Na coluna de hoje você vai ler artigos sobre: Investimentos em publicidade crescem no Sul e acompanham avanço nacional, O cérebro feminino e o futuro da liderança, O perfil do comprador on-line atual, Inteligência Artificial abre caminho para um novo ciclo no varejo, Conar faz acordos inéditos com o Governo Federal, Banrisul completa 97 anos consolidando sua trajetória de tradição e inovação, Como a IA redefine a relação entre marcas e consumidores? e Eventos são a nova plataforma de comunicação para marcas.
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Investimentos em publicidade crescem no Sul e acompanham avanço nacional
Os estados da região Sul do país investiram R$ 442,30 milhões em espaços publicitários regionais neste primeiro semestre do ano. O valor é R$ 43,5 milhões a mais que no mesmo período do ano passado, ou seja, um crescimento de 10,9%. Em todo o país os investimentos em publicidade cresceram 12,52% em relação ao mesmo período de 2024. O volume acumulado chegou a R$ 11,93 bilhões, aproximadamente R$ 1,32 bilhão a mais do que o registrado entre janeiro e junho do ano passado. Os dados são do Painel Cenp-Meios, levantamento realizado com 327 agências brasileiras que reportaram sua movimentação ao Cenp (Fórum de Autorregulamentação do Mercado Publicitário).
O desempenho do setor supera com folga os principais indicadores da economia brasileira. Enquanto o PIB avançou 2,5% no período, pressionado pela baixa produtividade da indústria e pelas altas taxas de juros, a publicidade cresceu cinco vezes mais no acumulado de seis meses. Vale destacar que o segundo trimestre foi especialmente positivo, registrando um avanço expressivo em relação ao primeiro, quando a alta havia sido de 3,14%.
Para Luiz Lara, presidente do Cenp, os números evidenciam a força do segmento. “Os resultados demonstram a vitalidade da publicidade brasileira, que, mesmo após o crescimento expressivo de 2024, voltou a superar expectativas em uma base já elevada. Isso reforça o papel estratégico do setor como motor da economia e como um vínculo de confiança que conecta marcas, veículos, elos digitais e consumidores.”
As veiculações nacionais somaram R$ 8,23 bilhões no semestre, equivalente a 69% do total investido no país. Entre as cinco regiões brasileiras, o Sudeste concentrou o maior volume, com R$ 2,23 bilhões (18% do total). Em seguida aparecem o Nordeste, responsável por R$ 563,48 milhões (4,7%); o Sul, com R$ 442,30 milhões (3,7%); o Centro-Oeste, que registrou R$ 335,52 milhões (2,8%) e o Norte, com R$ 128,22 milhões (1,1%).
Os dados do Painel Cenp-Meios referem-se aos espaços publicitários efetivamente adquiridos pelas agências entre janeiro e junho de 2025. O levantamento considera os Pedidos de Inserção (PIs) emitidos pelas agências devidamente executados, organizados por meio, período, estado e região, sem acesso a informações individualizadas de clientes ou veículos.
O Cenp-Meios é monitorado pelo Núcleo de Qualificação Técnica (NQT), organismo estatutário especializado em pesquisa, mídia, circulação e métricas, composto por representantes de anunciantes, agências, elos digitais e veículos de comunicação. O sistema também conta com verificação independente da KPMG, o que garante a integridade e a confiabilidade dos dados.
Veja o painel completo do Cenp-Meios no site.
Banrisul completa 97 anos consolidando sua trajetória de tradição e inovação
Aplicativo e site ganham novo layout, reforçando a evolução digital do banco dos gaúchos.
O Banrisul completa 97 anos nesta sexta-feira (12), e marca a data com o anúncio de um conjunto de novidades que reforçam sua trajetória de solidez e tradição, ao mesmo tempo em que projeta o futuro como um banco moderno e digital. Entre os destaques estão a reformulação do aplicativo e do site Banrisul e o lançamento do Banrisul Ofertas – plataforma que conecta lojistas e clientes. O aniversário também é celebrado com uma nova campanha estrelada pela cantora Luísa Sonza.
De acordo com o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, a instituição alia segurança e solidez à conveniência de soluções digitais modernas. “Conseguimos mostrar que tradição e inovação podem caminhar juntas. Nosso compromisso é seguir ao lado dos gaúchos, oferecendo soluções que tornem a vida financeira mais simples e eficiente. Estamos construindo o Banrisul dos próximos 100 anos”, destaca.
App de cara nova
O principal anúncio é a reformulação do aplicativo Banrisul, que passa a oferecer uma experiência de uso mais intuitiva, acessível e segura. Com design renovado, a plataforma foi desenvolvida a partir de pesquisas com clientes e conta com recursos que colocam o usuário no centro da vida financeira.
Entre as novidades, estão:
- Pix completo (parcelado, troco e automático)
- Gestão de crédito com contratação rápida pelo app
- Espaço Investimentos e integração com a InvestPlay, via Open Finance
- Meu Banricompras, para acompanhar transações em tempo real
- Finanças em Dia, que categoriza despesas e permite definir orçamentos mensais
- Apple Pay e Tag Banrisul, ampliando a praticidade em pagamentos
- Acessibilidade alinhada às diretrizes internacionais Web Content Accessibility Guidelines (WCAG), que orientam como sites, aplicativos e sistemas digitais devem ser projetados para serem acessíveis a todas as pessoas, incluindo aquelas com deficiência visual, auditiva, motora ou cognitiva
A nova versão já está disponível para os clientes.
Site institucional de cara nova
O Banrisul apresenta o site institucional em novo layout, redesenhado para oferecer navegação mais ágil e responsiva. O portal organiza conteúdos por perfis como pessoa física, empresas, agronegócio, governos, servidores públicos e jovens, e dá maior destaque às soluções financeiras, incluindo crédito rural, cartões, investimentos e seguros.
Tradição e modernidade na campanha com Luísa Sonza
Para comunicar a renovação digital, o Banrisul lança uma campanha estrelada pela artista Luísa Sonza, que reforça a mensagem de tradição e modernidade. Gaúcha que conquistou o Brasil e o mundo sem perder as raízes, Luísa é a cara e a voz da atualização do app Banrisul em peças para TV, rádio, mídia impressa, digital e mobiliário urbano.
Banrisul Ofertas: conexão entre lojistas e clientes
Outra iniciativa é o Banrisul Ofertas, plataforma que integra lojistas credenciados à Vero e correntistas do Banrisul. Por meio dela, os estabelecimentos podem cadastrar promoções no app Vero Gestão, que ficam disponíveis aos clientes no aplicativo Banrisul.
Com investimento zero para empresários e usuários, o programa funciona como uma vitrine digital que amplia a visibilidade dos negócios e atrai novos consumidores. Inicialmente lançado em Porto Alegre, no segmento de gastronomia, será expandido gradualmente para outras áreas e cidades.
Parceria com a Opinião Produtora
A partir de 19 de setembro, clientes Banrisul poderão aproveitar condições especiais para espetáculos nas casas Araújo Vianna, Bar Opinião, KTO Arena e Teatro Túlio Piva. Com o cartão de crédito Banrisul (Visa ou Mastercard), cada cliente terá direito a 50% de desconto na compra de até quatro ingressos, tanto nas bilheterias quanto nas compras online pela plataforma Sympla.
Os clientes que optarem pelo Banricompras também poderão usufruir do mesmo benefício diretamente nas bilheterias. A partir da parceria, todas as casas contarão com exclusividade da máquina Vero.
O lançamento desta parceria será marcado pelo patrocínio do show Acústico Bandas Gaúchas – 20 Anos, que acontece nos dias 20 e 21 de setembro, no Auditório Araújo Vianna.
Tradição que se renova
Fundado em 1928, no Rio Grande do Sul, o Banrisul nasceu para apoiar o desenvolvimento econômico da região e, desde então, consolidou-se como o “banco dos gaúchos”. Hoje, chega aos 97 anos com 490 agências, 114 pontos de atendimento e 940 Banripontos.
O cérebro feminino e o futuro da liderança
Por Isadora Reis, head de Marketing e Comunicação Institucional LatAm da Korn Ferry
Comecei a ler O Cérebro Feminino, da neurocientista Louann Brizendine, movida por motivos pessoais. Queria entender melhor as nuances da mente feminina, as emoções e a forma como nosso corpo responde ao mundo. O que eu não imaginava era o impacto que essa leitura teria na minha vida profissional, e como poderia ajudar tantas mulheres a enxergarem mais claramente seu potencial. Mais ainda: como poderia ajudar as organizações a repensarem o papel transformador da liderança feminina.
No mundo dos negócios, fala-se muito sobre diversidade de gênero, mas, ainda pouco sobre como características próprias do cérebro e da fisiologia feminina se traduzem em vantagens competitivas para empresas. Brizendine mostra, com base em neurociência, que as mulheres têm maior ativação em áreas ligadas à empatia, comunicação e leitura emocional. Isso significa líderes mais sensíveis às dinmicas humanas, capazes de escutar, engajar e criar confiança.
É curioso como aquilo que, por muito tempo, foi visto como “suave” ou até “fragilidade”. A empatia, a atenção ao outro, a colaboração, hoje se tornam essenciais em contextos de negócios marcados por incerteza, disrupção tecnológica e mudança constante. Estamos vivendo a era em que a inteligência relacional é tão estratégica quanto a inteligência analítica.
Os estudos confirmam isso ao mostrarem que mulheres pontuam mais alto em competências de inteligência emocional, e que empresas com maior diversidade de gênero em cargos de liderança apresentam culturas mais fortes, engajamento mais elevado e maior capacidade de inovar. Em outras palavras: quando mulheres chegam ao topo, a cultura muda. E muda para melhor.
A liderança feminina tende a se aproximar do conceito de liderança servidora, que inverte a lógica tradicional de comando e controle. Em vez de centralizar poder, busca-se criar espaço para que as equipes floresçam, removendo obstáculos e fortalecendo talentos. Esse estilo é não apenas mais humano, mas, também, mais eficaz para gerar resultados sustentáveis em ambientes complexos.
Por isso, defender mais mulheres em cargos de liderança vai além da pauta de equidade. É uma questão de visão estratégica. As empresas que compreendem o impacto da neurociência aplicada à gestão e traduzem isso em práticas de diversidade estão não só corrigindo desigualdades históricas, mas também construindo negócios mais resilientes e preparados para o futuro.
Como mulher, a leitura de Brizendine me trouxe um convite: enxergar no meu cérebro, nas minhas emoções e no meu modo de me relacionar não nas fraquezas, mas fontes de força e liderança. Como profissional, trouxe uma convicção: quanto mais espaços as organizações abrirem para que mulheres liderem com autenticidade, mais sólidas, inovadoras e humanas elas se tornarão.
No fim, não se trata apenas de mulheres na liderança. Trata-se de um novo paradigma de gestão. Um que o mundo corporativo não pode mais se dar ao luxo de ignorar.
Sobre a Korn Ferry
A Korn Ferry é uma empresa global de consultoria organizacional, que opera na interseção entre estratégia e talento, ajudando organizações a maximizarem impacto. Trabalha com os seus clientes desenhando as suas estruturas, funções e responsabilidades, e os auxiliam a encontrar e contratar as pessoas certas para colocar a sua estratégia em ação. Além disso, apoia-os nas temáticas de diversidade, equidade e inclusão e os orienta sobre como recompensar, desenvolver e motivar os seus colaboradores, apoiada por uma propriedade intelectual e base de dados únicas, além de pesquisas autorais exclusivas sobre liderança, comportamento empresarial, mercado de trabalho, recursos humanos e outros temas. Tudo isso, para impulsionar um crescimento sustentável das organizações com as quais trabalha.
Presente na América do Norte, América Latina, Europa, Ásia, África e Oriente Médio, a Korn Ferry conta com mais de 100 escritórios e 10.000 colaboradores ao redor do mundo.No Brasil, a sede da Korn Ferry está localizada em São Paulo e são mais de 250 colaboradores atendendo em todas as regiões do país.
O perfil do comprador on-line atual
Por Ariane Abreu – Diretora de Negócios e Parcerias da Total IP+IA
As compras on-line já se consolidaram como parte do cotidiano dos brasileiros. No entanto, essa comodidade vem acompanhada de um desafio crescente: garantir a proteção dos dados pessoais e financeiros. Segundo pesquisa da Serasa Experian, 87% dos consumidores evitam marcas de pouca confiança e 76% estão dispostos a pagar mais por segurança. Esses números revelam uma tendência clara: o digital só avança de forma sustentável quando a experiência do usuário é acompanhada por mecanismos robustos de proteção.
O consumidor mais atento e seletivo
Ainda conforme o estudo, 91% dos clientes colocam a segurança como fator decisivo na hora da compra e 89% priorizam a privacidade. Embora conveniência e experiência fluida sejam relevantes, aparecem em segundo plano. Não à toa, mais de um terço dos consumidores evita salvar informações de pagamento em sites ou aplicativos.
Esse comportamento mostra como estamos diante de um público mais maduro digitalmente: ele deseja facilidade, mas está disposto a abrir mão de atalhos em nome da proteção.
O papel da tecnologia
Para lidar com esse novo perfil de consumidor, as empresas precisam investir em tecnologias de proteção em camadas, desde sistemas de autenticação multifatorial até o uso de Inteligência Artificial (IA) para detectar padrões suspeitos de comportamento.
Autenticação adaptativa: ajusta o nível de verificação conforme o risco da transação.
Machine learning: identifica tentativas de fraude em tempo real ao comparar milhares de variáveis de cada interação.
Criptografia avançada: dados sensíveis, mesmo se interceptados, permanecem inacessíveis.
Esses recursos, quando bem integrados, conseguem equilibrar conveniência e segurança, evitando processos de validação, dificultadores da jornada de compra.
Tendência para o futuro
Conforme o comércio eletrônico cresce e se diversifica, especialmente em canais como marketplaces (71% de preferência do público), o desafio é universal: proteger milhões de interações diárias sem comprometer a experiência do cliente. O avanço das compras por aplicativos oficiais também reforça a necessidade da segurança incorporada já na concepção das plataformas e não apenas como um complemento posterior.
O movimento é claro: consumidores estão mais conscientes e exigentes. Cabe às empresas e às lideranças de tecnologia entender esse cenário e responder com estratégias inovadoras, capazes de unir confiança, agilidade e proteção.
Inteligência Artificial abre caminho para um novo ciclo no varejo
Por Rodrigo Costa – CTO & Head de Digital Business da Kron Digital
À medida que o varejo nacional se adapta às novas exigências fiscais, digitais e logísticas, uma transformação silenciosa, porém decisiva, começa a acontecer com a chegada dos agentes autônomos de Inteligência Artificial (IA). Mais do que ferramentas de suporte, esses sistemas estão começando a operar como recursos digitais inteligentes, com capacidade de aprender, decidir e agir em nome da empresa, influenciando diretamente o desempenho comercial e operacional.
De acordo com o último relatório da PwC, 79% dos executivos entrevistados afirmam que suas empresas já usam agentes de IA e 88% pretendem elevar os investimentos em IA nos próximos 12 meses. Em outro levantamento, a Deloitte projeta que 25% das empresas adotarão agentes até 2025, chegando a 50% em 2027. Isso demonstra que os agentes não são mais promessa, já são parte da infraestrutura de negócios.
Mais do que automatizar tarefas, os agentes de IA estão redefinindo a liderança ao oferecer inteligência contextual para decisões de alto impacto. O líder deixa de ser o centralizador de informações para se tornar um orquestrador de talentos humanos e capacidades digitais. Essa mudança exige uma atuação mais data-driven, capaz de transformar insights gerados por IA em ações inspiradoras e resultados concretos. Na prática, o foco da liderança migra para visão, cultura organizacional e estratégia, enquanto a IA assume a execução e a análise em tempo real.
Se a transformação digital deu escala e visibilidade aos negócios, os agentes de IA estão levando o varejo a um novo patamar, o da autonomia computacional. A diferença é profunda, mas também estratégica.
Do ganho operacional à inteligência aplicada
O varejo entra agora na era da atuação digital inteligente. Para CEOs e diretores, adiar a integração de agentes de IA é arriscar eficiência e relevncia no mercado. Os dados já indicam que quem lidera essa adoção cria vantagem competitiva, reduz custos, acelera decisões e promove experiências de compra mais fluídas. Mas é preciso agir com estratégia, governança e propósito claro, não basta apenas implementar a tecnologia, é preciso redesenhar o negócio ao redor dela.
Agentes de IA não são apenas chatbots ou assistentes de FAQ. Estamos falando de sistemas que interagem com diferentes plataformas, analisam grandes volumes de dados em tempo real, e conseguem executar rotinas como reprecificação automática de produtos, redistribuição inteligente de estoque, previsão de demanda, detecção de fraudes, ou atendimento personalizado baseado em comportamento preditivo, sem depender de gatilhos humanos.
A adoção de agentes de inteligência artificial começa por ganhos tangíveis como mais eficiência, previsibilidade, produtividade e menos atrito operacional. Mas o potencial vai além. Já é possível conectar modelos que monitoram canais de venda em tempo real e ajustam campanhas com base em variáveis como desempenho regional, comportamento do consumidor e disponibilidade de estoque sem intervenção manual. Antes restritas a estruturas robustas de inteligência centralizada, essas capacidades hoje são viabilizadas por soluções em nuvem e pelo avanço da IA como serviço, acessíveis inclusive a redes que operam fora dos grandes centros.
Esse novo cenário também altera as expectativas do consumidor. Segundo o Capgemini Research Institute, 71% das pessoas esperam que o varejo incorpore recursos de IA generativa em suas experiências de compra. E 58% já preferem recomendações feitas por esses agentes a mecanismos de busca tradicionais. Mais do que uma escolha tecnológica, a incorporação da IA se torna uma resposta estratégica à nova lógica de consumo.
Varejistas brasileiros estão prontos?
Apesar dos avanços recentes, o varejo brasileiro ainda caminha com cautela. Muitos negócios, especialmente fora dos grandes centros, seguem presos a sistemas legados e processos manuais. Por outro lado, há uma oportunidade concreta para quem deseja se reposicionar. A adoção de agentes inteligentes tornou-se mais viável e acessível com o crescimento da IA como serviço, o avanço dos modelos open source e a consolidação de plataformas interoperáveis, criando um cenário favorável para quem quiser começar agora.
No varejo, onde margens apertadas e agilidade definem a competitividade, a IA está revolucionando toda a jornada operacional, do planejamento de estoque ao atendimento personalizado. Agentes inteligentes analisam comportamento de consumo, histórico de compras, tendências locais e até variáveis externas, como clima e sazonalidade, para prever demanda, ajustar preços e recomendar produtos com precisão. O resultado é um varejo mais proativo, capaz de antecipar necessidades do cliente e reduzir desperdícios.
Além disso, a IA permite simular cenários antes de executá-los, reduzindo riscos e ampliando o retorno sobre o investimento. Com isso, o processo decisório deixa de depender de intuições subjetivas para se apoiar em análises preditivas baseadas em dados concretos, sem abrir mão da sensibilidade humana, ainda essencial na experiência do consumidor.
Conar faz acordos inéditos com o Governo Federal
Por Renata Suter
O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) e a Secretaria de Comunicação Social (SECOM/PR) assinaram ontem, dia 8 de setembro, um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) direcionado para o fortalecimento da publicidade responsável no Brasil e também para o enfrentamento a golpes e fraudes que utilizam políticas públicas.
O objetivo com esse ACT é promover ações de formação, capacitação, troca de experiências, disseminação de informações e metodologias, buscando sempre as melhores práticas da autorregulação da publicidade. Diante das transformações digitais, o que se quer, é reforçar a ética, a transparência e a integridade da comunicação.
Para Sergio Pompilio, presidente do CONAR – na foto de abertura desta matéria, de gravata azul -, a publicidade brasileira é reconhecida mundialmente por sua criatividade e qualidade, estando na vanguarda das inovações e, justamente por isso, torna-se ainda mais importante investir em soluções construídas de forma colaborativa. “A assinatura deste acordo com a SECOM representa um marco na trajetória do CONAR e da autorregulação publicitária, consolidando um modelo de parceria que fortalece princípios éticos e a prática de uma comunicação responsável e transparente. Não tenho dúvida de que esta cooperação será um divisor de águas”.
SPA e Conar
A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda e o Conar também assinaram ontem, dia 8 de setembro, um acordo para fortalecer a fiscalização nas campanhas de publicidade do setor de apostas de quota fixa e promoções comerciais no Brasil.
Entre as ações previstas no acordo estão a criação de um fluxo permanente de comunicação entre a SPA e o Conar para tratar de casos de publicidade irregular. Com a parceria, a expectativa é alcançar resultados concretos, como a identificação de anúncios infratores.
Como a IA redefine a relação entre marcas e consumidores?
Por Meio & Mensagem
A Blip, plataforma de inteligência conversacional, e a WGSN, consultoria global de tendências, lançaram o relatório “IA e o futuro da jornada do consumidor”.
O estudo aponta quatro movimentos que devem redefinir o consumo nos próximos anos.
A consolidação da inteligência artificial e a integração entre físico e digital estão tornando a jornada de compra mais complexa.
Segundo o relatório, 82% dos consumidores consultam de três a sete fontes antes de decidir e 47% já iniciam a busca em marketplaces, o que aumenta a pressão por conveniência, personalização e confiança.
Quais são as quatro tendências?
A primeira tendência é a tecnologia afetiva, em que interfaces emocionais substituem interações robotizadas e criam conexões reais com os consumidores.
O estudo mostra que 61% dos clientes se sentem tratados como números, e que clientes emocionalmente conectados podem gerar até 306% mais valor vitalício, segundo a Ecom Business Hub.
A segunda é a ultra-personalização. A inteligência artificial permite prever desejos dos consumidores antes mesmo de serem conscientes, e hoje 35% dos brasileiros já utilizam IA para decidir o que comprar, número que sobe para 60% entre a geração Z.
A terceira tendência envolve as compras autônomas, conhecidas como B2AI, em que assistentes de IA tomam decisões de compra sem intervenção humana.
A pesquisa indica que 70% dos brasileiros já aceitam essa modalidade, que projeta o conceito de “zero cliques”, tornando o comércio cada vez mais preditivo e invisível.
A última é o comércio conversacional transforma a conversa em novo espaço de compra. Três em cada quatro adultos brasileiros já enviam mensagens para empresas semanalmente, e até 2028 a busca orgânica deve cair 50%, sendo substituída pela pesquisa generativa em IA, segundo levantamento da Kantar.
O levantamento mostra ainda que empresas que adotam plataformas de comércio unificado já registram aumento médio de 7,5% nas receitas anuais.
Para Blip e WGSN, marcas que souberem unir tecnologia, empatia e ética no uso da IA terão vantagem competitiva na próxima década.
Eventos são a nova plataforma de comunicação para marcas
Por Giovana Oréfice
Em 1985, o Rock in Rio surgiu a partir de um case de marca, a pedido de Brahma para o lançamento da cerveja Malt 90. Como plataforma de comunicação, também atraiu outras empresas, como Coca-Cola e Nestlé.
Quatro décadas depois, o festival segue atraindo inúmeras marcas e servindo de modelo para outros formatos, como o The Town e o Lollapalooza Brasil.
De acordo com Rodolfo Medina, presidente executivo do Grupo Dreamers, as marcas já fazem parte da experiência do público que frequenta o evento, na expectativa de brindes e ativações, por exemplo, além de, claro, dos maiores shows do mundo, afirmou.
Medina participou do painel “Marcas que Tocam”, na terceira edição do Blue Connections, ao lado de Dody Sirena, sócio-fundador da DC Set, e Enio Ribeiro, diretor comercial da IMM Esporte e Entretenimento, com mediação de Luiz Calainho, CEO da L21 Corp.
“A verdade é que hoje em dia ficou muito mais complexo do que era há 40 anos, com a história da tecnologia, das novas plataformas, da complexidade dos meios de comunicação. Ficou muito difícil reter atenção. Quando entramos em um momento como o que vivemos agora, com o show do Travis Scott ou no dia do Green Day, as marcas estão criando memórias únicas que são peças de comunicação”, explicou o presidente do Grupo Dreamers, referindo-se ao primeiro final de semana do The Town.
Na indústria da música há quase 50 anos, Sirena reconheceu o fato de o Rock in Rio ter aberto as portas para que não apenas o Brasil, mas a América do Sul, estivessem no roteiro dos grandes shows internacionais. Além disso, exaltou o privilégio do Brasil na questão musical. Aqui, os artistas mantêm uma regularidade de lançamentos e o mercado constantemente recebe novos talentos e tendências.
Neste sentido, Enio Ribeiro, da IMM Esporte e Entretenimento, reforçou a unicidade do Brasil não apenas na música. A empresa é responsável por eventos como Rio e SP Open, o festival gastronômico Taste e o Cirque du Soleil, por exemplo. Este último, lembrou, atrai o vice-presidente global de marketing do evento para conferir as ativações que são feitas no País.
“Temos essa sofisticação, conectamos emocionalmente marcas com conteúdos”, disse. “Eu odeio a palavra entretenimento, e entreter me parece pouco para o que fazemos. No dicionário, significa passar o tempo etc, e não é isso o que fazemos. Nós emocionamos, devia chamar emocionamento”, complementou.
Os executivos defenderam alguns pontos para gerar a conexão emocional. Com experiência também no gerenciamento de carreira de artistas, Dody alertou para a adoção de celebridades como rosto de marca: “Para ter retorno e conexão com o público, os artistas da música têm que ser mostrados como artistas da música, e não como garoto-propaganda”, pontuou o sócio-fundador da DC Set.
Ainda segundo ele, é preciso que anunciantes – que estão se tornando protagonistas e parte do line-up de festivais – vão além do logo, investindo na interação e experiência ao vivo, a qual classifica como a atual líder do pódio da publicidade. A mídia digital e a convencional aparecem no segundo e terceiro lugar de seu ranking, respectivamente.
Medina acrescentou que a chave para o sucesso é resolver as dores tanto do público, quanto do cliente, apostando na colaboração como critério essencial. Como exemplo, citou a The Tower, atração inédita do The town 2025. A atração criada junto à Eisenbahn, patrocinadora máster do evento, funciona como um evento após o show principal da noite, pensada especialmente para desafogar o sistema de transporte ao fim de cada dia do festival.
“A experiência está resolvendo um problema do público, do festival e trazendo uma experiência única. Quando conseguimos trazer isso, damos mais retorno, e melhoramos”, disse. “E o público não sabe que melhorou o transporte, porque eles ficaram mais tempo lá dentro, conseguiram chegar em casa com mais facilidade e, no entanto, uma marca nos ajudou a construir e melhorar a experiência como um todo”.
Além disso, ainda que as redes sociais e as novas tecnologias, como a inteligência artificial, estejam redefinindo os padrões de experiência e potencializando o alcance e o engajamento, Ênio defendeu um olhar amplo para os públicos. “Hoje em dia, nos nossos eventos, eu estou mais preocupado em como atingir o público 50+, que é quem está crescendo, está aumentando o poder aquisitivo e as pessoas meio que negligenciam, do que qual vai ser a última tecnologia”, concluiu.