Cenp-Meios: investimento publicitário no mercado brasileiro cresce 10% em 2025 e outros artigos da semana – 06.03.2026

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Você vai ler na coluna de hoje: Cenp-Meios: investimento publicitário no mercado brasileiro cresce 10% em 2025,   Brasil tem 2,6 milhões de empreendedoras jovens e emergentes, releva Serasa Experian, Mulheres acumulam múltiplas funções e enfrentam o desafio diário de equilibrar carreira, casa e autocobrança, Formas de trabalho flexíveis e híbridas oferecem às mulheres maiores oportunidades de crescimento na carreira, Empreendedorismo digital consolida-se como combate à vulnerabilidade econômica feminina, Mulheres que namoram homens que ganham um salário mínimo envelhecem 12 vezes mais rápido e Sinapro-RS participa do Encontro do Sistema Nacional das Agências de Propaganda, que reuniu líderes empresariais e associativos em São Paulo .

 

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Cenp-Meios: investimento publicitário no mercado brasileiro cresce 10% em 2025

 

O investimento publicitário via agências no mercado brasileiro, em 2025, chegou a R$ 28,9 bilhões de reais, um aumento de 10% em relação ao ano anterior. Quatro vezes maior que o crescimento de 2,3% do PIB, anunciado pelo IBGE. Os dados do painel Cenp-Meios, divulgado pelo Cenp, Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário, apontam para anunciantes mais dinâmicos e confiantes, alavancando o consumo e fortalecendo marcas.

O painel reúne dados de 330 agências no Brasil  – 258 matrizes e 72 filiais – e reflete o faturamento efetivo dos Pedidos de Inserção (PIs), efetivamente veiculados e consolidados por meio, período, estado e região. As veiculações nacionais somaram 68% do total investido. As realizadas na região Sudeste chegaram a 19,4%, seguidas por Nordeste (4,5%), Sul (4%), Centro-Oeste (2,9%) e Norte (1,1%).

A expansão dos investimentos publicitários no ano passado acontece após um 2024 marcado por grandes eventos midiáticos, como os Jogos Olímpicos de Paris, e pelo calendário eleitoral.

Luiz Lara, presidente do Cenp, acredita que mesmo em um ano sem grandes marcos, o mercado publicitário brasileiro demonstrou resiliência e dinamismo. “Fazemos parte de um setor estratégico, que une negócios, criatividade e conexão com os consumidores, que gera empregos de qualidade e ajuda a impulsionar a economia. É um setor que cresce porque se transforma e continua a gerar valor para as empresas e para a sociedade”, diz Lara.

O Painel Cenp-Meios é acompanhado pelo Núcleo de Qualificação Técnica (NQT), organismo estatutário especializado no setor de pesquisa, mídia, circulação e métricas, composto por representantes de anunciantes, agências, elos digitais e veículos de comunicação. O Cenp-Meios também conta com a aferição da KPMG, responsável pela análise de integridade e pela segurança do sistema.

 

 

Dia da Mulher: Brasil tem 2,6 milhões de empreendedoras jovens e emergentes, releva Serasa Experian

 

No contexto do Dia Internacional da Mulher, a Serasa Experian, primeira e maior datatech do país, realizou um estudo inédito que traça o perfil das empreendedoras brasileiras. A análise identificou mais de 2,6 milhões de mulheres, das quais 93% atuam como sócias de empresas, indicando um perfil majoritariamente formalizado, com participação societária ativa nos negócios.

A análise foi realizada com base no Insights Hub, plataforma da Datatech que utiliza inteligência de dados para mapear públicos e suas características, como crédito, renda e tendências de consumo. Para traçar esse perfil sobre o empreendedorismo feminino, foi aplicado ainda filtros Mosaic disponíveis na solução, que trazem a segmentação da população em perfis a partir de variáveis comportamentais. O recorte final contempla mulheres classificadas como empreendedoras emergentes e jovens empreendedoras da base econômica, possibilitando uma leitura mais aprofundada dos hábitos e das condições financeiras desse grupo.

“Ao combinar perfil financeiro, consumo e interação digital no Insights Hub, conseguimos indicar não só quem tem maior probabilidade de precisar de crédito, mas também quando e por qual canal essa abordagem tende a funcionar melhor. Para bancos, varejistas e fintechs, isso significa desenhar jornadas e ofertas de crédito mais relevantes, com comunicação no momento certo e condições alinhadas ao perfil, reduzindo desperdício em campanhas e aumentando a conversão com responsabilidade”, afirma Giovana Giroto, CMO e vice-presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian.

 

Renda e comprometimento financeiro

Em relação à renda, 38,4% das mulheres empreendedoras possuem renda até R$ 2 mil mensais, enquanto mais de 11% possuem renda superior a R$ 10 mil. A capacidade financeira mensal de mais da metade do grupo é de até R$ 1 mil, e 47,3% apresentam alto nível de comprometimento da renda, entre 81% e 100%, o que indica uma realidade financeira apertada para uma parcela significativa dessas empreendedoras.

 

Consumo, crédito e renda flexível

O estudo mostra ainda que 45,1% das empreendedoras utilizam o cartão de crédito como principal meio de pagamento, enquanto 32,6% apresentam forte afinidade com bancos digitais. Além disso, 84% desse grupo realizam compras online. Outro dado relevante é que quase 64% das apresentam afinidade com o perfil de motorista por aplicativo, o que revela identificação com modelos de renda flexível, gig economy, complementação financeira, além do uso de plataformas que permitem ajustar a dedicação conforme a sazonalidade do negócio.

 

Perfil Etário

Do ponto de vista etário, mais de um terço (34,3%) das mulheres que empreendem no Brasil tem entre 49 e 65 anos – seguido das faixas entre 39 e 48 anos (27,2%) e 29 e 38 anos (23,5%). Apenas 14,8% desse grupo tem entre 18 e 28 anos, indicando que o empreendedorismo feminino se consolida, sobretudo, com a maturidade, e não como primeira opção de carreira.

 

Conteúdo gratuito para as PMEs

A Serasa Experian disponibiliza, de forma gratuita, diversos conteúdo para os empreendedores em seu portal de conteúdo.

Nele, as PMEs têm acesso a artigos, ebooks e trilhas de conhecimento relacionadas ao universo do empreendedorismo, de forma simples e aprofundada. Entre os conteúdos disponíveis estão o ebook de Reforma Tributária elaborada pela datatech, a calculadora de horas trabalhadas e análises econômicas voltadas para esse público.

 

Sobre a ferramenta Insights Hub e o Mosaic

A área de Marketing Solutions da Serasa Experian dispõe de soluções proprietárias que ajudam empresas a compreender perfis de consumo e tomar decisões estratégicas de forma segura e assertiva. O Insights Hub é a plataforma que combina, em um só lugar, dados demográficos, socioeconômicos, comportamentais e financeiros de Pessoas Físicas e Jurídicas, além de geolocalização e sinais de fraude, oferecendo diversas combinações de filtros que permitem análises profundas sobre tendências de mercado com foco em ética e segurança da informação.

A plataforma reúne filtros do Mosaic, solução exclusiva da Serasa Experian que classifica pessoas e empresas em perfis comparáveis, oferecendo um retrato preciso do estágio de vida de indivíduos e negócios.

 

 

Mulheres acumulam múltiplas funções e enfrentam o desafio diário de equilibrar carreira, casa e autocobrança

 

Cada vez mais presentes em cargos de liderança, à frente de negócios próprios e como protagonistas no mercado de trabalho, as mulheres seguem, ao mesmo tempo, assumindo grande parte das responsabilidades domésticas e familiares. A chamada “jornada múltipla” é uma realidade para milhões de brasileiras, que conciliam o papel de empresárias, gestoras, profissionais liberais e donas de casa, muitas vezes sem abrir mão do cuidado com filhos, familiares e da própria formação contínua.

Apesar dos avanços na equidade de gênero e do crescimento da participação feminina em diferentes setores da economia, a sobrecarga ainda é um desafio significativo. A busca por excelência em todas as áreas pode levar ao esgotamento físico e emocional, impactando diretamente a saúde mental.

Segundo a psicóloga, psicanalista, palestrante e autora do best-seller “Invencível – A felicidade como uma escolha inegociável” Luciana Deretti, a pressão não vem apenas do ambiente externo. “Existe uma cobrança social histórica para que a mulher dê conta de tudo. Mas também há uma autocobrança intensa, alimentada pela ideia de perfeição em todos os papéis”, afirma.

Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres gastam 9,6 horas por semana a mais do que os homens com afazeres domésticos ou cuidados com pessoas. São 21,3 horas por semana no caso delas, e somente 11,7 no caso deles. O levantamento mais recente divulgado em 2023 revelou ainda que, enquanto 91% das mulheres realizaram alguma atividade relacionada a afazeres domésticos, essa proporção foi de 79% entre os homens. A taxa de realização de afazeres domésticos é maior entre as mulheres negras (92,7%).

A especialista reforça que é preciso revisar expectativas. “Não é possível performar 100% em todas as áreas o tempo inteiro. Aceitar limites e compreender fases da vida é essencial para reduzir culpa e ansiedade”, explica.

Abaixo, Luciana elenca estratégias práticas que podem ajudar mulheres a equilibrar melhor suas múltiplas funções:

  1. Estabeleça prioridades reais

Nem tudo é urgente. Definir o que realmente precisa ser feito no dia e aceitar que algumas tarefas podem esperar reduz a sensação constante de atraso.

  1. Pratique a divisão de responsabilidades

Compartilhar tarefas domésticas e familiares é fundamental. A sobrecarga diminui quando há diálogo e construção de acordos dentro de casa.

  1. Diga “não” sem culpa

Recusar demandas que extrapolam seus limites não é egoísmo, é autocuidado. Proteger seu tempo é proteger sua saúde mental.

  1. Reserve tempo para si mesma

Pequenos momentos de pausa, seja para atividade física, leitura ou simplesmente descanso, fazem diferença no equilíbrio emocional.

  1. Busque rede de apoio

Amigas, familiares, grupos profissionais ou terapia podem ser espaços seguros para compartilhar desafios e encontrar soluções conjuntas.

Para a especialista, o caminho não está em tentar “dar conta de tudo”, mas em redefinir o que significa sucesso e equilíbrio. “Ser múltipla não significa ser sobrecarregada. A leveza começa quando a mulher entende que não precisa provar nada a ninguém”, conclui Luciana.

Diante de um cenário em que mulheres seguem ampliando sua presença nos negócios, na liderança, na rotina doméstica e familiar, discutir saúde mental e divisão justa de responsabilidades torna-se essencial para que essa evolução venha acompanhada de qualidade de vida.

 

 

Formas de trabalho flexíveis e híbridas oferecem às mulheres maiores oportunidades de crescimento na carreira

 

 

Uma nova pesquisa do International Workplace Group (IWG) revela que, quando as empresas oferecem às mulheres acesso a espaços de trabalho profissionais mais próximos de casa, ganham em troca maior colaboração, networking e desempenho, trazendo à vida o tema deste ano do Dia Internacional da Mulher, #GiveToGain.

Formas de trabalho híbridas e mais flexíveis também estão aumentando os níveis de motivação e confiança no trabalho, com dois terços (66%) das funcionárias relatando que o trabalho híbrido teve um impacto positivo na sua trajetória profissional. Há uma porcentagem ainda maior entre as millennials (79%) e a geração Z (76%).* Ao dar às mulheres maior autonomia sobre como e onde trabalhar, as empresas ganham uma força de trabalho capacitada para atingir o seu pleno potencial.

De acordo com o estudo com mais de 2.000 profissionais, dois terços (66%) afirmam que o trabalho flexível melhorou a sua capacidade de compartilhar conhecimento e habilidades com outras mulheres, o que demonstra que capacitar mulheres a trabalhar de forma flexível permite que elas contribuam mais para as suas organizações e com os seus pares. Importante, 62% afirmam que encontraram mais oportunidades de aprender com mulheres em posições de liderança ao trabalhar em regime híbrido, impulsionando a sua trajetória profissional e produtividade.

Essas informações são de pesquisas recentes do IWG, que mostraram como o trabalho flexível pode aumentar a produtividade em até 12%, ampliando pesquisas acadêmicas anteriores que citavam ganhos de 3 a 4%, o que reforça que, quando os empregadores oferecem flexibilidade, ganham em troca melhorias mensuráveis de desempenho.

 

Flexibilidade é essencial para talentos femininos

Oito em cada 10 mulheres (77%) afirmam que provavelmente não aceitariam um emprego que não oferecesse políticas híbridas, o que mostra que empresas sem flexibilidade correm o risco de limitar significativamente o acesso aos melhores talentos. Apenas 7% dizem que o acesso ao trabalho flexível não teria impacto na aceitação de uma oferta de emprego.

O trabalho híbrido também aumenta a lealdade à empresa, permitindo que as organizações retenham os melhores talentos. Quase três quartos (73%) das profissionais dizem que são mais propensas a permanecer numa empresa que permite economizar tempo de deslocamento trabalhando perto de casa. Enquanto isso, 64% afirmam que o trabalho híbrido permitiu a elas permanecerem na força de trabalho quando, de outra forma, teriam precisado sair devido a responsabilidades de cuidado. Ao oferecer flexibilidade, os empregadores ganham continuidade, experiência e participação sustentada da força de trabalho, itens essenciais para aumentar a produtividade.

Os resultados sugerem que o trabalho híbrido cria um círculo virtuoso. Quando as mulheres são capacitadas com flexibilidade e acesso a espaços de trabalho profissionais mais próximos de casa, elas obtêm caminhos mais claros para crescimento na carreira e maior engajamento e, em troca, as empresas ganham colaboração, inovação, lealdade e produtividade aprimoradas.

Já no Brasil, de acordo com o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher 2025, a participação feminina na força de trabalho permanece historicamente inferior à dos homens, refletindo tanto a entrada mais tardia das mulheres no mercado de trabalho quanto a distribuição desigual das responsabilidades domésticas e de cuidado com crianças e idosos. Segundo o relatório, em 2024, a taxa de participação feminina na força de trabalho foi de 52,6%, quase 20 pontos percentuais abaixo da registrada entre os homens (72,3%). A diferença é ainda mais acentuada entre mulheres pretas e pardas (51,3%), enquanto mulheres brancas registraram uma taxa de 54,2%.

Esses dados reforçam que, no contexto brasileiro, políticas de trabalho flexível e híbrido são essenciais para ampliar a participação das mulheres no mercado de trabalho, permitindo que conciliem as suas carreiras com responsabilidades familiares ao trabalhar mais perto de casa e evitar deslocamentos longos e demorados.

 

Deslocamentos longos dificultam o progresso

A flexibilidade para trabalhar onde for mais conveniente está abrindo portas para as mulheres, mas aquelas que precisam enfrentar longos deslocamentos, muitas vezes custosos, até um escritório vários dias por semana sofrem impactos negativos significativos nas suas vidas pessoais e carreiras.

Sete em cada 10 (68%) afirmam que os deslocamentos reduzem o tempo disponível para vida pessoal e bem-estar e 64% argumentam que isso dificulta o equilíbrio entre trabalho e outras responsabilidades. Um número semelhante (67%) diz que sobra menos tempo para a família.

Os deslocamentos também afetam o desempenho profissional, com menor energia e produtividade no trabalho (61%), dificuldade de manter motivação no escritório (56%) e redução nas perspectivas de carreira a longo prazo (41%). Eliminar pressões desnecessárias de deslocamento permite que as mulheres concentrem mais foco, energia e produtividade no trabalho, um ganho claro para empregadores e funcionários.

 

Benefícios para as empresas

Oferecer flexibilidade às profissionais é uma situação vantajosa para as empresas. Estudos anteriores revelaram que modelos de trabalho flexíveis também impulsionam produtividade e retenção de talentos. 69% das empresas flexíveis relatam melhoria na produtividade das suas equipes e a mesma porcentagem acredita que essas políticas aumentaram a capacidade de atrair e reter os melhores talentos.**

Um estudo da McKinsey também revelou que empresas com representação feminina acima de 30% têm muito mais chances de superar financeiramente aquelas com 30% ou menos.

Tânia Costa, diretora de real estate do IWG no Brasil, diz: “No Brasil, onde as responsabilidades familiares e de cuidado com os filhos ainda recaem predominantemente sobre as mulheres, o trabalho flexível e híbrido tornou-se uma estratégia essencial. Ao permitir que os funcionários trabalhem mais perto de casa e reduzam longos deslocamentos, esse modelo ajuda as mulheres a equilibrar as suas múltiplas responsabilidades sem precisar comprometer o seu desenvolvimento profissional. Além de contribuir para maior bem-estar e retenção de talentos, o modelo também favorece o aumento da produtividade.”

Mark Dixon, CEO do IWG, diz: “Quando os funcionários podem trabalhar mais próximos de casa em espaços profissionais convenientes, eles ganham mais do que flexibilidade. O trabalho híbrido abre portas para colaboração e crescimento na carreira, enquanto reduz o desgaste de deslocamentos longos todos os dias. Para talentos femininos, o trabalho flexível é um catalisador para o crescimento.”

 

 

Empreendedorismo digital consolida-se como combate à vulnerabilidade econômica feminina

 

O empreendedorismo digital ganhou tração como alternativa concreta à vulnerabilidade econômica entre as mulheres brasileiras. Dados do IBGE e do Sebrae mostram que elas já representam cerca de um terço dos empreendedores no país e são maioria entre os microempreendedores individuais, impulsionadas por negócios de baixo custo inicial e pela expansão do comércio eletrônico.

No início de 2026, esse movimento se intensifica em meio à instabilidade do mercado formal e à busca por fontes próprias de renda, tal ação não é  isolada, acompanha transformações estruturais no mundo do trabalho e no consumo, impulsionadas pela digitalização acelerada da economia. Plataformas de venda online, redes sociais e serviços digitais reduziram barreiras históricas de entrada, permitindo que mulheres transformem habilidades práticas em negócios viáveis, muitas vezes sem capital inicial elevado ou estrutura física.

A análise de Sabrina Nunes, fundadora da Francisca Joias, e especialista em vendas na internet aponta que o fator decisivo para essa consolidação não é apenas o acesso à tecnologia, mas à educação prática. “O ambiente digital abre portas, mas é o conhecimento aplicável, voltado para operação e vendas, que permite transformar intenção em renda recorrente”, afirma. Para ela, a lógica do empreendedorismo online dialoga diretamente com a realidade de mulheres que precisam gerar resultados em curto prazo.

 

Os números por trás da mudança

O avanço do comércio eletrônico ajuda a explicar esse cenário. Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico indicam que o setor manteve crescimento de dois dígitos nos últimos anos, mesmo em períodos de desaceleração econômica. Esse ambiente ampliou oportunidades fora dos grandes centros urbanos e favoreceu negócios de pequena escala, frequentemente liderados por mulheres.

Há também um componente comportamental relevante. Levantamentos do IBGE mostram que mulheres são maioria entre os usuários ativos de redes sociais no Brasil, o que fortalece estratégias de venda direta, relacionamento com clientes e construção de marca pessoal. Ao mesmo tempo, estudos do Sebrae indicam que empreendedoras tendem a reinvestir parte significativa da renda no próprio negócio e no sustento familiar, ampliando o impacto social da atividade.

 

Autonomia econômica e agenda pública

Na leitura da especialista, o momento do calendário econômico contribui para essa dinâmica. “O começo do ano concentra decisões de consumo e planejamento financeiro. Para muitas mulheres, empreender digitalmente deixa de ser complemento e passa a ser estratégia central de sobrevivência e autonomia”, avalia. Capacitações de curta duração, com foco prático e retorno imediato, têm apresentado maior adesão entre mulheres de baixa renda.

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, o tema ganha relevância no debate público. O empreendedorismo digital surge não apenas como resposta individual à precarização do trabalho, mas como um caminho possível para reduzir desigualdades de renda e ampliar a participação feminina na economia. A consolidação desse movimento, apontam estudos do IBGE e do Sebrae, depende de políticas voltadas à educação aplicada, conectividade e acesso a crédito orientado, elementos centrais para transformar oportunidade em trajetória sustentável.

 

 

Mulheres que namoram homens que ganham um salário mínimo envelhecem 12 vezes mais rápido, diz estudo

 

 

Sabemos que a falta de dinheiro em um relacionamento pode até levar ao divórcio, mas você sabia que isso também pode causar envelhecimento precoce nas mulheres? Uma pesquisa realizada pela plataforma MeuPatrocínio.com, maior site de relacionamento sugar da América Latina, confirmou dados da BioMed Central, mostrando que estar com um parceiro que ganha até um salário mínimo pode aumentar os níveis de estresse. O estudo, que contou com a participação de 1.200 mulheres, revelou que muitas delas enfrentam até problemas de saúde devido à falta de estabilidade financeira do parceiro.

O especialista em comportamento afetivo e relacionamentos da plataforma, Caio Bittencourt, explica que mulheres que se sentem limitadas financeiramente acabam se sentindo mais exaustas.

“Apesar dos reajustes no salário mínimo, inclusive em 202, ele ainda está muito distante de garantir a estabilidade necessária para uma vida confortável. Quando a mulher não tem um parceiro capaz de proporcionar esse conforto, ela começa a enfrentar uma série de problemas que afetam tanto a saúde mental quanto física. Por isso, o conceito de hipergamia, ou seja, o desejo de estar ao lado de um homem bem-sucedido, tem ganhado cada vez mais força. Essas mulheres buscam parceiros maduros, que ofereçam estabilidade e evitem dores de cabeça”, afirma.

O levantamento do MeuPatrocínio foi realizado a partir de entrevistas com 1.200 mulheres, com idades entre 21 e 34 anos, divididas em dois grupos distintos. O primeiro grupo consistiu de usuárias do site, as Sugar Babies, que priorizam relacionamentos com homens bem-sucedidos e maduros. O segundo grupo foi formado por mulheres que estão em relacionamentos tradicionais com homens de baixa renda, especificamente aqueles que ganham menos de um salário mínimo.

Os dados mostraram que 89,5% das mulheres do Grupo 1, que se encontram em relacionamentos com parceiros financeiramente estáveis, a presentaram melhores condições de saúde geral, incluindo menores níveis de estresse e um risco reduzido de doenças crônicas. Em contrapartida, 93% das mulheres do Grupo 2, cujos parceiros enfrentam dificuldades financeiras, sofreram com o aumento do estresse constante, a falta de recursos para cuidados médicos adequados e um ambiente de incerteza.

 

Impactos do estresse financeiro na saúde feminina

Os motivos por trás desses resultados mostram que o estresse financeiro está fortemente associado à depressão em adultos, afetando significativamente a saúde mental e levando a sintomas de depressão, ansiedade e envelhecimento como revelado pela revista científica PLOS ONE.

Outro estudo apresenta resultados semelhantes sobre o envelhecimento das mulheres em relação à falta de dinheiro do parceiro. Um artigo da HealthyWomen destacou como o estresse financeiro pode causar uma série de problemas de saúde, como ganho de peso, distúrbios na tireoide e doenças autoimunes. Além disso, a pressão financeira pode gerar sintomas físicos, como dores de cabeça, ansiedade e dificuldades para dormir.

“Ao escolher um parceiro, não dá para pensar apenas no amor. No começo, tudo pode parecer perfeito, até você perceber que não pode planejar uma viagem, sair para jantar e ainda precisa dividir a conta do lanche. Pode soar clichê, mas amor sozinho não coloca comida na mesa. Mulheres determinadas sabem o seu valor e não aceitam estar com alguém que não possa oferecer uma vida confortável, como acontece com as adeptas à hipergamia feminina”, concluiu Caio.

 

 

Sinapro-RS participa do Encontro do Sistema Nacional das Agências de Propaganda, que reuniu líderes empresariais e associativos em São Paulo

 

O presidente do Sistema Nacional das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul (Sinapro-RS), Juliano Brenner Hennemann, integrou o time de cerca de 35 lideranças da publicidade de 16 estados brasileiros que participaram, na última semana, do Encontro Nacional Sinapro/Fenapro, realizado em São Paulo. O evento marcou a primeira reunião da nova diretoria da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro) com integrantes dos Sinapros estaduais, e teve como foco principal abordar questões estratégicas para o negócio das agências e levar conteúdos que ajudem a capacitar os gestores do Sistema para disseminar esse conhecimento até a ponta das agências.

“Temos um grande número de projetos e de programas em andamento no âmbito do Sistema, e o objetivo é ampliar, cada vez mais, o acesso das agências a esses projetos e aos conteúdos de inteligência ao mercado que temos desenvolvido”, afirma Ana Celina Bueno, presidente da Fenapro, ao destacar que, ao mesmo tempo, “novos desafios e temas surgem diariamente, o que requer uma ação permanente e integrada do conjunto do Sistema para apoiar as agências”.

Novas pautas têm ganhado a atenção do setor, como a regulamentação da profissão, a regulação das plataformas de big tech, a reforma tributária e o impacto da Inteligência Artificial sobre as operações e os negócios.

O tema da inovação também está na pauta da entidade, tanto com o objetivo de apoiar as agências para acompanharem os principais festivais de inovação e de publicidade – como o Cannes Lions, entre outros –, quanto para incentivar e orientá-las na implementação da Inteligência Artificial, para que essa ferramenta seja utilizada de forma transversal em todas as áreas das agências. Nesse sentido, o Encontro Nacional Sinapro Fenapro apresentou aos participantes uma palestra de capacitação  em IA, ministrada por Lucas Reis, especialista na área e em marketing digital.

O encontro também abordou os programas em andamento no Sistema, como o Transforma – de produção de conteúdos e workshops de inteligência de mercado –, a pesquisa VanPro – termômetro sobre os negócios das agências –, o P4c2 – ferramentas de desenvolvimento da gestão nas agências – e o Festival Nacional da Propaganda, entre outras iniciativas realizadas na gestão anterior de Daniel Queiroz, à frente da Fenapro, e que terão sequência.

Na avaliação do presidente do Sinapro-RS e vice-presidente da Fenapro, Juliano Brenner Hennemann, o encontro foi uma excelente oportunidade para garantir a integração e o alinhamento aos objetivos e metasda nova gestão da Fenapro, além de avaliar as entregas e os novos projetos em andamento que visam odesenvolvimento dos negócios e a ampliação da visibilidade dos Sinapros em todo o país.

 

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