no giro?
Atrai fluxo?
Aumenta ticket?
Diferencia a loja?
Resolve algum problema da categoria?

Se não entrega isso, dificilmente sustenta espaço no sortimento por muito tempo.

E acho que aqui existe um erro comum de parte da indústria: olhar pro portfólio de forma isolada.

Como se vender fosse só apresentar produto.

Hoje isso é pouco. Sempre digo aqui que o varejo quer fornecedor que ajude a construir resultado.

Que entenda o comportamento da categoria.
Que ajude na execução.
Que participe da leitura do shopper.
E que consiga mostrar impacto real no negócio.

Espaço na gôndola (física e digital) ficou caro demais pra produto sem função estratégica.

No mercado atual, produto sozinho perdeu força. O que ganha espaço é o valor que ele gera na operação do varejo.

Faz sentido pra você?

O maior concorrente do Estado não é a tecnologia. É o tempo

Mais de 80 milhões de brasileiros já consomem conteúdo da plataforma pela TV

Por Dra. Téo Foresti Girardi

Existe uma pergunta que raramente ocupa espaço nas reuniões de governo, mas que talvez seja a mais importante de todas: em que tempo vive a experiência do cidadão? A resposta revela uma contradição que se tornou impossível ignorar. Enquanto as pessoas organizam suas vidas por plataformas que antecipam necessidades, resolvem problemas em poucos segundos e oferecem serviços personalizados a qualquer hora do dia, boa parte das estruturas públicas continua funcionando segundo uma lógica desenhada para um mundo que já não existe. O desafio não é apenas tecnológico. É temporal.

Os filósofos chamaram esse fenômeno de Zeitgeist, o espírito do tempo. Não se trata de uma moda passageira nem de um conceito reservado à academia. É a força silenciosa que altera comportamentos coletivos, redefine expectativas e transforma aquilo que uma sociedade considera aceitável. O Zeitgeist não chega com anúncios nem pede licença às instituições. Ele se manifesta quando hábitos mudam, quando novas formas de viver parecem naturais e quando antigas respostas deixam de fazer sentido para problemas que já são outros.

As transformações mais profundas da história sempre seguiram esse caminho. Primeiro mudam as pessoas. Depois mudam os mercados. Somente mais tarde as instituições percebem que precisam acompanhar esse movimento. É exatamente nesse momento que os governos se encontram. Durante décadas acreditou se que modernizar o Estado significava adquirir computadores, digitalizar documentos e disponibilizar serviços pela internet. Essas iniciativas foram importantes e produziram ganhos reais, mas revelaram um limite evidente. Nenhuma tecnologia é capaz de transformar uma instituição cuja forma de pensar continua presa ao passado.

A verdadeira mudança não acontece quando um formulário deixa de ser impresso e passa a existir em uma tela. Ela acontece quando o Estado deixa de organizar seus serviços a partir da sua própria estrutura e passa a organizá-los a partir da vida das pessoas. O cidadão contemporâneo não espera apenas rapidez. Espera simplicidade, transparência, integração e capacidade de resposta. Não aceita mais que a complexidade administrativa seja transferida para quem busca um serviço público. A referência deixou de ser outro órgão governamental. Hoje ela é construída pelas melhores experiências que cada pessoa encontra em seu cotidiano.

É nesse contexto que o movimento GovTech precisa ser compreendido. Seu papel vai muito além do desenvolvimento de soluções tecnológicas para governos. O verdadeiro valor das GovTechs está na capacidade de perceber mudanças sociais antes que elas se transformem em crises institucionais. Cada fila desnecessária, cada processo incompreensível, cada atendimento fragmentado ou cada informação inacessível revela muito mais do que uma falha operacional. Revela um descompasso entre aquilo que a sociedade já espera e aquilo que o Estado ainda consegue oferecer.

As startups GovTech exercem, nesse sentido, uma função semelhante à de um sismógrafo. Captam pequenas mudanças nas expectativas da sociedade e as traduzem em novos modelos de prestação de serviços, gestão e relacionamento entre governo e cidadão. Sua contribuição mais relevante não está na tecnologia que desenvolvem, mas na capacidade de interpretar sinais de uma sociedade que muda continuamente e de transformar esses sinais em inovação pública.

Quando essa leitura do tempo não acontece, os investimentos em transformação digital tendem a produzir resultados limitados. Governos passam a informatizar processos excessivamente burocráticos sem questionar sua existência, automatizam rotinas ineficientes e incorporam inteligência artificial para acelerar procedimentos concebidos para outra realidade. A tecnologia amplia a velocidade, mas velocidade sem direção apenas reduz o tempo necessário para chegar ao lugar errado.

A chegada da inteligência artificial amplia ainda mais essa discussão. Nos próximos anos, sistemas capazes de apoiar decisões, prever demandas, integrar bases de dados e automatizar atividades farão parte da rotina da administração pública. O debate decisivo, porém, não será sobre a sofisticação dessas ferramentas, mas sobre a qualidade da governança que orientará seu uso. Algoritmos precisarão ser transparentes, auditáveis e compatíveis com os princípios democráticos. A inovação pública só cumprirá seu papel se fortalecer a confiança da sociedade nas instituições.

Interpretar o espírito do tempo talvez seja uma das competências mais importantes para os líderes públicos da próxima década. Empresas fazem isso porque sua sobrevivência depende da capacidade de compreender consumidores em constante transformação. Governos enfrentam um desafio semelhante. Sua legitimidade dependerá cada vez mais da capacidade de responder a cidadãos que vivem em uma realidade muito diferente daquela para a qual boa parte das instituições foi concebida.

O maior risco, portanto, não é chegar atrasado à inteligência artificial. É perceber tarde demais que a sociedade já mudou. A história mostra que cada período produz instituições compatíveis com seu contexto. A burocracia foi uma resposta às necessidades da sociedade industrial. O governo digital respondeu às demandas da sociedade conectada. Agora começa a surgir uma nova etapa, na qual aprendizagem contínua, colaboração, uso estratégico de dados e inteligência artificial passam a definir a capacidade de um Estado cumprir sua missão.

O ecossistema GovTech não criou essa transformação. Ele apenas tornou visível uma mudança que já estava em curso. A questão que permanece é se os governos conseguirão interpretar esse novo espírito do tempo antes que a distância entre as instituições e a sociedade se torne ainda maior. Afinal, nenhuma tecnologia é capaz de renovar um Estado por si só. O que transforma governos é a capacidade de reconhecer que cada época impõe novas responsabilidades e de compreender, antes que seja tarde, que o tempo da sociedade nunca espera pelo tempo das instituições.

O comportamento do consumidor mudou. E a sua comunicação, mudou também?

Por Agência Moove

Hoje, as pessoas decidem em poucos segundos se vão continuar consumindo um conteúdo. Elas salvam, compartilham, pesquisam, observam marcas por semanas e, muitas vezes, compram sem nunca terem curtido uma publicação.

Enquanto isso, muitas empresas continuam produzindo conteúdo da mesma forma de anos atrás. Entender métricas é importante. Mas entender pessoas é essencial.

As marcas que se destacam não são necessariamente as que falam mais. São as que conseguem acompanhar as mudanças de comportamento do seu público e se comunicar de forma relevante.

E você? Sua estratégia acompanha a evolução do consumidor ou ainda está presa aos hábitos de ontem?

PAREM DE CHAMAR ISSO DE MARKETING

Por

Marketing não nasceu para fazer post.
Não nasceu para escolher a cor de um feed.
Nem para decidir qual música está em alta no Reels.
Isso tem seu valor.
Mas isso não é marketing.
Isso é comunicação.

E existe uma enorme diferença entre as duas coisas.
O problema é que, durante anos, vendemos a ideia de que marketing era apenas produzir conteúdo, impulsionar anúncios e alimentar redes sociais.

Enquanto isso…
> As empresas perderam posicionamento.
> Competem apenas por preço.
> Não conhecem seus clientes.
> Não utilizam dados para tomar decisões.
> Não constroem marca.
> Não criam diferenciais competitivos.
E depois perguntam:
“Por que o marketing não gera resultado?”

Porque o marketing nunca foi só divulgação.
. Marketing é inteligência.
. É estratégia.
. É pesquisa.
. É comportamento do consumidor.
. É branding.
. É experiência do cliente.
. É inovação.
. É crescimento.
. É decidir quais mercados conquistar.
. Quais clientes atrair.
. Quais produtos desenvolver.
. Como gerar valor antes mesmo da primeira venda.

A comunicação é uma das ferramentas do marketing.
Assim como CRM, IA, dados, pricing, trade marketing, CX, automação, performance, SEO, relacionamento e dezenas de outras disciplinas.

Reduzir marketing a redes sociais é como dizer que um hospital existe apenas para emitir receitas.

Chega de marketing raso.
O mercado precisa voltar a discutir estratégia.

Porque empresas não crescem por causa de posts.
Elas crescem porque alguém construiu um marketing capaz de transformar estratégia em resultado.

Quem ainda acredita que marketing é apenas redes sociais já está competindo pelo passado.

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