e21 lança um grande projeto de conteúdo, baseado numa reflexão (óbvia?): As pessoas mudaram! – 03.08.2026

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Você vai ler na coluna hoje: e21 lança um grande projeto de conteúdo, baseado numa reflexão (óbvia?): As pessoas mudaram!, SBT Cidades estreia hoje!, Rio Grande do Sul teve o menor crescimento econômico do Brasil nas últimas duas décadas, aponta estudo da Fecomércio-RS, Conversor de TV 3.0: quanto custa e quem realmente precisa comprar?, O marketing é, talvez, a única área onde todos se sentem especialistas, Loana Coelho: como creators mudaram o consumo de beleza, Em que momento o mercado normalizou esses preços tão altos para participar de feiras? A ofensiva da CNBC mostra para onde avança a TV e o Brasil terá influência nisso, Cofundador do Waze Resume as 10 Lições Que Usou para Construir Negócios Bilionários.

 

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e21 lança um grande projeto de conteúdo, baseado numa reflexão (óbvia?): As pessoas mudaram!

 

Mudar faz parte da natureza humana.

Mas o que estamos vivenciando hoje não é mais uma evolução gradual como a que estávamos acostumados ao longo da história da civilização.

Hoje, a velocidade com que novos comportamentos emergem e se consolidam é sem precedentes e transformam o que antes era uma tendência apontada com décadas de antecedência em uma realidade de meses.

“A mudança é absoluta. E, pode acreditar: todos os negócios já estão sendo afetados, queiram eles ou não.” – adverte Audrey Campos – Project-Manager da e21, supervisora geral do projeto.

Historicamente, as marcas tinham tempo para se adaptar, pois as gerações mudavam de forma linearmente ritmada.

As pessoas mudaram. Hoje, as transformações são profundas e multifacetadas: Do mais jovem ao mais velho, do solteiro ao casado(sic!), do mais conectado ao mais analógico, todo mundo mudou e segue mudando. Freneticamente.

Sobre o projeto

O projeto “As Pessoas Mudaram” nasce dessa inquietação. Cada capítulo desta série é construído sobre uma base de dados reais, pesquisas acadêmicas e estudos de mercado. O objetivo da e21 é o de entregar uma fotografia – a mais nítida possível – do mundo como ele é hoje. É um instantâneo do momento, sem nenhuma intenção dele ser definitivo. Longe disso.

“A ideia é provocarmos uma reflexão nas empresas e nas marcas: Será que você está percebendo as oportunidades que as mudanças na sociedade trazem para seus negócios?” – indaga Lantier Mendes, um dos coordenadores internos do projeto na e21.

Os temas

São 9 tendências e capítulos sociais abordados:
1. As mães modernas e suas (novas?) inquietações e aspirações;
2. Os solitários, pessoas que vivem uma contradição: hiperconectados no digital, sozinhos na vida real;
3. Os mais experientes e a nova vida que se abre aos 60 e além;
4. Os ecoansiosos, pessoas que sofrem e se angustiam com as ameaças climáticas;
5. Os neurodivergentes, quem são e suas necessidades e expectativas sociais;
6. Os adeptos do Brazil-Core: Como – e por que – pessoas assumem o Brasil como estética e valor;
7. As comunidades digitais: Uma resposta organizada por quem já não vê sentido nas Redes Sociais como elas estão;
8. A infância e o marketing: Mudanças no consumo de conteúdo pelas crianças;
9. Relacionamentos, como eles se transformaram ao longo do tempo.

“Foram centenas de horas em pesquisas e organização dos dados. Foi um trabalho fascinante de verdadeira antropologia social.” – Comenta Gabriela Glasenapp, redatora do projeto.

A oferta

Esse projeto é um movimento de inteligência de mercado da e21 voltado para todas as marcas que se negam a aceitar o isolamento da realidade.

Além dos conteúdos que poderão ser acompanhados nas redes sociais e nos demais canais digitais da mesma, a agência levará os dados desse estudo para dentro das empresas.

“A ideia é gerarmos eventos de discussão buscando inspirar a busca de insights estratégicos por lideranças e times de marketing, em sessões práticas para aplicar esses dados na realidade específica de cada produto ou serviço. Nosso time está pronto para oferecer diagnósticos pensados no seu negócio, com planos estratégicos profundos e comunicação eficaz.”– destaca Milena Lopes, coordenadora de RH da e21.

Cada um desses conteúdos foi materializado num artigo disponibilizado em hotsite específico do projeto, em uma formatação para palestras e também capaz de ser foco de workshops nas organizações. Além disso, a agência disponibilizará resumos das apresentações em muitos materiais de divulgação (vídeos, redes sociais, e-mails, entre outros).

“Criamos uma campanha de divulgação multiplataforma com mais de 90 peças de comunicação diferentes, tudo para atingirmos o maior número de líderes empresariais interessados em acompanhar e aproveitar os movimentos da sociedade.” – analisam Caroline Silva e José

Leonardo, executivos de presença digital da agência.

Essa campanha que se inicia hoje, prevê uma passeio por uma jornada de conteúdo diversificada, profunda, mas bastante objetiva.

“É uma campanha densa, forte, consistente, com um design que, ao mesmo tempo é leve, mas que inspira muita consistência.” – afirma

Ciro Mota, designer da e21, responsável pelos códigos visuais do projeto.

A agência já fez apresentações em convenções de vendas e outros eventos internos de clientes e de agentes de mercado, com muito sucesso pela diversidade de dados e temas.

“A Inteligência Artificial ajuda muito, mas a diversificação de fontes é um ponto alto de nossa pesquisa” – Complementa Rayan Pontes, atendimento da agência e um dos responsáveis técnicos da pesquisa.

As pessoas mudaram. E a agência?

A e21 entende que uma agência de comunicação moderna precisa ser um radar constante e tem de acompanhar as mudanças frenéticas de um mundo social multifacetado.

“É nosso dever estudar, investigar e decodificar esses movimentos antes que eles se tornem pontos cegos para nossos clientes. Mas, principalmente, para que eles se tornem oportunidades de negócios para nossas marcas.” – Comenta Arthur Baptista, líder em desenvolvimento de I.A., na e21.

Acompanhe nas plataformas e21 os capítulos desta jornada fascinante que somente começa agora, mas que merece muita atenção pela riqueza que pode gerar.

Afinal, como a e21 enfatiza, não se trata de discutir para quem você está vendendo e, sim, jogar luz em segmentos de mercado que você pode não estar prestando a atenção devida. E deixando de atender.

ESTREIA HOJE!!!!

Por BocaTV

O crachá já está pronto. E nós também.

O BocaTV vai começar um novo capítulo da sua história.

No dia 3 de agosto, às 6:15 da tarde, estreia o SBT Cidades: uma extensão do trabalho que já fazemos diariamente para informar, aproximar realidades e amplificar a voz da população.

Mais do que chegar a uma nova tela, esse movimento amplia a nossa capacidade de levar informação, cultura, esporte, entretenimento e participação popular a ainda mais pessoas.

O programa poderá ser acompanhado pelo SBT e, ao vivo, no YouTube do BocaTV Canal — unindo televisão e plataformas digitais em uma mesma experiência.

Esse crachá representa muito mais do que uma estreia. Representa uma ideia que nasceu no digital, cresceu com a participação das pessoas e agora também chega à televisão aberta.

Nos encontramos no dia 3 de agosto, às 6:15 da tarde. Quem vai acompanhar essa estreia com a gente?

 

Rio Grande do Sul teve o menor crescimento econômico do Brasil nas últimas duas décadas, aponta estudo da Fecomércio-RS

Jornal do Comércio

O Rio Grande do Sul registrou o menor crescimento econômico entre todos os estados brasileiros entre 2002 e 2023. O dado integra os “Estudos em Crescimento Econômico e Produtividade”, série produzida pelo Instituto Fecomércio-RS de Pesquisa (Ifep-RS), que busca identificar os fatores que explicam a trajetória da economia gaúcha nas últimas duas décadas e apontar caminhos para a retomada do crescimento da renda e da produtividade no Estado. A primeira nota da série apresenta um diagnóstico comparativo do desempenho do Rio Grande do Sul em relação aos estados brasileiros, com destaque para os vizinhos da Região Sul, e em relação ao Brasil como um todo.

O levantamento mostra que, no período analisado, o Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho cresceu 34%, resultado inferior à média nacional (58%), ao Paraná (55%) e a Santa Catarina (65%). Segundo o estudo, o baixo desempenho não se limita ao crescimento agregado da economia. Quando a análise considera o PIB per capita, indicador que mede a renda média por habitante, o Rio Grande do Sul também aparece entre os piores resultados do país, com crescimento de apenas 24% no período, à frente apenas de Santa Catarina, que registrou alta de 19%. O Paraná apresentou o melhor desempenho da Região Sul, com crescimento de 31%.

O crescimento econômico e da renda por habitante refletem dinâmicas distintas. Enquanto Santa Catarina ampliou significativamente o tamanho de sua economia impulsionada pelo crescimento populacional, o Paraná conseguiu converter melhor o crescimento econômico em ganhos de renda por habitante por meio de avanços de produtividade. Já o Rio Grande do Sul não se destacou em nenhum desses dois canais.

Outro aspecto analisado pelo Ifep-RS foi a composição do crescimento econômico. No Paraná, cerca de 73% da expansão do PIB per capita decorreu de ganhos de produtividade do trabalho. Em Santa Catarina, o crescimento foi dividido entre produtividade e expansão da população ocupada. No Rio Grande do Sul, embora a produtividade tenha respondido pela maior parte do crescimento da renda, o estado apresentou dependência relativamente maior da expansão do emprego, um mecanismo que tende a perder força diante do envelhecimento populacional. O estudo aponta ainda que a vantagem relativa de produtividade que o Rio Grande do Sul possuía em relação à média nacional no início dos anos 2000 praticamente desapareceu ao longo das últimas duas décadas. Entre 2002 e 2023, a produtividade do trabalho gaúcha cresceu, em média, 0,65% ao ano, abaixo da média brasileira de 0,94%.

Para o diretor executivo do Ifep-RS, Lucas Schifino, o principal resultado deste estudo é mostrar que o desafio do Rio Grande do Sul não está apenas na velocidade do crescimento, mas na ausência de um diferencial claro que sustente esse crescimento ao longo do tempo. “Nas últimas duas décadas, o Estado não contou com o impulso demográfico observado em Santa Catarina nem com os ganhos de produtividade que marcaram a trajetória do Paraná. Isso explica por que fomos perdendo posição relativa no cenário nacional. Com uma população envelhecendo e um crescimento demográfico cada vez mais limitado, a produtividade deixa de ser apenas um indicador econômico e passa a ser a principal condição para ampliar renda, competitividade e bem-estar”, comenta.

Compreender os fatores que limitaram o crescimento econômico do Estado é fundamental para a construção de uma agenda de desenvolvimento sustentável, afirma Luiz Carlos Bohn, presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e Ifep-RS. “O estudo evidencia que o desafio do Rio Grande do Sul vai além de crescer mais. Precisamos entender por que o Estado perdeu competitividade relativa e quais fatores impediram avanços mais robustos em produtividade e geração de renda. Um diagnóstico qualificado é condição indispensável para orientar políticas públicas, investimentos e estratégias capazes de fortalecer o ambiente de negócios e ampliar as oportunidades para a população gaúcha”.

O tema será aprofundado em uma série de análises intituladas “Estudos em Crescimento Econômico e Produtividade”, que serão realizadas no decorrer dos próximos meses. Os próximos estudos abordarão os limites do crescimento via mercado de trabalho e demografia, os determinantes da produtividade gaúcha e a influência da estrutura setorial da economia no desempenho do Estado. Essa primeira nota inaugura uma agenda de investigação que busca responder onde estão os obstáculos e, sobretudo, quais são as oportunidades para que o Rio Grande do Sul volte a construir uma trajetória consistente de desenvolvimento econômico.

“O que esta primeira nota mostra é que o Rio Grande do Sul não apresentou um diferencial claro em nenhuma das principais fontes de expansão econômica. Com as limitações demográficas que já se desenham para os próximos anos, a produtividade passa a ocupar papel central na capacidade do Estado de sustentar ganhos de renda e bem-estar”, destaca Schifino. O diretor alega que o intuito da pesquisa é aprofundar um debate que frequentemente se restringe aos números agregados da economia: “O objetivo é responder a uma questão central para o desenvolvimento regional: por que o Rio Grande do Sul ficou para trás e quais motores de crescimento ainda podem ser acionados para recolocar o Estado em uma trajetória sustentável de aumento da renda por habitante”, finaliza.

Conversor de TV 3.0: quanto custa e quem realmente precisa comprar?

Por Bruno Bertonzin

Os primeiros conversores de TV 3.0 já estão disponíveis no Brasil, mas ninguém precisa comprar um aparelho para continuar assistindo à televisão aberta. O sinal digital atual seguirá funcionando normalmente.

O equipamento serve para adicionar os recursos da DTV+ a televisores que ainda não possuem suporte nativo ao novo padrão. Entre eles estão a resolução 4K, estatísticas integradas, enquetes, opções de áudio e câmeras alternativas em transmissões compatíveis.

Apesar das novidades, a tecnologia ainda passa por testes e tem alcance limitado. O sinal funciona oficialmente apenas em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, enquanto somente a Globo aderiu ao padrão até o momento.

Para que serve o conversor de TV 3.0?

O conversor recebe o sinal da DTV+ e libera seus recursos em uma televisão convencional. Ele funciona de forma parecida com os antigos aparelhos usados na transição da TV analógica para a digital, mas acrescenta funções conectadas à internet.

Durante uma partida de futebol, por exemplo, o telespectador pode consultar escalações, substituições, cartões e estatísticas pelo controle remoto. As emissoras também podem oferecer enquetes e informações complementares sobre o conteúdo exibido.

Outro diferencial está no áudio. Em transmissões compatíveis, é possível silenciar a narração e manter apenas o som do campo ou da torcida. Alguns eventos ainda podem oferecer uma câmera adicional, com outro ângulo da partida.

TV 3.0 também abre espaço para conteúdos em 4K na televisão aberta. Porém, o conversor não melhora automaticamente a resolução de toda a programação. O 4K e os recursos interativos dependem do material preparado pela emissora.

 Durante nossos testes na semifinal da Copa do Mundo entre Inglaterra e Argentina, apenas o sinal oficial fornecido pela FIFA estava em 4K. As imagens produzidas pela própria Globo, como as da cabine de transmissão, ainda apareciam em definição padrão.

Quanto custa um conversor de TV 3.0?

O receptor DTV+ da Intelbras é encontrado por mais de R$ 600. O kit já inclui uma antena interna, usada para captar o sinal, e um controle remoto para acessar os canais e recursos interativos.

A instalação é simples. Basta conectar a antena ao receptor, ligar o equipamento à televisão e iniciar a busca pelos canais disponíveis. A configuração leva pouco tempo e não exige conhecimento técnico avançado.

A Aquário também vende um conversor de TV 3.0, com preço próximo de R$ 700. Assim, o investimento inicial fica entre R$ 600 e R$ 700, dependendo do modelo e da loja.

O valor ainda é alto diante da quantidade de conteúdo disponível. Por enquanto, o usuário compra um aparelho relativamente caro para acessar recursos concentrados em uma emissora e em algumas transmissões específicas.

Quem deve comprar o conversor de TV 3.0?

Hoje, o conversor faz sentido principalmente para entusiastas que moram em São Paulo, Rio de Janeiro ou Brasília e querem experimentar a DTV+ desde o início.

 Também pode valer a pena para quem acompanha muitas transmissões esportivas da Globo, já possui uma televisão 4K e tem interesse em recursos como áudio personalizado, estatísticas pelo controle remoto e câmeras adicionais.

Mesmo para esse público, a compra funciona mais como um acesso antecipado à tecnologia do que como uma necessidade. Nem todos os programas oferecem interatividade, e os conteúdos em 4K ainda são raros.

Para a maioria das pessoas, o melhor é esperar. Quem mora fora das três capitais atendidas pode nem conseguir captar o sinal, enquanto quem assiste pouco à Globo terá poucas oportunidades para aproveitar o equipamento.

A recomendação também vale para quem espera usar a TV 3.0 em vários canais. As demais emissoras continuam disponíveis pelo sinal digital tradicional, mas sem os recursos da DTV+.

A tecnologia funciona bem e mostra um caminho interessante para a televisão aberta. Porém, o investimento ficará mais fácil de justificar quando houver mais emissoras, cidades e conteúdos compatíveis, além de televisores com suporte nativo ao padrão.

Até lá, os conversores da Intelbras e da Aquário atendem a um público específico. Quem só quer continuar assistindo aos canais abertos não precisa comprar nada agora.

O marketing é, talvez, a única área onde todos se sentem especialistas

Trabalhar com marketing é conviver diariamente com uma situação curiosa: poucas áreas despertam tantas opiniões quanto a nossa. Quase sempre alguém tem uma sugestão para a arte, um título “melhor”, uma legenda diferente ou uma ideia de campanha.

E eu entendo o motivo. Todos nós consumimos marketing todos os dias. Estamos nas redes sociais, vemos anúncios, acompanhamos marcas e criamos nossas próprias referências.

Mas consumir marketing é muito diferente de construir uma estratégia.
Quando publico um post, existe muito mais por trás do que uma imagem bonita ou um texto bem escrito. Há objetivos, posicionamento da marca, conhecimento do público, planejamento, métricas e diversas decisões estratégicas que nem sempre são visíveis.

Isso não significa que eu não deva ouvir outras áreas. Pelo contrário. Acredito que as melhores estratégias surgem da colaboração. Mas opinião e estratégia não são a mesma coisa. Nem toda sugestão deve ser aplicada apenas porque “ficaria melhor”. As decisões precisam estar alinhadas aos objetivos da marca.

Assim como confiamos no financeiro para cuidar dos números e no jurídico para interpretar contratos, acredito que o marketing também merece confiança para exercer seu papel técnico e estratégico.

No fim, aprendi que um bom marketing não é o que agrada a todos dentro da empresa, mas o que gera resultados, fortalece a marca e cria valor para quem realmente importa: o público.

Loana Coelho: como creators mudaram o consumo de beleza

Diretora de marketing digital da L’Oréal no Brasil fala sobre papel da influência na nova jornada de compra

Por Lidia Capitani (Meio & Mensagem)

Loana Coelho é diretora de marketing digital do Grupo L’Oréal no Brasil, responsável por entender como é a jornada de consumo do mercado de beleza no ambiente digital e como a creator economy entra nessa equação. Frente à falta de diversidade entre os criadores de conteúdo de beleza, a marca lançou um programa de formação para creators negros, o Beleza Mais Diversa, que está em sua terceira edição este ano.

Antes da L’Oréal, passou mais de dez anos na Americanas, onde tinha como foco estratégico o e-commerce. Mas sua trajetória não começou no marketing. A geógrafa de formação dava aulas em cursinhos pré-vestibulares e colégios até decidir se aventurar num programa de trainee do Santander, ao lado de administradores e engenheiros. É dessa virada de chave que Loana tira como um dos grandes aprendizados de sua carreira a importância de se arriscar. Para ela, são nos maiores desafios que residem os grandes saltos de aprendizagem.

“Se você tiver clareza sobre onde quer chegar, sobre o que gosta de fazer e sobre o que não gosta, essas mudanças passam a fazer muito sentido. Elas deixam de ser um risco e se tornam parte da construção da sua trajetória. Então, não tenha medo das mudanças”, destaca.

Em outros momentos, Loana foi a única mulher em alguns ambientes por onde passou. Por mais que tenha se sentido deslocada e até intimidada, aprendeu o valor que a liderança feminina traz para a mesa de decisão. “Temos uma visão muito ampla das situações, sensibilidade para entender o ambiente, capacidade de perceber nuances, visão política, habilidade de navegar pelas relações internas e de construir conexões. São competências que fazem diferença na forma de liderar pessoas e equipes”, reflete.

Nesta entrevista, Loana Coelho discute as transformações da jornada de consumo online, como os criadores de conteúdo influenciam a decisão de compra e a importância de promover maior diversidade no mercado da beleza.

Meio & Mensagem – Como surgiu o programa Beleza Mais Diversa e quais são os objetivos dele?

Loana Coelho – O Beleza Mais Diversa surgiu há três anos e está em sua terceira edição. Nasceu em 2024, de um desconforto da L’Oréal sobre como a realidade da beleza brasileira está representada na creator economy. Apenas 33% dos creators são negros, enquanto, na realidade do país, 56% da população se autodeclara negra. É nesse contexto que vem o nosso compromisso de combater essa discrepância entre a realidade do Brasil e o que a gente vê hoje na economia criativa. A L’Oréal tem um papel importante e uma grande oportunidade de contribuir, porque tem marcas muito desejadas, com voz e posicionamentos relevantes. A L’Oréal Paris, por exemplo, é muito forte e tem como posicionamento o “Você Vale Muito”. Mas o que significa esse “Vale Muito” se, na prática, continuo perpetuando um cenário que não representa a realidade brasileira?

O programa começou como uma iniciativa de formação para uma turma pequena, com 40 creators que selecionamos. A ideia era oferecer formação e também aproximá-los das nossas marcas, dando visibilidade ao trabalho deles. Dessa primeira turma surgiram grandes creators, que continuam trabalhando com a gente, além de terem conquistado espaço no mercado. Em 2025, lançamos um curso online, que ampliou o acesso para mais de 18 mil pessoas, mas, ao mesmo tempo, mantivemos a turma presencial. Agora, em 2026, além da formação, vamos contratar dez creators para trabalharem com a gente ao longo de 2027. Antes, o programa já criava um portfólio de creators para as nossas marcas. Agora, o Beleza Mais Diversa passa também a ser um programa de seleção, e não apenas de formação.

M&M – Quais resultados o programa já apresentou?

Loana – É visível o impacto que o programa teve nos dois primeiros anos na percepção de oportunidades e na forma como as pessoas enxergam esse espaço. E esse impacto vai muito além de quem participa diretamente das turmas. Quando a gente comunica para o mercado que uma empresa como a L’Oréal tem uma iniciativa como essa e investe para dar visibilidade a creators negros, estamos dizendo que a indústria reconhece esses talentos e que está, de fato, buscando esses profissionais. A longo prazo, isso também é uma mensagem para as novas gerações de que existe, sim, uma oportunidade para elas. Uma menina pode se ver representada, desejada e perceber que esse é um espaço onde ela é bem-vinda e procurada por uma grande empresa. Vejo esse projeto como algo muito importante e estratégico na minha própria história, porque faz parte do legado que quero deixar. Tenho uma filha de sete anos, a Nina, e, quando penso nela, reflito também sobre as amigas dela e no futuro que a gente quer construir. Se a gente não criar novas referências de profissionais, de creators, de mulheres que sirvam de inspiração, para quem elas vão olhar no futuro? Existe uma pesquisa recente mostrando que mais de 70% dos jovens querem ser criadores de conteúdo. Eles precisam se sentir representados.

Em 2025, 60% da turma com a qual a gente trabalhou presencialmente foi contratada para realizar algum tipo de campanha paga conosco. É um número relevante porque significa que, na prática, estamos inserindo esses creators no universo das mais de 20 marcas que a L’Oréal tem no Brasil, ampliando o nosso portfólio com novos rostos, perfis e formatos. Além disso, o programa ganhou mais uma dimensão importante. Além de formar criadores de conteúdo negros, passamos a incluir também creators com deficiência, ampliando ainda mais a representatividade da iniciativa.

M&M – Como os creators de beleza influenciam o consumidor no digital?

Loana – Quando a gente olha para o recorte racial, 66% do público autodeclarado negro diz que os creators são sua principal referência na hora de buscar produtos de beleza. O criador de conteúdo se tornou uma das principais formas de mídia e de influência quando a gente fala de beleza. E, se você parar para pensar, a jornada de compra agora é muito mais complexa e mais rica do que antes. Durante um período, essa jornada era muito vertical. Eu pesquisava um produto, encontrava a informação e fazia a compra. Hoje, a gente vive um outro momento. O criador de conteúdo passou a fazer parte dessa decisão. Depois, posso fazer uma busca online, recorrer a uma inteligência artificial ou até ir a uma loja física. Ou seja, o processo de busca ficou muito mais dinâmico e completo. Nesse contexto, a voz de uma pessoa parecida comigo ganhou um peso enorme. É o que a gente chama de peer-to-peer. Um par meu indicando uma rotina de cuidados acaba sendo mais relevante do que uma recomendação feita de forma mais distante, mais top-down. O criador de conteúdo ocupa justamente esse lugar de alguém próximo de mim. É a voz de uma pessoa que faz parte da minha comunidade, da minha cidade, ou que compartilha dos mesmos interesses que eu.

Isso não significa que os outros elementos deixaram de ser relevantes. Preço, site, experiência de compra, tudo isso continua sendo importante. A voz de um líder de opinião também continua tendo muito valor, seja porque essa pessoa é uma celebridade ou porque é uma especialista em determinado assunto. Na prática, todos esses elementos passaram a compor o processo de decisão de compra. E, para a gente, investir em creators também é uma forma de dar voz a outras realidades. Quando você inclui criadores de conteúdo, passa a incorporar diferentes olhares, vindos de diferentes estados do Brasil, realidades financeiras, culturas e raças. Com isso, surgem perspectivas mais diversas sobre os produtos e sobre as marcas, permitindo que mais pessoas se identifiquem com aquela experiência. Para a gente, isso é extremamente rico e representa uma frente importante de crescimento.

M&M – Quais desafios e oportunidades a IA apresenta na jornada do consumidor de beleza? O que vocês têm desenvolvido nesse sentido?

Loana – A IA é uma companheira com a qual a gente precisa ter muito cuidado. Ela está disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, mas depende de você. Ela não tem autonomia total. Quando a gente fala de inteligência artificial, existem muitas formas de utilizá-la, seja na jornada de compra, na produção de uma campanha, na criação de um texto. Em todos esses casos, o mais importante é entender que ela sempre será uma auxiliar no desenvolvimento de qualquer projeto, mas ela nunca elimina a necessidade da participação humana.

Ao longo da jornada de compra, por exemplo, a IA contribui com informações, mas ainda entrega apenas uma parte do que é necessário. Por isso, continua sendo importante que existam outras fontes de informação e de confiança, seja um creator compartilhando sua experiência, seja a voz da marca, seja um conteúdo produzido com especialistas, médicos e dermatologistas. Muitas vezes, a IA não consegue interpretar todos os cenários e todas as informações que envolvem uma decisão de compra. Na L’Oréal, por exemplo, a gente não utiliza rostos criados por inteligência artificial nas nossas campanhas. Também não apresenta resultados que não sejam reais, cientificamente comprovados e respaldados por estudos profundos conduzidos com médicos, dermatologistas e profissionais da área científica.

Outra questão importante é que a gente também não produz peças feitas integralmente com inteligência artificial. Hoje, a gente vê muitos exemplos na creator economy de conteúdos produzidos com uso intenso de IA, seja por creators virtuais, seja pelo excesso de filtros e efeitos que acabam gerando resultados que não correspondem à realidade. Isso vai na direção oposta do que a gente acredita e defende. Para mim, existe um limite muito claro entre o papel da IA como auxiliar e o resultado final, que precisa ser sempre humano, verdadeiro e autêntico. A inteligência artificial entra para apoiar esse processo, nunca para substituir as pessoas.

M&M – Como a jornada do consumidor de beleza mudou no mundo digital? Quais são os desafios atuais que vocês enfrentam?

Loana – Como essa jornada ficou muito mais complexa, o consumidor passou a construir sua decisão de compra a partir de diferentes referências. Uma busca em um e-commerce, uma LLM, um creator. A jornada de busca ficou mais diversa e, por isso, entender o que realmente influenciou uma compra também se tornou mais complexo. Se eu perguntar hoje o que influenciou uma determinada compra, dificilmente haverá uma única resposta. Normalmente, são vários canais que participam dessa escolha. A compra pode ter sido concluída em um carrinho específico, dentro de um site, mas a influência veio de diferentes pontos de contato ao longo da jornada. Nosso grande desafio hoje é justamente conseguir atribuir a origem ou o peso de cada uma dessas influências. A gente tem mecanismos internos que ajudam a entender o que contribuiu mais ou menos para uma venda, mas esse ainda é um desafio para toda a indústria, e não apenas a da beleza. Vale para o varejo, e-commerce e consumo em geral. Essa jornada ficou cada vez mais rica, mais dinâmica e mais distribuída entre diferentes canais e referências.

M&M – Como você descreveria seu estilo de liderança?

Loana – Meu estilo de liderança é muito próximo. Gosto de estar perto dos times e das pessoas. Estou sempre junto, querendo participar das agendas e da construção das nossas entregas. Também é muito humana, no sentido de buscar entender o outro. Gosto de conhecer as pessoas, compreender o que as move, do que elas gostam, o que as incomoda e quais são suas ambições. Ao mesmo tempo, sou bastante detalhista e gosto de aprofundar as análises antes da entrega final. Acho que esse também é um desafio, porque existe aquela máxima de que o ótimo é inimigo do bom. A questão é entender onde termina o bom e onde começa o ótimo. Para mim, o trabalho precisa ser bom, mas sempre buscando chegar o mais perto possível da excelência. Então, acabo elevando bastante essa barra.

Além disso, valorizo muito a minha vida pessoal. Minha prioridade é a minha família. Busco sempre equilibrar essa dedicação às entregas profissionais, a Luana CNPJ com a Luana CPF. No fim, o que a gente deixa para o mundo é muito mais do que as entregas profissionais. É o que a gente constrói como ser humano. Quem me conhece sabe o quanto sou presente como executiva, mas, em qualquer decisão sobre tempo, carreira ou futuro, minha família sempre será a prioridade. Esse equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional foi construído ao longo do tempo. Ganhou um novo significado quando me tornei mãe e acompanhou o crescimento da minha filha. Aos poucos, essa dualidade foi encontrando um ponto de equilíbrio que considero muito saudável.

Em que momento o mercado normalizou esses preços tão altos para participar de feiras?

Por

Amigos do marketing e da organização de eventos, preciso fazer um desabafo.
Em que momento o mercado normalizou esses preços tão altos para participar de feiras?

O espaço custa cerca de R$ 60 mil. A montadora, para entregar um projeto interessante, cobra facilmente mais de R$ 2.500 por m². Aí entram os custos de pré-produção: vídeos, treinamentos, brindes, materiais gráficos, landing pages, mídia paga, merchandising, uniformes, hospedagem, deslocamento e alimentação. Dependendo do tamanho da equipe, estamos falando de pelo menos mais R$ 50 mil.

E o mais curioso: muitas vezes esse investimento não retorna em faturamento imediato. Sim, vale a pena repetir: retorno imediato.

Na minha visão, feira é uma excelente ferramenta de visibilidade, relacionamento e fortalecimento de marca, mas o retorno costuma acontecer no médio e longo prazo.

E nem vou entrar no mérito dos preços praticados dentro dos pavilhões. Estacionamento de R$ 90 a R$ 120 por veículo, alimentação com valores elevados e custos extras para praticamente tudo.

Eu sei que o dinheiro não é meu e que tudo isso está previsto no planejamento, mas, sinceramente, eu continuo achando muito caro!

Agora me digam: sou só eu que penso assim ou mais alguém também acha que os custos das feiras saíram um pouco da realidade?

A ofensiva da CNBC mostra para onde avança a TV e o Brasil terá influência nisso

Por

A mais importante rede de notícias financeiras do mundo está deixando de ser um negócio ancorado na TV a cabo linear para se tornar uma operação digital multiplataforma.

Em janeiro, a Comcast (dona da NBCUniversal) fez o spin-off de boa parte de seus canais a cabo e criou a Versant, que se tornou controladora também da CNBC. E a nova empresa tem como meta estar cada vez mais em todos os lugares.

“Estamos totalmente no ataque”, disse KC Sullivan, presidente da CNBC, no podcast Daily Variety, semana passada. “A disrupção está em toda parte. E acho que, do ponto de vista da cobertura editorial, isso é uma oportunidade. Há uma quantidade imensa de conteúdo comoditizado por aí. Mas para marcas confiáveis que entregam conteúdo diferenciado, que é o que pensamos todos os dias, isso é cada vez mais importante. Estamos focados em garantir que nosso conteúdo chegue à nossa audiência como e onde ela quiser. Porque, no passado, havia poucos lugares onde o conteúdo [da CNBC] era consumido. Agora houve uma enorme fragmentação do consumo. Então é preciso garantir que o conteúdo seja entregue onde e como a audiência deseja”.

E é aqui que a TIMES BRASIL – LICENCIADO EXCLUSIVO CNBC, entra nessa história. Há pouco mais de um ano, Douglas Tavolaro lançou seu próprio canal de notícias no Brasil já como um projeto multiplataforma e trouxe a CNBC como a licenciada exclusiva do projeto.

A experiência brasileira inclusive foi destaque no CNBC GLOBAL 2026 que aconteceu semana passada, em Londres. Além de lideranças do canal nos Estados Unidos, estiveram presentes os proprietários e CEOs das emissoras CNBC em países como Japão, Índia, Itália, Arábia, Indonésia, Mongólia, Turquia e Grécia, além dos recém-lançados canais na Alemanha, Áustria e Suécia.

“Os ganhos vão além do acesso à informação”, diz Tavolaro, que também esteve em Londres. “A conexão permanente com a rede CNBC – que é única no mundo – permite uma cobertura mais ampla, rápida e qualificada dos acontecimentos que movimentam a economia global, aproximando investidores, empresários, executivos e tomadores de decisão brasileiros das discussões que influenciam o universo dos negócios”.

Por sinal, essa foi uma das razões que me levaram a aceitar o convite de Tavolaro para estrear na TV (sou analista do canal). É uma oportunidade de estar em vários lugares, mas ainda assim, falando com uma comunidade particularmente interessada em negócios.

​A TV será cada vez mais multiplataforma, também maior graças ao crescimento das parcerias. Ainda assim, ela será mais segmentada e voltada para comunidades. No caso da CNBC, a comunidade de negócios.

Cofundador do Waze Resume as 10 Lições Que Usou para Construir Negócios Bilionários

Uri Levine explica por que a inteligência artificial mudou as regras para criar startups e revela os erros que mais impedem empreendedores de crescer

Por Luana Zanobia (Forbes Money)

Resolver um problema cotidiano, como escapar do trânsito, transformou Uri Levine em um dos empreendedores mais influentes do ecossistema global de startups. Cofundador do Waze, aplicativo adquirido pelo Google por mais de US$ 1 bilhão, e do Moovit, plataforma de mobilidade comprada pela Intel por US$ 900 milhões, o empreendedor israelense passou as últimas duas décadas repetindo um mesmo método: identificar problemas reais, validar rapidamente uma solução e escalar empresas capazes de atender milhões de usuários.

Depois de fundar e investir em dezenas de startups, Levine decidiu organizar essa experiência em livros, como Fall in Love with the Problem, Not the Solution (Apaixone-se pela solução, não pelo problema). Agora, leva esse conhecimento ao Brasil com o lançamento da Uri Levine Startup Academy, plataforma voltada para formar empreendedores. A escolha do país, segundo ele, está ligada ao papel que o mercado brasileiro desempenhou no crescimento do Waze e do Moovit e ao amadurecimento do ecossistema nacional de inovação.

Em entrevista à Forbes Money, Levine compartilha os princípios que considera indispensáveis para quem pretende construir uma empresa de alto crescimento. São ideias que desafiam alguns dos conselhos mais difundidos entre empreendedores – da obsessão por levantar investimentos ao foco exagerado em crescimento acelerado. Para ele, antes de tudo, é preciso resolver um problema que realmente importe.

1. Apaixone-se pelo problema, não pela solução

A principal filosofia de Levine é também o título de seu livro mais conhecido. Segundo ele, empreendedores costumam falhar porque se apaixonam pela tecnologia ou pela ideia, quando deveriam dedicar toda a atenção ao problema do cliente.

“O mercado não sente dor. As pessoas sentem.”

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