Fenapro reúne lideranças do mercado publicitário em evento de posse da nova diretoria em São Paulo e outros artigos da semana – 02.03.2026

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Você vai ler na coluna de hoje: Fenapro reúne lideranças do mercado publicitário em evento de posse da nova diretoria em São Paulo, Marketplaces concentram quase 90% da receita do e-commerce global, O que ninguém conta sobre a nova geração de mulheres no comando, Mulheres na liderança: a aposta que se traduz em resultado, Brasil se consolida como segundo país com mais influenciadores no mundo e se aproxima de Estados Unidos, Dados de mídia não valem nada sem interpretação estratégica, Como viver mais tem mudado as escolhas afetivas das mulheres 50+, Grupo RBS anuncia parceria com RivoStudio e amplia atuação no streaming com atrações como “RivoNews”, Emoção atrai atenção. Confiança fecha a venda, Publicitário Carlos Toillier articula movimento com o objetivo de ampliar conversas sobre o mercado comunicacional gaúcho, A arma mais subestimada do marketing: o sound branding e Diminuição do QI em gerações mais novas pode estar ligada ao uso de telas. 

 

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Fenapro reúne lideranças do mercado publicitário em evento de posse da nova diretoria em São Paulo

 

 

A Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro) realizou nesta quarta-feira (25/02) evento que marcou a posse da nova diretoria que estará à frente da entidade no biênio 2026-2027. Ao todo, participaram cerca de 70 representantes e líderes da indústria da comunicação no país.

Comandada pela publicitária Ana Celina Bueno, primeira mulher a assumir o cargo de presidente na Fenapro, e pelo publicitário Juliano Brenner Hennemann, presidente do Sistema Nacional das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul (Sinapro-RS), a diretoria conta com um time de diretores que representam as diversas regiões do país. Além de Hennemann (RS) na vice-presidência, a diretoria é composta por Daniel Queiroz (PE), que ocupava a presidência da entidade e assume como diretor de relações institucionais, Alexandre Pedroni (ES), diretor-tesoureiro, e pelos diretores conselheiros Roberto Tourinho (SP), Adriany Bueno (MS) e João Daniel (RN).

“Essa composição da diretoria traz muito da regionalização do Brasil. É importante termos essa diversidade e um olhar mais plural para o setor e as agências dos diferentes portes distribuídas em todo o país, que movimentam a roda da publicidade brasileira. Essa representatividade de diversas regiões nos tornará mais fortes”, afirmou Ana Celina.

Engajada há muitos anos em defesa do movimento associativo, a nova presidente da Fenapro defende a proximidade com todas as entidades da comunicação e da economia criativa para a construção de pautas conjuntas. O evento de posse marcou essa integração, com a presença de Luiz Lara, presidente do CENP (Fórum de Autorregulação do Mercado Publicitário); Marcia Esteves, presidente da ABAP (Associação Brasileira das Agências de Propaganda); Sandra Martinelli, presidente-executiva da ABA (Associação Brasileira de Anunciantes); Juliana Albuquerque, VP-executiva do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), além de presidentes de 16 Sinapros e executivos de agências de diversos estados.

“Nossa pauta de trabalho tratará de questões como a rentabilidade das agências, a capacitação empresarial, a universalização do uso da Inteligência Artificial, de forma linear e transversal em todas as áreas das agências, bem como a regulamentação das plataformas digitais e a transição da reforma tributária”, afirmoumAna Celina, ao destacar ainda o foco nas pessoas e no seu bem-estar.

Ela lembrou que, hoje, o Sistema Nacional das Agências de Propaganda representa quase 850 agências associadas e 1,5 mil sindicalizadas, que somam mais de 50 mil colaboradores. “É um mercado importante, que precisa ser cuidado e olhado”, observou. “É preciso defender o modelo de negócio das agências e, ao mesmo tempo, estarmos abertos às transformações do mercado, fortalecendo a publicidade brasileira como um grande produto nacional e de exportação”, concluiu a nova presidente da Fenapro em seu pronunciamento. Fundadora da Acesso Estratégia Criativa, agência com sede em Fortaleza (CE), Ana Celina possui trajetória consolidada no mercado publicitário e atuação em entidades representativas do setor, incluindo o Sinapro-CE e o Conselho Superior do CENP.

Juliano Brenner Hennemann, ao conceder entrevista exclusiva para um portal do trade publicitário durante o evento de posse, destacou o trabalho estruturado e de referência executado pela entidade. “A Fenapro traz as boas práticas de cada estado e elas são replicadas, atuando realmente em ecossistema, ou melhor, como nos ressignificamos: Sistema Nacional das Agências de Propaganda. Ser vice-presidente desse Sistema é um orgulho e uma satisfação imensa, até porque é uma continuidade de uma gestão muito bem-feita liderada pelo Daniel Queiroz com sua diretoria. Tenho certeza de que esses dois anos serão muito potentes e poderosos”, afirmou. Sócio-fundador da SPR, agência com sede no RS criada em 1997, Hennemann tem trajetória consolidada no mercado da propaganda gaúcha e da região Sul, com atuação e representatividade junto a entidades do setor como o Sinapro-RS. Também é professor de pós-graduação e MBA da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e cofundador da Nexo Governança Corporativa.

Entre as lideranças regionais, participaram do evento de posse da nova diretoria os dirigentes dos Sinapros da Bahia, do Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

 

 

Marketplaces concentram quase 90% da receita do e-commerce global

 

Com marketplaces concentrando cerca de 87% da receita global do e-commerce em 2026, de acordo com o relatório Global Ecommerce Trends da ECDB, vender nessas plataformas se consolidou como um dos principais motores de crescimento do comércio digital. No Brasil, estimativas de mercado apontam que aproximadamente 80% das vendas online já passam por marketplaces, evidenciando o peso dessas plataformas na jornada de compra do consumidor.

Esse avanço, no entanto, traz desafios operacionais para micro e pequenos varejistas. Para aderirem aos marketplaces, eles precisam lidar com múltiplos canais, controle de estoque em tempo real e gestão de pedidos sem, necessariamente, ampliar estrutura ou custos fixos. A falta de integração entre sistemas segue como um dos principais gargalos para quem tenta escalar vendas no ambiente digital.

É nesse contexto que a vhsys, empresa especializada em soluções de gestão empresarial online, passa a disponibilizar a integração com o Mercado Livre — marketplace líder no Brasil — em seu app Marketplaces, com lançamento previsto para 10 de fevereiro. A funcionalidade permite que lojistas conectem esse canal ao seu sistema de gestão e centralizem cadastros, estoque e pedidos em um único ambiente, reduzindo retrabalho e falhas operacionais comuns na gestão multicanal.

“Quando a maior parte das vendas online acontece dentro de marketplaces, o diferencial para o pequeno varejo está na capacidade de participar desse movimento ao mesmo tempo que controla a operação com eficiência”, afirma Reginaldo Stocco, CEO da vhsys. “A integração com o Mercado Livre atende a uma demanda clara dos empreendedores: vender em grandes plataformas sem perder visibilidade, organização e previsibilidade do negócio.”

Lançado em 2025, o app Marketplaces da vhsys reúne mais de 70 canais de venda e opera com um modelo baseado no volume de pedidos, e não na quantidade de produtos ou marketplaces conectados. Isso permite que o lojista pague de acordo com o que vende e tenha liberdade para expandir canais conforme a estratégia do negócio.

Voltada a micro e pequenos empreendedores que já possuem loja física e buscam ampliar a presença digital sem investimentos elevados ou contratações complexas, a integração acompanha um movimento já consolidado no varejo: crescer em marketplaces exige, cada vez mais, gestão integrada e controle operacional.

 

 

O que ninguém conta sobre a nova geração de mulheres no comando

 

 

Os números mostram avanços consistentes na presença feminina em cargos de liderança. Hoje, mulheres ocupam 34% das posições de liderança sênior no mundo e a expectativa é que a paridade na alta gestão seja alcançada até 2051, segundo levantamento da consultoria Grant Thornton. Apesar do crescimento gradual, o cenário evidencia que romper barreiras estruturais continua sendo um desafio. Para especialistas, alcançar o topo não representa o fim da trajetória, mas o início de uma nova etapa marcada por transformações na forma de liderar.

De acordo com Surama Jurdi, CEO e fundadora da Surama Jurdi Academy, ecossistema global de educação empresarial, a nova geração de mulheres à frente de empresas têm promovido mudanças significativas na cultura corporativa. “A nova geração de mulheres no comando não está focada apenas em ocupar espaços, mas em transformar culturas e as tomadas de decisões, priorizando processos mais colaborativos, equilíbrio entre resultados e bem-estar das equipes, e sem medo de trazer autenticidade no dia a dia. Essa geração redefine liderança ao mostrar que autoridade não precisa ser sinônimo de rigidez”, afirma.

No ambiente corporativo, já é possível observar um estilo de gestão mais horizontal, com decisões compartilhadas, atenção ampliada à diversidade e cuidado com a saúde mental das equipes. Em contraste com modelos tradicionais, marcados por estruturas rígidas e centralizadoras, essas líderes buscam transformar práticas, rever processos e redefinir padrões do mercado.

A seguir, relatos de líderes e gestoras que exemplificam essa nova forma de comandar organizações e equipes.

 

Nereide dos Anjos, co-fundadora da Anjos Colchões & Sofás
Gestão é sobre prioridade: quando sei o que vem primeiro, as decisões fluem com clareza e coerência

À frente da Anjos Colchões & Sofás há mais de 30 anos, Nereide dos Anjos construiu uma liderança baseada em valores claros e decisões coerentes. Para ela, a nova geração de mulheres no comando precisa se sustentar em princípios, não apenas em metas. Filha de comerciantes, aprendeu cedo que gestão não termina quando a loja fecha e que agilidade na resolução de demandas faz parte do compromisso com o crescimento do negócio. Integra espiritualidade e estratégia como pilares da sua tomada de decisão. Presente na operação, acompanha números, revisa pagamentos e define prioridades semanais ao lado da equipe. “Gestão é sobre prioridade: quando sei o que vem primeiro, as decisões fluem com clareza e coerência”, afirma. “Liderar é estar dentro do negócio, assumindo responsabilidades todos os dias. A mulher no comando precisa ter prioridades claras e coerência nas escolhas para sustentar uma liderança firme e leve ao mesmo tempo”, conclui.

 

Caroline Jurdi, fundadora e CEO da CJ Hub
Propósito que move: liderança horizontal e humana com a Geração Z

Para ela, uma gestão eficaz deve ter clareza de propósito, expectativas e responsabilidades. “A nova geração não se engaja pelo “sempre foi assim”, mas pelo entendimento do porquê. Portanto, é preciso confiar no time, gerar autonomia e adaptabilidade. Hoje, liderar deixou de ser controle e passou a ser a capacidade de leitura rápida de cenário e tomada de decisão ágil”. Segundo a CEO, na tomada de decisão, os dados são fundamentais, mas a escuta ativa, a compreensão do contexto e a sensibilidade humana são determinantes. O autocuidado e o esporte surgem como ferramentas de alta performance, ensinando disciplina, constância e resiliência. “Meu papel como líder é criar um ambiente onde as pessoas possam entregar o seu melhor sem abrir mão de quem são. Acredito em uma liderança construída lado a lado, não de cima para baixo”, comenta Caroline.

 

Gisele Rizzi, co-fundadora e diretora de Marketing da Empreender Dinheiro
Alta performance não combina com múltiplos interesses

“Procuro tomar decisões estratégicas analisando o impacto no curto, médio e longo prazo para a companhia. Dados, aliados à intuição construída após anos na operação, formam o combo ideal. Minhas escolhas sempre buscam resultado para a organização, honra aos clientes que confiam no nosso trabalho e desenvolvimento dos empreendedores, como chamamos quem constrói a empresa com a gente. Prefiro agir, testar e ajustar no caminho do que ficar paralisada. Para mim, estratégia é movimento e agilidade”, afirma Gisele. A executiva acredita que alta performance não combina com múltiplos interesses e exige intencionalidade nas prioridades. Para ela, equilíbrio é proteger o que é inegociável: família, saúde e trabalho. Ela considera esporte e autocuidado investimentos essenciais para manter clareza mental e qualidade nas decisões, já seu estilo de liderança combina direção clara, autonomia e forte orientação a resultados, com foco no desenvolvimento das pessoas e na construção de uma cultura de execução.

 

 Karoline Monteiro, fundadora e CEO do Monteiro AKL Advocacia Especializada
Liderar não é controlar, mas criar estruturas onde as pessoas possam performar sem adoecer

Seu modelo de gestão nasceu da prática e das experiências que viveu ao longo da carreira. Depois de enfrentar um burnout logo no início da trajetória profissional, percebeu que precisava rever não apenas o ritmo de trabalho, mas a própria estrutura de liderança. “Transformei aquele momento em um ponto de virada para construir um negócio mais humano, sustentável e orientado a resultados consistentes”, comenta. Conduzir a equipe com decisões mais horizontais, atenção constante à saúde mental e alto nível de especialização técnica fez a diferença na sua gestão. Ela acredita que desempenho e bem-estar precisam caminhar juntos. “Para mim, liderar não é controlar, mas criar estruturas onde as pessoas possam performar sem adoecer. Crescer só faz sentido quando há propósito, clareza e cuidado com quem constrói o negócio todos os dias”, afirma.

 

Juliana Pitelli, sócia-diretora de Expansão da Maria Brasileira
Menos supermulher, mais estratégia e exemplo na liderança

Para ela, liderar não é sustentar uma imagem impecável, mas saber ouvir, aprender com agilidade, admitir erros e engajar pelo exemplo, não pela hierarquia. Uma gestão em que a equipe tenha liberdade para testar, errar e evoluir rapidamente. “Saímos do ‘manda quem pode’ para o ‘engaja quem inspira”, diz.  A nova geração de mulheres no comando trocou a pressão de dar conta de tudo por uma atuação mais autêntica e eficiente. “Substituímos a busca pela perfeição por uma liderança baseada em estratégia, dados e intuição analítica, que não é palpite, mas o cérebro processando anos de experiência em segundos”, afirma.

 

 Ana Casagrande, sócia-fundadora e CEO da Escola Mira
Coerência que constrói confiança: liderar pelo exemplo é a base de um time forte

“Uma boa gestão começa na coerência, o que é falado precisa ser vivido no dia a dia. Quando a equipe percebe que existe esse alinhamento nasce a confiança, que é a base de qualquer time forte. Também valorizo muito a escuta, o respeito às pessoas e a clareza nas expectativas. Quando as pessoas se sentem seguras para agir, aprender e errar, a autoconfiança cresce e, com ela, a evolução e a qualidade das entregas também”, comenta Casagrande. A CEO destaca que a vida pessoal e profissional estão totalmente conectadas, e não existe alto desempenho sem saúde. “Com o tempo, percebi o quanto a atividade física influencia diretamente a energia, clareza mental e tomada de decisões. Hoje, cuidar de mim é inegociável. Autocuidado e exercício físico não são luxo, são a base para sustentar a vida com equilíbrio emocional, disposição e presença”, conclui.

 

Samara Perez, CEO da Markable Comunicação
Crescer é ter coragem de ajustar a rota e construir uma estrutura que sustente o futuro

À frente da Markable, Samara conduz sua liderança como quem constrói uma casa pelas bases, não apenas pela fachada. “Eu acredito que ajustar rotas faz parte do crescimento. Quando algo não sustenta mais, a gente precisa ter coragem de mudar”, reforça. Foi assim que ela profissionalizou processos, estruturou indicadores e definiu papéis claros. “Eu não queria uma empresa dependente de uma única pessoa, mas de uma estrutura sólida”. Para ela, liderança inteligente é descentralizar com responsabilidade. “Autonomia não é soltar, é confiar com clareza sobre o que precisa ser entregue”. Na sua visão, colaboração tem método. “Cultura colaborativa não é todo mundo opinando, é ter processo para escutar, decidir e executar.” Samara defende performance sustentável, construída com organização, planejamento e respeito. Autêntica, não acredita em autoridade baseada no medo. “A autoridade vem da coerência entre o que eu falo, o que eu faço e os critérios que eu estabeleço”, enfatiza.

 

 

Mulheres na liderança: a aposta que se traduz em resultado

Por Sandra Vaz

 

 

Um dos grandes desafios contemporâneos é reconhecer o momento certo de parar e escutar. Em um cotidiano guiado pela IA, lógica da alta performance e da multitarefa, reservar alguns minutos para ouvir o outro parece quase um luxo — mas é, na verdade, uma necessidade estratégica.

Gilles Deleuze e Pierre-Félix Guattari, em Uma Filosofia para o Século, lembram que os períodos de percepção e escuta são também tempos de construção, reflexão e preparação para decisões importantes. Ainda assim, muitas pessoas veem o ato de pedir ajuda ou compartilhar dificuldades como demonstração de fraqueza. Pelo contrário: é justamente nessa escuta genuína que abrimos espaço para perspectivas diferentes e encontramos soluções mais completas.

Mas, como revela pesquisa recente do The Economist, embora empresas estejam se posicionando para melhorar o diálogo entre áreas e estimular mais abertura entre colaboradores, 44% dos profissionais relataram que a falta de comunicação causou atrasos ou falhas na conclusão de projetos. Quanto ao impacto direto nos negócios, 18% afirmam que as falhas levaram à redução das vendas. Problemas de comunicação também contribuíram para estresse (52%) e desânimo (31%).

 

Quando o desafio é ainda maior para mulheres

Para as mulheres, essa realidade se intensifica. Além de representarem minoria em cargos de liderança, tanto em empresas tradicionais quanto em startups  — cerca de 17,4%, segundo levantamento recente da Insper— muitas acumulam jornadas duplas ou triplas, dividindo-se entre carreira, responsabilidades domésticas e cuidados familiares. Recentemente assisti a série “All her Fault”, na Amazon Prime, que relata com muita profundidade este tema e abre esta questão tão importante, recomendo-a fortemente, tanto para homens como mulheres.

Não surpreende, portanto, que o Fórum Econômico Mundial identifique a sobrecarga mental como um dos principais fatores que levam mulheres a abandonarem carreiras ou enfrentarem frustração e desgaste emocional.

 

Sororidade, empatia e o novo olhar sobre liderança

Nos últimos anos, o termo sororidade tornou-se mais presente em debates públicos e na mídia. Muitas vezes mal compreendido, ele não diz respeito a polarização do debate político, mas sim com a prática de apoio mútuo, escuta e empatia entre mulheres.

No ambiente corporativo, porém, o conceito ganha uma dimensão mais profunda: envolve diálogo estruturado, colaboração real entre equipes, criação de espaços seguros, e promoção ativa de mulheres em posições de decisão.

Para além de buscar equidade de gênero, colocar mulheres no centro do planejamento empresarial gera resultados concretos. Um estudo do FMI em 34 países europeus constatou que organizações com maior diversidade de gênero em cargos de liderança registram aumento de 8 a 13 pontos percentuais na rentabilidade dos ativos.

Além disso, sororidade não significa replicar modelos masculinos de liderança. Como defende Simon Sinek na obra Líderes se Servem por Último, o fortalecimento das chamadas Human Skills: empatia, cooperação, confiança, é o que sustenta equipes seguras e de alta performance. Esses são atributos que mulheres, historicamente, sempre exercitaram com profundidade.

Daí a força da mentoria: conectar líderes experientes a mulheres em ascensão é uma ferramenta poderosa para acelerar aprendizagens e abrir caminhos.

 

A síndrome do impostor e o medo de não pertencer

Outro obstáculo que ainda afeta muitas mulheres é a síndrome do impostor — a sensação de não ser boa o suficiente ou de estar assumindo um papel para o qual não se está preparada. Essa condição marcou trajetórias de nomes como Angela Merkel, Michelle Obama e Maya Angelou e aparece como o principal temor entre líderes femininas, segundo o relatório Acelerando o Futuro das Mulheres nos Negócios, da KPMG.

Vale ressaltar: esse não é um sentimento exclusivo das mulheres. Um estudo da Universidade Dominicana da Califórnia mostrou que 70% dos profissionais, homens, mulheres e pessoas não binárias, já se sentiram uma farsa no ambiente de trabalho.

Mais uma vez, a sororidade oferece um caminho. A Forbes, em levantamento com empresas norte-americanas, identificou que culturas de apoio, empatia e comunicação aberta resultam em colaboradores até seis vezes mais produtivos.

 

Construir, todos os dias, relações mais humanas

A verdadeira transformação não nasce de discursos inspiradores ou de ações isoladas do setor de Recursos Humanos. Ela exige prática. Exige intencionalidade.

Entre os caminhos possíveis estão:

palestras, workshops e formações sobre comunicação empática;

programas de mentoria e lideranças femininas;

ambientes seguros para conversas difíceis;

políticas que reconheçam e acolham diferentes trajetórias e realidades.

Empresas que adotam uma comunicação integrada — transparente, inclusiva e humanizada — colhem não apenas melhores resultados, mas também equipes mais criativas, confiantes e conectadas.

Se queremos ambientes mais inovadores, produtivos e sustentáveis, precisamos investir em lideranças femininas, em empatia e no poder transformador da escuta. Apostar em mulheres não é uma concessão: é uma estratégia de crescimento, impacto e longevidade para as organizações.

No fim, a força de uma ideia se manifesta exatamente aí: no brilho dos olhos de quem experimenta uma liderança que acolhe, transforma e promove o melhor de cada pessoa, e que entende que apostar em mulheres é apostar em resultados reais e não apenas um tema de diversidade.

 

 

Brasil se consolida como segundo país com mais influenciadores no mundo e se aproxima de Estados Unidos, aponta pesquisa

 

O Brasil se consolida como uma potência global na creator economy. De acordo com o relatório State of Influencer Marketing 2026, da HypeAuditor, o país já concentra 4,4 milhões de influenciadores, o equivalente a 10,2% de todos os creators do Instagram no mundo, ocupando a segunda posição global, atrás apenas dos Estados Unidos, que lideram com 5,2 milhões de influenciadores (11,9%).

O levantamento reforça não apenas a relevância do mercado brasileiro em volume, mas também sua maturidade comercial e capacidade de gerar negócios. Em termos de atividade, o Brasil também aparece na segunda colocação global em número de conteúdos publicados por influenciadores, correspondendo a 12,6% de todos os posts monitorados, enquanto os Estados Unidos lideram com 26,2% (5,9 milhões de publicações).

Para Fabio Gonçalves, diretor de talentos brasileiros e norte-americanos da Viral Nation e especialista no mercado de marketing de influência há mais de uma década, o protagonismo brasileiro é resultado de uma combinação única de fatores culturais, econômicos e comportamentais.

“Poucos países têm uma relação tão intensa com redes sociais quanto o Brasil. Existe uma cultura muito forte de criação, compartilhamento e consumo de conteúdo digital. Ao mesmo tempo, o marketing de influência se consolidou rapidamente como uma via real de geração de renda, o que estimulou uma nova geração de creators a profissionalizar sua atuação”, analisa.

Segundo o executivo, outro diferencial importante é a forma como o público brasileiro interage com influenciadores, criando um ambiente propício para a expansão da creator economy: “O engajamento no Brasil é historicamente acima da média global. Isso faz com que as marcas enxerguem o país como um território estratégico para campanhas com creators, o que retroalimenta o ecossistema e incentiva o surgimento de novos influenciadores”.

Na avaliação de Fabio, a tendência é que o Brasil continue reduzindo a distância em relação aos Estados Unidos nos próximos anos, embora a liderança global ainda dependa de fatores estruturais: “O Brasil tem potencial para crescer ainda mais e se aproximar dos Estados Unidos em número de creators, principalmente pelo tamanho da população e pela penetração das redes sociais. Mas ultrapassar o mercado norte-americano envolve variáveis como poder de investimento das marcas, infraestrutura e maturidade publicitária, que ainda são mais robustas nos EUA. Outro ponto fundamental é a profissionalização da carreira de creator no Brasil. Quanto mais estruturado e preparado esse ecossistema for, envolvendo gestão, estratégia e visão de negócio, maior será o potencial de crescimento em escala e em qualidade dos influenciadores”, pondera.

Outro ponto destacado pelo relatório é o volume de publicações feitas por influenciadores. Embora o Brasil seja o segundo colocado também nesse indicador, a distância para os Estados Unidos ainda é significativa. Para Fabio, essa disparidade revela diferenças na estrutura de produção de conteúdo entre os mercados.

“Os Estados Unidos operam com uma lógica de produção muito mais industrializada, com creators que contam com equipes maiores e processos mais estruturados. No Brasil, vemos uma produção extremamente criativa e consistente, mas ainda com estruturas mais enxutas. Isso explica por que temos uma base enorme de influenciadores e uma atividade muito forte, mas um volume de conteúdo proporcionalmente menor”, explica.

Mesmo assim, o executivo destaca que o cenário brasileiro já demonstra alto nível de profissionalização e deve evoluir rapidamente nos próximos anos. Segundo ele, o mercado brasileiro amadureceu tanto ao ponto que já vemos criadores de conteúdo operando como verdadeiras empresas de mídia, com planejamento editorial, estratégia de marca pessoal e múltiplas fontes de receita.

Diante desse contexto, o Brasil passou a ocupar um papel central na estratégia de agências globais e marcas internacionais: “Na Viral Nation, por exemplo, o Brasil é visto como um dos mercados prioritários para expansão. Estamos investindo em inteligência de dados, desenvolvimento de talentos e parcerias de longo prazo para acompanhar esse crescimento. O creator brasileiro tem relevância cultural, capacidade de engajamento e criatividade, e isso é altamente valorizado por marcas no mundo inteiro”, conclui Gonçalves.

 

METODOLOGIA

O estudo foi desenvolvido pela HypeAuditor a partir da coleta de dados públicos de múltiplas fontes, incluindo plataformas sociais, catálogos, sites e bases colaborativas. No total, foram analisadas 88,7 milhões de contas de influenciadores no Instagram, 14,5 milhões no YouTube e 102 milhões no TikTok, com base no banco de dados interno da empresa. O estudo completo pode ser acessado AQUI .

 

 

Dados de mídia não valem nada sem interpretação estratégica

 

Empresas nunca tiveram tantos dados sobre exposição na imprensa, mas poucas conseguem transformá-los em decisões. O mercado global de inteligência de mídia e análise está crescendo rapidamente e está deixando para trás quem ainda trata métricas como fins em si mesmas.

Nunca foi tão fácil acessar dados sobre a presença de marcas na mídia. Menções, alcance, sentimento e volume de exposição estão disponíveis em tempo real. Ainda assim, muitas empresas seguem frustradas com o retorno estratégico dessas informações. O motivo é simples: dados, sozinhos, não pensam.

Enquanto a disponibilidade de dados cresce, o mercado que os organiza e interpreta também se expande de forma acelerada. O setor global de inteligência de mídia e software de relações públicas foi avaliado em cerca de US$ 11,9 bilhões em 2024 e deve continuar crescendo fortemente nos próximos anos, pressionado pela demanda por análises em tempo real, monitoramento de reputação e estratégias de comunicação orientadas a dados, segundo a Global Growth Insights. Estima-se que esse mercado alcance mais de US$ 15,5 bilhões até 2026, com taxas elevadas de crescimento anual.

Mesmo com esse crescimento, o simples volume de dados não garante valor estratégico. Sem análise inteligente, métricas de mídia apenas descrevem o que já aconteceu. Elas não explicam contexto, não revelam risco e não indicam oportunidades, aspectos que hoje são centrais para decisões de negócio em ambientes cada vez mais complexos e voláteis.

A comunicação corporativa deixou de ser apenas reputação. Hoje, ela dialoga diretamente com gestão de risco, compliance, posicionamento competitivo e tomada de decisão executiva. Conselhos e lideranças não querem saber apenas quanto a marca apareceu, mas como, por quê e em que contexto.

O mercado de monitoramento de mídia também mostra esse movimento. Estimativas recentes da Mordor Intelligence apontam que o mercado global de monitoramento, que inclui ferramentas e serviços para captação e organização de dados de mídia, deverá crescer de cerca de US$ 5,4 bilhões em 2025 para mais de US$ 10 bilhões até 2031, refletindo a necessidade corporativa por capacidades mais avançadas de análise e interpretação.

Além disso, com mais de 4,6 bilhões de usuários ativos em redes sociais, a necessidade de monitorar conversas em múltiplas plataformas nunca foi tão urgente, já que eventos e tendências que surgem nas redes muitas vezes migram rapidamente para a imprensa tradicional.

A mídia, muitas vezes, antecipa movimentos sociais, regulatórios e econômicos antes que eles se consolidem. Crises raramente surgem de forma abrupta, elas costumam dar sinais prévios em notas pequenas, colunas especializadas e mudanças de tom na cobertura. Sem leitura estratégica, esses sinais passam despercebidos.

Transformar dados em inteligência exige método, repertório e decisão editorial; exige comparação com o mercado, identificação de narrativas dominantes e compreensão do impacto real da exposição. Porque, no fim, o valor não está no dado, está na capacidade de interpretá-lo e transformá-lo em direção.

 

 

Como viver mais tem mudado as escolhas afetivas das mulheres 50+

 

Com o aumento da expectativa de vida nas últimas décadas, decisões que antes pareciam definitivas passaram a ser reavaliadas. A ampliação da longevidade transformou não apenas indicadores demográficos, mas também o modo como mulheres maduras encaram casamento, separação e novos relacionamentos. A ideia de que um vínculo estabelecido aos 25 ou 30 anos deveria durar até o fim da vida já não dialoga com a realidade contemporânea.

Dados demográficos mostram que a população feminina vive, em média, mais do que a masculina no Brasil, o que amplia a chamada longevidade feminina e reposiciona a fase dos 50 anos como etapa ativa e produtiva.

Nesse contexto, Roberson Dariel, analista e pesquisador do Instituto Unieb, observa que as escolhas afetivas passaram a refletir essa mudança estrutural. “Quando a mulher percebe que tem décadas pela frente, ela passa a avaliar se o relacionamento acompanha esse projeto de vida”, afirma.

 

Expectativa de vida e redefinição de ciclos

O aumento da expectativa de vida no Brasil é amplamente registrado por demógrafos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a expectativa média de vida ultrapassa 75 anos, sendo maior entre mulheres. Esse dado altera a percepção sobre o que significa ter 50 anos: trata-se de um ponto intermediário, não de encerramento de ciclo.

Com mais anos pela frente, mulheres maduras tendem a revisar prioridades. A vida após os 50 deixa de ser associada à estabilidade definitiva e passa a representar oportunidade de reorganização. Psicólogos destacam que essa mudança impacta diretamente decisões conjugais, pois amplia o horizonte de planejamento emocional.

Roberson Dariel explica que a percepção de tempo disponível modifica a postura diante de relações insatisfatórias. “Se antes havia a ideia de suportar até o fim, hoje há consciência de que ainda há muito tempo para viver de forma plena”, afirma.

Esse novo cálculo de tempo influencia tanto decisões de separação quanto a forma como novos vínculos são construídos.

 

Longevidade feminina e autonomia emocional

A longevidade feminina não se traduz apenas em mais anos de vida, mas em maior tempo de autonomia. Mulheres que atravessaram transformações sociais, conquistaram independência financeira e ampliaram acesso à informação chegam aos 50 com repertório emocional consolidado.

Demógrafos e sociólogos indicam que o envelhecimento populacional tem provocado a  reconfiguração das estruturas familiares. A mulher madura permanece economicamente ativa por mais tempo e participa de forma mais decisiva das escolhas afetivas.

Segundo análises do Instituto Unieb, assinadas por Roberson Dariel, a longevidade ampliou a percepção de responsabilidade sobre a própria felicidade. “A mulher madura entende que não precisa permanecer em uma relação apenas por tradição. Ela pode escolher com base na qualidade emocional”, observa.

Essa autonomia altera a dinâmica do casamento, que passa a ser sustentado mais por compatibilidade do que por obrigação social.

 

Escolhas afetivas em um tempo mais longo

Psicólogos familiares destacam que as escolhas afetivas tornaram-se mais reflexivas na maturidade. A ampliação da expectativa de vida cria espaço para que mulheres avaliem o casamento como etapa de trajetória, e não como destino fixo.

A noção de “até que a morte nos separe” perde rigidez quando a morte pode estar distante por 30 ou 40 anos. Essa perspectiva muda o modo como o vínculo é analisado. Permanecer em uma relação que já não oferece crescimento emocional pode ser interpretado como limitação de tempo.

Roberson Dariel afirma que o impacto psicológico da longevidade é profundo. “Quando a mulher entende que viverá mais, ela também entende que precisa viver melhor”, explica. Essa equação entre tempo e qualidade emocional influencia decisões de continuidade, ruptura ou reinvenção do relacionamento.

 

Vida após os 50: expansão de possibilidades

A vida após os 50 é cada vez mais marcada por novos projetos profissionais, educacionais e afetivos. Dados de demógrafos mostram que essa faixa etária permanece ativa em diversos campos, desafiando a ideia de retração social.

Com esse cenário, o casamento deixa de ser eixo exclusivo da identidade feminina. A mulher madura passa a dividir sua energia entre múltiplos papéis, como profissional, mãe adulta, avó e protagonista de novos interesses.

Levantamento conduzido pelo Instituto Unieb, coordenado por Roberson Dariel, aponta que mulheres nessa fase relatam maior clareza sobre expectativas afetivas e menor tolerância a relações que não dialogam com seus valores. Essa expansão de possibilidades contribui para redefinir o que significa compromisso na maturidade.

 

Qualidade emocional como critério central

Especialistas em comportamento destacam que a longevidade influencia o conceito de qualidade emocional. Se há mais tempo para viver, cresce também a preocupação com o modo como esse tempo será preenchido.

O casamento, nesse contexto, passa a ser avaliado com base em critérios como respeito, diálogo e parceria. A mulher madura tende a priorizar vínculos que agreguem bem-estar e estabilidade emocional.

Roberson Dariel observa que essa mudança não significa rejeição ao casamento, mas revisão de seus fundamentos. “O compromisso continua importante, mas ele precisa acompanhar o momento de vida da mulher”, afirma. Essa visão reforça que a longevidade não fragmenta relações, mas as convida à adaptação.

 

Entre tradição e transformação

A transformação demográfica cria tensão entre tradição e modernidade. Enquanto gerações anteriores enxergavam o casamento como estrutura fixa, a mulher contemporânea compreende que vínculos podem ser reavaliados ao longo da vida.

Demógrafos indicam que o envelhecimento populacional tende a intensificar esse debate nos próximos anos. À medida que a população feminina madura cresce, também cresce a visibilidade de suas escolhas.

Segundo o Instituto Unieb, por meio de análises lideradas por Roberson Dariel, a maturidade emocional é um dos principais fatores que explicam a reorganização das relações na fase 50+. A experiência acumulada permite decisões mais ponderadas e menos impulsivas.

É uma maturidade que amplia a capacidade de diálogo e favorece vínculos mais conscientes.

 

Tempo ampliado, decisões mais conscientes

O aumento da expectativa de vida trouxe nova equação para o campo afetivo. A longevidade feminina reposiciona os 50 anos como fase de possibilidades, não de encerramento.

Com mais tempo disponível, mulheres revisitam prioridades e ajustam suas escolhas afetivas ao projeto de vida que desejam construir. A relação deixa de ser destino inevitável e passa a ser escolha renovável.

Para Roberson Dariel, analista e pesquisador do Instituto Unieb, essa transformação é um dos fenômenos mais significativos do comportamento feminino contemporâneo. “Viver mais significa ter oportunidade de escolher melhor”, afirma.

A intersecção entre demografia, psicologia e cultura indica que o impacto da longevidade nas relações continuará a moldar o debate público. O tempo ampliado redefine compromissos e consolida uma nova lógica: se a vida é mais longa, as decisões afetivas também podem ser mais conscientes, estratégicas e alinhadas à qualidade emocional desejada.

 

 

Grupo RBS anuncia parceria com RivoStudio e amplia atuação no streaming com atrações como “RivoNews”

 

O Grupo RBS anuncia uma parceria estratégica com o RivoStudio, rede de distribuição digital com foco em entrevistas e formatos autorais. Combinando noticiário, curadoria e análise, os programas “RivoNews”, “RivoTalks” e “Rivo18+” passam a integrar o portfólio de streaming da RBS a partir de março. Esse movimento marca mais um passo na estratégia de arquitetura aberta para os produtos digitais da empresa, ampliando públicos e impulsionando novos conteúdos, experiências e oportunidades comerciais além do Rio Grande do Sul.

Com mais de 4 milhões de visualizações mensais e quase 200 mil inscritos no YouTube, o RivoStudio se soma ao portfólio de mais de 40 programas em streaming da RBS, que conta com mais de 16 milhões de visualizações por mês. A partir da parceria, serão desenvolvidas novas iniciativas.

— A parceria com o RivoStudio reforça nossa estratégia de ampliar o ecossistema digital da RBS com conteúdos relevantes, que dialoguem com novos hábitos de consumo e fortaleçam ainda mais a conexão com o público. Diversificar as comunidades com as quais conversamos é o objetivo de um modelo de negócio mais fluído, mais digital. Abre novas oportunidades para marcas e parceiros em formatos multiplataforma para darmos continuidade ao nosso crescimento digital — afirma Tiago Cirqueira, diretor-executivo de Produto Digital da RBS.

O RivoStudio foi criado em 2023 com o propósito de entregar ao público informação com contexto e estimular um debate público mais qualificado, respeitando divergências e aprofundando temas complexos – sempre com leveza, mas sem perder a credibilidade. Com direção de Thiago Vidal e produção de Theo Fava, os programas são apresentados diretamente de São Paulo pelos jornalistas Gabriel Sant’Ana Wainer, Cecilia Flesch e Manuela Musitano. Wainer e Cecília acumulam experiência de suas passagens por veículos como TV Globo, Globo News e Estadão, enquanto Manuela foi para frente das câmeras após uma trajetória em relações públicas, produção e edição. Desde março de 2025, Wainer faz parte do time de comunicadores do Grupo RBS, com uma coluna diária em GZH, atuação na bancada do Timeline, programa matinal da rádio Gaúcha, e apresentação do programa de streaming de GZH Andei Pensando.

As atrações do RivoStudio contam com a credibilidade e o bom humor de seus apresentadores. Enquanto “RivoNews” faz um resumo semanal de notícias, o “RivoTalks” exibe entrevistas com profundidade e o “Rivo18+” traz conversas sobre relacionamento e comportamento.

— A parceria com a RBS fortalece ainda mais o compromisso que o RivoStudio sempre teve com a credibilidade e a vontade de fazer mais e melhor. Depois de dois anos de crescimento orgânico e muito trabalho, agora a gente tem a oportunidade de contar com o apoio de quem entende muito de mídia e que acredita em formas atuais e inovadoras de construir conteúdo — destaca Cecilia Flesch.

 

 

“Emoção atrai atenção. Confiança fecha a venda.”

 

Na Semana do Consumidor 2026, especialista em marketing estratégico analisa por que o impulso perdeu espaço para a comparação e o que as marcas precisam entender sobre o novo consumidor racional.

Liquidações antecipadas, campanhas agressivas, contagem regressiva no banner. O varejo brasileiro nunca produziu tanto estímulo promocional. E, paradoxalmente, nunca converteu tão pouco por impulso. O consumidor de 2026 aprendeu a filtrar, comparar e proteger o próprio orçamento. O excesso de promoções não acelerou a decisão de compra, ele a tornou mais lenta, mais racional e mais exigente. Para Jovana Menezes, especialista em marketing estratégico, as marcas que ainda apostam em gatilhos emocionais vazios estão falando sozinhas.

“O excesso de campanhas emocionais criou um consumidor mais cético. Ele foi bombardeado tantas vezes com urgência forçada e ofertas vazias que aprendeu a não acreditar. Agora, antes de comprar, ele investiga.”

 

O que explica essa virada no comportamento

Segundo a especialista, a mudança não aconteceu de uma hora para outra — ela foi construída por uma combinação de fatores que pressionaram o consumidor a ser mais criterioso. A inflação dos últimos anos obrigou famílias a controlarem o orçamento com mais rigor, criando um hábito de cautela que permanece mesmo quando a situação financeira melhora. Ao mesmo tempo, a democratização dos comparadores de preço, os aplicativos de cashback e o acesso imediato a avaliações e reviews tornaram a pesquisa antes da compra não apenas possível, mas natural. O consumidor que antes comprava pela emoção do momento agora compra pela segurança da informação.

“O consumidor não quer ser convencido. Ele quer se sentir seguro. Existe uma diferença enorme entre esses dois estados e as marcas que ainda não perceberam isso continuam investindo em persuasão quando deveriam investir em confiança.”

 

O erro que as marcas continuam cometendo

Jovana observa que grande parte das campanhas promocionais ainda replica uma lógica ultrapassada: urgência forçada, contagem regressiva, desconto sem contexto e apelos emocionais desconectados da realidade do produto. Essa abordagem pode gerar cliques — mas raramente gera fidelização. Pior: quando o consumidor percebe que a urgência era fabricada ou que o desconto era inflado, a marca perde não apenas a venda, mas a credibilidade. E credibilidade, no ambiente digital, é o ativo mais difícil de recuperar.

“Hoje, quem compra rápido é exceção, não regra. E a marca que projeta sua campanha pensando na exceção vai frustrar a maioria.”

 

O que realmente funciona com o novo consumidor

Para Jovana, as marcas que performam melhor nesse novo cenário compartilham uma característica em comum: comunicam com clareza, não com pressão. Isso significa explicar o valor por trás do preço, mostrar os bastidores do produto, apresentar provas sociais reais e construir uma narrativa que faça sentido para o consumidor antes mesmo de ele chegar à página de compra. Transparência virou estratégia. E o pós-venda historicamente tratado como custo passou a ser uma das ferramentas mais poderosas de reputação e recompra.

“O marketing que funciona hoje não grita. Ele sustenta. Sustenta uma promessa, uma entrega, uma relação. Marca que grita demais geralmente tem pouco a dizer.”

A Semana do Consumidor 2026 vai separar dois grupos de marcas: as que chegam com desconto e as que chegam com autoridade. As primeiras vão competir por preço e sempre haverá alguém mais barato. As segundas vão competir por confiança e esse é um território muito mais difícil de invadir.

“Emoção atrai atenção. Confiança fecha a venda.”

 

 

OOH Day acontece em SC no dia 4 de março

 

A VêMais realiza no dia 4 de março de 2026, em Jaraguá do Sul (SC), o OOH Day, primeiro evento de Mídia Out Of Home em Santa Catarina, com inscrições gratuitas e formato presencial.

O encontro reunirá empresários, profissionais de propaganda e marketing para debater tendências, estratégias e cases do setor, em um momento de forte expansão da mídia exterior no Brasil. Entre os destaques da programação está Marina Roale, head de Insights do Grupo Consumoteca, com a palestra “A economia da atenção e a relação com a mídia”.

O evento também contará com painéis sobre integração entre OOH e digital, planejamento de mídia e decisões de investimento, além da presença de nomes relevantes do mercado.

Link para inscrições AQUI!

 

 

Publicitário Carlos Toillier articula movimento com o objetivo de ampliar conversas sobre o mercado comunicacional gaúcho

 

 

O publicitário Carlos Toillier anunciou, recentemente, a criação de um movimento de conteúdo dedicado à discussão sobre temas de Comunicação, Marketing e Negócios no Rio Grande do Sul. A proposta se materializa em um podcast concebido a partir da experiência acumulada pelo profissional em iniciativas de entrevistas e conversas estratégicas desenvolvidas nos últimos anos dentro de grupos de mídia locais. Com curadoria e produção jornalística da Padrinho Conteúdo e Assessoria, a iniciativa pretende aproximar lideranças, compartilhar trajetórias e estimular análises sobre mudanças que vêm redefinindo o cenário corporativo gaúcho.

Vice-presidente de Mercado da agência Matriz, Carlos construiu uma trajetória ligada ao desenvolvimento comercial de grandes veículos regionais e passou a direcionar sua atuação para debates relacionados à gestão e à liderança empresarial. Conforme relata ao Coletiva.net, o novo projeto representa um desdobramento natural de sua vivência profissional e do seu interesse crescente por reflexões que ultrapassam a comercialização publicitária tradicional. “Sou um apaixonado por Comunicação. Atuei em várias esferas da área comercial dos maiores grupos de Comunicação do RS”, afirmou.

A ideia começou a ganhar consistência durante sua passagem pelo Grupo Record, período em que participou da criação do projeto ‘Insights’, série digital dedicada a conversas com executivos e empreendedores. Mais tarde, no Grupo Bandeirantes, foi convidado pelo jornalista Fabiano Brasil a dividir a apresentação do programa ‘Band Entrevista’ em edições voltadas ao universo corporativo. “Foi nesse momento que entendi que eu podia ir além da área comercial. Eu não queria apenas vender mídia. Eu queria discutir o mercado”, disse.

 

Curiosidade como motor do projeto

De acordo com Carlos, a motivação central surgiu da curiosidade despertada ao longo de três décadas acompanhando diferentes realidades empresariais. Ele explica que passou a priorizar o entendimento das origens das organizações e dos caminhos percorridos por seus gestores, buscando compreender decisões que moldaram resultados ao longo do tempo. “Depois de 30 anos no mercado, eu percebi que sempre que conhecia um novo cliente, a primeira pergunta que me vinha à cabeça não era sobre orçamento, era sobre origem”, pontuou.

O profissional observa, ainda, que o Rio Grande do Sul vive um processo de reorganização econômica influenciado por novos polos de Inovação e encontros voltados ao empreendedorismo. Ambientes como Caldeira, Tecnopuc, além de eventos como ‘South Summit’ e ‘Gramado Summit’, contribuíram para reposicionar o Estado em discussões nacionais sobre desenvolvimento. “Faltava um espaço que conectasse essas histórias, que desse voz aos protagonistas e transformasse experiência em aprendizado para quem está começando”, destacou.

 

Nova leitura sobre Comunicação e Negócios

O eixo conceitual do projeto é resumido pela expressão “ampliar a lente”, utilizada por Carlos para explicar a mudança na forma de interpretar atividades profissionais e estratégias corporativas. Na avaliação dele, organizações passaram a operar em ambientes nos quais reputação, narrativa e relacionamento com públicos possuem impacto direto na competitividade. “Hoje, tudo é mídia. Tudo comunica. Tudo constrói percepção”, lembrou.

A seu ver, compreender contexto, dados e audiência se tornou uma parte essencial da tomada de decisão estratégica. Ele defende que executivos constroem imagem pública continuamente e que empresas passaram a disputar relevância simbólica além da participação econômica tradicional. “Significa parar de pensar apenas no que você faz e começar a pensar no ecossistema em que você está inserido”, explicou.

 

Construção colaborativa e horizonte estratégico

A estruturação da iniciativa conta, neste momento, com a participação da Padrinho, responsável pela organização editorial e pela produção jornalística das entrevistas. Outros integrantes deverão ser anunciados futuramente, ampliando a rede de colaboração prevista para sustentar o desenvolvimento do hub de conversas. “Quando conheceu o projeto, a Padrinho Agência de Conteúdo abraçou a ideia de cara”, salientou Carlos.

Na visão do publicitário, o movimento também dialoga com transformações na condução de organizações contemporâneas. Ele argumenta que lideranças precisam abandonar uma lógica centrada apenas na resolução imediata de demandas e adotar visão orientada à construção sustentável. “Na execução, o líder resolve o problema da semana. Na construção, ele desenha o negócio dos próximos 10 anos”, concluiu.

 

 

A arma mais subestimada do marketing: o sound branding

Por Gustavo Ermel

 

Quando se fala em construção de marca, quase todo mundo pensa em logo, cor, tipografia, design, slogan. Poucos pensam em som.

E isso é um erro.

O sound branding é uma das ferramentas mais subestimadas do marketing moderno — especialmente pelas pequenas e médias marcas. Enquanto grandes empresas investem há décadas na construção de assinaturas sonoras consistentes, a maioria ainda trata o áudio como detalhe.

Mas áudio não é detalhe. É memória.

O papel central do marketing é construir disponibilidade mental. E memória é construída por repetição consistente.

Sons têm uma capacidade poderosa de ativar memória de longo prazo porque funcionam como atalhos neurais. Após repetição suficiente, o reconhecimento se torna automático.

Pense em alguns exemplos clássicos:

O “Plim-Plim” da Globo. O “Tudum” da Netflix. O “Havaianas, hava…” repetido há décadas ao final dos comerciais da marca. O chiado da HBO antes de cada filme ou série começar.

Esses sons não explicam nada. Eles não vendem atributos. Eles apenas marcam território na memória.

E isso é exatamente o que uma marca precisa fazer.

Por que o som funciona tão bem?

O cérebro reage ao áudio de maneira quase instantânea. Sons ativam áreas emocionais e associativas antes mesmo que o processamento racional aconteça.

Estudos indicam que jingles podem superar logos visuais em recall (lembrança) em até 96%.

Quem não completa mentalmente:

“Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial…”

Esse é o poder da repetição sonora.

Não é sobre criatividade. É sobre codificação de memória.

Os números que quase ninguém usa

Marcas que possuem uma assinatura sonora única apresentam:

38% mais recall de marca 8,5 vezes mais eficácia em comparação com anúncios sem identidade sonora 10% mais chance de serem escolhidas na prateleira ao lado dos concorrentes

Em mercados altamente competitivos, 10% de aumento na probabilidade de escolha é enorme.

E aqui está o dado mais curioso: menos de 10% dos anúncios utilizam o áudio de forma estratégica.

A maioria simplesmente ignora essa variável.

O erro estratégico das pequenas marcas

Pequenas empresas costumam dizer que não têm orçamento para grandes produções. Mas sound branding não exige grandes produções.

Exige consistência.

Uma assinatura sonora repetida ao longo do tempo custa pouco e acumula valor de forma exponencial.

É uma das ferramentas mais baratas para construir ativos distintivos e disponibilidade mental no longo prazo.

Enquanto muitos competem por atenção visual, poucos competem por território auditivo.

Marcas que soam iguais competem por preço. Marcas que soam únicas competem por memória.

Se você quer ser lembrado, precisa ser reconhecido antes mesmo de ser visto.

E talvez o som seja o atalho mais eficiente para isso.

 

 

Diminuição do QI em gerações mais novas pode estar ligada ao uso de telas

Por  CNN Brasil

 

Pesquisas ao redor do mundo têm revelado uma tendência preocupante: as novas gerações podem estar apresentando um Quociente de Inteligência (QI) menor do que o de seus pais pela primeira vez em um século. Esta constatação representa uma mudança histórica significativa no desenvolvimento cognitivo humano.

Durante o século XX, o pesquisador James Flynn observou um aumento consistente de 2 a 3 pontos no QI a cada década desde os anos 1930, o chamado “efeito Flynn”. No entanto, a partir de 1990, os estudos começaram a indicar uma redução ou estagnação desses índices, contrariando a tendência de crescimento que perdurou por décadas – alguns especialistas já chamam a tendência de “efeito Flynn reverso”.

Entre os diversos fatores que podem estar contribuindo para essa mudança, o uso excessivo de telas tem sido apontado como um dos principais responsáveis, embora não seja o único. Durante o quadro Leitura do Fato, Pedro Pacífico explica que a questão vai além das telas, mas não podemos ignorar os efeitos da tecnologia: “O que a gente vem observando é que, por diferentes fatores, a gente vê essa diminuição”.

 

Mudanças nas habilidades cognitivas

Pedro ressalta que as novas gerações estão desenvolvendo habilidades diferentes. A inteligência não se limita apenas à capacidade de realizar provas – como medida pelos testes de QI –, mas engloba também aspectos emocionais e relacionais. O que se percebe é uma transformação nas competências cognitivas, influenciada pelo ambiente digital em que as crianças e jovens estão imersos.

Outros fatores também são mencionados como possíveis causas para essa diminuição do QI, entre eles a exposição à poluição, considerada “seríssima”, a falta de nutrientes adequados, alimentação de pior qualidade e mudanças nos estímulos dentro do ambiente familiar. Curiosamente, foram justamente melhorias nesses aspectos (pré-natal, nutrição, estímulos familiares) que justificaram o aumento do QI durante o século passado.

Um ponto relevante levantado durante a entrevista é o impacto da inteligência artificial nesse cenário. Atividades que antes exigiam esforço mental considerável, como escrever uma redação ou decorar um trajeto, hoje são facilitadas por ferramentas tecnológicas como o ChatGPT ou aplicativos de GPS.

“Quando a gente abria e precisava ver o mapa, isso é um estímulo. Fora a tela, claro, que a gente entende que o cérebro acaba sendo moldado de uma maneira diferente”, explica o especialista.

 

Possíveis soluções

Para enfrentar essa tendência de diminuição do QI, algumas medidas são sugeridas. A limitação do tempo de exposição às telas é apontada como um dos principais fatores que podem ajudar a reverter esse quadro. Além disso, é importante estimular atividades que levem as crianças para fora de casa, incentivando o exercício físico e combatendo o sedentarismo associado ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos.

A leitura também é mencionada como uma atividade fundamental para o desenvolvimento cognitivo. Pedro Pacífico ainda sugeriu alguns títulos que podem atrair crianças e adolescentes para o hábito da leitura, como a história em quadrinhos “Maus”, o romance “Capitães de Areia”, de Jorge Amado, e a série “Desventuras em Série”, voltada para pré-adolescentes.

Embora o cenário pareça alarmante, os especialistas ressaltam que é preciso cautela ao interpretar esses dados, uma vez que os métodos de medição do QI também evoluíram ao longo do tempo, tornando difícil a comparação direta entre diferentes gerações. Além disso, as habilidades valorizadas e necessárias na sociedade atual são distintas daquelas privilegiadas no passado, o que pode influenciar na interpretação dos resultados dos testes de inteligência.

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