Você vai ler na coluna hoje: Agências A27 e Bongô anunciam fusão, A Maratona Internacional de Porto Alegre faz parte da minha vida, Imobi irá representar o RS em premiação global de publicidade em Londres, A embalagem que não acompanhou o consumidor, Da audiência à inteligência: o novo papel do streaming, A XP não comprou a foto. Comprou o direito de estar nela
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Agências A27 e Bongô anunciam fusão
Com a operação, os sócios preveem dobrar o faturamento e ampliar sua estrutura e capacidade de unir criatividade, estratégia e negócio.
A A27 e a Bongô iniciam uma nova fase a partir da fusão das agências, concretizada essa semana, inaugurando um novo momento das empresas, com a ampliação da estrutura e da capacidade de unir criatividade, estratégia, operação e negócio em uma mesma visão. “Vamos manter o nome A27, mas essa operação inaugura uma nova fase da empresa, com perspectiva de dobrarmos faturamento e nos consolidarmos como uma agência de publicidade improvável, brasileira e independente. Mais do que crescer em estrutura, queremos crescer em visão, repertório e capacidade de transformar”, informa Antônio Brocker Junqueira, Diretor Criativo e fundador da A27.
Segundo ele, o conceito de improvável está relacionado a inquietação, pensamento crítico e comprometimento com a criação de soluções únicas, relevantes e difíceis de copiar. “É dessa convergência que emerge uma fase improvável da A27, que reúne o que raramente se encontra no mesmo lugar: alta criatividade e disciplina, pensamento e execução, cultura e negócio, inquietação e maturidade”, detalha.
Para Rafael Mies, fundador da Bongô e agora diretor de Novos Negócios na A27, mais do que a união entre as duas operações, este movimento representa o fortalecimento da própria A27. “É uma nova fase que nasce do encontro entre trajetórias complementares, repertórios distintos e uma ambição compartilhada de construir uma agência mais sólida, mais completa e mais preparada para responder, com inteligência e consistência, aos desafios contemporâneos das marcas”, afirma. “A fusão entre A27 e Bongô não nasce apenas do desejo de crescer, mas da percepção de que o futuro da publicidade exige integrações mais inteligentes entre criação, descoberta, negócio e operação.”
Com a fusão, quatro sócios passam a liderar a A27 de forma integrada. São visões complementares, que sustentam uma agência construída na intersecção entre criatividade, descoberta, negócio e operação. São eles: Antônio Brocker Junqueira, Diretor Criativo; Emanuel de Aquino, Diretor de Descobertas; Rafael Mies, Diretor de Novos Negócios; e Lucas Pares, Diretor de Operações, para quem “o sucesso de uma ideia exige menos vaidade e mais construção. Menos discurso e mais capacidade de fazer com profundidade, repertório e resultado”.
Essa nova fase também reforça a A27 como um ecossistema em expansão, que reúne o Instituto PIRA27, movido pelo impacto da arte e da cultura, a ENTER27, construída em união com pesquisadoras e professoras da UFRGS, além de novas iniciativas que aproximam inteligência artificial e inteligência humana de forma natural, crítica e aplicada. “Arte e pesquisa são propulsoras, cada uma a sua maneira, da criatividade que impulsiona os negócios”, finaliza Emanuel.
A Maratona Internacional de Porto Alegre faz parte da minha vida
Por Gerson Silva
Em 1994, ainda um jovem jornalista da Rádio Gaúcha, me apaixonei pela Maratona Internacional de Porto Alegre. Naquela época, a Rádio Gaúcha, sob o comando do inesquecível Armindo Antônio Ranzolin, realizava, nas manhãs de domingo, uma transmissão histórica da prova em tempo real. Eram muitos repórteres, narradores, produtores e um veículo que acompanhava a elite da competição, carinhosamente apelidado de “Maratomóvel”.
Além de informar as alterações no trânsito das principais avenidas da cidade, o compromisso de toda a equipe era levar aos ouvintes a emoção de cada quilômetro dos 42,195 km da prova. Meu trabalho era produzir o palanque oficial no Parque Moinhos de Vento (Parcão), ao lado do Ranzolin e de tantos outros colegas. Foram quase dez anos vivendo intensamente essa experiência.
Em 2010, já como executivo de Marketing da Unimed Porto Alegre, defendi a entrada da cooperativa como Serviço Médico Oficial da prova. Era um projeto extraordinário, alinhado ao propósito da Unimed de promover saúde, qualidade de vida e bem-estar.
Alguns anos depois, assumimos um desafio ainda maior, a partir de um convite do Paulo Silva. A Unimed passou a deter os naming rights da competição, que passou a se chamar Maratona Internacional de Porto Alegre Unimed, parceria que se estendeu até a sua 37ª edição. Eu e minha equipe tínhamos a missão de contribuir para o crescimento e a qualificação do evento, apoiando sua evolução em diversas frentes.
Entre tantas iniciativas, realizamos a primeira transmissão por streaming da história da prova, com cobertura da RDC TV e narração de Paulo Brito, ampliando significativamente o alcance e a visibilidade da maratona.
A prova cresceu. Incorporou conceitos modernos de marca, experiência e relacionamento com os corredores. Com a chegada da Olympikus, deu mais um salto de qualidade. A Unimed consolidou seu papel como marca da saúde, enquanto a Olympikus assumiu o protagonismo esportivo da competição. E agora, em 2026, a Olympikus passa a assinar oficialmente o nome da prova.
Em 2023, representando meu grupo de corrida, o Clube da Endorfina, tive a alegria de realizar minha primeira Maratona de Porto Alegre. Foi uma experiência fantástica, emocionante e indescritível. Depois de tantos anos acompanhando a prova dos bastidores, chegou a hora de vivê-la do lado de dentro, como atleta.
Já nesta edição de 2026, completei a Meia Maratona em 2h07min, celebrando mais um capítulo dessa relação tão especial com a corrida.
Ao longo de todos esses anos, sempre admirei a dedicação, a competência e a paixão do Paulo Silva, Diretor Técnico da prova, e do Paulinho Stone. Sempre acreditei que a Maratona Internacional de Porto Alegre poderia se tornar uma referência nacional, construída com amor, cuidado e um compromisso genuíno de oferecer a melhor experiência possível aos atletas.
Hoje, com a quebra do recorde gaúcho da maratona, que permanecia intacto havia 32 anos, e também com a superação do recorde brasileiro que pertencia ao grande Vanderlei Cordeiro de Lima, tenho a convicção de que a prova vive um de seus momentos mais grandiosos.
Nada disso seria possível sem a liderança do Paulo Silva, o apoio de sua família, a confiança dos patrocinadores e o trabalho incansável de um enorme time de pessoas anônimas que atua nos bastidores. São elas que ajudam a construir, ano após ano, a prova mais antiga do Brasil e, hoje, reconhecidamente, uma das mais rápidas da América Latina.
Tive o privilégio de acompanhar essa história como jornalista, patrocinador, gestor e corredor. Poucas provas conseguem reunir tantas pessoas apaixonadas por um mesmo propósito.
A Maratona Internacional de Porto Alegre é muito mais do que uma corrida. Ela é a prova de que grandes resultados acontecem quando paixão, competência e propósito percorrem o mesmo caminho.
Parabéns a todos que fazem parte dessa história.
Nos encontramos em 2027.
Sistema Ocergs projeta 116 milhões de impactos em campanha para fortalecer marca SomosCoop
Estratégia conecta mídia de massa, varejo e conteúdo digital para aproximar cooperativismo do público
O Sistema Ocergs acaba de lançar a campanha “O Coop tá em Tudo. O Coop tá com Tudo”, criada pela HOC – House of Creativity para fortalecer a marca SomosCoop no Rio Grande do Sul. Com inserções no intervalo do Fantástico e outros programas da Rede Globo, o filme integra uma estratégia 360° que combina TV aberta e por assinatura, rádio, plataformas digitais, mídia externa e trade marketing.
Ao longo da campanha, a expectativa é gerar 116 milhões de impactos em diferentes canais. A estratégia também conversa com uma ação de trade marketing que destaca o carimbo SomosCoop em 40 lojas de redes supermercadistas do Estado.
“Esta é a maior campanha já realizada pelo Sistema Ocergs, não apenas pelo investimento e alcance, mas pela ambição de posicionar o cooperativismo gaúcho em outro patamar de comunicação. Construímos uma campanha com linguagem pop, estética de grandes marcas e presença 360°, capaz de conectar os sete ramos do cooperativismo a uma única narrativa forte e culturalmente próxima dos gaúchos”, afirma Simone Zanatta, gerente de Marketing e Negócios do Sistema Ocergs.
O cooperativismo já está presente no cotidiano dos gaúchos — no supermercado, nos serviços financeiros, no transporte, na educação, na energia e na conectividade — mesmo que isso nem sempre seja percebido pelo consumidor. A proposta é ampliar esse reconhecimento e consolidar a marca SomosCoop na memória do público gaúcho.
Jornada omnichannel conecta mídia, varejo e geolocalização
Na prática, a campanha conecta mídia e varejo em diferentes etapas da jornada do consumidor. O carimbo estará em destaque em outdoors e painéis digitais posicionados no trajeto até supermercados participantes da ação de trade marketing. Já nos pontos de venda, consumidores impactados pela campanha encontrarão a marca nas gôndolas e poderão receber ativações via push no celular, ampliando os pontos de contato e reforçando a lembrança do SomosCoop no momento da compra.
A ação também contempla parcerias com marcas cooperativistas de grande reconhecimento no estado, como Sicredi e Unimed, ampliando a visibilidade do carimbo em espaços urbanos e estabelecimentos físicos, como placas de esquina. “A ideia é tornar mais tangível para o consumidor a conexão entre marcas já presentes em sua rotina e o modelo cooperativista”, explica Simone Zanatta.
Creators e conteúdo nativo sustentam estratégia digital
Alinhada à estratégia nacional do Sistema OCB, a campanha adapta a narrativa à cultura gaúcha e aposta em creators, histórias reais e formatos nativos das plataformas digitais para ampliar identificação e recorrência.
A estratégia digital foi dividida em cinco frentes editoriais — #CoopTáComTudo, #CoopTáEmTudo, #CaravanaCoopRS, #EuEscolhiSerCoop e #GuiaCoop — com conteúdos voltados à descoberta da marca SomosCoop e à aproximação com diferentes comunidades.
Entre os conteúdos previstos estão desafios digitais, influenciadores mapeando produtos com o carimbo SomosCoop e mini documentários sobre associados que tiveram as vidas transformadas pelo movimento cooperativista. A proposta é posicionar o cooperativismo em um território de comunicação mais próximo das grandes marcas de consumo, combinando entretenimento, presença multiplataforma e construção de comunidade em torno da marca SomosCoop.
“Vamos contar histórias de pessoas que vivem das cooperativas. É uma prova concreta de como o cooperativismo transforma vidas. Por trás da compra de um produto com o carimbo SomosCoop, existe um produtor, uma família e uma comunidade sendo beneficiados. É esse ciclo virtuoso que o cooperativismo gera”, conclui Simone.
O carimbo quer ganhar escala
Além de ampliar o reconhecimento do consumidor, a campanha também busca incentivar a adesão das próprias cooperativas à marca SomosCoop. Criado pelo Sistema OCB em 2019, o carimbo funciona como um identificador do modelo cooperativista em produtos e serviços e já está presente em itens de supermercado, carteiras de atendimento das cooperativas de saúde e veículos ligados ao setor. Hoje, uma em cada quatro cooperativas brasileiras já aderiu à marca. No Rio Grande do Sul, das 372 cooperativas vinculadas ao Sistema Ocergs, 151 já usam o carimbo.
Imobi irá representar o RS em premiação global de publicidade em Londres
A Imobi estará presente no WOO Annual Congress 2026, encontro internacional promovido pela World Out of Home Organization, que acontece de 3 a 5 de junho, em Londres.
Considerado um dos principais fóruns mundiais do setor, o congresso reúne lideranças, empresas, associações e especialistas de diferentes países para debater tendências, inovação, criatividade, tecnologia, mensuração e os novos caminhos da mídia exterior. A edição de 2026 acontece no London Hilton on Park Lane, com dois dias de programação, painéis, sessões de conteúdo, networking e a cerimônia do WOO Global Awards, marcada para o dia 4 de junho.
A participação da Imobi ganha ainda mais relevância pelo desempenho da empresa no OOH-WOO Awards, premiação global promovida pela WOO. A companhia é a única empresa brasileira finalista em duas categorias, consolidando sua presença entre os destaques internacionais do setor e reforçando o protagonismo do Rio Grande do Sul e do Brasil no cenário mundial do OOH.
Entre os reconhecimentos, a Imobi concorre na categoria Creative Award – Special Build, com o case LATAM Wow Experience no Planeta Atlântida 2026, além da indicação de Rodrigo Rorato na categoria Rising Star Award, voltada a jovens talentos que vêm contribuindo para a transformação e modernização da mídia Out of Home.
Para Cássio Mensch, a ida a Londres simboliza um passo importante na construção de uma presença cada vez mais internacional para a marca.
“Estar no WOO Annual Congress e ver a Imobi entre os finalistas de uma premiação global é um reconhecimento muito significativo. Representa não apenas o trabalho da nossa equipe, mas também a força criativa, técnica e estratégica que o OOH brasileiro vem desenvolvendo. É uma oportunidade de levar a Imobi, Porto Alegre, o Rio Grande do Sul e o Brasil para uma conversa global sobre o futuro da mídia exterior”, destaca Cássio Mensch, sócio e Head de Comunicação e Marketing da Imobi.
Com atuação em diferentes formatos de mídia Out of Home, a Imobi vem ampliando sua presença no mercado a partir de projetos que combinam criatividade, tecnologia, cobertura urbana e impacto nas cidades. A presença no WOO London 2026 reforça esse movimento e posiciona a empresa em um ambiente internacional de troca, visibilidade e conexão com as principais tendências globais do setor.
A embalagem que não acompanhou o consumidor
Por Cristina Banas
Existe uma mudança acontecendo nas gôndolas brasileiras que vai muito além do que aparece nos relatórios de tendência. Não é só sobre proteína. Não é só sobre Ozempic. É sobre um consumidor que aprendeu a ler rótulo e que agora olha para a embalagem de outro jeito.
Deixa-me explicar.
Durante décadas, a indústria alimentícia brasileira vendeu prazer, indulgência e conveniência. A embalagem era o veículo dessa promessa: cores vibrantes, fontes arredondadas, imagens de produto apetitosas. O objetivo era simples despertar desejo na fração de segundo em que o olho encontra a prateleira.
Funcionou muito bem. Por muito tempo. Mas algo mudou.
Os dados da Scanntech mostram que, em 2025, as vendas de whey protein cresceram 117% no varejo alimentar brasileiro. Iogurtes proteicos avançaram 22,5%. Cereais proteicos, 18,4%. A proteína deixou de ser nicho fitness. Virou linguagem de mercado.
Ao mesmo tempo, o segmento de medicamentos GLP-1 como Ozempic e Mounjaro já movimenta cerca de R$ 10 bilhões no Brasil e deve praticamente dobrar nos próximos anos. Quem usa esses medicamentos come menos. E quando come menos, exige mais de cada mordida. Mais proteína. Mais fibra. Mais densidade nutricional.
Mas o ponto que mais me interessa não é o medicamento. É o comportamento que ele revelou.
Existe um consumidor brasileiro que passou os últimos três anos aprendendo a ler tabela nutricional como especialista. Que compara porções, questiona ingredientes e desconfia de promessas vagas. Que escolhe o produto não pelo que a embalagem promete na frente, mas pelo que a embalagem entrega no verso.
E aqui está o problema que poucos estão discutindo: A embalagem ainda está falando com o consumidor de 2015.
Enquanto o comportamento mudou, boa parte da comunicação de produto no Brasil continua apostando em apelos emocionais genéricos “mais sabor”, “mais prazer”, “a escolha certa para sua família” sem entregar a informação funcional que esse novo consumidor busca.
Não é culpa do design. É culpa de uma indústria que ainda não internalizou que o consumidor mudou de critério.
No mercado americano, marcas como Nestlé, General Mills e Danone já reformularam linhas inteiras para responder a esse novo comportamento. A Nestlé lançou sua primeira nova marca em quase 30 anos a Vital Pursuit , direcionada especificamente a consumidores de GLP-1. O foco: alta proteína, alta fibra, alta saciedade.
No Brasil, estamos no início dessa curva. E isso representa uma janela de oportunidade enorme para as marcas que entenderem primeiro.
A questão não é só reformular o produto. É reformular a comunicação. É entender que a embalagem precisa ser, ao mesmo tempo, um argumento nutricional e uma experiência visual. Que funcionalidade e desejo não são opostos são complementares, quando bem executados.
Trabalho com comunicação para a indústria há anos. E o que tenho visto é que as marcas que estão saindo na frente não são necessariamente as que têm o produto mais inovador. São as que conseguem comunicar valor real de forma clara e rápida na gôndola, no digital, em qualquer ponto de contato.
A embalagem que vai ganhar nos próximos anos não é a mais bonita. É a mais honesta.
A pergunta que deixo para quem trabalha com produto, marketing ou embalagem na indústria alimentícia brasileira: Sua embalagem está conversando com o consumidor que você tem hoje — ou com o que você tinha há dez anos?
Da audiência à inteligência: o novo papel do streaming
Por Edma de Souza
A TV aberta ensinou o mercado a construir alcance.
O streaming está ensinando a transformar esse alcance em inteligência.
Hoje, no encontro da Netflix a conversa saiu do abstrato “o futuro da mídia” para focar em algo muito mais concreto: possibilidades reais de conexão.
Na educação, por exemplo, sempre existiu o desafio de equilibrar desejo, reputação e consideração. E, em um cenário cada vez mais fragmentado, isso exige mais do que presença, exige contexto.
Falamos sobre jornadas integradas, estratégias cross channel e, principalmente, sobre o papel dos dados. Porque durante muito tempo a mídia entregou impacto sem necessariamente devolver entendimento.
Agora, conseguimos unir os dois:
alcance de massa + capacidade de mensuração.
O streaming talvez tenha se tornado a nova TV aberta, mas com uma diferença importante: hoje é possível compreender comportamento, intenção e performance sem depender apenas de percepção.
A XP não comprou a foto. Comprou o direito de estar nela
Por Luiz T. G. Filho
No fim, a discussão já não é apenas sobre onde as pessoas assistem.
É sobre como as marcas conseguem participar da atenção delas de maneira mais estratégica.
Essa diferença no marketing, quase ninguém entende. O jovem tenista brasileiro JoãoFonseca não venceu apenas uma partida em RolandGarros. Venceu Djokovic de virada, depois de perder os dois primeiros sets, avançou às oitavas de final de um Grand Slam pela primeira vez e colocou o tênis brasileiro no centro de uma conversa global.
No detalhe da imagem, a XP Inc. aparece na manga.
Não como interrupção.
Não como anúncio.
Não como post patrocinado disputando atenção.
Aparece dentro do acontecimento.
A XP não comprou essa foto.
Comprou antes o direito de estar nela.
E isso muda tudo.
A maioria das empresas quer retorno antes de risco. Quer exposição antes de construção. Quer reputação antes de aposta.
Quer a foto pronta.
Mas marca relevante raramente nasce no momento óbvio. Nasce antes. No desconforto. Na decisão que ainda parece incerta. No investimento que, naquele momento, alguém na mesa provavelmente questiona:
“Mas isso vai dar retorno?”
Talvez não hoje.
Talvez não no próximo relatório.
Talvez não na métrica que acalma o financeiro.
Mas algumas decisões de marketing não amadurecem em dashboard.
Amadurecem na história.
Patrocinar um talento antes da consagração não é comprar visibilidade. É escolher um território antes que ele vire consenso. É apostar em trajetória antes que o mercado inteiro perceba o valor dela.
Depois que vira manchete, qualquer empresa quer aparecer.
Depois que vira fenômeno, todo patrocinador acha bonito.
Depois que o público aplaude, o risco desaparece e o preço sobe.
O difícil é acreditar antes.
O mercado fala muito em performance, mas às vezes esquece que reputação não nasce apenas da eficiência. Nasce da associação certa, no tempo certo, com a coragem certa.
O logo na manga do João Fonseca não é uma aula sobre exposição de marca.
É um lembrete sobre visão.
Porque algumas marcas só correm atrás do presente.
Outras têm coragem de sentar ao lado do futuro antes dele vencer.