A Globo chega no YouTube, mas o YouTube já é Globo para muita gente e outros artigos da semana – 08.09.2025

Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp

Você vai ler na coluna de hoje: A Globo chega no YouTube, mas o YouTube já é Globo para muita gente, A Geração Z está de olho na sua marca, mas ela não quer saber do seu jingle antigo, Brasileiros consomem áudio em múltiplos formatos, Hortifruti não se compra por preço, O Carnaval do Rio segue exclusivo na Globo até 2028, Mesmo nos países mais digitais, o e-commerce ainda tem muito espaço para crescer, Fred Müller é o novo diretor comercial da Mynd, Mercado Livre entra com os dois pés na porta no setor de farmácias, Nenhuma onda é igual a outra, Momento Histórico e Casas Bahia passa a integrar o portfólio da W3haus.

 

A Globo chega no YouTube, mas o YouTube já é Globo para muita gente

Por Felipe de Sá Daniel 

A estreia da Ge TV, novo canal esportivo da Globo no YouTube, chega em setembro de 2025 com uma missão clara: disputar espaço com a já consolidada CazéTV. Enquanto Casimiro abriu caminho em 2022, construindo autoridade no digital em tempo recorde e mudando o jogo de como a audiência consome esportes, a Globo demorou quase três anos para reconhecer que o jogo não estava mais apenas na televisão. Esse intervalo foi decisivo: a CazéTV se consolidou como fenômeno cultural e de audiência, enquanto a Globo chega agora como desafiante.
O movimento da Globo não é apenas sobre acompanhar uma tendência, mas sobre defender território. Ao liberar uma linguagem mais descontraída, com direito a palavrões e clima de arquibancada, a Ge TV busca quebrar o status quo da formalidade que sempre marcou suas transmissões. Mas, diferente de Casimiro, que cresceu pela autenticidade e pelo senso de comunidade, a Globo aposta na força da sua marca e no pacote de eventos que só ela possui.
É um duelo entre capital cultural e capital institucional.
O tempo de estreia mostra também uma mudança de mentalidade dentro da Globo. A emissora percebeu que não se trata mais de canibalizar seus próprios canais pagos, mas de ocupar todas as janelas onde a audiência está seja no YouTube, Globoplay, Smartphones ou TVs conectadas. A CazéTV provou que o público quer proximidade, espontaneidade e imediatismo, e a Globo entendeu que, para seguir relevante, precisa se adaptar a essa lógica. No fim, a Ge TV nasce não só como resposta a um concorrente, mas como tentativa de traduzir o peso da Globo para um público que já não aceita esperar pela “grade de programação”.

 

Casas Bahia passa a integrar o portfólio da W3haus

A W3haus anunciou a chegada da Casas Bahia à sua carteira de clientes. A parceria marca um novo capítulo para a agência, que recebe uma das marcas mais icônicas do varejo brasileiro, reconhecida por sua presença popular e tradição em inovação.

 

A Geração Z está de olho na sua marca, mas ela não quer saber do seu jingle antigo

Por Bruna Pessuto

 

A Geração Z — nascida entre 1997 e 2012 — irá representar 35% da força de trabalho global em 2030 segundo pesquisas da consultoria Deloitte1. Altamente conectada, fluente na linguagem digital e movida por valores como autenticidade, inclusão e propósito, essa geração redefine a forma como as marcas se comunicam e se posicionam no mercado.

Hoje em dia, por exemplo, diversas marcas tentam ajustar a sua forma de se comunicar para ampliar o diálogo com essa audiência. Na prática, o desafio é grande e fica ainda maior quando jogamos luz àquelas marcas que são mais “tradicionais”. Acostumadas a modelos de marketing mais lineares e unidirecionais, elas precisam agora navegar por um universo digital em constante mutação, onde a autenticidade, a transparência e a colaboração são moedas de troca.

A Geração Z, nativa digital e socialmente consciente, valoriza a personalização, a responsabilidade social e a capacidade de se conectar com marcas que reflitam seus valores e aspirações. Por isso, para se tornarem relevantes, as marcas devem ir além da mera presença online e investir em narrativas que ressoem com essa audiência, explorando plataformas, abraçando a cocriação de conteúdo e, fundamentalmente, demonstrando um compromisso genuíno com causas. Tudo isso sem perder a essência e o legado que as tornaram reconhecidas e icônicas.

Um dos caminhos possíveis para se aproximar da Geração Z é oferecer embalagens com design mais clean e funcional. Uma pesquisa conduzida pela consultoria McKinsey2 mostra que 64% dos consumidores dessa geração preferem marcas com uma identidade visual minimalista, enxergando nisso uma representação de clareza, honestidade e sofisticação. O visual com tipografias simples, cores suaves e foco na usabilidade reflete um desejo coletivo por experiências menos poluídas, mais intuitivas e que transmitam confiança. O design deixa de ser apenas uma questão estética para se tornar uma ponte de comunicação com os valores da marca.

Além da estética minimalista, essa audiência busca inovação e relevância em tudo o que consome. Lançar produtos que acompanhem tendências — seja na formulação, no uso de ingredientes sustentáveis, na multifuncionalidade ou no apelo sensorial — é essencial para conquistar a sua atenção. Segundo um relatório da McKinsey & Company3, 73% da Geração Z consideram a sustentabilidade um fator importante na decisão de compra, e mais de 60% esperam que as marcas se posicionem ativamente em temas sociais e ambientais. Isso mostra como as empresas estão cada vez mais alinhando os seus lançamentos às demandas dessa geração altamente consciente e conectada.

E não para por aí! A Geração Z valoriza o ato de consumir como uma forma de expressão pessoal e posicionamento social. Produtos que comunicam propósito, inclusão e responsabilidade socioambiental têm maior aderência, especialmente quando reforçam rotinas de autocuidado e bem-estar. No Brasil, 93% dessa geração possui poder de compra relevante, e a sustentabilidade e diversidade nos posicionamentos de marca são fatores centrais na decisão de consumo4. Isso evidencia que incorporar diversidade na comunicação e reforçar práticas sustentáveis genuínas não é apenas uma tendência, mas uma estratégia fundamental para conquistar e fidelizar esse público altamente consciente.

 

TikTok e cultura de comunidade: a nova vitrine

Estar presente onde a Geração Z está é outro ponto-chave. E, hoje, isso significa estar no TikTok. A plataforma se consolidou como um espaço de descoberta e engajamento para marcas que apostam em campanhas criativas, autênticas e co-criadas com o público jovem.

Campanhas que envolvem desafios, conteúdos gerados por usuários (UGC) e criadores nativos da plataforma tendem a gerar alto engajamento, principalmente quando contam histórias com as quais os jovens se identificam. O TikTok não é apenas uma vitrine digital — é um espaço de construção de comunidade, onde as marcas se tornam parte ativa da cultura contemporânea.

A comunicação com a Geração Z exige muito mais do que adaptar uma linguagem: ela pede coerência entre discurso e prática, design que inspire confiança e produtos que entreguem propósito. Rebranding visual, lançamentos conectados às tendências e presença digital estratégica são os pilares de uma construção sólida de relacionamento com essa geração.

Investir em escuta ativa, colaboração com influenciadores autênticos e estratégias de marketing emocional são movimentos fundamentais para manter a relevância em um mercado que valoriza mais as causas do que os slogans.

 

Brasileiros consomem áudio em múltiplos formatos

Por Ruy Jobim

 

Agora fiquei surpreso com essa pesquisa da Inside Audio 202: 92% dos brasileiros consomem áudio em múltiplos formatos.

A 48ª edição do Data Stories – Inside Audio 2025, da Kantar IBOPE Media, revela que 92% da população ouviu rádio, música, streaming ou podcasts nos últimos 30 dias, confirmando o som como presença constante, meio de entretenimento e canal estratégico para marcas e anunciantes.

O levantamento mostra que o rádio segue firme entre os meios de maior alcance, atingindo 79% das principais regiões metropolitanas e registrando uma média diária de 3h47 de escuta entre os ouvintes.

Em capitais como Belo Horizonte (87%), Porto Alegre (84%) e Fortaleza (81%), o índice é ainda mais alto, reforçando a força local que sustenta o vigor nacional do meio.

O estudo também aponta para a rápida expansão do consumo digital. Metade dos ouvintes de rádio declarou ter ouvido ou baixado podcasts nos últimos três meses, enquanto 60% escutam música em serviços de streaming. Os conteúdos produzidos por emissoras de rádio também se expandem no digital e, embora o AM/FM seja a plataforma mais utilizada para ouvir – por 70% dos brasileiros -, o conteúdo das emissoras se desdobra em novos canais, como YouTube (33%), serviços de áudio sob demanda (16%), aplicativos das próprias emissoras (13%) e redes sociais (12%).

A publicidade em áudio acompanha esse movimento. Entre os ouvintes de rádio, 56% dizem gostar do formato dos anúncios em áudio e prestar atenção neles, enquanto 43% já compraram ou pesquisaram algum produto ou serviço após ouvir uma campanha sonora. Humor, leveza, criatividade e a sensação de proximidade com o locutor aparecem como elementos decisivos para aumentar a efetividade das mensagens, ao lado da atualização sobre novidades e promoções de marcas.

Fonte Castnews

 

HORTIFRUTI não se compra por preço.

Por Guilherme Gehlen

 

Tivemos a honra de participar do 1º Palco Lab PIÁ, na Arena do Governo do RS, durante a Expointer.

Um espaço criado para que gestores públicos conheçam soluções capazes de transformar a gestão e a eficiência do setor público.

A Hortti esteve presente trazendo uma mensagem simples, mas essencial:

HORTIFRUTI não se compra por preço.

Hoje, se o critério for apenas preço, você encontra mercadoria até de graça na CEASA. Mas o que vem junto disso?

Produtos de baixíssima qualidade.

Desperdício invisível.

Perda de eficiência em toda a cadeia.

As licitações públicas sofrem com esse problema: priorizam preço e deixam de lado qualidade e eficiência.

Quem paga essa conta? Escolas, hospitais, presídios e, no fim, toda a sociedade.

A Hortti nasce para mudar esse cenário:

Inclui qualidade, rastreabilidade e eficiência no processo.

Reduz perdas e desperdícios.

Coloca a transparência no centro da compra pública.

Porque o barato sai caro.

E quando falamos de alimentação, não é apenas economia! É saúde, dignidade e futuro.

 

O Carnaval do Rio segue exclusivo na Globo até 2028

 

O Carnaval do Rio segue exclusivo na Globo até 2028, em uma parceria que une espetáculo, cultura e resultados de audiência em grande estilo!

O novo acordo com a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio) reforça uma parceria estratégica que vai além da transmissão: já que só em 2025, os desfiles do Grupo Especial dobraram a audiência no horário no Rio, alcançando picos de 18 pontos. Já a apuração das notas mobilizou ainda mais: quase 40 pontos de audiência, consolidando o espetáculo como um dos momentos de maior impacto da TV brasileira.

Para a Liesa, a Globo é mais que uma cliente: é uma parceira que praticamente coproduz o Carnaval. E para a Globo, o evento é mais que transmissão: é conteúdo vivo, de alcance massivo e de relevância cultural inquestionável.

 

Mesmo nos países mais digitais, o e-commerce ainda tem muito espaço para crescer

Por Silvio Rezende

 

Nos EUA, 87% da população comprou online em 2024, mas só 15% do varejo é digital.

No Reino Unido, 84% já compram pela internet e mais de 1/3 das vendas totais acontecem online.

A China é um caso à parte: menos da metade da população compra online, mas quase 45% do varejo já é digital, mostrando a força do hábito de consumo.

No Brasil, esse número ainda é bem menor: apenas 40% dos brasileiros compraram online em 2024. Esse dado é chamado de penetração: a porcentagem da população que fez pelo menos uma compra digital no ano.

Apesar disso, o e-commerce movimentou R$ 351 bilhões em 2024 por aqui, crescimento de 19% em relação a 2023.

Como o online ainda representa só em torno de 10% do varejo brasileiro, segundo estudo da FTI Consulting, o potencial de expansão é enorme.

 

Fred Müller é o novo diretor comercial da Mynd

Por Meio & Mensagem

 

Após passagens pela liderança comercial de diversos veículos do Brasil, como Globo e SBT, Fred Müller iniciou uma nova jornada profissional no marketing de influência. O executivo assumiu o posto de diretor comercial da Mynd.

Na função, Müller terá a missão de liderar as estratégias comerciais, acelerando as oportunidades para as marcas junto aos influenciadores e artistas.

O executivo tem mais de 20 anos de carreira no mercado publicitário e vinha atuando como consultor e mentor.

Ao chegar à Mynd, o executivo diz que seu objetivo será unir sua experiência em mídia, publicidade e tecnologia ao “DNA inovador da empresa para criar soluções personalizadas que gerem valor para as marcas”.

CEO da Mynd, Fátima Pissarra afirma que a chegada do profissional reforça a estratégia de consolidar uma operação cada vez mais robusta, integrada e orientada a resultados.

 

Mercado Livre entra com os dois pés na porta no setor de farmácias

Por Erich Huttner

 

Mercado Livre entra com os dois pés na porta no setor de farmácias: mercado reage e redes tradicionais veem as suas ações despencarem R$ 2,3 bilhões.

A companhia ingressou no concorrido (e regulado) mercado de venda de medicamentos ao adquirir uma farmácia de bairro em São Paulo, operação vinculada à Kangu e já submetida ao CADE para aprovação.

O movimento foi cirúrgico.

Em vez de abrir farmácias, o Mercado Livre acoplou ao seu ecossistema uma operação que já tinha o compliance regulatório exigido pela Anvisa. Com isso, a gigante do e-commerce não vai apenas vender remédios, mas escalar a operação com o motor logístico mais eficiente do Brasil.

O impacto não demorou: em menos de 24 horas, o mercado reagiu, e as ações das principais redes de farmácias listadas na Bolsa evaporaram R$ 2,3 bilhões em valor de mercado. E o mais brutal disso: sem ainda distribuir um único comprimido com o selo do Mercado Livre.

O modelo tradicional está estruturado em lojas físicas, estoque local e operação regionalizada. Já o Mercado Livre opera na lógica de escala nacional, logística otimizada e algoritmo de distribuição. A ruptura não está na venda de remédios, mas na maneira de estruturar a oferta, controlar o estoque, distribuir e fidelizar o cliente.

Em um mercado como o de medicamentos, de alta recorrência, baixa elasticidade e custo de aquisição de cliente elevado, quem dominar logística e experiência ganha. E o Mercado Livre já domina os dois.

O que precisa ser analisado com atenção é que os setores que resistiram à digitalização por mais tempo são justamente os que agora estão mais vulneráveis. As farmácias não estão sozinhas nisso. Basta olhar para outros setores, todos com estruturas rígidas, margens apertadas e pouco espaço para errar.

Qual a sua opinião sobre este movimento do Mercado Livre?

 

Nenhuma onda é igual a outra

Por Leonardo Koboldt de Araújo

 

Comecei a surfar na adolescência e aprendi cedo que ninguém surfa bem se só gostar. É preciso horas de mar, tem que surfar muito, saber nadar bem, aprender a esperar o momento certo sem se deixar vencer pela pressa. A onda que parecia previsível muda de humor no instante em que a gente se coloca nela.

Com 16 anos, perdi a prancha depois da última arrebentação e quase morri. Ali vi que o mar não tolera o pânico. Tem que ter calma e respeito. Hoje, com 65, olho para esse momento da minha vida e vejo algo parecido. Nenhuma onda é igual à outra, assim como nenhuma fase da nossa trajetória se repete.

Não importa quantos anos de experiência a gente carrega, sempre existe o frio na barriga de recomeçar. A diferença é que o tempo ensina a não entrar em pânico diante da mudança. A aceitar que a onda seguinte vai ser diferente da anterior e que cabe a nós estarmos prontos o bastante para enfrentar, mesmo sabendo que nunca estaremos prontos o suficiente.

Há pouco tempo deixei a sociedade que ocupei por três décadas e passei a me dedicar a um novo capítulo, como consultor, inclusive do próprio Gad’. Não é simples mudar depois de tantos anos. Isso tem um misto de inquietação e de entusiasmo, porque qualquer decisão, por mais clara que seja, sempre mexe com a gente.

As redes sociais mostram recortes luminosos da vida, mas não mostram o peso das escolhas, das transições, o frio na barriga de se expor de novo.

Uma amiga querida me disse esses dias que desacelerar também é potência. Concordo. Eu desacelerei em alguns aspectos, mas continuo em movimento. Não consigo me imaginar sem aprender, sem criar, sem me arriscar. O que consigo é me reconhecer nesse estado de redescoberta, em que o curioso que sempre fui encontra espaço para olhar de novo para o que já parecia conhecido.

O surf me mostrou que não tem como repetir a mesma onda. A vida confirma isso todos os dias. O que existe é o privilégio de seguir presente, sempre disposto a remar outra vez.

 

Momento Histórico

Guilherme Ravache

 

Um momento histórico no SET EXPO 2025 (https://lnkd.in/dqvARFEm): pela primeira vez, os CEOs de Globo, SBT, Record e Band dividiram o mesmo palco para discutir o futuro da TV aberta no Brasil.

O debate trouxe visões sobre IA, regionalização, inovação, criatividade e expectativas para o lançamento da DTV+.

Daniela A. Beyruti (SBT) destacou a televisão como um porto seguro contra a desinformação. Enquanto, Paulo Marinho (Globo) trouxe os impactos transformadores da Inteligência Artificial. Cláudio Giordani (Band) reforçou o papel da criatividade e da regionalização e Marcus Vinícius Vieira (Record) enfatizou o potencial da DTV+ para fortalecer a TV aberta.

Agora queremos ouvir você: qual será o papel da TV daqui a 10 anos?

Confira AQUI o que aconteceu nesse encontro.

Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Rolar para cima

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência de acordo com a nossa
Política de Privacidade ao continuar navegando você concorda com estas condições.