Você vai ler na coluna hoje: Anthropic alerta que, em breve, IAs poderão se espalhar sozinhas até em TVs, Casa de Verão RS chega à terceira edição com projeto ampliado e aposta em se consolidar como ponto de encontro do verão gaúcho, LOOF completa um ano em Porto Alegre com 94,8% de satisfação entre clientes, Do funil ao ciclo: por que o Velho CRM já não sustenta mais o seu crescimento?, Ciberataques são o principal risco da IA hoje, afirma Bill Gates, O que define o luxo para o consumidor brasileiro de alta renda?, Nunca foi tão fácil fazer propaganda. Nunca foi tão difícil se diferencia, Seis em cada dez brasileiros gastam mais de R$ 100 por mês com beleza, “Eu não quero uma taça de champanhe, eu vim comprar um sapato”, CNN fecha acordo com CazéTV e estreia transmissões de futebol com Europa League e Ligue 1, Varejo tem o pior mês desde a pandemia.
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Anthropic alerta que, em breve, IAs poderão se espalhar sozinhas até em TVs
Modelo identificou brechas de segurança e criou cópias autônomas de si mesmo durante testes realizados pela empresa
Por Vitória Gomez, da CNN Brasil
A Anthropic alertou em uma publicação nesta semana que modelos de IA podem estar a poucos meses de ter capacidade o suficiente para se espalharem por conta própria em dispositivos conectados à internet, incluindo TVs e câmeras de segurança.
A desenvolvedora testou as habilidades dos modelos para configurar sua própria replicação em diferentes tipos de aparelho. O experimento aconteceu em um ambiente isolado e controlado.
Alguns dos modelos conseguiram se autorreplicar em oito dos nove tipos de equipamento testados, que incluíam TVs Boxes, Smart TVs, câmeras de segurança conectadas, eletrodomésticos inteligentes (como geladeiras e fornos) e dispositivos Android.
O modelo GLM-5.2 foi o único que conseguiu completar todo o ciclo de replicação, desde identificar as brechas nos sistemas até iniciar as cópias de si mesmo.
O estudo apontou que um modelo de 26 bilhões de parâmetros (considerado intermediário) conseguiu rodar em 15 TV Boxes Android de baixo custo. Já um de 30 bilhões de parâmetros (também intermediário) já consegue executar várias etapas individuais necessárias para se replicar sozinho, sem intervenção humana.
A Anthropic concluiu que, no ritmo atual de evolução, mesmo IAs menores poderão atingir esse nível de capacidade até o fim de 2026.
“Vermes de IA”
A empresa chamou os modelos que conseguem se espalhar automaticamente de “vermes de IA”. Segundo a Anthropic, eles são diferentes de vírus tradicionais porque conseguem usar a IA para se adaptar a novos dispositivos e ambientes específicos, sem necessidade de programação humana.
O estudo mostrou que mesmo dispositivos baratos e pouco protegidos, como o caso dos eletrodomésticos, podem fornecer capacidade computacional suficiente para executar esses modelos de IA.
Uma das preocupações é a capacidade deles se replicarem em aparelhos IoT (internet das Coisas). Trata-se de uma rede de objetos físicos inteligentes capazes de coletar e compartilhar dados entre eles e com a nuvem.
Outro temor é sobre a capacidade de aprendizado contínuo desses “vermes”. Nos testes, os modelos conseguiram absorver experiências de versões anteriores e melhorar sua própria taxa de sucesso.
Mesmo com o alerta, a Anthropic afirma que uma IA autorreplicante ainda seria lenta, levando de um a dois dias para se espalhar.
Ainda de acordo com a desenvolvedora, não existe uma IA deste tipo operando no mundo real de forma perigosas. Por enquanto, a empresa viu apenas “sinais iniciais” de capacidades que poderiam levar a esse cenário no futuro.
A Anthropic sugeriu algumas medidas que ajudariam a proteger os dispositivos, como eliminar senhas padrão, monitorar tráfego suspeito de rede e isolar esses dispositivos assim que eles forem identificados.
Casa de Verão RS chega à terceira edição com projeto ampliado e aposta em se consolidar como ponto de encontro do verão gaúcho
Criada pela OXS Promo, agência com mais de dez anos de atuação em live marketing, a iniciativa reúne esporte, turismo, cultura, bem-estar e experiências gratuitas em diferentes praias do litoral do Rio Grande do Sul.
O verão gaúcho está prestes a ganhar mais uma edição de um projeto que vem ampliando sua presença no litoral do Estado. A Casa de Verão RS chega ao seu terceiro ano com uma proposta ainda mais abrangente, reforçando o compromisso de oferecer experiências gratuitas de lazer, esporte, cultura e entretenimento para moradores e turistas durante a temporada 2026/2027.
Idealizada e desenvolvida pela OXS Promo, agência gaúcha com mais de uma década de experiência no mercado de live marketing, a Casa de Verão RS nasceu com o propósito de transformar espaços à beira-mar em ambientes de convivência, integração e experiências positivas para toda a família.
A cada edição, o projeto amplia sua estrutura, programação e oportunidades de relacionamento com o público, acompanhando o crescimento da iniciativa e a consolidação de sua identidade no calendário de verão do Rio Grande do Sul.
Para a temporada 2026/2027, a proposta ganha uma operação ampliada, com presença planejada em diferentes destinos do litoral gaúcho e uma programação diversificada, conectando turismo, esporte, entretenimento, bem-estar e experiências de marca.
Muito mais do que uma estrutura na praia
A Casa de Verão RS foi concebida para oferecer ao público uma experiência completa de verão. Sua programação reúne atividades esportivas, aulas de yoga, beach tennis, futevôlei, recreação infantil, experiências interativas, ações culturais e momentos de entretenimento ao longo do dia.
Além das atividades, o projeto prevê estruturas de apoio aos veranistas, como espaços de convivência, áreas de descanso, empréstimo de cadeiras e guarda-sóis, equipamentos esportivos e pontos de hidratação, proporcionando mais conforto e praticidade para quem frequenta o litoral.
Todas as atividades principais são gratuitas, reforçando o caráter democrático da iniciativa e seu compromisso com o acesso ao esporte, ao lazer e ao bem-estar.
Outro diferencial é a proposta itinerante, que busca acompanhar os principais fluxos turísticos do verão e levar a experiência da Casa de Verão RS a diferentes regiões do litoral.
Um projeto que cresce junto com o verão gaúcho
Para Eduardo Kinjo, diretor de Projetos da OXS Promo, a chegada à terceira edição representa uma etapa importante na evolução da iniciativa.
“A Casa de Verão RS nasceu de uma ideia muito simples: criar um espaço onde as pessoas pudessem viver o melhor do verão gaúcho. A cada ano, fomos entendendo melhor o comportamento do público, ampliando nossas experiências e desenvolvendo novas possibilidades para o projeto. Agora, no terceiro ano, estamos dando um passo importante para consolidar a Casa de Verão como uma referência no litoral do Rio Grande do Sul.”
Segundo o executivo, o crescimento do projeto também reflete uma visão de longo prazo da agência.
“Não queremos que a Casa de Verão seja apenas mais uma ativação de temporada. Nossa ambição é construir uma plataforma permanente, que cresça a cada edição e se torne o principal ponto de encontro dos gaúchos no litoral. Um lugar que as famílias queiram visitar, que os turistas reconheçam e que faça parte da memória afetiva do verão no nosso Estado.”
Experiências que conectam pessoas, marcas e destinos
Além de proporcionar lazer e entretenimento, a Casa de Verão RS também funciona como uma plataforma de relacionamento entre marcas e consumidores.
Por meio de espaços personalizados, atividades patrocinadas, experiências interativas e ações de conteúdo, empresas parceiras podem se aproximar do público em um ambiente de convivência e descontração.
O projeto também busca contribuir para a valorização turística das cidades participantes, estimulando a circulação de visitantes, a ocupação qualificada das praias e a promoção dos destinos do Rio Grande do Sul.
A estratégia de comunicação para a nova temporada contempla ações de mídia exterior, presença digital, Instagram, produção de conteúdo e divulgação da programação, ampliando o alcance da iniciativa para além dos espaços físicos.
A experiência de quem está por trás do projeto
Responsável pela criação e desenvolvimento da Casa de Verão RS, a OXS Promo acumula mais de dez anos de experiência no mercado de live marketing, eventos e marketing de experiência.
Com atuação no Rio Grande do Sul e em diferentes regiões do Brasil, a agência desenvolve projetos que conectam grandes marcas aos seus públicos por meio de experiências presenciais, ativações promocionais, eventos e operações especiais.
Em seu portfólio estão trabalhos e projetos relacionados a marcas e eventos de destaque nacional, como Disney, Petrobras, João Rock e Planeta Atlântida, além de iniciativas desenvolvidas para grandes empresas dos setores de telecomunicações, entretenimento, energia, serviços e varejo.
A agência atua em todas as etapas dos projetos, desde o planejamento estratégico e a criação até a produção, logística, operação e entrega dos resultados.
Essa experiência contribui para o desenvolvimento da Casa de Verão RS como um projeto proprietário, com planejamento de longo prazo e potencial de expansão a cada temporada.
Um novo capítulo para o verão do Rio Grande do Sul
Com a terceira edição, a Casa de Verão RS reforça sua proposta de crescer de maneira consistente, ampliar sua presença no litoral e oferecer novas experiências ao público.
Mais do que uma programação de verão, o projeto busca construir uma tradição: um espaço de encontros, memórias e conexões que valorize a cultura gaúcha, incentive o esporte e contribua para tornar a temporada ainda mais especial.
A Casa de Verão RS quer ser mais do que um lugar para visitar. Quer ser um lugar para onde os gaúchos sempre queiram voltar.
LOOF completa um ano em Porto Alegre com 94,8% de satisfação entre clientes
Com investimento superior a R$ 15 milhões, projeto nasceu após busca de referências pelo mundo e reúne gastronomia e diferentes experiências de entretenimento em um só lugar
Um ano depois de chegar a Porto Alegre com a proposta de reunir diferentes formas de entretenimento e gastronomia em um único lugar, o LOOF – Food & Fun completa seu primeiro aniversário com 94,8% dos clientes satisfeitos diante da experiência no hub. O resultado integra estudo realizado pela Vitamina Pesquisa para avaliar a percepção do público sobre o empreendimento instalado no segundo andar do Bourbon Shopping Country. No levantamento, a variedade de atrações aparece como o principal fator de escolha do LOOF em relação a outras opções de lazer, mencionada por 38,4% dos clientes.
A recepção do público ajuda a dimensionar o resultado de um conceito que começou a ser desenvolvido muito antes da abertura das portas em setembro de 2025. Idealizador do LOOF e fundador e CEO da Rede Cinesystem, Marcos Barros e sua equipe buscaram referências nos Estados Unidos, Canadá e em países da Europa e Ásia, participaram de feiras e eventos e acompanharam tendências internacionais de comportamento e entretenimento. Arquitetos e consultores canadenses também participaram da concepção do negócio.
O resultado desse processo chegou primeiro a Porto Alegre pelo fato de a Capital ser culturalmente vibrante, com uma vida noturna intensa e um povo que valoriza experiências de lazer e gastronomia de qualidade. “O Rio Grande do Sul é um Estado conhecido por sua tradição, orgulho e entusiasmo pelo que é bem feito, e queríamos que o LOOF nascesse em um lugar que compartilhasse essa energia”, explica o executivo.
Com investimento de mais de R$ 15 milhões, a unidade foi criada para integrar em um mesmo complexo restaurante, sports bar, cinema VIP, boliche, arcade e arremesso de machado, oferecendo diferentes possibilidades de lazer. O LOOF funciona como uma espécie de tradução livre de “lots of fun”, uma expressão que carrega bem o espírito e o DNA da marca que é diversão em essência.
“Quando concebemos o LOOF, fomos buscar referências em diferentes mercados do mundo para criar uma experiência que reunisse alternativas que normalmente encontramos separadas. Ao completar este primeiro ano, é muito importante perceber que justamente essa combinação é reconhecida pelo público como um dos nossos principais diferenciais”, afirma Marcos Barros.
Gastronomia como parte da experiência
A gastronomia é um dos pilares do conceito do LOOF, com uma proposta inspirada nos diners americanos, mas que incorpora referências e ingredientes regionais. Sob a curadoria do chef Eduardo Lyra, o cardápio foi pensado para acompanhar diferentes momentos de permanência no complexo, do almoço ou jantar ao happy hour e às sessões de cinema, com serviço de alimentos e bebidas também na sala VIP. Ao longo do primeiro ano, a gastronomia integrou as ativações promovidas pelo espaço, com menus e drinks temáticos. Para celebrar o aniversário, o LOOF apresenta novidades no cardápio, mantendo a combinação entre referências internacionais e sabores locais.
Experiências que vão além das atrações permanentes
Nestes 12 meses, a proposta de integrar diferentes experiências também ganhou forma por meio de uma programação própria. Um dos exemplos foi a Copa do Mundo de 2026, quando o LOOF transformou o complexo em ponto de encontro para os torcedores, com transmissão das partidas no sports bar, bolões e participação de jornalistas esportivos.
A programação incluiu ações relacionadas a diferentes datas do calendário, como o Dia do Solteiro e a Semana Farroupilha, esta última em valorização à cultura gaúcha. Para o Halloween, em 31 de outubro, o LOOF prepara uma programação especial assim como já ocorreu em 2025. Segundo Barros, a experiência deste período reforçou uma característica que estava na origem do projeto: a possibilidade de realizar diferentes programas em um único endereço. “As pessoas adoram poder ter todas as coisas ao mesmo tempo”, resume.
O LOOF reúne oito pistas de boliche, arcade, arremesso de machado, restaurante e sports bar, além do complexo Cinesystem com seis salas, sendo três VIP. A operação marcou a entrada da Cinesystem em um modelo que amplia a experiência de entretenimento para além do cinema.
Do funil ao ciclo: por que o Velho CRM já não sustenta mais o seu crescimento?
Por Ronaldo Shinohara
Por muito tempo, o crescimento das empresas foi pautado na lógica linear do funil: atrair, converter e fechar. No entanto, a jornada de compra moderna tornou esse modelo rígido obsoleto. O cliente atual transita entre múltiplos canais, pesquisa de forma autônoma e toma decisões em ritmos próprios — frequentemente sem interagir diretamente com um time de vendas.
O crescimento sustentável hoje não vem de empurrar leads por um funil, mas de orquestrar um ciclo contínuo de valor (Flywheel). O Novo CRM deixa de ser um mero repositório de contatos e passa a atuar como o motor central do relacionamento, ancorado em 5 pilares estratégicos:
1. Segmentação Avançada: Compreensão profunda do perfil e do momento de cada conta.
2. Nutrição Contínua: Entrega constante de valor antes, durante e após a conversão
3. .Detecção de Sinais de Intenção: Leitura em tempo real do comportamento digital em todos os pontos de contato.
4. Retenção e LTV: Foco na expansão da carteira e no valor do cliente ao longo do tempo, em vez de transações isoladas.
5. Otimização Orientada a Dados: Melhoria contínua de cada touchpoint com base em inteligência analítica.
Na era da automação inteligente e da hiperpersonalização, a experiência do cliente precisa ser fluida, consistente e orientada a dados. Empresas que ainda tratam o CRM como uma planilha de vendas estática estão limitando sua eficiência operacional e deixando receita na mesa.
Ciberataques são o principal risco da IA hoje, afirma Bill Gates
Cofundador da Microsoft afirma que sistemas de segurança das empresas de inteligência artificial ainda são insuficientes para enfrentar ameaças e defende medidas de regulação da tecnologia
Por AFP

Bill Gates, cofundador da Microsoft — Foto: David Paul Morris/Bloomberg
Bill Gates manifestou neste domingo preocupação com uma possível multiplicação dos ataques cibernéticos baseados em inteligência artificial (IA), mais do que com o risco de que essa tecnologia se torne “incontrolável”. O cofundador da Microsoft já havia alertado semanas atrás que o mundo não está preparado para as consequências da IA.
— Os ataques cibernéticos serão, sem dúvida, o desafio mais significativo que enfrentaremos no próximo ano — declarou Gates neste domingo, durante entrevista ao canal americano ABC News.
Na avaliação de Gates, os sistemas de segurança atualmente instalados pelas empresas especializadas em IA não são suficientemente robustos para enfrentar as ameaças de ataques cibernéticos.
— O verdadeiro perigo, neste momento, não é que a IA se torne incontrolável — embora “seja preciso trabalhar nisso” —, mas, sim, que pessoas mal-intencionadas a utilizem. Ao longo do próximo ano, especialmente na área de cibersegurança, teremos muitas surpresas desagradáveis — advertiu.
O bilionário defendeu que a transformação provocada por essa tecnologia seja administrada por meio de medidas como a criação de um imposto sobre a IA, o estabelecimento de um organismo internacional e a reserva de determinados empregos exclusivamente para seres humanos.
Vários executivos de alto escalão do setor também destacaram recentemente a necessidade de redobrar a vigilância em relação a essa tecnologia.
Dario Amodei, da empresa de inteligência artificial Anthropic, chegou a se comprometer a desacelerar unilateralmente o desenvolvimento da tecnologia.
Em suas declarações à ABC News, Gates também rejeitou a ideia — defendida pelo presidente americano, Donald Trump — de que a autorregulação das empresas especializadas em IA seria suficiente para garantir a segurança mundial.
— Está claro que não estamos fazendo o suficiente — declarou.
O que define o luxo para o consumidor brasileiro de alta renda?
Por Mayra Carbone
73% dos consumidores de alta renda no Brasil acreditam que marcas de luxo devem oferecer algo difícil de replicar. 72% esperam que os produtos sejam atemporais. E 67% preferem marcas discretas, reconhecidas apenas por quem aprecia e entende.
Os números são da pesquisa Consumidor de Alta Renda, da Globo, e confirmam uma virada que parte do mercado ainda subestima: o luxo está deixando de ser visto.
A exclusividade segue como o principal código do setor, citada por 45% dos entrevistados. Mas o estudo faz uma distinção precisa: exclusividade é requisito, não diferencial. O que realmente destrói valor é a incoerência entre preço e qualidade, o desalinhamento com os valores da marca e um relacionamento mal conduzido. O que gera valor é satisfação pessoal, sensação de realização e a conquista de algo raro.
Há ainda um dado que diz muito sobre o momento: a motivação mais citada para consumir luxo é a recompensa pessoal. O luxo opera cada vez menos pelo olhar do outro e cada vez mais pela relação íntima de quem consome.
O movimento do consumidor, segundo o próprio estudo, é migrar de o que eu possuo para quem eu estou me tornando. Para as marcas, isso muda tudo. É preciso ser coerente, ao longo do tempo, em cada ponto de contato.
O estudo quantifica os movimentos do luxo que acompanhamos na disciplina de Experiência do Cliente no Luxo que leciono na ESPM. É menos sobre o que se vê e mais sobre o que se reconhece. É menos sobre o produto em si e mais sobre pertencimento e experiência. É menos sobre uma ação pontual e mais sobre consistência.
Nunca foi tão fácil fazer propaganda. Nunca foi tão difícil se diferenciar.
Tenho circulado pelas grandes feiras do Agro e uma coisa vem me incomodando: está tudo cada vez mais bonito. E, curiosamente, cada vez mais parecido.
A IA está nos dando ferramentas extraordinárias. Mas parece que, em muitos casos, estamos usando toda essa potência para produzir mais do mesmo.
E aí vem a pergunta: se clientes e agências têm acesso às mesmas ferramentas, qual será o verdadeiro diferencial de uma agência daqui para a frente? Tenho algumas convicções a respeito. Uma delas é que as agências precisam deixar de ser reativas para assumir um papel muito mais estratégico, propositivo e de orquestração.
Escrevi sobre isso e sobre minha expectativa para a 24ª Mostra de Comunicação ABMRA, que recebe inscrições até 30 de outubro.
Quero muito ver o que a inteligência humana, agora com asas proporcionadas pela IA, será capaz de colocar na rua. E quero saber tua opinião: estamos usando a IA para ampliar nossa criatividade ou apenas para produzir a mesmice em escala industrial?
Seis em cada dez brasileiros gastam mais de R$ 100 por mês com beleza
Por Mercado e Consumo
O mercado de beleza ganha espaço no orçamento dos brasileiros: 61% gastam mais de R$ 100 por mês com produtos de beleza e cuidados pessoais, segundo levantamento da Valometry em parceria com o Brazil Panels. A pesquisa mostra ainda forte valorização das marcas brasileiras, interesse por produtos importados e preocupação com transparência, já que 68% desconfiam das informações sobre ingredientes.
O comportamento varia entre faixas etárias e públicos, mas sustentabilidade, influência digital e tecnologia já fazem parte da jornada de consumo. Influenciadores lideram a descoberta de produtos, dermatologistas aparecem entre as principais referências de confiança e 23% dos brasileiros já usam assistentes de IA para pesquisar ou escolher itens de beleza.
“Eu não quero uma taça de champanhe, eu vim comprar um sapato”
Gero Fasano critica excessos no atendimento de luxo e defende experiências mais simples, sem formalidades
Por Faria Lima News
O empresário Gero Fasano, do Grupo Fasano, criticou o excesso de intervenções no atendimento ao cliente e defendeu a simplicidade como parte fundamental da experiência de luxo. “Sem educação não existe elegância e muito menos luxo algum”, afirmou durante uma participação no evento MaxiMídia.
Segundo Fasano, a sofisticação não precisa estar associada a um atendimento excessivamente formal. Como exemplo, explicou que, nos restaurantes do grupo, quando duas pessoas pedem uma garrafa de vinho, a equipe abre a bebida e a deixa na mesa, permitindo que os próprios clientes se sirvam.
O empresário também questionou situações em que o atendimento se transforma em uma sequência de perguntas desnecessárias. Ao citar um simples pedido de água, criticou os questionamentos sobre gás e marcas. “pior que falta de serviço é excesso de serviço”, declarou.
Para Fasano, a preocupação em oferecer um serviço completo pode acabar prejudicando a experiência do consumidor. Ele argumentou que a quantidade de intervenções não determina a qualidade do atendimento e que respeitar o espaço e as preferências do cliente também faz parte de um bom serviço.
A crítica se estende ao varejo de luxo. Fasano citou lojas que oferecem champanhe aos consumidores durante as compras. “Eu não quero uma taça de champanhe, eu vim comprar um sapato”, afirmou. Para o empresário, essas práticas exemplificam os excessos que podem tornar uma experiência simples desnecessariamente complicada.
CNN fecha acordo com CazéTV e estreia transmissões de futebol com Europa League e Ligue 1
Por Midia e Esporte
A CNN fechou um acordo de sublicenciamento com a CazéTV para transmitir partidas de futebol europeu ao vivo. Segundo informações do portal Lance!, a parceria prevê a exibição de um jogo por rodada da UEFA Europa League, além de confrontos da Conference League e da Ligue 1, o Campeonato Francês.
As transmissões serão realizadas em parceria com a Rádio Itatiaia, mas ainda não há confirmação sobre as plataformas que exibirão os jogos ou sobre as equipes responsáveis pela narração e pelos comentários. Também não foram divulgados os valores nem a duração do contrato.
Um dos primeiros confrontos escolhidos para a nova parceria é Lyon x Crystal Palace, marcado para esta quinta-feira (15), pela segunda fase da Europa League. A partida está entre os eventos que serão exibidos pela CNN/Itatiaia.
O acordo permite ao canal de notícias ampliar sua atuação no mercado esportivo e exibir partidas de competições cujos direitos pertencem à CazéTV. A plataforma da LiveMode detém os direitos da Europa League, da Conference League e da Ligue 1 no ciclo que inclui a temporada 2026/27.
A iniciativa marca a estreia da CNN nas transmissões de futebol ao vivo e acompanha uma tendência de expansão da programação esportiva entre veículos tradicionalmente dedicados ao jornalismo e às notícias.
Além da CNN, outros canais do segmento jornalístico também passaram a investir na exibição de eventos esportivos. Record News, Jovem Pan e UOL estão entre os veículos que já transmitiram partidas ao vivo, ampliando a concorrência pela distribuição de conteúdo esportivo no Brasil.
Varejo tem o pior mês desde a pandemia
Vendas caem 3,9% e completam 16 meses seguidos de queda
Por Vale BR Money
Não tem pandemia. Não tem loja fechada por decreto. Mesmo assim, o varejo brasileiro teve o pior setembro desde 2020.
As vendas caíram 3,9% em relação a setembro do ano passado, já descontada a inflação, segundo o ICVA, índice da Cielo que acompanha 18 setores. Um setembro pior que esse, só em 2020, em plena pandemia, quando a queda foi de 7,9%.
É o 16º mês seguido de queda real. Desde junho de 2025, nenhum mês fechou no azul. E a queda acelerou: -1,4% em julho, -2,2% em agosto, -3,9% em setembro.
Em três dos últimos quatro meses, o resultado foi o pior para o mês desde a pandemia: junho (mesmo com a Copa do Mundo), agosto e setembro. A própria Cielo lembra que 2020 foi um “período ainda fortemente afetado pela pandemia”.
O tombo maior foi em serviços: -9%, puxados por turismo e transporte (-13%) e por bares e restaurantes. Bens duráveis e semiduráveis, como móveis, eletrodomésticos e roupas, caíram 7,3%. Os não duráveis, itens do dia a dia, recuaram 0,7%.
Todas as cinco regiões caíram, e a maior queda foi no Sudeste (-5,6%). Em São Paulo, maior mercado do país, a queda foi de 7,1%.
O alívio veio da internet. Sem descontar a inflação, o e-commerce cresceu 5,1%, enquanto as lojas físicas ficaram em -0,1%.
“O resultado de setembro mostra que a retração do varejo continua e ganhou intensidade”, disse Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo. Para ele, é “um sinal de que o consumo permanece pressionado”.
O número sai a menos de duas semanas do 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.













