Você vai ler na coluna de hoje: Refrigerante queridinho por brasileiros foi comprado pela Coca-Cola, Band surpreende e contrata o jornalista mais polêmico do Brasil, A Geração Z está escolhendo o setor da saúde para empregos à prova de IA; mas tem um problema: essas são posições com altos índices de infelicidade, Brasileiros serão forçados a trocar de televisão em 2026, Inteligência artificial do CONAR vai rastrear uso de marcas e autoridades do governo em golpes, Abvtex: “Taxa das blusinhas” não tirou varejo brasileiro da mira chinesa, Quantas vezes você já ouviu essa frase?, TV ou Streaming? Como as novas gerações estão moldando o futuro da comunicação, Por muito tempo, o marketing foi visto como promoção, Sustentabilidade se consolida como critério de compra no setor de artigos para casa, Após polêmicas, ABAP lança Código de Conduta para Inscrição de Agências em Premiações, O envelhecimento da população e a urgência de soluções acessíveis para reabilitação e Nova plataforma brasileira com IA ajuda a resolver desafio do marketing para pequenos negócios.
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Refrigerante queridinho por brasileiros foi comprado pela Coca-Cola
Por Carolina Carvalho
A Coca-Cola já é a dona de um dos refrigerantes mais populares do mundo, mas também é dona de várias outras marcas de sucos, energéticos e, claro, outros refrigerantes. Um exemplo de receita comprada pela Coca-Cola foi a marca nacional Guaraná Jesus.
O Guaraná Jesus foi criado pelo farmacêutico maranhense Jesus Norberto Gomes, na capital do Maranhão, São Luís, lá em 1927. E acredite se quiser: no começo, o famoso refrigerante cor-de-rosa não tinha o sabor docinho que o tornou tão conhecido e amado na região Nordeste. Quando foi criado, o Guaraná Jesus era amargo, mas o criador foi aprimorando a fórmula com o passar dos anos.
Quando a Coca-Cola comprou o refrigerante Guaraná Jesus?
O criador do refrigerante faleceu em 1963, quando sua criação já havia ganhado muita popularidade. Em 1980, a família de Jesus, que ficou com os direitos da receita, vendeu a marca para a Companhia Maranhense de Refrigerantes*. A companhia era franqueada pela Coca-Cola Brasil, mas, em 2001, a Coca adquiriu os direitos da bebida cor-de-rosa.
Segundo a revista PEGM, a Coca-Cola se comprometeu com a família de Jesus a manter as características tradicionais do refrigerante maranhense, como o logotipo “Jesus”, que é baseado na assinatura do criador, as cores do rótulo e o sabor docinho. A atual identidade visual da bebida é inspirada nos azulejos coloniais típicos da capital maranhense e foi escolhida em 2008, quando a Coca-Cola fez uma campanha com três opções de rótulos para a população escolher a preferida.
Band surpreende e contrata o jornalista mais polêmico do Brasil
Por Alan da Silva
Leo Dias anunciou um novo projeto televisivo: um contrato com a Band para apresentar o programa “Cara a Cara”. Este retorno às telas marca o início de um novo capítulo na carreira do jornalista, que deixou o SBT, onde apresentava o “Fofocalizando”.
Na nova emissora, Dias receberá um salário de R$ 200 mil mensais, consagrando-se como uma das grandes apostas da Band.
Além de assumir a apresentação do “Cara a Cara”, Leo Dias também fará parte do programa vespertino “Melhor da Tarde” e integrará a cobertura do “Band Folia” durante o Carnaval. Esta transição segue sua saída do SBT, impulsionada por divergências criativas e pela busca do canal por inovação.
Reformulação estratégica da Band
A inclusão de Leo Dias na programação da Band faz parte de uma estratégia para atrair uma audiência diversificada. O “Cara a Cara”, um sucesso das décadas de 1980 e 1990, será relançado, prometendo entrevistas reveladoras sob o comando do jornalista.
Este movimento sinaliza uma tentativa de revigorar a grade da emissora paulistana, combinando formatos clássicos com uma abordagem contemporânea.
A nova etapa na Band oferece a Leo Dias a oportunidade de reforçar seu impacto no horário nobre da televisão brasileira. A emissora, por sua vez, visa capturar a atenção do público ao investir em nomes de destaque.
Expectativas para o relançamento
O “Cara a Cara” deve estrear em breve, conforme anunciado neste mês de julho, prometendo aumentar a competitividade das noites de domingo. Com múltiplos programas em seu portfólio, Leo Dias já se destaca na nova grade da Band.
A parceria sinaliza um período de renovação tanto para o jornalista quanto para o canal, com perspectivas promissoras de redefinir suas trajetórias na TV brasileira.
A Geração Z está escolhendo o setor da saúde para empregos à prova de IA; mas tem um problema: essas são posições com altos índices de infelicidade
Por Fabrício Mainenti
A inteligência artificial, ou IA, está gerando incerteza no mercado de trabalho em geral, especialmente entre os jovens que entram em seus primeiros anos de trabalho, em um momento em que mudanças drásticas são esperadas. Uma preocupação recorrente e lógica é escolher uma profissão que não possa ser facilmente substituída pela IA; nesse sentido, há estudos mostrando que o setor da saúde atrai a atenção da Geração Z. No geral, muitas pessoas desejam estudos que proporcionem estabilidade e tranquilidade, e o setor da educação também se destaca.
Líderes da tecnologia têm alertado consistentemente que a IA pode desempenhar as tarefas de trabalhadores iniciantes e pode reduzir empregos administrativos pela metade até 2030 — embora o líder da Amazon Web Services tenha abordado essa questão, chamando essa decisão corporativa de “estúpida”. No entanto, um estudo da Universidade de Stanford alerta que a tecnologia já está tendo um impacto significativo e desproporcional na Geração Z.
Ao mesmo tempo, a Fortune divulga os resultados de um estudo que mostra quais profissões as pessoas estão mais e menos infelizes. O setor da saúde, liderado por médicos e paramédicos, é considerado o mais insatisfeito.
Muita responsabilidade e longas jornadas
Especificamente, um estudo recente da plataforma de trabalho por turnos Deputy, que entrevistou 1,28 milhão de usuários, classifica médicos, paramédicos e até quiropráticos como os trabalhadores mais infelizes. De fato, consultórios médicos e clínicas médicas relataram os maiores níveis de insatisfação, com quase 38% dos entrevistados relatando insatisfação com seus empregos.
No total, quatro dos cinco piores empregos para a felicidade no Reino Unido estão no setor da saúde. Apesar da reputação do setor da saúde como um trabalho significativo, esses cargos costumam ser mais propensos a causar esgotamento profissional. Entre outras causas, estão as longas jornadas de trabalho e a grande responsabilidade que assumem.
Há alguns dias, vimos que esse fenômeno também está se reproduzindo na Espanha. O setor mais afetado pelo esgotamento profissional, segundo pesquisa da Ranstad, é o da saúde, onde 35,6% dos trabalhadores relataram sentir-se “emocionalmente esgotados”, número que sobe para 43,3% entre aqueles que já se sentiram assim.
Quais são os setores mais felizes?
Um estudo no Reino Unido, constatou que, entre os trabalhadores da Geração Z, aqueles empregados na área de hospitalidade eram os mais felizes. De fato, os empregos na área de hospitalidade dominaram os rankings de felicidade. Funcionários de restaurantes com serviço de mesa, funcionários de restaurantes de fast food, funcionários de cafeterias e outros registraram algumas das maiores taxas de satisfação no trabalho de todos os setores. Floristas, cuidadores de crianças e faxineiros também relataram níveis notavelmente altos de satisfação no trabalho.
“Esses cargos podem se beneficiar de rotinas mais claras, cargas de trabalho gerenciáveis e equipes mais fortes, e isso leva a uma cultura de trabalho positiva.”
Brasileiros serão forçados a trocar de televisão em 2026
Por Alan da Silva
A televisão brasileira está em transformação com a implementação da TV 3.0, oficialmente instituída por um decreto presidencial assinado em 27 de agosto de 2025. Essa nova tecnologia visa redefinir o consumo de conteúdo audiovisual no Brasil ao integrar transmissão tradicional e serviços de internet com o padrão ATSC 3.0.
O objetivo é oferecer interatividade em tempo real, compras diretamente pela TV e acesso a conteúdos sob demanda.
A TV 3.0, prevista para ser lançada no Brasil em junho de 2026, conta com um sistema que mescla broadcast e broadband. Essa tecnologia permite transmissão de conteúdos em até 8K de resolução e proporciona som imersivo, aproximando-se da qualidade cinematográfica.
Destaca-se também a personalização dos anúncios, assemelhando-se às redes sociais, o que representa um avanço significativo na publicidade televisiva.
Para os telespectadores, a implementação não exige imediatamente a substituição dos aparelhos existentes. Dados indicam que 58% dos lares já conectados à internet poderão usufruir das novas funcionalidades sem a necessidade de hardware adicional. Entretanto, para outros brasileiros, a substituição pode ser inevitável.
Contudo, a aquisição de conversores específicos será necessária inicialmente, o que pode representar um obstáculo para algumas famílias.
Soluções na implementação
A migração para a TV 3.0 implica desafios financeiros e logísticos consideráveis. O governo prevê um investimento de R$ 2,8 bilhões até 2030 para a infraestrutura necessária, mas a conectividade estável é uma preocupação, já que 78% da população ainda carece de cobertura adequada de internet.
A nova tecnologia também permitirá a integração de serviços estatais e educativos, transformando a televisão não apenas em um meio de entretenimento mas também em uma plataforma de utilidade pública.
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Inteligência artificial do CONAR vai rastrear uso de marcas e autoridades do governo em golpes
Por Luís Osvaldo Grossmann
Por um acordo entre a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) e o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), uma ferramenta que usa inteligência artificial para rastrear a internet em busca de publicidade fraudulenta vai também monitorar o uso de marcas de governo e imagens manipuladas de autoridades nesse tipo de golpe.
“Isso vai nos permitir combater qualquer conteúdo de fraudes e golpes, especialmente aqueles que envolvem políticas públicas ou marcas do governo federal, ou mesmo acesso a direitos, de maneira mais ampla. O uso de inteligência artificial tem tornado esses conteúdos cada vez mais complexos, mais verossímeis, e isso tem impactado diretamente a dificuldade de as pessoas identificarem como golpe ou acessarem políticas públicas”, explica a secretária adjunta de Políticas Digitais da Secom/PR, Nina Santos.
O monitoramento será feito pelo Conar, que há um ano contratou a ferramenta digital para fiscalizar irregularidades nas propagandas que circulam no país, em linha com sistemas já utilizados em organismos de outros países, como a ARPP francesa (Autorité de Régulation Professionnelle de la Publicité) e da ASCI indiana (The Advertising Standards Council of India).
A ferramenta já foi utilizada em parceria com o poder público no começo deste ano, quando o Conar monitorou propagandas irregulares de bets durante a Copa São Paulo de Futebol Junior 2025 (Copinha), em janeiro. A ferramenta analisou a transmissão oficial das partidas do campeonato, tanto em canais televisivos como em perfis em redes sociais, sendo capaz de rastrear publicidade no Facebook, Instagram, Pinterest, Snapchat, TikTok, X e Youtube.
Segundo o Conar, esse trabalho cobriu quase 15 mil postagens em redes sociais e 480 horas de conteúdo audiovisual exibido em TV e perfis de redes sociais, resultando na identificação de infrações pontuais, em 32 peças publicitárias. Agora, a mesma ferramenta vai monitorar e comunicar o governo quando forem identificadas fraudes com marcas de entes públicos ou mesmo deepfakes de autoridades.
Em novembro do ano passado, um golpe online utilizou imagem falsa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para aplicar golpes a partir da promessa de recuperação de dinheiro esquecido em bancos. Um dos repetidos alvos são falsos aplicativos ou emails que se fazem passar pela Receita Federal. No mais recente, o Fisco identificou falsas chamadas de vídeo com estelionatários se passando por fiscais.
“Tivemos casos no Concurso Nacional Unificado, com uma série de conteúdos fraudulentos, por exemplo, que simulavam a inscrição mas, na verdade, acabavam aplicando golpes nas pessoas, fazendo com que elas depositassem dinheiro ou fizessem Pix para uma inscrição falsa. Temos golpes que usam a imagem da Receita Federal e exploram a declaração do Imposto de Renda. A gente tem uma série de golpes utilizando imagens de representantes do governo, sejam ministros, sejam outras autoridades que supostamente convidam as pessoas para ingressarem em plataformas ou comprarem criptomoedas ou fazerem qualquer tipo de operação, quando na verdade não são as autoridades dizendo aquilo”, lembra Nina Santos.
Com a parceria, o Conar passará a dar atenção especial à publicidade que envolva marcas e programas do governo. Sempre que identificar irregularidades, além de acionar sua estrutura interna de autorregulação, o conselho comunicará a Secom. Da mesma forma, conteúdos fraudulentos detectados pelo governo poderão ser encaminhados ao Conar, para que a entidade atue junto ao mercado publicitário.
Como reforça a secretária adjunta da Secom, a publicidade fraudulenta envolve uma questão complexa do papel das plataformas digitais na disseminação desse tipo de conteúdo. “Conteúdos de publicidade devem ser tratados de maneira diferente do conteúdo orgânico, porque além da contrapartida financeira, existe um processo de validação prévio. Qualquer pessoa que já tentou colocar uma publicidade numa rede sabe que aquilo permanece sob avaliação durante algum tempo até que a plataforma valide ou não a publicação daquele conteúdo. Não pode ser tratado da mesma maneira que um conteúdo orgânico.”
Abvtex: “Taxa das blusinhas” não tirou varejo brasileiro da mira chinesa
Por Sofia Kercher
Um ano depois da promulgação da Lei 14.902/24 (apelidada de “taxa das blusinhas”) o varejo brasileiro voltou a ganhar fôlego e criou 1,2 milhão de vagas de emprego.
Apesar disso, a igualdade tributária segue uma utopia varejista — e a preocupação do setor é que a taxa menor do Brasil ante a de outros mercados coloque o consumidor verde-amarelo de volta à mira chinesa.
Esta é a avaliação de Edmundo Lima, presidente da Abvtex(Associação Brasileira do Varejo Têxtil), ao CNN Money, baseada em informações da PMC (Pesquisa Mensal de Comércio), publicada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
As informações abrangem os primeiros 11 meses de vigência da medida, dado que os números de julho ainda não foram divulgados pelo instituto.
Saldo positivo
Para refrescar a memória: a partir de agosto de 2024, sites estrangeiros de vendas como Shein, Shopee e Aliexpress passaram a pagar impostos no Brasil (neste caso, o ICMS estadual, de 20%, e o imposto de importação federal, também de 20%) em todas as compras.
Seguro dizer que a medida não entrou para o hall das mais celebradas. De acordo com uma pesquisa de março, feita pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, 64% dos entrevistados consideraram a taxa das blusinhas o maior erro da administração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Tirando o baque na popularidade, o saldo foi positivo para o governo. Os dados do IBGE mostram que a arrecadação federal cresceu oito vezes com o fim da isenção do imposto. Nos 12 meses antes dela, foram R$ 371 milhões recolhidos. O valor saltou a R$ 2,993 bilhões.
O maior advogado (e beneficiado) pela tarifa foi, naturalmente, o varejo brasileiro. No período, houve um crescimento real de 5,47% no setor têxtil e de moda (o mais atingido pela concorrência com plataformas internacionais).
No recorte temporal, o comércio brasileiro também criou 194 mil empregos diretos e outros 1 milhão de empregos indiretos. Os trabalhadores do setor, por sua vez, receberam um incremento salarial total de R$ 1,6 bilhão.
“Pré-tarifa, o segmento estava vivendo um decréscimo de postos de trabalho e enfraquecimento da economia setorial. Depois dela, especialmente na moda, construção e eletrodomésticos, vemos uma abertura e investimento em novas vagas”, avalia Edmundo, da Abvtex.
Dados da associação confirmam o movimento: sem revelar nomes, Lima diz que uma pesquisa feita neste ano com cinco empresas do setor com capital aberto mostrou a previsão de investimento na ordem de R$ 2,8 bilhões ainda em 2025, entre abertura de lojas e expansão de suas atividades econômicas.
Pedra no sapato
O presidente da Abvetx é enfático ao celebrar o cenário. Apesar disso, defende ao CNN Money que a medida não garantiu a isonomia tributária e concorrência leal com as empresas de fora.
Lima explica: enquanto as plataformas pagam, em média, 45% de imposto (a variação depende do ICMS de cada estado), a indústria e varejo brasileiro enfrentam uma carga tributária de 90% sobre seus produtos.
“As empresas nacionais enfrentam maior peso e complexidade tributária, mesmo depois de termos sensibilizado o governo à causa”, diz.
Inicialmente, o pleito da associação era a redução na carga econômica nacional. Por “desafios no equilíbrio do orçamento federal”, contudo, o empresário explica que a categoria tem advogado por uma equiparação das tarifas, subindo as internacionais também a 90%.
O Brasil foi um dos pioneiros na tributação. Depois dele, México, Chile e Equador anunciaram tarifas sobre importações; a Comissão Europeia começou a estudar a cobrança de uma taxa de 2 euros sobre vendas do tipo; e os Estados Unidos eliminou seu “de minimis”, que permitia a entrada nos Estados Unidos de mercadorias no valor de US$ 800 ou menos sem tarifas.
Contudo, a discrepância entre a tributação nacional e internacional pode levar a China a redirecionar o volume de produtos ao Brasil, por ainda considerar a taxa “conveniente” quando comparado a outros mercados.
“Não queremos protecionismo ou fechamento de mercado. Defendemos a igualdade de condições”, finaliza.
Quantas vezes você já ouviu essa frase?
Por Alessandro Jacoby
Esse mantra do “pensar fora da caixa” já virou aquele tipo de conselho vazio que parece profundo, mas serve mesmo é pra esconder a pressa de parecer inovador.
A real?
A sua caixa tem valor.
Ela é feita de tudo que você viveu.
Aprendeu.
Errou.
Consertou.
E repetiu.
Jogar fora essa estrutura toda pra provar que é criativo.
É como queimar a casa pra mostrar que sabe acampar.
Meu grande amigo Leandro Siminovich matou a charada.
Não precisa sair da caixa.
Amplie.
Abra uma janela.
Instale uma varanda.
Derrube aquela parede que não faz mais sentido.
Mas mantenha o alicerce.
O problema nunca foi ter uma caixa.
É só que a maioria quer comprar uma nova.
Antes de entender pra que serve a que já tem.
No fim das contas, sair da caixa virou mais um produto.
Mais uma exigência performática da criatividade sem contexto.
Então, antes de sair da sua.
Aprende a morar melhor nela.
TV ou Streaming? Como as novas gerações estão moldando o futuro da comunicação
Por Edson Luca de Almeida
Nos últimos anos, temos acompanhado uma transformação profunda no consumo de conteúdo audiovisual. A televisão linear, que por décadas foi a principal forma de entretenimento e informação, divide espaço com plataformas de streaming que oferecem conteúdo sob demanda, personalizado e global.
Mas o que isso significa para profissionais de comunicação, produtores e criadores de conteúdo? Significa que precisamos olhar para além do formato e entender quem é a audiência de hoje e do amanhã. As gerações mais jovens não consomem apenas conteúdo; elas buscam experiências, histórias autênticas e conexões reais com os temas e personagens que acompanham.
Essa transição não é apenas tecnológica, é cultural. O desafio para emissoras e produtores é encontrar formas de inovar sem perder a essência do que torna o conteúdo relevante e memorável. E, para nós que atuamos na criação e produção, é um convite constante à experimentação: integrar narrativa, tecnologia e interatividade, mantendo o olhar atento às mudanças de comportamento da audiência.
Minha reflexão é: o futuro da TV e do audiovisual não está na disputa entre linear e digital, mas na capacidade de unir storytelling, inovação e compreensão profunda do público.
E você, como tem percebido essa mudança na forma como consumimos conteúdo? Qual é o papel da TV e do streaming no futuro que estamos construindo?
Por muito tempo, o marketing foi visto como promoção. Como comunicação.
Por Luciano Deos
A lógica era simples: fazer barulho, atrair atenção, convencer pela promessa.
Mas esse modelo se esgotou.
Com a globalização, produtos e serviços ficaram cada vez mais parecidos. A diferenciação já não vinha do que se produzia, mas de como se comunicava, de como se “marketiava”.
Foi aí que as marcas ganharam outro papel.
Deixaram de ser apenas identidade, ou uma disciplina de design.
Passaram a ocupar espaço no centro do negócio: um ativo estratégico, um vetor de cultura, uma expressão da proposta de valor.
A evolução do marketing mostrou que não basta ser, ou prometer.
É preciso entregar.
Entregar consistência entre discurso e prática.
Entregar valor para todos os públicos: clientes, colaboradores, parceiros, sociedade.
Entregar experiência, não só narrativa.
Branding nasce dessa urgência: alinhar o que a empresa promete ao que ela, de fato, entrega.
E esse é o maior desafio: sustentar coerência, consciência e consistência em um mundo que cobra resultados imediatos.
No fim, a marca não é só o que você diz.
Nem apenas o que você é.
A marca é o que você entrega.
E é por isso que acredito (e defendo) que o valor da marca está na experiência. Porque é isso que fica, que vincula, gera recompra e gera valor.
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Sustentabilidade se consolida como critério de compra no setor de artigos para casa
Pesquisa da ABCasa, em parceria com o IEMI, revela que responsabilidade socioambiental influencia escolhas de milhões de consumidores brasileiros e abre espaço para marcas alinhadas a práticas ESG
O consumidor brasileiro está mais consciente e exigente. Pesquisa inédita da ABCasa, Associação Brasileira que representa o setor de artigos para casa nos segmentos de decoração, presentes e papelaria, utilidades domésticas, festas, flores permanentes e têxtil, em parceria com o IEMI (Inteligência de Mercado), mostra que a sustentabilidade deixou de ser apenas uma tendência e já se consolidou como fator decisivo na jornada de compra.
O levantamento aponta que 14% dos consumidores escolhem uma marca necessariamente por ser ecologicamente correta, enquanto 16% destacam como atributo positivo na última compra.
Consciência cresce ao lado de qualidade e preço
Embora qualidade (50%), durabilidade (35%) e preço acessível (32%) sigam entre os atributos mais relevantes, os dados apontam que práticas socioambientais já ocupam um lugar importante na decisão de compra. Em um setor que movimentou R$ 102 bilhões em 2024, esse fator amplia as oportunidades para empresas que atuam de forma transparente e responsável.
“O consumidor brasileiro está cada vez mais atento e informado. Se antes qualidade e preço dominavam a escolha, hoje vemos crescer a importância da responsabilidade socioambiental. Esse movimento reflete uma sociedade conectada com valores de longo prazo e o setor precisa estar preparado para responder a essa expectativa”, afirma Eduardo Cincinato, presidente da ABCasa.
Rejeição a práticas nocivas amplia a pauta ESG
O estudo reforça que a consciência do consumidor não se limita ao meio ambiente. Práticas trabalhistas e sociais são relevantes: 22% rejeitam marcas que não respeitam o meio ambiente e 26% rejeitam marcas ligadas a condições de trabalho degradantes.
“Para o setor, marcas que investem na importância de alinhar comunicação, governança e responsabilidade social em toda a cadeia produtiva, têm maior potencial de construir relacionamentos sólidos”, completa Cincinato.
De valor aspiracional a prática concreta
A pesquisa revela que a sustentabilidade deixou de ser apenas um valor aspiracional e já se traduz de forma consistente no comportamento de compra. A consciência socioambiental aparece lado a lado com critérios tradicionais, como qualidade e preço, e reforça que o consumidor valoriza marcas que se posicionam de maneira clara e coerente. O desafio para as empresas é transformar responsabilidade em ações concretas, visíveis e percebidas, criando uma conexão que vá além da transação comercial.
“Este é o momento para as marcas investirem em inovação, produtos sustentáveis e comunicação clara. A pesquisa evidencia que sustentabilidade não é mais apenas um diferencial, mas uma condição crescente para conquistar e manter a preferência dos consumidores”, conclui Cincinato.
Sobre a ABCasa
A Associação Brasileira de Artigos para Casa, Decoração, Presentes e Utilidades Domésticas – ABCasa, é a principal entidade representativa dos setores de artigos para casa, decoração, presentes, utilidades domésticas, festas, flores, têxtil e papelaria no Brasil. Sem fins lucrativos, a associação atua de forma estratégica para fortalecer e profissionalizar o setor, promovendo o desenvolvimento sustentável de toda a cadeia produtiva. Com mais de 650 empresas associadas, a ABCasa conecta indústrias importadoras e exportadoras, distribuidores, lojistas, fornecedores e profissionais do segmento, criando uma base sólida de relacionamento e colaboração. A entidade é reconhecida por promover importantes feiras e eventos de negócios, além de oferecer conteúdo exclusivos, estudos setoriais, capacitações e ações de inteligência de mercado, impulsionando a competitividade e a inovação no setor. Ao assumir o papel de porta-voz do mercado de artigos para a casa e celebrações, a ABCasa reafirma seU compromisso com o crescimento, a valorização e a visibilidade de um dos segmentos mais dinâmicos e criativos da economia brasileira.
Após polêmicas, ABAP lança Código de Conduta para Inscrição de Agências em Premiações
A ABAP, Espaço de Articulação Coletiva do Ecossistema de Publicidade, lançou o Código de Conduta para Inscrição de Agências em premiações. Após as polêmicas que marcaram a edição deste ano do Cannes Lions, entidades e premiações vêm se preocupando em tornar o processo claro, cristalino e honesto.
O documento estabelece diretrizes para apoiar as agências e assegurar que a participação em festivais siga padrões éticos e responsáveis com todo o ecossistema de comunicação.
O Código foi construído ouvindo lideranças do setor, entidades parceiras e profissionais experientes no ecossistema criativo. A iniciativa é um compromisso coletivo com a reputação da publicidade brasileira e já foi assinada por mais de 50 agências associadas à ABAP.
Marcia Esteves, presidente da ABAP, conta que “Nossa proposta é orientar o mercado com um documento simples, estimulando todo o ecossistema a assumir esse compromisso, para que a publicidade brasileira continue sendo uma referência para o nosso país e para o mundo”.
O texto do Código de Conduta para Inscrição de Agências em premiações é composto por quatro partes: Princípios Fundamentais, Requisitos para Inscrição, Condutas Vedadas e Responsabilidade de Liderança.
Na primeira parte, estão listados compromissos com a verdade, transparência, integridade profissional, responsabilidade social e sustentabilidade do setor. Nela, há indicativos sobre as informações fornecidas aos festivais, que devem ser precisas, verificáveis, com as devidas fontes e datas claramente indicadas. O texto também faz referência às métricas da campanha, que devem ser claras e, se possível, oficiais.
Entre os requisitos para inscrição, a ABAP destaca o respeito aos critérios de cada festival e a necessidade da veiculação real das campanhas.
As agências devem ter autorização formal do cliente para utilizar a marca em campanhas participantes de festivais e toda peça inscrita deve ter sido previamente aprovada pelo cliente anunciante.
O documento termina com a recomendação de que cada agência crie uma política interna de aprovação das peças para participação nos festivais, com times responsáveis por revisar e validar os cases, verificando documentos, dados informados e nomeando um responsável designado para cada inscrição.
Leia aqui o Código, na íntegra.
O envelhecimento da população e a urgência de soluções acessíveis para reabilitação
Por Juliano Perfeito
O envelhecimento da população já não é uma projeção futura. É uma realidade incontornável que desafia sistemas de saúde, governos, famílias e empresas. Em escala global, a Organização Mundial da Saúde definiu 2021 a 2030 como a Década do Envelhecimento Saudável, com a meta de garantir que viver mais não signifique apenas acumular anos, mas preservar autonomia, dignidade e participação social.
No Brasil, a situação é ainda mais urgente. Dados do IBGE mostram que 16,1% da população já tem 60 anos ou mais. Até 2030, o número de idosos superará o de jovens. Essa mudança pressiona a previdência, impacta a economia e, sobretudo, evidencia a necessidade de novos modelos de cuidado em saúde.
Cirurgias, lesões articulares, quedas e doenças crônicas tornam a reabilitação um ponto central da longevidade. O modelo tradicional, baseado em fisioterapia presencial e protocolos rígidos, não é suficiente para atender à demanda crescente. É nesse espaço que a inovação se torna indispensável.
O desafio da reabilitação no envelhecimento
A reabilitação é um dos pilares para envelhecer com qualidade. Envolve recuperar funções após cirurgias, manter mobilidade, reduzir dores crônicas e prevenir complicações.
Na prática, enfrenta barreiras importantes. O modelo atual exige presença constante em clínicas, disciplina para seguir protocolos e tolerncia à dor. Muitos pacientes desistem antes do fim do tratamento. Outros sequer têm acesso, seja por distncia, custo ou falta de vagas.
O resultado é preocupante. Sem reabilitação adequada, idosos perdem autonomia, aumentam o risco de quedas e complicações e sobrecarregam ainda mais os serviços de saúde.
O caso do joelho é emblemático. Estima-se que até 2032 mais de 38 milhões de brasileiros terão 60 anos ou mais e, desse total, 40% conviverão com dor no joelho. Isso significa que 15 milhões de pessoas enfrentarão limitações para caminhar, subir escadas ou realizar atividades simples do dia a dia.
A urgência de soluções acessíveis
O acesso à reabilitação no Brasil é desigual. Enquanto hospitais de ponta oferecem recursos avançados, grande parte da população depende de sistemas sobrecarregados, com filas extensas e infraestrutura precária.
A inovação precisa chegar até o paciente. Soluções que possam ser usadas em casa ou em clínicas regionais são fundamentais para democratizar o tratamento. Reabilitação não pode ser privilégio de poucos.
Outro desafio é a adesão. Muitos abandonam a fisioterapia porque o processo é doloroso e desmotivador. Tecnologias que oferecem experiências mais confortáveis e personalizadas aumentam o engajamento e, com ele, a eficácia do tratamento.
A acessibilidade também envolve custos. O impacto econômico da dor crônica e da incapacidade é altíssimo. Investir em tecnologias que previnem complicações e reduzem hospitalizações é, na prática, uma forma de economizar recursos e gerar ganhos para toda a sociedade.
O papel da tecnologia na reabilitação
Foi nesse contexto que nasceu a Inovamotion. Criamos a empresa com a missão de transformar ciência em soluções reais, resultado de anos de pesquisa, validação científica e foco na usabilidade.
O Patello é um exemplo. É o primeiro dispositivo médico do mundo capaz de realizar mobilização multidirecional da patela de forma automatizada. Permite ajustes personalizados de intensidade, frequência, direção e duração, adaptando-se às necessidades de cada paciente, seja no hospital, na clínica ou em casa.
O impacto clínico é significativo. O Patello reduz a dor crônica e rigidez, estimula a nutrição da cartilagem, ativa mecanismos anti-inflamatórios e melhora a função do joelho. Além disso, favorece a adesão ao tratamento ao oferecer uma experiência mais confortável e menos desgastante.
O futuro da reabilitação acessível
O futuro do envelhecimento saudável depende de três fatores: políticas públicas consistentes, inovação tecnológica escalável e integração entre profissionais de saúde e pacientes.
No campo das políticas, é essencial que governos incorporem novas tecnologias em programas públicos, reduzindo desigualdades de acesso. Iniciativas como o Programa de Incentivo à Inovação da prefeitura de Florianópolis mostram como as parcerias podem acelerar a chegada de soluções ao mercado.
Do lado da inovação, pensar em escala é crucial. Produtos que funcionem em hospitais de referência e em residências são decisivos para ampliar o alcance.
Por fim, é necessária uma mudança cultural. A velhice não pode ser sinônimo de inatividade ou dependência. Precisamos valorizar o idoso como parte ativa da sociedade e oferecer condições para que ele viva com dignidade.
Envelhecer é inevitável. Cabe a nós, enquanto sociedade, criar as condições para que cada pessoa não apenas viva mais, mas viva melhor.
Nova plataforma brasileira com IA ajuda a resolver desafio do marketing para pequenos negócios
Manter uma presença digital constante e estratégica é um desafio para a maioria dos pequenos e médios empreendedores brasileiros. Falta tempo, conhecimento técnico e, muitas vezes, recursos para contratar uma agência ou equipe de marketing. O resultado é que muitos negócios acabam com suas redes sociais paradas, comunicação desorganizada e visual amador, fatores que reduzem a visibilidade, comprometem a credibilidade e as vendas. Foi para resolver esse problema que nasceu o Fredy, uma plataforma brasileira de AI Branding Owner que assume o papel de “dono do marketing” ajudando a organizar as rotinas de marketing do negócio de forma fácil, rápida e acessível. Criado pela empreendedora Sarah Martorelli, o Fredy combina inteligência artificial, com estratégias de branding e vendas para oferecer, em um único ambiente, identidade visual, conteúdo pronto e agendado, campanhas promocionais, atendimento automático e integração com redes sociais e WhatsApp.
“O que me inquietava era ver tantos pequenos negócios, carregados de propósito, se perdendo no silêncio digital. Esta plataforma é a minha resposta e nasce como uma ponte entre o talento desses empreendedores e a inteligência que o mundo de hoje exige. Quero que cada pequena empresa encontre voz e relevância no cenário digital, fortalecendo sua competitividade e sucesso”, conta a empresária.
Batizado de Fredy, uma alusão fonética ao termo friendly, que significa amigável, a solução nasce para tornar o marketing possível e acessível para quem empreende na raça. “Mais do que tirar uma ideia do papel, foi sobre dar forma ao propósito de levar estratégia e resultados reais para quem não tem agência, equipe ou tempo sobrando, mas quer crescer com presença digital inteligente”, afirma Sarah.
Para todos os tipos de negócio
Ao resolver a principal dor dos pequenos e médios empresários, sem gastar muito e sem depender de ferramentas complexas, o Fredy chega com uma série de funcionalidades que prometem se expandir nos próximos meses. A plataforma é capaz de criar marcas e identidades visuais do zero, incluindo nome, slogan, logotipo, paleta de cores e tom de voz.
Por meio de um calendário de conteúdo automático, entrega posts prontos, legendas, imagens, e agenda as publicações nas redes do Instagram, Facebook e LinkedIn. A solução também desenvolve campanhas de vendas e promoções sazonais, faz análise SWOT e definição de público-alvo, responde clientes e comentários nas redes, além de estruturar e disponibilizar um mini site para o negócio, de forma conectada ao WhatsApp.
“O Fredy aprende com o negócio do cliente, personalizando a comunicação e sugerindo ações de vendas de forma contínua. Por meio da análise de desempenho das publicações anteriores do negócio e de tudo o que acontece no mercado de atuação, ele vai ficando cada vez mais preciso e estratégico em habilidades e entregas”, complementa Sarah.
De esteticistas a donos de restaurantes, de clínicas a lojas de bairro, passando por franquias, educadores independentes e criadores de conteúdo, o Fredy se adapta a qualquer nicho. A plataforma foi pensada para empreendedores que têm pouco tempo e muitos papéis no dia a dia, precisam de autonomia e praticidade, e até mesmo aos que não entendem de marketing ou tecnologia, mas têm em comum o objetivo de vender mais, com comunicação estratégica.
Disponível em planos mensais, semestrais e anuais, a plataforma oferece três modalidades — Básico, Pro e Vip — com preços acessíveis e possibilidade de contratação de créditos adicionais para conteúdos extras. Membro da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia) e da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), o Fredy é uma plataforma SaaS – software como serviço, desenvolvida com foco em inteligência artificial e automações integradas.