A governança da polarização: o que os conselhos ensinam à política – 23.10.2026

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Você vai ler na coluna hoje: A governança da polarização: o que os conselhos ensinam à política, Profissionais gaúchos lançam GPMRS e anunciam pesquisa inédita para mapear o mercado de mídia no estado, Padrinho produz podcast do Sebrae na Mercopar pelo quinto ano consecutivo,FIND 2027 confirma terceira edição para abril, em Porto Alegre, No RS, um destino de veraneio está virando um lugar para morar, Estudo aponta queda de 75% no vínculo mais forte entre consumidores e marcas em 30 anos, Mulheres entram em campo na Brazuca League, Governança à mesa e nos templos: o que a tradição japonesa tem a ensinar aos Conselhos, Estudo da Serasa Experian identifica nove perfis de consumo entre consumidores com características semelhantes, Retail media cresce 37% no Brasil e ganha espaço na publicidade digital, Globo apresenta valores de patrocínio do futebol para a temporada 2027, Frente a Frente do Sinapro-RS debate concorrências privadas no dia 29 de outubro, Frente a Frente do Sinapro-RS debate concorrências privadas no dia 29 de outubro, Confiança do cliente é construída a cada experiência com a marca.

 

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A governança da polarização: o que os conselhos ensinam à política

Por Fernando Röhsig – Conselheiro de Administração (CCA – IBGC).

A polarização transformou o debate público em torcida organizada. Quem ganha sente-se autorizado a anular o adversário. Quem perde assume o papel de sabotador, torcendo pelo colapso apenas para provar seu ponto.

O sintoma é conhecido. A pergunta relevante é de governança: como gerir ânimos exaltados sem destruir as pontes do futuro? Quem transita por conselhos de administração ou consultivos conhece o dilema. Em uma empresa familiar de R$ 100 milhões, uma deliberação sobre sucessão pode ser tão inflamável quanto uma votação em plenário. A diferença é que na empresa o jogo não zera no dia seguinte. É preciso continuar convivendo com o sócio.

Para evitar que a fricção vire fratura, a governança moderna usa uma ferramenta poderosa: o _pré-mortem_. Criado pelo psicólogo Gary Klein em 1989 e difundido pelo Nobel Daniel Kahneman, o método é simples: antes de implementar um plano, a equipe se reúne sob a premissa de que o projeto já fracassou catastroficamente. A tarefa é mapear, com franqueza, as causas da morte anunciada.

Apliquemos o pré-mortem à política brasileira. Ele revela duas catástrofes previsíveis. A primeira é a arrogância do vencedor. Em conselhos maduros, quem ganha uma votação precisa proteger a minoria. O triunfo sem magnanimidade gera desengajamento e vingança na reunião seguinte. Na política, gera obstrução e judicialização. A segunda é a imaturidade do derrotado, que confunde oposição com boicote. Adota a tática do “quanto pior, melhor”. Em conselho, esse comportamento se chama desalinhamento fiduciário – e é motivo de destituição.

Na governança sólida, a divergência é combustível, mas o rito é sagrado. Debate-se com dureza, decide-se com clareza e, após o martelo, executa-se com lealdade. O resgate do civismo passa pelo mesmo princípio. Precisamos antecipar os estragos da intolerância antes que destruam o tecido. Divergir enriquece. Não saber ganhar e não saber perder decreta a falência de qualquer sociedade – e de qualquer empresa.

Profissionais gaúchos lançam GPMRS e anunciam pesquisa inédita para mapear o mercado de mídia no estado

Grupo dos Profissionais de Mídia do RS (GPMRS) estreia com o projeto “Vozes da Mídia”, em parceria com a Capryo. Resultados serão apresentados na Semana ARP.

Nasceu o Grupo dos Profissionais de Mídia do Rio Grande do Sul (GPMRS). Criado de forma independente por profissionais que atuam no mercado local, o movimento chega com o propósito claro de integrar, valorizar e capacitar quem faz a mídia acontecer no estado. O primeiro passo oficial do grupo já está no ar: a pesquisa “Vozes da Mídia”, que busca entender a realidade, os desafios e as expectativas de carreira de quem atua no setor.

O GPMRS surge da necessidade de debater tendências, defender boas práticas e abrir caminhos para as futuras gerações de mídia no Rio Grande do Sul. O movimento reúne profissionais das áreas de mídia on e off que combinam diferentes perfis de trabalho e experiências em diversas agências, trazendo visões complementares para a iniciativa. O grupo de fundadores é composto, em ordem alfabética, por Amanda Garcia, Camila Câmara, Douglas de Assis, Felipe Eugênio e Júnior Severo. Juntos, eles assinam o manifesto de que o grupo “nasce para ser a voz e a força do profissional de mídia em nosso estado”.

Mídia se faz com dados

Questionando “Quem planeja o futuro da mídia no RS?”, o GPMRS definiu que sua primeira ação precisaria ser embasada em dados reais. Para isso, lançou a pesquisa “Vozes da Mídia” em parceria com a Capryo, garantindo total sigilo e isenção na coleta das informações. O objetivo do questionário é entender as transformações do ecossistema de comunicação gaúcho para que o GPMRS saiba onde atuar de forma estratégica nos próximos anos.

A pesquisa é aberta a todos que compõem o ecossistema de mídia do RS: profissionais de agências, profissionais que atuam em anunciantes (marketing e mídia in-house), profissionais autônomos e freelancers e aqueles que trabalham em outras frentes do mercado.

Apresentação oficial

O anúncio oficial ao mercado e a divulgação dos resultados da pesquisa já têm data e palco definidos: 26 de novembro, durante a programação da Semana ARP 2026.

Para responder à pesquisa ou conhecer mais sobre o propósito do grupo, os profissionais podem acessar o site www.capryo.com.br/pesquisa/vozes-da-midia/ e acompanhar as novidades pelo perfil oficial no Instagram: @gpm.rs.

Padrinho produz podcast do Sebrae na Mercopar pelo quinto ano consecutivo

Agência promove temporada especial do “Plano de Voo” no estúdio montado na feira, que ocorre de hoje a 23 de outubro, em Caxias do Sul (RS). Serão 14 gravações em 4 dias, com 16 entrevistas; entre os convidados estão Luis Justo, CEO do Rock in Rio; Angela Hirata, da Suriana Trading e que internacionalizou as Havaianas, e Osmar de Souza Junior, da Siemens. A apresentação é da jornalista Alexandra Zanela, cofundadora e diretora de Relacionamento da Padrinho Conteúdo e Assessoria.

Pelo quinto ano consecutivo, a Padrinho Conteúdo e Assessoria é responsável pela produção do podcast “Plano de Voo”, do Sebrae, diretamente da Mercopar, maior feira de inovação industrial da América Latina. Nesta semana, a equipe do hub de Audiovisual da agência está na Serra Gaúcha para acompanhar a 35ª edição do evento, que ocorre até 23 de outubro, no Centro de Feiras e Eventos da Festa da Uva, em Caxias do Sul. O objetivo do podcast é ampliar o conteúdo apresentado na feira por meio de entrevistas com lideranças e especialistas convidados para palestrar na Mercopar. Os programas podem ser vistos no canal do Sebrae RS no YouTube: @sebraersoficial.

“O Plano de Voo é o podcast oficial do Sebrae produzido pela Padrinho e gravado no estúdio da agência, em Porto Alegre. Na primavera, a gente pega a estrada para participar desse grande evento da indústria, com repercussão em toda a América Latina. Produzir conteúdo no meio da feira, onde pulsam as ideias e com lideranças de referência, é um dos momentos mais esperados do ano”, explica Alexandra Zanela, cofundadora e diretora de Relacionamento da Padrinho, que também é a apresentadora do podcast.

Em quatro dias, serão gravados 14 programas com 16 entrevistados. Entre os convidados estão nomes de destaque do empreendedorismo, da indústria e da ciência, como Luis Justo, CEO do Rock in Rio, com trajetória também ligada à Osklen; Angela Hirata, CEO da Suriana Trading, responsável pela internacionalização das sandálias Havaianas; Osmar de Souza Junior, da Siemens; e Sérgio Sacani, geofísico e divulgador científico. Os roteiros são de Rafaela Dutra, e a operação técnica fica a cargo de Thiago Barbosa.

Sobre a Padrinho

Fundada pelos empreendedores e jornalistas Alexandra Zanela e Carlos Guilherme Ferreira, a Padrinho Conteúdo e Assessoria consolida 12 anos de trajetória no mercado de comunicação. Com sedes em Porto Alegre e no Rio de Janeiro, onde atende a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), a agência conta com uma equipe de mais de 20 colaboradores, integrados em três hubs — Conteúdo, Audiovisual e Assessoria de Imprensa — e uma gerência de Operações. A Padrinho tem como clientes organizações e empresas de médio e grande portes, com foco B2B, incluindo Grupo RBS, Gramado Summit, Colégio Farroupilha, Sinepe/RS, Senar-RS, FBV, ADVB, Simers, Asdep, Cabergs, Zletric, Versalii, Restauro da Basílica Nossa Senhora das Dores, Sebrae RS e Associação Cidadania.

FIND 2027 confirma terceira edição para abril, em Porto Alegre

Fórum de marketing, estratégia e tecnologia da AnaMid será realizado no Espaço Unisinos e terá como tema o fim do marketing superficial, com foco na geração de valor.

A terceira edição do FIND, fórum de marketing, estratégia e tecnologia promovido pela AnaMid, já tem data confirmada: 24 de abril de 2027. O evento será realizado no Espaço Unisinos, em Porto Alegre, e terá como tema o fim do marketing superficial, com foco na relação entre eficiência e eficácia nas estratégias de mercado.

Nas duas primeiras edições, o fórum reuniu mais de 1.900 decisores, 50 palestrantes e 40 marcas patrocinadoras e apoiadoras. Em 2026, o evento também alcançou mais de 750 mil visualizações orgânicas nas redes sociais.

Para 2027, a proposta é ampliar o debate sobre a efetividade das ações de marketing, questionando práticas que priorizam velocidade e volume sem necessariamente gerar valor para os negócios. A iniciativa busca conectar profissionais e marcas em torno de estratégias mais alinhadas a resultados concretos.

As oportunidades de patrocínio e ativação de marca para a próxima edição já estão abertas. Banrisul, Unisinos, Brivia, Gross e Ondaweb estão entre as marcas que já participam do projeto.

Mais informações sobre o evento e as oportunidades para marcas estão disponíveis no site oficial do FIND.

No RS, um destino de veraneio está virando um lugar para morar

Por Larissa Vitória (Metro Quadrado)

No RS, um destino de veraneio está virando um lugar para morar

No norte do Rio Grande do Sul, a cidade de Capão da Canoa está deixando de ser apenas um tradicional destino de veraneio dos gaúchos para atrair quem está de fato buscando um lugar para morar, estimulando novos projetos imobiliários que vão além dos imóveis à beira da praia.

O IBGE estima que já há 66,2 mil pessoas morando na cidade em 2026, uma alta de 57,5% ante o Censo de 2010.

E segundo uma das maiores incorporadoras da região, a DeMello, já há estimativas informais do município feitas com base em estudos de saúde e consumo que indicam uma população superior a 100 mil habitantes. Um outro sinal disso é que o número de matrículas na rede privada de ensino básico mais do que dobrou nos últimos 10 anos, de acordo com o Censo Escolar.

O boom de novos moradores contrasta com o que vive o próprio Rio Grande do Sul (o estado é um dos que mais diminuíram a população no último Censo) e é explicado em parte pela pandemia, quando o home office permitiu que muita gente realizasse o sonho de ir morar no litoral.

Além disso, Capão foi impulsionada pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, que levaram milhões de pessoas a repensarem o lugar onde vivem. Muitas áreas da região metropolitana de Porto Alegre, por exemplo, ficaram embaixo da água por um longo tempo.

“Em um processo natural, as pessoas buscaram segurança e refúgio migrando para o litoral,” José Pedro Gomes, gerente executivo da DeMello, disse ao Metro Quadrado.

A incorporadora é dona do maior projeto anunciado até agora em Capão, o Barra Norte, que prevê a criação de uma bairro planejado com o desenvolvimento de 140 hectares de produtos imobiliários ao longo dos próximos anos.

A companhia vai lançar parte da primeira fase do bairro no próximo mês, um condomínio de lotes com 50 hectares e VGV de R$ 450 milhões. O potencial total de vendas ultrapassa R$ 1 bilhão.

Em comparação a outros destinos de veraneio dos gaúchos, Capão é beneficiada por ter um plano diretor mais favorável à verticalização, diferentemente da vizinha Xangri-lá, o que permitiu à cidade um adensamento maior na última década.

Mas esse aumento da população – tanto no Centro quanto nas áreas que vão da avenida principal ao mar – já provoca problemas para circulação de veículos, especialmente no período de verão – quando os habitantes se somam aos veranistas.

De olho nesse movimento, o projeto da DeMello, que fica mais afastado da região central, prevê também espaços para comércio, serviços, parque e escola.

O bairro pode chegar a 5 mil unidades habitacionais – incluindo os lotes e edifícios – quando estiver pronto e receber 15 mil moradores, pelos cálculos da incorporadora.

Além da DeMello, a Plaenge, uma das maiores construtoras do Sul do País, tem uma área de cerca de 400 hectares vizinha à da incorporadora e também deve anunciar um projeto na região, segundo uma fonte a par do assunto.

“Aquela parte da cidade é uma área morta hoje, não tem nada. Mas quem viu o master plan dos dois projetos diz que, em 10 anos ou 15 anos, a região será muito parecida com o que hoje é Punta del Leste,” disse a fonte.

Para Fabiano Braga, um dos maiores corretores da região, o nível de demanda visto em Capão da Canoa sustenta projetos desse porte.

A cidade vendeu R$ 1,9 bilhão em imóveis no ano passado, quase o dobro do patamar registrado em 2020.

“Desde a pandemia, todo ano as pessoas falam: ‘será que vai vender tudo que está sendo lançado?’ E vende-se tudo, o que mostra que ainda existe muito apetite pelo litoral,” disse Braga.

Segundo o corretor, um dos fatores que alimenta essa demanda é a facilidade de parcelar o pagamento direto com as incorporadoras, uma tradição que foi criada devido à demora da cidade para liberar o Habite-se de imóveis – pré-requisito para financiamento bancário.

O documento chegava a levar três anos para sair, o que fez com que os incorporadores oferecessem um horizonte longo de pagamento – de 60 ou 70 vezes, em alguns casos – para não terem que esperar a liberação dos financiamentos para vender.

“Foi se criando uma cultura tão forte que as pessoas procuram Capão da Canoa porque é uma porta de entrada para ter um imóvel na praia com facilidade.”

Estudo aponta queda de 75% no vínculo mais forte entre consumidores e marcas em 30 anos

Pesquisa da TROIANO mostra aumento do desconhecimento sobre marcas e reforça o desafio de transformar reconhecimento em preferência.

Por Mundo Marketing

A relação entre consumidores e marcas mudou nas últimas três décadas. Segundo o estudo “30 anos de marcas: o que mudou?”, da TROIANO, o índice de desconhecimento sobre as marcas passou de 5,2% para 38,2% no período. Já a Idealização, estágio que representa o vínculo mais intenso entre consumidor e marca, caiu de 8,3% para 2,1%, uma redução de aproximadamente 75%.

A pesquisa também aponta queda na Familiaridade, que recuou de 65% para 47% dos consumidores. Os números indicam que as marcas enfrentam dificuldades não apenas para conquistar espaço na mente do público, mas também para construir relações mais fortes e duradouras.

Nesse cenário, a multiplicação de marcas e a fragmentação da atenção tornam o trabalho das equipes de Marketing ainda mais desafiador. Ser conhecido já não é suficiente: é preciso transformar reconhecimento em preferência e desenvolver vínculos que se mantenham ao longo do tempo.

O estudo da TROIANO analisa as mudanças na relação entre consumidores e marcas e destaca a importância de estratégias capazes de ir além da presença e da frequência de comunicação. Afinal, aparecer para o público não garante, por si só, relevância ou conexão.

Mulheres entram em campo na Brazuca League

A Brazuca League, competição realizada pela HOC Sports com o Grupo RBS como media partner, tem nova data para sua segunda edição: maio de 2027, mesmo período em que o Brasil se prepara para receber a Copa do Mundo Feminina. A mudança abre espaço para a criação da modalidade feminina. O lançamento oficial, voltado a convidados, acontece em 10 de novembro, na Casa HOC.

Por que a data mudou

O pedido para incluir as mulheres veio de quem está perto do projeto. Patrocinadores e embaixadores defenderam a entrada do futebol feminino no campeonato, e muitas jogadoras procuraram a organização querendo participar. Criar a nova modalidade, convidar atletas e preparar tudo com cuidado exige tempo, e a nova data garante isso.

“Quando marcas e atletas pedem a mesma coisa, o recado é claro: o mercado está pronto para elas. Na HOC Sports, acreditamos que o futebol feminino merece estrutura e preparação à altura, e decidimos fazer do jeito certo. A Brazuca vai ficar ainda maior.” — Liana Bazanela, Cofundadora da HOC Sports

Como fica a competição

Feminino. A modalidade estreia com novos times e novas atletas. A organização anunciará em breve como funcionará a seletiva.

Masculino. As peneiras já foram realizadas, e os selecionados serão divulgados em novembro, no Instagram @thebrazucaleague.

Sobre a Brazuca League

A Brazuca League valoriza o futebol brasileiro raiz, com a ginga das ruas, da várzea e das praças. A liga reúne atletas selecionados em peneiras, embaixadores e marcas parceiras numa celebração do jeito brasileiro de jogar.

Sobre a HOC Sports

A HOC Sports é um laboratório criativo de marketing esportivo, spin-off da HOC. A empresa conecta marcas ao esporte com projetos de propósito e resultados para as marcas e para a sociedade.

Governança à mesa e nos templos: o que a tradição japonesa tem a ensinar aos Conselhos

Por Fernando Röhsig – Conselheiro de Administração (CCA – IBGC).

Em novembro, participarei da minha sexta Jornada Técnica do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) ao Japão. O objetivo é estudar a governança corporativa daquele país, mas a preparação para essa experiência tem mostrado que compreender a governança japonesa exige, antes de tudo, compreender um pouco de sua sociedade.

Mais do que conhecer estruturas, regras e mecanismos de controle, é preciso observar como cultura, história e comportamento influenciam a maneira como as pessoas se relacionam, trabalham e tomam decisões.

Um dos primeiros aprendizados foi justamente desconstruir alguns estereótipos sobre o Japão. A sociedade japonesa é marcada por forte orientação para o coletivo e por relações hierárquicas que influenciam desde a vida cotidiana até o ambiente corporativo. Conceitos como uchi e soto, senpai e kohai, e a distinção entre honne – aquilo que se pensa ou sente – e tatemae – o comportamento esperado publicamente – ajudam a compreender essa dinâmica.

Para quem atua em Conselhos de Administração, Deliberativos, Consultivos, Fiscais ou de Família, há uma provocação importante: quanto da qualidade das decisões depende da cultura que existe ao redor da mesa?

Governança não se resume a normas, indicadores e controles. Envolve pessoas, relações de confiança, capacidade de ouvir, respeito às diferentes posições e responsabilidade diante do coletivo. No Japão, a busca pela harmonia do grupo e a compreensão das posições hierárquicas fazem parte de um contexto cultural que merece ser conhecido antes de qualquer comparação com nossas práticas.

Não se trata de importar um modelo japonês para o Brasil. Trata-se de ampliar o repertório. Ao longo da preparação e, depois, durante a Jornada Técnica, pretendo compartilhar aqui os aprendizados que possam contribuir para uma pergunta que considero essencial para qualquer conselheiro: o que podemos aprender com outras culturas para aprimorar a forma como governamos nossas organizações?

A viagem ainda nem começou. Mas a aprendizagem já está em curso.

Estudo da Serasa Experian identifica nove perfis de consumo entre consumidores com características semelhantes

Pesquisa com 70 mil CPFs mostra diferenças nos hábitos de compra, nas categorias de consumo e nas formas de pagamento, reforçando os limites da segmentação baseada apenas em dados demográficos.

Por Mundo Marketing

Idade, renda e volume de gastos semelhantes não significam os mesmos hábitos de consumo. É o que mostra um estudo da Serasa Experian, que identificou nove perfis de consumo entre homens de 30 a 45 anos, moradores do Sudeste, com renda superior a cinco salários-mínimos e compras on-line.

A análise de 70 mil CPFs encontrou gastos médios anuais entre R$ 5,3 mil e R$ 19,3 mil, além de diferenças nas categorias adquiridas e nas formas de pagamento. Os resultados demonstram que consumidores com características econômicas próximas podem apresentar prioridades bastante distintas.

Um exemplo está nos grupos “Digitais à Vista” e “À Vista & Cuidados”, cujas despesas anuais médias são de R$ 6.926,64 e R$ 7.040,46, respectivamente. Apesar dos valores próximos, o segundo grupo gasta 2,6 vezes mais com cuidados pessoais e 3,6 vezes mais com alimentos. Além disso, todos os consumidores desse perfil demonstram preferência por pagamentos à vista, enquanto, no primeiro grupo, esse percentual é de 65%.

As diferenças reforçam um desafio para as estratégias de Marketing: compreender o consumidor exige ir além de características demográficas e indicadores financeiros. Embora idade, renda e volume de gastos sejam informações relevantes, elas não explicam, isoladamente, as motivações, preferências e prioridades de cada público.

Nesse contexto, combinar dados demográficos, financeiros e comportamentais permite construir segmentações mais precisas e desenvolver estratégias de comunicação e ofertas alinhadas aos diferentes hábitos de consumo.

Retail media cresce 37% no Brasil e ganha espaço na publicidade digital

Com R$ 4,8 bilhões em investimentos em 2025, formato amplia o uso de dados próprios e a mensuração de resultados nas estratégias de Marketing.

Por Mercado e Consumo

O retail media vem ampliando sua participação no mercado publicitário e se consolidando como uma das frentes de crescimento da publicidade digital. Segundo o IAB Brasil, os investimentos no formato chegaram a R$ 4,8 bilhões em 2025, alta de 37% em relação ao ano anterior. No mesmo período, a publicidade digital brasileira movimentou R$ 42,7 bilhões, com crescimento de 12,7%.

A expansão também deve avançar na América Latina. Projeções da eMarketer indicam que os investimentos em retail media na região devem passar de US$ 2,64 bilhões, em 2025, para US$ 6,76 bilhões, em 2029.

O crescimento do formato é tema de um artigo de Fernando Zilio, executivo à frente do Canal Indireto de Vendas da Méliuz. No texto, o executivo aborda o avanço do retail media e seu papel na chamada terceira onda da publicidade digital, impulsionada pelo uso de dados próprios e pela possibilidade de mensurar os resultados das campanhas.

Mais do que ampliar os espaços disponíveis para anúncios, o desafio está em conectar a publicidade ao comportamento real de compra dos consumidores. Nesse cenário, a qualidade dos dados e a capacidade de comprovar resultados tornam-se diferenciais para marcas e plataformas que buscam estratégias mais eficientes e alinhadas aos objetivos de negócio.

Globo apresenta valores de patrocínio do futebol para a temporada 2027

Planejamento comercial reúne Brasileirão, Copa do Brasil, Libertadores e Copa do Mundo Feminina, com cotas distribuídas entre TV aberta, canais por assinatura e plataformas digitais.

Por Mkt Esportivo 

O Grupo Globo apresentou ao mercado publicitário os valores de patrocínio de suas principais competições de futebol para a temporada 2027. A proposta comercial contempla torneios nacionais e internacionais, com diferentes formatos de participação para marcas interessadas em associar suas campanhas às transmissões esportivas.

Entre as competições estão o Campeonato Brasileiro Masculino, a Copa do Brasil, a Libertadores e o Campeonato Brasileiro Feminino, além da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil.

As oportunidades estão distribuídas entre TV Globo, SporTV, Premiere e GE TV, conforme a competição. No Brasileirão Masculino, por exemplo, as cotas da TV Globo superam R$ 270 milhões cada, enquanto as do GE TV estão avaliadas em R$ 33 milhões cada. Já para a Copa do Mundo Feminina, as seis cotas da TV Globo têm valores superiores a R$ 150 milhões cada, com potencial de arrecadação acima de R$ 900 milhões.

Na Copa do Brasil, a oferta inclui cotas para TV aberta, canais por assinatura e plataformas digitais. A Libertadores também integra o planejamento, com oportunidades na TV Globo, no SporTV e no GE TV. O pacote contempla ainda o futebol feminino, com espaços comerciais na TV aberta e na TV por assinatura.

Os valores evidenciam a dimensão do futebol na estratégia comercial da Globo e a diversidade de formatos oferecidos ao mercado publicitário para alcançar diferentes audiências ao longo da temporada.

Ajustei o texto para uma publicação em 23 de outubro, com foco na nova data e no convite para as inscrições, sem dar a impressão de que o reagendamento acabou de acontecer.

Frente a Frente do Sinapro-RS debate concorrências privadas no dia 29 de outubro

Encontro será realizado no Tecnopuc, em Porto Alegre, e discutirá a importância das agências de publicidade como parceiras estratégicas dos negócios.

O mercado publicitário gaúcho tem encontro marcado na próxima quinta-feira, 29 de outubro, para discutir as concorrências privadas e a valorização das agências de propaganda nos processos de contratação. Promovido pelo Sistema Nacional das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul (Sinapro-RS), o fórum Frente a Frente começa às 9h30min, na Arena CMPC do Tecnopuc, junto à PUCRS, em Porto Alegre.

Com o tema “A agência de propaganda não é um fornecedor qualquer, é parceira estratégica de negócios”, o evento será conduzido por Juliano Brenner Hennemann, presidente do Sinapro-RS e vice-presidente da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro).

O debate abordará boas práticas para a contratação de agências pela iniciativa privada, com destaque para a clareza dos escopos, a definição de prazos viáveis, o respeito à propriedade intelectual e a valorização do trabalho técnico e estratégico.

A proposta é reforçar a importância de processos seletivos bem estruturados, que contribuam para relações mais equilibradas entre anunciantes e agências. A escolha de uma agência, nesse contexto, vai além da contratação de um fornecedor: envolve a definição de um parceiro capaz de contribuir para os objetivos e os resultados do negócio.

O Frente a Frente é voltado aos gestores das agências associadas ao Sinapro-RS e promove a troca de experiências e a discussão de práticas para fortalecer a gestão e o desenvolvimento do mercado publicitário gaúcho.

Inscrições abertas

A participação é gratuita, com vagas limitadas e exclusiva para agências associadas ao Sinapro-RS. As inscrições devem ser realizadas pela plataforma Sympla, neste link.

O evento tem patrocínio master da Secretaria de Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul e apoio da Associação Riograndense de Propaganda (ARP) e da PUCRS.

Serviço

  • Evento: Frente a Frente – Sinapro-RS
  • Tema: “A agência de propaganda não é um fornecedor qualquer, é parceira estratégica de negócios”
  • Data: 29 de outubro de 2026, quinta-feira
  • Horário: 9h30min
  • Local: Arena CMPC do Tecnopuc, PUCRS – Av. Ipiranga, 6681, bairro Partenon, Porto Alegre/RS
  • Inscrições: Sympla
  • Público: Gestores de agências associadas ao Sinapro-RS
  • Informações: gestao@sinaprors.com.br
Confiança do cliente é construída a cada experiência com a marca

Promessas cumpridas, atendimento atencioso e resolução de problemas são fatores que influenciam a fidelização e a relação entre empresas e consumidores.

Por Bora Encantar

A confiança é um dos pilares do relacionamento entre empresas e clientes e pode ser fortalecida ou prejudicada a cada interação. Uma promessa não cumprida, uma mensagem sem resposta ou um problema que permanece sem solução são situações que afetam a percepção do consumidor e podem comprometer a relação com a marca.

Nesse contexto, oferecer bons produtos e preços competitivos nem sempre é suficiente para manter um cliente. A experiência ao longo da jornada de compra também tem um papel importante na decisão de permanecer com uma empresa, voltar a comprar e recomendá-la a outras pessoas.

Mais do que surpreender, conquistar a confiança exige consistência: cumprir o que foi prometido, demonstrar atenção, assumir responsabilidades e oferecer soluções quando algo não sai como esperado.

Para as empresas, investir na qualidade do atendimento é também investir na construção de relacionamentos duradouros. Afinal, a fidelização não depende apenas de uma boa oferta, mas da segurança que o cliente sente ao escolher uma marca.

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